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Globo investe em superprodução e estreia “Quem Ama Cuida” com enchente que devasta São Paulo

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Cena grandiosa marca virada na vida de Letícia Colin logo nos primeiros minutos da nova novela das nove da emissora

A Globo decidiu começar sua próxima novela das nove com impacto máximo e, desta vez, não é força de expressão. “Quem Ama Cuida” vai abrir com uma sequência grandiosa de destruição que pode entrar para a história da teledramaturgia recente da emissora.

Logo nas primeiras cenas, uma enchente de grandes proporções devasta São Paulo e muda completamente a vida de Adriana (Letícia Colin). Em questão de horas, a personagem perde tudo: o emprego, a casa e o próprio marido, Carlos (Jesuíta Barbosa), levado pela força da água. É esse acontecimento extremo que dispara toda a trama criada por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, já deixando claro o tom dramático que vai guiar a novela.

Mas o que mais chama atenção nos bastidores é a dimensão da operação montada para colocar essa tragédia em cena. Diferente do que costuma acontecer, a Globo optou por gravar boa parte da sequência “de verdade”, combinando efeitos práticos com tecnologia de ponta. O resultado foi uma das maiores produções já feitas para uma novela no Brasil.

As gravações aconteceram entre São Paulo e Rio de Janeiro, incluindo uma megaestrutura montada no Parque Radical de Deodoro. Em um lago artificial de 13 mil metros quadrados, foram construídas casas cenográficas preparadas para serem destruídas pela água em cena. Tudo pensado para reagir à força da correnteza e aumentar a sensação de realismo.

A produção ainda apostou em recursos dignos de grandes produções internacionais, como painéis de LED de alta resolução, que recriaram a cidade de São Paulo em tempo real no set. Com isso, os atores não precisaram “imaginar” o ambiente, como acontece no chroma-key — estavam, literalmente, inseridos dentro da tempestade.

E o elenco sentiu o peso da cena. Nomes como Tony Ramos, Letícia Colin, Isabela Garcia e o próprio Jesuíta Barbosa enfrentaram chuva intensa, frio e uma carga emocional pesada durante as gravações. Nos bastidores, o clima foi de impacto: a escala da produção impressionou até profissionais acostumados com grandes cenas de novela.

Ao todo, cerca de 270 pessoas estiveram envolvidas diretamente na operação, que combinou efeitos especiais (como geradores de onda, chuva artificial e objetos sendo arrastados pela correnteza) com efeitos digitais que ampliaram a cidade e intensificaram a destruição.

Toda essa estrutura não foi pensada apenas pelo espetáculo. A enchente não é uma sequência isolada: ela é o ponto de partida da história e o trauma que vai acompanhar a protagonista ao longo da trama.

Com essa aposta, a Globo deixa claro que “Quem Ama Cuida” não pretende economizar nem na emoção, nem na escala. E, se a primeira cena já entrega tudo isso, a novela tem tudo para começar com o pé na porta — e com a água no pescoço dos personagens.

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