Search

Veja como “Rodada de Carnaval” impacta no Candangão

WhatsApp-Image-2025-02-23-at-18.28.36-scaled.jpeg

Foto: Filipe Fonseca

Evento dos mais aguardados do início de cada ano, se diz popularmente (em claro tom bem-humorado), que “o ano só começa depois” depois do Carnaval. Para o Candangão, a data tem significado uma virada de chave devido ao tempo em que a competição se paralisa durante os dias que compreendem as festividades.

No andamento da fase inicial com dez clubes, considerando o método de classificação até a decisão, sempre houve uma rodada determinante que antecedia a parada para o Carnaval e logo alguns cenários se alteravam após o feriado. Assim, vamos a um recorte de 2023 para cá, notando como o intervalo da folia interfere diretamente no andamento do campeonato.

Clique e leia mais:

No começo desta nossa viagem, vamos à quinta rodada do Candangão 2023. Esta, a exemplo da sétima rodada de 2026, foi no meio de semana, distribuída entre quarta e quinta-feira. Ainda uma surpresa, o Real Brasília, recém-promovido como vice-campeão da Segundinha, venceria o Taguatinga por 3 a 1 e seguia na liderança, com dez pontos. Quem também tinha dez pontos e era o escolta pelo saldo era o Gama, que tinha batido o Santa Maria pela mínima.

Naquela semana, os demais resultados foram empates: 1 a 1 em Capital x Paranoá, 2 a 2 para Brasiliense e um surpreendente 3 a 3 entre Ceilândia e Brasília. Este último resultado custaria caro, uma vez que o Gato Preto ficou fora das semis por um ponto, assim como o Gama, que teve a queda mais notória após a pausa, caindo junto dos alvinegros para dar lugar a Capital e Paranoá.

Em 2024, também na altura da quinta rodada (e também entre a semana), vários jogos mudaram o panorama e forçaram mudanças. Na parte baixa, as vitórias do Samambaia sobre o Planaltina (1 a 0) e do Real Brasília contra o Ceilandense (4 a 1) foram vitais para a permanência dos vencedores.

Nos jogos da ponta da classificação foi onde as mudanças se fizeram notar. No Bezerrão, dois gols de Nunes deram o Clássico Verde-Amarelo ao Gama, fazendo o Brasiliense demitir o técnico Vilson Tadei ainda no estádio. Os alviverdes seguiram com Cícero Júnior e pagaram caro com a queda nas semifinais.

Que dizer, então, na mesma edição, sobre os 5 a 1 aplicados pelo Capital no Ceilândia? O jogo no JK era uma incógnita entre um promissor Coruja e um Gato Preto que vinha entre os líderes. Apesar da goleada, ambos terminaram na ponta do campeonato e fizeram a final. Porém, no Mané Garrincha e após 180 minutos, o tricampeonato alvinegro veio nos pênaltis.

Já em 2025, a antessala da pausa se deu na penúltima rodada. O Capital voltaria a golear o Ceilândia em casa (4 a 1) e foi junto do seu último algoz às semifinais, após a rodada final. Quem também voltaria ao quadro das semis foram os rivais Brasiliense e Gama, que também se enfrentaram antes do Carnaval. Desta vez, 2 a 0 para o Jacaré, que demitiu o técnico Glauber Ramos, em um ato que, inesperadamente, se voltaria contra o Ense na repetição do clássico no mata-mata, com o 3 a 0 no agregado levando o Periquito à decisão e posteriormente ao título.

– Publicidade –

LEIA TAMBÉM

Confira Também