A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quinta-feira (30), mais uma fase da Operação Shadow Shark para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação, conduzida pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV), vinculada à Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (CORF), resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em imóveis localizados no Itapoã e em Águas Claras.
A investigação teve início em maio deste ano, quando um homem foi preso em flagrante ao deixar uma agência bancária na Asa Sul transportando cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo. Segundo a PCDF, os valores estavam divididos em dez pacotes lacrados e acompanhados de documentos financeiros e empresariais. Durante depoimento, o investigado afirmou que disponibilizava contas bancárias e empresas para movimentar recursos de terceiros em troca de remuneração.
Com o avanço das apurações, os policiais identificaram indícios de uma estrutura organizada voltada à ocultação da origem de recursos financeiros. De acordo com a investigação, empresas eram utilizadas para emitir notas fiscais eletrônicas, boletos bancários e outros documentos com o objetivo de conferir aparência de legalidade às movimentações financeiras. A corporação também aponta que havia divisão de funções entre os integrantes do grupo.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam aparelhos celulares, computadores, mídias digitais, documentos e outros materiais que passarão por perícia. As investigações continuam para identificar a origem dos recursos, rastrear o fluxo financeiro utilizado no esquema, individualizar a atuação de cada investigado e localizar outros possíveis participantes e beneficiários da organização criminosa. A PCDF informou que a operação integra as ações de combate aos crimes financeiros e à lavagem de dinheiro no Distrito Federal.
Com informações do Jornal de Brasília

















