Agosto se aproxima e, a reboque, vem o prazo para a formalização de candidaturas para o pleito de outubro. No Distrito Federal, as forças começam a se assentar em torno de concorrentes com maiores ou menores chances, ou mesmo com aspectos ideologias semelhantes. No caso do AGIR, sigla que ainda não cravou em qual barco estará na corrida eleitoral, a hora é de conversas e alinhamentos. O partido botou o bloco na rua e está em diálogo com diversos candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) há cerca de dez dias.
Segundo o partido, já houve conversas com Leandro Grass (PT), Ricardo Capelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e Paulo Octávio (PSD) e Kiko Caputo (Novo), mas não está descartada uma candidatura própria em outubro. A possibilidade de encabeçar a chapa é bem vista entre os quadros, pois a legenda passou por uma reconfiguração nos últimos meses e quer se apresentar ao eleitorado de forma independente com um projeto para o Distrito Federal, além de ter montado um plano de governo “estruturado em 36 pontos”, conforme comunicação da sigla. Ainda assim, abriu o leque de contatos para entender como as campanhas já consolidadas enxergam os próximos quatro anos para o DF.
“Temos dialogado com todos que têm interesse em sentar à mesa conosco para construir um futuro melhor para o DF diante da crise que a cidade enfrenta”, pontuou Grass ao JBr. “O Agir tem bons quadros e que somariam na construção do nosso projeto político”, finalizou. Além de Grass, a pré-campanha de Belmonte também confirmou contatos do AGIR. “Tudo muito embrionário”, diz um colaborador ao Jornal de Brasília, sob reserva. Quanto ao PSD, que oficialmente tem José Roberto Arruda na corrida ao Buriti, o contato foi com o também ex-governador Paulo Octávio, que não retornou às tentativas de contato da reportagem.
Os contatos também fortalecem o que o AGIR considera com o desenvolvimento de um “diagnóstico aprofundado da realidade do Distrito Federal, com estudos sobre saúde, educação, segurança pública, mobilidade urbana, desenvolvimento econômico, geração de empregos, gestão pública e integração entre Brasília e a Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (Ride). Além de uma possível candidatura ao Executivo, é estudada internamente a possibilidade de viabilizar candidaturas ao Senado, onde a disputa está acirrada.
Até o momento, há ao menos três pré-candidaturas no campo da direita bolsonarista – a deputada federal Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambas do PL, além de Izalci Lucas (PSDB) – e duas da esquerda – com Leila Barros (PDT) e Erika Kokay (PT). A desistência do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), anunciada na noite de quarta-feira (8), dá um novo incentivo à disputa pelas duas vagas da capital da República à Casa Alta.
Com informações do Jornal de Brasília

















