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Ypê pede que consumidores não utilizem produtos suspensos pela Anvisa

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A Anvisa afirma ter detectado a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos finalizados da marca

A fabricante Ypê informou, na noite desta terça-feira (19/5), que os consumidores devem manter guardados os itens suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e evitar tanto o uso quanto o descarte dos produtos até novas determinações do órgão regulador. A empresa também reforçou que segue oferecendo reembolso aos clientes que desejarem devolver os produtos afetados.

Em comunicado oficial, a companhia orientou: “Aos consumidores que possuam os produtos objeto da medida, a orientação é a de que os itens sejam guardados adequadamente e de que não sejam utilizados nem descartados até novas orientações da Anvisa”.

Veja as fotos

Reprodução/Divulgação

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Foto: Reprodução

Imagens do relatório mostram a inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da YpêFoto: Reprodução

Foto: Reprodução

Imagens do relatório mostram a inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da YpêFoto: Reprodução

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Imagens do relatório mostram a inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da YpêFoto: Reprodução


Além disso, a marca destacou que quem optar pela devolução poderá solicitar o ressarcimento diretamente pelos canais oficiais de atendimento da empresa.

A medida anunciada pela Anvisa atinge todos os lotes de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes identificados com numeração final 1.

Entenda a investigação

O caso veio à tona após fiscalizações conduzidas na unidade da empresa localizada em Amparo, no interior de São Paulo, em parceria com órgãos estaduais de vigilância sanitária.

De acordo com a Anvisa, os técnicos identificaram irregularidades em fases consideradas essenciais da produção. Entre os problemas apontados estão falhas no controle de qualidade, equipamentos apresentando corrosão e descarte inadequado de resíduos industriais.

O órgão também informou ter detectado a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos finalizados da marca.

Apesar disso, especialistas consultados pelo g1 explicaram que a bactéria é amplamente encontrada no ambiente e costuma representar baixo risco para pessoas saudáveis.

A principal preocupação envolve indivíduos mais vulneráveis, como pacientes imunossuprimidos, pessoas em tratamento oncológico, transplantados, além de quem possui queimaduras, feridas, dermatites, bebês e idosos com saúde fragilizada.

Nessas situações, a bactéria pode provocar infecções, especialmente em casos de contato com mucosas, olhos ou lesões na pele.

A recomendação é suspender imediatamente o uso dos produtos incluídos na determinação da Anvisa. Já quem utilizou os itens e não apresentou sintomas não precisa buscar atendimento médico apenas pela exposição.

Especialistas ainda orientam atenção para possíveis sinais como irritações persistentes, secreções, febre e desconfortos oculares. Também recomendam substituir esponjas utilizadas com os detergentes afetados e, em caso de incerteza, lavar novamente roupas íntimas, toalhas e peças infantis com outro produto.

Mesmo com a suspensão em vigor, a discussão entre a empresa e a Anvisa continua.

A Ypê afirmou que pretende apresentar novos laudos feitos por laboratórios independentes credenciados pela própria Anvisa para analisar os lotes que chegaram ao mercado.

Posicionamento da empresa

A fabricante questiona os apontamentos feitos pela Anvisa. Segundo a empresa, as inspeções não identificaram contaminação nos produtos já comercializados. A companhia também argumenta que imagens divulgadas da fábrica mostram áreas sem contato direto com os itens vendidos aos consumidores.

A Ypê ainda defende que o uso convencional dos produtos reduz significativamente qualquer possível carga bacteriana e afirma não existir, na literatura médica, registros de infecções relacionadas ao uso de roupas lavadas com detergentes domésticos contaminados.

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