Dia: 11 de março de 2026

  • Procuradoria Especial da Mulher da CLDF presta contas de sua atuação

    Procuradoria Especial da Mulher da CLDF presta contas de sua atuação

    Procuradoria Especial da Mulher da CLDF presta contas de sua atuação

    No último ano, a PEM ampliou sua presença nas regiões administrativas e consolidou uma série de atividades à proteção das mulheres e fortalecimento de política públicas

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promove comissão geral, nesta quinta-feira (12), para debater as ações da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) com foco no fortalecimento da rede de proteção às mulheres. A prestação de contas à sociedade do DF é uma iniciativa da procuradora Paula Belmonte (PSDB) e tem início a partir das 15h, no plenário. O evento terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.

    Nos últimos 12 meses, a PEM ampliou sua presença nas regiões administrativas e consolidou uma série de atividades voltadas à prevenção da violência, ao acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade e ao fortalecimento de políticas públicas de proteção. O trabalho da Procuradoria integra escuta qualificada, ações educativas e iniciativas institucionais com o objetivo de ampliar o acesso das mulheres aos serviços da rede de proteção e fortalecer políticas voltadas à igualdade e ao respeito.

    “Neste período em que estive à frente da Procuradoria Especial da Mulher, tive a oportunidade de acompanhar de perto histórias, desafios e conquistas que reforçaram em mim a certeza de que a defesa dos direitos das mulheres precisa ser permanente, firme e coletiva”, afirmou Paula Belmonte.   

    Presença nas comunidades 

    Um dos principais projetos desenvolvidos foi o PEM nas Cidades, iniciativa que levou a atuação da Procuradoria diretamente às comunidades do Distrito Federal. Em seis edições, realizadas em Ceilândia, Taguatinga, Sobradinho II, Recanto das Emas, Cidade Estrutural e Águas Claras, a ação alcançou cerca de mil pessoas com serviços gratuitos e orientações.   

    Entre os atendimentos oferecidos estavam orientação jurídica, emissão de documentos, exames de vista, aferição de pressão arterial, avaliação de saúde e serviços de cuidado pessoal. A iniciativa também contou com atividades de recreação infantil para permitir que mães pudessem ser atendidas com mais tranquilidade.   

    Segundo Paula Belmonte, levar a Procuradoria para as cidades é uma forma de aproximar o poder público da realidade das mulheres. “Quando a Procuradoria sai da Câmara e ocupa as cidades, ela reafirma algo essencial: mulher precisa ser tratada com respeito onde vive, onde cria seus filhos e onde enfrenta as dificuldades do dia a dia.”   

    Educação como prevenção 

    Outro eixo importante de atuação foi o trabalho de conscientização com jovens. Durante a Semana de Combate ao Feminicídio, realizada em agosto de 2025, mais de 250 estudantes da rede pública participaram de debates e rodas de conversa sobre respeito, igualdade e prevenção à violência de gênero. A programação reuniu representantes das forças de segurança do DF, especialistas e educadores, reforçando a importância da informação e do diálogo como instrumentos para interromper ciclos de violência. 

    A Procuradoria também desenvolveu o projeto PEM nas Escolas, com a produção de uma cartilha educativa voltada diretamente a adolescentes e a realização de debates sobre igualdade de gênero e direitos das mulheres.   

    Observatório

    Além das ações comunitárias e educativas, a Procuradoria avançou no fortalecimento institucional das políticas voltadas às mulheres. Entre as iniciativas está o aprimoramento do Observatório da Mulher, com novos painéis de dados sobre leis, orçamento e representatividade feminina no Distrito Federal.   

    Também foi criado um painel específico para monitorar a aplicabilidade das leis distritais voltadas às mulheres, desenvolvido em parceria com a Consultoria Técnico-Legislativa da Câmara Legislativa. 

    A Procuradoria ainda estruturou um novo fluxo institucional de atendimento, implantou um sistema próprio de gestão de demandas e criou um canal online de pré-atendimento para denúncias. 

    Em 2025, 58 mulheres foram acolhidas pela Procuradoria após relatarem situações de violência institucional, assédio moral ou assédio sexual no ambiente de trabalho, com encaminhamento para os órgãos competentes pela PEM.   

    Empreendedorismo e autonomia feminina 

    Outro destaque da atuação foi o apoio à Semana Legislativa do Empreendedorismo Feminino, realizada em novembro de 2025, que reuniu palestras, capacitações e uma feira de negócios com mais de 20 expositoras. A iniciativa buscou fortalecer a autonomia econômica das mulheres e ampliar a visibilidade de negócios liderados por empreendedoras do Distrito Federal.   

    Campanhas de conscientização 

    Durante o Carnaval, a Procuradoria também promoveu a campanha “Depois do Não, Tudo é Assédio”, com ações educativas em locais de grande circulação, como a Rodoviária do Plano Piloto e a Praça do Relógio, em Taguatinga. 

    A ação reforçou a importância de garantir que o Carnaval seja um espaço de alegria e liberdade, mas também de respeito e segurança para todas as mulheres.   

    Próximos passos 

    Como parte do planejamento institucional, a Procuradoria elaborou o Plano Setorial para 2026, que estabelece diretrizes e metas para ampliar a atuação da PEM e garantir continuidade às políticas voltadas às mulheres no Distrito Federal. Também foram apresentados projetos de resolução com o objetivo de transformar iniciativas como o PEM nas Cidades e o Falando Delas com Eles em políticas permanentes da CLDF.

    * Com informações da assessoria de imprensa da deputada Paula Belmonte

    Agência CLDF de Notícias

  • Câmara aprova criação de política nacional de assistência jurídica às vítimas de violência – Notícias

    Câmara aprova criação de política nacional de assistência jurídica às vítimas de violência – Notícias

    11/03/2026 – 22:24  
    •   Atualizado em 11/03/2026 – 22:32

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Plenário da Câmara dos Deputados

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a política nacional de assistência jurídica obrigatória às vítimas de violência (Pnajov). A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria da deputada Soraya Santos (PL-RJ), o Projeto de Lei 6415/25 foi aprovado nesta quarta-feira (11) com substitutivo da relatora, deputada Greyce Elias (Avante-MG).

    Segundo o texto, a assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.

    Os objetivos da política são:

    • garantir à vítima informação clara, acessível e atualizada sobre seus direitos, sobre o andamento de inquéritos e de processos;
    • prevenir a revitimização institucional;
    • respeitar a autonomia da vontade da vítima; e
    • assegurar, quando cabível, participação ativa da vítima nos atos processuais e apuração célere, eficaz e livre de qualquer forma de discriminação.

    O projeto especifica que a ausência de assistência jurídica para a vítima poderá acarretar nulidade dos atos processuais praticados quando houver prejuízo, desde que devidamente comprovado e que não haja possibilidade de ratificação do ato.

    Quanto aos atos processuais em que seja necessário ouvir a vítima de violência, o juiz deverá assegurar a sua assistência jurídica efetiva. No entanto, se isso não for possível no momento, o ato deve ser adiado por 48 horas, exceto se houver urgência fundamentada pelo juiz.

    Público-alvo
    A Pnajov se destina às vítimas em situação de vulnerabilidade, especialmente:

    • mulheres vítimas de violência;
    • vítimas indiretas de feminicídio, incluindo representantes legais ou assistentes em procedimentos judiciais e extrajudiciais;
    • crianças e adolescentes vítimas de violência;
    • pessoas idosas vítimas de violência, abandono ou negligência;
    • pessoas com deficiência vítimas de violência; e
    • outras vítimas de crimes ou violações de direitos cuja condição de vulnerabilidade exija assistência jurídica.

    Órgãos envolvidos
    Para viabilizar o acesso aos advogados, o projeto lista os órgãos por meio dos quais a assistência jurídica será prestada de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar:

    • defensorias públicas da União, dos estados e do Distrito Federal;
    • ministérios públicos da União e dos estados, no âmbito de sua atuação de defesa da ordem jurídica;
    • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio de advogados dativos cadastrados para esta finalidade;
    • núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB; e
    • entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos.

    Cadastro da OAB
    De acordo com o texto aprovado, a OAB deverá instituir o Cadastro de Advogados para Atendimento às Vítimas de Violência (CAVV), destinado à indicação de profissionais habilitados a atuar no âmbito da Pnajov.

    Sempre que possível, o cadastro deverá indicar a experiência ou a capacitação do profissional em temas relacionados ao público-alvo.

    Para a prestação da assistência jurídica, a OAB poderá firmar convênio com os entes federativos e poderá promover cursos de formação e de capacitação específicas para esse tipo de assistência.

    Já os conselhos seccionais da ordem deverão publicar anualmente uma tabela social de honorários para atender às vítimas atendidas pela Pnajov, observadas a finalidade social, as particularidades regionais e locais e a complexidade dos atos inerentes à prestação da assistência jurídica.

    Fontes de recursos
    Para pagar esses profissionais, poderão ser utilizadas as seguintes fontes de recursos:

    • orçamento público;
    • recursos de pessoas jurídicas de direito privado, na forma de cotas de responsabilidade social vinculadas a programas de proteção às vítimas de violência por meio de convênios com a OAB e os entes federativos; e
    • outras fontes previstas em lei, inclusive fundos de acesso à Justiça e instrumentos de cooperação internacional.

    Para a relatora, deputada Greyce Elias, o projeto é “irrepreensível e urgente” e impede que o Estado deixe a vítima desamparada frente à complexidade do sistema de Justiça. “A solução de integrar a advocacia privada (dativa) mediante convênios com a OAB é meritória por sua capilaridade e eficiência econômica. Permite que o Estado ofereça cobertura jurídica imediata nos ‘desertos de justiça’ [comarcas do interior sem Defensoria instalada]”, disse.

    Segundo Greyce Elias, a política nacional realinha o ordenamento jurídico brasileiro aos padrões internacionais de direitos humanos. “Assegura que a balança da Justiça não penda apenas para um dos lados, mas mantenha o equilíbrio necessário para a proteção daquele que teve seus direitos violados”, declarou.

    O parecer da relatora sobre o projeto foi lido em Plenário pelo deputado Hildo Rocha (MDB-MA).

    Atuação da Defensoria
    Deputados da base do governo, no entanto, criticaram o que viram como redução da ação da Defensoria Pública. Para o líder da federação Psol-Rede, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o projeto inverte a previsão constitucional de a advocacia dativa (escolhida pelo juiz para defender pessoas sem recursos) ser somente suplementar à atuação da Defensoria Pública. “Na prática, é terceirizar a atuação da Defensoria”, afirmou.

    Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), o projeto representa um ataque à Defensoria Pública. “Por que alguém vai fazer um projeto que tira poder da Defensoria? Nada que diga respeito ao enfraquecimento da Defensoria pode contar com nosso apoio. Pois ela assegura política pública e inteireza do atendimento”, disse.

    Erika Kokay também criticou a possibilidade de a OAB elaborar o cadastro de advogados, com tabela de preço de atendimento e sem possibilidade de fiscalização da contratação desses profissionais.

    Porém, a autora do projeto, deputada Soraya Santos (PL-RJ), ressaltou que o juiz só poderá nomear algum advogado dativo se não houver defensor público para atuar. Ela disse que a vítima não tem culpa se o governador não fez concurso público para defensor. “A vítima não pode ficar desassistida, e é disso que trata este projeto.”

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Idosas recebem orientações contra golpes virtuais em ação da Procuradoria da Mulher

    Idosas recebem orientações contra golpes virtuais em ação da Procuradoria da Mulher

    Idosas recebem orientações contra golpes virtuais em ação da Procuradoria da Mulher

    A palestra “Navegar com segurança: orientações para proteger a pessoa idosa de fraudes digitais” teve como objetivo a prevenção de estelionatos, golpes virtuais e fraudes eletrônicas

    As atividades da 3ª Semana da Mulher da CLDF chegaram, nesta quarta-feira (11), ao Centro de Convivência do Idoso de Sobradinho, com a palestra “Navegar com segurança: orientações para proteger a pessoa idosa de fraudes digitais”. A ação, mediada pela procuradora Paula Belmonte (PSDB), promoveu um diálogo entre a defensora pública Amanda Cristina Ribeiro Fernandes e as frequentadoras do espaço.

    A parlamentar abriu o evento ressaltando o papel da PEM de ir às cidades e levar informação às mulheres do Distrito Federal. Ela destacou a importância do conhecimento para a prevenção de estelionatos, golpes virtuais e fraudes eletrônicas, além da identificação de relacionamentos abusivos e violências doméstica e patrimonial.

    “Precisamos nos unir, compartilhar informações, falar de nossas pelejas. Esse assunto é fundamental. Golpes estão cada vez mais comuns, principalmente, contra a população idosa. Pessoas em situação de vulnerabilidade estão sujeitas a cair na lábia de um salafrário que busca ficar com nosso dinheiro”, enfatizou a distrital.

    A defensora Amanda Fernandes observou que a violência psicológica contra idosos é naturalizada, pois muitos casos — como maus-tratos no uso da gratuidade no transporte público ou no atendimento para obtenção de remédios — ocorrem com frequência. “Não se sintam culpados pelo golpe. Existe um sistema inteiro de violência contra a pessoa idosa. Você faz 60 anos e começam as ligações. E a vítima ainda diz que ‘não está com a cabeça boa’. Lembrem-se: vocês são vítimas e foram levadas a essa situação”, afirmou.

    Amanda explicou que sinais de demência e de Alzheimer atraem golpistas e que, por isso, é essencial manter os exames em dia e evitar o isolamento. “É importante ter um local de convívio, como este centro, para conhecer pessoas que podem estar passando por situações parecidas. Se o idoso fica sempre isolado, abre brechas para violências”, pontuou. Sobre a violência patrimonial, ela alertou para o risco dentro de casa, já que filhos e netos costumam ser os principais aproveitadores dos recursos financeiros dos idosos.

    A presidente do Centro de Convivência do Idoso de Sobradinho, Jussara Xavier, reiterou a preocupação do espaço com a segurança digital de seus frequentadores. “O CCI tem essa preocupação. Já trouxemos advogados para palestras e, hoje, temos um professor de integração digital para ensinar a mexer no celular e tentar evitar golpes”, afirmou.

    Agência CLDF de Notícias

  • Roosevelt propõe Projeto de Lei para destinar 1% das emendas parlamentares à mídia independente, fortalecendo o setor.

    Roosevelt propõe Projeto de Lei para destinar 1% das emendas parlamentares à mídia independente, fortalecendo o setor.

      O deputado distrital Roosevelt Vilela apresentou  à Câmara Legislativa do Distrito Federal um projeto de lei inovador que prom ete transf…

     


    O deputado distrital Roosevelt Vilela apresentou à Câmara Legislativa do Distrito Federal um projeto de lei inovador que promete transformar a forma como eventos e programas realizados por organizações da sociedade civil (OSCs) no DF são divulgados. A proposta estabelece que parte dos recursos oriundos das emendas parlamentares seja obrigatoriamente destinada à comunicação e publicidade dessas iniciativas, com o objetivo de conectar a população às atividades financiadas com dinheiro público.

    O projeto estipula que, pelo menos, 1% do valor total das emendas parlamentares direcionadas a áreas como cultura, turismo, esporte e lazer seja alocado para promover essas ações. A ideia é simples, mas poderosa: garantir que informações sobre eventos e programas cheguem ao público, permitindo maior participação popular e ampliando o impacto das políticas públicas em âmbito local.

    Para dar eficácia a essa divulgação, o texto do projeto detalha critérios claros para a aplicação dos recursos. A prioridade será para veículos de comunicação locais ou regionais, começando por mídias alternativas e blogs, seguidos por rádios comunitárias e depois jornais regionais, sejam impressos ou digitais. Essa hierarquia evidencia o compromisso em fortalecer a comunicação comunitária e fomentar o papel da mídia de menor escala na promoção de iniciativas que muitas vezes passam despercebidas.

    No entanto, o projeto vai além da simples estratégia de comunicação. Ele também incorpora salvaguardas importantes para evitar o uso político da publicidade institucional. Com isso, determina-se que as contratações respeitem critérios rigorosos de impessoalidade e transparência. Ademais, fica expressamente proibida a veiculação de nomes, imagens ou quaisquer elementos que possam sugerir promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos envolvidos nas iniciativas.

    Outro ponto relevante é que a proposta abrange todas as ações executadas por OSCs por meio de termos de fomento ou instrumentos equivalentes, conforme previsto na Lei nº 13.019/2014, também conhecida como Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

    Roosevelt Vilela justificou sua iniciativa apontando um problema recorrente nos projetos financiados por emendas parlamentares: muitas ações de grande potencial acabam recebendo pouca adesão popular devido à divulgação insuficiente. Segundo ele, com uma comunicação mais incisiva e estratégica, será possível maximizar o alcance social e cultural das atividades realizadas no Distrito Federal.

    Com o protocolo já realizado na Câmara Legislativa, o projeto agora está em tramitação pelas comissões da casa. Após a análise dessas instâncias, seguirá para votação em plenário. Se aprovado, poderá definir um novo padrão para a destinação de recursos parlamentares em projetos culturais, turísticos, esportivos e de lazer no DF. Essa é sem dúvida uma proposta que carrega o potencial de aproximar a população das políticas públicas e de valorizar ainda mais as OSCs na construção de um Distrito Federal mais conectado e participativo.

  • Câmara aprova projeto que institui mobilização nacional pelo fim da violência e do racismo contra mulheres – Notícias

    Câmara aprova projeto que institui mobilização nacional pelo fim da violência e do racismo contra mulheres – Notícias

    11/03/2026 – 21:33  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Ana Paula Lima, autora do projeto de lei

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a Mobilização Nacional dos 21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres, entre 20 de novembro e 10 de dezembro de cada ano. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria da deputada Ana Paula Lima (PT-SC) e outras seis parlamentares, o Projeto de Lei 6222/25 foi aprovado nesta quarta-feira (11) na forma de um substitutivo da relatora, deputada Jack Rocha (PT-ES).

    Segundo o texto, a mobilização nacional poderá ocorrer com iniciativas de informação e comunicação públicas a fim de divulgar orientações e canais de denúncia e proteção.

    Outras iniciativas serão a formação e capacitação voltadas a diferentes públicos; cultura e práticas sociais que contribuam para superar estigmas e reforçar práticas de proteção e respeito; e ações em determinados territórios e comunidades, observando-se especificidades regionais, condições sociais diversas e dinâmicas locais de prevenção e enfrentamento.

    Para viabilizar as iniciativas, poderá haver articulação institucional, com integração de políticas públicas, sistemas de justiça, órgãos de proteção, estruturas educacionais e demais instituições ligadas ao tema. A coordenação nacional será responsável pela articulação com os outros entes federativos e a sociedade civil.

    A cada ano, haverá um tema definido em regulamentação federal para orientar prioridades do período e assegurar a atualidade do debate.

    Um regulamento definirá a governança dessa mobilização nacional, instrumentos para articulação entre as instituições e os meios necessários para executar as ações previstas.

    Novas datas
    O projeto institui o dia 25 de novembro de cada ano como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, passando a fazer parte do calendário nacional de datas comemorativas.

    De igual forma, embora já lembrado com frequência, passa a ser parte desse calendário nacional o Dia Internacional dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro.

    Adicionalmente, a mobilização poderá integrar, em seu período de realização, outros marcos nacionais e internacionais de direitos humanos, igualdade e enfrentamento de violências contra as mulheres, tais como:

    • 20 de novembro: Dia Nacional da Consciência Negra; e
    • 6 de dezembro: Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    O projeto lista várias finalidades dessa mobilização nacional, como:

    • promover reflexão social qualificada sobre as causas, dinâmicas e impactos das violências contra as mulheres;
    • ampliação da capacidade pública de identificação, análise e resposta a essas situações;
    • afirmar valores democráticos de respeito, dignidade e igualdade para consolidar práticas sociais e institucionais compatíveis com a proteção dos direitos das mulheres;
    • fortalecer ações de prevenção, proteção e responsabilização; e
    • dar visibilidade a iniciativas e práticas relevantes para o enfrentamento das violências.

    Princípios
    Quanto aos princípios da mobilização nacional, o projeto cita, por exemplo:

    • papel central das mulheres;
    • responsabilidade compartilhada entre Estado, instituições e sociedade na prevenção, na proteção de vítimas, na difusão de informação e no fortalecimento de redes de apoio;
    • valorização de conhecimentos e práticas efetivas para o enfrentamento das violências;
    • prevenção de práticas institucionais que dificultem o acesso a direitos ou reproduzam discriminações, estigmas ou situações de revitimização; e
    • participação social qualificada, com colaboração contínua de organizações, coletivos, especialistas e instituições públicas envolvidas no tema.

    Para a relatora, deputada Jack Rocha, o mérito central da proposta está em institucionalizar, como estratégia permanente de Estado, um período anual voltado à mobilização social, à reflexão pública, à articulação institucional e ao fortalecimento de ações educativas, preventivas e protetivas.

    “Providência adequada para enfrentar problema estrutural e persistente, que atinge milhões de brasileiras e se manifesta de forma ainda mais intensa sobre mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas e em situação de maior vulnerabilidade social”, afirmou.

    Jack Rocha disse que o texto explicita a dimensão entre gênero e raça, reconhecendo que o enfrentamento da violência contra as mulheres, no contexto brasileiro, exige abordagem capaz de considerar os fatores sociais e raciais que agravam riscos, vulnerabilidades e barreiras de acesso à proteção.

    O relatório sobre o projeto foi lido em Plenário pela deputada Daiana Santos (PCdoB-RS).

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Sessão Solene na CLDF reafirma compromisso com políticas públicas e direitos das mulheres

    Sessão Solene na CLDF reafirma compromisso com políticas públicas e direitos das mulheres

    Sessão Solene na CLDF reafirma compromisso com políticas públicas e direitos das mulheres

    Evento reuniu pioneiras e educadoras para discutir a efetivação dos direitos das mulheres e o reconhecimento do protagonismo feminino na capital

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu, na noite dessa terça-feira (10), a sessão solene “Dia da Mulher: Direitos que cuidam, políticas que transformam — Compromisso com as Mulheres do Distrito Federal”.

    De iniciativa da deputada Paula Belmonte (PSDB), o evento, sediado no auditório da Casa, reuniu pioneiras, educadoras e profissionais de diversas áreas para discutir a efetivação dos direitos das mulheres e o reconhecimento do protagonismo feminino na capital. Durante a solenidade, também foram entregues moções de louvor às homenageadas.

    Na abertura, Paula Belmonte defendeu a importância de fortalecer redes de apoio entre mulheres, baseadas no cuidado e no reconhecimento mútuo. A parlamentar destacou ainda que a escolha das homenageadas reflete o impacto de suas trajetórias no Distrito Federal. “Cada uma que está aqui hoje foi indicada pelo reconhecimento do trabalho relevante que faz à nossa sociedade”, afirmou.

    Durante a sessão, a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Reigota Naves, afirmou que a promoção de políticas transformadoras é um “dever institucional e democrático”. Segundo ela, o debate precisa abarcar temas que vão da equidade de gênero ao acolhimento de vítimas de violência, reforçando a importância da atuação coletiva. “Precisamos trabalhar umas pelas outras”, disse.

    Apesar do tom de homenagem, as falas também trouxeram alertas sobre os desafios ainda enfrentados pelas mulheres. A promotora Adalgiza Maria Aguiar, coordenadora do núcleo de gênero do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), apontou que a raiz da violência está na desigualdade, muitas vezes evidenciada no mercado de trabalho. Segundo ela, mulheres ainda recebem cerca de 20% a menos que os homens e frequentemente enfrentam situações de assédio moral e sexual.

    A diretora da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal (OAB-DF), Nildete Santana de Oliveira, também chamou atenção para a saúde mental das trabalhadoras. Embora reconheça a força feminina, ela alertou para o impacto da sobrecarga cotidiana. “Muitas de nós estão adoecidas, e esse adoecimento é por conta de uma sobrecarga”, afirmou.

    A sessão faz parte do ciclo de debates da 3ª Semana da Mulher na CLDF, que continua até quinta-feira (12). 

    Agência CLDF de Notícias

  • Governo do Distrito Federal prestou homenagem a 500 pessoas com a entrega da Medalha Mulher Mais Segura

    Governo do Distrito Federal prestou homenagem a 500 pessoas com a entrega da Medalha Mulher Mais Segura

    O Governo do Distrito Federal (GDF) promoveu, nesta terça-feira (10), a solenidade de outorga da Medalha Mulher Mais Segura. Instituída pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), a condecoração reconhece ações e serviços de destaque no combate à violência contra a mulher e à violência doméstica e familiar. A iniciativa integra o eixo Mulher Mais Segura do programa DF Mais Seguro —  Segurança Integral e, nesta edição, homenageou cerca de 500 pessoas que atuam ou contribuíram para o enfrentamento desse tipo de crime no Distrito Federal.

    Celina Leão, vice governadora do DF:  “A gente ainda vem de uma cultura muito machista no nosso país, e isso precisa ser repensado. Todas as nossas forças de segurança passaram pelo curso Ressignificar para um atendimento mais humanizado a essas mulheres.” 

    Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher começa muitas vezes pelo atendimento das forças de segurança pública. “A gente ainda vem de uma cultura muito machista no nosso país, e isso precisa ser repensado. Todas as nossas forças de segurança passaram pelo curso Ressignificar, para um atendimento mais humanizado a essas mulheres. O primeiro contato com a vítima precisa ser um contato de acolhimento, de escuta e compreensão, e não de revitimização. É isso que estamos construindo todos os dias na segurança pública”, defende.

    O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, ressaltou as ações de prevenção e repressão conduzidas pelo Estado, que são fundamentais para ampliar o engajamento da sociedade e promover mudanças culturais: “O Estado tem feito a sua parte com políticas públicas de prevenção e de repressão. Hoje, por exemplo, não há autores de crimes mais graves contra mulheres em liberdade no Distrito Federal. Mas isso, por si só, não é suficiente. Precisamos lutar juntos por uma mudança de cultura, para que desde a infância os meninos aprendam a respeitar as meninas e possamos construir um país melhor”.

    A cerimônia homenageou pessoas que tiveram atuação relevante na defesa das mulheres. “São pessoas de diferentes profissões, origens e realidades sociais, mas que têm em comum essa luta e esse exemplo de dedicação à causa. Homens e mulheres que acreditam que, juntos, podemos construir uma cultura de mais respeito e proteção às mulheres”, completou.

    Entre as homenageadas está a capitã da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Thalita Santos, de 41 anos, que atua na área de comunicação organizacional da corporação e desenvolve pesquisa de mestrado voltada à análise de políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica dentro da PM. “Receber essa medalha é um reconhecimento importante desse trabalho e do esforço de quem se dedica ao enfrentamento desse tipo de crime”, afirma.

    Segundo a capitã, a atividade na proteção de gênero faz parte da rotina policial. “Se a gente observar a atuação da Polícia Militar, em algum momento da carreira todo policial acaba lidando com situações de violência contra a mulher. Não apenas nas unidades especializadas, mas em diversas ocorrências do dia a dia, que envolvem desde casos de violência doméstica até outras formas de violência”, acrescenta.

    Outra homenageada foi Flávia Portela, que há mais de duas décadas atua em iniciativas da sociedade civil voltadas à segurança comunitária e à prevenção. “Já são 23 anos de trabalho voluntário junto aos Conselhos Comunitários de Segurança, que têm um papel fundamental para a segurança pública do DF, especialmente na prevenção e na promoção da segurança cidadã”, explica. Flávia também integra a diretoria do Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Cidade, ligado ao Instituto Nossa Marca, e participa do projeto Elas com Elas, desenvolvido há quase dez anos com foco na prevenção da violência e na inserção de mulheres no mercado de trabalho.

    “Essa medalha é muito importante porque reforça o papel da sociedade civil no enfrentamento da violência. O trabalho conjunto com o poder público é essencial, porque sem a participação da sociedade, não há segurança”, afirma. “A Medalha Mulher Mais Segura também serve como um alerta para que a gente continue refletindo sobre o lugar que a mulher deve ocupar na sociedade e sobre a necessidade de fortalecer políticas e ações que garantam mais proteção e oportunidades.”

    Mulher Mais Segura

    O eixo Mulher Mais Segura, que integra o programa DF Mais Seguro — Segurança Integral, faz parte da estratégia de segurança pública do Distrito Federal voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa reúne ações institucionais, ferramentas tecnológicas e mecanismos de articulação entre órgãos públicos para fortalecer a rede de proteção, qualificar o atendimento às vítimas e aprimorar as estratégias de prevenção, responsabilização de agressores e combate ao feminicídio.

    Contexto

    Instituída pelo Decreto nº 46.243, de 9 de setembro de 2024, a Medalha Mulher Mais Segura é uma honraria permanente da SSP-DF, criada para reconhecer ações meritórias e a excelência de serviços no combate à violência contra a mulher e à violência doméstica e familiar. A condecoração reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a valorização de boas práticas institucionais e com o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

    A entrega da medalha ocorre em um contexto de ampliação das políticas públicas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da rede de proteção no DF. O GDF mantém iniciativas que integram segurança pública, acolhimento e autonomia econômica, como o atendimento da Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia, o programa de acompanhamento a vítimas de violência doméstica da Polícia Militar e ações de capacitação e geração de renda nos espaços ProMulher. Essas políticas ampliam o acesso a serviços especializados, garantem proteção às vítimas e contribuem para reduzir a violência de gênero no Distrito Federal.

  • Câmara aprova levantamento de dados sobre impacto da crise climática na vida de mulheres e meninas – Notícias

    Câmara aprova levantamento de dados sobre impacto da crise climática na vida de mulheres e meninas – Notícias

    11/03/2026 – 20:44  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Iza Arruda, relatora do projeto

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê o levantamento de informações sobre o impacto da crise climática em relação a mulheres e meninas. O objetivo é subsidiar planejamentos e metas. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria da deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), o Projeto de Lei 3640/25 foi aprovado nesta quarta-feira (11) com substitutivo da relatora, deputada Iza Arruda (MDB-PE). “As mulheres chefes de família perderão 40% de sua renda em função da crise climática. A sobrecarga do trabalho das mulheres sobe 43% com a crise climática”, disse Célia Xakriabá.

    Segundo o texto, informes periódicos com os dados obtidos deverão integrar ações de comunicação institucional oficiais do Poder Executivo e poderão fazer parte das bases de dados utilizadas na definição de metas do Plano Plurianual (PPA).

    A cada dois anos, deverão ser realizadas avaliações periódicas sobre os impactos desse mapeamento, da organização e da divulgação dos dados levantados.

    Segundo Iza Arruda, a obtenção desses dados é essencial para compreender os impactos dentro das especificidades das pessoas atingidas. “O projeto acerta ao determinar que o levantamento considere marcadores como raça/etnia, faixa etária, região/bioma, classe social e perfil socioeconômico”, disse.

    Para a relatora, o projeto explicita elementos essenciais para avaliar perdas, danos e vulnerabilidades, como a quantificação de riscos e responsabilidades de cuidado, acesso à água tratada e segurança alimentar associados à condição de mulher. “Permite saber se o gasto público está chegando aonde os riscos são maiores e onde as mulheres e meninas suportam desproporcionalmente os efeitos da crise”, explicou.

    Crise climática
    De acordo com o projeto, para conhecer melhor os impactos da crise climática sobre a vida quotidiana das mulheres brasileiras, os dados deverão considerar elementos como:

    • número de mulheres ou meninas expostas aos vários tipos
      de riscos associados às catástrofes climáticas;
    • quantificação de perdas e danos sofridos por elas devido a eventos climáticos extremos;
    • grau de acesso à água potável, esgotamento sanitário e coleta de resíduos sólidos domiciliares em famílias lideradas por mulheres;
    • incidência da fome em comunidades e acesso à segurança alimentar e hídrica por bioma ou região;
    • índice de representação e participação das mulheres na tomada de decisões associadas ao clima e ao meio ambiente, em todas as suas dimensões, vinculada à comunidade em que vivem;
    • índice de acesso das mulheres a auxílios emergenciais, relacionados a situações de desastres climáticos;
    • índice de acesso das mulheres e meninas a resgate, abrigo, itens de urgência e emergência em situações de desastres climáticos;
    • índice de acesso das mulheres ao financiamento climático ou a medidas de adaptação, mitigação, prevenção e gestão de riscos e desastres; e
    • percentual de planos regionais ou locais de adaptação, mitigação, prevenção e gestão de riscos vinculados à questão climática que incluam abordagem específica para as mulheres.

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Célia Xakriabá, autora do projeto de lei

    Política do clima
    Na lei que define a Política Nacional sobre Mudança do Clima, o texto inclui como nova diretriz o combate à discriminação de qualquer natureza e a garantia de espaços democráticos que fortaleçam a participação das mulheres nos processos decisórios.

    Dados específicos
    O texto aprovado cita dados específicos que deverão ser obtidos para avaliar os impactos das mudanças climáticas sobre mulheres e meninas. Dentre esses destacam-se:

    • acesso e qualidade do atendimento relativo à saúde integral da mulher;
    • razão da mortalidade materna, segundo a região do país e o grau de acesso aos serviços de saúde;
    • impactos da mudança climática e fatores de risco associados ao trabalho de cuidado das mulheres; e
    • registros de doenças de veiculação hídrica, alimentar ou aérea em mulheres afetadas por eventos climáticos extremos.

    No debate em Plenário, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou o projeto, ao questionar a associação entre crise climática e distribuição de violência física, sexual e moral feminina. “Não existe esse tipo de associação. Isso simplesmente é irreal. Não tem sentido”, afirmou.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Economia detalha resultados fiscais do GDF, no 3º quadrimestre de 2025, em audiência na CEOF

    Economia detalha resultados fiscais do GDF, no 3º quadrimestre de 2025, em audiência na CEOF

    Economia detalha resultados fiscais do GDF, no 3º quadrimestre de 2025, em audiência na CEOF

    Relatório apresenta dados de arrecadação, despesas e indicadores fiscais do Distrito Federal no período

    A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa realizou nesta quarta-feira (11) uma audiência pública para a apresentação do resultado das metas fiscais do terceiro quadrimestre de 2025 pela Secretaria de Estado de Economia do DF. A audiência – que obedece a uma determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal – foi conduzida pelo presidente do colegiado, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil).

    Os dados expostos – que não incluem recursos oriundos do Fundo Constitucional – indicam crescimento da arrecadação, controle dos gastos com pessoal e cumprimento dos investimentos mínimos em saúde e educação, conforme determina a legislação.

    Para Pedrosa, a prestação de contas sobre o orçamento é fundamental para o exercício da função fiscalizatória do Legislativo e para orientar a construção de iniciativas que gerem impacto social.

    “Nós aqui da Câmara não temos apenas que propor leis e iniciativas, temos que entender também como torná-las viáveis. Isso passa por entender do orçamento público”, afirmou o distrital.

    Arrecadação

    Segundo a pasta, a receita total do DF até o terceiro quadrimestre de 2025 atingiu R$ 39,14 bilhões, o que representa 109,8% do previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) e um crescimento de 9,87% em relação a 2024. Desse montante, R$ 38,5 bilhões correspondem a receitas correntes — 98,45% do total — enquanto as receitas de capital somaram R$ 605 milhões, uma execução de 42,45% da previsão anual.

    A principal fonte de arrecadação do DF continuou sendo a receita tributária, que totalizou R$ 27 bilhões, com avanço nominal de 8,84% sobre o ano anterior. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) manteve-se como o tributo de maior peso, com R$ 12,5 bilhões, equivalente a 46,6% do total e crescimento de 7,5%.

    Também se destacaram o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que cresceu 14,65% e somou R$ 5,6 bilhões, e o Imposto Sobre Serviços (ISS), que avançou 11,24% e gerou R$ 3,8 bilhões.

    As transferências correntes, por sua vez, chegaram a R$ 3,7 bilhões, com destaque para o Fundo de Participação dos Estados (FPE), que somou R$ 1,4 bilhão (+9,38%), e para os repasses do SUS, que cresceram 15,9% e atingiram R$ 1,2 bilhão. Já o Salário‑Educação apresentou queda de 30,9%. Segundo os técnicos, o motivo da queda está relacionado à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – ADPF 188 – que alterou critérios de distribuição nacional.

    Em 2022, a corte decidiu que, a partir de 2024, os recursos do salário‑educação devem ser distribuídos somente conforme o número de alunos matriculados na rede pública, tornando inconstitucional o critério até então utilizado pelo FNDE, que também considerava o montante arrecadado em cada unidade da federação. A decisão representou redução na fatia do FNDE destinada ao DF.

    A avaliação da secretaria com relação ao desempenho orçamentário é positiva. “As metas fiscais foram todas cumpridas. Os resultados orçamentários que se esperavam foram todos atingidos. Houve aplicação mínima das vinculações exigidas pela Constituição Federal”, destacou o secretário executivo de finanças, orçamento e planejamento Thiago Rogério Conde.

    Despesas

    No campo das despesas, o DF empenhou R$ 40,4 bilhões em 2025, o que representa 89,6% da dotação autorizada e aumento de 8,8% em relação ao ano anterior. As despesas correntes foram responsáveis por R$ 37,4 bilhões, sendo R$ 19,3 bilhões destinados a pessoal e encargos — 94% do previsto — e R$ 17,6 bilhões a outras despesas administrativas.

    Já os investimentos alcançaram R$ 2,2 bilhões, uma expansão de 16,6% na comparação com 2024. Amortizações da dívida somaram R$ 655 milhões, enquanto juros e encargos atingiram R$ 445 milhões, com queda de 1,35% em relação ao exercício anterior.

    A despesa líquida com pessoal apresentou elevação de aproximadamente R$ 2 bilhões, mas ficou abaixo do limite de alerta estabelecido pela LRF. A despesa bruta com pessoal no acumulado de 12 meses atingiu R$ 42,7 bilhões, com aumento de 7,3% entre servidores ativos, 9,85% entre aposentados e 6,2% entre pensionistas.

    O relatório também mostrou resultados fiscais melhores que as metas aprovadas na LDO. O resultado primário – diferença entre as receitas e despesas do governo, excluindo os custos com juros da dívida – foi negativo em R$ 821,4 milhões, enquanto a meta autorizava déficit superior a R$ 2 bilhões. O resultado nominal – diferença entre as receitas e despesas totais do GDF – fechou o ano em R$ 839 milhões, igualmente mais favorável que a meta de déficit de R$ 2,1 bilhões definida para o período. 

    A dívida consolidada líquida ficou em R$ 6,2 bilhões, o equivalente a 15,91% da RCL, distante do limite de 200% fixado pelo Senado Federal. As operações de crédito somaram 0,74% da RCL, ficando abaixo do teto de 16% permitido pela legislação federal.

    Com relação aos gastos mínimos exigidos, o documento aponta que, na educação, o DF aplicou 25,29% da receita compatível — acima do piso de 25% — o que corresponde a R$ 7,1 bilhões. A disponibilidade líquida de caixa do Poder Executivo fechou em R$ 713,5 milhões.

    Questionamentos

    O presidente da comissão interrogou o corpo técnico da secretaria sobre alguns dados que, em sua visão, inspiram atenção. Pedrosa questionou de que forma o GDF tem trabalhado para fortalecer a capacidade fiscal do DF.

    Para Thiago Conde, o ajuste orçamentário esbarra no cumprimento das despesas vinculadas, gastos com destinação definida e obrigatória por lei, como saúde e educação, amarrados a percentuais da arrecadação.

    “A arrecadação não é totalmente gerenciável para que possamos equacionar as despesas do ente público. Por isso, a gente enfrenta alguns desafios. No final do ano passado, tivemos que fazer um esforço de caixa um pouco maior que o previsto para equacionar as contas de custeio dos serviços públicos e os benefícios sociais”, destacou o técnico da secretaria.

    Outro ponto questionado foi o fato de as despesas correntes e as receitas correntes superarem o limite de 95% previsto pela CF. O parlamentar interrogou de que forma o governo avalia esse indicador e quais medidas podem ser tomadas para reduzir o grau de comprometimento estrutural do orçamento. Conde respondeu que a pasta tem monitorado esse índice para que não extrapole o limite sustentável.

    Por fim, o distrital chamou atenção para o fato de o DF ser profundamente dependente da arrecadação oriunda de ICMS e IRRF. “Essa estrutura de receita não torna o DF excessivamente vulnerável a mudanças na economia ou na legislação tributária nacional?”, indagou.

    O secretário executivo da pasta afirmou que essa discussão passa pelo debate da reforma tributária (Emenda Constitucional 132/2023), e que os técnicos da pasta acompanham de perto as mudanças impostas pela medida, que trarão impactos diretos no modelo de arrecadação e poderão representar melhorias para o DF. “Estamos esperançosos. As notícias até agora são que [a reforma] será positiva ao DF”, destacou Conde.

    Os dados apresentados pela secretaria podem ser acessados na íntegra na página da CEOF.
     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Câmara aprova venda de spray de pimenta para autodefesa pelas mulheres – Notícias

    Câmara aprova venda de spray de pimenta para autodefesa pelas mulheres – Notícias

    11/03/2026 – 19:49  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Gisela Simona, relatora do projeto de lei

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta ou de spray de extratos vegetais para autodefesa pelas mulheres. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o Projeto de Lei 727/26 foi aprovado nesta quarta-feira (11) com substitutivo da relatora, deputada Gisela Simona (União-MT).

    Segundo o texto, o spray poderá ser utilizado pelas mulheres maiores de 18 anos e, mediante autorização expressa de responsável legal, também pelas adolescentes de 16 a 18 anos. O produto precisa ter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    A intenção do projeto é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres. Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.

    O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente. O produto deverá obedecer a padrões técnicos e de segurança definidos em regulamento do Poder Executivo.

    Para o uso ser considerado legal, a usuária deverá empregá-lo apenas para repelir agressão injusta, atual ou iminente e de forma proporcional e moderada somente até a neutralização da ameaça.

    Segundo a relatora, deputada Gisela Simona, o spray destina-se apenas à neutralização temporária do agressor, permitindo a fuga da vítima e a posterior identificação do infrator pela polícia. “Não basta dizer que o crime é inaceitável: é preciso permitir que a potencial vítima tenha o meio necessário para evitá-lo”, declarou.

    Penalidades
    O projeto estabelece penalidades para o uso fora dessas finalidades, sem prejuízo das sanções penais e civis cabíveis:

    • advertência formal se não houver lesão ou risco concreto à integridade da pessoa atingida;
    • multa de 1 a 10 salários mínimos, fixada conforme a gravidade da conduta e suas consequências;
    • essa mesma multa em dobro no caso de reincidência; e
    • apreensão do dispositivo e proibição de nova compra pelo prazo de até cinco anos.

    A relatora lembrou que o uso desses sprays já é legal em países como Estados Unidos, Itália, França e Alemanha. Ela destacou que, no Brasil, as mulheres precisarão de habilitação e capacitação para utilizar o spray.

    Quem utilizar o dispositivo fora das regras responderá penalmente caso a conduta configure crime ou contravenção penal. A apuração das infrações administrativas caberá à autoridade administrativa definida em regulamento. Já a autorização e fiscalização da comercialização do spray de pimenta caberá ao Poder Executivo federal.

    Gisela Simona também afirmou que tirar o OC do spray tornaria inócuo o projeto. OC (abreviação de Oleoresin Capsicum) refere-se à substância química principal utilizada no spray de pimenta. “Não podemos deixar nas mãos das mulheres spray de extrato vegetal que, quando ela aplicar, mal dá tempo de ela correr, e o agressor já está em cima dela novamente, com risco de matar. Isso, como mulher e cidadã, não posso permitir”, disse.

    O spray de OC causa inflamação imediata das mucosas, resultando no fechamento involuntário dos olhos, tosse, dificuldade para respirar e ardência intensa na pele.

    Debate em Plenário
    O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) disse que o spray de pimenta é menos perigoso que uma faca de cozinha e, sem a substância OC, ficaria inócuo. “Se você tirar essa substância, ele praticamente não terá nenhum efeito, e sem efeito não serve para ser usado”, disse.

    Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), porém, o spray de pimenta com OC pode prejudicar a própria mulher. “Não queremos construir uma proposição que possa fragilizar a própria mulher”, declarou.

    Mais informações em instantes

    Assista ao vivo

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Lorena Maria fala sobre sonho de atuar e comenta fase após polêmica com MC Daniel

    Lorena Maria fala sobre sonho de atuar e comenta fase após polêmica com MC Daniel

    Influenciadora esteve no lançamento da novela “Nobreza do Amor”, da Globo, e disse estar focada nos estudos e na criação do filho

    A influenciadora Lorena Maria marcou presença na festa de lançamento de “Nobreza do Amor”, nova novela das seis da Globo, realizada no Rio de Janeiro. Em conversa com a repórter Katharine Alves, do portal LeoDias, ela afirmou que esteve no evento apenas para prestigiar o elenco da produção.

    “Eu tô aqui para prestigiar. O elenco tá incrível e eu tô super animada para assistir essa novela”, disse.

    Veja as fotos

    Reprodução: Instagram/@badgallore

    Foto: Reprodução/Instagram @badgallore

    Lorena MariaFoto: Reprodução/Instagram @badgallore

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    Lorena Maria expõe MC DanielReprodução: Instagram/@badgallore

    Reprodução: Instagram/@badgallore

    Lorena MariaReprodução: Instagram/@badgallore

    Foto: Reprodução/Instagram @badgallore

    Lorena MariaFoto: Reprodução/Instagram @badgallore


    Apesar de não fazer parte do elenco, Lorena contou que tem o desejo de trabalhar na televisão. A influenciadora revelou que tem se dedicado aos estudos de atuação e já chegou a fazer uma pequena participação em uma série.

    “Eu estudo na escola do Wolf Maya e tenho alguns cursos. Já fiz uma participação numa série e a gente vai devagarzinho. Uma hora alguém olha para a gente e dá uma oportunidade”, afirmou.

    Segundo ela, atuar sempre foi um sonho antigo, e a carreira na internet acabou abrindo caminhos para investir na formação artística. “Esse sempre foi meu sonho. A internet me deu a possibilidade de pagar um curso caro, investir bastante nos meus estudos”, contou.

    Lorena também destacou a importância da representatividade na televisão e disse que a temática da novela chamou sua atenção. “É uma novela que fala de sonhos. A gente vê negros no poder, em destaque. É muito importante vir prestigiar e abraçar isso. As crianças precisam se ver na televisão e saber que também podem estar lá”, comentou.

    Durante a entrevista, a influenciadora ainda foi questionada sobre sua relação com o cantor MC Daniel após polêmicas envolvendo os dois. Sem entrar em detalhes, ela afirmou que prefere manter o foco em si mesma e na criação do filho.

    “As coisas na minha vida estão maravilhosas. Eu tô ótima, seguindo bem e focando nos meus estudos. Minha relação é unicamente com meu filho. Ele é o que eu tenho de mais precioso e eu sempre farei tudo por ele”, declarou.

    Sobre a vida amorosa, Lorena disse que, no momento, está solteira e priorizando outras áreas da vida. “Eu tô naquela fase da preguiça. Também não tenho muito tempo, tô estudando muito. Não tenho tempo para alguém agora”, concluiu.

  • Em sessão ordinária, deputados discutem saúde e segurança no Distrito Federal

    Em sessão ordinária, deputados discutem saúde e segurança no Distrito Federal

    Em sessão ordinária, deputados discutem saúde e segurança no Distrito Federal

    Plenário foi palco de pronunciamentos dos parlamentares na tribuna da Casa

    A sessão ordinária desta quarta-feira (11), na Câmara Legislativa, foi tomada por falas a respeito da Saúde e da Segurança no Distrito Federal. Líder da Minoria, o deputado Gabriel Magno (PT) trouxe à tribuna a informação de que o Governo do Distrito Federal (GDF) estaria “devendo R$ 81 milhões ao plano de saúde dos servidores públicos do DF, o Inas”. 

    “A contribuição do GDF para o plano de saúde dos servidores está em débito de R$ 81 milhões. A rede credenciada tem diminuído. Os servidores não conseguem agendar consulta, nem exame. Nós provocamos o Tribunal de Contas do DF para obrigar o governo a pagar o que deve. Estão dando calote no plano de saúde dos servidores. E, para piorar, querem aumentar a mensalidade para o servidor público”, pontuou Magno. 

    O deputado Max Maciel (Psol), por sua vez,  criticou as faltas de condições para armazenamento de remédios e outros insumos na farmácia do Hospital de Ceilândia. “O armazenamento lá é totalmente inadequado. Vimos servidores usando seus próprios carros para levar medicamentos para outros locais de forma inadequada. É um local pequeno, sem refrigeração, com o teto caindo, fios soltos. Enquanto isso, falta insumo em várias unidades de saúde. Não podemos continuar assistindo ao sucateamento da saúde pública, até porque o DF tem dinheiro do Governo Federal garantido”, frisou. 

    Segurança

    Também em plenário, a ocorrência de mais um feminicídio no Distrito Federal, no último fim de semana, quando se comemorou o Dia Internacional da Mulher, levou o vice-presidente da Casa, deputado Ricardo Vale (PT), a se pronunciar. “Tivemos mais uma vítima de feminicídio neste fim de semana. Não temos como diminuir esse problema sem envolver os homens neste debate. Esse preconceito e esse ódio contra as mulheres é fomentado pelas redes sociais. Não vejo outra saída a não ser colocar o feminicídio como crime hediondo. Por mais que se aprovem leis, a violência continua aumentando. Temos que continuar combatendo esse mal na nossa sociedade”, afirmou Vale. 

    Já em sua fala, o deputado Thiago Manzoni (PL) usou a tribuna para lamentar a prisão dos coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por omissão nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. “Transitado em julgado o processo contra os coronéis da PMDF, eles foram presos. São homens honrados que dedicaram suas vidas para proteger e servir a população do DF. Eventualmente, cometeram erros durante esse caminho, mas não são criminosos. Depois do que já se descobriu sobre a postura de alguns integrantes da Suprema Corte, todos esses processos relacionados ao 8 de janeiro serão anulados”, frisou o parlamentar. 

    O líder do PT na CLDF, deputado Chico Vigilante, que foi presidente da CPI dos Atos Antidemocráticos na Casa, em 2023, também se manifestou sobre o tema. “O que havia no dia 8 de janeiro eram golpistas sanguinários que queriam impedir a posse do presidente legitimamente eleito. Lugar de golpista é na cadeia. Golpistas têm que ser tratados como criminosos, que é o que eles são”, afirmou o distrital.

    Confira a íntegra da sessão:

     

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Ministério das Mulheres quer ampliar ensino da Lei Maria da Penha nas escolas – Notícias

    Ministério das Mulheres quer ampliar ensino da Lei Maria da Penha nas escolas – Notícias

    11/03/2026 – 18:50  

    Carlos Moura/Agência Senado

    Eutália Naves (E): “Há um apagão no debate de igualdade de gênero no Brasil e no Mundo”

    A ministra interina das Mulheres, Eutália Barbosa Rodrigues Naves, afirmou nesta quarta-feira (11) que a restrição ao debate sobre igualdade de gênero nas escolas abriu espaço para a atuação de grupos extremistas nas redes sociais, o que pode estimular a violência contra mulheres.

    A declaração foi feita em audiência da Comissão Mista Permanente de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional.

    Na reunião, ela anunciou parceria com o Ministério da Educação (MEC) para garantir o ensino permanente da Lei Maria da Penha nos currículos da educação básica. A medida aplica diretrizes da Lei 14.164/21, que determinou a abordagem da prevenção à violência contra a mulher nas escolas.

    “Nós vivemos um período de apagão e de criminalização do debate da igualdade de gênero no Brasil e no mundo. Se tem um espaço vazio, se não se pode levar o debate para a formação cidadã, a gente vai esvaziando o tema”, disse a ministra.

    Ela também associou a falta de debate nas escolas ao crescimento de grupos misóginos nas redes sociais, como a “machosfera” (do inglês manosphere) e o movimento “Red Pill” no aplicativo TikTok. Segundo Naves, esses grupos atraem jovens e difundem conteúdos que incentivam a agressão a mulheres após rejeição.

    “Isso sim é um processo de ideologia que está tomando conta de uma população muito jovem de homens”, afirmou.

    Parceria com o MEC
    Para enfrentar esse cenário, a ministra informou que o governo prepara portarias em conjunto com o MEC para estruturar ações de combate à violência contra a mulher em escolas e universidades.

    Entre as medidas previstas estão:

    • criação de protocolo de enfrentamento à violência contra a mulher nas universidades;
    • ampliação do programa Maria da Penha vai às Escolas.

    Segundo Naves, o objetivo é que o tema deixe de ser tratado apenas em campanhas ou semanas temáticas e passe a integrar o currículo escolar de forma permanente.

    “Não dá mais para a gente não colocar conteúdos dessa natureza na formação de meninas e meninos no ambiente escolar”, afirmou.

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão aprova obrigatoriedade de instalação de bebedouros em eventos e outras proposições

    Comissão aprova obrigatoriedade de instalação de bebedouros em eventos e outras proposições

    Comissão aprova obrigatoriedade de instalação de bebedouros em eventos e outras proposições

    A Comissão aprovou ainda outras seis proposições. Todos os projetos seguem tramitando e ainda terão que ser apreciados em plenário

    A Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na tarde desta quarta-feira (11), um substitutivo a dois projetos em tramitação tornando obrigatória a instalação de bebedores com água filtrada ou mineral em eventos abertos ao público, gratuitos ou não. A Comissão aprovou ainda outras seis proposições. Todos os projetos seguem tramitando e ainda terão que ser apreciados em plenário.

    O texto aprovado é um substitutivo aos PLs nº 770/2023, do deputado Gabriel Magno (PT), e nº 778/2023, do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), alterando a Lei nº 2.602/2000, que trata da instalação de bebedouros de água em alguns estabelecimentos. A nova redação inclui os eventos abertos ao público, gratuitos ou não, entre os que deverão garantir a oferta de bebedouros.

    O substitutivo foi aprovado com quatro votos favoráveis. A obrigatoriedade de instalação dos bebedouros será exigida, de acordo com o texto, em “eventos culturais, esportivos, sociais, religiosos, corporativos, acadêmicos, públicos ou privados, pagos ou gratuitos”.

    Programa de Assistência a Saúde dos Estudantes

    A Comissão aprovou ainda o projeto de lei nº 3053/2022, do deputado Jorge Vianna (PSD), que institui diretrizes para a implementação do Programa de Assistência à Saúde dos estudantes da rede pública de ensino do DF. O programa pretende promover o acesso aos alunos indicados pelas unidades públicas de ensino a grupo de especialistas para avaliação de condições cognitivas que justifiquem a inclusão na Educação Especial.

    Segundo a proposta, no programa haverá aporte de equipe de enfermagem e administrativa para a logística de atendimento e assistência nas especialidades de fonoaudiologia; nutrição; endocrinologia; psicologia, e neurologia pediátrica.

    Carreta da Saúde na escola

    Outro projeto aprovado nesta quarta-feira, o PL nº 1329/2024, do deputado Thiago Manzoni (PL), institui a Carreta da Saúde na Escola. O objetivo da iniciativa é “levar atendimento médico e odontológico preventivo às escolas públicas do DF, realizando exames, consultas e encaminhamentos de alunos para tratamento na rede pública de saúde”.

    De acordo com o texto, a intenção é diagnosticar precocemente doenças e condições de saúde em alunos da rede pública, promovendo ações preventivas e curativas; oferecer atendimento médico e odontológico básico diretamente nas escolas, facilitando o acesso ao serviço de saúde para os estudantes; encaminhar os alunos diagnosticados com problemas de saúde para tratamento na rede pública, com prioridade de atendimento nas unidades de saúde; e promover a saúde e o bem-estar dos estudantes, contribuindo para a redução da evasão escolar e a melhoria do desempenho acadêmico.

    Planejamento escolar

    Foi aprovado também o projeto de lei nº 1492/2024, de autoria dos deputados Gabriel Magno (PT) e Wellington Luiz (MDB), que altera a legislação, ampliando a participação dos professores substitutos no planejamento escolar. O texto garante a participação do professor substituto nas atividades de planejamento e formação continuada do ano letivo, denominada “semana pedagógica”.

    Patrimônio cultural

    Também foram aprovados pela Comissão dois projetos de lei do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), o PL nº 741/2023 e o PL nº 851/2024, que reconhecem a Faixa de Pedestre e o Gospel como Patrimônio Cultural do DF, respectivamente. 

    Por fim, a CEC aprovou o projeto de lei nº 1286/2024, do vice-presidente da CLDF, deputado Ricardo Vale (PT), que inclui no calendário de eventos do DF o Festival Estudantil de Teatro Amador (Festa). realizado anualmente no mês de outubro.

    Participaram da reunião da Comissão de Educação e Cultura os deputados Gabriel Magno, Thiago Manzoni, Pastor Daniel de Castro e Ricardo Vale.

    Agência CLDF de Notícias

  • Comissão aprova projeto que permite responsabilizar parte por dano processual – Notícias

    Comissão aprova projeto que permite responsabilizar parte por dano processual – Notícias

    11/03/2026 – 15:18  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Deputada Laura Carneiro, relatora na CCJ

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 977/19, que disciplina a responsabilidade das partes por dano processual no âmbito dos juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

    A proposta altera a Lei Maria da Penha. O objetivo é aplicar sanções para quem agir com deslealdade nesses processos, garantindo a boa-fé.

    Os danos processuais já estão previstos no Código de Processo Civil e ocorrem quando uma das partes (autor ou réu) não age de forma correta, gerando também o dever de indenizar a parte contrária.

    Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

    Ajustes
    A relatora na CCJ, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recomendou a aprovação do texto com alterações. Por sugestão da relatora, as multas por litigância de má-fé poderão chegar a dez salários mínimos (hoje, R$ 15.180). A intenção é punir condutas como mentir ou interpor recursos com intuito meramente protelatório.

    Segundo a deputada Flávia Morais (PDT-GO), autora da proposta, a mudança coibirá condutas indevidas. “Muitas vezes a lei tem sido desvirtuada, sendo empregada como recurso para fomentar desavenças e vinganças”, disse ela.

    Da Reportagem/RM
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Jaqueline Silva assume Procuradoria Especial da Mulher nesta quinta-feira

    Jaqueline Silva assume Procuradoria Especial da Mulher nesta quinta-feira

    Jaqueline Silva assume Procuradoria Especial da Mulher nesta quinta-feira

    Órgão atua na defesa dos direitos, enfrentamento à violência de gênero, fiscalização de políticas públicas e fomento a projetos ligados às mulheres

    Publicado em 11/03/2026 14h28

    Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

    Jaqueline Silva assumirá o comando da procuradoria durante comissão geral sobre o papel do órgão no fortalecimento da rede de proteção às mulheres

    A deputada Jaqueline Silva (MDB) toma posse na Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Câmara Legislativa nesta quinta-feira (12). A passagem do cargo será feita em plenário, a partir das 15h, durante comissão geral que vai debater a contribuição da PEM no fortalecimento da rede de proteção às mulheres do Distrito Federal. Na ocasião, a atual procuradora, deputada Paula Belmonte (PSDB), prestará contas das atividades da instituição nos últimos 12 meses. 

    A Procuradoria Especial da Mulher atua na defesa dos direitos das mulheres, seja no enfrentamento à violência de gênero, na fiscalização da implementação de políticas públicas ou no fomento a projetos que garantam mais oportunidades para as mulheres em diferentes áreas. A PEM zela ainda pela participação mais efetiva das deputadas nos órgãos e nas atividades da Câmara Legislativa. 

    “Assumo essa missão com a responsabilidade de avançar na defesa dos direitos das mulheres, fortalecendo políticas públicas e ampliando a rede de proteção e acolhimento”,  Jaqueline Silva. 

    Acompanhe a transmissão do evento pela TV Câmara Distrital.
     

     

    Bruno Sodré – Agência CLDF

    Agência CLDF de Notícias

  • Recuperação também precisa de oportunidade

    Recuperação também precisa de oportunidade

    Projeto leva tecnologia, capacitação profissional e esperança para pessoas em recuperação da dependência química em comunidades terapêuticas…

    Projeto leva tecnologia, capacitação profissional e esperança para pessoas em recuperação da dependência química em comunidades terapêuticas do Distrito Federal
    O Instituto Barba na Rua está ampliando suas ações de acolhimento e reinserção social por meio do Projeto Acolhe DF Barba na Rua, que agora também leva tecnologia e capacitação profissional para dentro de Comunidades Terapêuticas do Distrito Federal.
    A iniciativa busca oferecer novas perspectivas para pessoas que estão em processo de recuperação da dependência química, criando oportunidades concretas para reconstrução de vida por meio da educação e da qualificação profissional.
    Parceria leva tecnologia para dentro das comunidades
    Em parceria com a organização Programando Futuro, o projeto está implantando espaços de aprendizado dentro das instituições. Os ambientes contam com computadores, laboratório técnico para conserto de celulares e instrutores capacitados, possibilitando a realização de cursos práticos voltados para o mercado de trabalho.
    A proposta é permitir que os acolhidos desenvolvam novas habilidades durante o período de tratamento, fortalecendo a autonomia e preparando-os para o retorno à vida social e profissional.
    Formação prática e voltada para o mercado
    Os cursos oferecidos começam com informática básica, garantindo aos participantes o acesso ao universo digital. A partir dessa base, os alunos podem avançar para outras áreas de formação, como:
    Conserto de smartphones
    Marketing digital
    Design gráfico
    Produção de foto e vídeo
    Introdução à inteligência artificial
    Segundo os organizadores, as capacitações foram pensadas para oferecer conhecimentos que possam gerar renda e ampliar as oportunidades de trabalho após o processo de recuperação.
    Recuperação com dignidade e oportunidade
    De acordo com o Instituto Barba na Rua, o tratamento da dependência química precisa ir além do cuidado clínico e emocional. A criação de oportunidades reais de desenvolvimento pessoal e profissional é considerada essencial para fortalecer o processo de reinserção social.
    O Projeto Acolhe DF Barba na Rua atua justamente nesse sentido, levando escuta, acolhimento, dignidade e caminhos concretos para que pessoas em situação de vulnerabilidade possam recomeçar.
    Uma história que inspira transformação
    A iniciativa também carrega a marca da superação. A trajetória de Rogério Barba, fundador do projeto, é frequentemente citada como exemplo de que a recuperação é possível e de que experiências de vida podem se transformar em ações que impactam positivamente outras pessoas.
    A mensagem que move o trabalho é clara: quem já enfrentou dificuldades pode se levantar — e, ao se levantar, pode ajudar outros a fazerem o mesmo.
    Porque a recuperação também precisa de oportunidade.

  • Comissão aprova participação social em plano para enfrentar violência contra mulher – Notícias

    Comissão aprova participação social em plano para enfrentar violência contra mulher – Notícias

    11/03/2026 – 15:45  

    Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Deputada Coronel Fernanda, relatora do projeto na CCJ

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que assegura a participação da sociedade na definição das políticas de segurança do Plano Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

    O texto aprovado altera a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (Lei 13.675/18) e estabelece que a participação de instituições da sociedade civil se dará “em caráter opinativo”, focada exclusivamente na rede de atendimento à mulher nos estados, no Distrito Federal e nos municípios.

    Por recomendação da relatora, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), foi aprovada a versão da Comissão de Segurança Pública para o Projeto de Lei 52/23, do deputado Marangoni (União-SP), e outra iniciativa que tramita em conjunto.

    Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

    Da Reportagem/RM
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Ao vivo: Acompanhe a sessão ordinária desta quarta-feira (11) na Câmara Legislativa

    Ao vivo: Acompanhe a sessão ordinária desta quarta-feira (11) na Câmara Legislativa

    Publicado em 11/03/2026 15h00

    Acompanhe, ao vivo, a sessão ordinária desta quarta-feira (11) no plenário da Câmara Legislativa. Siga as discussões e votações do dia diretamente pelo canal oficial da CLDF no YouTube.

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Governadores evitam comentar supostas conversas de Alexandre de Moraes com banqueiro Daniel Vacaro em evento do PSD

    Governadores evitam comentar supostas conversas de Alexandre de Moraes com banqueiro Daniel Vacaro em evento do PSD

    Durante um evento do Partido Social Democrático (PSD) realizado em São Paulo, três governadores apontados como possíveis candidatos à Presid…

    Durante um evento do Partido Social Democrático (PSD) realizado em São Paulo, três governadores apontados como possíveis candidatos à Presidência da República em 2026 evitaram comentar as conversas atribuídas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Moraes nega ter participado dos diálogos.
    O governador do Paraná, Ratinho Júnior, foi questionado por jornalistas e afirmou que o caso deve ser esclarecido pelas autoridades responsáveis. 

    “É um caso de polícia. A investigação vai dizer quais atores estiveram envolvidos”, declarou.
    Na sequência, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse que saberá como lidar com o tema caso venha a assumir a Presidência da República. Após a fala, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, encerrou a entrevista coletiva antes que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pudesse se manifestar sobre o assunto.
    O episódio ocorre em meio a discussões políticas sobre possíveis candidaturas para a eleição presidencial de 2026 e levanta questionamentos nos bastidores sobre o impacto do caso no debate nacional.

  • Brasília Basquete visita o Fortaleza BC pelo NBB

    Brasília Basquete visita o Fortaleza BC pelo NBB

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    Seguindo a saga da reta final da temporada regular do Novo Basquete Brasil (NBB), o Brasília Basquete começa suas duas visitas ao Nordeste nesta quarta-feira (11/3). O time brasiliense visita o Fortaleza/Basquete Cearense no Ginásio Poliesportivo da Universidade de Fortaleza (Unifor), às 19h30.

    O compromisso é o 30º de ambos times na competição. Os candangos são os sextos na tabela oficial, apesar de ter a rigorosamente a mesma campanha do quinto colocado, Corinthians: 21 vitórias e oito derrotas, a três jogos atrás do líder Pinheiros. Dos oito reveses dos comandados pelo técnico Dedé Barbosa, sete são fora de casa, tendo vencido nove jogos longe do Distrito Federal na atual campanha.

    Clique e leia mais:

    O Carcalion, por sua vez, é o 17º colocado, com seis triunfos e 23 derrotas, estando a um jogo de diferença para o Pato Basquete, último dos 16 classificados às oitavas de final, no momento. Em casa, o time da treinadora sérvia Jelena Todorovic venceu quatro partidas e perdeu 11.

    O confronto da ida foi uma chuva de pontos: no Nilson Nelson, em 4 de dezembro do ano passado, o Brasília venceu por 105 a 90. Do lado celeste, sete jogadores alcançaram dez pontos: Lucas Lacerda (17), Corvalán (15), Paulichi (14), Von Haydin (13), Crescenzi (13), Pedro Mendonça (12) e Brunão (10). Pelos tricolores, seis repetiram a estatística: Da Silva (15), Dupree (12), Salsamendi (12), Gohlke (11), Popovic (10) e Gabriel (10). O jogo desta noite não terá transmissão com imagens, podendo ser acompanhado no tempo real disponibilizado no site oficial da liga.

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  • Sessão solene homenageia memória de Marielle Franco e Anderson Gomes – Notícias

    Sessão solene homenageia memória de Marielle Franco e Anderson Gomes – Notícias

    11/03/2026 – 14:52  

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Tarcísio Motta: movimento social forçou a elucidação do crime

    Em sessão solene nesta quarta-feira (11), a Câmara dos Deputados prestou homenagem à memória da vereadora carioca Marielle Franco e a seu motorista, Anderson Gomes, oito anos após o assassinato deles no Rio de Janeiro, em 14 de março de 2018.

    O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), colega de partido de Marielle, presidiu a sessão. Ele afirmou que Marielle Franco representava uma “pedra no caminho” dos interesses econômicos das milícias.

    “O julgamento dos mandantes no STF não deixava dúvidas sobre esses dois lados. Queriam tirar a pedra do caminho, mas queriam também impedir a semente de germinar. Esses dois lados do processo precisam ser encarados de forma conjunta. E aí temos a primeira derrota deles, dos assassinos”, observou.

    Tarcísio Motta lembrou que a primeira derrota dos assassinos de Marielle não veio com o julgamento de duas semanas atrás. “A derrota deles foi que a semente germinou e nenhum de nós se calou, porque os movimentos sociais tomaram as ruas e impediram que esse crime político fosse mais um crime político sem elucidação na sociedade brasileira”, afirmou.

    O STF condenou, por unanimidade, em 25 de fevereiro, os mandantes e envolvidos no assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão receberam penas de 76 anos de prisão, enquanto outros três envolvidos também foram condenados por homicídio e obstrução de justiça.

    Democracia
    Uma das autoras do requerimento para a realização da sessão solene, a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) afirmou que a sessão ocorre em momento importante para a democracia, com a condenação dos mandantes dos assassinatos.

    “A condenação foi uma resposta, mas a justiça não terminou com a condenação dos mandantes, apesar de ter sido uma resposta fundamental à democracia”, ressaltou a viúva de Marielle Franco, Mônica Benício.

    Já a ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, que é irmã de Marielle, afirmou que o projeto político de proteção às mulheres precisa se tornar realidade.

    “Não adianta tentar fazer com que a violência possa nos calar. Não adianta fazer como fizeram com Marielle. Não adianta fazer como todas as violências que têm nos assolado neste país, como foi, infelizmente, esse estupro coletivo”, disse a ministra, em referência ao crime ocorrido no Rio de Janeiro recentemente, onde cinco homens (quatro adultos e um adolescente) foram acusados de estuprar uma adolescente de 17 anos.

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, que participou da sessão de homenagem

    Justiça
    A viúva de Anderson Gomes, Agatha Arnaus Reis, participou virtualmente da sessão solene. Ela afirmou que a justiça tornou a sensação de esperança um sentimento concreto.

    “O caminho foi aberto para que o Brasil possa olhar com mais coragem, para que a questão possa ser resolvida. E não pode ser um compromisso só no passado, só com ele, é uma tarefa do presente. O que começou em 2018 só abriu a porta de algo muito maior”, disse Agatha.

    Presente à sessão, a ministra interina das Mulheres, Eutália Barbosa, afirmou que Marielle transformou sua história em trincheira de luta e dignidade.

    Já a secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos, Janine Mello, disse que a luta pela memória de Marielle e Anderson não pode se limitar à responsabilização criminal, mas requer a pactuação entre todos de que um crime como esse não seja mais aceito.

    Janine Mello destacou a necessidade de fazer avançar a agenda da proteção dos defensores de direitos humanos e da luta contra o fim da violência política de gênero e de raça.

    Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Zé Felipe revela qual foi o maior erro em seu casamento com Virginia

    Zé Felipe revela qual foi o maior erro em seu casamento com Virginia

    Apesar da autocrítica, o filho do cantor Leonardo também fez questão de deixar claro que não tem nada negativo a dizer sobre a Virginia, com quem tem filhos

    Zé Felipe decidiu abrir o coração ao falar sobre o antigo relacionamento com a influenciadora Virginia Fonseca e revelou qual considera ter sido seu principal erro durante o casamento. Separados desde maio de 2025, os dois ainda costumam ter o nome envolvido em comentários e especulações nas redes sociais.

    Na manhã desta quarta-feira (11/3), o sertanejo usou os stories do Instagram para fazer um desabafo e, em meio às respostas a boatos que circulam na internet, acabou refletindo sobre sua postura dentro da relação. Sem rodeios, Zé Felipe admitiu que acredita ter errado ao evitar confrontos e guardar sentimentos em vez de se posicionar em algumas situações.

    Veja as fotos

    Virginia Fonseca foi casada com Zé FelipeCrédito: Reprodução Instagram @virginia

    Crédito: Reprodução Instagram @virginia

    Virginia Fonseca foi casada com Zé FelipeCrédito: Reprodução Instagram @virginia

    Reprodução / Instagram

    Zé Felipe e VirginiaReprodução / Instagram

    Foto: Reprodução/Instagram @virginia @zefelipe

    Virginia Fonseca e Zé FelipeFoto: Reprodução/Instagram @virginia @zefelipe

    Reprodução / Instagram: @virginia e @zefelipe

    Virginia Fonseca e Zé FelipeReprodução / Instagram: @virginia e @zefelipe


    “Sabe qual foi o meu erro, às vezes? Em falar, guardar. Que não deixa de ser um erro. Só, não posicionar… Às vezes evitar um conflito ali que poderia resolver alguma coisa. Esse foi o meu defeito. É isso”, afirmou o artista.

    Apesar da autocrítica, o filho do cantor Leonardo também fez questão de deixar claro que não tem nada negativo a dizer sobre a ex-companheira, com quem tem filhos.

    “Como também eu não tenho um A pra falar da mãe [Virginia Fonseca] das crianças”, declarou.

    O pronunciamento aconteceu após comentários nas redes sugerirem que possíveis detalhes do antigo casamento poderiam vir à tona. Zé Felipe, no entanto, garantiu que não tem receio de exposições e reforçou que prefere manter o respeito pela mãe de seus filhos

  • Sem Arruda, Celina se aproxima de vitória já no 1º turno, aponta levantamento

    Sem Arruda, Celina se aproxima de vitória já no 1º turno, aponta levantamento

    Com a manutenção da inelegibilidade de Arruda pelo STJ, Celina Leão se destaca como a principal candidata na corrida pelo Palácio do Buriti….


    Com a manutenção da inelegibilidade de Arruda pelo STJ, Celina Leão se destaca como a principal candidata na corrida pelo Palácio do Buriti. O cenário atual mostra uma ampla vantagem da “Leoa” e uma oposição fragmentada patinando em baixa

    Se a eleição para o Governo do Distrito Federal ocorresse hoje, o cenário político indicaria uma vantagem clara para a atual vice-governadora Celina Leão (PP).

    Se a Justiça mantiver a inelegibilidade do ex-governador José Roberto Arruda, o cenário eleitoral tende a se reorganizar de forma significativa. Até aqui, todos os sinais apontam para uma possível vitória de Celina Leão já no primeiro turno.

    É o que aponta uma pesquisa realizada para consumo interno por um importante instituto, com entrevistas presenciais feitas entre os dias 7 e 10 de fevereiro, à qual o Radar DF teve acesso.

    Sem Arruda na disputa, Celina passa a ocupar praticamente sozinha o espaço do campo político associado ao atual governo e a setores conservadores do eleitorado do Distrito Federal. No levantamento, ele aparece distante de Celina.

    Do outro lado do espectro político, os nomes que se apresentam como oposição ainda não conseguiram demonstrar capacidade de crescimento consistente.

    O ex-deputado distrital Leandro Grass, que representa o campo petista, permanece com dificuldades claras para ampliar sua base eleitoral, segundo revela o levantamento.

    Embora conte com o respaldo formal do Partido dos Trabalhadores, Grass enfrenta um obstáculo relevante: parte significativa do eleitorado historicamente alinhado ao PT no DF demonstra baixa disposição em aderir à sua candidatura.

    Esse fenômeno se traduz em um contingente expressivo de eleitores que, diante do cenário atual, tende a optar por voto branco ou nulo em vez de migrar automaticamente para o candidato do partido.

    A dificuldade de consolidação da candidatura de Grass, que saiu do PV e se filiou ao PT, revela também um problema estrutural da oposição local: a fragmentação.

    Outros nomes posicionados fora da base governista, como Paula Belmonte e Ricardo Cappelli, igualmente permanecem em patamares modestos de intenção de voto e ainda não conseguiram romper a barreira que os colocaria efetivamente como protagonistas da disputa.

    Ambos disputam um espaço político semelhante, mas sem demonstrar força suficiente para polarizar a eleição.

    Esse quadro acaba favorecendo a candidatura de Celina Leão. Com a oposição dividida e sem um nome capaz de unificar os diferentes segmentos contrários ao governo, a vice-governadora avança com relativa tranquilidade no cenário eleitoral.

    Sua presença constante na administração local e a associação direta com a máquina governamental também contribuem para ampliar sua visibilidade e reforçar sua posição competitiva.

    Outro elemento relevante, segundo a pesquisa, é a dinâmica do eleitorado do Distrito Federal, historicamente marcado por oscilações e por uma forte influência de temas nacionais.

    Entre os entrevistados, o rumoroso escândalo provocado por Daniel Vorcaro acaba pesando mais na direção de um possível envolvimento do governo Lula e de ministros do STF do que propriamente na responsabilização do BRB, por mais que a oposição brade.

    Assim, caso o cenário atual se mantenha, especialmente com a manutenção da inelegibilidade de Arruda, Celina Leão surge, no momento, como a candidata com maiores condições de alcançar a vitória já no primeiro turno.

    Crédito Radar DF

  • Técnico brasiliense começa jornada no Mineiro Sub-20

    Técnico brasiliense começa jornada no Mineiro Sub-20

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    O futebol de Brasília terá um representante em um dos maiores torneios estaduais de base do Brasil. Começando em março, o Campeonato Mineiro Sub-20 terá um técnico da capital federal entre os integrantes: Adriano Almeida, de 47 anos, que estará à frente do Nacional de Muriaé.

    O profissional vem de boas passagens recentes em outros estados, com um vice-campeonato no Paulista Sub-15 com o Corinthians, em 2023, e um vice na Copa Espírito Santo em 2024, pelo Rio Branco. Além disso, o brasiliense tem as licenças Pro CBF e Pro ATFA, além de ser instrutor na CBF Academy, o centro de formação de técnicos da Confederação Brasileira de Futebol.

    Clique e leia mais:

    Adriano Almeida objetiva os rumos da temporada em um passo a passo diante de um complexo desafio. “Como esse ano representa a volta do time para a primeira divisão, nosso primeiro objetivo é a permanência. A partir do momento que conquistarmos esse objetivo, a nova meta passa ser a conquista da vaga na segunda fase, que nos garante calendário até outubro”, descreve.

    “A gente vem trabalhando desde fevereiro, exaustivamente, para que a equipe evolua. Sabemos que temos um pouco mais de trabalho, pois é um recomeço, ao montar uma equipe totalmente nova. A equipe demora um pouco a pegar corpo, mas pelo que temos feito, estamos bem confiantes”, relata o treinador. A estreia do Nacional de Muriaé no Mineiro Sub-20 será no dia 22. A equipe visita o América, em Belo Horizonte.

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  • Comissão de Trabalho aprova projeto que inclui sindicatos no regime do Simples Nacional – Notícias

    Comissão de Trabalho aprova projeto que inclui sindicatos no regime do Simples Nacional – Notícias

    11/03/2026 – 13:32  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Daiana Santos: redução da carga tributária pode ampliar recursos para defender trabalhadores

    A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 7/25, que permite que as entidades sem fins lucrativos que exercem alguma atividade empresarial, inclusive os sindicatos, sejam incluídas no regime do Simples Nacional, dependendo da receita bruta anual.

    Pelo texto do deputado Heitor Schuch (PSB-RS), apenas os rendimentos gerados pelas atividades empresariais estarão sujeitos à tributação pelo Simples.

    O Simples Nacional simplifica o pagamento de tributos, reduzindo a carga tributária e promovendo a formalização de negócios.

    Parecer favorável
    A relatora, deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), recomendou a aprovação da proposta, sem alterações.

    Ela argumentou que a reforma trabalhista fragilizou a saúde financeira dos sindicatos ao tornar a contribuição sindical facultativa. “A escassez de recursos, decorrente do comprometimento de sua principal fonte de custeio, colocou muitos sindicatos em situação de extrema dificuldade financeira, ameaçando sua própria existência.”

    Diante desse cenário, os sindicatos precisaram buscar novas fontes de receita para assegurar sua sustentabilidade. “Uma das alternativas mais viáveis é o desenvolvimento de atividades econômicas acessórias, cujos resultados financeiros podem ser revertidos em prol de suas finalidades institucionais”, explicou Daiana.

    Segundo a deputada, a inclusão dos sindicatos no Simples Nacional vai garantir o sustento dos sindicatos e fortalecer sua capacidade de atuar em defesa dos direitos dos trabalhadores.

    Para aderir ao regime, as entidades deverão cumprir certos requisitos anuais, como comprovar a natureza sem fins lucrativos e destinar os lucros da atividade empresarial aos objetivos institucionais.

    Próximos passos
    O projeto ainda será analisado pelas comissões de Indústria, Comércio e Serviços; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário da Câmara.

    Para virar lei, a proposta também precisa ser aprovada pelo Senado.

     

     

    Reportagem – Natalia Doederlein
    Edição – Wilson Silveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Gama recebe a primeira creche, nova UPA e ainda ganha o Bezerrão e a UBS reformados

    Gama recebe a primeira creche, nova UPA e ainda ganha o Bezerrão e a UBS reformados

    Gama recebe a primeira creche, nova UPA e ainda ganha o Bezerrão e a UBS reformados Moradores também percebem resultados na mobilidade e esp…

    Gama recebe a primeira creche, nova UPA e ainda ganha o Bezerrão e a UBS reformados
    Moradores também percebem resultados na mobilidade e espaços urbanos após pacote que ultrapassa R$ 170 milhões
    Uma das regiões administrativas mais tradicionais do Distrito Federal, o Gama passou a receber, a partir de 2019, um conjunto de obras públicas que mudou o dia a dia de mais de 133 mil moradores. 

    A cidade também teve um ícone do esporte reformado: o Estádio Valmir Campelo Bezerra, o Bezerrão, foi reinaugurado em 2023.
    Na educação, a expectativa também era alta para a primeira creche pública do Gama. O Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Jardim das Acácias levou ambiente acolhedor e tranquilidade para os pais que precisam deixar os filhos em tempo integral na escola enquanto trabalham.
    A área da saúde foi reforçada com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Gama. Inaugurada em 2021, a unidade já realizou mais de meio milhão de atendimentos até o ano passado. Outro destaque é a reforma da Unidade Básica de Saúde (UBS) 7, que recebeu mais de R$ 7,8 milhões em investimentos. 

    A estrutura agora conta com consultórios ampliados e novos espaços de atendimento.
    A mobilidade também recebeu atenção. 

    Vias importantes, como a DF-180 e a DF-290, passaram por obras de recapeamento e sinalização. Um esforço para que a infraestrutura e os serviços públicos se tornem motivo de orgulho para quem vive na região.

    Por Marcos Braz, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

  • Brasília Vôlei encara o Mackenzie em duelo que define as ambições da equipe

    Brasília Vôlei encara o Mackenzie em duelo que define as ambições da equipe

    Em caso de triunfo no confronto direto, a agremiação candanga, que ocupa a nona colocação, se aproxima da briga pelo G-8 e deixa o pesadelo do rebaixamento oficialmente para trás

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    Duelo fundamental para mudar a perspectiva da temporada do Brasília. Na noite da próxima quinta-feira (20/3), a equipe da capital federal vai a Belo Horizonte para enfrentar o Mackenzie em confronto válido pela 20ª rodada da Superliga Feminina 25/26. A partida apresenta um confronto direto pela tabela da competição, pois a agremiação mineira, primeira equipe no considerado “pelotão de frente” do torneio, está apenas uma colocação acima do clube candango.

    Apesar da proximidade na tabela, o time de Minas Gerais possui grande vantagem em relação à pontuação. Com campanha sólida durante toda a Superliga, o Mackenzie possui 23 pontos em 19 partidas disputadas na competição. Por outro lado, o Brasília, que apresenta participação muito irregular até então, soma apenas 16 pontos com o mesmo número de duelos.

    Clique e leia mais:

    A partida marca um confronto de perspectivas que podem se alinhar em caso de vitória da equipe brasiliense. Na atual conjuntura, o clube candango está a quatro pontos da zona da degola, briga que travou até então dentro do campeonato. Todavia, após muitos altos e baixos na liga, o Brasília pode abandonar de vez o olhar contra o rebaixamento e se aproximar do G-8 da competição.

    Além de ser um confronto crucial para a situação das duas equipes na tabela, o duelo marca o reencontro de velhos conhecidos. Após ser um dos destaques do Brasília na última temporada, a ponteira Geovanna Vitória se juntou ao Mackenzie em busca de melhores resultados. No primeiro turno, o time do Distrito Federal venceu por três sets a zero dentro de casa. O segundo embate ocorrerá na noite desta quinta-feira, às 18h30, com transmissão do SporTV 2.

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  • Comissão de Constituição e Justiça aprova isenção de multa de aluguel para mulher vítima de violência doméstica – Notícias

    Comissão de Constituição e Justiça aprova isenção de multa de aluguel para mulher vítima de violência doméstica – Notícias

    11/03/2026 – 12:34  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Soraya Santos: proposta amplia proteção a mulheres em situação de violência

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto que isenta mulheres vítimas de violência doméstica do pagamento de multa por rescisão antecipada do contrato de aluguel.

    O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Soraya Santos (PL-RJ), para o Projeto de Lei 611/25, da deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO). A relatora apresentou nova redação, mantendo os objetivos da iniciativa original.

    “A mudança representa importante avanço na proteção às mulheres em situação de violência doméstica, assegurando que a rescisão do aluguel não acarrete ônus econômico que possa dificultar a ruptura do ciclo de violência”, disse a relatora.

    Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta deverá seguir direto para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

    Mudanças
    A versão aprovada altera a Lei do Inquilinato. A proposta isenta a locatária apenas da multa rescisória, mantendo a responsabilidade pelo pagamento de aluguéis e demais encargos ordinários até a entrega do imóvel.

    O texto também dispensa de multa a rescisão de locação de imóveis comerciais. Segundo a relatora, a medida facilitará a mudança de endereço profissional, já que o agressor frequentemente conhece o local de trabalho da vítima.

    A isenção exigirá comprovação de risco exclusivamente por meio do deferimento de medida protetiva de urgência. O substitutivo também elevou de 10 para 60 dias o prazo máximo para desocupação do imóvel após notificação ao locador.

     

     

     

     

    Da Reportagem/RM
    Edição – Marcelo Oliveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • GDF renova quase 70% dos ônibus escolares e passa a ter a frota mais nova do país

    GDF renova quase 70% dos ônibus escolares e passa a ter a frota mais nova do país

    GDF renova quase 70% dos ônibus escolares e passa a ter a frota mais nova do país Desde 2021, 723 veículos novos foram incorporados ao siste…

    GDF renova quase 70% dos ônibus escolares e passa a ter a frota mais nova do país
    Desde 2021, 723 veículos novos foram incorporados ao sistema, que atende 70 mil estudantes em 455 escolas da rede pública
    O Distrito Federal renovou 69,39% da frota do transporte escolar desde 2021 e ampliou o atendimento para mais de 70 mil estudantes. Ao todo, 723 ônibus novos foram incorporados ao sistema no período, substituindo veículos antigos e consolidando a modernização estrutural do serviço.
    Hoje, 70.191 alunos utilizam o transporte escolar em 455 escolas da rede pública. Em 2019, eram cerca de 58 mil atendidos mensalmente, um crescimento superior a 20%. Do total atual, 51.483 são do ensino fundamental e 5.264 do ensino médio, além de estudantes de outras etapas da educação básica. Com a renovação, segundo a Secretaria de Educação (SEE-DF), o Distrito Federal passou a contar com a frota mais nova do país no transporte escolar público.

    De 2019 para cá, o número de alunos da rede pública de ensino que usam transporte escolar cresceu 20% | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    A gestão é feita pela Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), que assumiu a coordenação integral do sistema e reformulou o modelo de contratação, criando incentivos para a utilização de veículos mais novos e maior controle da operação.
    Modelo reformulado
    “Não adianta exigir dos empresários sem dar contrapartida. O sistema precisa funcionar para todos”Maria Cecília Lafetá, diretora-presidente da TCB
    Segundo a diretora-presidente da TCB, Maria Cecília Lafetá, a transformação começou pela forma de contratar. “Em 2019, reformulamos a planilha de custos, ajustamos critérios técnicos e criamos estímulo real para a frota mais nova”, afirmou. De acordo com Maria Cecília, a remuneração passou a considerar a idade dos veículos, o que tornou economicamente viável a renovação gradual. “Não adianta exigir dos empresários sem dar contrapartida. O sistema precisa funcionar para todos: para o poder público, para as empresas e, principalmente, para os estudantes.”
    Ela afirma que o resultado foi perceptível na regularidade da operação. “Até 2019, o transporte escolar era frequentemente alvo de reclamações. Hoje, a incidência de problemas é muito menor. Isso é consequência de gestão técnica e de acompanhamento permanente.”
    A diretora-presidente destaca que a TCB atua exclusivamente na gestão e no monitoramento, enquanto as empresas contratadas são responsáveis por motoristas e monitores. “Temos termo de referência detalhado, exigência de capacitação e controle operacional diário. É uma estrutura profissionalizada.”
    Transporte como política educacionalFernanda Mateus: “Estamos falando de mais de 70 mil estudantes atendidos diariamente. É uma estrutura robusta, que exige planejamento permanente”
    Para a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais da Secretaria de Educação, Fernanda Mateus, o transporte escolar é parte estratégica da permanência do aluno na rede pública.

     “Não é apenas deslocamento. Estamos transportando diariamente o que as famílias têm de mais valioso. Segurança e conforto são premissas do serviço”, afirmou.
    Segundo Fernanda, a renovação da frota reforça a confiança das famílias e contribui para a estabilidade da frequência escolar. “Muitos estudantes dependem exclusivamente do transporte para chegar à escola. Quando o serviço é regular e seguro, isso impacta diretamente a permanência do aluno.”
    Ela destaca que há orientação para manter, sempre que possível, os mesmos monitores nas rotas, criando vínculo com os estudantes e permitindo atenção mais próxima, inclusive a alunos com necessidades específicas. “O monitor passa a conhecer o estudante, a rotina da família, as particularidades de cada criança. Isso cria uma rede de cuidado.”

    Fernanda também ressalta que parte dos veículos já opera com ar-condicionado e que o sistema está entre os mais modernos do país no transporte escolar público. “Estamos falando de mais de 70 mil estudantes atendidos diariamente. É uma estrutura robusta, que exige planejamento permanente.”

    Frota distribuída conforme a demanda

    A alocação dos veículos acompanha o volume de estudantes em cada região administrativa. Planaltina concentra 126 ônibus. Em seguida aparecem Sobradinho (115) e o eixo Guará/Estrutural (112).

    Frota por regiãoPlanaltina: 126
    Sobradinho: 115
    Guará/Estrutural: 112
    São Sebastião: 102
    Núcleo Bandeirante: 85
    Ceilândia: 72
    Itapoã: 72
    Paranoá: 68
    Plano Piloto/Cruzeiro: 63
    Brazlândia: 54
    Gama: 51
    Taguatinga: 46
    Recanto das Emas: 35
    Samambaia: 24
    Santa Maria: 17

    Conforto e regularidadeRafaela de Paiva aprovou os novos ônibus: “Os bancos são melhores e agora tem ar-condicionado”
    Aluna do 8º ano, Rafaela de Paiva, 13 anos, utiliza o transporte escolar desde os primeiros anos do ensino fundamental e acompanhou a substituição dos veículos ao longo do tempo.
    Ela diz que a principal mudança foi no conforto durante o trajeto. “Os bancos são melhores e agora tem ar-condicionado”, avalia a estudante, que vê diferenças perceptíveis nos dias mais quentes e nas rotas mais longas. “A gente consegue ir mais confortável, chega menos cansado na escola. Ajuda muito, porque tem aluno que mora longe. Fica mais fácil chegar todo dia.”
    Com mais de 800 veículos circulando diariamente, o sistema assegura o deslocamento regular de estudantes que residem longe das unidades de ensino ou em regiões com menor oferta escolar próxima.
    A renovação consolida o transporte escolar como infraestrutura essencial da política educacional do Distrito Federal, combinando expansão do atendimento, modernização operacional e maior padrão de segurança em todas as regiões administrativas.

    Por  Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

  • Comissão aprova reembolso a estados por gastos com presos condenados pela Justiça Federal – Notícias

    Comissão aprova reembolso a estados por gastos com presos condenados pela Justiça Federal – Notícias

    11/03/2026 – 10:51  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Albuquerque: proposta corrige distorção e fortalece combate ao crime organizado

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 43/25, do deputado Alberto Fraga (PL-DF), que obriga a União a reembolsar os estados e o Distrito Federal pelos custos com presos condenados ou detidos por decisão da Justiça Federal.

    A proposta altera a Lei de Execução Penal. A regra valerá também para os casos de prisão em flagrante, preventiva e temporária. O dinheiro repassado pelo governo federal deverá ser destinado à melhoria dos sistemas prisionais locais.

    Os parlamentares acolheram o parecer do relator, deputado Albuquerque (Republicanos-RR), pela aprovação do texto. Segundo o relator, a proposta corrige uma distorção e evita prejuízos aos estados e ao Distrito Federal.

    “A medida também fortalecerá a cooperação no combate ao crime organizado e na gestão da execução penal”, afirmou Albuquerque.

    Motivação
    Alberto Fraga, autor da proposta aprovada, disse que o ideal seria que a União tivesse presídios suficientes para o cumprimento de penas decorrentes de crimes de sua competência, especialmente o tráfico internacional de drogas.

    “As unidades federais destinam-se principalmente ao isolamento de lideranças criminosas e são de segurança máxima, inadequadas para cumprimento de sentenças condenatórias comuns”, declarou.

    Próximos passos
    O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

    Da Reportagem/RM
    Edição – Marcelo Oliveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • PL bate o martelo e redesenha o tabuleiro político do DF rumo ao Buriti

    PL bate o martelo e redesenha o tabuleiro político do DF rumo ao Buriti

    Celina Leão (Progressita) A disputa pelo comando do Distrito Federal ganhou um novo capítulo decisivo após o posicionamento público do Bia K…

    Celina Leão (Progressita)

    A disputa pelo comando do Distrito Federal ganhou um novo capítulo decisivo após o posicionamento público do Bia Kicis, presidente do PL no DF, e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As duas lideranças selaram o destino da legenda na capital: o Partido Liberal estará ao lado da vice-governadora Celina Leão na corrida pelo Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal.

    O gesto político encerra semanas de especulações e articulações de bastidores. Nos corredores da política brasiliense, discutia-se a possibilidade de o partido buscar outros caminhos ou até mesmo abrir diálogo com grupos ligados ao ex-governador José Roberto Arruda. O anúncio, no entanto, funciona como uma espécie de “xeque-mate” estratégico: o PL decidiu apostar na continuidade do campo governista.

    Celina Leão (Progressita), e Michelle Bolsonaro (PL). 

    O fim das especulações
    Ao declarar apoio à pré-candidatura de Celina Leão, Bia Kicis deixou claro que o partido não pretende embarcar em aventuras políticas fora da base que hoje governa o DF. A decisão conta com o aval de Michelle Bolsonaro, uma das figuras de maior capital eleitoral dentro do PL e referência política para o eleitorado conservador.
    Na prática, o movimento fecha as portas para possíveis alianças paralelas e define o posicionamento da legenda dentro do tabuleiro político local. 

    A mensagem transmitida é direta: o partido quer unidade e disciplina eleitoral no campo da direita.
    Politicamente, isso significa dois movimentos simultâneos: Blindagem da candidatura governista, evitando disputas internas no campo conservador.
    Sinalização de força eleitoral, ao unir duas lideranças de peso em torno de um único projeto.
    A musculatura da pré-candidatura
    Para Celina Leão, o apoio público representa mais do que uma simples aliança partidária. A vice-governadora ganha um reforço simbólico e político importante.
    O PL possui uma base eleitoral consolidada no DF, impulsionada principalmente pelo bolsonarismo. Ao receber a chancela do partido e de Michelle Bolsonaro, Celina amplia sua capacidade de mobilização e passa a ocupar com mais clareza o espaço de candidata natural do campo conservador.
    Além disso, o movimento antecipa o desenho das alianças para 2026. Com o PL alinhado, a tendência é que outras siglas da base governista se aproximem para compor uma coalizão mais ampla.

    Bia Kicis e Michelle Bolsonaro (PL)

    Estratégia para evitar fragmentação
    Um dos maiores riscos para grupos políticos ideologicamente próximos é a fragmentação de votos. Em eleições majoritárias, múltiplas candidaturas do mesmo campo podem abrir espaço para adversários.
    A decisão do PL parece justamente mirar esse problema.
    Ao declarar apoio antecipado, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro tentam criar um efeito de convergência: estimular que a direita brasiliense se organize em torno de um único nome competitivo. Esse tipo de estratégia já foi observado em disputas locais e nacionais, nas quais a unidade do campo ideológico se mostrou decisiva.
    Força feminina no comando das articulações
    Outro elemento simbólico importante dessa movimentação é o protagonismo feminino.
    Três das figuras centrais desse processo são mulheres:
    Celina Leão (Progressita)
    Bia Kicis (PL)
    Michelle Bolsonaro (PL)
    Esse alinhamento reforça uma imagem de renovação de lideranças dentro da direita brasiliense e pode funcionar como ativo político na comunicação de campanha.
    No cenário atual, Celina passa a se projetar não apenas como candidata da base, mas como o principal nome capaz de unir diferentes correntes conservadoras do DF.
    O impacto no tabuleiro político
    Com o PL oficialmente comprometido com Celina Leão, o cenário eleitoral começa a ganhar contornos mais claros. O apoio fortalece a base governista e coloca pressão sobre possíveis adversários, que agora precisarão reorganizar estratégias diante de uma direita mais coesa.
    A movimentação também reduz o espaço para articulações paralelas e define uma narrativa política: a sucessão no Buriti deve ser disputada entre projetos bem delineados, e não em meio a fragmentações internas.
    Se o objetivo era dar estabilidade ao campo conservador e organizar a corrida eleitoral com antecedência, o recado foi dado. O PL decidiu seu lado e, com isso, mudou o ritmo da disputa pelo comando do Distrito Federal.

    Da redação A Politica e o Poder