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Casal é detido ao tentar entrar em presídio com drogas ocultas em chinelos

Policia Penal

Casal é flagrado com chinelos recheados de maconha e pó na Papuda

Aconteceu em Brasília, Distrito Federal – Um casal foi detido na tarde da última quarta-feira (01) ao tentar burlar a segurança da Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), localizada no complexo da Papuda. Eles portavam chinelos que continham, em seus solados, porções de maconha e cocaína.

Flagrante na visita
Segundo informações da Polícia Penal, os indivíduos foram flagrados com 54g de cocaína e 31g de maconha. Eles tentavam entrar no complexo penitenciário para visitar detentos quando foram surpreendidos pelos agentes de segurança. Notavelmente, a droga estava escondida nos solados dos chinelos, que foram vedados de tal forma que não deixavam marcas aparentes.

Encaminhamento e implicações legais
Após a detenção, a mulher, de 34 anos, e o homem, de 24 anos, foram encaminhados à 30ª Delegacia de Polícia em São Sebastião. Lá, ficarão à disposição da Justiça e podem ser indiciados por tráfico de drogas, dependendo das conclusões das investigações em curso.

Tráfico na Papuda

Em agosto deste ano, a coluna NA MIRA do Portal Metropoles publicou uma reportagem exclusiva sobre a prisão em flagrante da advogada Erica Fernanda Rodrigues dos Santos, 31 anos. Ela foi presa quando tentava burlar a segurança do PDF II e entregar 124 gramas de maconha e cocaína para três detentos. O crime tinha a assinatura de duas facções criminosas: a carioca Comando Vermelho (CV) e a genuinamente brasiliense Comboio do Cão (CDC).

O envolvimento da advogada com os faccionados do Comando Vermelho e do Comboio do Cão é alvo de inquérito instaurado pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco/Decor) da PCDF. Os investigadores apuram se existe uma rede de advogados a serviço das fações para fomentarem o tráfico de drogas dentro do sistema penitenciário do DF.

Após a prisão e Erica Fernanda, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) suspendeu a carteira da advogada cautelarmente por 90 dias. Além da suspensão, a OAB encaminhou os autos ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para apuração dos fatos, respeitando o devido processo legal e a ampla defesa.

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