Dia: 28 de outubro de 2026

  • Quadras públicas do DF enfrentam desafios de manutenção

    Quadras públicas do DF enfrentam desafios de manutenção

    Por Arthur Leal

    Diversos espaços públicos de lazer do Distrito Federal, como praças e quadras poliesportivas, apresentam problemas de conservação. Mato alto, grades enferrujadas e equipamentos quebrados estão entre as reclamações de frequentadores. Embora o Governo do Distrito Federal (GDF) promova iniciativas de reforma e revitalização urbana, alguns espaços ainda enfrentam problemas estruturais e não são contemplados pelas ações.

    whatsapp image 2026 10 27 at 18.37.14
    Foto: Arthur Leal/Jornal de Brasília

    Entre os locais que necessitam de melhorias estão as quadras públicas do Jardins Mangueiral. O espaço apresenta equipamentos danificados, como a tabela de basquete quebrada, traves corroídas e grades avariadas. Além disso, moradores relatam que a falta de iluminação torna o ambiente perigoso durante a noite.

    whatsapp image 2026 10 27 at 18.37.14 (1)
    Foto: Arthur Leal/Jornal de Brasília

    Morador do bairro, Cauê Seabra afirma que as quadras têm potencial, mas precisam de mais atenção do poder público. “Hoje em dia, a estrutura não está das melhores e apresenta muitos problemas. Mas, para quem frequentou o espaço desde a inauguração, vejo que ele tem uma boa estrutura e bastante potencial, além de estar localizado em um bairro bem situado, geralmente próximo aos condomínios. Acho que falta apenas um olhar mais cuidadoso e alguém que se prontifique a cuidar do local”, afirmou.

    Para Cauê, a recuperação dos equipamentos também poderia incentivar a população a frequentar mais o espaço. “Eu acho que, se o espaço fosse reformado, seria muito mais frequentado, porque dá gosto de ver um lugar bem cuidado. Você olha e pensa: ‘Nossa, está tudo novo, tudo organizado’, e isso dá mais ânimo para frequentar o local. Mas, quando vemos o espaço depredado e em condições precárias, não dá vontade de ir”, disse.

    whatsapp image 2026 10 27 at 18.37.13
    Foto: Arthur Leal/Jornal de Brasília

    A Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF) teve uma licitação para manutenção de campos esportivos de grama sintética declarada fracassada. O Pregão Eletrônico SRP nº 90004/2026, com valor estimado em R$ 6,43 milhões, contou com a participação de mais de 20 empresas, mas nenhuma atendeu integralmente às exigências do edital. Entre os problemas identificados estavam pendências documentais, descumprimento de requisitos técnicos e reprovação das amostras de materiais apresentadas por três empresas.

    A contratação previa serviços em 13 regiões administrativas: Ceilândia, Fercal, Itapoã, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho I, Sobradinho II e Taguatinga. Para 2026, havia previsão orçamentária de aproximadamente R$ 2,5 milhões para a manutenção desses espaços. No entanto, não houve execução desses recursos no âmbito do pregão fracassado. A Secretaria informou que uma equipe de planejamento foi designada para iniciar os procedimentos de uma nova contratação, com previsão inicial de publicação do edital em um a dois meses.

    whatsapp image 2026 10 27 at 18.37.13 (1)
    Foto: Arthur Leal/Jornal de Brasília

    Em junho, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) anunciou a revitalização de 37 quadras esportivas, poliesportivas e de areia. Os investimentos ultrapassaram R$ 5,9 milhões e contemplaram obras de construção, manutenção e reforma em regiões como Paranoá, Itapoã, Riacho Fundo II, Samambaia, Ceilândia, Planaltina e Plano Piloto.

    Em 2025, a Novacap também realizou uma licitação de R$ 77 milhões destinada à manutenção e à recuperação de quadras esportivas em todas as regiões administrativas do Distrito Federal, com previsão de cobertura por um ano e possibilidade de prorrogação por até quatro anos.

    Da Redação A Politica Em Foco com Informações do Jornal de Brasília

  • Homem morre após ser baleado por PMs durante surto psicótico na Estrutural

    Homem morre após ser baleado por PMs durante surto psicótico na Estrutural

    Um homem morreu na manhã desta terça-feira (27), após ser baleado por policiais militares durante uma ocorrência no Setor Leste da Cidade Estrutural, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Militar do DF (PMDF), familiares acionaram a corporação relatando que ele estaria em surto psicótico e agredindo pessoas. Ao chegar ao local, a equipe teria sido recebida com pedradas e entulhos de construção, um dos quais quebrou o vidro traseiro da viatura.

    De acordo com a versão apresentada pela PMDF, os policiais deram ordens para que o homem interrompesse as agressões, mas ele não obedeceu. A corporação afirmou que o uso da arma de fogo ocorreu diante da persistência da ameaça e do risco de ferimentos graves nos agentes. Um dos disparos atingiu o homem.

    O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi chamado e encontrou a vítima em parada cardiorrespiratória. Após cerca de 35 minutos de manobras de reanimação, a equipe declarou a morte no local. A identidade do homem não foi divulgada.

    O caso será investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A PMDF informou que sua Corregedoria também foi comunicada e instaurará procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência.

    Para a advogada criminalista Emanuela de Araújo Pereira, a análise do caso não pode se limitar à alegação de legítima defesa apresentada pela corporação. Embora a legislação admita a reação diante de uma agressão injusta, a atuação de agentes públicos deve observar critérios de necessidade e proporcionalidade, especialmente em situações que envolvem pessoas em possível crise de saúde mental.

    “A pergunta que a investigação precisará enfrentar é esta: as pedras que, segundo a PMDF, foram arremessadas contra a guarnição tornavam o disparo o único meio necessário, ou o Estado, chamado a conter uma crise de saúde mental, respondeu a ela como a um confronto armado?”, questiona a advogada.

    Emanuela cita a Lei nº 13.060/2014, que estabelece diretrizes para o uso de instrumentos de menor potencial ofensivo por agentes de segurança pública. A norma prevê que esses recursos sejam priorizados, observados os princípios da legalidade, necessidade, razoabilidade e proporcionalidade.

    Na avaliação da criminalista, o fato de o homem estar em aparente surto psicótico exige atenção na apuração das decisões tomadas durante a abordagem. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da ameaça relatada pelos policiais e verificar quais alternativas estavam disponíveis antes do uso da arma de fogo.

    Além da dinâmica do confronto, o caso levanta questionamentos sobre a resposta do poder público a chamados de emergência relacionados à saúde mental. A ocorrência começou com um pedido de ajuda feito por familiares e terminou com a morte da pessoa que, segundo o relato inicial, precisava de socorro.

    Da Redação A Politica Em Foco com Informações do Jornal de Brasília