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Advogado que concordou com a condenação do próprio cliente é encontrado morto em SC

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O advogado ficou nacionalmente conhecido após a divulgação de um vídeo de uma audiência virtual realizada em 28 de maio, onde ele aparece concordando com os argumentos apresentados pelo Ministério Público contra o próprio cliente

O advogado Rodrigo Pantaleão, que ficou nacionalmente conhecido nas últimas semanas após a divulgação de um vídeo de uma audiência virtual realizada em 28 de maio em que ele aparece concordando com a condenação do próprio cliente durante uma audiência de instrução, foi encontrado morto nesta quinta-feira (25/6) em Florianópolis, Santa Catarina. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte.

De acordo com o delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios da Capital, o corpo foi localizado em um imóvel no bairro Itacorubi após moradores da região relatarem um forte odor vindo da residência.

Veja as fotos

Advogado pediu condenação do próprio cliente e réu é considerado “sem defesa”Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Advogado que pediu condenação do próprio cliente é encontrado mortoFoto: Reprodução

Foto: Reprodução

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“As primeiras informações apontam que o advogado já estava em óbito alguns dias antes de ser encontrado em casa. O imóvel não estava com sinais de invasão e a vítima não tinha sinais de lesão”, informou o delegado.

Em nota oficial, a Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) informou que acompanha o caso e afirmou ter adotado as medidas necessárias junto às autoridades policiais para monitorar o andamento das investigações.

Caso ganhou repercussão nas redes sociais

Rodrigo Pantaleão ficou nacionalmente conhecido nas últimas semanas após a divulgação de um vídeo de uma audiência virtual realizada em 28 de maio. Nas imagens, que viralizaram nas redes sociais, o advogado surpreende ao concordar com os argumentos apresentados pelo Ministério Público contra o próprio cliente.

Durante a sessão, Pantaleão permaneceu olhando para o celular enquanto o promotor Raul Rogério Rabello fazia sua manifestação. Somente quando foi chamado pela juíza Carolina Ranzolin para apresentar as alegações finais, voltou a direcionar a atenção à audiência.

Na ocasião, limitou-se a dizer: “A defesa corrobora as afirmações exaradas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”.

Diante da declaração, a magistrada entendeu que o réu estava sem defesa técnica adequada e o considerou indefeso durante o processo. O episódio rapidamente repercutiu na internet e gerou debates entre profissionais do Direito e usuários das redes sociais.

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