A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, em primeira votação, um projeto de lei que prevê a criação do Programa de Proteção e Educação Alimentar para Crianças Diabéticas. A proposta avançou para a etapa final de votação na Casa durante sessão realizada na quarta-feira (4).
De autoria do deputado estadual Wilde Cambão, o projeto de lei nº 6.916/25 recebeu 21 votos favoráveis e busca ampliar o acompanhamento e a assistência a crianças de até 12 anos diagnosticadas com diabetes mellitus tipo 1 ou tipo 2.
Entre as medidas previstas está o fornecimento gratuito de aparelhos medidores de glicose que dispensam a coleta de sangue. Os equipamentos seriam entregues aos representantes legais das crianças beneficiadas, que também receberiam orientações sobre utilização e manutenção.
Projeto prevê acompanhamento nutricional e orientação nas escolas
A proposta também contempla a possibilidade de oferecer serviços de reeducação alimentar e acompanhamento nutricional às crianças atendidas pelo programa.
Outro ponto previsto é a inclusão de alimentos adequados às necessidades de estudantes diabéticos nos cardápios das escolas públicas estaduais. O texto ainda destaca a capacitação de professores, merendeiras e responsáveis pelas crianças para adoção de práticas alimentares apropriadas.
O projeto prevê, ainda, a possibilidade de estabelecer parcerias com profissionais de saúde, especialmente endocrinologistas e nutricionistas, para ampliar o suporte e o acompanhamento multidisciplinar.
Cuidados com o diabetes na infância
O diabetes é uma condição crônica que exige monitoramento contínuo, atenção à alimentação e acompanhamento profissional. Na infância, os cuidados também envolvem a participação de familiares e profissionais da educação, especialmente durante o período escolar.
Segundo a justificativa da proposta, a iniciativa busca ampliar o acesso à informação e aos cuidados necessários, contribuindo para a prevenção de complicações e para a qualidade de vida das crianças diagnosticadas com a doença.
Com o avanço da tramitação na Alego, o projeto segue para a última etapa de votação. Caso seja aprovado definitivamente, ainda será necessário cumprir os procedimentos legais para que as medidas previstas possam entrar em vigor.
Da Redação A Política Em Foco.



