Search

Manifestantes do MTST protestam e fecham EPTG, no Distrito Federal

eptggrande1_620x465.jpg

Um grupo de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto
(MTST) fechou todas as pistas da Estrada Parque Taguatinga (EPTG), no
sentido Plano Piloto, na manhã desta sexta-feira (15). Eles protestam
contra uma decisão judicial que prevê a desocupação de um prédio em
construção em Taguatinga até este sábado (16).

Manifestantes fecharam a EPTG, sentido Plano Piloto, na manhã desta sexta-feira (15) (Foto: TV Globo/ Reprodução)Manifestantes fecharam a EPTG, sentido Plano Piloto, na manhã desta sexta-feira (15) (Foto: TV Globo/ Reprodução)

O protesto, feito com pneus e galhos queimados, teve início por volta
das 7h. Às 7h45, os manifestantes deixaram a via e os bombeiros
iniciaram o combate às chamas. Às 8h, as pistas estavam liberadas, mas o
engarrafamento em Taguatinga era grande.
A EPTG é uma das principais ligações entre Brasília e Taguatinga, região administrativa a 21 quilômetros do centro da capital.
O protesto não atingiu os moradores de Águas Claras que seguem para o
Plano Piloto, pois o bloqueio, feito com pneus queimados, ocorre após a
entrada da região. Para o moradores de Taguatinga, uma opção para fugir
do engarrafamento é a via Estrutural.

Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto fecharam a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) às 7h desta sexta-feira (15). Um longo engarrafamento se formou na região. A via foi liberada para os veículos às 8h, após os bombeiros apagarem as chamas de pneus e troncos queimados (Foto: TV Globo/ Reprodução)Manifestantes
do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto fecharam a Estrada Parque
Taguatinga (EPTG) às 7h desta sexta-feira (15). Um longo engarrafamento
se formou na região. A via foi liberada para os veículos às 8h, após os
bombeiros apagarem as chamas de pneus e troncos queimados (Foto: TV
Globo/ Reprodução)

Pistão Sul
Os sem-teto fizeram outra manifestação na noite desta quinta-feira
(14), no Pistão Sul, em Taguatinga, em frente ao prédio em construção
que eles ocupam. Os manifestantes bloquearam a via por cerca de uma
hora.
Segundo o Corpo dos Bombeiros, os manifestantes atearam fogo em pneus e
troncos de árvores. Os Bombeiros apagaram as chamas por volta das 20h e
ninguém ficou ferido.

Bombeiros apagaram as chamas de pneus e galhos queimados usados em protesto por volta das 8h desta sexta-feira (15) (Foto: TV Globo/ Reprodução)Bombeiros
apagaram as chamas de pneus e galhos queimados usados em protesto por
volta das 8h desta sexta-feira (15), na EPTG (Foto: TV Globo/
Reprodução)

Ocupação
Manifestantes do MTST ocuparam um prédio em construção no
Pistão Sul, em Taguatinga, no último dia 5 de janeiro. De acordo com o
movimento, a ocupação é parte da luta por moradia digna para as famílias
e requalificação do prédio abandonado com garantia de construção de
habitação social.
No dia 8 de janeiro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) determinou a reintegração de posse
do  prédio. A ação com pedido de reintegração de posse foi ajuizada por
Jarjour Veículos e Petróleo, empresa que alegou ser proprietária do
terreno de 104 mil metros quadrados. A empresa informou à Justiça que
está construindo um centro de ensino superior no local. O movimento
recorreu da decisão.
Nesta terça-feira (14), a 3ª Vara Cível de Taguatinga determinou que os
manifestantes têm 48 horas para deixar o local. De acordo com a decisão
“faltam ainda dois dias para o encerramento do prazo para que os
ocupantes que integram o MTST deixem voluntariamente o local. Trata-se
de prazo razoável para a desocupação, tendo em vista a previsibilidade
da medida e o tempo que os réus já tiveram para organizar a saída do
local”.

De acordo com o MTST, os manifestantes são os mesmos que em abril de 2012 ocuparam a área que ficou conhecida como Novo Pinheirinho,
em Ceilândia, em terreno público da Companhia Imobiliária de Brasília
(Terracap) com tamanho equivalente a 35 lotes de terrenos urbanos. A
desocupação ocorreu após o governo apresentar as propostas para a saída
pacífica dos integrantes do movimento.
Fonte: G1

LEIA TAMBÉM

Confira Também