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Simulado de queda de avião mobiliza mais de 50 profissionais em treinamento de emergência no DF

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Mais de 50 profissionais das forças de segurança do Distrito Federal participaram, na manhã desta terça-feira (28), de um simulado de queda de aeronave realizado no restaurante The Plane Experience, na 603 Sul. A operação reuniu Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), Polícia Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Departamento de Trânsito (Detran-DF), Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e rede hospitalar em um cenário com 10 vítimas fictícias e 15 figurantes representando familiares e observadores.

O local e o horário da atividade só foram revelados nesta terça-feira (28), pouco antes do início da ação, para evitar o vazamento de informações e garantir que o treinamento reproduzisse, com o máximo de realismo, uma situação de emergência.

A simulação colocou à prova a atuação integrada das corporações em um acidente aéreo de grandes proporções. Além do atendimento às vítimas, foram testados os protocolos de comunicação entre as equipes, o isolamento da área, o deslocamento das ambulâncias e viaturas, o acionamento da rede hospitalar e a coordenação entre os diferentes órgãos envolvidos em uma ocorrência de alta complexidade.

Integração para salvar vidas

Encerrada a operação, começa agora uma nova etapa: a análise dos resultados. Segundo o subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF, Carlos Eduardo Melo, cada instituição fará uma avaliação interna antes de um encontro conjunto marcado para a próxima semana.

“Nós estamos na fase de finalização da atividade. Cada força faz agora a recuperação de material e a conferência do efetivo. Na próxima semana teremos uma reunião para coletar o feedback das corporações. É desse debriefing que saem os pontos de melhoria, as mudanças nos protocolos e a preparação para novos eventos dessa natureza”, explicou.

Para Melo, o maior objetivo do exercício é fortalecer a integração entre os órgãos, já que acidentes desse porte exigem decisões rápidas e atuação coordenada.

“É um cenário crítico, completamente atípico. Ele envolve a rotina da cidade e das forças de segurança. Por isso, é importante manter uma boa comunicação e um nível de profissionalismo elevado para desempenhar esse trabalho da melhor forma possível”, afirmou.

O subsecretário ressaltou ainda que o tempo de resposta depende de fatores como trânsito e das informações que chegam aos centros de operação, mas avaliou que, durante o treinamento, a atuação ocorreu dentro do previsto pelos protocolos. A rede hospitalar também participou da simulação, recebendo parte das vítimas para que os procedimentos fossem testados até a entrada nas unidades de saúde.

Atuação coordenada

Cada instituição desempenhou uma função específica durante a operação. Enquanto o Corpo de Bombeiros ficou responsável pelo resgate e atendimento às vítimas, a Polícia Militar atuou garantindo a segurança do local e organizando o fluxo da operação.

Segundo o major Isaías, da PMDF, o isolamento da área é uma das primeiras medidas adotadas em acidentes aeronáuticos.

“Dependendo da situação, pode haver risco de explosão ou vazamento de combustível. Nosso papel é isolar o perímetro, impedir que terceiros se aproximem e liberar as vias para que o socorro aconteça da forma mais rápida possível”, explicou.

Experiência próxima da realidade

Para tornar o cenário mais fiel possível, o treinamento contou com vítimas maquiadas e figurantes distribuídos pela área da simulação. Entre eles estava o jornalista e ator Gabriel Benevides, que interpretou um passageiro com fratura exposta no fêmur.

“É uma situação que dá um susto. Dá para perceber a seriedade dos profissionais e o quanto eles estão preparados para salvar vidas”, relatou.

Segundo ele, a espera pelo resgate dentro da aeronave cenográfica mostrou a complexidade do trabalho desenvolvido pelas equipes.

“Tinha muita fumaça e demorou alguns instantes até eles chegarem porque existe todo um protocolo de segurança antes de entrar na aeronave. Foi muito realista. Espero nunca viver uma situação dessas de verdade, mas foi uma experiência que mostra o preparo das equipes.”

Aprendizado para ocorrências reais

Embora o treinamento desta terça-feira (28) tenha simulado um acidente com 10 vítimas, o objetivo da Secretaria de Segurança Pública é preparar as equipes para cenários muito maiores, que podem envolver dezenas ou até centenas de pessoas entre vítimas, familiares e profissionais mobilizados.

Ao fim da atividade, cada corporação iniciará sua avaliação individual. As conclusões serão reunidas em um encontro de debriefing na próxima semana e servirão de base para aperfeiçoar protocolos, corrigir falhas identificadas durante a simulação e fortalecer a resposta integrada do Distrito Federal diante de ocorrências de grande porte.

Com informações do Jornal de Brasília

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