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PF Prende o Hacker por vazamento de dados ele tem 24 anos e mora em Uberlândia

Vandathegod Marcos Roberto Correia da Silva Operação Deepwater Uberlândia — Foto Michele FerreiraG1

Suspeito também por invadir o TSE , o rapaz de 24 anos foi preso  no Bairro Laranjeiras durante a Operação ‘Deepwater’ e levado para depor na PF; foram apreendidos computador e celular. Em novembro de 2020, na Operação ‘Exploit‘, ele era suspeito de invadir sistemas do Tribunal Superior Eleitoral.

Policiais federais apreendem equipamentos eletrônicos em operação contra divulgação de dados de brasileiros — Foto: PF/Divulgação

Um hacker, de 24 anos, foi preso no Bairro Laranjeiras em Uberlândia na manhã dessa sexta-feira (19) durante a Operação ‘Deepwater’. Conforme a Polícia Federal (PF), ele é suspeito do maior vazamento de dados do Brasil. A ação ainda cumpre mais quatro mandados de busca e apreensão em Petrolina (PE).

Na casa dele, a PF apreendeu um computador e um celular. De acordo com a investigação, Marcos Roberto Correia da Silva, conhecido como Vandathegod, é responsável pela divulgação de informações de 223 milhões de brasileiros. O rapaz foi levado para a delegacia para depor.

Vandathegod também foi alvo de um mandado de busca e apreensão na operação “Exploit”, que prendeu em novembro de 2020 o hacker suspeito de invadir sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele chegou a ser preso na ocasião e estava em prisão domiciliar até esta sexta.

A família de Marcos falou sobre a situação à TV Integração. Confira as declarações abaixo.

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As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da PF. Em 28 de janeiro, a polícia recebeu pedido da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para abrir a inquérito sobre o caso. A investigação é realizada pela Diretoria de Inteligência Policial da Polícia Federal.

A suspeita é que autoridades públicas estejam entre os alvos dos criminosos. A PF também apura a participação do hacker conhecido como “JustBR” na divulgação e comercialização dos dados sigilosos.

A Família ficou supresa com nova prisão
A irmã do hacker, que não quis se identificar, falou com a equipe da TV Integração sobre a nova prisão de Vandathegod. Segundo ela, o jovem estava em prisão domiciliar e utilizando tornozeleira eletrônica depois de ter sido detido no último ano, por suspeita de invasão ao sistema do TSE.

Conforme a irmã, a família ficou surpresa com a nova ação. “Como uma pessoa que não tem muito estudo, não é graduado, e era um hacker suspeito de envolvimento [em crimes] em vários países.”

O jovem morava em uma casa simples no Bairro Laranjeiras junto com a mãe, três irmãos e dois sobrinhos. A irmã também contou que Marcos não dava dinheiro à família “Aqui em casa não tinha [computador]. Ele ia pra lanhouse mexer. Depois ele apareceu com um notebook. Se tivesse dinheiro, eu estaria numa mansão. Acho que hacker ganha bastante dinheiro”, afirmou.

“Depois que ele foi preso [ano passado], usava tornozeleira e ficava trancado no quarto. Minha mãe sempre aconselhava ele a ir trabalhar. Falava pra ele ir trabalhar, entregar currículo, que não era vida ficar no computador. O que minha mãe pode dar de educação, ela deu”, explicou a irmã.

Vandathegod Marcos Roberto Correia da Silva Operação Deepwater Uberlândia — Foto Michele FerreiraG1

Investigações da Operação ‘Deepwater’
Os investigadores identificaram que, em 2021, dados sigilosos de pessoas físicas e jurídicas foram disponibilizados em um fórum na internet. A página é especializada em troca de informações sobre atividades cibernéticas.

Nesse site, eram apresentadas informações de pessoas físicas e jurídicas, como CPF e CNPJ, nome completo e endereço.

De acordo com a PF, a divulgação de parte dos dados sigilosos foi feita gratuitamente por um usuário do fórum que, ao mesmo tempo, expôs a venda o restante das informações sigilosas — elas poderiam ser adquiridas com criptomoedas.

Após diligências, a Polícia Federal identificou o hacker suspeito de obter, divulgar e comercializar os dados, assim como outro hacker que estaria vendendo os dados por meio suas redes sociais.

Polícia Federal deflagra operação contra divulgação e comercialização de dados de brasileiros — Foto: PF/Divulgação

Invasão ao TSE
Marcos Roberto Correia da Silva, o hacker conhecido como Vandathegod, também foi alvo de um mandado de busca e apreensão na operação “Exploit”, que prendeu em novembro de 2020 o hacker suspeito de invadir sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ele é investigado por ter participado da invasão que expôs informações administrativas de ex-servidores e ex-ministros do TSE no primeiro turno das eleições municipais de 2020.

A Justiça Eleitoral também determinou a proibição de contato entre ele e outros hackers investigados na operação Exploit.

Marcos Roberto Correia da Silva também é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais por invasão de dispositivo e estelionato.

Com informações do g1.globo.com

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