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Junho Vermelho e a generosidade invisível que garante o amanhã das crianças no HCB

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Junho Vermelho e a generosidade invisível que garante o amanhã das crianças no HCB No Dia Mundial do Doador de Sangue, o Hospital da Criança…

Junho Vermelho e a generosidade invisível que garante o amanhã das crianças no HCB
No Dia Mundial do Doador de Sangue, o Hospital da Criança de Brasília celebra esse gesto anônimo de solidariedade que reescreve o futuro de pacientes, incentivando mais pessoas a doar
Neste domingo (14), é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, uma data que vai muito além da conscientização: ela celebra um grande ato de generosidade e compaixão que é capaz de reescrever histórias e garantir o futuro de milhares de pessoas. No Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), esse gesto é o combustível que mantém viva a esperança de centenas de famílias e, para as crianças, uma grande chance de continuar a brincar.

Anthony Miguel, 12 anos, recebe doação de sangue no Hospital da Criança de Brasília: ele tem talassemia, doença genética hereditária caracterizada pela produção insuficiente de hemoglobina | Fotos: Ana Carolina Magela/HCB
“Aqui no Brasil, temos menos de 1% de doadores”Sanny Lira, coordenadora do Serviço de Hemoterapia do HCB
Quando o estoque de sangue do Hemocentro está abastecido, o Hospital da Criança de Brasília ganha a certeza de que poderá continuar lutando pelo futuro de cada paciente. Porém, para que isso possa acontecer, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que pelo menos 3% da população de cada país precisa ser doadora de sangue, de forma que o índice ideal para manter os estoques seguros seja atingido.
“Aqui no Brasil, temos menos de 1% de doadores”, conta a coordenadora do Serviço de Hemoterapia do HCB, Sanny Lira. Ela explica que, com a chegada do inverno e dos períodos de férias, o aumento de infecções respiratórias e as viagens afastam os doadores dos hemocentros.
Sanny Lira explica que, no inverno e nos períodos de férias, o aumento de infecções respiratórias e as viagens afastam doadores dos hemocentros

Dentro dessa carência de doações, há grupos sanguíneos específicos que se tornam um desafio ainda mais complexo para a gestão hospitalar. Atualmente, os grupos com mais baixas nos estoques do HCB concentram-se em dois tipos fundamentais: O+ e O-. “O O- é o sangue mais raro, mais difícil e considerado como doador universal. Podemos utilizar o sangue O- para todos os pacientes que têm tipos sanguíneos diferentes. E o O+ é o tipo sanguíneo mais frequente da população. São os que mais precisam que as pessoas façam a doação”, relata Lira.
“Através da doação, a vida do meu filho e das outras crianças aqui do hospital são salvas. Tenho um sentimento de gratidão”Yasmin Mesquita, mãe de Anthony Miguel
Estoque do HCB é abastecido diariamente
Para fazer com que o sangue chegue com segurança até as crianças, o HCB conta com uma equipe composta por médicos, biomédicos e técnicos de hemoterapia. Todo o estoque do Hospital é abastecido diariamente pela Fundação Hemocentro de Brasília, sendo usados tanto em casos graves na UTI e em grandes procedimentos no centro cirúrgico, até em pacientes crônicos da oncologia, oncohematologia, transplantes de medula óssea e portadores de doença falciforme grave.
Uma única bolsa de sangue coletada pode conter cerca de 450 ml a 500 ml e pode ser dividida em até quatro hemocomponentes. No HCB, o impacto é grande: “Aqui no Hospital da Criança de Brasília, como são crianças, muitas vezes é utilizada uma bolsa para dois ou três pacientes, ajudando muito mais que um paciente adulto”, explica Lira.
Para quem assiste à luta dos filhos na linha de frente, o doador de sangue é um herói sem rosto. É o caso de Yasmin Mesquita, mãe do Anthony Miguel, 12, que tem talassemia, uma doença genética hereditária do sangue caracterizada pela produção insuficiente de hemoglobina.
“Através da doação, a vida do meu filho e das outras crianças aqui do hospital são salvas. Tenho um sentimento de gratidão”, agradece Yasmin. Ela complementa: “A doação não se mede tamanho pelo esforço, não deve ser fácil você sentar numa cadeira e doar o seu próprio sangue. 

Através dessa boa ação, outras pessoas salvam milhares de vidas todos os dias. Isso é muito importante e gratificante”.
Perguntado sobre qual superpoder gostaria de ter se o sangue doado lhe trouxesse magia, o pequeno Anthony escolheu a “invisibilidade”. Uma resposta inocente que traduz perfeitamente o sentido da doação de sangue: um ato anônimo, invisível aos olhos de quem recebe, mas completamente transformador.
O processo de doação do sangue é simples, rápido e seguro; a coleta dura cerca de 15 minutos. Agende sua doação no Hemocentro de Brasília, estenda o braço e seja o herói invisível na história de alguém.

*Com informações do HCB

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