Celina abre vantagem sobre Arruda, enquanto insegurança jurídica adiciona dúvidas à disputa pelo Buriti A mais recente pesquisa do Instituto…
Celina abre vantagem sobre Arruda, enquanto insegurança jurídica adiciona dúvidas à disputa pelo Buriti
A mais recente pesquisa do Instituto Gazeta de Pesquisa (Igape) aponta um cenário favorável à governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), na corrida pelo Palácio do Buriti. O levantamento mostra Celina na liderança com 33,9% das intenções de voto, abrindo uma vantagem de 9,8 pontos percentuais sobre o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que aparece com 24,1%. Em terceiro lugar está Leandro Grass (PT), com 10,3%.
Na sequência aparecem Paula Belmonte, com 4,6%, Ricardo Cappelli, com 3,7%, e Kiko Caputo, com 2,5%. Os demais candidatos somam percentuais inferiores a 2%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de agosto, ouvindo 2 mil eleitores em entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-09414/2026.
Liderança consolidada
Os números colocam Celina Leão em uma posição confortável na disputa. Mesmo considerando a margem de erro, não há empate técnico entre a governadora e Arruda. Enquanto Celina pode variar entre 31,7% e 36,1%, Arruda oscila entre 21,9% e 26,3%, mantendo a vantagem da candidata do PP.
Além da liderança numérica, Celina chega à reta decisiva da campanha respaldada pela estrutura do governo, por uma ampla aliança política e pela capacidade de atrair lideranças regionais e candidatos proporcionais. Tradicionalmente, campanhas que lideram as pesquisas tendem a ampliar sua influência sobre partidos e apoios locais, fortalecendo ainda mais sua posição.
Arruda mantém força eleitoral, mas enfrenta incerteza jurídica
Com 24,1% das intenções de voto, José Roberto Arruda permanece como o principal nome da oposição ao governo. O desempenho demonstra que o ex-governador conserva uma base eleitoral consistente e ainda conta com um eleitorado que associa sua gestão a realizações administrativas.
No entanto, sua candidatura continua cercada por questionamentos judiciais relacionados à elegibilidade, fator que pode influenciar tanto a percepção do eleitor quanto a estratégia de aliados políticos.
Especialistas avaliam que a insegurança jurídica pode gerar dois efeitos distintos: fortalecer o apoio de eleitores fiéis, que interpretam os processos como perseguição política, ou afastar parte do eleitorado indeciso, que prefere apostar em candidaturas sem risco de alterações ao longo da campanha.
A indefinição também pode dificultar a formação de novas alianças e limitar a expansão de sua candidatura além do núcleo tradicional de apoiadores.
Grass aparece isolado na terceira colocação
O candidato do PT, Leandro Grass, registra 10,3% e ocupa uma terceira posição isolada. Embora esteja distante de Arruda, também mantém vantagem confortável sobre os demais concorrentes.
Grass representa hoje a principal candidatura do campo progressista no Distrito Federal, mas ainda enfrenta o desafio de ampliar sua base eleitoral para disputar efetivamente uma vaga no segundo turno.
Uma eventual mudança no cenário jurídico envolvendo Arruda poderia alterar a dinâmica da disputa, mas não há indicação de que uma eventual migração de votos ocorra automaticamente, já que os dois candidatos dialogam com eleitorados distintos.
Disputa pelo espaço intermediário
Na faixa intermediária da pesquisa, Paula Belmonte (4,6%) e Ricardo Cappelli (3,7%) aparecem tecnicamente próximos dentro da margem de erro. Ambos possuem visibilidade política, mas ainda estão distantes dos três primeiros colocados.
Completam a lista Kiko Caputo (2,5%), Professor Robson (1,6%), Elisson Ferreira (1,4%), Professora Samara Mineiro (0,9%) e Expedito Mendonça (0,5%), demonstrando um cenário bastante pulverizado entre os candidatos de menor desempenho.
Indecisos podem influenciar o resultado
Outro dado relevante do levantamento é o percentual de 16,5% de eleitores que afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem votar.
Esse contingente supera a votação de Leandro Grass e mostra que ainda existe espaço para mudanças ao longo da campanha. Embora Celina lidere com folga, os números ainda indicam um cenário compatível com a realização de segundo turno.
Entre os eleitores indecisos, a estabilidade jurídica das candidaturas pode se tornar um fator importante na decisão do voto, especialmente diante das discussões envolvendo a elegibilidade de Arruda.
Cenário aponta favoritismo, mas disputa permanece aberta
A pesquisa do Igape revela uma eleição concentrada em três candidaturas. Celina Leão, José Roberto Arruda e Leandro Grass somam 68,3% das intenções de voto, enquanto Celina e Arruda, sozinhos, reúnem 58% da preferência do eleitorado.
O levantamento reforça o favoritismo da atual governadora, que lidera com vantagem consistente e inicia a fase mais intensa da campanha em posição privilegiada. Arruda segue como principal adversário, sustentado por uma base eleitoral sólida, mas precisará superar os desafios impostos pelas questões jurídicas que cercam sua candidatura.
Já Leandro Grass busca ampliar sua presença na disputa e se consolidar como alternativa competitiva ao eleitorado do Distrito Federal.
Apesar da liderança de Celina Leão, a presença de um número significativo de indecisos e o desenvolvimento da campanha indicam que o cenário ainda pode sofrer alterações até o dia da votação. Por enquanto, contudo, os números do Igape apontam uma disputa com uma favorita clara, um adversário consolidado e um terceiro colocado que tenta encontrar espaço para mudar o rumo da eleição.
Da redação


















