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ONU: Fundo pede US$ 116 milhões para jovens afetados por crise na Venezuela

Iniciativa global destinou US$ 1,5 milhão para menores migrantes e refugiados da Venezuela em países vizinhos Um apelo de US$ 116 milhões para apoiar a educação de crianças e jovens da Venezuela foi feito pelo fundo global ECW (A Educação Não Pode Esperar, na sigla

Crianças refugiadas venezuelanas recebem atendimento escolar em postos humanitários da Unicef em Boa Vista, Roraima, Brasil, janeiro de 2020 (Foto: Unicef/Érico Hiller)

Iniciativa global destinou US$ 1,5 milhão para menores migrantes e refugiados da Venezuela em países vizinhos
Um apelo de US$ 116 milhões para apoiar a educação de crianças e jovens da Venezuela foi feito pelo fundo global ECW (A Educação Não Pode Esperar, na sigla em inglês).

Em comunicado, emitido na semana passada, o fundo anunciou uma doação extra de US$ 1,5 milhão para avançar com uma resposta de emergência e enfrentar o impacto sentido por crianças venezuelanas acolhidas em comunidades da Colômbia, do Equador e do Peru.
A quantia será destinada a um fundo de US$ 27,2 milhões, formado em dezembro, para financiar programas nesses três países garantindo acesso inclusivo e educação de qualidade a mais de 350 mil crianças e jovens vulneráveis.

Desde 2015, a crise política na Venezuela tem se intensificado levando ao deslocamento de milhões de pessoas para outras nações da região.

O enviado especial da ONU para Educação Global e presidente da comissão diretora do fundo ECW, o ex-primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, elogiou a decisão da Colômbia de oferecer proteção para os jovens da Venezuela no país. Para ele, o financiamento da educação de crianças refugiadas é uma obrigação moral de todos os líderes do século 21.

Violência e insegurança
A diretora do Fundo, Yasmine Sherif, pediu aos doadores que apoiem o projeto para mobilizar mais US$ 116 milhões. Os recursos irão para as respostas de emergência a crianças e jovens venezuelanos afetados pela crise regional.

Ela lembrou que mais de 5,4 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos fugiram de suas casas com medo da violência e da insegurança. Meninas e meninos correm risco de crimes sexuais, exploração e tráfico de pessoas, além de fome e discriminação. O acesso restrito à escola é uma constante na vida dessas crianças.

A Venezuela é descrita como a maior crise humanitária ocidental e também o maior deslocamento forçado de pessoas da história da América do Sul. Em todo o mundo, somente o êxodo dos sírios por causa da guerra, que começou em 2011, é maior que a crise venezuelana.

Desde 2015, o número de pessoas que fugiram da Venezuela para a Colômbia é de 2,4 milhões. Para o Equador, de 1,5 milhão e para o Peru de 830 mil pessoas. A crise de Covid-19 só piorou a situação dos deslocados. Nesses três países, 28 milhões de alunos foram afetados com o fechamento das escolas.

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