Dia: 3 de março de 2026

  • Projeto prevê treinamento sobre racismo para atendimento a mulheres vítimas de violência – Notícias

    Projeto prevê treinamento sobre racismo para atendimento a mulheres vítimas de violência – Notícias

    03/03/2026 – 10:03  

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Amom Mandel: mulher negra convive com o racismo e o machismo estruturais

    O Projeto de Lei 6654/25 altera a Lei Maria da Penha para detalhar a capacitação obrigatória e continuada de profissionais da rede de proteção a vítimas de violência doméstica. A formação deverá incluir temas como racismo estrutural, combate ao racismo institucional e atendimento humanizado, com foco nas especificidades vividas por mulheres negras.

    Pelo texto, a capacitação deverá alcançar profissionais das áreas de segurança pública, saúde, Justiça e assistência social. O objetivo é evitar a revitimização durante o atendimento e qualificar a atuação do poder público.

    A proposta está em análise na Câmara dos Deputados. O autor, deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), argumenta que a mulher negra enfrenta o racismo e o machismo, o que se reflete em indicadores sociais graves.

    “A medida visa a eliminar a violência institucional e o racismo no acolhimento, garantindo que o atendimento e a proteção sejam sensíveis e humanizados, reconhecendo a especificidade da violência sofrida pela mulher negra e o seu direito a um serviço público justo e imparcial”, afirma Amom Mandel.

    Hoje, a Lei Maria da Penha já prevê a capacitação de profissionais sobre questões de gênero e de raça ou etnia, mas sem detalhamento.

    Próximos passos
    O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

     

     

     

     

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Marcelo Oliveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Deputados podem votar projeto que inclui violência contra filhos entre as formas de violência contra a mulher – Notícias

    Deputados podem votar projeto que inclui violência contra filhos entre as formas de violência contra a mulher – Notícias

    03/03/2026 – 09:16  

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Plenário da Câmara durante sessão deliberativa

    O Plenário da Câmara dos Deputados tem sessão marcada para esta terça-feira (3), tendo, entre os itens da pauta, proposta que inclui a violência vicária – que ocorre por substituição, ou seja, contra outras pessoas, mas com a intenção de atingir a mulher – entre as definições de violência doméstica e familiar previstas na Lei Maria da Penha (PL 3880/24).

    A votação da matéria foi anunciada pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), na semana passada. Segundo a deputada, a ideia é unir o conteúdo do PL 3880/24, da própria Laura Carneiro, ao do PL 2767/25, da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e outras quatro parlamentares, que inclui o homicídio vicário no Código Penal.

    Protocolo para atendimento
    Outra proposta em pauta que trata de direitos e violência contra mulheres é o PL 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que institui protocolo penal para a atuação das autoridades em casos de estupro, com prazos e medidas de atendimento à vítima e de preservação das provas.

    Gerontocídio
    Pode ser votado também o PL 4716/25, do deputado Castro Neto (PSD-PI), que cria o crime de gerontocídio – homicídio motivado pela idade da vítima – e ajusta agravantes nos crimes de homicídio e de lesão corporal.

    Bancos
    Está na pauta o PLP 281/19, do Poder Executivo, que cria novos regimes para socorrer instituições financeiras. O projeto prevê ainda a criação de fundos para fornecer liquidez ao sistema e conceder empréstimos às instituições em dificuldade.

    PEC da Segurança
    Também está prevista, ainda nesta semana, a votação da PEC da Segurança Pública (PEC 18/25). Entre outros pontos, a proposta cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que integra a atuação da União e dos estados no combate ao crime organizado.

    O deputado Mendonça Filho (União-PE) apresentou, no final do ano passado, substitutivo ao texto original do governo. A comissão especial que analisa o tema tem uma reunião agendada para a quarta-feira (4).

    A votação do tema foi anunciada pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Mais propostas
    Ainda estão na pauta do Plenário:

    • PL 4254/25, do deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE), que reconhece a Poesia do Pajeú, em Pernambuco, como manifestação da cultura nacional.
    • PL 3879/24, do Ministério Público Federal, que altera a lei das carreiras dos servidores do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público.
    • PL 5490/25, do Conselho Nacional de Justiça, que cria cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas no quadro de pessoal do CNJ.
    • PL 591/26, do Conselho Nacional de Justiça, que cria, no CNJ, o Departamento de Monitoramento e Fiscalização das Decisões dos Sistemas Internacionais de Direitos Humanos.

    Da Redação – RL

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão debate suporte federativo para políticas voltadas a pessoas com autismo – Notícias

    Comissão debate suporte federativo para políticas voltadas a pessoas com autismo – Notícias

    03/03/2026 – 08:19  

    Michel Jesus / Câmara dos Deputados

    Deputado Marangoni, que pediu a audiência

    A comissão especial da Câmara dos Deputados destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei 3080/20 realizará, nesta terça-feira (3), audiência pública para discutir formas de suporte federativo entre municípios, estados e União nas políticas para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). O debate será realizado às 14 horas, no plenário 9.

    Veja quem foi convidado para o debate

    A comissão analisa o Projeto de Lei 3080/20, do ex-deputado Alexandre Frota (SP), que institui a Política Pública Nacional para garantia, proteção e ampliação dos direitos das pessoas com transtorno do espectro autista, e outros projetos apensados.

    O debate atende a pedido do deputado Marangoni (União-SP). Segundo o parlamentar, a comissão tem como objetivo central construir um marco legislativo abrangente, capaz de integrar ações intersetoriais e aprimorar a efetividade das políticas públicas voltadas à inclusão, ao diagnóstico precoce, ao tratamento, à educação, ao trabalho e à proteção dos direitos das pessoas com TEA e de suas famílias.

    Marangoni afirma que é necessária a escuta qualificada de representantes do poder público, do sistema de justiça, de entidades da sociedade civil organizada, de profissionais da saúde e da educação, bem como de pessoas autistas e familiares, já que a complexidade e a transversalidade do tema demandam o envolvimento de múltiplos setores e áreas do conhecimento.

    “A presença dos stakeholders sugeridos no presente requerimento contribuirá para uma escuta ampla, plural e qualificada, fortalecendo o processo democrático e subsidiando a elaboração de um Plano Nacional de Políticas para Pessoas com TEA efetivo, baseado em evidências e em experiências concretas de gestão, atuação técnica e vivência”, afirmou.

    Da Redação – RS

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Em desabafo, Ana Castela relembra a infância: “Tive que abdicar de tanta coisa”

    Em desabafo, Ana Castela relembra a infância: “Tive que abdicar de tanta coisa”

    A Boiadeira, que completou 22 anos em novembro, ilustrou a publicação com registros da adolescência em Sete Quedas (MS)

    A cantora Ana Castela compartilhou, nesta segunda-feira (3/3), um desabafo sobre o período de mudança em sua vida desde a ascensão profissional. Nas redes sociais, a artista relembrou a infância e adolescência com a família no interior do Mato Grosso do Sul. A publicação celebra o álbum “Herança Boiadeira – Rodeio”, com destaque para as raízes do sertanejo do início da carreira.

    No texto, a Boiadeira avalia a dualidade entre a vida pessoal e o mundo da música: “Pra Ana Castela nascer, a Ana Flávia precisou crescer e entender que crescer às vezes dói por dentro. Tive que abdicar de tanta coisa… da casa em Sete Quedas [município do MS em que foi criada], da fazenda, dos almoços na casa da vó”, iniciou.

    Veja as fotos

    Ana Castela compartilhou registros da infância e adolescência.Reprodução/@anacastelacantora

    Reprodução/Instagram @anacastelacantora

    Ana Castela celebra 5 anos de carreira em noitada com amigos nos EUAReprodução/Instagram @anacastelacantora

    Reprodução: Globoplay

    Ana Castela em “Coração Acelerado”Reprodução: Globoplay

    Reprodução: Instagram/@anacastelacantora

    Ana Castela agradece fãs pelas mensagens de carinho após participação em novela da GloboReprodução: Instagram/@anacastelacantora


    Apesar de celebrar o sucesso artístico, Ana Castela seguiu reconhecendo outras as dores por trás: “Precisei trocar o cheiro da terra molhada pelo cheiro de estrada. Trocar o silêncio pelo som alto dos palcos. Ninguém via as lágrimas no travesseiro, o cansaço escondido no camarim, o medo que às vezes aparece só pra testar se eu continuo firme”.

    Por fim, ela celebrou o apoio dos fãs: “E mesmo com toda distância, cada sorriso de vocês me levanta. Cada voz cantando junto me lembra o porquê de estar aqui. Se eu deixei pedaços de mim lá atrás, foi pra construir algo maior. A Ana Flávia nunca deixou de persistir. Ela aprendeu a dividir: um coração que é da fazenda, e outro que nasceu pra subir no palco e nunca desistir”.

    Nos últimos dias, Ana Castela esteve em Miami, no Estados Unidos, onde comemorou cinco anos de carreira em grande estilo. A artista, que estava acompanhada de amigos, foi filmada em clima de descontração em um restaurante com ambiente de balada. No vídeo compartilhado por ela, é possível ver um garçom colocando uma coroa em sua cabeça, enquanto velas são acesas em uma sobremesa. Os amigos da Boiadeira cantaram “parabéns” e a legenda o post explicou o motivo: “5 anos de carreira de Ana Castela”.

  • Parlamentares da CPMI do INSS divergem sobre votação de quebra de sigilos na semana passada – Notícias

    Parlamentares da CPMI do INSS divergem sobre votação de quebra de sigilos na semana passada – Notícias

    02/03/2026 – 19:15  

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Paulo Pimenta apresentou recurso pedindo anulação da votação de requerimentos da semana passada

    Antes do depoimento de Aline Cabral, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido como “Careca do INSS”), à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, houve debate entre parlamentares da base do governo e da oposição sobre a contagem de votos em requerimentos votados na semana passada.

    Um deles determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O líder do governo na CPMI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que houve “resultado forjado” e recorreu ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para pedir a anulação da votação.

    “O presidente Carlos Viana perdeu qualquer condição de continuar conduzindo esta comissão com a isenção necessária que o presidente de uma comissão precisa ter”, disse Pimenta.

    O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a votação seguiu o regimento.

    “Não houve nenhum erro na votação. Está muito claro que nós seguimos o regimento durante todo o tempo. O governo perdeu porque não se articulou corretamente mais uma vez e se apega nessa questão de que a contagem foi indevida, foi incorreta”, defendeu-se Viana.

    O prazo de funcionamento da CPMI vai até 26 de março. Há pedido de prorrogação em análise no Congresso Nacional.

    Reportagem – José Carlos Oliveira
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova regime de urgência para três projetos de lei – Notícias

    Câmara aprova regime de urgência para três projetos de lei – Notícias

    02/03/2026 – 19:17  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Plenário da Câmara dos Deputados

    A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para três projetos de lei.

    Confira:

    PL 2158/23, do Senado, que estabelece regras para o funcionamento de farmácias dentro de supermercados. O projeto foi em seguida aprovado pelo Plenário e segue para sanção;

    – PL 2951/24, do Senado, que amplia o alcance do seguro rural e seus benefícios; e

    – PL 5764/25, do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) e outros, que proíbe classificar como sigilosos gastos públicos com hospedagem, viagens e outros do tipo.

    As propostas com urgência podem ser votadas diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Deputados analisam projeto que facilita acesso ao seguro de exportação; acompanhe – Notícias

    Deputados analisam projeto que facilita acesso ao seguro de exportação; acompanhe – Notícias

    02/03/2026 – 19:22  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Sessão do Plenário desta segunda-feira

    A Câmara dos Deputados analisa agora o Projeto de Lei 6139/23, do Senado, que cria regras para facilitar o acesso ao seguro de exportação. O texto prevê um portal único para centralizar a solicitação de apoio oficial nas modalidades direta e indireta, acessível por meio da internet.

    Esse portal deverá permitir a tramitação de forma paralela de uma mesma solicitação entre diferentes operadores de modalidades de apoio oficial à exportação, com o aproveitamento por todos dos documentos submetidos pelo exportador ou pelo agente de exportação.

    Mais informações em instantes

    Assista ao vivo

    Reportagem – Eduardo Piovesan
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Ex-secretária do ‘Careca do INSS’ confirma acesso a cofre do empresário, mas diz não lembrar de pagamentos – Notícias

    Ex-secretária do ‘Careca do INSS’ confirma acesso a cofre do empresário, mas diz não lembrar de pagamentos – Notícias

    02/03/2026 – 20:53  

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Aline Cabral em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouviu nesta segunda-feira (2) Aline Barbara Mota de Sá Cabral. Ela afirmou que tinha acesso ao cofre de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mas disse não se lembrar de ter repassado dinheiro ao motorista dele.

    Aline foi secretária e depois gerente administrativa de Antunes. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), citou depoimentos segundo os quais ela separava valores para pagamento de propina.

    No pedido de convocação, o deputado afirmou que o depoimento seria importante para esclarecer o funcionamento das empresas de Antunes, em razão dos cargos que ela ocupou.

    Antunes é investigado por suspeita de articular um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com descontos em aposentadorias sem autorização dos beneficiários.

    Aline disse que não sabe a origem dos recursos movimentados por Antunes. Segundo ela, ao contratá-la, ele se apresentou como “empresário de sucesso”.

    Durante a audiência, Alfredo Gaspar perguntou: “A senhora já retirou, alguma vez, dinheiro do cofre para repassar para esse motorista do senhor Antônio [Carlos Camilo Antunes]?”

    “Pode ser que sim, mas eu não tenho certeza. Não me lembro”, respondeu Aline.

    Ela afirmou que recebeu autorização de Antunes para acessar o cofre e fazer compras de insumos para o escritório. Ela disse que não sabia quanto dinheiro havia no local e que não registrava as retiradas.

    Habeas corpus
    A depoente compareceu à CPMI com habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que garantiu o direito ao silêncio. Mesmo assim, ela respondeu a diversas perguntas.

    Alfredo Gaspar criticou o uso do instrumento e afirmou que “mesmo um habeas corpus do STF tem limites” quando as perguntas não incriminam a testemunha.

    “Nos meus 24 anos de Ministério Público, ouvi milhares de testemunhas. Sabe quantas chegaram com habeas corpus? Na minha atuação como promotor, nenhuma. Mas estamos vivendo novos tempos no país”, declarou o relator.

    Da Agência Senado
    Edição – GM

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Flamengo anuncia demissão de Filipe Luís

    Flamengo anuncia demissão de Filipe Luís

    A saída do treinador foi oficializada após a vitória por 8 a 0 contra o Madureira, na semifinal do Campeonato Carioca

    O Flamengo anunciou, no início da madrugada desta terça-feira (3/3), o demissão de Filipe Luís. A saída do agora ex-técnico rubro-negro foi comunicada após a vitória da equipe por 8 a 0 contra o Madureira, na semifinal do Campeonato Carioca, que garantiu a classificação à decisão do estadual. Com ele, deixam o clube também o auxiliar técnico, Ivan Palanco, e o preparador físico, Diogo Linhares.

    Apesar do placar elástico que garantiu a ida à final com um 11 a 0 no agregado, o apito final foi marcado por protestos no Maracanã. A torcida entoou gritos de protesto e o time foi chamado de “sem vergonha”. Na entrevista coletiva, o treinador amenizou o clima tenso e afirmou entender as críticas: “Eu dou e dei a minha vida pelo Flamengo, deixei minha alma aqui dentro. Quando o torcedor cobra, ele tem razão, ele tem razão […] Se amanhã eu não estiver aqui, o meu amor e carinho pelo Flamengo sempre vão existir”.

    Veja as fotos

    Adriano Fontes/Flamengo

    Filipe Luís na coletiva de imprensa após a derrota do Flamengo no Mundial de Clubes / Reprodução X @simpraraisa

    Filipe Luís na coletiva de imprensa após a derrota do Flamengo no Mundial de Clubes / Reprodução X @simpraraisa

    Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

    Filipe Luís prepara o time do Flamengo para final do Mundial de ClubesFotos: Gilvan de Souza/Flamengo

    Reprodução/Adriano Fonte/Flamengo

    Filipe LuísReprodução/Adriano Fonte/Flamengo


    “O Clube de Regatas do Flamengo informa que, a partir desta terça-feira (3), Filipe Luís não seguirá no comando técnico da equipe profissional. Com ele, deixam o clube também Ivan Palanco (auxiliar técnico) e Diogo Linhares (preparador físico). O Flamengo agradece ao ex-atleta e técnico Filipe Luís por tudo o que foi conquistado e compartilhado nesta jornada. O clube deseja sucesso e muita sorte na continuidade de sua trajetória profissional”, diz a nota do clube.

    O técnico assumiu a equipe profissional após a demissão de Tite, em setembro de 2024. Em novembro, ele conquistou a Copa do Brasil. Na temporada seguinte, empilhou títulos com a camisa rubro-negra: Supercopa do Brasil, Campeonato Carioca, Brasileirão e Libertadores. Sob o comando de Filipe, o Flamengo ainda fez boas campanhas na Copa do Mundo de Clubes, com destaque para a vitória contra o Chelsea, e no Intercontinental, quando foi derrotado pelo PSG nos pênaltis.

    Dois meses depois, no entanto, o treinador enfrentou sua primeira grande crise no Ninho do Urubu. O elenco começou abaixo fisicamente e os resultados não aconteceram como o esperado pela torcida. Ele perdeu os títulos da Supercopa do Brasil para o Corinthians e da Recopa Sul-Americana para o Lanús. Ao todo, Filipe comandou a equipe em 101 jogos, com 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas.

  • Câmara aprova regras para denominação de produtos lácteos e carnes – Notícias

    Câmara aprova regras para denominação de produtos lácteos e carnes – Notícias

    03/03/2026 – 00:44  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Rafael Simoes, relator da proposta

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o uso de denominações de produtos de origem animal em produtos de origem vegetal. O texto foi aprovado em Plenário na madrugada desta terça-feira (3) e será enviado ao Senado.

    Haverá exceção para produtos com nome comum ou usual consagrado por seu uso corrente, tradicional, já incorporado aos hábitos alimentares e que não induza o consumidor a erro ou engano quanto à sua natureza, origem ou finalidade.

    De autoria da ex-deputada e senadora Tereza Cristina (PP-MS), o Projeto de Lei 10556/18 foi aprovado com substitutivo do relator, deputado Rafael Simoes (União-MG).

    Informação clara
    Os estabelecimentos do ramo de alimentação e os fabricantes de alimentos que comercializem produtos lácteos, similares aos lácteos, de carne ou similares à carne deverão exibir informação clara, ostensiva e em língua portuguesa sobre a natureza desses produtos.

    Será vedada a apresentação de vocábulos, sinais, denominações, símbolos, emblemas, ilustrações ou outras representações gráficas que possam tornar a informação enganosa, ou que, mesmo por omissão, induzam o consumidor a erro a respeito da natureza, das características, da identidade, da qualidade, da quantidade, da composição, da elaboração, das propriedades, da origem e de outros dados sobre o produto.

    Dentre países europeus e países de língua inglesa, por exemplo, as restrições são maiores na Alemanha, onde um termo não pode ser associado a outra matéria-prima. No entanto, na França, na Itália e na Espanha são admitidos termos como “queijo vegano” ou “queijo vegetal”.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova projeto que define o crime de desaparecimento forçado de pessoa – Notícias

    Câmara aprova projeto que define o crime de desaparecimento forçado de pessoa – Notícias

    02/03/2026 – 23:30  
    •   Atualizado em 02/03/2026 – 23:43

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Orlando Silva, relator do projeto

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) projeto de lei que tipifica no Código Penal o crime de desparecimento forçado de pessoa, classificando-o como hediondo. De autoria do Senado, o Projeto de Lei 6240/13 retorna àquela Casa devido às mudanças aprovadas.

    De acordo com o substitutivo do relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), esse crime será considerado imprescritível. Ou seja, poderá ser apurado, e o autor condenado a qualquer época após o cometimento do delito.

    Na visão do relator, as críticas da oposição sobre a possibilidade de a nova lei ser aplicada a desaparecimentos forçados ocorridos na época da ditadura militar não têm fundamento. “O projeto trata de crime de natureza permanente, e somente serão julgados casos de desaparecimento forçado que se perpetuem após a entrada em vigor da lei por causa do princípio de irretroatividade da lei penal, independentemente da data de início da ação delitiva”, afirmou.

    Assim, os crimes abrangidos pela nova lei não alcançariam aqueles anistiados pela Lei da Anistia (de 2/9/1961 a 15/8/1979).

    Punição
    Com a tipificação, poderá ser condenado a reclusão de 10 a 20 anos e multa o funcionário público ou qualquer pessoa agindo com autorização, apoio ou aquiescência do Estado que apreender, deter, arrebatar, manter em cativeiro ou de qualquer outro modo privar alguém de sua liberdade.

    O tipo penal envolve ainda ocultar essa privação de liberdade ou negá-la ou mesmo deixar de prestar informação sobre a condição ou paradeiro da pessoa.

    Poderá ser condenado com igual pena quem ordenar, autorizar, concordar ou consentir com essas condutas ou ainda encobrir, ocultar ou manter ocultos os atos descritos.

    Entram nessa categoria inclusive deixar de prestar informações ou de entregar documentos que permitam a localização da vítima ou de seus restos mortais ou mesmo manter a pessoa desaparecida sob sua guarda, custódia ou vigilância.

    O projeto considera que, mesmo quando a privação de liberdade tenha ocorrido de acordo com as hipóteses legais, a subsequente ocultação ou negação do fato ou a ausência de informações sobre o paradeiro da pessoa são suficientes para caracterizar o crime.

    De outro lado, considera “manifestamente ilegal” qualquer ordem, decisão ou determinação de praticar o desaparecimento forçado de uma pessoa ou de ocultar documentos ou informações que permitam a sua localização ou de seus restos mortais.

    Desaparecimento qualificado
    O texto aprovado em Plenário pelos deputados aplica penas maiores para casos específicos:

    • se houver emprego de tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou se do fato resultar aborto ou lesão corporal de natureza grave ou gravíssima: reclusão de 12 a 24 anos e multa;
    • se resultar morte: reclusão de 20 a 30 anos e multa;
    • se o agente é funcionário público no exercício das suas funções: reclusão de 12 a 24 anos e multa.

    Em outras situações, a pena é aumentada de 1/3 até a metade (13 anos e 4 meses a 30 anos):

    • se o desaparecimento durar mais de 30 dias;
    • se a vítima for criança, adolescente, pessoa idosa, pessoa com deficiência, gestante ou tiver diminuída, por qualquer causa, sua capacidade de resistência;
    • se o agente se prevalecer de relações de parentesco, domésticas, de coabitação, de hospitalidade, de dependência econômica, de autoridade ou de superioridade hierárquica inerente ao exercício de emprego, cargo ou função; ou
    • se a vítima do desaparecimento forçado for retirada do território nacional.

    Consumação do desaparecimento
    Segundo o texto, o crime de desaparecimento forçado de pessoas é de natureza permanente, perdurando a ação criminosa do agente enquanto a pessoa não for libertada ou não for esclarecido seu paradeiro, ainda que ela já tenha falecido.

    Já a prática generalizada ou sistemática de desaparecimento forçado constitui crime contra a humanidade. Nenhuma hipótese que suspenda ou module a eficácia de direitos será considerada atenuante ou condição para anular esse crime, como situações de estado de guerra ou ameaça de guerra, estado de calamidade pública ou qualquer outra situação excepcional.

    Colaboração premiada
    Na aplicação de lei brasileira, o juiz poderá desconsiderar eventual perdão, extinção da punibilidade ou absolvição efetuadas no estrangeiro se reconhecer que tiveram por objetivo livrar o acusado da investigação ou da responsabilização por seus atos ou ainda que foram conduzidas de forma dependente e parcial e incompatível com a intenção de submeter a pessoa à ação da Justiça.

    Por outro lado, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento das partes, conceder redução da pena, de 1/3 a 2/3, ao acusado que tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e o processo criminal.

    Para isso, deverá ser primário, e essa colaboração terá de contribuir fortemente para:

    • a localização da vítima com a sua integridade física preservada; ou
    • a identificação dos demais coautores ou partícipes da ação criminosa e das circunstâncias do desaparecimento.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados