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Restaurantes Comunitários ampliam acesso à alimentação no DF

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Ao lado do esposo, Telma Moreira da Silva frequenta regularmente a unidade do Sol Nascente: “A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom e acessível”

Mudança de verdade

Na visão da comunidade, a mudança é prática, com as refeições principais garantidas: mesmo com o bolso vazio, o estômago estará cheio. O pedreiro José Estácio Filho, 55, frequenta o Restaurante Comunitário do Sol Nascente todos os dias desde que a unidade foi inaugurada na região, há três anos. Ele conta que o espaço faz parte da sobrevivência dele e de outros moradores da cidade. “Funciona de domingo a domingo, tem café da manhã, almoço e jantar. O atendimento é maravilhoso, uma atenção completa para a gente. E a comida é uma delícia”, destacou.

A esposa de José, Telma Moreira da Silva, 46, observa a mudança de realidade de quem chega ao local, muitas vezes sem ter o que comer em casa. Para a dona de casa, o restaurante representa uma alternativa segura e acessível. “A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom e acessível. Tanta gente que não tem o que comer vem aqui, come e sai satisfeita”, observou.

Morando há um ano na região após receber habitação pelo programa do GDF Morar Bem, a dona de casa Jacqueline de Santana Ribeira, 48, passou a incluir o restaurante na rotina da família. Ela diz que a refeição ajuda a equilibrar o orçamento: “A maioria dos dias a gente vem almoçar aqui, porque além de ser uma refeição completa, é econômico. Tomamos café da manhã, almoçamos e ainda levo marmita. Alimenta toda a família com qualidade”.Jacqueline de Santana Ribeira, dona de casa: “A maioria dos dias a gente vem almoçar aqui, porque além de ser uma refeição completa, é econômico”

Atenção aos mais vulneráveis

Mesmo para aqueles que não conseguem pagar os R$ 2 que englobam as três refeições, há um cadastro que atende aqueles em vulnerabilidade social. Com o objetivo de alcançar ainda mais pessoas, durante a pandemia de 2020 o governo garantiu o direito à alimentação sem custo nas unidades para a população em situação de rua. O número de refeições servidas a esse público subiu de 200 mil em 2021 para 1,2 milhão em 2024. Até abril de 2025 foram servidas mais de 550 mil refeições para pessoas em situação de rua. Hoje, as pessoas em vulnerabilidade social podem ter acesso a qualquer uma das refeições disponíveis nos restaurantes comunitários de forma gratuita.
Em 2025, os 18 restaurantes comunitários ofereceram mais de 17 milhões de refeições — cerca de 3 milhões a mais que no ano passado e mais que o dobro do total registrado em 2019. Em 2024, foram ofertadas 14 milhões de refeições, enquanto em 2019 foram 6,55 milhões de pratos. Todos os equipamentos estão sob gestão da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Subsan).
Líder comunitário e gerente da unidade do Sol Nascente, Márcio Oliveira acompanha o funcionamento do espaço e o perfil das famílias atendidas. Ele afirma que o restaurante é parte essencial da rede de proteção social na região: “É uma ferramenta nesse sentido, eu classifico ele até como a vida da população, porque se você não se alimenta, você não tem vida, não tem saúde. Esse equipamento trouxe o direito à alimentação nesses três anos de existência e a gente, como liderança comunitária, percebe isso no dia a dia das famílias. A população está mais feliz, com mais gratidão. É uma política pública muito essencial para as periferias do Distrito Federal”.

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