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Vídeo: HRC tem paciente internado em banheiro e gambiarra de oxigênio

 

Sobrecarregado, Hospital Regional de Ceilândia tem 155 pacientes com Covid-19 e sofre com falta de profissionais, equipamentos e insumos

atualizado 11/03/2021 12:58

PacienteMaterial cedido ao Metrópoles

Em colapso pela pandemia do novo coronavírus, o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) tem pacientes internados no banheiro. Também faltam pontos de oxigênio para o tratamento de pacientes infectados pela Covid-19. Por isso, profissionais de saúde improvisaram gambiarras para manter as pessoas respirando. A Força-Tarefa da Ação Conjunta Covid-19 identificou essas irregularidades em diligência realizada nesta quinta-feira (11/3).

De acordo com a força-tarefa, o HRC está superlotado, com 155 pacientes infectados Covid-19, fora os casos não diagnosticados. O pronto-socorro tem espaço para 32 pessoas, mas, atualmente, trata 57.

Segundo a equipe de fiscalização, o hospital não tem leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI) para Covid-19 disponíveis e ainda sofre com falta de profissionais de saúde, medicamentos e equipamentos. O HRC conta com 10 leitos de UIT para Covid-19. Todos estavam ocupados. Segundo a ação de fiscalização, pacientes de UTI sem infecção pelo coronavírus foram transferidos para outros hospitais.

Veja imagens de paciente internado em banheiro:

Os 73 leitos de enfermaria para Covid também estão ocupados. Quando um é desocupado já tem gente na espera. E, nesta manhã, havia apenas oito técnicos de enfermagem para tratar desse contingente de pacientes. O pronto-socorro foi transformado em uma espécie de UTI.

Pacientes entubados aguardam leitos. E, sem espaço, alguns foram internados no banheiro. Segundo o deputado distrital Fábio Felix (PSol), membro da força-tarefa, não há macas nem pontos de oxigênio disponíveis. E alguns pacientes sobrevivem com gambiarras. De acordo com o parlamentar, os profissionais da saúde relatam que a situação está pior na comparação com a primeira onda da pandemia, em 2020.

“A situação é muito grave. Encontramos cenário de guerra na terça-feira (9/3) no Hran, e, hoje, no HRC, o caos. Há um esforço muito grande dos profissionais para que as coisas funcionem da melhor forma possível. Há superlotação. Os servidores trabalham no limite, com racionamento de capotes e luvas. Também há puxadinhos com gambiarra de oxigênio para todos os lados. Também há duas pessoas internadas no banheiro com puxadinho de oxigênio. Alertamos para uma possível falta de oxigênio. Já há racionamento dos cilindros”, denunciou Felix.

O parlamentar também comentou a exaustão dos profissionais da saúde e o endurecimento das medidas restritivas. “Estamos trabalhando por demanda, por denúncias. Voltaremos a falar com os profissionais para saber se o governo fez as entregas que prometeu que faria”, afirmou.

“O que pode resolver o nosso problema, hoje, é uma restrição maior na cidade. Precisamos de uma espécie de lockdown verdadeiro, e não fake. A ideia é coibir as infecções e a alta contaminação que estamos vivendo neste momento. Os cuidados sanitários são para todo mundo”, acrescentou.

Veja gambiarra de oxigênio:

metropoles.com

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