Um episódio envolvendo a instalação de cartazes com críticas à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), terminou em confronto e levou os envolvidos à 15ª Delegacia de Polícia, em Ceilândia. Segundo o registro policial, a ocorrência foi comunicada na noite de 15 de outubro, após duas pessoas serem abordadas enquanto colavam materiais de conteúdo político-eleitoral em uma parada de ônibus na região do P Norte.
De acordo com o boletim, os cartazes foram apreendidos, assim como recipientes com uma substância semelhante a cola e um pulverizador. A autoridade policial não realizou prisão em flagrante por dano ao patrimônio público, pois não havia comprovação técnica de que a estrutura da parada tivesse sido danificada. Foi solicitada uma perícia para verificar a existência de possíveis danos, e uma cópia do registro foi encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal e dos Territórios (TRE-DF), para análise de eventual propaganda irregular em equipamento urbano.
Em depoimento, os dois responsáveis pela colocação dos cartazes afirmaram que não possuem vínculo com partidos políticos e que produziram o material com recursos próprios. Eles relataram que foram cercados por um grupo de pessoas, agredidos e impedidos de registrar a abordagem com os celulares. Segundo suas versões, alguns dos envolvidos disseram agir em defesa de Celina Leão. Um terceiro homem, que afirmou ter se aproximado para ajudar a dupla, também relatou ter presenciado a abordagem e disse que os cartazes foram retirados e rasgados.
Já um dos homens que estava no local afirmou à polícia que realiza voluntariamente atividades de apoio à governadora e que chegou quando a situação já estava em andamento. Ele declarou que permaneceu na parada para evitar possíveis agressões, mas disse não ter presenciado violência. Outro depoente relatou ter filmado pessoas colando e, posteriormente, retirando os materiais. As versões sobre o confronto são divergentes, e o boletim não confirma eventual ligação dos envolvidos com partidos ou campanhas políticas. O caso foi encaminhado para análise das autoridades competentes.
Da Redação A Politica Em Foco com Informações do Jornal de Brasília



