Dia: 15 de fevereiro de 2013

  • Manifestantes do MTST protestam e fecham EPTG, no Distrito Federal

    Manifestantes do MTST protestam e fecham EPTG, no Distrito Federal

    Um grupo de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto
    (MTST) fechou todas as pistas da Estrada Parque Taguatinga (EPTG), no
    sentido Plano Piloto, na manhã desta sexta-feira (15). Eles protestam
    contra uma decisão judicial que prevê a desocupação de um prédio em
    construção em Taguatinga até este sábado (16).

    Manifestantes fecharam a EPTG, sentido Plano Piloto, na manhã desta sexta-feira (15) (Foto: TV Globo/ Reprodução)Manifestantes fecharam a EPTG, sentido Plano Piloto, na manhã desta sexta-feira (15) (Foto: TV Globo/ Reprodução)

    O protesto, feito com pneus e galhos queimados, teve início por volta
    das 7h. Às 7h45, os manifestantes deixaram a via e os bombeiros
    iniciaram o combate às chamas. Às 8h, as pistas estavam liberadas, mas o
    engarrafamento em Taguatinga era grande.
    A EPTG é uma das principais ligações entre Brasília e Taguatinga, região administrativa a 21 quilômetros do centro da capital.
    O protesto não atingiu os moradores de Águas Claras que seguem para o
    Plano Piloto, pois o bloqueio, feito com pneus queimados, ocorre após a
    entrada da região. Para o moradores de Taguatinga, uma opção para fugir
    do engarrafamento é a via Estrutural.

    Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto fecharam a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) às 7h desta sexta-feira (15). Um longo engarrafamento se formou na região. A via foi liberada para os veículos às 8h, após os bombeiros apagarem as chamas de pneus e troncos queimados (Foto: TV Globo/ Reprodução)Manifestantes
    do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto fecharam a Estrada Parque
    Taguatinga (EPTG) às 7h desta sexta-feira (15). Um longo engarrafamento
    se formou na região. A via foi liberada para os veículos às 8h, após os
    bombeiros apagarem as chamas de pneus e troncos queimados (Foto: TV
    Globo/ Reprodução)

    Pistão Sul
    Os sem-teto fizeram outra manifestação na noite desta quinta-feira
    (14), no Pistão Sul, em Taguatinga, em frente ao prédio em construção
    que eles ocupam. Os manifestantes bloquearam a via por cerca de uma
    hora.
    Segundo o Corpo dos Bombeiros, os manifestantes atearam fogo em pneus e
    troncos de árvores. Os Bombeiros apagaram as chamas por volta das 20h e
    ninguém ficou ferido.

    Bombeiros apagaram as chamas de pneus e galhos queimados usados em protesto por volta das 8h desta sexta-feira (15) (Foto: TV Globo/ Reprodução)Bombeiros
    apagaram as chamas de pneus e galhos queimados usados em protesto por
    volta das 8h desta sexta-feira (15), na EPTG (Foto: TV Globo/
    Reprodução)

    Ocupação
    Manifestantes do MTST ocuparam um prédio em construção no
    Pistão Sul, em Taguatinga, no último dia 5 de janeiro. De acordo com o
    movimento, a ocupação é parte da luta por moradia digna para as famílias
    e requalificação do prédio abandonado com garantia de construção de
    habitação social.
    No dia 8 de janeiro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) determinou a reintegração de posse
    do  prédio. A ação com pedido de reintegração de posse foi ajuizada por
    Jarjour Veículos e Petróleo, empresa que alegou ser proprietária do
    terreno de 104 mil metros quadrados. A empresa informou à Justiça que
    está construindo um centro de ensino superior no local. O movimento
    recorreu da decisão.
    Nesta terça-feira (14), a 3ª Vara Cível de Taguatinga determinou que os
    manifestantes têm 48 horas para deixar o local. De acordo com a decisão
    “faltam ainda dois dias para o encerramento do prazo para que os
    ocupantes que integram o MTST deixem voluntariamente o local. Trata-se
    de prazo razoável para a desocupação, tendo em vista a previsibilidade
    da medida e o tempo que os réus já tiveram para organizar a saída do
    local”.

    De acordo com o MTST, os manifestantes são os mesmos que em abril de 2012 ocuparam a área que ficou conhecida como Novo Pinheirinho,
    em Ceilândia, em terreno público da Companhia Imobiliária de Brasília
    (Terracap) com tamanho equivalente a 35 lotes de terrenos urbanos. A
    desocupação ocorreu após o governo apresentar as propostas para a saída
    pacífica dos integrantes do movimento.
    Fonte: G1