O Banco de Brasília (BRB) convocou os acionistas para uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para o dia 24 de agosto, às 10h, em formato exclusivamente digital, para deliberar sobre a autorização de medidas judiciais de responsabilidade civil contra ex-administradores da instituição.
De acordo com o edital de convocação, publicado pelo Conselho de Administração, os acionistas vão analisar a proposta para que o banco possa ingressar com ações contra ex-gestores que venham a ser identificados como responsáveis pelos prejuízos causados ao BRB em operações realizadas com o ecossistema Banco Master/REAG, investigadas no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo o documento, o objetivo é buscar a reparação financeira dos danos causados ao patrimônio social e moral da instituição, em observância aos princípios de governança corporativa e transparência perante os acionistas.
A assembleia será realizada por meio da plataforma Zoom. Os acionistas poderão participar de forma remota mediante cadastramento prévio e também terão a opção de votar à distância, conforme os prazos e procedimentos informados pelo banco no edital de convocação.
Crise do BRB
A convocação ocorre em meio ao processo de recuperação financeira do BRB, após a revelação das fraudes investigadas pela Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. As investigações apontam irregularidades envolvendo operações entre o BRB e o Banco Master, que resultaram em um prejuízo estimado em cerca de R$ 12 bilhões para a instituição financeira.
Desde então, a atual gestão do banco tem adotado uma série de medidas para recompor o patrimônio e preservar a liquidez da instituição. Entre elas, está a busca pela responsabilização dos envolvidos nas operações sob investigação e a estruturação de um plano de capitalização.
Em maio deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou um acordo firmado entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a União, o Banco Central e o BRB para viabilizar uma operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida tem como finalidade reforçar o capital do banco, sem utilização de recursos da União. O financiamento, contudo, ainda depende da conclusão das etapas técnicas previstas, incluindo a análise do plano de negócios e das condições finais da operação pelo FGC.
Pelos termos do acordo homologado, eventuais valores recuperados em ações judiciais ou acordos relacionados aos prejuízos causados ao BRB deverão ser destinados prioritariamente à quitação da operação de crédito.
Com informações do Jornal de Brasília

















