Ana María Saavedra, de 23 anos, foi resgatada após o desabamento de um prédio em Cali, a terceira maior cidade do país
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10/8) deixou ao menos 280 mortos. Entre as vítimas fatais estão cinco integrantes de uma mesma família de Cali, a terceira maior cidade do país. A única sobrevivente do desabamento de um prédio da região foi Ana María Saavedra, de 23 anos, que perdeu os pais e as irmãs trigêmeas Isabella e Sofía. O tio delas também morreu no desastre.
A jovem sobreviveu depois de se proteger sob uma mesa de madeira maciça durante o colapso do edifício. Ela foi retirada dos escombros e encaminhada ao hospital com ferimentos. Uma das irmãs foi encontrada morta no que era a escadaria do prédio, enquanto a morte da segunda foi confirmada nesta quinta-feira (13/8), após as equipes de resgate encontrarem o corpo.
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Ana María é a única sobrevivente da família e de todo o prédio que desabou em Cali, na Colômbia.Reprodução/@jsaavedra55

As trigêmeas Ana María, Isabella e Sofía em viagem para a Europa.Reprodução/@jsaavedra55

Os pais das trigêmeas, Jairo Saavedra e Vicky Caycedo, que morreram na tragédia.Reprodução/@jsaavedra55

A família Saavedra-Caycedo durante a formatura das irmãs Isabella, Sofía e Ana María.Reprodução/@jsaavedra55
Os corpos de Jairo Hernán Saavedra, de 63 anos, e Victoria Caicedo, de 61, pais das trigêmeas, foram encontrados abraçados. O irmão de Vicky e tio das meninas, Diego Caycedo, também morreu na tragédia. Até o momento, Ana María foi a única sobrevivente resgatada de todo o prédio.
As três irmãs haviam acabado de retornar da Europa. Elas estudaram marketing juntas na faculdade, passaram o último semestre na França e trabalhavam na mesma área em Cali. “Desde pequenas, desde que nasceram, as três, as trigêmeas, sempre estiveram juntas”, disse Diana March Espinosa, prima do pai das meninas, à Telemundo News.
Ainda à emissora, a familiar falou sobre a reação de Ana María antes da operação na pélvis à qual foi submetida: “Quando ela estava prestes a ser operada, disse ao anestesista: ‘Doutor, preciso viver porque Deus tem grandes coisas reservadas para mim’”. A jovem já sabe das mortes e está sendo auxiliada por outros membros da família e pela equipe médica: “Em primeiro lugar, a família dela não vai voltar […] Além do fato de sua casa ter sido destruída, ela terá que recomeçar do zero, psicologicamente afetada pela perda”, lamentou Diana.

















