O que deveria ser apenas um meio de transporte seguro para estudantes virou alvo da ação de criminosos. Em menos de um mês, o empresário Pabllo Silva, de 42 anos, viveu dois episódios de prejuízo e insegurança, o mais recente, um ato de vandalismo na Asa Sul. Um de seus veículos teve os vidros arranhados com inscrições de facções criminosas.
O empresário Pabllo tem 12 anos de experiência no transporte de estudantes e no fretamento para eventos, com uma frota de três vans que atendem diversas regiões administrativas do Distrito Federal. Um dos seus veículos foi alvo de vandalismo, no dia 7 de junho, enquanto estava estacionado em frente ao seu prédio, na quadra 504, da Asa Sul. Na ocasião, o suspeito, que ainda não foi identificado pela Polícia Civil do Distrito Federal, causou danos irreparáveis aos vidros laterais, marcados com as siglas das facções “PCC” e “CV”.

“Não tenho ideia de quem seja. É uma surpresa. Nesses 12 anos de atuação no transporte escolar, nunca vi nada igual, nunca vi nada parecido. A van fica estacionada na porta da minha casa. Por se tratar da Asa Sul, a gente sempre pensa que é uma área segura. Nunca tive esse tipo de situação em carro nenhum. Esse nível de riscar o vidro, é a primeira vez que eu vejo e estou passando”, relata Pabllo.

O proprietário registrou um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul, e a van passou por perícia técnica. Segundo o empresário, ainda não se sabe qual objeto causou as ranhuras nos vidros. Como os danos foram profundos, será necessária a substituição de todas as seis janelas. O prejuízo estimado em R$ 2.600 será totalmente custeado por Pabllo, que não possuí seguro automotivo.
“Registrei o boletim de ocorrência e também foi feita a perícia no carro. Ainda tem as marcas, então estou aguardando o resultado. Não sei se foi chave, não falaram ainda. A princípio acho que foi uma pedra, porque tinha marca de barro nos vidros. Não tem como arrumar, não há essa possibilidade. Terei que trocar porque os arranhões foram muito fundos. Terei que trocar os seis vidros laterais”, complementa.

Antes do episódio de vandalismo, o proprietário já havia sofrido outro prejuízo na Asa Sul. Em 15 de maio, um condutor colidiu com sua van no estacionamento e fugiu sem prestar assistência. O empresário precisou arcar do próprio bolso com o conserto, estimado em R$ 3 mil, e o veículo segue na funilaria.
“As câmeras de segurança registraram os ocorridos, mas até o momento não tive nenhum retorno ou atualização da Polícia Civil. Esses episódios mudaram a minha rotina de trabalho e os cuidados com as vans, mas não houve interrupção nos serviços. Passei a alugar um galpão para deixar as vans e não ter mais problemas”, conta.
Apesar dos prejuízos, Pabllo Silva acredita que os episódios foram isolados e sem correlação. O caso de vandalismo segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para identificar os responsáveis pelas pichações. Informações que auxiliem os agentes podem ser repassadas anonimamente, pelo 197.
Com informações do Jornal de Brasília
















