Dia: 26 de março de 2026

  • Câmara aprova projeto que cria 8 varas federais nos estados do Amazonas e do Mato Grosso do Sul – Notícias

    Câmara aprova projeto que cria 8 varas federais nos estados do Amazonas e do Mato Grosso do Sul – Notícias

    25/03/2026 – 18:05  
    •   Atualizado em 25/03/2026 – 18:30

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Dagoberto Nogueira, relator da proposta

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria oito varas federais nos estados do Amazonas e do Mato Grosso do Sul para ampliar o acesso à Justiça. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Projeto de Lei 6359/25 foi aprovado com parecer favorável do relator, deputado Dagoberto Nogueira (PSDB-MS).

    Segundo o relator, a medida vai auxiliar no combate ao crime organizado transnacional e na ampliação do acesso à Justiça. “O projeto é essencial ao fortalecimento da segurança pública e ao combate ao crime organizado transnacional, especialmente nas fronteiras do Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, regiões que respondem pelos maiores índices de apreensão de drogas e armas do país”, disse Nogueira.

    O Mato Grosso do Sul faz parte do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF 3) e terá novas varas federais nas cidades de Bonito, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Três Lagoas e Dourados. Já o Amazonas faz parte do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1) e terá varas federais nas cidades de Tefé e Humaitá.

    Nos dois estados, em todas as varas federais haverá a criação de cargos efetivos de analista e técnico judiciário e ainda de cargos em comissão e funções comissionadas, totalizando 302 cargos autorizados.

    Principais demandas
    O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, argumenta que a Amazônia tem despertado atenção internacional e que o crescimento de problemas estruturais, sociais, ambientais e políticos da região aumenta também a demanda por soluções no Judiciário. Ele citou a necessidade de resolver conflitos fundiários, sobretudo em territórios protegidos (reservas ambientais e de povos originários) “diante da crescente pressão econômica de garimpeiros, grileiros e madeireiros”.

    Em relação ao Mato Grosso do Sul, ao lado de problemas ambientais e latifundiários, o estado se destaca por crescimento econômico na última década, o que atrai grandes empreendimentos, além de apresentar regiões de fronteira nas quais também o tráfico de drogas tem crescido.

    “Diante do cenário de expansão do estado, é indispensável que a Justiça Federal se prepare para o aumento previsto da demanda, especialmente em matérias previdenciárias, ambientais e alfandegária”, ressaltou o ministro presidente do STJ.

    Já o deputado Dagoberto Nogueira reforçou que o volume de processos em Ponta Porã (MS) e Corumbá (MS) é “absolutamente incompatível” com a estrutura atual, operando com “sobrecarga crônica” que compromete o princípio constitucional da razoável duração do processo.

     

     

    Outro argumento usado por Nogueira para justificar o aumento de varas federais foi a proximidade da conclusão da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que ligará o porto de Santos (SP) ao porto de Antofagasta (Chile), atravessando o Brasil pelo Mato Grosso do Sul.

    “A criação de varas federais nos municípios do corredor assume caráter de medida estratégica de Estado, preparando o sistema de Justiça Federal para o novo ciclo de litigiosidade que inevitavelmente acompanhará o desenvolvimento econômico da região”, declarou.

    Impacto orçamentário
    Embora não apresente o impacto orçamentário na proposta, o STJ reforça que a implantação dos novos juízos ocorrerá conforme necessidades de serviço e disponibilidade de recursos orçamentários, começando em 2026 segundo o anexo da Lei Orçamentária (LOA).

    Esse anexo prevê despesa adicional de R$ 7,6 milhões em 2026 com 102 cargos dos 302 previstos. A despesa anualizada, ou seja, ao longo de um ano completo, será de R$ 15 milhões.

    Debate em Plenário
    Durante o debate sobre o projeto, o deputado Patrus Ananias (PT-MG) destacou que é necessário garantir a presença efetiva do Judiciário em todo o território nacional para ter aplicação das leis.

    A deputada Heloísa Helena (Rede-RJ) afirmou que a presença do aparelho de Estado e sua ampliação especialmente em áreas distantes dos centros urbanos é de importância fundamental.

    Já o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) criticou os gastos de R$ 200 milhões em cinco anos, previstos com a criação dos cargos para viabilizar as varas.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão aprova uso de nome afetivo para crianças em processo de adoção – Notícias

    Comissão aprova uso de nome afetivo para crianças em processo de adoção – Notícias

    25/03/2026 – 18:36  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Chris Tonietto, relatora na CCJ

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que permite o uso de nome afetivo por crianças e adolescentes sob guarda judicial para fins de adoção em cadastros de escolas e estabelecimentos de saúde, cultura e lazer.

    Nome afetivo é a designação pela qual uma criança ou adolescente em processo de adoção é chamado pela nova família, antes da conclusão definitiva da alteração na certidão de nascimento.

    Depois de adotada, a criança geralmente troca o sobrenome, e há casos em que troca o primeiro nome também, ao ser emitida a nova certidão de nascimento. O objetivo do projeto é antecipar o uso do novo nome, como forma de respeitar o vínculo socioafetivo e a nova identidade da criança.

    Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

    Versão aprovada
    Por recomendação da relatora na CCJ, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família para o Projeto de Lei 4602/23, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

    Segundo o substitutivo, em razão do risco de a adoção não se concretizar após o período de guarda judicial, o juiz deverá determinar estudo psicossocial ou perícia por equipe interprofissional. A autorização judicial dependerá da constatação de vínculo afetivo suficiente e da avaliação de que os benefícios imediatos do uso do nome afetivo superam os eventuais prejuízos caso a adoção não se concretize.

    Na justificativa da versão original, Laura Carneiro afirmou que a medida “apenas reconhece socialmente a realidade já vivenciada, evitando sofrimento psicológico e resguardando o superior interesse da criança e do adolescente”.

    A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O texto trata do uso do nome afetivo em qualquer fase do processo, desde que haja autorização judicial. O juiz poderá autorizar a medida após requerimento e avaliação técnica.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Da Reportagem/RM
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão aprova projeto que isenta oficiais de justiça do pagamento do IPVA

    Comissão aprova projeto que isenta oficiais de justiça do pagamento do IPVA

    Comissão aprova projeto que isenta oficiais de justiça do pagamento do IPVA

    Benefício será válido para um veículo automotor, desde que utilizado no exercício das atribuições funcionais desses profissionais

    Em reunião nesta terça-feira (25), os integrantes da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da CLDF (CTMU), o Projeto de Lei nº 1981/2025, de autoria da deputada Doutora Jane (Republicanos), que altera a Lei nº 6.466/2019 para incluir os oficiais de justiça entre os beneficiários da isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O benefício será válido para um veículo automotor, desde que utilizado no exercício das atribuições funcionais desses profissionais. A isenção é prevista para os oficiais de Justiça que atuam no Poder Judiciário do Distrito Federal e nas justiças Federal, do Trabalho, Eleitoral e Militar.

    Ao justificar o projeto, Doutora Jane destacou que os profissionais desempenham papel essencial para o funcionamento do sistema de Justiça, sendo responsáveis pela execução de mandados, avaliações e diligências que exigem constante deslocamento por toda a região do Distrito Federal. “Muitas vezes, esses servidores utilizam seus próprios veículos como instrumento de trabalho, arcando com manutenção, combustível e tributos”, explica a distrital.

    Segundo a parlamentar, a isenção é uma forma de reconhecer a relevância da categoria, melhorar as condições de trabalho e contribuir para uma prestação jurisdicional mais ágil e eficiente.

    A deputada reforçou que a medida é amparada pela Constituição Federal, que confere aos estados e ao Distrito Federal autonomia para legislar sobre isenções do IPVA. A proposta, segundo Doutora Jane, está alinhada aos princípios da eficiência e economicidade, pois reduz o custo operacional dos servidores e tende a gerar ganhos indiretos para o sistema de Justiça — como a melhoria do cumprimento de prazos e o aumento da produtividade nas diligências.

    Agência CLDF de Notícias

  • Qual caminho devemos seguir na produção de microdramas?

    Qual caminho devemos seguir na produção de microdramas?

    Segmento desperta cada vez mais interesse de grupos de mídia e de empresas de conteúdo

    Novela vertical não é propriamente uma novidade no Brasil. Companhias, como a ReelShort, já exploravam o segmento e com enorme sucesso em visualizações. Mas esse interesse na sua produção ganhou um novo capítulo após o Grupo Globo, por meio do Globoplay, anunciar um forte investimento em microdramas e mexer com o futuro do negócio no país.

    Logo, outros grupos importantes e produtoras de conteúdo aderiram ao mesmo caminho. A gigante Banijay, dona da Endemol e A Fábrica, é uma dessas novidades, a exemplo de O2 Filmes e Diosual.

    Como se trata de um produto de consumo rápido, tudo indica que haverá espaço para “meio mundo”.

    Mas, também, não se pode banalizar. Longe disso, e procurar sempre trabalhar com as melhores condições.

    Dito isto, qual modelo deveremos seguir na realização de novelas verticais? Aquele já conhecido ou “distribuído” pela China, com

    mocinhas sofredoras e CEOs bilionários, ou apostar em outro tipo de história, que melhor dialogue com nossos usos e costumes?

    Fica a expectativa para podermos ser surpreendidos. Bons profissionais têm de sobra para isso.

    (“A vida dupla de uma herdeira milionária”, microdrama da ReelShort, terá Anna Rita Cerqueira e Miguel Coelho como protagonistas – Instagram)

    Aplicativo da Globo

    Será agora em abril, bem no seu comecinho, o lançamento de um aplicativo da Globo, com novelas verticais e conteúdo gratuito.

    A ordem é bater de frente com as chinesas TikTok e Kwai, inclusive na forma de apresentar um trabalho diferente e até superior ao que já existe no Globoplay.

    (Arte)

    Título

    Na mexicana Televisa, a versão de “Irmãos Coragem” deveria se chamar “Hermanos Coraje”.

    Só que mudou para “Tierra De Amor Y Coraje”, algo que provocou um certo estranhamento.

    Última forma

    Ao encontro do que dia desses se comentou por aqui e em decisão tomada ontem, foram suspensas todas as discussões sobre nova programação no SBT.

    E nem mesmo uma data, por enquanto, será fixada para retomar esses trabalhos.

    É aquilo

    Pode ter certeza de que toda essa carga policialesca nas manhãs do SBT fez acender a luz amarela. Aí é que está pegando.

    Não dá a audiência que se deseja e as possibilidades comerciais são reduzidas a quase nada.

    Mercado – 1

    Gilberto Corazza, profissional conhecido e dos mais respeitados, declinou proposta do SBT para assumir a cadeira do comercial.

    Algo, claro, que chama bem atenção, porque historicamente este sempre foi um posto bem disputado no mercado.

    Gilberto Corazza

    (Divulgação)

    Mercado – 2

    Quando se reclama uma maior atenção do SBT para os seus interiores e a necessidade de mudar drasticamente determinadas condutas, aí também se incluem algumas das posições principais.

    É preciso, rapidamente, mudar essa impressão de que algumas das suas cadeiras têm prazos de validade muito curtos.

    Desconfiômetro

    Na Globo, tem gente cismada que essa recueta da Taís Araújo em não querer o papel de protagonista de “Por Você”, próxima das sete, pode estar relacionada a uma certa “Avenida Brasil 2” que vem por aí.

    Vale lembrar que um dos melhores trabalhos da Taís na TV foi em “Da Cor do Pecado”, do mesmo João Emanuel Carneiro.

    Gêmeas

    Quem teve acesso aos dois projetos, observou algumas coincidências entre “Amor Sem Igual”, novela de Cristianne Fridman exibida na Record, e “Amor em Ruínas”, uma das novas produções da Seriella.

    Na história da Cris, a situação e os perigos das garotas de programa. Já na trama de agora, o protagonista se casa com uma prostituta.

    Força da aberta – 1

    A forma de consumir o “Big Brother Brasil 26” segue bem distribuída, mas sempre tem a TV aberta como grande protagonista.

    É o que mostra o levantamento da IMO Insights referente à 10ª semana do programa, de 18 a 23 deste mês.

    Jonas Sulzbach

    (Jonas Sulzbach, último eliminado do BBB – Divulgação)

    Força da aberta – 2

    Segundo dados da IMO, a TV Globo registrou crescimento e alcançou 64% de preferência como meio de acompanhamento do reality show.

    Retoma, assim, sua força na reta mais avançada da temporada e no momento em que o engajamento tende a se intensificar e episódios decisivos passam a concentrar maior audiência ao vivo.

    Ibope

    O bom momento de audiência da Band, das 11h até 20h30, é comemorado pela sua direção.

    Ao mesmo tempo, tem recomendado atenção para as duas pontas. O começo das manhãs e o fim de noite seguem como “x” da questão. Algumas intervenções, meio que imediatamente, devem ser feitas por aí.

    Bate – Rebate

    • No ar em “Três Graças” e “Dona Beja”, Kelzy Ecard vai celebrar seus 35 anos de carreira com a peça “Caminho de Casa”…
    • … Estreia em 2 de abril na Arena do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro…
    • .. Kelzy divide o palco com Juliana França.
    • Felipe Folgosi e Patrícia de Sabrit gravaram o Jogo das 3 Pistas para o “Programa Silvio Santos com Patrícia Abravanel”.
    • Sobre a vertical “O Acerto de Contas das Gêmeas Trocadas”, faltou dizer que a autoria é de Gustavo Reiz…
    • … E que ainda está em busca de um ator para o principal papel.
    • Marco Ricca, como turco Paxá, faz participação especial no primeiro mês de “A nobreza do amor”…
    • … Ontem, a Netflix anunciou sua presença na série “Enfim Sós”, em início de gravações.
    • Miguel Rômulo, de “Dona Beja”, será Jesus na Paixão de Cristo de Floriano, no Piauí…
    • … Eriberto Leão, Neuza Borges e Sílvia Pfeifer também estão no elenco.
    • Nesta quinta-feira, a Me Poupe!, plataforma de educação financeira criada pela jornalista Nathalia Arcuri, estreia um reality no YouTube…
    • … Serão 4 episódios semanais transformando a vida financeira de um professor da rede pública de Paraisópolis.
  • Motta quer votar fim da escala de trabalho 6×1 em maio no Plenário – Notícias

    Motta quer votar fim da escala de trabalho 6×1 em maio no Plenário – Notícias

    25/03/2026 – 18:55  

    Acervo Câmara dos Deputados

    Motta: trabalhador deve ter mais tempo para lazer e para a saúde

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende levar ao Plenário em maio a votação das propostas de emenda à Constituição que preveem a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Segundo ele, a admissibilidade da proposta deve ser votada no início do próximo mês na Comissão de Constituição e Justiça e seguir para a comissão especial.

    As propostas são: PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP); e PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

    Motta concedeu entrevista nesta quarta-feira (25) na Paraíba. Ele defendeu que o trabalhador tenha mais tempo de lazer, mais tempo para cuidar da saúde e mais tempo para a família, sem perder a produtividade.

    “Precisamos ter sabedoria para ouvir o setor produtivo e quem emprega, para ter uma proposta que não represente um retrocesso para o país”, disse o presidente.

    Minerais estratégicos
    Motta também afirmou que deve entrar em votação em breve a proposta que regulamenta a exploração das chamadas terras raras. Segundo o presidente, o relator do texto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), tem buscado dialogar com o governo e o setor produtivo para a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

    O Projeto de Lei 2780/24 cria uma política para fomentar a pesquisa, a lavra e a transformação de minerais críticos e estratégicos de maneira sustentável.

    Motta defendeu uma legislação moderna na área, que garanta emprego e renda no país. “Que seja uma legislação abrangente, que permita que algumas empresas possam explorar esses minerais no Brasil, mas que aqui fiquem os dividendos, para que o Brasil possa exportar o produto com alto valor agregado”, disse.

     

     

    Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
    Edição – Wilson Silveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Ao vivo: Acompanhe a sessão ordinária desta quarta-feira (25) na Câmara Legislativa

    Ao vivo: Acompanhe a sessão ordinária desta quarta-feira (25) na Câmara Legislativa

    Publicado em 25/03/2026 15h00

    Acompanhe, ao vivo, a sessão ordinária desta quarta-feira (25) no plenário da Câmara Legislativa. Siga as discussões e votações do dia diretamente pelo canal oficial da CLDF no YouTube.

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • CPMI do INSS vota convocação e quebra de sigilo nesta quinta-feira – Notícias

    CPMI do INSS vota convocação e quebra de sigilo nesta quinta-feira – Notícias

    25/03/2026 – 18:57  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS

    O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), agendou reunião para esta quinta-feira (26), às 9 horas, para votar dois requerimentos do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da comissão parlamentar mista de inquérito.

    O primeiro requerimento trata da convocação do presidente da Associação Nacional de Correspondentes Bancários (Anec), Lourival Rocha Júnior. Para o relator, Rocha Júnior pode ajudar a CPMI a distinguir condutas fraudulentas de operações legítimas dos correspondentes bancários, responsáveis por boa parte das operações de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS.

    O segundo requerimento trata da elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). No mesmo requerimento, Alfredo Gaspar solicita também a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Gomes Paixão Rosa, ex-secretário parlamentar do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), um dos investigados na fraude do INSS.

    Segundo Alfredo Gaspar, registros financeiros analisados pela comissão indicam que Fábio Gomes Paixão Rosa recebeu transferência de R$ 40 mil da empresa HM Moto Peças Pneus e Artefatos de Borracha, que, por sua vez, recebeu cerca de R$ 4 milhões de um núcleo financeiro ligado à Conafer, entidade investigada por descontos irregulares em benefícios do INSS.

    Ele acrescenta que a esposa de Fábio Gomes mantém vínculo empregatício com a Cacique Home Center Ltda., que recebeu R$ 49,5 mil repassados pelos investigados Ingrid Pikinskeni Morais e Vinícius Ramos da Cruz.

    O debate será realizado às 9 horas, no plenário 2, da ala Nilo Coelho, no Senado.

    Da Redação – RS
    Com informações da Agência Senado

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Plenário aumenta valor de serviço voluntário de carreiras da Segurança Pública

    Plenário aumenta valor de serviço voluntário de carreiras da Segurança Pública

    Plenário aumenta valor de serviço voluntário de carreiras da Segurança Pública

    O Plenário também aprovou o pagamento para os servidores de Atividades Complementares de Segurança Pública

    Nesta quarta-feira (25), a Câmara Legislativa aprovou o aumento do valor pago pelo serviço voluntário prestado por agentes da Segurança Pública do Distrito Federal. A medida – que atualiza a indenização de R$ 50,00 para R$ 95,00 por hora – consta de projetos de lei específicos para cada uma das categorias contempladas: Polícia Civil do DF, Polícia Penal e carreira socioeducativa. O Plenário também aprovou o pagamento para os servidores de Atividades Complementares de Segurança Pública

    O novo valor, pago aos ocupantes de cargos da PCDF pelos serviços prestados em seus períodos de folga ou pela acumulação de atribuições em duas ou mais unidades do órgão, está previsto no projeto de lei nº 2.235/2026. Por meio de emendas, os distritais estenderam o pagamento da indenização aos policiais e bombeiros militares do DF lotados na Casa Militar da Governadoria e na Secretaria de Segurança Pública, desde que as atividades deem apoio à PCDF em seus períodos de folga. 

    Por sua vez, a atualização das indenizações pelo serviço voluntário das carreiras de Execução Penal e Socioeducativa está prevista no PL nº 2.237/2026 e PL nº 2.236/2026, respectivamente. 

    Já a previsão de pagamento por serviços prestados além do período de trabalho para os servidores da carreira Atividades Complementares de Segurança Pública, da Secretaria de Segurança do DF, consta do projeto de lei nº 2.241/2026. Os novos contemplados com a indenização desempenham funções técnicas de apoio à perícia médico-legal, incluindo atividades auxiliares em exames de necrópsia, ambulatoriais, laboratoriais e radiológicos no âmbito da PCDF. 

    Todas as proposições tiveram a tramitação concluída na CLDF e agora seguem para o governo do DF, para sanção ou veto. As leis passarão a valer na data em que forem publicadas. 

    Agência CLDF de Notícias

  • Câmara aprova projeto que ajusta Lei Orçamentária aos gastos com a nova licença-paternidade – Notícias

    Câmara aprova projeto que ajusta Lei Orçamentária aos gastos com a nova licença-paternidade – Notícias

    25/03/2026 – 19:44  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Pedro Campos, relator da proposta

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que retira os gastos com salário-paternidade suportados pelo INSS do limite de aumento de despesas imposto pelo arcabouço fiscal. A proposta será enviada à sanção presidencial.

    De autoria do líder do governo no Senado, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 77/26 também viabiliza o usufruto de créditos tributários por grandes empresas revendedoras e compradoras de material reciclável e de empresas localizadas em áreas de livre comércio (ALC).

    O texto contou com parecer favorável do relator, deputado Pedro Campos (PSB-PE), que também relatou o projeto que ampliou o período de licença-paternidade. Para Campos, a flexibilização das regras fiscais é “neutra” do ponto de vista do equilíbrio primário, já que as hipóteses de renúncia de receita ou de geração de despesas contam com previsão na estimativa de receita da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, em medidas de compensação ou outra fonte de custeio.

    De acordo com Campos, o projeto aprovado concretiza os princípios constitucionais da responsabilidade fiscal e da proteção à paternidade.

    Licença-paternidade
    Aprovado de forma definitiva no Senado no começo do mês de março deste ano, o Projeto de Lei 5811/25 estende gradativamente a licença-paternidade dos atuais 5 dias para:

    • 10 dias a partir de 1º de janeiro de 2027;
    • 15 dias a partir de 1º de janeiro de 2028; e
    • 20 dias de 2029 em diante.

    Já o salário-paternidade para o segurado empregado ou trabalhador avulso será pago em montante proporcional à duração do benefício levando-se em conta sua remuneração integral.

    Como cabe à empresa pagar o salário-paternidade e descontar da contribuição à seguridade social, o pagamento efetivo é arcado pelo governo federal por meio do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

    A partir do PLP 77/26, essa despesa não será limitada pela nova regra do reajuste dos benefícios da Previdência Social, que estabeleceu como teto crescimento real de 2,5% (INPC mais até 2,5% do crescimento da receita primária).

    Material reciclável
    A fim de contemplar benefícios tributários de PIS/Cofins concedidos pelo Projeto de Lei 1800/21 a empresas compradoras de material reciclável (aparas de papel, vidro e metais), o projeto aprovado nesta quarta-feira pela Câmara dos Deputados retira esse caso da proibição constante da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 de criação, ampliação ou extensão de benefícios.

    De forma semelhante, uma isenção de PIS e Cofins é concedida para as empresas atravessadoras que revendem o material reciclável comprado de catadores às empresas que vão processar o material para transformá-lo em outra matéria-prima ou produto intermediário de atravessadoras. Somente empresas tributadas pelo lucro real podem contar com os créditos.

    Em todo caso, a possibilidade de gerar créditos de PIS e Cofins acabará a partir de 2027, quando entra em vigor a reforma tributária. Esses tributos serão extintos com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

    Livre comércio
    O terceiro tipo de exceção às regras fiscais previsto no projeto é para propostas aprovadas em 2026 que tratem de benefício tributário para empresas habilitadas em áreas de livre comércio, se a renúncia de receita já tiver sido considerada na estimativa de receita da Lei Orçamentária de 2026 ou tenha medida de compensação.

    Segundo o relator, deputado Pedro Campos, a proposta responde à necessidade de compatibilizar o arcabouço fiscal com a tramitação de projetos que tratam de renúncias de receita ou criação de despesas. “Trata-se de evitar que vedações genéricas obstruam a tramitação de projetos que não representam risco ao equilíbrio fiscal”, disse.

    Debate em Plenário
    O deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) criticou o que ele considerou como falta de respeito ao arcabouço fiscal. “Para que ter arcabouço fiscal se não vou cumprir nunca? Queremos licença-paternidade, mas o governo deveria ter feito economias, cortes. Nada disso aqui é surpresa para o governo. O governo quis isso”, afirmou.

    Porém, Campos declarou houve corte “histórico” de benefícios tributários aprovado em 2025, o que permitiu ampliar a licença-paternidade para 20 dias. Ele se referiu à Lei Complementar 224/25, que muda a forma como a União concede benefícios fiscais e tributa alguns setores da economia.

    Já o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que não precisaria nova lei para afrouxar a legislação do arcabouço fiscal se existe espaço fiscal.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Direitos da criança e do adolescente: Conselheiros tutelares terão recomposição salarial de 25%

    Direitos da criança e do adolescente: Conselheiros tutelares terão recomposição salarial de 25%

    Direitos da criança e do adolescente: Conselheiros tutelares terão recomposição salarial de 25%

    Aprovado em dois turnos e redação final, o texto vai à sanção do governo do Distrito Federal

    Publicado em 25/03/2026 20h20

    Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

    Os conselheiros tutelares desempenham papel essencial no sistema de garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. A função exige dedicação exclusiva e atuação em regime de sobreaviso. Nesta quarta-feira (25), o Plenário da Câmara Legislativa aprovou o projeto de lei nº 2.239/2026, com o intuito de recompor a remuneração desses servidores em 25%. Aprovado em dois turnos e redação final, o texto vai à sanção do governo do Distrito Federal. 

    O subsídio atual dos conselheiros tutelares está fixado em R$ 6.510,00 para aqueles sem vínculo com a Administração e em R$ 5.208,00 para aqueles com vínculo. Com a medida aprovada, o valor passará a ser de, respectivamente, R$ 8.138,00 e R$ 6.510,40

    Segundo o Buriti, o DF conta com 44 conselhos tutelares em funcionamento, totalizando 220 conselheiros titulares. 

    Denise Caputo – Agência CLDF

    Agência CLDF de Notícias