Os críticos que me perdoem, mas a edição 26 do “BBB” vai entrar para a história. Não bastasse tudo o que já aconteceu na reta final do programa, o pai idoso de uma participante morreu, assim como o irmão do apresentador. Chorei ao ver Ana Paula contando para Tia Milena que seu pai havia partido. Chorei ainda mais ao ver um Tadeu emocionado confortando Ana Paula e elogiando os três finalistas.
Não tenho muito o que escrever, porque a vida é assim. Estando ou não em um reality, ela nos surpreende — talvez porque simplesmente esquecemos que somos finitos. Se nos lembrássemos disso com mais frequência, o mundo certamente seria melhor.
Não vou nem entrar no mérito sobre se a jornalista deveria sair ou não, assim como não entrei na decisão de Tadeu de seguir apresentando o “BBB” mesmo no dia em que seu irmão, o ex-jogador de basquete Oscar, morreu. Lamento muito. Cada um sabe da sua dor, cada um conhece o ente querido que partiu e cada pessoa reage da forma que consegue.
Agora, dizer que Ana e Tadeu não estão sentindo essas perdas seria de uma leviandade e de uma falta de humanidade extrema. Perder um ente querido, estando ou não ao lado dele no momento da partida, é mais do que doloroso. É como se um buraco se abrisse na vida da gente.
Dito isso, que edição! Como previsto, Boneco foi o último eliminado, e os finalistas são Juliano, Tia Milena e Ana Paula.
Goste-se ou não, a jornalista dominou e ditou o “BBB26”. Tudo girou em torno dela, do começo ao fim do reality. Foi uma ótima jogadora, porque aprendeu com os erros da primeira edição e também com sua participação (quase esquecida) em A Fazenda. Merece ganhar.

















