No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados a d o en ç as ca r dí a cas vivenciaram um expre s siv o cr…
No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados a doenças cardíacas vivenciaram um expressivo crescimento de 77% em 2025, resultado de uma melhoria estratégica voltada para otimizar os serviços de urgência. Por meio da reorganização da porta de entrada e da integração eficiente entre as equipes, o atendimento se tornou mais ágil, ampliando o acesso da população a cuidados especializados no tratamento de condições cardiovasculares.
A presença de sintomas como dor no peito, dificuldade para respirar e mal-estar requer atenção imediata, e o HBDF tem se destacado no enfrentamento desses quadros. Essa evolução é fruto do trabalho liderado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável por repensar fluxos internos e reforçar a conexão entre áreas cruciais como pronto-socorro, cardiologia clínica, hemodinâmica e unidades de internação. Essa reestruturação não apenas aumentou a capacidade de atendimento da unidade, mas também elevou a resolutividade já nos primeiros contatos com os pacientes.
De acordo com Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia, o hospital passou a atender tanto casos graves quanto pacientes que apresentam problemas cardíacos em estágio inicial ou de menor complexidade. Isso possibilita diagnósticos mais rápidos e tratamentos iniciados sem atrasos, garantindo melhores resultados à saúde das pessoas.
Desde a implementação das mudanças, o percurso do paciente foi simplificado. Assim que são triados com base em sintomas cardíacos, os indivíduos são encaminhados para avaliações médicas imediatas e exames essenciais, como eletrocardiogramas e análises laboratoriais. Esse fluxo ágil e eficaz aumenta a precisão das decisões clínicas, permitindo condutas personalizadas, seja para observação, internação ou intervenções especializadas.
Além de melhorar significativamente o atendimento no Hospital de Base, essa reorganização também aliviou a demanda em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais. Com cada serviço operando dentro de seu perfil assistencial específico, o sistema de saúde como um todo se tornou mais equilibrado.
Um exemplo claro do impacto dessa mudança é o caso de Jonas Morais Sousa, de 53 anos. Após ter sobrevivido a dois infartos em 2019 e 2020, ele voltou a apresentar sintomas em janeiro deste ano e buscou socorro no HBDF. Jonas foi submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio – popularmente chamada de ponte de safena – no dia 16 de fevereiro, depois de resolver uma infecção renal que havia atrasado o procedimento. Recuperado, ele fez questão de expressar sua gratidão pelo atendimento recebido elogiando a dedicação dos profissionais envolvidos.
Outro marco importante do avanço foi a aquisição de um novo angiógrafo em 2024, que posicionou o Hospital de Base com dois equipamentos operacionais na unidade de Hemodinâmica. Essa modernização tecnológica levou a um aumento significativo de 33% nos procedimentos realizados em 2025, diretamente relacionados à agilidade no diagnóstico e início do tratamento.
O atendimento no HBDF segue um fluxo eficiente que começa na classificação por risco no pronto-socorro através de protocolos específicos para sintomas cardiovasculares. Após exames e avaliações, as decisões passam por observação continuada, internação ou intervenções diretas. A continuidade dos cuidados é assegurada até mesmo após a alta hospitalar com acompanhamento ambulatorial.
O trabalho do HBDF simboliza um avanço notável na forma como os serviços públicos podem impactar vidas com planejamento, recursos adequados e dedicação das equipes médicas. Esses esforços têm trazido resultados concretos não apenas na quantidade, mas na qualidade dos atendimentos oferecidos à população do Distrito Federal.
Para imprensa e contatos, o IgesDF continua à disposição pela Central de Comunicação.


















