O agronegócio respondeu por 40,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás em 2023, movimentando R$ 135,6 bilhões. Os dados fazem parte do primeiro Boletim do PIB do Agronegócio, lançado pelo Governo de Goiás por meio do Instituto Mauro Borges (IMB), com o objetivo de ampliar o acompanhamento da participação do setor na economia goiana.
O levantamento reúne informações de 2012 a 2023 e analisa o desempenho das diferentes atividades que integram a cadeia produtiva, desde o fornecimento de insumos até a produção agropecuária, a agroindústria e os serviços relacionados ao setor.
De acordo com o estudo, a participação do agronegócio na economia goiana ficou 16,7 pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 23,6% em 2023.
Agronegócio cresceu acima da economia goiana
Entre 2012 e 2023, o PIB do agronegócio de Goiás acumulou crescimento real de 20,5%, enquanto a economia estadual avançou 14,6% no mesmo período.
Em valores nominais, o PIB do setor passou de R$ 51,4 bilhões, em 2012, para R$ 135,6 bilhões, em 2023. Os valores nominais não descontam os efeitos da inflação, por isso o crescimento real é o indicador mais adequado para comparar a evolução econômica ao longo do tempo.
O resultado reforça o peso das atividades ligadas ao campo na estrutura econômica estadual, considerando não apenas a produção agrícola e pecuária, mas também as atividades industriais e de serviços que dependem dessa cadeia.
Agropecuária lidera geração de valor
O boletim divide o agronegócio em quatro segmentos: insumos, agropecuária, agroindústria e agrosserviços. A agropecuária apresentou a maior participação individual no valor adicionado do setor em 2023.
O segmento gerou R$ 50,8 bilhões, o equivalente a 41,1% do total. Também foi o que mais ampliou sua participação entre 2012 e 2023, passando de 30,6% para 41,1%, com crescimento real acumulado de 55,9%.
Os agrosserviços, que abrangem atividades como transporte, comercialização e outros serviços relacionados à cadeia produtiva, somaram R$ 47,4 bilhões, representando 38,3% do valor adicionado.
Já a agroindústria contribuiu com R$ 20,8 bilhões, equivalentes a 16,8%, enquanto o segmento de insumos registrou R$ 4,6 bilhões, ou 3,7%.
Os números mostram que a importância econômica do agronegócio vai além das lavouras e da criação de animais. A transformação industrial, a logística e os serviços também respondem por uma parcela expressiva da riqueza gerada pelo setor.
Estudo pode orientar planejamento econômico
A publicação foi desenvolvida pelo Instituto Mauro Borges com base na metodologia do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e na Matriz Insumo-Produto estadual, elaborada pelo IMB em cooperação com a Fundação João Pinheiro, de Minas Gerais.
Segundo o instituto, o boletim busca oferecer informações técnicas para acompanhar as mudanças na estrutura produtiva do agronegócio e subsidiar o planejamento econômico e a formulação de políticas públicas.
A análise permite observar quais segmentos ampliaram sua participação na economia, quais atividades concentram a geração de valor e como o setor se relaciona com os demais componentes da economia goiana.
Impacto para o Entorno do Distrito Federal
Os dados estaduais também ajudam a contextualizar a importância do agronegócio para municípios do Entorno do Distrito Federal, onde atividades rurais, produção agrícola, pecuária, transporte e comercialização integram a dinâmica econômica regional.
Municípios como Luziânia e Cristalina estão inseridos em uma região com atividades agropecuárias relevantes. No entanto, os números do boletim apresentado pelo IMB são referentes a Goiás como um todo e não devem ser interpretados como indicadores específicos desses municípios.
A publicação oferece uma referência para compreender o peso do setor na economia estadual, mas uma avaliação detalhada do Entorno exige dados municipais sobre produção, empregos, renda e participação de cada atividade econômica.
O primeiro Boletim do PIB do Agronegócio passa, assim, a integrar o conjunto de publicações técnicas do Instituto Mauro Borges voltadas ao acompanhamento da economia de Goiás.
Fontes: Agência Goiás de Notícias e Instituto Mauro Borges (IMB).
Da Redação A Política Em Foco.



