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Hospital de Base completa 66 anos com histórias de quem faz parte de sua trajetória

Uma mãe acompanhou por 12 dias a recuperação do filho após um grave acidente. Uma profissional encontrou nos colegas apoio para atravessar o luto. Outro colaborador passou por diferentes funções e desafios na saúde pública. Há ainda quem tenha dedicado mais de três décadas da

Uma mãe acompanhou por 12 dias a recuperação do filho após um grave acidente. Uma profissional encontrou nos colegas apoio para atravessar o luto. Outro colaborador passou por diferentes funções e desafios na saúde pública. Há ainda quem tenha dedicado mais de três décadas da vida à mesma unidade. Em comum, todos têm histórias que se cruzam com o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), que, neste sábado, completa 66 anos.

As experiências de Adalgisa Francisca Dourado, Cristina Hiramoto, Antônio Rodrigues dos Santos e José Joaquim Vieira Júnior estão entre as escolhidas para representar os profissionais na celebração dos 66 anos do hospital. “Sua dedicação é a nossa marca” é a mensagem da campanha que antecede o aniversário da instituição.

Antônio dos Santos, do Núcleo de Patrimônio: “Conheci diferentes realidades e aprendi a me adaptar aos desafios” | Fotos: Divulgação

Referência em alta complexidade, ensino, pesquisa e assistência, o Hospital de Base conta atualmente com 5.031 colaboradores e faz parte da vida de gerações de pacientes, profissionais e famílias.

Uma trajetória de desafios e aprendizados

O assistente administrativo Antônio Rodrigues dos Santos, do Núcleo de Patrimônio, iniciou sua trajetória no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) em 2019, como auxiliar de humanização.

Desde então, passou por diferentes unidades e experiências. Atuou na linha de frente durante os primeiros meses da pandemia da covid-19, participou da estruturação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina e, posteriormente, assumiu funções ligadas à gestão patrimonial.

“Cada mudança trouxe novos aprendizados”, lembra. “Conheci diferentes realidades e aprendi a me adaptar aos desafios. Tenho orgulho do caminho construído até aqui e sigo buscando crescer profissionalmente para contribuir cada vez mais com o IgesDF.”

Apoio para continuar

Cristina Hiramoto, do Núcleo de Pessoas: “Estar com pessoas queridas e compartilhar momentos traz um pouco mais de leveza aos meus dias”

A analista Cristina Hiramoto, do Núcleo de Pessoas, chegou ao HBDF em julho de 2019. Ao longo dos anos, construiu amizades que se transformaram em uma rede de apoio em um dos momentos mais difíceis de sua vida.

Em abril deste ano, Cristina perdeu a filha, aos 19 anos. Desde então, tem enfrentado o luto com o acolhimento das pessoas que fazem parte de sua rotina no hospital. “Estar com pessoas queridas e compartilhar momentos traz um pouco mais de leveza aos meus dias”, ressalta. “Não significa esquecer, mas encontrar forças para continuar”.

Do trabalho à experiência como mãe

A auxiliar de serviços gerais Adalgisa Francisca Dourado conhece o Hospital de Base pela rotina de trabalho. Há dois anos, porém, passou a vivenciar a instituição sob outra perspectiva, quando o filho sofreu um grave acidente de carro e precisou de atendimento.

Durante 12 dias, ela acompanhou o tratamento e a recuperação dele no mesmo hospital onde trabalha. “Foi muito difícil vê-lo naquela situação”, recorda. “Eu achava que ele perderia os dois olhos, mas, graças a Deus e ao trabalho dos médicos, ele conseguiu se recuperar. Foi um momento que me marcou profundamente e que reforçou ainda mais minha gratidão”.

Uma vida ligada ao Hospital de Base

Há 36 anos no Hospital de Base, o cardiologista José Joaquim Júnior lembra-se do dia em que participou do mutirão para atender mais de 40 vítimas de um único acidente: “Os pacientes começaram a chegar logo cedo, durante a troca de plantão”

Gerente do Cuidado Ambulatorial, o cardiologista José Joaquim Vieira Júnior acumula 36 anos de história no Hospital de Base. Durante os cinco anos de residência médica, chegou a morar no próprio hospital, no 12º andar, experiência que fortaleceu ainda mais sua ligação com a unidade.

Entre as inúmeras lembranças da carreira, uma das mais marcantes ocorreu após o capotamento de um ônibus nas proximidades da Torre de TV, com mais de 40 vítimas. “Os pacientes começaram a chegar logo cedo, durante a troca de plantão”, relata. “Nós, residentes, descemos para ajudar nos atendimentos e participamos das triagens para definir quem precisava seguir para o centro cirúrgico, realizar exames ou receber outros cuidados. Depois, todos os envolvidos receberam um elogio oficial do governador Joaquim Roriz pelo trabalho realizado”.

 

*Com informações do IgesDF

 

Da Redação A Política Em Foco com informações da Agência Brasília

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acompanhou,

Na última quarta-feira, 9/9, a secretária executiva da Comissão Distrital

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