A professora foi exonerada do cargo no município do Rio de Janeiro em meio ao julgamento pela morte do filho, Henry Borel
Em entrevista exclusiva à repórter Patrícia Teixeira, do portal LeoDias, o advogado de Monique Medeiros explicou a origem da renda da ex-professora, que foi exonerada do cargo no município do Rio de Janeiro em meio ao julgamento pela morte do filho, Henry Borel. Ela recebeu perdão judicial após ser condenada pelo homicídio doloso do menino, morto em 2021.
De acordo com Hugo Novais, Monique passou a ser assistida por familiares: “Ela nunca foi desamparada pela sua família. Desde o primeiro dia deste fato”, afirmou. Segundo ele, a inocência da ex-professora jamais foi questionada pelos parentes. “Sempre deram muita estrutura e apoio. Isso foi fundamental para que ela sobrevivesse”.
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Advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, em entrevista ao portal LeoDiasFoto: LeoDias

Advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, em entrevista ao portal LeoDiasFoto: LeoDias

Monique Medeiros em julgamentoCrédito: Brunno Dantas/TJRJ

Jairinho e Monique MedeirosCrédito: Reprodução

Monique MedeirosFoto: Reprodução/Record
“Estrutura financeira, estrutura moral, sentimental. E isso é um fato na vida dela. A mãe da Monique é professora também, aposentada. O pai dela, que infelizmente foi a óbito, era servidor público civil da União Federal e deixou também uma pensão. Então, obviamente, de maneira organizada e com o apoio de todos os familiares, ela consegue se manter”, acrescentou o advogado.
O defensor também contestou as alegações de que Monique teria se separado do ex-marido, pai de Henry Borel, em troca de favorecimentos financeiros do então namorado, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, condenado a mais de 43 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado e tortura contra Henry.
“A Monique larga a cobertura onde eles moravam juntos, no Recreio dos Bandeirantes [bairro nobre do Rio de Janeiro], para morar nos fundos da casa em Bangu, que é onde ela mora até hoje. Ela abre mão de todo o patrimônio que eles tinham adquirido, casas lá no Itanhangá, Muzema. Ela abre mão de tudo isso para viver uma vida comum”.
De acordo com ele, o relacionamento com Jairinho só teve início após esses acontecimentos: “A partir disso, ela passa a se relacionar com seu ex-companheiro e vai morar aqui no Majestic. Monique não tinha viagens internacionais, não adquiriu nenhum patrimônio, não tinha bolsas de luxo, como equivocadamente falaram. A única bolsa que Monique tinha foi adquirida quando ela ainda era professora, parcelada em dezenas e dezenas de vezes. Monique não teve absolutamente nada disso”, acrescentou Novais.
“Monique era servidora pública municipal. ‘Ah, mas ela largou o casamento para ter uma vida boa porque foi nomeada para um cargo indicado’. Eu já adianto: isso é verdadeiramente uma falácia, um absurdo. A Monique foi indicada para um cargo no Tribunal de Contas do Município pelo fato de ser servidora pública municipal, para desempenhar funções atreladas à sua atividade como professora por dois meses”.
Ainda segundo o advogado, os julgamentos públicos contra Monique estariam atrelados ao sexismo: “O problema da Monique foi nascer mulher. O problema dela foi esse. Tudo isso está categoricamente justificado no processo. Não é possível que jurados em um processo dessa magnitude tenham chegado a essa conclusão se no processo não constasse tudo isso que eu estou lhe dizendo”, finalizou.

















