Há mais ou menos duas semanas, alguns moradores da Vila Planalto estão recebendo ligações de ameaças de morte e cobrança de dinheiro. Do outro lado da linha, a pessoa se identifica como integrante de uma organização criminosa e passa informações pessoais como endereço, horário de rotina e nomes de pessoas próximas para assustar os ouvintes.
“O que mais me preocupou foi a quantidade de informação. Eu fui dando asa até porque no início foi a primeira ligação e eu fiquei um pouco preocupado”, detalha um morador que não quis se identificar. De acordo com ele, a pessoa disse que, caso não fosse repassado uma quantidade em dinheiro, a suposta organização iria “agir” e “tocar o terror” na região. “Foi algo assustador. Para quem tem um pouco de medo, um pouco de receio, é assustador”, completou.
Segundo os relatos, as ameaças começaram após um homicídio que ocorreu em um campo sintético da região. Supostamente, um rapaz foi morto no local por uma arma de fogo depois de uma discussão. As primeiras vítimas das ligações foram os comerciantes locais, e logo em seguida, os moradores também confirmaram que receberam os telefonemas.
“Ele me ligou e disse que precisava conversar comigo sobre o que tinha acontecido na Vila Planalto. Eu nem estava tão a par, tinha visto por alto que aconteceu, aquela fatalidade lá na praça, perto da praça do campo de futebol. E ele ficou espantado que eu não sabia quase nada sobre o ocorrido. Ele continuou insistindo para que eu voltasse logo para poder falar com ele. Perguntava em quanto tempo eu ia chegar”, conta uma outra vítima.
Segundo ela, a situação a deixou com medo. “Isso levanta questionamento sobre como essas informações foram obtidas por ele e utilizadas para tentar dar veracidade para o que ele tava fazendo e eu ficar impactada”, completou.
Percebendo as ameaças, as vítimas alertaram outros moradores em um grupo de mensagem. “Fui vítima desse criminoso. Fui ameaçado de morte. Se não pagasse a quantia que ele me pediu, disse que iria me matar. Sabia meu nome, endereço, profissão, horário que eu chegava e saía pra trabalhar. Fiquei com medo pois até o CPF eles sabiam”, relata um outro morador.
A sensação que fica, de acordo com as vítimas, é de medo e insegurança. Alguns moradores foram orientados a registrar um boletim de ocorrência para investigar o caso. No entanto, nem todos procuraram a delegacia por receio. O Jornal de Brasília procurou a Polícia Civil para mais informações sobre o caso. Em nota, a corporação afirmou não ter conhecimento dos fatos relatados.
Com informações do Jornal de Brasília

















