Dia: 11 de março de 2026

  • Comissão debate construção da Companhia Siderúrgica do Pecém – Notícias

    Comissão debate construção da Companhia Siderúrgica do Pecém – Notícias

    11/03/2026 – 10:33  

    Governo do Ceará

    Companhia Siderúrgica do Pecém

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém. O debate será realizado às 9 horas, no plenário 5.

    Dívidas
    O debate atende a pedido do deputado Luiz Gastão (PSD-CE). Segundo o parlamentar, a empresa Posco Engenharia e Construção do Brasil construiu a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), em contrato que superou 5,5 bilhões de dólares. Mas a empresa teria deixado no país um passivo que pode chegar a R$ 1 bilhão, com dívidas trabalhistas, tributárias e comerciais.

    Luiz Gastão acrescenta que, em setembro de 2025, a empresa pediu falência, alegando crise financeira e declarando patrimônio reduzido.

    Segundo ele, credores apontam a possibilidade de remessa de recursos ao exterior e questionam a lisura do processo. Órgãos públicos também contestam valores que seriam devidos pela empresa.

    Dúvidas
    Diante disso, o deputado quer esclarecimentos sobre:

    • o impacto fiscal para o Estado do Ceará e para a União;
    • os prejuízos sofridos por empresas brasileiras;
    • a movimentação financeira da Posco; e
    • possíveis irregularidades no pedido de falência.

    Da Redação – ND

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Rede Feminina transforma dor em acolhimento com doação de perucas a pacientes oncológicos

    Rede Feminina transforma dor em acolhimento com doação de perucas a pacientes oncológicos

    Rede Feminina transforma dor em acolhimento com doação de perucas a pacientes oncológicos Projeto voluntário atua há duas décadas no Hospita…

    Rede Feminina transforma dor em acolhimento com doação de perucas a pacientes oncológicos
    Projeto voluntário atua há duas décadas no Hospital de Base e entregou cerca de 250 peças apenas no último ano
    “Eu pensei que a queda de cabelo não seria tão rápida, por isso me surpreendi. Eu não estava preparada”, relatou Lúcia Saboia, de 67 anos. Com um lenço cobrindo as últimas mechas de cabelo, ela chegou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), acompanhada pelos filhos, para enfrentar uma das etapas mais delicadas do tratamento contra o câncer de mama: raspar a cabeça e escolher um dos modelos de peruca disponíveis.Lúcia Saboia experimenta uma peruca: “Já me sinto bem melhor e mais leve. Cercada de tanto carinho, não tem como não me sentir bem. Agora vou viver um dia de cada vez” | Fotos: Divulgação/IgesDF

    Diagnosticada em maio do ano passado, Lúcia iniciou a quimioterapia na última semana e logo enfrentou um dos efeitos mais temidos do tratamento: a queda de cabelo. Com o coração apertado, ela procurou a Rede Feminina de Combate ao Câncer na manhã desta terça-feira (10), data em que se celebra o Dia Mundial da Peruca, em busca de acolhimento e apoio para enfrentar esse momento delicado.

    “É uma fase muito doída, você perde algo que te representa; então, conseguir transformar esse momento de dor em esperança, ajudar as pessoas a se verem refletidas no espelho é muito especial”Larissa Bezerra, coordenadora da Rede Feminina de Combate ao Câncer

    A Rede Feminina atua há duas décadas no Hospital de Base oferecendo gratuitamente perucas a pacientes em tratamento oncológico. Somente no último ano, cerca de 250 peças foram entregues a mulheres atendidas na unidade.

    A coordenadora da Rede, Larissa Bezerra, explica que a perda de cabelo costuma ser um dos impactos mais sensíveis do tratamento, especialmente para as mulheres: “É uma fase muito doída, você perde algo que te representa; então, conseguir transformar esse momento de dor em esperança, ajudar as pessoas a se verem refletidas no espelho é muito especial”.

    O que começou como um momento marcado pela insegurança logo deu lugar a gestos de carinho e leveza. A cada novo modelo experimentado, o sorriso de Lúcia voltava aos poucos. Acostumada aos cabelos claros, ela se divertiu ao se ver morena, ruiva e com estilos diferentes.

    “Já me sinto bem melhor e mais leve”, relatou. “Cercada de tanto carinho, não tem como não me sentir bem. Agora vou viver um dia de cada vez.” A peruca, disse ela, vai ajudar a enfrentar o tratamento de cabeça erguida até que os cabelos voltem a crescer novamente.

    Apoio que conectaÉrica Silva: “Coloquei na minha cabeça que isso faz parte do processo de cura, e isso é algo que eu preciso passar”

    A Rede Feminina recebe doações de cabelo e de perucas ao longo de todo o ano e mantém uma oficina no ambulatório do Hospital de Base. “Nós estamos abertos todos os dias para receber doações e entregar perucas — é só chegar, experimentar e escolher a que mais gostar”, explica Larissa.
    A paciente Érica Bonfim Silva, 35, viveu esse momento de duas formas: como receptora e como doadora. Diagnosticada com leucemia em dezembro do ano passado, ela começou a perder os cabelos após a terceira sessão de quimioterapia e decidiu cortar os fios enquanto ainda podia. “Quando me olhei no espelho, senti um impacto muito forte”, relembrou.
    Mãe de um menino de 3 anos, Érica contou que optou por usar peruca para preservar a rotina com o filho: “Coloquei na minha cabeça que isso faz parte do processo de cura, e isso é algo que eu preciso passar”.

    Acolhimento

    Entre muitas histórias está a de Sirley Freitas de Almeida, que faz quimioterapia no Hospital de Base após passar por uma mastectomia para tratar um câncer de mama. Ela procurou a oficina de perucas com um objetivo especial: participar do casamento da sobrinha.Sirley Almeida procurou uma peruca para participar de um casamento: “Eu não me importo de estar careca, mas durante essa ocasião especial, não quero que as pessoas fiquem me olhando”

    “Eu não me importo de estar careca, mas durante essa ocasião especial, não quero que as pessoas fiquem me olhando”, disse. “Quero dançar, quero curtir, quero fazer tudo o que eu faria se não tivesse câncer.”

    As pacientes podem escolher entre perucas sintéticas ou naturais. As sintéticas exigem menos manutenção e possuem estrutura mais resistente. Já as naturais, feitas com cabelos humanos, permitem alisamento, coloração e hidratação.

    A voluntária Mylena Batista acompanha as mulheres durante a escolha e observa que o momento exige sensibilidade e escuta: “Muitas chegam fragilizadas e se emocionam ao se ver no espelho com cabelo novamente. Eu sempre tento respeitar esse momento, ouvir as histórias e acolher a dor delas”.

    Para muitas mulheres em tratamento, a peruca representa mais do que um acessório: é um gesto de acolhimento em um dos momentos mais delicados da vida.

    *Com informações do IgesDF

  • CPMI do INSS cancela depoimento do ex-sócio de Daniel Vorcaro – Notícias

    CPMI do INSS cancela depoimento do ex-sócio de Daniel Vorcaro – Notícias

    11/03/2026 – 08:35  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Senador Izalci Lucas pediu a convocação de Augusto Lima

    A CPMI do INSS cancelou a reunião desta quarta-feira (11) que iria ouvir Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    Os parlamentares pediram a convocação de Augusto Lima, que é investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em atividades ilícitas do banco, para esclarecer supostas fraudes em empréstimos consignados de aposentados do INSS.

    Autor de um dos pedidos de convocação (REQ 2969/26), o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirma que o ex-sócio de Vorcaro é suspeito de idealizar as operações do Master com relação a créditos consignados.

    Augusto Lima também foi controlador do Banco Pleno (ligado ao Master) até fevereiro, ocasião em que o Banco Central decretou a liquidação da instituição.

     

    Da Agência Senado – MO

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Alerj aprova projeto para dar nome de Silvio Santos à estação onde ele começou carreira no Rio

    Alerj aprova projeto para dar nome de Silvio Santos à estação onde ele começou carreira no Rio

    Com a aprovação dos deputados estaduais, a proposta, de autoria do parlamentar Rosenverg Reis,   segue para análise do governador do estado, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a medida que homenageará Silvio Santos

    A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em discussão única na última quinta-feira (5/3), o Projeto de Lei 4.019/24 que propõe rebatizar a estação das barcas da Praça XV de Novembro, no Centro do Rio, como Estação Praça XV de Novembro – Silvio Santos.

    Com a aprovação dos deputados estaduais, a proposta, de autoria do parlamentar Rosenverg Reis, segue para análise do governador do estado, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a medida.

    A homenagem faz referência ao início da trajetória de Silvio Santos, que antes de se tornar um dos maiores comunicadores do Brasil, trabalhou nas barcas que fazem a travessia Rio–Niterói, onde instalou alto-falantes para animar os passageiros com músicas e anúncios. Segundo informações, o local teria sido seu primeiro “palco” diante do público.

    Veja as fotos

    Silvio Santos com seu aviãozinho de dinheiroReprodução: SBT

    Reprodução: Globo

    Silvio Santos em seu programa na GloboReprodução: Globo

    Reprodução

    Documentário “Silvio Santos Vale Mais do que Dinheiro” foi lançado nesta quinta-feira (12/12)Reprodução

    Reprodução

    Reprodução

    Divulgação: SBT

    Silvio Santos, um dos termos mais pesquisados no BrasilDivulgação: SBT

    Reprodução: SBT

    Silvio Santos sorrindoReprodução: SBT

    Silvio Santos em sua época na Globo Reprodução

    Silvio Santos em sua época na Globo Reprodução

    Silvio Santos recebeu alta hospitalar neste sábado (20/07), informa a assessoria do SBT (Divulgação: SBT)

    Silvio Santos recebeu alta hospitalar neste sábado (20/07), informa a assessoria do SBT (Divulgação: SBT)

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    Segundo o deputado, a homenagem reconhece a história de um dos maiores nomes da comunicação brasileira. “Nada mais justo do que homenagear esse ícone em sua terra natal”, afirmou.

    Silvio Santos, que faleceu em agosto de 2024 aos 93 anos, nasceu em 1930 e iniciou sua vida profissional como camelô no Centro do Rio. Anos depois construiu um império no entretenimento, fundando o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) em 1981 e se tornando um dos apresentadores mais populares da televisão brasileira.

    Caso seja sancionada, a mudança transformará a estação das barcas em um marco histórico que lembra o local onde o apresentador começou a desenvolver o talento que conquistaria milhões de brasileiros.

    Relação de Silvio Santos com o Rio de Janeiro

    Silvio Santos foi o primeiro dos seis filhos de Alberto Abravanel e Rebecca Caro, judeus do Império Otomano que migraram para o Rio de Janeiro. Ele nasceu numa casa da Vila Rui Barbosa, que ficava entre a avenida Henrique Valadares e a rua do Senado, na Lapa, Centro do Rio.

    Apesar de na década de 50 ter se mudado para São Paulo, onde deslanchou sua carreira e criou seu famoso canal de televisão SBT, a história de Sílvio Santos começou no Rio. Serviu ao exército na Escola de Paraquedistas, em Deodoro, Zona Oeste do Rio, e trabalhou como camelô na Rua do Ouvidor, no Centro, onde vendia canetas, durante a adolescência.

    Sua voz chamou a atenção e fez testes para a Rádio Guanabara. Passou em primeiro lugar, superando nomes como Chico Anysio, mas logo voltou a trabalhar como ambulante, onde faturava mais.

    Na época do exército, ele passou a trabalhar voluntariamente na Rádio Mauá, em Niterói, na qual apresentava programas com outros locutores. Ao deixar o meio militar, continuou a trabalhar como camelô e como radialista, passando pela Rádio Tupi e pela Rádio Continental, muito populares no final da década de 1940. Foi homenageado em vida, no desfile da escola de samba Tradição no Carnaval de 2001.

  • Observatório terá dados e estudos sobre educação inclusiva na rede pública do DF

    Observatório terá dados e estudos sobre educação inclusiva na rede pública do DF

    Observatório terá dados e estudos sobre educação inclusiva na rede pública do DF Portal da SEEDF reúne pesquisas e iniciativas para apoiar p…


    Observatório terá dados e estudos sobre educação inclusiva na rede pública do DF
    Portal da SEEDF reúne pesquisas e iniciativas para apoiar políticas educacionais inclusivas
    A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) lançou, na segunda-feira (9), o Observatório da Educação Inclusiva e Integral, um portal que reúne dados, estudos e informações sobre as políticas de inclusão e educação integral na rede pública de ensino. A plataforma tem como objetivo apoiar o acompanhamento das ações da secretaria, fortalecer a produção de conhecimento e ampliar o diálogo com pesquisadores e a sociedade.

    A subsecretária de Educação Inclusiva e Integral, Vera Lúcia Barros, destacou que a criação do observatório representa um marco para a rede pública do Distrito Federal, ao consolidar um espaço voltado à gestão estratégica de dados e ao fortalecimento das políticas educacionais.
    “Estamos falando de um trabalho estruturado de gestão de dados, importante para olhar as políticas públicas que já implementamos e orientar novas ações. O observatório nasce para dar visibilidade aos nossos estudantes e às iniciativas da rede, reunindo informações, pesquisas e publicações que contribuem para o avanço da educação inclusiva e integral”, afirmou.
    Segundo a subsecretária, o observatório também foi concebido como um espaço de diálogo com a sociedade. “O portal abre caminhos para a participação social, permitindo que pesquisadores, universidades, organizações do terceiro setor e associações de pais contribuam com estudos, reflexões e propostas. É um ambiente de escuta e colaboração que nos ajuda a aprimorar as políticas públicas e ampliar, com ainda mais efetividade, o trabalho de inclusão que a Secretaria de Educação já desenvolve no Distrito Federal”, completou.
    Inclusão
    Presente no evento, o secretário da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Willian Ferreira, falou sobre a importância do observatório como ferramenta estratégica para a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à inclusão.

    O evento também contou com apresentações culturais de estudantes da rede pública de ensino, incluindo o Coral da Educação em Tempo Integral da Escola Classe (EC) Alto Interlagos | Foto: Mary Leal/SEEDF

    Segundo ele, a produção e a integração de dados são fundamentais para orientar ações governamentais e ampliar a efetividade das iniciativas destinadas às pessoas com deficiência.
    “Não é possível construir políticas públicas sem dados. Por isso, quero parabenizar toda a equipe da Educação que se dedicou a estudar, analisar e estruturar esse trabalho. O observatório será mais um mecanismo de acesso à informação e de garantia de direitos”, afirmou o secretário.
    Ferreira também ressaltou o papel de diálogo e de acolhimento que a SEEDF tem mantido com os órgãos de acompanhamento das políticas voltadas às pessoas com deficiência na capital. “Sabemos o quanto a Secretaria de Educação é acolhedora. Sempre que uma demanda chega ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, encaminhamos à Secretaria de Educação para avaliar a viabilidade das adequações necessárias, e nunca ficamos sem uma resposta”, destacou.
    Sistematização de informações
    Entre as atribuições do observatório está a sistematização de informações relacionadas às práticas pedagógicas inclusivas e às iniciativas de educação integral implementadas nas escolas públicas. 

    A iniciativa busca fortalecer a tomada de decisões baseada em evidências e ampliar a visibilidade de experiências desenvolvidas nas unidades escolares.
    Aproposta também prevê a divulgação de estudos, pesquisas e publicações voltadas às áreas da educação inclusiva, da educação especial, dos direitos humanos e da educação integral, promovendo o compartilhamento de conhecimento entre gestores, educadores, pesquisadores e a comunidade escolar.
    Planejamento
    O desenvolvimento do observatório é resultado de um planejamento iniciado em 2019, com a criação da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin). A proposta de estruturar um portal institucional voltado à organização e à análise de dados educacionais passou por diferentes etapas até a consolidação do projeto.
    Após a elaboração de uma prova de conceito do portal e a apresentação ao comitê de governança da secretaria, a iniciativa avançou para sua institucionalização. O observatório foi oficialmente instituído em setembro de 2025, com a criação de três câmaras temáticas responsáveis por organizar as áreas de atuação da subsecretaria: educação inclusiva e atendimentos especializados, educação inclusiva em tempo integral e educação inclusiva voltada aos direitos humanos e à diversidade.
    Além das câmaras temáticas, o observatório conta com um Comitê de Interlocução Pedagógica, formado pelas diretorias da Subin e pela equipe responsável pelo observatório. O grupo define as prioridades de estudo, articula as demandas pedagógicas e estabelece a ponte entre as áreas técnicas da secretaria e a equipe responsável pelas análises e pesquisas.
    Gestão de dados
    O funcionamento do observatório também envolve etapas estruturadas de coleta, organização e análise de dados estratégicos da educação inclusiva e integral. A coleta e o tratamento inicial das informações são realizados em parceria com a Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Subtic), responsável por consolidar as bases de dados que posteriormente são analisadas pela equipe do observatório.
    A partir dessas bases, são produzidos estudos que utilizam metodologias e ferramentas estatísticas para orientar o acompanhamento das políticas educacionais e apoiar a tomada de decisões da gestão pública. Os resultados são compartilhados com as equipes responsáveis pelo monitoramento das políticas da Subin e também disponibilizados no portal do observatório.
    O portal também disponibiliza um canal de contribuições, permitindo que cidadãos, pesquisadores e instituições enviem propostas e participem da construção coletiva de políticas educacionais mais inclusivas e integradas.

    *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

  • Comissão mista debate estatísticas sobre violência contra a mulher; participe – Notícias

    Comissão mista debate estatísticas sobre violência contra a mulher; participe – Notícias

    11/03/2026 – 08:45  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Luizianne Lins  é a presidente da Comissão

    A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher (CMCVM) discute, nesta quarta-feira (11), estatísticas sobre violência contra a mulher e a aplicabilidade da Lei do Feminicídio.

    A reunião será realizada às 14h30 no plenário 6 da Ala Nilo Coelho, no Senado.

    Segundo a deputada Luizianne Lins (PT-CE), que pediu o debate, o objetivo é subsidiar o plano de trabalho da comissão para o biênio 2026-2027, “garantindo que nossas ações legislativas e fiscalizadoras estejam alinhadas com as demandas reais das mulheres brasileiras”.

    Da Redação – RL

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • GDF entregou 14 escolas de ensino fundamental e médio entre 2020 e 2025

    GDF entregou 14 escolas de ensino fundamental e médio entre 2020 e 2025

    Escolas entregues

    Em 2020, destacam-se a construção da Escola Classe (EC) JK, no Sol Nascente, com investimento de R$ 7 milhões, e a reforma e ampliação da Escola Classe (EC) 01 do Porto Rico, em Santa Maria, que recebeu R$ 1,5 milhão.

    No ano de 2021, foi concluída a reconstrução do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 da Vila Planalto, no Plano Piloto, com aporte de R$ 7,16 milhões. Já em 2022, a Escola Classe (EC) 52 de Taguatinga passou por reconstrução completa, com investimento de R$ 8,3 milhões, além da reforma da Escola Classe (EC) 408 de Samambaia.

    Em 2023, foi entregue a construção da Escola Classe (EC) Itapoã Parque, na quadra 502, com recursos de R$ 9,4 milhões. Em 2024, a Novacap concluiu a construção da Escola Classe (EC) da quadra 203 do Itapoã, com investimento de R$ 10,46 milhões. No mesmo ano, também foram implantados bloco padrão e vestiários nos Centros de Ensino Médio (CEM) JK, na Candangolândia, e no 01 de Planaltina, como parte do Programa de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), com investimentos de R$ 1,11 milhão e R$ 1,98 milhão, respectivamente.

    As entregas de 2025 incluíram a reforma do Centro de Ensino Médio (CEM) 10 de Ceilândia, no valor de R$ 8,8 milhões; a construção do Centro Educacional (CED) Jardins Mangueiral, no Jardim Botânico, com investimento de R$ 15,3 milhões; a reconstrução da Escola Classe (EC) 425 de Samambaia; a construção da Escola Classe (EC) Itapoã Parque, na quadra 401, com aporte de R$ 9,4 milhões; e a construção do Centro de Ensino Fundamental (CEF) do Mangueiral, também no Jardim Botânico, que recebeu R$ 14,1 milhões.

  • Diretor do Senac-DF receberá o título de Cidadão Honorário de Brasília

    Diretor do Senac-DF receberá o título de Cidadão Honorário de Brasília

    Diretor do Senac-DF receberá o título de Cidadão Honorário de Brasília

    Jornalista doutor pela Universidade de Brasília, Vítor de Abreu Corrêa também atuou na CLDF, como chefe de gabinete e secretário-executivo da Mesa Diretora

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) concederá o título de Cidadão Honorário de Brasília ao diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Distrito Federal (Senac-DF), Vítor de Abreu Corrêa. A sessão solene para entrega da homenagem acontecerá na próxima quinta-feira (12), a partir das 19h, no plenário da CLDF.

    A iniciativa da honraria partiu do deputado Hermeto (MDB) que enalteceu as qualidades do novo cidadão honorário. “Com uma carreira marcada pela dedicação ao desenvolvimento humano, social e educacional, Vítor construiu uma sólida trajetória na interseção entre gestão corporativa, comunicação e transformação social”, justificou o deputado distrital.
     
    Nascido no Recife, em julho de 1984, Vítor de Abreu Corrêa chegou ao DF ainda na infância, e foi aqui que construiu não apenas sua trajetória pessoal e profissional, mas também um profundo vínculo afetivo com a cidade que aprendeu a chamar de lar. 

    Jornalista por formação, mestre e doutor em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), o homenageado é reconhecido pelo rigor acadêmico e pela liderança de projetos de grande impacto.

    Vítor contribuiu em diversas frentes da administração pública federal e no GDF. Também atuou na Câmara Legislativa, como chefe de gabinete e secretário-executivo da Mesa Diretora, onde fortaleceu o diálogo entre gestão pública e cidadania. 

    “Como diretor regional do Senac, conduz com visão estratégica e sensibilidade social uma agenda voltada à educação profissional e tecnológica, à empregabilidade e ao desenvolvimento socioeconômico do Distrito Federal”, analisou Hermeto.

    Para o distrital, a entrega do título a Vítor de Abreu Corrêa é o “reconhecimento não apenas por sua trajetória profissional exemplar, mas por representar o melhor do espírito brasiliense: a crença no poder da educação, do diálogo e do trabalho coletivo como instrumentos de transformação”.

    Agência CLDF de Notícias

  • Especialistas divergem sobre uso do método ABA no tratamento de autismo na rede pública – Notícias

    Especialistas divergem sobre uso do método ABA no tratamento de autismo na rede pública – Notícias

    10/03/2026 – 18:40  

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Projeto assegura a oferta de psicoterapia comportamental a pessoas com TEA

    A inclusão da Análise do Comportamento Aplicada (ABA, do inglês Applied Behavior Analysis) como política pública prioritária no tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) dividiu opiniões nesta terça-feira (10) durante audiência pública da Comissão Especial que discute o Plano Nacional para Pessoas com Autismo (PL 3080/20).

    O debate confrontou a defesa da metodologia como “padrão-ouro” baseado em evidências e críticas sobre sua rigidez e potencial sofrimento causado aos pacientes.

    A ABA é uma prática baseada no condicionamento de condutas por meio de reforço e extinção para desenvolver habilidades funcionais e autonomia. Segundo seus defensores, ela visa reduzir vulnerabilidades e aumentar a qualidade de vida. Contudo, críticos apontam que o método foca na normalização de comportamentos, podendo negligenciar causas biológicas e desconfortos sensoriais do autista, exigindo rigor ético para evitar práticas abusivas.

    O psicólogo Cláudio Sarilho defendeu que o tratamento do autismo abandone práticas obsoletas e foque estritamente em ciência. Para ele, a ABA cumpre esse papel ao reduzir vulnerabilidades e promover autonomia por meio de intervenções precoces e intensivas. “Quando a gente fala de análise aplicada do comportamento, nós estamos falando de uma prática baseada em evidência”, afirmou.

    Sarilho destacou ainda o impacto econômico da metodologia: segundo ele, um estudo americano avaliou que uma intervenção precoce de qualidade gera uma economia de até US$ 1 milhão por pessoa.

    No entanto, o especialista alertou para a falta de qualificação no mercado. Ele criticou a aplicação superficial da técnica e cobrou critérios rigorosos de contratação no Sistema Único de Saúde (SUS), exigindo prática supervisionada.

    Críticas ao condicionamento
    O médico psiquiatra Vinícius Barbosa contestou a hegemonia da ABA. Ele argumentou que o método foca excessivamente no condicionamento de comportamentos visíveis, negligenciando as raízes biológicas do transtorno e desconfortos sensoriais. Barbosa citou revisões internacionais que classificariam a qualidade das evidências da ABA como “baixa a muito baixa”, com alto risco de viés.

    Para o psiquiatra, a tentativa de extinguir comportamentos considerados “indesejáveis” pode ser cruel. Ele exemplificou que impedir um autista de se autorregular quando sente dores físicas ou desconfortos severos pode “trazer talvez mais sofrimento” ao indivíduo.

    Barbosa também questionou a eficácia das terapias intensivas baseadas em alta carga horária, comparando-as a uma “overdose” medicamentosa, e defendeu abordagens desenvolvimentistas e o uso de comunicação alternativa. “Não pode haver uma política pública que escolha um único método, uma única maneira para tratar uma população tão diversa”, concluiu.

    Durante a audiência, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) respondeu críticas ao método ABA enfatizando que o papel imediato do colegiado não era o de debater a validade ou a procedência de “determinada doutrina” terapêutica, mas sim garantir que todas as informações coletadas fossem encaminhadas ao relator do PL 3080/20, o deputado Marangoni (União-SP).

    Política Nacional
    Embora não mencione a sigla ABA, o projeto assegura a oferta de “psicoterapia comportamental” como uma das garantias de atendimento especializado na rede pública, abrindo caminho legal para a aplicação do método sem torná-lo exclusivo.

    A proposta adota uma abordagem multidisciplinar, colocando a intervenção comportamental no mesmo nível hierárquico de outras terapias, como fonoaudiologia e musicoterapia, e vincula a avaliação precoce a instrumentos psicoeducacionais específicos, sem impor uma metodologia única como padrão obrigatório para o tratamento do autismo.

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Danton Mello comenta chances do Brasil no Oscar e aposta em prêmio para “O Agente Secreto”

    Danton Mello comenta chances do Brasil no Oscar e aposta em prêmio para “O Agente Secreto”

    Ator falou ao portal LeoDias durante lançamento da novela “Nobreza do Amor” e celebrou o momento do cinema brasileiro no exterior

    Durante a festa de lançamento de “Nobreza do Amor”, próxima novela das seis da Globo, no Rio de Janeiro, o ator Danton Mello conversou com a repórter Katharine Alves, do portal LeoDias, sobre o bom momento do cinema brasileiro no cenário internacional e as expectativas para o Oscar 2026.

    O artista destacou a importância do reconhecimento das produções nacionais fora do país, especialmente após a indicação do filme “O Agente Secreto” em quatro categorias da premiação, incluindo Melhor Ator para Wagner Moura.

    Veja as fotos

    Wagner MouraCrédito: Reprodução

    Crédito: Reprodução

    “O Agente Secreto”Crédito: Reprodução

    Crédito: Divulgação Vitrine Filmes

    Wagner Moura no filme “O Agente Secreto”Crédito: Divulgação Vitrine Filmes

    Crédito: Divulgação Vitrine Filmes

    Tânia Maria, a dona Sebastiana do filme “O Agente Secreto”Crédito: Divulgação Vitrine Filmes

    Crédito: Divulgação

    Cena do filme “O Agente Secreto”Crédito: Divulgação


    “É lindo ver o Brasil reconhecido, ver as nossas histórias sendo valorizadas lá fora. Espero que continue assim, que a gente siga levando nossas histórias para o mundo inteiro”, afirmou.

    Segundo Danton, o interesse internacional pelo Brasil tem crescido não apenas no cinema, mas também na cultura em geral. O ator disse perceber nas redes sociais um aumento da curiosidade de estrangeiros sobre o país.

    “Você abre rede social e vê o quanto tem de estrangeiro falando do Brasil, querendo conhecer o Brasil. O país está muito em alta, muito na moda. E isso é lindo, porque a gente é um país tão rico culturalmente. Eles são loucos pela nossa beleza, pela nossa música, pela nossa comida e pelo nosso cinema”, comentou.

    Ao lembrar da presença recente de brasileiros na premiação, Danton citou o ator Selton Mello — seu irmão — que esteve na disputa do Oscar no ano passado com o filme “Ainda Estou Aqui”. Para ele, o Brasil tem boas chances de voltar a vencer na categoria internacional.

    “Eu tenho a minha teoria: se o filme está indicado como filme estrangeiro, o filme estrangeiro vai ser nosso. Ele já está competindo com filmes locais, em língua inglesa. Então eu acho que o prêmio de filme estrangeiro vem. Estou muito na torcida”, disse.

    Sobre a indicação de Wagner Moura a Melhor Ator, Danton reconheceu que a disputa é mais difícil, mas reforçou o apoio ao colega.

    “Eu torço muito pelo Wagner. Aí já é uma disputa maior, porque é um filme falado em português concorrendo com produções deles. Mas a gente sonha, a gente torce”, concluiu.

    Transmissão do Oscar 2026 é na LeoDias TV!

    No dia 15 de março, no domingo do Oscar, a LeoDias TV promove uma live especial para comentar a maior premiação de cinema. Com Maria Cândida, Arlindo Grund, Leonardo Miggiorin e convidados especiais, o Grupo LeoDias de Comunicação marca presença no cinema com uma cobertura completa, com comentários ao longo de toda a premiação, sem cortes e sem intervalos.

  • Bancada feminina articula avanços no direito das mulheres em fórum da ONU – Notícias

    Bancada feminina articula avanços no direito das mulheres em fórum da ONU – Notícias

    10/03/2026 – 18:47  

    Divulgação

    Delegação da Câmara dos Deputados participa de reunião com Michelle Bachelet

    A coordenadora-geral da Secretaria da Mulher da Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) integram a comitiva brasileira na CSW70, em Nova York. O evento, realizado entre os dias 9 e 20 de março de 2026, é o maior fórum global da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicado à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres.

    Nesta edição, o tema central da CSW70 é a liderança das mulheres em um mundo em constante transformação e o futuro do multilateralismo. A comissão avalia progressos na implementação da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, buscando acelerar a igualdade de resultados para mulheres e meninas em todo o mundo.

    Vitória contra retrocessos
    Jandira Feghali destacou os resultados iniciais positivos da missão. Segundo a parlamentar, houve a aprovação de uma resolução estratégica para garantir direitos já conquistados.

    “A resolução aprovada eliminou as possibilidades de retrocesso que os Estados Unidos queriam impor em vários campos e temas que dizem respeito aos direitos das mulheres. Essa já é uma vitória importante no processo da CSW”, afirmou Feghali.

    As conclusões da CSW70 estabelecem um roteiro global para fortalecer o acesso à justiça, recomendando aos governos eliminar barreiras estruturais e reformar leis discriminatórias que ainda impedem a igualdade plena, especialmente em temas como casamento infantil, direitos de propriedade e violência de gênero.

    O documento final destaca ainda a necessidade de integrar sistemas jurídicos inclusivos, garantir assistência jurídica e proteção a sobreviventes de violência — tanto no ambiente físico quanto no digital.

    Combate à violência e liderança global
    A delegação brasileira também prioriza debates sobre o acesso democrático à Justiça e o combate à violência contra a mulher. A deputada Jack Rocha reforçou a importância da presença brasileira no evento para a construção de políticas públicas robustas.

    As parlamentares participaram de reuniões bilaterais e debates com lideranças internacionais, incluindo a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet. O diálogo com Bachelet abordou o fortalecimento da liderança feminina em organismos internacionais e sua candidatura à Secretaria-Geral da ONU.

    “Estamos buscando extrair resoluções e experiências importantes para as mulheres brasileiras, trazendo informações atualizadas e com mais força para a Câmara dos Deputados e para a sociedade”, ressaltou Jandira Feghali.

    Políticas públicas e futuro
    A participação na CSW70 visa alinhar a legislação brasileira às melhores práticas globais. Entre os focos da Secretaria da Mulher estão:

    • Implementação de programas de proteção a vítimas de violência
    • Estímulo à participação política feminina
    • Fortalecimento de redes de apoio socioeconômico para mulheres

    As discussões na ONU servirão de base para futuras sugestões de mudanças legislativas e aprimoramento de programas federais no Brasil.

    Também integram a delegação da Câmara dos Deputados: Benedita da Silva (PT-RJ); Maria Rosas (Republicanos-SP), procuradora da Mulher na Câmara; Carol Dartora (PT-PR) e Lídice da Mata (PSB-BA).

    Da Redação – GM

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova realização de campanhas educativas permanentes contra a violência doméstica – Notícias

    Câmara aprova realização de campanhas educativas permanentes contra a violência doméstica – Notícias

    10/03/2026 – 20:01  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Daniela do Waguinho, relatora do projeto de lei

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece normas gerais para campanhas permanentes de informação e educação voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES), o Projeto de Lei 481/25 foi aprovado nesta terça-feira (10) com substitutivo da relatora, deputada Daniela do Waguinho (União-RJ).

    Segundo o texto, todos os entes federativos (União, estados, Distrito Federal e municípios) terão de promover, em caráter permanente, campanhas informativas e educativas sobre as diversas formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

    As campanhas serão em todos os meios de comunicação, inclusive em rádio e TV.
    O texto cita conteúdos mínimos a serem abordados nas campanhas, com informações sobre todas as formas de violência descritas Lei Maria da Penha, incluindo:

    • violência física;
    • violência psicológica;
    • violência sexual;
    • violência patrimonial;
    • violência moral;
    • feminicídio; e
    • discriminação contra mulheres.

    Formas de denúncia
    As campanhas terão ainda de divulgar os meios pelos quais as pessoas poderão fazer denúncia dessas violências e acessar proteção e acolhimento, no caso das vítimas.

    Deverá haver ainda mensagens educativas de prevenção da violência e de construção de uma cultura de igualdade.

    Participação
    O projeto aprovado assegura a participação consultiva de organizações da sociedade civil especializadas no enfrentamento à violência contra a mulher. Será necessário ainda articulação dentro do governo entre os órgãos responsáveis pelas políticas para as mulheres, pela comunicação social e pela educação.

    Formatos
    Essas campanhas poderão ser montadas com diferentes formatos adequados a vários meios de divulgação, como vídeos, áudios, materiais impressos e mídias digitais.

    A intenção é alcançar diversos públicos e faixas etárias. Assim, as mensagens terão de ser veiculadas em horários e espaços de grande audiência, conforme regulamentação, e terão também de ser acessíveis a pessoas com deficiência, respeitadas as normas sobre acessibilidade na comunicação.

    Monitoramento
    O projeto prevê que a eficácia das campanhas poderá ser monitorada por meio de avaliações periódicas, conduzidas por um comitê intergovernamental, com participação de representantes da sociedade civil.

    Para receber sugestões, críticas e avaliações da população sobre o conteúdo e a efetividade das campanhas, deverá ser colocado à disposição um canal permanente de participação social, em formato a ser definido.

    Acesso à informação
    Para a relatora, deputada Daniela do Waguinho, a proposta contribui para ampliar a consciência pública, reduzir barreiras de acesso e consolidar uma cultura de enfrentamento à violência, transformando a informação em instrumento efetivo de autonomia e proteção para as mulheres.

    Estudos apontam que 81% das mulheres vítimas de feminicídio consumado e 78% das mulheres que sofreram tentativa de feminicídio nunca haviam registrado denúncia. “Tais números indicam que o obstáculo central não se limita à oferta de serviços, mas reside, sobretudo, em barreiras culturais, informacionais e emocionais”, disse a deputada.

    Daniela do Waguinho afirmou que o texto adota uma estratégia preventiva para ampliar o acesso à informação, incentivar a denúncia e reforçar o compromisso coletivo no enfrentamento da violência doméstica. “A difusão contínua desses conteúdos contribui para deslocar a violência do campo do ‘assunto privado’ para o da segurança pública e dos direitos fundamentais”, declarou.

    Segundo a relatora, as campanhas informativas vão contribuir para que a população, de modo geral, entenda quais são os tipos de violência que sofrem as mulheres. Ela lamentou o caso de estupro coletivo feito por jovens no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, divulgado recentemente. “Que filhos são esses que estamos preparando para a sociedade?”, questionou.

    No debate em Plenário, a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) afirmou que os crimes contra as mulheres “matam a própria humanidade”, ao citar situações de violência noticiadas pela imprensa. “Este projeto é de extrema necessidade, porque as campanhas permanentes fomentam a consciência para que os filhos de hoje não sejam os violentadores de amanhã”, declarou.

    Para a deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), o machismo está espalhado na sociedade sem nenhuma barreira ideológica. “Infelizmente, nenhum partido é o altar dos ungidos em relação aos que protegem suas mulheres”, disse.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Deputados lançam carta-compromisso para incluir a proteção animal no debate eleitoral – Notícias

    Deputados lançam carta-compromisso para incluir a proteção animal no debate eleitoral – Notícias

    10/03/2026 – 20:16  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Sessão solene desta terça-feira no Plenário da Câmara

    A Câmara dos Deputados realizou sessão solene e foi palco do lançamento de carta-compromisso pela proteção animal nesta terça-feira (10), às vésperas do Dia Nacional dos Animais, comemorado em 14 de março. A intenção é reforçar as políticas e as ações de defesa dos direitos dos animais no poder público. Uma das organizadoras da solenidade no Plenário da Câmara, a deputada Gisela Simona (União-MT) explicou a relevância do tema.

    “Nós temos cerca de 185 mil animais abandonados hoje, resgatados e aos cuidados de ONGs e de protetores independentes. Eram animais muitas vezes vítimas de fome, doença, atropelamento e violência. Há necessidade de ações urgentes por parte do Estado”, disse.

    Resistência
    O coordenador do Grupo de Trabalho-Animal da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Delegado Matheus Laiola (União-PR), apontou resistências a essa pauta no Parlamento. Mesmo assim, comemorou alguns avanços a partir de propostas aprovadas pela Câmara que ainda aguardam análise do Senado.

    “Recentemente, a gente teve um avanço muito significativo no aumento de pena para quem pratica maus tratos a animais silvestres, para quem pratica maus tratos a cavalos. Não era o projeto ideal, mas era o possível. Nós tivemos também um projeto de lei muito importante, que é o do aumento de pena para zoofilia: também está no Senado, parado. A gente tem conseguido fazer alguma coisa e impedir o que a gente considera que seja retrocesso”, ressaltou.

    Os parlamentares avaliam que a dificuldade de aprovação de projetos de lei sobre direitos animais se mantém mesmo após casos de comoção nacional, como a morte do cão Orelha, em Santa Catarina, no início do ano. Para reverter esse quadro, a Comissão de Constituição e Justiça analisa proposta de criação da bancada da Causa Animal, com direito à participação nas reuniões do Colégio de Líderes e influência nas pautas votadas pelo Plenário da Câmara (PRC 119/23).

    Debate eleitoral
    Já a Carta-Compromisso da Pauta Animal para 2026 é uma iniciativa da Frente Parlamentar Ambientalista com foco nos pré-candidatos a presidente da República, governadores, senadores e deputados nas eleições de outubro. O coordenador da frente, deputado Nilto Tatto (PT-SP), quer incluir o tema no debate eleitoral.

    “Não estamos falando só dos animais domésticos, não só de pets. Nós estamos falando de todas as formas de vida, dos animais silvestres também. E o fundamental é a gente fazer o debate no processo eleitoral para que os candidatos que venham a ser eleitos assumam o compromisso e implementem depois, seja no Parlamento, seja no Executivo”, explicou.

    A diretora do Departamento de Proteção Animal do Ministério do Meio Ambiente, Vanessa Negrini, destacou várias medidas recentes do governo federal, entre elas a retomada das operações do Ibama para resgate e reabilitação de animais silvestres (97 mil já reabilitados), além de 675 mil castrações e mais de 1 milhão de cães e gatos registrados no SinPatinhas, o Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos.

    “Principalmente trouxe a determinação de trazer a agenda dos direitos animais e da proteção animal para o centro do debate da agenda ambiental do país.”

    Saúde única
    Integrante do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFVM), Paulo Zunino resumiu a importância do tema para o conceito de “saúde única”, ou seja, a interconexão das saúdes humana, animal, vegetal e ambiental.

    “O cuidado com os animais é um reflexo do nível de civilidade de uma nação. Quando protegemos os animais, estamos prevenindo zoonoses, protegendo a biodiversidade e promovendo uma sociedade mais empática e justa. Saúde animal é saúde humana: saúde única é a nossa missão”, salientou.

    O tema também será debatido durante a COP15 da Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres – encontro da ONU programado para 23 a 29 deste mês em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

    Reportagem – José Carlos Oliveira
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressor de mulher que permaneça em risco – Notícias

    Câmara aprova uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressor de mulher que permaneça em risco – Notícias

    10/03/2026 – 20:58  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Fernanda Melchionna, autora da proposta

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite ao juiz determinar ao agressor utilizar imediatamente tornozeleira eletrônica se verificar a existência de risco para a mulher em situação de violência doméstica e familiar. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), o Projeto de Lei 2942/24 foi aprovado nesta terça-feira (10) com substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).

    Segundo o texto, a medida poderá ser aplicada ainda pelo delegado de polícia em localidades que não são sede de comarca, ou seja, não têm juiz no local.

    O risco a ser avaliado deve ser atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes. Quando o aparelho for instalado por ordem do delegado, ele deverá comunicar o fato, em 24 horas, ao Ministério Público e ao juiz, que decidirá se mantém ou não a medida protetiva.

    Atualmente, o afastamento imediato do lar é a única medida protetiva que o delegado pode adotar nessas localidades a fim de proteger a vítima.

    Medida protetiva
    Pelo projeto, a imposição de uso da tornozeleira passa a ser medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha, aplicável em conjunto com outras.

    Nessas situações de uso da tornozeleira, deve ser cedido à vítima um dispositivo de segurança que alerte sobre eventual aproximação do agressor.

    A imposição da tornozeleira será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas ou quando for verificado risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima.

    Dessa forma, caso o juiz decidir que a tornozeleira não mais deva ser usada enquanto medida protetiva, essa decisão deverá ser fundamentada expressamente com os motivos que o levaram a tomar a decisão.

    Mais dinheiro
    Para ampliar o acesso ao aparelho de monitoração, o projeto aumenta de 5% para 6% a cota de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que devem ser destinados a ações de enfrentamento da violência contra a mulher, incluindo explicitamente o custeio da compra e manutenção desses equipamentos.

    Já no dispositivo que permite aos governos separar recursos específicos no orçamento para aplicação na proteção à mulher, o texto coloca como prioridade a compra e manutenção das tornozeleiras e de dispositivos de acompanhamento para as vítimas.

    Para atingir esse objetivo, o projeto muda a Lei 14.899/24, sobre elaboração de planos de metas para enfrentar o tema de violência doméstica e familiar contra a mulher a fim de tornar permanente o programa de monitoração eletrônica e de acompanhamento de mulheres em situação de violência.

    A expansão do programa deverá cobrir a cessão de unidade portátil de rastreamento para a vítima, com emissão de alerta automático e simultâneo para ela e para a unidade policial mais próxima sempre que o agressor romper o perímetro de exclusão fixado judicialmente.

    Pena maior
    Ainda na Lei Maria da Penha, o texto aprovado aumenta de 1/3 à metade a pena de reclusão de 2 a 5 anos por descumprimento de medidas protetivas caso elas se relacionem à violação das áreas de exclusão monitoradas eletronicamente (onde o agressor não pode ir) ou à remoção, violação ou alteração do dispositivo sem autorização judicial.

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Soraya Santos: “Se for aplicado corretamente, este projeto vai salvar vidas”

    Campanhas
    Segundo o projeto, as campanhas de enfrentamento da violência contra a mulher deverão contemplar informações sobre procedimentos e abordagens policiais, prevenção à revitimização, funcionamento das medidas protetivas de urgência e mecanismos de monitoração eletrônica.

    A deputada Soraya Santos (PL-RJ) defendeu a aprovação da medida. “Se este projeto for aplicado corretamente, ele vai salvar vidas”, disse ela, ao ler em Plenário o relatório da deputada Delegada Ione.

    Segundo Soraya Santos, depois que o estado do Rio de Janeiro vinculou a concessão de medidas protetivas à colocação de tornozeleiras para o agressor, as mortes de mulheres vítimas de violência zeraram.

    Soraya Santos disse que a relatora, ausente à sessão, preferiu votar o texto hoje devido à importância do tema. “Ela pediu para eu ler porque, a cada dia que a gente perde de ter isso como lei, é vida que a gente deixa de salvar”, afirmou.

    Para a autora da proposta, deputada Fernanda Melchionna, o projeto é extremamente necessário. Ela também ressaltou que a política é 100% eficaz em proteger vidas de mulheres vítimas. “Vimos no Rio Grande do Sul que essa medida protetiva salva vidas. Das 869 mulheres atendidas por essa medida, todas estão vivas”, elogiou.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados