A Polícia Federal iniciou, nesta quinta-feira (9), a 10ª fase da Operação Compliance Zero para investigar suspeitas de atuação coordenada em redes sociais com o objetivo de comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil. Entre os alvos da operação está o empresário Thiago Miranda, cuja residência, no Lago Sul, em Brasília, foi alvo de buscas.
A ação cumpre dois mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na capital federal. Conforme revelou o portal de notícias Fatos Online, Miranda é apontado como um dos nomes centrais da investigação que apura o caso envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Cooptação de jornalistas
Em paralelo, a PF aprofunda a apuração sobre a estrutura de comunicação montada em torno de Vorcaro após sua primeira prisão, incluindo o uso de perfis de influenciadores e uma proposta salarial de R$ 120 mil, além de R$ 1,5 milhão em bônus, apresentada à jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
Segundo as investigações, mensagens encontradas nos celulares de Miranda e do banqueiro Daniel Vorcaro indicariam discussões sobre estratégias para monitorar e tentar conter reportagens da colunista. Ainda conforme o Fatos Online, o material analisado pela PF também inclui diálogos relacionados a uma proposta milionária de contratação da jornalista e outras tratativas envolvendo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além do jogador Neymar e do Santos Futebol Clube.
A Polícia Federal apura a possível existência de uma organização criminosa voltada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento irregular de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à interferência em investigações.
Os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes como organização criminosa, delitos contra o sistema financeiro nacional, embaraço a investigações e violações relacionadas a dados e dispositivos informáticos.



Com informações do Jornal de Brasília

















