A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) convocou, na tarde desta segunda-feira (27), à prestar esclarecimentos o major Caio Vitor Ferraz Canabarro, de 39 anos, suspeito de assediar duas mulheres, proferir ofensas verbais e apontar uma arma de fogo contra o proprietário do bar Seo Bento, em Vicente Pires. A violência forçou o dono do estabelecimento a se refugiar dentro de uma câmara fria para proteger a própria vida.
O fato ocorreu por volta de 00h05. Segundo o Boletim de Ocorrência lavrado na 38ª Delegacia de Polícia e na Corregedoria da PMDF, dois homens se dirigiram ao caixa do estabelecimento comercial, localizado na Rua 12 de Vicente Pires, para efetuar o pagamento da conta.
Um dos clientes — posteriormente identificado como o major Canabarro — demonstrava visível estado de embriaguez. Ele arrancou a pulseira da comanda do estabelecimento e declarou que a situação seria resolvida “de uma forma ou de outra”. No caixa, realizavam o atendimento a esposa do proprietário, 30 anos, e uma funcionária, de 18 anos. O oficial começou a assediá-las verbalmente, utilizando palavras de baixo calão e termos ofensivos.
Ao presenciar a intimidação contra a esposa e a funcionária, o proprietário do bar, de 34 anos, saiu de trás do balcão e caminhou em direção ao segurança da casa para pedir auxílio.
Nesse instante, o major voltou a empunhar a arma de fogo e a apontou diretamente para o empresário, questionando para onde ele estava indo. O militar proferiu ameaças explícitas e ofensas. “Eu conheço vagabundo de longe, com vagabundo eu resolvo de qualquer forma.”
Mesmo diante da intervenção de um colega, ele continuou descontrolado, xingando e tentando avançar contra o comerciante. Diante do risco iminente à sua integridade física, o empresário correu para o interior do estabelecimento e trancou-se dentro da câmara fria, onde permaneceu escondido.
Após a publicação, uma fonte informou que o oficial foi convocado a dar explicações sobre o ocorrido.
Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que “os fatos noticiados já estão sendo apurados pelo Departamento de Controle e Correição (DCC) , no âmbito ético-disciplinar, observados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”.
A nota afirma ainda que “ressalta-se que, por se tratar, em tese, de crime de natureza comum, a investigação criminal compete aos órgãos responsáveis pela persecução penal, cabendo à PMDF a adoção das medidas administrativas pertinentes à conduta funcional do policial militar”.
Com informações do Jornal de Brasília

















