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Perito afasta hipótese de acidente doméstico em depoimento no caso de Henry Borel

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O perito Leonardo Huber Tauil, do Instituto Médico-Legal, afirmou em seu depoimento, durante o julgamento do caso Henry Borel, não ter encontrado sinais de que a criança tenha morrido em decorrência de um acidente doméstico. O júri entrou em seu oitavo dia nesta segunda-feira (1º/06), com a oitiva de Tauil, responsável pelos principais laudos periciais relacionados à morte da criança

Na ocasião, o perito também confirmou que a causa da morte foi hemorragia interna por laceração hepática, causada por ação contundente, descartando a possibilidade de que a lesão tenha sido causada por massagens de reanimação realizadas no hospital, como alega a defesa de Jairinho.

Veja as fotos

Jairinho e Monique MedeirosFoto: Reprodução

Reprodução: Portal LeoDias/Instagram @lenielborel/Montagem

Leniel Borel conversou com o portal LeoDias sobre o julgamento que se aproxima dos acusados de matar seu filho, Henry BorelReprodução: Portal LeoDias/Instagram @lenielborel/Montagem

Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, é réu no processo que investiga a morte de Henry Borel, seu ex-enteadoFoto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

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Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel

Crédito: Arquivo pessoal

Henry Borel foi levado desacordado ao Hospital Barra D’Or, mas não resistiu e faleceuCrédito: Arquivo pessoal


Segundo ele, a equipe de perícia também avaliou a reprodução simulada dos fatos e não encontrou, no imóvel de Jairinho, objetos ou móveis compatíveis com as graves lesões constatadas no corpo do menino, como a laceração hepática.

Tauil foi o responsável por assinar tanto o laudo de necrópsia quanto os exames complementares que detalharam as lesões encontradas no corpo da criança. Seu depoimento é considerado uma das etapas mais importantes desta fase do julgamento.

Monique Medeiros, mãe de Henry, deixou a sala do Tribunal do Júri durante a oitiva do perito e da exibição das fotos do corpo do menino no plenário.

O júri do caso Henry já é considerado o mais longo do Rio de Janeiro, em 18 anos. Para terça-feira (2/5), estão previstos os interrogatórios de Monique e Jairinho.

Relembre o caso

Em 8 de março de 2021, o menino Henry Borel, de 4 anos, morreu após ser levado ao Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, já em parada cardiorrespiratória e com diversos ferimentos internos.

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros da Costa e Silva, respondem pelos crimes de homicídio qualificado (Jairo), homicídio por omissão qualificado (Monique), tortura e coação no curso do processo.

De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público, Henry teria sido vítima de sucessivas agressões dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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