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Cafeicultura no DF e Entorno: encontro debate qualidade e renda

Produtores rurais, técnicos e especialistas do Distrito Federal e do Entorno participam, nesta quarta-feira (14), do II Encontro da Cafeicultura do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF). A programação será realizada no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic),

Plantação de café no Cerrado brasileiro com frutos maduros.

Produtores rurais, técnicos e especialistas do Distrito Federal e do Entorno participam, nesta quarta-feira (14), do II Encontro da Cafeicultura do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF). A programação será realizada no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto, com atividades voltadas ao fortalecimento da produção de café e à ampliação das oportunidades de negócio no setor.

Promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e pela Embrapa Café, com apoio do Sebrae, o encontro terá como tema “Pequenas Áreas, Grandes Valores: Caminhos para Produzir Café de Qualidade e Gerar Renda”. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

A programação prevê discussões sobre o cenário atual da cafeicultura regional, técnicas para melhorar a produção, estratégias de comercialização e perspectivas para o desenvolvimento da atividade nos próximos anos. O evento também pretende estimular a troca de experiências entre produtores e ampliar o debate sobre a participação de mulheres e jovens na cadeia produtiva.

Cafeicultura regional tem potencial de crescimento

Dados da Emater-DF indicam que a cafeicultura ocupou aproximadamente 341 hectares no Distrito Federal em 2025, com produção anual estimada em 830 toneladas.

O avanço da atividade abre espaço para discutir formas de aumentar a produtividade e, principalmente, agregar valor ao café produzido na região. O foco está na qualidade dos grãos, no aprimoramento das técnicas de cultivo e processamento e na busca por mercados que ofereçam melhores oportunidades de remuneração aos produtores.

Um diagnóstico da cadeia produtiva do café no Distrito Federal, desenvolvido pela Emater-DF em parceria com a Embrapa Café e a Universidade de Brasília (UnB), ouviu 134 cafeicultores entre outubro de 2024 e março de 2025.

O levantamento identificou oportunidades relacionadas ao potencial climático e produtivo da região, mas também apontou desafios, como a necessidade de capacitação técnica, aprimoramento do manejo, melhoria dos processos de pós-colheita e maior conhecimento sobre gestão de custos e comercialização.

Esses fatores são importantes para que propriedades de diferentes tamanhos consigam melhorar seus resultados e conquistar espaço no mercado.

Cafés especiais e venda direta são alternativas para ampliar a renda

Entre as oportunidades discutidas está o mercado de cafés especiais, segmento no qual a qualidade dos grãos, a origem, o processamento e as características sensoriais podem contribuir para diferenciar o produto e aumentar seu valor comercial.

Outra possibilidade é diversificar os canais de venda. A criação de marcas próprias, a comercialização direta ao consumidor e a identificação da origem do café podem aproximar os produtores do mercado e ampliar sua participação no valor gerado ao longo da cadeia produtiva.

A integração da cafeicultura ao turismo rural também aparece como alternativa para propriedades interessadas em diversificar suas atividades e apresentar aos visitantes as etapas de produção, processamento e degustação.

A proposta é discutir como esses caminhos podem ser aplicados à realidade dos produtores do Distrito Federal e dos municípios que integram a RIDE-DF, incluindo aqueles que trabalham em áreas menores.

Participação de mulheres e jovens estará em debate

A presença feminina e a renovação das gerações no campo também fazem parte da programação.

De acordo com o diagnóstico da cadeia produtiva divulgado pela Embrapa Café, as mulheres estão presentes em 75% das áreas de cultivo de café pesquisadas no Distrito Federal. O dado reforça a importância de ampliar o acesso à capacitação e às oportunidades de desenvolvimento profissional e comercial.

A participação dos jovens também é considerada estratégica para a continuidade da atividade. O desafio envolve tornar a cafeicultura mais atrativa para as novas gerações, com possibilidades de inovação, empreendedorismo e geração de renda.

Durante o encontro, está prevista ainda a formalização do Subcapítulo Planalto Central da Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA Brasil), iniciativa voltada à articulação de mulheres que atuam em diferentes etapas da cadeia do café no Distrito Federal, em Goiás e nos municípios da RIDE-DF.

Encontro terá degustação de cafés especiais

Além das discussões técnicas, a programação contará com espaço para troca de experiências entre produtores e degustação de cafés especiais.

Estão previstos cafés das espécies arábica e canéfora, grupo que inclui variedades como conilon e robusta. A atividade permitirá apresentar diferentes características dos produtos e reforçar a importância da qualidade na diferenciação comercial.

O encontro busca aproximar produtores, profissionais da assistência técnica e instituições ligadas ao setor, favorecendo a circulação de conhecimento e a identificação de oportunidades para a cafeicultura regional.

Serviço

II Encontro da Cafeicultura do Distrito Federal e RIDE-DF

  • Data: quarta-feira, 14 de outubro de 2026
  • Horário: das 8h30 às 16h30
  • Local: SebraeLab, no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), Granja do Torto, Brasília (DF)

Mais informações e orientações para inscrição estão disponíveis na publicação oficial da Embrapa Café.

Fontes: Embrapa Café e Correio Braziliense.

Da Redação A Política Em Foco.

A candidata ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão, participou

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