Estações Central, 114 Sul, Ceilândia Terminal, Águas Claras, Samambaia e Shopping monitoram temperatura dos passageiros e uso de máscaras
A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) começou a instalar câmeras termográficas para reforçar ações de controle à disseminação da Covid-19 em ambientes de grande circulação. Os 32 trens que compõem o sistema metroviário do DF recebem cerca de 160 mil passageiros diariamente.
Das 27 estações, seis já contam com o novo equipamento que identifica temperatura e o uso obrigatório de máscaras por usuários do sistema de transporte. Até agora, os terminais Central, 114 Sul, Ceilândia Terminal, Águas Claras, Samambaia e Shopping já receberam a tecnologia utilizada em países como China, Alemanha, Coreia e Singapura.
As câmeras identificam por meio de raios infravermelhos a temperatura da superfície da pele de uma pessoa em locais de grande aglomeração. Elas são capazes de captar em um segundo um indivíduo com temperatura elevada entre dezenas em circulação ao mesmo tempo, podendo monitorar até 1,8 mil pessoas por minuto.
Disponibilizadas pelo grupo brasiliense Sete, as câmeras termográficas, num total de 59, serão instaladas em todas as estações em operação, além do complexo administrativo e operacional do Metrô-DF.
A aferição da temperatura ocorrerá por vídeo e à distância, operacionalizada por câmeras especiais e software específico, de forma a facilitar aos operadores metroviários a identificação dos usuários que possam apresentar febre, e a respectiva orientação conforme os protocolos de segurança sanitária. Os equipamentos serão posicionados antes dos bloqueios, portanto qualquer abordagem será feita antes que o usuário entre na área paga do sistema.
“Esse equipamento auxilia no combate à Covid-19 ao rastrear e detectar indivíduos sintomáticos, permitindo gerir o controle de acesso de estabelecimentos em face dos cuidados sanitários. Também facilita a aferição de temperatura, evitando aglomerações e filas para aferição.”, afirma Agenor Chaves Netto, fundador da Promove, do grupo Setec, ao lado de Gustavo Pena.
Máscaras obrigatórias
O grupo foi responsável também pela instalação das câmeras termográficas no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubistchek, cinco shoppings da cidade, academia, além do Quartel General do Exército.
“O uso de máscara se faz necessário, mesmo para quem foi vacinado. O equipamento denuncia quem não usa o acessório, também muito importante para a contenção dos casos.”, observa Paulo Henrique Chaves, diretor comercial do maior grupo de segurança do Centro-Oeste. “Este equipamento torna-se quase imprescindível neste momento.”, completa o executivo.
Segundo levantamento realizado pela empresa, estima-se que uma pessoa contaminada e sintomática que circula em uma estação, em contato com outros passageiros, contamine apenas um passageiro diretamente e que esse passageiro contaminado, ao longo de toda a sua fase de transmissão, contamine outras duas pessoas, colaborando para que o ciclo continue por pelo menos outros quatro níveis.
“Nesta ótica, pode-se concluir que aquele contato inicial de uma pessoa com o vírus dentro da rede de transportes gerou, direta e indiretamente, a contaminação de 63 pessoas. Ao evitar que um passageiro contaminado circule pela estação, a previsão é que ao menos outras 62 pessoas sejam poupadas de contaminação”, afirmou o grupo.
Cores
O registro termográfico identifica por meio de cores quais áreas são mais quentes ou frias, de acordo com uma padronização. Os tons frios (verde/azul) indicam temperaturas baixas, enquanto as quentes (laranja/vermelho) sinalizam temperaturas mais elevadas. A termografia por infravermelho oferece a possibilidade de identificar alta temperatura e é importante para o funcionamento seguro de um ambiente.
Os equipamentos podem ser utilizados na entrada de fábricas, escolas, hospitais, escritórios, shopping centers, rodoviárias, metrôs, aeroportos, ruas com grande circulação de pessoas e outros locais. A precisão das informações pode variar em 0,5ºC para mais ou para menos. O sistema é capaz de diferenciar a temperatura da pele mesmo que o passageiro tenha um copo de bebida quente na mão.


















