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Pai de Henry Borel não aceita liberdade de Monique e dispara: “Não houve justiça”

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Em entrevista ao “Fantástico”, Leniel Borel afirmou que a decisão representa uma grande injustiça com o filho e com outras crianças vítimas de violência

A liberdade de Monique Medeiros continua provocando indignação em Leniel Borel. Em entrevista ao “Fantástico”, da TV Globo, exibida neste domingo (7/6), o pai de Henry Borel fez um forte desabafo ao comentar o resultado do julgamento e deixou claro que não concorda com a forma como a ex-esposa foi responsabilizada pela Justiça. Para ele, a decisão está longe de representar uma resposta proporcional à gravidade do caso que chocou o país e culminou na morte do menino, em 2021.

Ao longo da conversa, Leniel revelou que sua percepção sobre Monique mudou completamente durante as investigações. Nos primeiros momentos, ele acreditava que ela poderia estar sendo manipulada ou impedida de se manifestar livremente: “O que eu achei, eu falei: ‘Opa, ela está sendo comedida, retraída, em cárcere privado e impedida de falar’. Era isso que eu achava, né? Eu imaginava que ela poderia estar protegendo o assassino do filho dela. Eu não imaginava! Porque o meu exemplo de mãe é a minha mãe. Eu não conseguia imaginar que uma mãe pode matar um filho”.

Veja as fotos

Monique Medeiros em julgamentoCrédito: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

Crédito: Brunno Dantas/TJRJ

Monique Medeiros em julgamentoCrédito: Brunno Dantas/TJRJ

Divulgação: Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap)

Monique Medeiros em foto para reconhecimento facialDivulgação: Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap)

Foto: Reprodução/Record

Monique MedeirosFoto: Reprodução/Record


Segundo o engenheiro, o avanço das investigações e o acesso às provas reunidas no processo mudaram sua visão sobre o caso. Para ele, Monique continua omitindo informações importantes sobre as agressões sofridas por Henry antes de sua morte: “Pra mim, a mudança aconteceu, na minha opinião, quando eu começo a olhar os fatos, olhar tudo o que aconteceu, com as provas que a gente tinha. A Monique atua até hoje para esconder as agressões que o filho dela sofreu e recebeu. Ela nunca fala que realmente o Jairo agrediu, que ela sabia das agressões”.

Monique foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção por omissão diante das agressões sofridas pelo filho. Como já havia permanecido presa preventivamente durante parte do processo, a Justiça considerou a pena integralmente cumprida. Além disso, os jurados afastaram a acusação de homicídio doloso, e a magistrada responsável pelo caso concedeu perdão judicial em relação ao homicídio culposo. Já Jairinho recebeu pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.

Ao comentar o desfecho do julgamento, Leniel fez o desabafo mais duro da entrevista: “Não houve justiça pelo Henry. Não ver a Monique sendo condenada na mesma proporção… Porque, para mim, eu, Leniel, como pai, o Jairo é perverso, terrível, um monstro, sádico. Mas a Monique é muito pior, porque ela é mãe. Nós não esperamos, eu não esperava, que uma mãe não protegesse o filho dela. Então, quando eu vejo essa decisão, é uma injustiça muito grande com o Henry e com todas as crianças deste país que estão perdendo a sua vida”. A declaração resume a dor e a inconformidade de um pai que, mais de cinco anos após a morte do filho, segue defendendo que a responsabilização dos envolvidos deveria ter sido diferente.

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