Dia: 28 de agosto de 2026

  • PMDF coloca mais de 2 mil policiais nas ruas em megaoperação neste fim de semana

    PMDF coloca mais de 2 mil policiais nas ruas em megaoperação neste fim de semana

    O Distrito Federal terá um forte reforço policial nas ruas durante este fim de semana. A Polícia Militar do DF (PMDF) realiza, desta sexta-feira (28) até domingo (30), uma nova etapa da Operação Kratos, com a mobilização de 2.133 policiais militares e 331 viaturas para intensificar o policiamento em diferentes regiões da capital.

    A operação começa oficialmente às 16h desta sexta, com liberações simultâneas de efetivo em quatro pontos do DF. A principal concentração será no estacionamento do Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, onde ocorrerá uma solenidade comandada pelo comandante-geral da PMDF, com participação do Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL) e de unidades especializadas.

    O reforço contará ainda com 900 alunos do Curso de Formação de Praças, que atuarão ao lado do efetivo da corporação. A estratégia é ampliar a presença ostensiva durante os três dias de operação, aumentando a capacidade de patrulhamento e atendimento em diferentes áreas do Distrito Federal.

    A Operação Kratos já vem sendo utilizada pela PMDF em ações de reforço do policiamento. Em uma atuação recente, por exemplo, policiais envolvidos na operação prenderam um homem e apreenderam um adolescente após encontrarem 23 frascos de lança-perfume durante abordagem na DF-001.

    Com a nova mobilização, a corporação amplia significativamente o número de policiais e veículos empregados simultaneamente nas ruas. A operação seguirá durante todo o sábado (29) e será encerrada no domingo (30).

    Com informações do Jornal de Brasília

  • TJDFT destaca histórias de voluntariado no Distrito Federal

    TJDFT destaca histórias de voluntariado no Distrito Federal

    No Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) reuniu histórias de servidoras que atuam em diferentes ações solidárias no Distrito Federal. As iniciativas citadas envolvem doação de alimentos, roupas, enxovais e tempo dedicado a crianças, gestantes, idosos, pessoas hospitalizadas e famílias em situação de vulnerabilidade.

    Uma das participantes é a servidora Janny Toyoshima, que há 12 anos dedica as manhãs de domingo à Comunidade Amor e Luz, na expansão de Samambaia. O grupo oferece café da manhã, atividades para adultos e crianças, cestas básicas e aulas de xadrez. Segundo ela, o trabalho voluntário também representa um momento de descanso e contribuiu para torná-la mais compreensiva com as diferenças entre as pessoas.

    A servidora Ana Cláudia Valente, da Associação Juntos pelo Bem (AJB), participa da arrecadação e distribuição de alimentos, roupas, itens escolares e outros materiais. Ela afirma que o voluntariado exercita empatia, escuta ativa, resiliência e capacidade de trabalhar em equipe, com reflexos na vida pessoal e no ambiente profissional.

    Já a oficiala de Justiça Andréia Amorim atua na Associação Arte Caridade, que produz peças de crochê, tricô e costura para gestantes e bebês em situação de vulnerabilidade, pessoas hospitalizadas e idosos. Para ela, contribuir para amenizar dificuldades a faz se sentir parte de uma corrente de doações e cuidados.

    A oficiala de Justiça Danielle Rego, por sua vez, visita mensalmente um abrigo na Ceilândia para brincar com as crianças. Ela diz que a experiência a ajudou a ser mais empática e a ampliar a capacidade de compreender quem está do outro lado, tanto na vida pessoal quanto no trabalho.

    Outra iniciativa destacada é o grupo Por que Ajudar Faz Bem, criado em 2016 pela servidora Michella Martins. O projeto surgiu após o nascimento do filho Daniel, que tem síndrome de Down, e hoje reúne mais de 100 voluntários, em sua maioria servidores do TJDFT. O grupo arrecada dinheiro, roupas, sapatos, utensílios domésticos, brinquedos e outros itens, com o objetivo de humanizar o trabalho dos servidores e facilitar a identificação com o jurisdicionado.

    Quem quiser transformar a vontade de ajudar em ação também pode participar da Rede Solidária Anjos do Amanhã, programa de voluntariado da área da Infância e da Juventude do TJDFT. A rede mobiliza pessoas e instituições em ações destinadas a crianças e adolescentes atendidos pela Justiça do Distrito Federal, contribuindo para iniciativas de proteção, inclusão e garantia de direitos.

    Com informações do Jornal de Brasília

  • Eventos vão alterar o trânsito no DF no fim de semana

    Eventos vão alterar o trânsito no DF no fim de semana

    A realização de eventos esportivos, culturais e religiosos entre sexta-feira (28) e domingo (30) vai provocar intervenções no trânsito em diferentes regiões do Distrito Federal. As ações de fiscalização e policiamento de trânsito vão incluir interdições, desvios, controle de tráfego e orientação a pedestres e motoristas.

    No Eixo Monumental, o evento Hot Wheels Monster Trucks Live, marcado para sábado (29), terá sinalização nas vias adjacentes a partir das 23h59 desta sexta-feira (28). Na via N1, na altura do Planetário, e na via de contorno do Estádio Nacional de Brasília (ENB), serão instaladas sinalizações temporárias para coibir o estacionamento irregular e facilitar a travessia de pedestres. Na entrada principal da Arena Mané Garrincha será reservada uma área para táxis.

    Também no sábado (29), a corrida Advoga Run vai ocupar o Eixo Monumental, com percursos de 5 km e 10 km e largada e chegada na Praça do Cruzeiro. A partir das 17h30, nas vias S1 e N1, no trecho entre o Centro de Convenções Ulysses Guimarães e a via de ligação N1/S1, entre a Catedral Rainha da Paz e a Praça do Cruzeiro, as três faixas mais próximas ao canteiro central serão interditadas.

    Em Ceilândia Norte, o evento cultural Sesc + Rap será realizado no sábado, na QNN 27, Área Especial, das 16h à 1h, com público estimado de 15 mil pessoas. Entre as medidas previstas estão o fechamento de três pontos de acesso na via P1 Norte, a delimitação da área de saída de emergência e a colocação de cones nos dois lados da via para impedir o estacionamento irregular.

    No Cruzeiro Velho, o desfile das escolas de samba de Brasília vai interditar, no domingo (30), o trecho da Vila RE 1, das 16h às 18h. Para a montagem da estrutura, o fechamento do trecho começa às 23h59 deste sábado (29). Já o Circuito das Estações – Etapa Primavera, também no domingo, reunirá cerca de 4 mil atletas, com largada às 7h em frente ao Museu da República e percursos de 5 km, 10 km e 18 km. As vias de acesso ao trajeto serão interditadas a partir das 6h30.

    No Lago Sul, a Jornada de Portas Abertas 2026 será realizada de sexta a domingo no Seminário Missionário Arquidiocesano Redemptoris Mater, na Ermida Dom Bosco, com expectativa de reunir até 5 mil pessoas por dia. O tráfego será नियंत्रado na entrada do seminário, com ações para organizar o acesso às vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência e coibir estacionamento irregular.

    No Guará, a Rua do Lazer ocorrerá no domingo, com fechamento dos acessos à Avenida Central do Guará II, no trecho entre a 4ª Delegacia de Polícia e o Edifício Consei, na EQ 31/33, das 6h às 17h. As equipes também atuarão no controle do tráfego nas imediações.

    No Gama, a partida entre Gama e Asa, marcada para as 16h de domingo, vai provocar interdições nas vias próximas ao Estádio Bezerrão. O estacionamento do estádio será fechado a partir das 23h59 de sábado, e ao meio-dia de domingo a via SCE Q1, no sentido Bezerrão, será interditada na altura da Igreja Batista. Também serão bloqueados retornos próximos ao fórum e ao estádio e acessos à via SCE Q1, na altura do Ineb e do Sesi.

    Em Brazlândia, a corrida Kms in Tour será realizada neste domingo, das 6h às 9h, com largada prevista para as 7h. As vias de acesso ao percurso serão totalmente interditadas a partir das 6h30, com circulação permitida apenas para participantes e organizadores. O trajeto de 5 km terá largada e chegada na Arena Esportiva Veredinha e passará pela via da Arena, Via LW1 e vias dos Setores Sul e Norte.

    Com informações do Jornal de Brasília

  • Sessão solene é marcada por defesa de orçamento e valorização profissional para a primeira infância

    Sessão solene é marcada por defesa de orçamento e valorização profissional para a primeira infância

    Sessão solene é marcada por defesa de orçamento e valorização profissional para a primeira infância

    Encerramento da 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância reúne especialistas para debater financiamento, saúde, educação e proteção jurídica das crianças no DF

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na noite da última quinta-feira (27), sessão solene em homenagem à 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância, reunindo especialistas, educadores, defensores públicos, magistrados e representantes da sociedade civil. O evento foi uma iniciativa da deputada Paula Belmonte (PSDB), segunda vice-presidente da Casa, com o objetivo de debater a necessidade de políticas públicas coordenadas, garantia de recursos específicos no orçamento distrital e valorização dos profissionais que atuam diretamente na assistência à criança.

    >> Confira a cobertura fotográfica no Flickr da CLDF 

    Os primeiros seis anos de vida constituem uma janela essencial de oportunidade para o desenvolvimento das conexões neurais humanas, como chamou a atenção a juíza titular da Vara de Execução Socioeducativa e representante da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Lavínia Tupy Vieira Fonseca. A magistrada defendeu que o cérebro das crianças está ativamente estabelecendo as conexões que sustentarão toda a sua vida futura, de modo que cada semana de ausência de vínculo ou de afeto deixa marcas biológicas profundas. Lavínia enfatizou que a prioridade absoluta à primeira infância assegurada pelo artigo 227 da Constituição Federal é urgente e corre contra o tempo. A juíza destacou que o TJDFT tem atuado de forma integrada com outros órgãos em iniciativas como a consolidação de programas de famílias acolhedoras e no enfrentamento à exploração infantil de bebês nos semáforos.

    Ainda na esfera da rede jurídica de proteção, a defensora pública Ana Paula Cattini Braga Sampaio, do Núcleo da Infância e da Juventude da Defensoria Pública do Distrito Federal, afirmou que a instituição atua fortemente para conferir voz aos cidadãos que não conseguem acessar seus próprios direitos. Segundo Sampaio, a Defensoria tem concentrado esforços em ações judiciais individuais que visam garantir matrículas em creches, pensão alimentícia, guarda e regularização da paternidade, além de levar a justiça diretamente às comunidades por meio do projeto “Defensoria Pública nas Escolas”.

     

    (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

     

    Embora existam leis protetivas vigentes, a realidade prática no Distrito Federal enfrenta grandes barreiras de financiamento e gestão. O alerta foi dado por Milda Lourdes Pala Moraes, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF. Milda expôs as conclusões de uma auditoria recente realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) apontando severas falhas de articulação no Plano Distrital da Primeira Infância para os anos de 2023 a 2032.

    Segundo as constatações descritas pelo órgão de controle, os próprios técnicos responsáveis pelo orçamento do Distrito Federal desconheciam a existência do plano decenal de primeira infância, revelando um preocupante distanciamento administrativo. Além disso, a auditoria registrou que mais de 30% das crianças elegíveis na faixa etária não conseguem matrículas nas creches públicas distritais, empurrando mães chefes de família para situações de negligência e vulnerabilidade laboral por falta de rede de apoio. O documento do TCDF apontou ainda uma enorme disparidade no acesso à saúde pública, em que famílias de menor renda enfrentam entraves para obter consultas rotineiras. Para a representante do conselho, é preciso garantir a execução dos direitos das crianças. “Os dados demonstram que as políticas públicas distritais ainda residem excessivamente no papel, sem que as crianças sejam de fato priorizadas nas dotações financeiras”, frisou Milda.

    Em sintonia com a necessidade de fiscalização financeira, a deputada Paula Belmonte defendeu a necessidade de se implantar orçamentos para a primeira infância no Distrito Federal. “Apresentei um projeto de lei para fixar um orçamento próprio para a primeira infância, mas a medida acabou vetada pelo Poder Executivo”, ressaltou. Belmonte defendeu a racionalidade econômica do investimento na educação precoce ao destacar que cada real aplicado na primeira infância poupa cerca de sete reais em gastos sociais posteriores. A deputada apresentou dados que evidenciam a falta de investimento, como o fato de 78% das instituições de ensino público do DF não contarem com refeitórios para os alunos.

     

    (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

     

    Juliana Cândida Pereira, especialista em educação infantil, compartilhou uma visão pessoal da vulnerabilidade social ao recordar sua infância sem moradia fixa na periferia da Ceilândia. Juliana frisou que, embora a escola em que atua preste atendimento em tempo integral na Serrinha do Lago Norte, o local sofre com a ausência de infraestrutura básica, dependendo do abastecimento diário por caminhões-pipa para encher suas caixas d’água. Ela relatou também a exaustiva rotina de seus estudantes oriundos do Itapoã, que percorrem diariamente cerca de 80 quilômetros entre ida e volta para frequentar a unidade. A educadora aproveitou a tribuna para reivindicar uma valorização salarial compatível com o nível de entrega dos docentes, os quais frequentemente arcam com a compra de insumos de trabalho de forma particular. 

    No setor da saúde distrital, a médica Andréa Duarte Nascimento Jácomo, que preside interinamente a Sociedade de Pediatria do Distrito Federal, manifestou preocupação profunda com a precarização das consultas de puericultura, fundamentais para o monitoramento adequado do crescimento, nutrição e imunização das crianças. Ela alertou sobre os riscos do retorno de doenças evitáveis por causa da baixa vacinação. A médica resgatou dados de surtos severos de sarampo que ocorreram no país em 2018 e 2019 e que resultaram em óbitos infantis em virtude da ausência de vacinação. Andréa Jácomo também destacou as consequências desfavoráveis do uso precoce e abusivo de telas eletrônicas pelas famílias. Ela ressaltou que esses dispositivos eletrônicos frequentemente substituem o contato ocular e o brincar livre presencial, fatores insubstituíveis para a saúde mental e o desenvolvimento global da infância.

    Ao final da sessão solene foram entregues moções de louvor a dezenas de profissionais e servidores distritais cujas atuações promovem a integridade e a educação das crianças na capital. A homenagem reforça o reconhecimento de magistrados, defensores públicos, pediatras, voluntários e educadores que operam na linha de frente da rede de acolhimento infantil no Distrito Federal. A íntegra da sessão solene está disponível no canal da TV Câmara Distrital no Youtube. 

    Agência CLDF de Notícias

  • Médico brasileiro desenvolve “Teoria do Polvo” para explicar dores causadas por endometriose

    Médico brasileiro desenvolve “Teoria do Polvo” para explicar dores causadas por endometriose

    Criada pelo cirurgião ginecológico Dr. Igor Chiminacio, a teoria utiliza um modelo visual para facilitar a compreensão da doença

    A endometriose ainda é uma das doenças mais subdiagnosticadas da saúde feminina. Embora atinja cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, muitas convivem por anos com dores incapacitantes sem compreender a origem dos sintomas. Para tornar essa explicação mais simples e acessível, o ginecologista Dr. Igor Chiminacio desenvolveu um modelo anatômico que vem chamando a atenção de médicos e pacientes: a “Teoria do Polvo”. A proposta do especialista em endometriose profunda e cirurgia minimamente invasiva transforma a anatomia da pelve feminina em uma imagem de fácil compreensão.

    Nela, o útero representa a cabeça do polvo e os tecidos que sustentam esse órgão. Conhecidos tecnicamente como paramétrios, eles funcionam como seus tentáculos. Segundo o especialista, é justamente nesses tecidos de sustentação que a endometriose frequentemente se desenvolve. “Durante muitos anos, a doença foi explicada olhando apenas para os focos visíveis da endometriose, mas o problema vai muito além deles. O tecido onde esses focos surgem é o que transmite a dor para nervos, músculos e outras estruturas da pelve. Quando a paciente entende esse conceito, ela também entende por que sente dor em locais tão diferentes do corpo”, explicou o médico.

    Veja as fotos

    Dr. Igor Chiminacio desenvolveu a “Teoria do Polvo”Crédito: Divulgação

    Crédito: Divulgação

    Dr. Igor Chiminacio desenvolveu a “Teoria do Polvo”Crédito: Divulgação

    Crédito: Divulgação

    Dr. Igor Chiminacio desenvolveu a “Teoria do Polvo”Crédito: Divulgação

    Crédito: Divulgação

    Dr. Igor Chiminacio desenvolveu a “Teoria do Polvo”Crédito: Divulgação

    Crédito: Divulgação

    Dr. Igor Chiminacio desenvolveu a “Teoria do Polvo”Crédito: Divulgação


    Muito além da cólica

    Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres é justamente relacionar sintomas aparentemente desconectados à endometriose. Dores nas costas, na lombar, na virilha, nas pernas e no quadril, durante as relações sexuais, ao evacuar ou até durante atividades físicas, costumam ser investigadas por diferentes especialistas antes que alguém suspeite da doença.

    “Pela ‘Teoria do Polvo’, fica mais fácil compreender que o útero não está ‘solto’ dentro do corpo. Ele é sustentado por estruturas ricas em colágeno que envolvem vasos sanguíneos e nervos. Quando esses tecidos são acometidos pela endometriose, toda essa rede pode ser afetada, irradiando dor para diferentes regiões”, destacou o Dr. Igor Chiminacio.

    A proposta não substitui o conhecimento existente, mas traduz conceitos anatômicos complexos para uma linguagem compreensível tanto para pacientes quanto para profissionais da saúde. Segundo o médico, o objetivo é facilitar o entendimento da doença e melhorar o reconhecimento dos sintomas ainda nas consultas iniciais. “Quando a mulher entende onde está a origem da dor, ela consegue descrever melhor seus sintomas. Isso ajuda no raciocínio clínico e pode contribuir para um diagnóstico mais precoce”, afirmou.

    O impacto no diagnóstico

    Estima-se que mulheres com endometriose convivam entre oito e dez anos até receberem o diagnóstico correto. Nesse período, é comum elas passarem por diversos especialistas, realizarem inúmeros exames e ouvirem que a dor faz parte do ciclo menstrual.

    Para o Dr. Igor Chiminacio, parte desse atraso acontece porque a doença ainda é frequentemente associada apenas às lesões visíveis, quando, na realidade, o comprometimento dos tecidos profundos pode explicar sintomas muito mais amplos. “Nem toda dor causada pela endometriose aparece exatamente onde está a lesão. A inflamação e a fibrose podem comprometer estruturas importantes da pelve e provocar sintomas à distância”, alertou.

    Além de facilitar a comunicação com pacientes, a “Teoria do Polvo” vem sendo utilizada em apresentações científicas e aulas para profissionais da saúde. A proposta busca reforçar a importância de compreender toda a anatomia da pelve durante a investigação da doença, e não apenas identificar focos superficiais de endometriose. “Quando entendemos como essas estruturas funcionam em conjunto, conseguimos interpretar melhor os sintomas e individualizar o tratamento de cada paciente”, explicou o médico.

    A mulher deve procurar avaliação médica sempre que apresentar sintomas que vão além das cólicas menstruais consideradas leves. Cólicas intensas ou incapacitantes; dor durante as relações sexuais; dor para evacuar ou urinar, principalmente no período menstrual; dor na lombar, virilha, quadril ou pernas relacionadas ao ciclo; dor pélvica persistente; e dificuldade para engravidar são sinais de alerta que podem indicar endometriose. Quanto mais cedo esses sintomas forem investigados, maiores são as chances de diagnóstico precoce, tratamento adequado e preservação da qualidade de vida e da fertilidade.

  • Mulheres do rock defendem mais espaço, segurança e políticas públicas em solenidade na CLDF

    Mulheres do rock defendem mais espaço, segurança e políticas públicas em solenidade na CLDF

    Mulheres do rock defendem mais espaço, segurança e políticas públicas em solenidade na CLDF

    Sessão solene presta homenagens e debate representatividade, segurança e políticas públicas para fortalecer a participação feminina na cena independente

    Ao som de uma versão do Hino Nacional executada com guitarra distorcida, teclado e voz, a Câmara Legislativa homenageou as roqueiras do Distrito Federal na noite desta quinta-feira (27). Com o tema “Mulheres do Rock: cultura, trabalho e políticas públicas para o fortalecimento da cena independente no DF”, a solenidade reconheceu as contribuições de artistas, produtoras, técnicas de som, roadies, fotógrafas, gestoras culturais, comunicadoras e demais profissionais que integram a cadeia produtiva do rock na capital.

    >> Confira mais imagens da sessão no Flickr da CLDF

    A sessão solene, no plenário da Casa, foi proposta pela deputada Dayse Amarilio (PSB) para debater desafios e reivindicar maior reconhecimento ao segmento. Entre as principais dificuldades encontradas pelas fãs e profissionais do rock estão a insegurança, a desigualdade de oportunidades, a baixa representatividade em grandes festivais e a ausência de mecanismos específicos de incentivo.

    Em seu pronunciamento, Dayse Amarilio destacou a importância histórica do Distrito Federal para o gênero musical e defendeu a organização coletiva para ampliar a visibilidade do movimento. “Nós somos a capital nacional do rock e vocês fazem muito mais do que música. Mantêm um sonho vivo, transformam vidas e formam um movimento muito grande que, neste momento, está sendo inviabilizado”, afirmou a parlamentar. Ela também ressaltou que a homenagem representa um ponto de partida para a construção de políticas públicas voltadas ao setor.

     

    Foto: Sara Marques/Agência CLDF

     

    Trajetórias e representatividade

    A guitarrista da banda Estamira e produtora cultural, Sara Abreu, relembrou sua trajetória de superação até se tornar profissional da música. A artista, que adquiriu seu primeiro instrumento com a venda de amendoim em semáforos, destacou o papel de mulheres que a incentivaram ao longo do caminho.

    “Hoje vivo da música graças ao incentivo de mulheres fortes que acreditaram em mim e me ajudaram a chegar a um lugar que eu jamais imaginei alcançar quando era criança”, relatou. Para ela, o fortalecimento de outras mulheres passa pela capacidade de inspirar novas gerações. “Vamos nos colocar para cima. Onde estivermos estaremos influenciando alguém com algo de bom que a gente faz”, afirmou.

    Já a pesquisadora e produtora cultural Nina Puglia Oliveira apresentou reflexões a partir de estudos sobre a cadeia produtiva da música e a economia da cultura no DF. Segundo ela, as questões de gênero atravessam todo o setor cultural.

    Nina argumentou que a cultura é importante fonte de renda para mulheres, mas que a insegurança ainda limita o acesso e a participação feminina nos espaços culturais. “As pesquisas mostram que muitas mulheres têm medo de consumir cultura. Em eventos noturnos e de grande porte, a segurança continua sendo uma questão fundamental para que possamos usufruir desses espaços como cidadãs”, comentou.

     

    Foto: Sara Marques/Agência CLDF

     

    Origens do rock e protagonismo feminino

    A atriz, comunicadora e pesquisadora Sheila Campos, por sua vez, defendeu o reconhecimento das raízes negras do rock e do protagonismo das mulheres na construção do gênero musical. Ao lembrar a trajetória da cantora e guitarrista norte-americana Sister Rosetta Tharpe, precursora do rock, Sheila destacou que a contribuição feminina foi historicamente invisibilizada.

    “Se o rock é preto e seu primeiro registro é criação de uma mulher, é mais do que legítima a nossa presença não apenas aqui na CLDF, mas em todos os espaços culturais, econômicos e criativos relacionados ao rock”, afirmou.

    Ela também reivindicou maior participação das mulheres em posições de comando. “Não queremos ser apenas musas ou vocalistas. Queremos mulheres instrumentistas, mulheres compositoras, empresárias, produtoras, responsáveis por estúdios, gravadoras, meios de comunicação, academia e ocupando os espaços de poder”, disse.

    Políticas públicas e participação social

    A pesquisadora e professora Ludmila Gaudad, vocalista da banda Estamira, ressaltou a importância da representatividade de gênero no rock e da presença feminina nos espaços de decisão. “É preciso sair do discurso para construção de política pública. E onde a gente consegue isso? Estando aqui dentro, fazendo controle social”, afirmou.

    Já a jornalista, produtora cultural e multiartista Luciana Ribeiro apresentou o trabalho do coletivo Roqueiras BR, criado em 2025 no Distrito Federal com o objetivo de fortalecer e ampliar a participação feminina no rock, tanto nos palcos quanto nos bastidores. Segundo ela, além de visibilidade, as mulheres do setor reivindicam condições concretas para trabalhar.

     

    Foto: Sara Marques/Agência CLDF

     

    “Como produzir cultura sem rede de apoio? Essa rede precisa vir também do Estado. Precisamos de creches. Muitas vezes a mulher fica presa num relacionamento nocivo, pois não consegue deixar o filho para trabalhar. A gente está buscando representatividade, visibilidade, mais segurança, mais espaço para a gente tocar, produzir, para a gente estar”, defendeu.

    A produtora cultural Ivanete Feitosa destacou o caráter coletivo da mobilização e lembrou a importância da união e da resistência entre as mulheres da cena cultural. “Vai dizer que eu não realizei o sonho de ser revolucionária? É isso que a gente faz todos os dias sendo mulher”, afirmou.

    Também presente ao evento, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) destacou que a presença feminina no rock representa uma forma de enfrentamento ao machismo e à exclusão. “As mulheres no rock significam a luta contra uma sociedade sexista e a defesa do direito de ocupar todos os espaços que a nossa humanidade permite”, declarou.


    Agência CLDF de Notícias

  • Metroviários do DF aprovam paralisação por tempo indeterminado a partir de 1º de setembro

    Metroviários do DF aprovam paralisação por tempo indeterminado a partir de 1º de setembro

    Quem usa o metrô para se deslocar vai precisar reavaliar os planos. A partir da próxima terça-feira, dia 1º de setembro, os trabalhadores do Metrô-DF vão entrar em paralisação por tempo indeterminado. A decisão foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF), que reivindica principalmente a realização de um novo concurso público. A categoria espera que a contratação de novos funcionários melhore as condições de trabalho e a qualidade do serviço prestado à população.

    Segundo Amanda Souza, diretora de comunicação e mobilização do SindMetrô, uma nova assembleia está marcada para o dia 31 de agosto para definir a logística do movimento, o quantitativo de atendimento mínimo e avaliar eventuais novidades no processo. Amanda afirmou ainda que a categoria irá ponderar a decisão caso a gestão do Metrô-DF apresente novas propostas em relação ao que já foi debatido até o momento.

    Amanda considerou um absurdo a forma como o órgão se posicionou frente ao anúncio da paralisação. “A data-base vence no dia 1º, porém a gente está negociando com o Metrô desde novembro do ano passado”, lembrou. As negociações e o debate com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), dizem respeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2026. A diretora destacou que a empresa responsável pelo Metrô teve conhecimento das reivindicações, repassou a pauta para a secretaria responsável e, ainda assim, pediu mais 10 dias de prazo. “Estamos entrando em setembro. Quantos meses se passaram para uma questão em que o Metrô pediu esse prazo de 10 dias para o concurso público que é de conhecimento de todo mundo? A gente tem visto nas estações cada vez mais funcionários sozinhos.”

    Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

    Ela acrescentou que o processo administrativo para a realização do certame já estava sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Economia desde 2024. O objetivo dos metroviários é evitar que a demanda permaneça nesta situação por mais um ano. “Quantos anos mais a gente tem que esperar para que essa greve não seja considerada prematura?”, questionou.

    O concurso é a principal pauta da categoria. Amanda lembrou que o procedimento pré-processual conduzido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) apresentou uma proposta de redação final para o acordo coletivo, que teria sido aprovada pelos metroviários, mas falta ainda a aceitação formal do Metrô-DF. Para ela, estender os prazos pode prolongar ainda mais o fim da negociação.

    Além da realização do certame, a categoria reivindica o cumprimento integral do Acordo Coletivo vigente. “A gente pede o cumprimento da Ação Civil Pública em que o Ministério Público exige a contratação de seguranças aprovados no concurso de 2013.” Os trabalhadores também exigem o aceite da proposta do TRT-10, que inclui o concurso, a regularização do pagamento de horas extras e do Descanso Semanal Remunerado (DSR) em convocação, bem como as garantias da Ação Civil Pública.

    A representante dos metroviários citou os problemas recentes que os usuários do Metrô têm vivido, para salientar a sobrecarga enfrentada pelos trabalhadores. “A gente também reivindica melhores condições de trabalho, porque hoje a gente vê a realidade de um empregado na estação: às vezes, com essas incidências de sucateamento, fica muito complicado para uma pessoa só atender.”

    De acordo com Amanda, a redução na equipe de vigilância que os funcionários do Metrô sofreram recentemente, afetou a segurança dos passageiros e o cotidiano da operação. “A gente tem visto o descarrilamento de trens e composições parando por falta de peças. Tudo isso afeta nossas condições de trabalho também.” Na última semana, no dia 24 de agosto, passageiros precisaram desembarcar dos vagões e caminhar pelos trilhos devido a uma descarga elétrica no sistema. “E só tem uma pessoa responsável na estação, e ela tem que socorrer alguém que está lá no meio da via, porque são os mesmos funcionários da estação que vão fazer esse resgate das pessoas”, frisou.

    Outras situações de transtorno para os passageiros ocorreram em agosto. Nos dias 20 e 26, houve registro de problemas de sinalização e furtos de cabos que causaram lentidão e retenção de usuários. No dia 27 do mesmo mês, as portas dos trens apresentaram falhas na Estação Central, o que obrigou a evacuação do veículo, ocasionando um tumulto no local. Em julho, o metrô ficou parado entre as estações 112 Sul até a Central, devido a um descarrilamento.

    A mobilização para atender a falhas operacionais recorrentes deixa as estações desassistidas, o que reforça a necessidade de recomposição do quadro de trabalhadores. “Sem funcionário não tem segurança no metrô para o usuário e nem para o empregado que está trabalhando”, salientou. “A gente está pedindo concurso público, tanto é que é a nossa principal bandeira; a gente não está falando nem de salário, nem de outras coisas. A gente precisa de gente para trabalhar, para que tenhamos condições melhores de trabalho.”

    Greve prematura

    Em nota, a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) informou que permanece comprometida com a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho de 2026 e com a busca por uma solução consensual. Apesar disso, a empresa avalia a decisão de paralisar os serviços como prematura.

    A empresa ressaltou que, no final de março, por iniciativa do próprio SindMetrô, foi instaurada uma Reclamação Pré-Processual (RPP) perante o TRT-10 para mediar as tratativas entre trabalhadores, a gestão do Metrô e o Governo do Distrito Federal (GDF). “Desde o início da mediação, o METRÔ-DF tem participado ativamente de todas as tratativas conduzidas pelo Tribunal, adotando providências administrativas concretas para viabilizar as reivindicações apresentadas.”

    Ainda de acordo com o comunicado enviado à imprensa, diversos pontos da pauta obtiveram encaminhamento favorável da direção da estatal e do governo. A Companhia reforçou que o processo no TRT-10 continua ativo e não foi encerrado. Sobre o concurso público, o órgão reconhece a urgência da pauta para reestruturar o quadro de pessoal e assegura não haver resposta negativa por parte do GDF ou da empresa. “O processo administrativo encontra-se em efetiva tramitação perante a Secretaria de Estado de Economia do Distrito Federal (SEEC-DF), com atuação conjunta dos órgãos envolvidos para o cumprimento das etapas legais, fiscais, orçamentárias e administrativas necessárias à sua autorização, tendo sido aprovado inclusive pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas.”

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    Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

    O Metrô-DF ressaltou que acompanha o andamento do processo e adotou as providências necessárias para viabilizar a seleção o mais rápido possível. “Diante desse cenário, a Companhia considera prematura a deflagração de movimento paredista enquanto permanece aberta a negociação mediada pelo próprio TRT-10.” A empresa ressaltou ainda que houve avanços práticos nas negociações e que medidas operacionais seguem em andamento. “O METRÔ-DF reconhece e respeita o direito de organização e representação dos seus empregados, mas ressalta que uma paralisação do sistema metroviário, neste momento, poderá produzir impactos significativos sobre a mobilidade urbana e, principalmente, sobre a população do Distrito Federal que depende diariamente do transporte público para seus deslocamentos.”

    O Metrô-DF manteve aberta a via do diálogo com os representantes sindicais. “A Companhia entende que, enquanto houver negociação efetiva, avanços concretos e medidas administrativas em andamento, o diálogo permanece sendo o caminho mais adequado para a construção de uma solução equilibrada, capaz de conciliar os interesses dos trabalhadores com a continuidade do serviço prestado à população do DF”, concluiu.

    Com informações do Jornal de Brasília

  • Dados do LesboCenso são apresentados à Comissão de Direitos Humanos

    Dados do LesboCenso são apresentados à Comissão de Direitos Humanos

    Dados do LesboCenso são apresentados à Comissão de Direitos Humanos

    Pesquisa aponta que oito em cada dez entrevistadas sofreram lesbofobia e 13.158 conhecem alguém que já sofreu violência, entre outros dados

    Em reunião extraordinária na tarde desta sexta-feira (28), a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal debateu os dados do primeiro censo sobre a situação das lésbicas no Brasil e no Distrito Federal, o LesboCenso. O presidente da Comissão, deputado Fábio Felix (Psol), destacou a importância dos dados da pesquisa para a formulação de políticas públicas. 

    Fábio Felix ressaltou que a produção de dados é uma demanda provocada pelo próprio segmento. “Não é possível produzir política pública sem dados. Se para todos os segmentos os dados já são escassos, a realidade para a comunidade LGBT é ainda mais escassa, por causa de sua invisibilidade histórica”, analisou. 

    O LesboCenso é uma iniciativa nacional da sociedade civil, conduzida pela Liga Brasileira de Lésbicas, a partir de uma iniciativa local do movimento Coturno de Vênus. Os dados nacionais já foram apresentados em outras quatro regiões do país.

    Os dados foram apresentados pelas articuladoras nacionais da Liga Brasileira de Lésbicas. Segundo Leo Ribas, da Liga, a pesquisa contou com a participação de 21.050 lésbicas em mais de mil municípios de todos os estados e em todas as regiões do país, cobrindo cerca de 25% das cidades brasileiras. 

    De acordo com os dados nacionais, oito em cada dez entrevistadas já sofreram lesbofobia (aproximadamente 16 mil respondentes). O estudo aponta que 13.158 das participantes conhece alguém que já sofreu violência, sendo que 1.063 pessoas conheciam alguém que morreu por ser lésbica. O censo também indicou que 6.079 entrevistadas disseram que foram impedidas de sair de casa e 15.334 foram interrompidas em suas falas.

     

    Tiago Hardman/Agência CLDF

     

    Para Leo Ribas, o principal achado da pesquisa está relacionado à violência sexual. “10.651 pesquisadas foram estupradas, sendo 4.125 com penetração e 6.526 sem penetração. 11.872 não falam da sexualidade em atendimentos médicos por medo. Ainda, 4.059 sofreram discriminação no atendimento ginecológico”, revelou ela, acrescentando que a pesquisa foi referendada como a maior do mundo com este tema.

    A apresentação dos dados nas regiões brasileiras é a etapa atual da incidência política do movimento. Na opinião de Dayana Brunetto, uma das articuladoras da Liga Brasileira de Lésbicas, quanto mais a mulher se apresenta com características menos femininas, mais ela está sujeita à violência. 

    De acordo com os dados do DF, das 790 entrevistadas, 498 relataram ter sofrido violência sexual e seis são sobreviventes de estupro coletivo. Para Dayana Brunetto, os dados regionais agora precisam ser apropriados pelos territórios. Todos os dados da pesquisa estão disponíveis em https://lesbocenso.com.br. Em março de 2027 vai ser lançado o segundo LesboCenso.

    Durante a discussão sobre os dados, a diretora do Distrito Drag, Rhayane Mayara, reforçou seu compromisso com a sistematização de dados para municiar as políticas públicas. Já a diretora da Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus, Melissa Navarro, entidade responsável pelo primeiro LesboCenso DF, afirmou que os direitos da comunidade LGBTQIA+ nunca estão garantidos e estão sempre sendo ameaçados. A Coturno de Vênus foi a primeira associação lésbica do DF e está completando 21 anos de atuação. 

    A presidenta da Associação Trafeminista (Trafem), Lucci Laporta, destacou a importância da atuação dos movimentos lésbicos como inspiração para o segmento trans e feminista. Laporta classificou a parceria como uma aliança estratégica para combater a onda fascista. Segundo ela, o momento atual é de aumento da perseguição aos direitos das pessoas trans.

    Tiago Hardman/Agência CLDF

    A representante da Atenção à Saúde da População LGBTQIA+ da Gerência de Saúde de Populações Vulneráveis da Secretaria de Saúde, Maria Aureni de Lavor Miranda, avaliou que os sistemas oficiais atuais não têm campos sobre a sexualidade nos atendimentos, o que dificulta a coleta de dados. Para ela, a inclusão do campo é fundamental para se coletar informações mínimas na atenção básica. Ela considerou ainda que os dados levantados pela pesquisa na área de saúde são assustadores e devem provocar muitas reflexões.

    O coordenador de Políticas para a Juventude da Secretaria de Segurança Pública do DF, Henrique Neuro Tavares, considerou a apresentação do primeiro LesboCenso um momento histórico. “Esses dados precisam deixar de ser apenas diagnósticos para passar a orientar a formulação de políticas públicas, ações de prevenção, protocolos para a segurança pública. O desafio é fazer que cada dado produzido provoque um questionamento ao Estado sobre o que é necessário para mudar a realidade”, argumentou.

    Já Patrícia Souza Melo, representante da Secretaria de Educação do DF, lembrou que estamos no período da campanha agosto lilás, que alerta sobre a violência contra todas as “mulheridades”, que inclui mulheres trans e lésbicas. Ela destacou a necessidade de se trabalhar com prevenção nas escolas. Segundo ela, há um aumento de solicitações de formação continuada sobre a pauta de diversidade e gênero para os profissionais da rede educacional. “Nossa preocupação é que o letramento sobre diversidade chegue aos professores e demais profissionais da educação”, completou.

    Agência CLDF de Notícias

  • Glossário das eleições – CLDF

    Glossário das eleições – CLDF

    Glossário das eleições

    Confira palavras e expressões frequentes utilizadas durante o período eleitoral para você chegar mais preparado diante da urna eletrônica

    A cada quatro anos, o eleitor do Distrito Federal é envolto num emaranhado de informações. Entre centenas de candidaturas e números para decorar, termos como quociente eleitoral, nominata ou inelegibilidade retornam ao noticiário, passam a fazer parte das conversas entre eleitores e acabam por impactar a escolha dos representantes populares para os poderes Executivo e Legislativo.  

    Com a proximidade do primeiro turno das eleições de 2026, em 4 de outubro, a Agência CLDF preparou um glossário com palavras e expressões frequentes durante o período eleitoral para você chegar mais preparado diante da urna eletrônica:

    Abstenção eleitoral
    Termo usado para definir a não-participação do eleitor no ato de votar. O índice de abstenção eleitoral é calculado como o percentual de eleitores que, tendo direito, não se apresentam às urnas. É diferente dos casos em que o eleitor, apresentando-se, vota em branco ou anula o voto.

    Apuração da eleição 
    Ato por meio do qual o voto é conhecido e computado, por uma junta eleitoral especialmente designada para este fim. É quando a vontade do eleitorado, que fora manifestada no momento da votação, quanto aos candidatos que deveriam ser eleitos, é conhecida, preservando-se o anonimato do eleitor.

    Coligação partidária
    Coligação é a união de dois ou mais partidos com vistas à apresentação conjunta de candidatos a determinada eleição. A coligação, apesar de não possuir personalidade jurídica civil, como os partidos, é um ente jurídico com direitos e obrigações durante todo o processo eleitoral e tem denominação própria, podendo ser criada para as eleições majoritárias, proporcionais ou para ambas.

    Convenção partidária
    É a reunião dos filiados a um partido para deliberação de assuntos de interesse da agremiação. As convenções partidárias de caráter não eleitoral ocorrem a qualquer tempo; as convenções para escolha de candidatos e formação de coligações se realizam no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano da eleição, de acordo com a Lei nº 9.504/97 em seu art. 8º.

    Domicílio eleitoral
    É o lugar da residência ou moradia do requerente à inscrição eleitoral ou, segundo a jurisprudência do TSE, o lugar onde o interessado tem vínculos (políticos, sociais, patrimoniais, negócios). A legislação que regula as eleições exige que o candidato a um cargo eletivo tenha domicílio eleitoral na circunscrição pela qual deseje concorrer.

    Elegibilidade 
    É a capacidade de ser eleito, a qualidade de uma pessoa que é elegível nas condições permitidas pela legislação. A elegibilidade é, na restrita precisão legal, o direito do cidadão de ser escolhido mediante votação direta ou indireta para representante do povo ou da comunidade, segundo as condições estabelecidas pela Constituição e pela legislação eleitoral.

    Diplomação
    É o ato pelo qual a Justiça Eleitoral atesta quem são, efetivamente, os eleitos e os suplentes com a entrega do diploma devidamente assinado. Com a diplomação os eleitos se habilitam a exercer o mandato que postularam, mesmo que haja recurso pendente de julgamento, pelo qual se impugna exatamente a diplomação.
    Federação

    A reforma eleitoral de 2021 (Lei nº 14.208/2021) instituiu no Brasil um novo modelo de agrupamento entre os partidos políticos: as federações partidárias. Por meio das federações, duas ou mais legendas com afinidade programática podem se reunir para atuarem como se fossem uma única agremiação. De acordo com a legislação, essa união deve vigorar por, pelo menos, quatro anos e tem abrangência nacional.

    Fundo Partidário
    Fundo especial de assistência aos partidos políticos, constituído pelas multas e penalidades eleitorais, recursos financeiros legais, doações espontâneas privadas, dotações orçamentárias públicas. O valor a ser dividido entre os 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026 é de R$ 4,9 bilhões. 

    Horário gratuito
    Tempo para veiculação de mensagens partidárias ou propaganda eleitoral concedido aos partidos políticos, gratuitamente, nas emissoras de rádio e televisão, que têm assegurada a compensação fiscal.

    Impugnação eleitoral
    É o ato de oposição, discrepância, contradição ou refutação no âmbito da Justiça Eleitoral. A impugnação pode ser feita antes ou depois de um ato ou decisão eleitoral. 

    Inelegibilidade
    A inelegibilidade é impedimento temporário da capacidade eleitoral passiva do cidadão, que consiste na restrição de ser votado, não atingindo, portanto, os demais direitos políticos, como, por exemplo, votar e participar de partidos políticos. 

    Infidelidade partidária
    Ato político daquele que não observa as diretrizes partidárias da sua agremiação ou abandona o partido político sem justificativa. A respectiva sanção está prevista no artigo 26 da Lei n.º 9.096, de 19 de setembro de 1995. O Supremo Tribunal Federal considerou constitucional a perda de mandato eletivo por infidelidade partidária, conforme prevê Resolução TSE nº 22.610/2007.

    Junta eleitoral
    Órgão colegiado provisório constituído por dois ou quatro cidadãos e um juiz de direito, seu presidente, que nomeará quantos escrutinadores e auxiliares forem necessários para atender à boa marcha dos trabalhos. Os nomes das pessoas indicadas para compor as juntas são publicados em tempo hábil para que qualquer partido político possa, em petição fundamento, impugnar as indicações. Compete à junta eleitoral, que deve ser nomeada pelo TRE, sessenta dias antes das eleições, apurar, no prazo de dez dias, as eleições realizadas nas zonas eleitorais sob a sua jurisdição, expedir os boletins de apuração e diplomar os eleitos para cargos municipais.

    Justiça Eleitoral
    Ramo do Poder Judiciário composto pelo Tribunal Superior Eleitoral, pelos tribunais regionais eleitorais, juízes eleitorais e juntas eleitorais. Especializada em tratar assuntos ligados ao alistamento e processo eleitoral, às eleições, à apuração de votos, à expedição de diplomas aos eleitos, aos partidos políticos e aos crimes eleitorais, às arguições de inelegibilidade etc.

    Lei da Ficha Limpa
    Lei Complementar nº 135, de 04 de junho de 2010, que torna inelegível, dentre outras possibilidades, o candidato condenado em decisão colegiada por crimes contra a administração pública, o sistema financeiro, ilícitos eleitorais, de abuso de autoridade, prática de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tortura, racismo, trabalho escravo ou formação de quadrilha.

    Mesário
    São cidadãos, convocados ou voluntários, que trabalham na mesa receptora de votos ou de justificativa eleitoral, quando da realização de uma eleição. Atuam tanto no primeiro como no segundo turno.

    Nominata
    Refere-se ao grupo de candidatos lançados por um partido político para disputar eleições proporcionais. A montagem da nominata exige planejamento estratégico para cumprir regras de cota de gênero e viabilizar o quociente eleitoral.

    Observador eleitoral
    Pessoa, designada por organismo internacional ou em caráter singular, que acompanha o processo eleitoral em país, conforme acordo internacional previamente celebrado. A presença de observadores internacionais tem como objetivo garantir que o processo eleitoral decorra num clima de transparência, isenção e legalidade, visando assegurar a credibilidade dos resultados eleitorais.

    Propaganda de boca-de-urna
    A ação dos cabos eleitorais e demais ativistas, denominados “boqueiros”, junto aos eleitores que se dirigem à seção eleitoral, promovendo e pedindo votos para o seu candidato ou partido. A Lei Eleitoral proíbe a realização de atividades de aliciamento de eleitores, e quaisquer outras, visando ao convencimento do eleitor à boca-de-urna.

    Quociente eleitoral 
    Valor obtido da divisão do número de votos válidos dados aos candidatos e partidos pelo número de vagas em disputa na eleição. Serve para definir os partidos que têm direito a ocupar as vagas nas eleições proporcionais, ou seja, eleições para os cargos de deputado federal, estadual e distrital e de vereador.

    Santinho 
    Pequeno prospecto de propaganda eleitoral com retrato e número do candidato a cargo público.

    Seção eleitoral
    É o local onde serão recepcionados os eleitores que exercerão o direito de voto. Nela funciona a mesa receptora, composta de seis mesários nomeados pelo juiz eleitoral. Na seção eleitoral ficará instalada a urna eletrônica, equipamento no qual são registrados os votos.

    Sigilo do voto
    Direito assegurado ao eleitor de registrar, em uma cabina, o nome do candidato de sua escolha sem que seu conteúdo seja conhecido até mesmo pelos mesários.

    Sistema eleitoral majoritário
    É aquele no qual considera-se eleito o candidato que receber, na respectiva circunscrição – país, estado, município –, a maioria absoluta ou relativa, conforme o caso, dos votos válidos (descontados os nulos e os em branco).

    No Brasil, exige-se a maioria absoluta dos votos para a eleição do presidente da República, dos governadores dos estados e do Distrito Federal e dos prefeitos dos municípios com mais de 200.000 eleitores. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos na primeira votação, realiza-se um segundo turno entre os dois mais votados no primeiro.

    Para a eleição dos senadores da República e dos prefeitos dos municípios com menos de 200.000 eleitores exige-se apenas a maioria relativa dos votos, não havendo possibilidade de segundo turno.

    Sistema eleitoral proporcional
    O sistema eleitoral proporcional, segundo a Constituição, é utilizado para a composição do Poder Legislativo, com exceção do Senado Federal. Assim, as vagas nas câmaras municipais, assembleias legislativas dos estados, Câmara Legislativa do Distrito Federal e na Câmara dos Deputados serão distribuídas em proporção aos votos obtidos pelos partidos ou coligações partidárias.

    A partir dos votos apurados para determinada legenda, as vagas nas casas legislativas serão preenchidas pelos candidatos mais votados da lista do partido ou coligação, até o limite das vagas obtidas, segundo o cálculo do quociente partidário e distribuição das sobras.

    Urna eletrônica
    Equipamento de processamento de dados que, junto com o seu software (programas), permite a coleta de votos em uma eleição, de forma ergonômica, rápida e segura. 

    Voto em trânsito
    É a possibilidade de voto ao eleitor que esteja fora de seu domicílio eleitoral no dia da eleição. Atualmente esta modalidade de voto existe apenas nas eleições para presidente e vice-presidente da República, em urnas especiais, instaladas nas capitais dos Estados.

    Zerésima  
    Documento emitido em cada seção eleitoral indicando que não existe voto registrado. Este documento é emitido após o procedimento de inicialização da urna eletrônica, servindo para atestar que não há registro de voto para nenhum dos candidatos.

    Zona eleitoral
    É uma divisão geográfica estabelecida para fins de organização das eleições. Cada zona eleitoral abrange uma determinada área geográfica e é responsável por administrar o processo eleitoral nessa região. 

    Um município pode ser dividido em Zonas Eleitorais e cada Zona pode atender um conjunto de bairros (Regiões Administrativas no caso do DF). Além disso, uma única Zona Eleitoral pode abranger vários municípios. Todo eleitor pertence a uma Zona Eleitoral. Você pode verificar qual é a Zona Eleitoral responsável pelo seu atendimento no título impresso, no e-Título, no Autoatendimento Eleitoral – Título Net ou na certidão de quitação eleitoral.

    Agência CLDF de Notícias

  • Estudantes de Direito visitam a Papuda e conhecem atuação do MPDFT

    Estudantes de Direito visitam a Papuda e conhecem atuação do MPDFT

    Estudantes do curso de Direito do Ceub participaram de uma visita técnica à Penitenciária do Distrito Federal 2 (PDF 2), no Complexo Penitenciário da Papuda, acompanhados pelo Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

    A atividade, realizada nesta sexta-feira, 28 de agosto, teve como objetivo aproximar a formação acadêmica da realidade do sistema penitenciário e apresentar, na prática, as atribuições do Ministério Público na execução penal.

    Durante a visita, os alunos conheceram a estrutura e o funcionamento da unidade prisional e tiveram contato com aspectos relacionados ao cumprimento da pena, aos regimes prisionais, à disciplina, à segurança, ao trabalho, ao estudo e à assistência destinada às pessoas privadas de liberdade.

    Na execução penal, cabe ao Ministério Público fiscalizar a legalidade do cumprimento das penas e das medidas de segurança, acompanhar a regularidade dos estabelecimentos prisionais e zelar para que a execução ocorra de acordo com a legislação e com as decisões judiciais.

    Para a promotora de justiça Raquel Tiveron, do Nupri, o contato direto com a realidade penitenciária permite aos futuros profissionais do Direito compreender a complexidade da execução penal e o papel desempenhado pelo Ministério Público na busca do equilíbrio entre o efetivo cumprimento da pena, a segurança da sociedade e a preservação dos direitos assegurados às pessoas privadas de liberdade.

    Com informações do Jornal de Brasília

  • Como fiscalizar o próprio governo: o papel da Câmara Legislativa e os instrumentos de controle

    Como fiscalizar o próprio governo: o papel da Câmara Legislativa e os instrumentos de controle

    Como fiscalizar o próprio governo: o papel da Câmara Legislativa e os instrumentos de controle

    CPI, convocação de autoridades, requerimentos de informação e outros instrumentos se destinam a acompanhar os atos do Poder Executivo e a proteger o dinheiro público

    Fiscalizar o governo não é apenas uma atividade política: é uma atribuição constitucional do Poder Legislativo e uma das bases do funcionamento democrático. No Distrito Federal, esse trabalho envolve principalmente a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), os órgãos de controle interno e, em determinadas situações, o Ministério Público e o Poder Judiciário.

    A Lei Orgânica do Distrito Federal estabelece que a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do DF é exercida pela Câmara Legislativa, por meio do controle externo, com o auxílio do TCDF, além do sistema de controle interno de cada Poder.

    Na prática, isso significa que o GDF não administra recursos públicos sem estar sujeito a mecanismos institucionais de acompanhamento, questionamento, investigação e responsabilização.

    Câmara Legislativa é peça central

    A Câmara Legislativa exerce, simultaneamente, funções semelhantes às de uma Assembleia Legislativa estadual e de uma Câmara Municipal. Entre suas atribuições está a fiscalização e o controle dos atos do Poder Executivo, incluindo a administração indireta.

    Os 24 deputados distritais podem acompanhar políticas públicas, cobrar informações de secretarias e órgãos, analisar a execução do orçamento, convocar autoridades e instaurar investigações parlamentares.

    A fiscalização pode ocorrer tanto individualmente, por iniciativa de um parlamentar, quanto por meio das comissões permanentes e temporárias da Casa.

    A própria CLDF lista entre os instrumentos de fiscalização as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), os pedidos escritos de informação, a convocação de autoridades, as propostas de fiscalização e controle e a análise de petições, reclamações e representações contra atos ou omissões de autoridades e entidades públicas.

    Requerimentos de informação

    Um dos instrumentos mais utilizados pelos deputados são os requerimentos ou pedidos escritos de informação. Por meio deles, o parlamentar pode solicitar esclarecimentos ao Poder Executivo sobre contratos, despesas, programas governamentais, obras, nomeações, políticas públicas, licitações e outros assuntos relacionados à administração pública.

    O mecanismo é importante porque transforma uma cobrança política em uma solicitação formal de informação. O objetivo é permitir que o Legislativo obtenha dados necessários para exercer sua função fiscalizadora. Os pedidos devem estar relacionados a ato ou fato da área de competência da autoridade requerida.

    A fiscalização, portanto, pode começar com uma pergunta aparentemente simples: quanto foi gasto, quem autorizou, qual contrato foi assinado, qual empresa foi contratada e qual resultado foi entregue? A partir das respostas — ou da ausência delas — podem surgir novas iniciativas parlamentares.

    Convocação de autoridades

    Outro instrumento é a convocação de autoridades para prestar esclarecimentos perante o Plenário ou uma comissão.
    Secretários de Estado, dirigentes e outras autoridades podem ser chamados para explicar decisões administrativas, apresentar informações ou responder a questionamentos dos deputados.

    A diferença em relação a um simples convite é relevante: a convocação constitui instrumento formal de fiscalização parlamentar.
    Esse mecanismo pode ser utilizado, por exemplo, diante de dúvidas sobre uma política pública, problemas na execução de um contrato, atrasos em obras, crises em serviços públicos ou denúncias envolvendo órgãos do governo.

    Comissão Parlamentar de Inquérito

    Quando uma questão exige uma investigação mais aprofundada, pode ser instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ela é diferente de uma comissão permanente porque possui finalidade investigativa específica e temporária. Seu objetivo é apurar determinado fato de interesse público dentro dos limites estabelecidos no ato de sua criação.

    Uma CPI pode reunir documentos, ouvir pessoas, solicitar informações e realizar diligências para reconstruir os fatos investigados. Ao final, pode apresentar relatório com conclusões e encaminhamentos às instituições competentes quando forem identificados indícios de irregularidades.

    É importante, porém, distinguir investigação parlamentar de julgamento judicial. Uma CPI não substitui o Ministério Público nem o Poder Judiciário e não condena criminalmente ninguém. Sua função é investigar fatos e produzir conclusões e encaminhamentos dentro de sua competência.

    Comissões permanentes

    Nem toda fiscalização precisa resultar em CPI. As comissões permanentes da Câmara Legislativa acompanham áreas específicas da administração pública e podem promover debates, audiências, requerimentos, convocações e outras iniciativas de controle. Isso permite uma fiscalização mais contínua de temas como saúde, educação, segurança pública, orçamento, transporte, meio ambiente e desenvolvimento econômico.

    A diferença é que a comissão permanente integra a estrutura regular do Legislativo, enquanto a CPI nasce para investigar um fato determinado e funciona por período específico.

    Orçamento também é instrumento de fiscalização

    A fiscalização do governo começa antes mesmo de o dinheiro ser gasto. A Câmara participa da apreciação e aprovação das leis orçamentárias e, posteriormente, acompanha sua execução. Dessa forma, o Legislativo pode verificar se aquilo que foi planejado e autorizado está sendo efetivamente executado.

    O controle não se limita a perguntar “quanto o governo gastou?”. Também envolve questões como “o gasto era legal?”, “foi econômico?”, “o recurso chegou ao objetivo previsto?” e “o resultado entregue corresponde ao dinheiro utilizado?”

    A Lei Orgânica do DF estabelece que a fiscalização abrange aspectos contábeis, financeiros, orçamentários, operacionais e patrimoniais, além de questões como legalidade, legitimidade e economicidade.

    Tribunal de Contas do DF

    Embora a Câmara Legislativa seja a titular do controle externo, ela conta com o auxílio técnico do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). O TCDF não é um órgão do Poder Judiciário. Sua função é exercer competências de controle externo previstas na Constituição e na legislação, auxiliando a Câmara na fiscalização das contas públicas. 

    Entre suas atribuições estão a análise das contas anuais do governador, o julgamento das contas de administradores responsáveis por recursos públicos, a fiscalização de atos relacionados a pessoal e a avaliação da execução de metas previstas no planejamento e no orçamento. O Tribunal também pode realizar inspeções, auditorias e receber denúncias de irregularidades. 

    O TCDF não julga as contas anuais do governador. O Tribunal analisa essas contas e emite relatório e parecer prévio; cabe à Câmara Legislativa realizar o julgamento político-institucional dessas contas. 

    Consequências

    A fiscalização pode produzir diferentes resultados. Uma resposta a requerimento pode revelar um problema que exige novas diligências. Uma audiência pode levar à cobrança de providências. Uma auditoria do TCDF pode identificar irregularidades e resultar em determinações ou outras medidas dentro das competências do Tribunal. Uma CPI pode encaminhar suas conclusões a órgãos responsáveis por outras providências.

    Isso cria uma cadeia de controle:
    informação → fiscalização → investigação → identificação de irregularidades → encaminhamento → eventual responsabilização.

    Nenhum desses instrumentos, isoladamente, garante que uma irregularidade será corrigida. A efetividade depende da qualidade da investigação, da transparência das informações, da atuação dos órgãos competentes e do acompanhamento posterior das providências.

    Agência CLDF de Notícias

  • Mulheres do rock defendem mais espaço, segurança e políticas públicas em solenidade na CLDF

    Mulheres do rock defendem mais espaço, segurança e políticas públicas em solenidade na CLDF

    Mulheres do rock defendem mais espaço, segurança e políticas públicas em solenidade na CLDF

    Sessão solene presta homenagens e debate representatividade, segurança e políticas públicas para fortalecer a participação feminina na cena independente

    Ao som de uma versão do Hino Nacional executada com guitarra distorcida, teclado e voz, a Câmara Legislativa homenageou as roqueiras do Distrito Federal na noite desta quinta-feira (27). Com o tema “Mulheres do Rock: cultura, trabalho e políticas públicas para o fortalecimento da cena independente no DF”, a solenidade reconheceu as contribuições de artistas, produtoras, técnicas de som, roadies, fotógrafas, gestoras culturais, comunicadoras e demais profissionais que integram a cadeia produtiva do rock na capital.

    A sessão solene, no plenário da Casa, foi proposta pela deputada Dayse Amarilio (PSB) para debater desafios e reivindicar maior reconhecimento ao segmento. Entre as principais dificuldades encontradas pelas fãs e profissionais do rock estão a insegurança, a desigualdade de oportunidades, a baixa representatividade em grandes festivais e a ausência de mecanismos específicos de incentivo.

    Em seu pronunciamento, Dayse Amarilio destacou a importância histórica do Distrito Federal para o gênero musical e defendeu a organização coletiva para ampliar a visibilidade do movimento. “Nós somos a capital nacional do rock e vocês fazem muito mais do que música. Mantêm um sonho vivo, transformam vidas e formam um movimento muito grande que, neste momento, está sendo inviabilizado”, afirmou a parlamentar. Ela também ressaltou que a homenagem representa um ponto de partida para a construção de políticas públicas voltadas ao setor.

     

    Sara Marques/Agência CLDF

     

    Trajetórias e representatividade

    A guitarrista da banda Estamira e produtora cultural, Sara Abreu, relembrou sua trajetória de superação até se tornar profissional da música. A artista, que adquiriu seu primeiro instrumento com a venda de amendoim em semáforos, destacou o papel de mulheres que a incentivaram ao longo do caminho.

    “Hoje vivo da música graças ao incentivo de mulheres fortes que acreditaram em mim e me ajudaram a chegar a um lugar que eu jamais imaginei alcançar quando era criança”, relatou. Para ela, o fortalecimento de outras mulheres passa pela capacidade de inspirar novas gerações. “Vamos nos colocar para cima. Onde estivermos estaremos influenciando alguém com algo de bom que a gente faz”, afirmou.

    Já a pesquisadora e produtora cultural Nina Puglia Oliveira apresentou reflexões a partir de estudos sobre a cadeia produtiva da música e a economia da cultura no DF. Segundo ela, as questões de gênero atravessam todo o setor cultural.

    Nina argumentou que a cultura é importante fonte de renda para mulheres, mas que a insegurança ainda limita o acesso e a participação feminina nos espaços culturais. “As pesquisas mostram que muitas mulheres têm medo de consumir cultura. Em eventos noturnos e de grande porte, a segurança continua sendo uma questão fundamental para que possamos usufruir desses espaços como cidadãs”, comentou.

     

    Sara Marques/Agência CLDF

     

    Origens do rock e protagonismo feminino

    A atriz, comunicadora e pesquisadora Sheila Campos, por sua vez, defendeu o reconhecimento das raízes negras do rock e do protagonismo das mulheres na construção do gênero musical. Ao lembrar a trajetória da cantora e guitarrista norte-americana Sister Rosetta Tharpe, precursora do rock, Sheila destacou que a contribuição feminina foi historicamente invisibilizada.

    “Se o rock é preto e seu primeiro registro é criação de uma mulher, é mais do que legítima a nossa presença não apenas aqui na CLDF, mas em todos os espaços culturais, econômicos e criativos relacionados ao rock”, afirmou.

    Ela também reivindicou maior participação das mulheres em posições de comando. “Não queremos ser apenas musas ou vocalistas. Queremos mulheres instrumentistas, mulheres compositoras, empresárias, produtoras, responsáveis por estúdios, gravadoras, meios de comunicação, academia e ocupando os espaços de poder”, disse.

    Políticas públicas e participação social

    A pesquisadora e professora Ludmila Gaudad, vocalista da banda Estamira, ressaltou a importância da representatividade de gênero no rock e da presença feminina nos espaços de decisão. “É preciso sair do discurso para construção de política pública. E onde a gente consegue isso? Estando aqui dentro, fazendo controle social”, afirmou.

    Já a jornalista, produtora cultural e multiartista Luciana Ribeiro apresentou o trabalho do coletivo Roqueiras BR, criado em 2025 no Distrito Federal com o objetivo de fortalecer e ampliar a participação feminina no rock, tanto nos palcos quanto nos bastidores. Segundo ela, além de visibilidade, as mulheres do setor reivindicam condições concretas para trabalhar.

     

    Sara Marques/Agência CLDF

     

    “Como produzir cultura sem rede de apoio? Essa rede precisa vir também do Estado. Precisamos de creches. Muitas vezes a mulher fica presa num relacionamento nocivo, pois não consegue deixar o filho para trabalhar. A gente está buscando representatividade, visibilidade, mais segurança, mais espaço para a gente tocar, produzir, para a gente estar”, defendeu.

    A produtora cultural Ivanete Feitosa destacou o caráter coletivo da mobilização e lembrou a importância da união e da resistência entre as mulheres da cena cultural. “Vai dizer que eu não realizei o sonho de ser revolucionária? É isso que a gente faz todos os dias sendo mulher”, afirmou.

    Também presente ao evento, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) destacou que a presença feminina no rock representa uma forma de enfrentamento ao machismo e à exclusão. “As mulheres no rock significam a luta contra uma sociedade sexista e a defesa do direito de ocupar todos os espaços que a nossa humanidade permite”, declarou.


    Agência CLDF de Notícias

  • CLDF propõe o mínimo de três aulas semanais de educação física nas escolas

    CLDF propõe o mínimo de três aulas semanais de educação física nas escolas

    Um projeto de lei apresentado na Câmara Legislativa prevê a oferta mínima de três aulas semanais de Educação Física para todos os alunos do ensino fundamental e do ensino médio, tanto na rede pública quanto na privada, do Distrito Federal. A medida visa garantir maior regularidade pedagógica à disciplina e combater o sedentarismo precoce.

    Segundo o texto, de autoria do deputado distrital Martins Machado (Republicanos), as aulas deverão ser ministradas exclusivamente por professores licenciados na área e estruturadas para atender às diferentes faixas etárias e condições físicas dos estudantes.

    Um dos pilares do projeto é a garantia da prática inclusiva. O texto determina que alunos com deficiência, doenças raras ou limitações funcionais tenham participação efetiva assegurada por meio de atividades adaptadas, impedindo qualquer tipo de exclusão baseada na condição individual do estudante.

    Outro ponto destacado no documento é a separação entre a disciplina regular e outras práticas esportivas: escolinhas, projetos extracurriculares e treinamentos de equipes não poderão substituir as três aulas curriculares obrigatórias. Por outro lado, as escolas manterão autonomia para organizar a distribuição dessas aulas na grade horária semanal, e a Educação Infantil ficou de fora da exigência fixa de “aulas”, devido às particularidades pedagógicas da primeira infância.

    Tendência nacional

    A justificativa do projeto apoia-se na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e na Lei Orgânica do DF, que já tratam a Educação Física como componente curricular obrigatório. A iniciativa do Distrito Federal segue uma tendência recente vista no país, como a sanção de legislação semelhante no Estado do Rio Grande do Sul.

    Para evitar que a proposta seja questionada por vício de iniciativa — quando o Legislativo aprova medidas que criam despesas diretas ao Executivo —, o texto foi desenhado de forma a instituir diretrizes de política educacional sem alterar o regime de servidores ou criar novos cargos, alinhando-se à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

    O projeto prevê uma adequação progressiva para a rede pública de ensino, respeitando a disponibilidade orçamentária e o planejamento financeiro do Governo do Distrito Federal (GDF). A matéria agora segue para a análise das comissões temáticas da CLDF antes de ir a plenário.

    Com informações do Jornal de Brasília

  • Dallis Ariadny, do Paraná, é eleita Miss Cosmo Brasil 2026 no Rio de Janeiro

    Dallis Ariadny, do Paraná, é eleita Miss Cosmo Brasil 2026 no Rio de Janeiro

    Paranaense venceu disputa com outras 30 candidatas e vai representar o Brasil no Miss Cosmo International

    Dallis Ariadny, representante do Paraná, foi eleita Miss Cosmo Brasil 2026. A coroação aconteceu na noite desta quinta-feira (27/8), durante a grande final do concurso, realizada no Vivo Rio, na capital fluminense.

    A paranaense, que havia conquistado o título de Miss Popularidade do Paraná, superou outras 30 candidatas de diferentes estados brasileiros e garantiu o direito de representar o país no Miss Cosmo International.

    Veja as fotos

    Dallis Ariadny, Miss Paraná, eleita Miss Cosmo BrasilFotos: Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis

    Fotos:  Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis

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    Fotos:  Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis

    Dallis Ariadny, Miss Paraná, eleita Miss Cosmo BrasilFotos: Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis

    Fotos:  Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis

    Dallis Ariadny, Miss Paraná, eleita Miss Cosmo BrasilFotos: Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis

    Fotos:  Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis

    Dallis Ariadny, Miss Paraná, eleita Miss Cosmo BrasilFotos: Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis

    Fotos:  Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis

    Dallis Ariadny, Miss Paraná, eleita Miss Cosmo BrasilFotos: Raffa Rodrigues da preliminar no Le Canton em Teresópolis


    A competição teve início com as 31 participantes no palco. Ao longo da noite, as candidatas passaram por sucessivas etapas eliminatórias até a formação do Top 15, Top 10, Top 7 e, finalmente, do Top 2, que definiu a vencedora e a vice-campeã.

    No Top 7, seis vagas foram determinadas pelo corpo de jurados, enquanto a sétima ficou com a candidata escolhida pelo público por meio do Miss People’s Choice.

    Comunicação também foi decisiva

    Além dos tradicionais desfiles, a etapa final exigiu das candidatas desenvoltura, capacidade de argumentação e posicionamento diante de temas de relevância social.

    As participantes responderam a perguntas sorteadas e, na fase decisiva, Dallis e a outra finalista participaram de um debate sobre assuntos como sustentabilidade e feminicídio.

    A coroação também marcou a passagem de faixa entre Gabriela Borges, Miss Cosmo Brasil anterior, e sua sucessora.

    Após a definição do resultado, a noite foi encerrada com uma apresentação musical da banda Hugo Rocha.

    Candidatas passaram por preparação em Teresópolis

    A final no Vivo Rio foi precedida por quatro dias de preparação no Hotel Le Canton, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. As 31 candidatas ficaram confinadas entre 23 e 26 de agosto para uma programação que reuniu atividades de passarela, comunicação, imagem e desenvolvimento pessoal.

    Durante o período, elas participaram de aulas de oratória, entrevistas, ensaios, avaliações técnicas e sessões de fotos, além das preliminares de biquíni e traje de gala.

    A programação começou com a chegada das representantes, recepção oficial e integração entre as participantes. Elas também receberam a Cosmo Box Experience, com produtos de patrocinadores e materiais oficiais do concurso.

    Nos dias seguintes, foram realizadas as primeiras avaliações individuais. As entrevistas analisaram aspectos como comunicação, desenvoltura e posicionamento. Já a preliminar de biquíni colocou as 31 candidatas na passarela para uma avaliação de performance, além de registros fotográficos e audiovisuais.

    Na sequência, as participantes encararam a preliminar de traje de gala, realizada no salão principal do hotel. A atividade serviu como uma das avaliações antes da apresentação definitiva no Vivo Rio.

    O confinamento também contou com palestras e encontros com profissionais convidados, entre eles Flávia Cavalcante, Fabrício Granito, Guilhermino e Juliano, Júlia Horta e Paulo Silveira.

    Último dia teve casting para modelo

    Antes de deixar Teresópolis, as candidatas participaram ainda de uma audição para o casting de modelo fashion do Grupo NIT.

    A avaliação levou em consideração critérios como postura, passarela, expressão facial, fotogenia, presença, naturalidade e profissionalismo. A vencedora garantiu passagem aérea e hospedagem para participar da semana de Milão prevista para setembro de 2027.

    Após o casting, as candidatas fizeram um ensaio técnico antes de seguirem para o Rio de Janeiro. Na capital, tiveram contato com o palco do Vivo Rio e participaram dos últimos preparativos para a grande final.

    Proposta vai além da beleza

    O Miss Cosmo Brasil busca ampliar o formato tradicional dos concursos de beleza. A competição também considera aspectos como comunicação, inteligência emocional, propósito, posicionamento e capacidade de inspirar por meio da trajetória pessoal.

    Durante a preparação, as candidatas participaram de atividades voltadas ao desenvolvimento profissional, produção de conteúdo, networking e experiências com marcas parceiras.

    Segundo Fabrício Granito, CEO do Miss Cosmo Brasil, a proposta reúne competição, desenvolvimento pessoal, comunicação e oportunidades profissionais.

    A grande final foi transmitida pelos canais oficiais do concurso no YouTube.

    Com a coroação, Dallis Ariadny passa a cumprir oficialmente a agenda como Miss Cosmo Brasil 2026. Entre os próximos compromissos estão a produção de seu primeiro ensaio editorial oficial e a criação de conteúdos institucionais, além de materiais destinados à imprensa, patrocinadores e futuras campanhas do concurso.

  • DF abre 15 vagas para ambulantes no desfile de 7 de Setembro

    DF abre 15 vagas para ambulantes no desfile de 7 de Setembro

    O Diário Oficial do Distrito Federal publicou nesta sexta-feira (28) edital com 15 vagas para ambulantes trabalharem no Desfile Cívico Militar de 7 de Setembro. Os interessados em requerer a licença eventual de trabalho devem comparecer das 9h às 17h, no auditório do Detran-DF, no SAM lote A, Bloco B, Asa Norte, com original e cópia de documento pessoal com foto e comprovante de endereço no nome do ambulante ou declaração de residência.

    As vagas são para barracas que ficarão posicionadas no final do segundo quadrante da Esplanada dos Ministérios. Caso o número de inscrições seja maior do que a quantidade de vagas ofertadas, será realizado sorteio pelo aplicativo Sorteio Fácil, imediatamente após o término do horário previsto para as inscrições.

    A divulgação dos ambulantes contemplados será no dia 1º de setembro, neste site, e as licenças serão entregues no dia 4, no Edifício Anexo do Buriti, das 9h às 17h, quando serão repassadas orientações sobre o trabalho nos eventos.

    Os ambulantes que estiverem sem licença ou em desacordo com as regulamentações podem ser multados. Quem descumprir as regras previstas no edital fica impedido de participar dos próximos três chamamentos e, em caso de reincidência, perde o direito de participar de eventos.

    Com informações do Jornal de Brasília

  • Celina Leão cumpre agenda com entrevistas, diálogo com entidades sociais e ações voltadas à segurança pública

    Celina Leão cumpre agenda com entrevistas, diálogo com entidades sociais e ações voltadas à segurança pública

    Celina Leão cumpre agenda com entrevistas, diálogo com entidades sociais e ações voltadas à segurança pública Governadora e candidata à reel…


    Celina Leão cumpre agenda com entrevistas, diálogo com entidades sociais e ações voltadas à segurança pública

    Governadora e candidata à reeleição também recebeu a técnica de enfermagem Emiliane Tamara, resgatada após dias em cativeiro em Águas Lindas de Goiás

    Governadora e candidata à reeleição também recebeu a técnica de enfermagem Emiliane Tamara, resgatada após dias em cativeiro em Águas Lindas de Goiás

    A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), cumpriu nesta quarta-feira (26) uma extensa agenda de compromissos institucionais e de campanha, marcada por entrevistas à imprensa, reuniões com representantes da sociedade civil, ações de valorização da segurança pública e um encontro de acolhimento com a técnica de enfermagem Emiliane Tamara, resgatada após permanecer dias em cativeiro em Águas Lindas de Goiás.

    O dia começou com entrevistas ao vivo concedidas às rádios do Grupo Band. Durante as conversas, Celina abordou temas relacionados à administração do Distrito Federal, apresentou propostas para um novo mandato e comentou o cenário político local. A agenda ocorreu um dia após a divulgação da pesquisa Quaest, que apontou a candidata na liderança da corrida pelo Governo do Distrito Federal, com 34% das intenções de voto.

    À tarde, a governadora recebeu, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, representantes de Organizações da Sociedade Civil (OSCs). O encontro reuniu lideranças de entidades que desenvolvem projetos nas áreas de assistência social, educação, cultura e inclusão, reforçando o diálogo entre o governo e instituições que atuam diretamente no atendimento à população do Distrito Federal.

    Ainda no Palácio do Buriti, Celina recebeu em seu gabinete a técnica de enfermagem Emiliane Tamara. O encontro foi marcado por gestos de solidariedade e acolhimento à profissional de saúde, que recentemente foi resgatada após viver dias de violência em cativeiro no município goiano de Águas Lindas de Goiás.

    A programação também incluiu a cerimônia de promoção de policiais militares, realizada na Academia de Polícia Militar de Brasília, no Setor Policial Sul. Durante o evento, foi destacada a recente assinatura da redução do interstício para promoções na Polícia Militar do Distrito Federal, medida que permitirá a ascensão de 734 policiais militares na carreira.

    O interstício corresponde ao período mínimo que o policial deve permanecer em determinado posto ou graduação antes de estar apto à promoção. Segundo o governo, a iniciativa busca valorizar os profissionais da segurança pública e fortalecer a estrutura da corporação. Celina também afirmou que a gestão trabalha em uma proposta de reformulação da carreira da Polícia Militar, com o objetivo de tornar o sistema de promoções mais moderno e eficiente.

    A agenda desta quarta-feira reforçou o foco da governadora em áreas consideradas estratégicas para a administração do Distrito Federal, como segurança pública, fortalecimento das organizações sociais e diálogo permanente com diferentes segmentos da sociedade, ao mesmo tempo em que intensifica sua presença junto ao eleitorado durante a campanha pela reeleição.

    Da redação 

  • Distrito Federal amplia descarte de poda e galhadas em papa-entulhos

    Distrito Federal amplia descarte de poda e galhadas em papa-entulhos

    Em meio ao período de seca, o Distrito Federal orienta moradores sobre o descarte correto de resíduos de poda e galhadas gerados por pequenas intervenções em áreas verdes. No total, 28 papa-entulhos estão disponíveis em diferentes regiões para receber esse material.

    Os equipamentos ficam em Samambaia, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Asa Sul, Águas Claras, Granja do Torto, Paranoá, Santa Maria, Recanto das Emas, Taguatinga, Planaltina, São Sebastião, Brazlândia, Guará, Gama, Ceilândia, Sobradinho II, Sobradinho e Núcleo Bandeirante, com unidades em mais de um ponto em algumas dessas localidades.

    A orientação é que, quando o serviço de poda for contratado, o prestador também recolha os resíduos e faça a destinação ambientalmente adequada, em vez de deixá-los em sacos ou descartá-los em vias públicas. No caso de serviços feitos pelo próprio cidadão, é permitido descartar gratuitamente até 1 metro cúbico por dia nos papa-entulhos, volume equivalente à capacidade de uma caixa-d’água de mil litros.

    Acima desse limite, o descarte deve ser feito com o auxílio de um transportador de resíduos até a Unidade de Recebimento de Entulho (URE).

    Com informações do Jornal de Brasília

  • Ex-secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar participa do programa Vozes da Comunidade nesta sexta-feira

    Ex-secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar participa do programa Vozes da Comunidade nesta sexta-feira

      Ex-secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar participa do programa Vozes da Comunidade nesta sexta-feira Delegado federal apose…

     

    Ex-secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar participa do programa Vozes da Comunidade nesta sexta-feira
    Delegado federal aposentado falará sobre sua trajetória na segurança pública, resultados alcançados à frente da SSP-DF e os desafios da área no Distrito Federal
    O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, será o entrevistado desta sexta-feira (28) do programa Vozes da Comunidade, apresentado pelo jornalista Toni Duarte. 

    A entrevista será transmitida ao vivo, a partir das 10h, pelo YouTube e retransmitida por emissoras de rádio comunitárias do Distrito Federal e da Região do Entorno.
    Delegado da Polícia Federal aposentado, Avelar comandou a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) em dois momentos distintos. O primeiro foi entre 2011 e 2014, período em que implantou o Programa Ação Pela Vida, considerado um marco na integração das forças de segurança do DF.
    Durante essa gestão, foram criadas as Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs), fortalecendo a regionalização das ações e a atuação conjunta entre a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o Departamento de Trânsito (Detran-DF). A estratégia buscou ampliar a eficiência do combate à criminalidade por meio da integração entre os órgãos responsáveis pela segurança.
    Avelar retornou ao comando da SSP-DF em janeiro de 2023, após os atos de 8 de janeiro, permanecendo no cargo até o início de 2026. Nesse período, o Distrito Federal registrou os menores índices de criminalidade desde o início da série histórica, em 1977, com destaque para a redução dos homicídios.
    Entre as principais iniciativas da segunda gestão está o Programa Viva Flor, voltado à proteção de mulheres em situação de violência doméstica. Segundo dados divulgados pela Secretaria, não houve registro de feminicídio entre as mulheres atendidas pelo programa durante sua administração.
    Outro destaque foi a política de localização de pessoas desaparecidas, que alcançou índice de resolução de 98% dos casos em 2025. A gestão também promoveu a nomeação de mais de dois mil profissionais para reforçar as forças de segurança e investiu na ampliação do uso de tecnologia, inteligência policial e no enfrentamento às organizações criminosas.
    Durante a entrevista ao Vozes da Comunidade, Sandro Avelar deverá fazer um balanço de sua atuação à frente da Segurança Pública do Distrito Federal, comentar os desafios da área e abordar temas relacionados às políticas públicas de prevenção e combate à criminalidade, além de discutir o cenário atual da segurança no DF.

    Da redação 

  • Ex-secretário de segurança do DF, Sandro Avelar, será o entrevistado nesta sexta-feira no Programa Vozes da Comunidade.

    Ex-secretário de segurança do DF, Sandro Avelar, será o entrevistado nesta sexta-feira no Programa Vozes da Comunidade.

      Da redação do Portal  apolitica e o poder O Delegado federal aposentado abordará os desafios da segurança pública, avanços tecnológicos e …

     


    Da redação do Portal  apolitica e o poder

    O Delegado federal aposentado abordará os desafios da segurança pública, avanços tecnológicos e os índices históricos de redução da criminalidade na capital.

    O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Sandro Avelar é o convidado desta sexta-feira (28) do programa Vozes da Comunidade, apresentado pelo jornalista Toni Duarte. O bate-papo será transmitido ao vivo pelo YouTube e retransmitido por uma rede de emissoras de rádio comunitárias do DF e do Entorno, a partir das 10h.

    Delegado federal aposentado, Avelar acumula uma trajetória marcante na gestão pública da capital, tendo comandado a Secretaria de Estado de Segurança Pública do DF (SSP-DF) em dois momentos decisivos: de 2011 a 2014 e, mais recentemente, de janeiro de 2023 até o início de 2026, assumindo a pasta após os eventos do 8 de janeiro.

    Trajetória e Resultados na Gestão Pública

    Durante sua atuação à frente da SSP-DF, Avelar consolidou programas estruturantes e entregas de forte impacto social:

    Integração e Regionalização (2011–2014): Criador do Programa Ação Pela Vida, implementou as Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs), promovendo a atuação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Detran.

    Redução Histórica da Criminalidade: Na segunda gestão, o DF alcançou os menores índices de criminalidade desde o início da série histórica, contabilizada desde 1977, com queda expressiva nos números de homicídios.

    Proteção às Mulheres: Fortalecimento do Programa Viva Flor, voltado à proteção de mulheres sob medida protetiva, modalidade que manteve taxa zero de feminicídios entre as cidadãs assistidas pela tecnologia.

    Eficiência Operacional e Combate ao Crime: Atingiu a marca de 98% de casos de pessoas desaparecidas solucionados em 2025, além de promover o reforço da inteligência contra facções criminosas, ampliação do uso de tecnologia e a nomeação de mais de dois mil novos agentes para as forças de segurança.

    A entrevista abordará o panorama atual da segurança na capital, a integração regional com os municípios do Entorno e as perspectivas para a área nos próximos anos.

    Serviço:

    Programa: Vozes da Comunidade, apresentação: Toni Duarte

    Entrevistado: Sandro Avelar, ex-secretário de Segurança Pública do DF

    Data e Horário: Sexta-feira (28), às 10h

    Onde assistir/ouvir: Ao vivo pelo canal do programa no YouTube e rádios comunitárias parceiras do DF e Entorno.

  • Duas apostas do DF levam até R$ 111 mil na Mega-Sena

    Duas apostas do DF levam até R$ 111 mil na Mega-Sena

    Duas apostas registradas no Distrito Federal acertaram cinco das seis dezenas do concurso nº 3050 da Mega-Sena, sorteado na noite desta quinta-feira (27). Os bilhetes, registrados pelo Portal Loterias Online, garantiram prêmios de R$ 111 mil e R$ 55,5 mil. Como ninguém acertou todos os números, o prêmio principal acumulou.

    As dezenas sorteadas foram 11, 14, 30, 38, 49 e 55. Além dos dois vencedores da quina, outras 62 apostas feitas no Distrito Federal acertaram quatro números. Os prêmios destinados aos acertadores da quadra variaram entre R$ 1.415 e R$ 7.075, conforme a quantidade de apostas e a faixa de premiação.

    O resultado mantém o prêmio máximo da Mega-Sena acumulado para o próximo concurso. Nenhum apostador conseguiu reunir as seis dezenas sorteadas no concurso desta quinta-feira, deixando aberta a possibilidade de um novo milionário no próximo sorteio.

    O concurso seguinte está marcado para domingo (30) e tem prêmio estimado em R$ 30 milhões. Os apostadores poderão concorrer ao valor acumulado com novas combinações de seis dezenas, na expectativa de levar sozinho ou dividir o prêmio principal.

    Com informações do Jornal de Brasília

  • Zé Felipe surpreende com galo no ombro em camping de Barretos

    Zé Felipe surpreende com galo no ombro em camping de Barretos

    Cantor levou o projeto “Uma Por Ano” à Festa do Peão e ainda aproveitou a passagem pela cidade para gravar um novo clipe

    Zé Felipe transformou o camping da 71ª Festa do Peão de Barretos em uma grande festa. Em clima descontraído, o cantor reuniu milhares de pessoas no Parque do Peão na noite da última quinta-feira (27/8) e chamou atenção não apenas pelo repertório, mas também pelas brincadeiras durante a apresentação. Um dos momentos que mais repercutiram aconteceu quando o artista apareceu cantando com um galo apoiado em seu ombro.

    À vontade no meio do público e dos amigos, ele também posou para fotos, interagiu com quem acompanhava o show de perto e chegou a levantar a roupa e deixar um dos mamilos à mostra durante um clique bem-humorado.

    Veja as fotos

    Zé Felipe na Festa do Peão de BarretosFoto: Edu Araujo/AgNews

    Foto: Edu Araujo/AgNews

    Zé Felipe chegou a cantar com um galo no ombro na Festa do Peão de BarretosFoto: Edu Araujo/AgNews

    Foto: Edu Araujo/AgNews

    Zé Felipe interagindo com o público no projeto “Uma Por Ano”, realizado na Festa do Peão de BarretosFoto: Edu Araujo/AgNews

    Foto: Edu Araujo/AgNews

    Zé Felipe interagindo com o público no projeto “Uma Por Ano”, realizado na Festa do Peão de BarretosFoto: Edu Araujo/AgNews

    Foto: Edu Araujo/AgNews

    Zé Felipe interagindo com o público no projeto “Uma Por Ano”, realizado na Festa do Peão de BarretosFoto: Edu Araujo/AgNews


    A apresentação fez parte de mais uma edição do projeto “Uma Por Ano”, iniciativa criada por Zé Felipe para realizar shows com uma proposta diferente das apresentações tradicionais. A ideia é deixar de lado uma sequência rígida de músicas e abrir espaço para improvisos, convidados e maior proximidade com quem está na festa.

    Antes de subir ao palco, o cantor explicou que o formato nasceu justamente da vontade de curtir mais os lugares por onde passa. Segundo ele, a rotina de apresentações muitas vezes faz com que os artistas cheguem pouco antes do show e deixem a cidade logo depois, sem conseguir aproveitar o ambiente.

    Em Barretos, a proposta ganhou reforço de diversos artistas. Murilo Huff, Pepe Moreno, Kaique & Felipe, Matheus Vargas, Rafa & Júnior, João Gustavo & Murilo e Som de Faculdade estiveram entre as participações especiais da noite.

    O repertório também acompanhou a mistura característica da carreira de Zé Felipe, transitando entre sertanejo, funk, forró e outros estilos. Além dos sucessos já conhecidos pelo público, a passagem pelo interior paulista serviu de cenário para uma novidade musical.

    O cantor aproveitou o evento para divulgar uma faixa que mistura elementos de “Cotton Eye Joe”, sucesso mundial do grupo sueco Rednex, com batidas e sonoridades brasileiras. Barretos também foi escolhida como cenário para a gravação do videoclipe da música, utilizando o próprio camping e a movimentação da Festa do Peão como parte da produção.

  • Tragédia no Himalaia: o que se sabe sobre a avalanche que devastou Nepal e Tibete

    Tragédia no Himalaia: o que se sabe sobre a avalanche que devastou Nepal e Tibete

    A avalanche soterrou dezenas de casas e deixou milhares de pessoas desabrigadas – (crédito: BBC Os deslizamentos de terra e enchentes de gra…

    Os deslizamentos de terra e enchentes de grandes proporções que atingiram a fronteira entre o Nepal e o Tibete na última quarta-feira (26) já são considerados uma das maiores tragédias naturais da região nos últimos anos. O desastre deixou mais de 475 mortos, centenas de desaparecidos e milhares de desabrigados, além de destruir casas, estradas, pontes e postos de fronteira.

    Imagens registradas durante a tragédia mostram uma gigantesca onda de lama, pedras e água descendo pelos vales e arrastando tudo em seu caminho. O fluxo atingiu principalmente a região de Nuwakot, no Nepal, além do posto fronteiriço de Rasuvagadhi, importante ligação entre Nepal e China.

    As operações de resgate chegaram a ser interrompidas devido ao risco de novas enchentes provocadas pelos detritos acumulados nos rios, mas foram retomadas nesta sexta-feira (28). Enquanto isso, autoridades e especialistas trabalham para entender as causas do desastre e evitar novas tragédias.

    O que provocou o desastre?

    Inicialmente, autoridades nepalesas acreditavam que um terremoto poderia ter desencadeado os deslizamentos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) chegou a registrar um possível tremor de magnitude 4,4.

    Posteriormente, porém, a agência confirmou que o evento foi provocado por um colapso glacial seguido por um gigantesco fluxo de detritos, descartando a hipótese de um terremoto como causa principal.

    Especialistas explicam que o aquecimento global tem acelerado o derretimento das geleiras na cordilheira do Himalaia, aumentando a instabilidade das montanhas. O descongelamento do permafrost — camada de solo permanentemente congelada — também reduz a estabilidade das encostas, favorecendo deslizamentos de grande porte.

    Pesquisadores ainda analisam imagens de satélite para identificar exatamente onde ocorreu o rompimento e se houve o colapso de algum lago glacial.

    Era possível evitar?

    Segundo especialistas, fenômenos naturais dessa magnitude não podem ser completamente evitados. No entanto, sistemas de monitoramento e alerta precoce podem reduzir significativamente o número de vítimas.

    Sensores instalados em lagos glaciais e áreas de risco conseguem identificar alterações no terreno e fornecer tempo suficiente para evacuações.

    Pesquisadores também defendem maior cooperação entre Nepal e China no compartilhamento de informações, já que muitos eventos têm origem em regiões remotas do Tibete antes de atingir áreas povoadas do Nepal.

    Outra medida apontada como fundamental é a realocação de comunidades instaladas em áreas de alto risco, especialmente às margens de rios sujeitos a enchentes repentinas.

    Número de vítimas continua aumentando

    Os dados oficiais seguem sendo atualizados à medida que as equipes de resgate avançam.

    Até esta sexta-feira (28), o Nepal contabilizava 475 mortos e mais de 900 desaparecidos. Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros, incluindo turistas e trabalhadores de diversos países, como Índia, Estados Unidos, Ucrânia, Malásia, Austrália e Reino Unido.

    No lado tibetano da fronteira, três mortes foram confirmadas e outras 558 pessoas continuam desaparecidas.

    As autoridades ainda investigam se há registros duplicados entre as listas divulgadas por Nepal e China.

    Mobilização internacional

    O primeiro-ministro do Nepal afirmou que o país está profundamente abalado com a tragédia e garantiu que trabalha em conjunto com o governo chinês para coordenar os resgates e a assistência às vítimas.

    O presidente da China, Xi Jinping, determinou uma busca intensiva pelos desaparecidos e anunciou o fortalecimento dos sistemas de monitoramento e alerta para prevenir novos desastres.

    A Índia também ofereceu apoio humanitário imediato. O primeiro-ministro Narendra Modi colocou equipes e recursos à disposição do Nepal para auxiliar nas operações de socorro.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que está mobilizando equipes e suprimentos de emergência para atender a população afetada.

    Já os Estados Unidos anunciaram uma ajuda inicial de US$ 500 mil, destinada à instalação de abrigos temporários, fornecimento de água potável, saneamento básico e assistência humanitária às comunidades atingidas.

    Enquanto as buscas continuam, cientistas alertam que o aumento da temperatura global pode tornar eventos semelhantes mais frequentes na região do Himalaia, considerada uma das áreas mais vulneráveis do planeta aos efeitos das mudanças climáticas.

  • Propaganda eleitoral no rádio e na TV começa nesta sexta-feira (28)

    Propaganda eleitoral no rádio e na TV começa nesta sexta-feira (28)

    AMANDA KAROLYNE, DÉBORA OLIVEIRA, OLAVO DAVID E THAMIRES PINHEIRO
    redacao@grupojbr.com

    A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para os candidatos ao Governo do Distrito Federal começa nesta sexta-feira (28), dando início a uma nova etapa da disputa pelo Palácio do Buriti. Os programas destinados aos candidatos ao governo serão exibidos às segundas, quartas e sextas-feiras, em blocos de nove minutos do primeiro turno, que poderão ser exibidos até 1º de outubro.

    A maior fatia ficará com a coligação Propósito e Ação, da governadora Celina Leão, que terá 5 minutos e 11 segundos por programa, o equivalente a 57% do tempo disponível. A vantagem é resultado da representação parlamentar da aliança, que reúne Republicanos, MDB, Podemos, PL, a federação PRD/Solidariedade e a federação União Brasil/PP. Juntas, as legendas somam 316 representantes considerados no cálculo da Justiça Eleitoral.

    Na sequência aparece a coligação DF do Povo, do candidato Leandro Grass (PT), com 1 minuto e 57 segundos por programa. A aliança reúne 112 representantes, considerando o PSD, a federação PT/PCdoB/PV e a federação PSOL/Rede.

    O terceiro maior tempo é da coligação Resgatar Brasília, encabeçada por José Roberto Arruda (PSD), com 57 segundos. Formada por PSD e Avante, a aliança possui 91 representantes. Paula Belmonte, da Federação PSDB-Cidadania, terá 27 segundos, enquanto Ricardo Capelli, do PSB, ficará com 25 segundos.

    A distribuição combina uma parcela mínima igualitária destinada às legendas com outra parte calculada proporcionalmente à representação de cada partido, federação ou coligação. Ao todo, são considerados 510 representantes para a definição do espaço destinado às candidaturas.

    Além dos programas em bloco, os candidatos terão direito a inserções de 30 segundos espalhadas pela programação das emissoras. A Justiça Eleitoral prevê 978 inserções distribuídas inicialmente, número que chega a 980 com a divisão das sobras de tempo.

    A coligação de Celina Leão também lidera nesse formato, com 566 inserções. O volume corresponde a 8 minutos e 5 segundos de exposição diária e a 283 minutos e 2 segundos ao longo da campanha.

    A coligação DF do Povo terá 213 inserções, equivalentes a 3 minutos e 2 segundos por dia. Já a aliança Resgatar Brasília contará inicialmente com 104 inserções e ganhou uma unidade adicional após a distribuição do tempo residual, chegando a 105.

    A Federação PSDB-Cidadania terá 50 inserções na divisão inicial e recebeu mais uma após o cálculo das sobras. O PSB, de Ricardo Capelli, ficará com 45 inserções.

    A diferença entre os números decorre da necessidade de converter o tempo total de propaganda em blocos inteiros de 30 segundos. Quando há segundos restantes que não permitem formar uma nova inserção, o chamado tempo de sobra é redistribuído conforme os critérios estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

    TRE-DF reforça regras para a propaganda

    Com o início da propaganda eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) também detalha as regras que devem ser observadas por candidatos, partidos, federações, coligações e emissoras durante a campanha.

    Entre as normas está a exigência de transparência na divulgação de pesquisas eleitorais durante o horário gratuito. Quando uma pesquisa for apresentada, deverão ser informados de forma clara o período em que o levantamento foi realizado e a respectiva margem de erro. Não é obrigatória a menção aos demais concorrentes, desde que a forma de apresentação dos resultados não induza o eleitor a uma interpretação equivocada sobre o desempenho do candidato em relação aos adversários.

    A legislação também permite a veiculação de entrevistas com candidatos em cenas externas que mostrem realizações ou eventuais falhas administrativas, além de atos parlamentares e debates legislativos.

    As emissoras, por sua vez, devem conservar as gravações da propaganda eleitoral por períodos determinados pela legislação. Para emissoras de até 1 kW, o material deve ser mantido por 20 dias após a transmissão. Nas demais emissoras, o prazo é de 30 dias.

    O TRE-DF destaca ainda que é proibida a divulgação de propaganda eleitoral paga no rádio e na televisão. Candidatos, partidos políticos, federações e coligações podem ser responsabilizados pelo conteúdo divulgado. Também não é permitida a utilização comercial da propaganda eleitoral ou qualquer ação, ainda que disfarçada ou subliminar, destinada à promoção de marcas ou produtos.

    Outra restrição envolve a participação de candidaturas majoritárias e proporcionais nos respectivos horários eleitorais. Partidos e coligações não podem utilizar o espaço destinado às eleições proporcionais para promover esse outro tipo de candidatura, nem fazer o contrário. A legislação, no entanto, permite referência ao nome ou número das candidaturas majoritárias, com ou sem a utilização de fotografias e cartazes.

    Conteúdos que possam degradar ou ridicularizar candidatos também estão proibidos. Em caso de infração, o partido, a federação ou a coligação responsável pode perder o direito de veicular propaganda no horário eleitoral gratuito do dia seguinte à decisão que reconhecer a irregularidade.

    As orientações integram a Cartilha de Propaganda Eleitoral – Eleições 2026, elaborada pelo TRE-DF por meio da Coordenação de Organização e Fiscalização de Propaganda Eleitoral (COFPE). O material reúne as principais regras previstas na legislação eleitoral e nas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com orientações sobre as condutas permitidas e proibidas durante a campanha.

    A COFPE é coordenada pelos juízes Ana Cláudia de Oliveira Costa Barreto, Geilza Fátima Cavalcanti Diniz e Vitor Feltrim Barbosa. O TRE-DF recomenda que candidatos, partidos, federações, coligações, profissionais da comunicação, advogados e fiscais consultem a cartilha antes da realização de atos de campanha.

    Celina Leão (PP)

    A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que lidera a corrida às urnas para o Palácio do Buriti com 34% das intenções de voto, de acordo com a pesquisa eleitoral mais recente, feita pela Quaest, vai usar seu tempo na TV e no rádio para evidenciar que conhece o DF e a realidade da população. A governadora é a candidata que representa a coligação Propósito e Ação, que reúne Republicanos, MDB, Podemos, Solidariedade, União Brasil, PP e PL. A chapa terá o maior espaço na propaganda partidária entre os nomes da disputa, somando 5 minutos e 11 segundos em cada bloco e 566 inserções ao longo do primeiro turno.

    Celina tem visitado as regiões administrativas do Distrito Federal desde o início da campanha eleitoral, focada em conversar com a população em feiras, centros comerciais e ruas das cidades. Em todos os compromissos à frente do governo e como candidata à reeleição, ela tem defendido o contato corpo a corpo com o eleitorado para dialogar diretamente com os moradores do DF.

    Segundo a coordenadora de campanha de Celina, Giselle Ferreira, a candidata vai revelar sua história de vida e sua trajetória política de mais de 20 anos em defesa do Distrito Federal. “Vai mostrar, também, o que já realizou nesses quatro meses à frente do Governo.” O material, que vai ao ar a partir desta sexta-feira, foi gravado para destacar que Celina conhece o DF. “Ela entende a realidade da nossa população e tem experiência para governar.”

    Como Giselle contou para a equipe de reportagem do Jornal de Brasília, a campanha nas rádios e TVs terá o mesmo estilo que a governadora tem adotado em suas caminhadas pelo DF. “A campanha será como a própria Celina: verdadeira, pé no chão, próxima das pessoas e cheia de energia”, afirmou.

    José Roberto Arruda (PSD)

    A campanha de José Roberto Arruda (PSD) é quase uma volta no tempo. Por estar há 16 anos fora do cenário eleitoral – seu último pleito foi em 2006 -, o ex-governador tem passeado pelo DF com carreatas sob o mote “estou de volta”. É a forma do pessedista fazer o que muitos falam que ele sabe fazer de melhor: corpo a corpo com o eleitorado. Com a chegada do horário eleitoral, ele entende que “é uma batalha de Davi contra Golias”, pois tem quatro minutos a menos do tempo amealhado pela atual governadora Celina Leão (PP) por meio das alianças partidárias.

    Ao Jornal de Brasília, Arruda não considera que seja “questão de moda antiga ou nova”, mas de “gostar de gente”. “Eu boto fé mesmo no corpo a corpo, na sola do sapato. Quando você vai nas cidades é que você sente os problemas reais da cidade, é isso que modela nosso discurso, a nossa proposta”, comenta. Nos programas, gravados na última semana, ele foca em atrelar a Celina a responsabilidade pela “quebra do BRB”, o que ele classifica como “o mais escândalo da história de Brasília”.

    Nos roteiros, também estão mescladas a ideia de que Brasília “precisa de mudança”, ainda que Arruda se apresente como alguém “com legado”, que já passou pelo GDF e entregou obras que ele considera fundamentais, como a ampliação da EPTG, o metrô em Ceilândia e a construção de hospitais. “Eu tenho legado (…), eu tenho experiência. Claro que os problemas de Brasília mudaram, a gente também tem que mudar, mas eu já demonstrei que sei fazer”, diz ao JBr.

    Mudanças

    Para o sociólogo e marqueteiro político Marcelo Senise, a TV não perdeu relevância, como alguns tendem a repetir, mas “passou a ter outra função”. “Na rede social você fala com quem já te descobriu, a TV permite essa descoberta”, pondera. “Tem que saber utilizar uma para retroalimentar a outra. Tempo de televisão sozinho não ganha eleição, mas negligenciar a televisão pode custar uma eleição”, pontua o presidente do Instituto de Regulação da Inteligência Artificial (Iria).

    Senise ainda pontua que Arruda, assim como o presidente Lula (PT), têm as características ideais para furar as “bolhas” criadas pelas redes sociais, onde, em geral, só chega à tela “o que você quer ver”. “No caso específico do Arruda, ele conseguiu e vem conseguindo romper a bolha justamente nesse trato de apertar de mão, de fazer o trabalho de rua. Eu acredito muito nessa questão híbrida, de conciliar o real com o virtual”, completa.

    Leandro Grass (PT)

    Nos bastidores das filmagens da campanha para TV e rádio, Leandro Grass (PT) tem levado para os programas temas que já fazem parte da sua rotina pelas regiões do Distrito Federal. O candidato combina problemas vividos pela população com as soluções que pretende trazer para cada um deles e busca uma linguagem mais próxima do eleitor, com falas que possam ser compreendidas por quem acompanha, sem o tom formal de um discurso que pareça distante da realidade de quem escuta.

    Um dos exemplos foi a cena acompanhada pelo JBr no Hospital Regional de Taguatinga. No local, Grass aborda a situação da saúde pública do DF e faz críticas à atual gestão e ao que considera abandono de hospitais, como o HRT. A estratégia é levar as filmagens para locais que, na avaliação da equipe, representam problemas que precisam de atenção em uma nova gestão, passando por temas como saúde, educação, segurança e comércio.

    Na distribuição do tempo da propaganda eleitoral gratuita feita pela Justiça Eleitoral, Leandro terá 1 minuto e 57 segundos no rádio e na televisão para expor as propostas.

    Durante o acompanhamento das gravações, Grass também participou dos ajustes feitos pela equipe. O candidato buscou que a fala fosse trazida de forma mais natural e humanizada, evitando que o conteúdo ficasse com um tom excessivamente formal ou ensaiado. A preocupação com a linguagem acompanha uma campanha que tem buscado apresentar os problemas do DF junto às propostas para cada área.

    A escolha dos locais de gravação segue a mesma linha. Em vez de concentrar todo o material no estúdio, a equipe utiliza espaços que tenham relação com os temas abordados e que, segundo Grass, precisam de melhorias.

    Os programas também devem trazer propostas para outras áreas do governo. A intenção é aproveitar o espaço eleitoral para organizar o discurso que o candidato vem apresentando durante caminhadas, panfletagens, encontros com categorias profissionais e visitas às regiões administrativas.

    Paula Belmonte (PSDB)

    Com menos de 30 segundos disponíveis no horário eleitoral gratuito, Paula Belmonte (PSDB) pretende transformar o pouco tempo de rádio e televisão em uma vitrine para ampliar sua presença na campanha ao Governo do Distrito Federal.

    A estratégia da candidata será apostar em mensagens rápidas, com foco na apresentação de sua trajetória, no convite para que os eleitores a conheçam pelas redes sociais e na divulgação de propostas.

    A campanha também deve utilizar os programas para destacar apoios políticos à candidatura, entre eles o do ex-senador Reguffe. A ideia é aproveitar cada segundo para reforçar a imagem de Paula e direcionar o público para os canais digitais, onde poderá apresentar de forma mais detalhada suas propostas.

    Entre as principais bandeiras da candidata estão o combate à corrupção e a transparência na administração pública, com a promessa de uma auditoria na máquina do Governo do Distrito Federal e no Inas-DF. Paula também defende a redução do número de secretarias e a criação de um gabinete específico para combater irregularidades.

    Na saúde, a candidata propõe ampliar o número de profissionais e implementar cirurgias robóticas pelo SUS. Educação, primeira infância, geração de empregos, fortalecimento do comércio local e aumento do efetivo das forças de segurança também estão entre os temas que devem aparecer na campanha.

    Com informações do Jornal de Brasília

  •  “Tom Arrascaeta”: Marido de Isa Scherer “registra” filho em homenagem a craque do Flamengo

     “Tom Arrascaeta”: Marido de Isa Scherer “registra” filho em homenagem a craque do Flamengo

    Rodrigo Calazans, marido da famosa, deu um susto ao fingir que homenageou o jogador do Flamengo ao batizar o caçula com “Arrascaeta”

    Isa Scherer, de 30 anos, deu à luz Tom, seu terceiro filho, nesta segunda-feira (24/8). E a chegada do caçula foi marcada por uma pegadinha de Rodrigo Calanzans, marido da chef de cozinha. O ator decidiu pregar uma peça na esposa e entregou uma certidão de nascimento falsa, na qual o nome do bebê aparecia como Tom Arrascaeta, em homenagem ao jogador do Flamengo, Giorgian de Arrascaeta.

    A reação da influenciadora foi rir. No registro, publicado nas redes sociais, Rodrigo aparece usando uma camisa do Flamengo ao entregar o documento para a esposa, que estava amamentando bebê ainda no hospital. Desconfiada, ela questionou: “Ô pequeno, você fez em uma gráfica, né?”. “Não”, respondeu o marido, sem conseguir esconder o riso.

    Veja as fotos

    Isabella Scherer anuncia nascimento do terceiro filho, TomFoto: Instagram/@isascherer

    Foto: Instagram/@isascherer

    Os gêmeos Mel e Bento com o irmão caçulaFoto: Instagram/@isascherer

    Foto: Instagram/@isascherer

    Isabella Scherer e Rodrigo Calazans com TomFoto: Instagram/@isascherer

    Foto: Instagram/@isascherer

    Foto: Instagram/@isascherer


    Depois de descobrir a brincadeira, Isabella decidiu compartilhar a situação com familiares e amigos e também os pegou de surpresa. Vanessa Medeiros, mãe da ex-MasterChef, caiu na risada ao receber a suposta informação.

    “Não! É mentira isso, né? É brincadeira. Não acredito, não. Filha, você aceitou isso?”, disse ela em um áudio, entre risadas.

    Filha do ex-nadador olímpico Fernando Scherer, o Xuxa, Isabella participou do “MasterChef” e saiu vitoriosa. Antes da competição, porém, ela já havia participado de produções na televisão e no cinema, como a série “Malhação” e a novela “Bom Sucesso”. Em agosto de 2022, deu as boas-vindas aos gêmeos e, agora, celebra a chegada de mais um membro da família.

  • Colisão entre carro e moto deixa motociclista em estado grave na BR-020

    Colisão entre carro e moto deixa motociclista em estado grave na BR-020

    Uma colisão entre um carro e uma motocicleta deixou um homem em estado grave na tarde desta quinta-feira (27), na BR-020, em frente ao Hipermercado Atacadão, na região de Sobradinho, no Distrito Federal. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 13h36 e empregou três viaturas no atendimento.

    No local, os socorristas encontraram uma Kawasaki Ninja verde caída ao solo após colidir com um Renault Scénic cinza. O motociclista, que não havia sido identificado até a atualização da ocorrência, estava no chão e apresentava quadro considerado grave.

    Foto: Divulgação/CBMDF

    As equipes iniciaram os procedimentos de atendimento a vítima de trauma. Após ser avaliado e estabilizado, o motociclista foi transportado com prioridade para uma unidade de saúde.

    O condutor do Renault Scénic recebeu atendimento das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Durante o socorro, parte da via precisou ser interditada para garantir a segurança das equipes e dos demais usuários da rodovia. O local ficou sob responsabilidade da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

    Até a atualização das informações, não havia detalhes sobre a dinâmica da colisão.

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    Foto: Divulgação/CBMDF

    Com informações do Jornal de Brasília

  • Na época de seca no DF, vendas de sorvete aumentam com brasilienses que querem aliviar o calor

    Na época de seca no DF, vendas de sorvete aumentam com brasilienses que querem aliviar o calor

    O sorvete é um dos grandes aliados do brasiliense para aliviar o calorão da época mais seca da capital. Segundo dados do Sindiatacadista-DF, em agosto, o mercado de sorvetes cresceu 17% em relação à média registrada entre os meses de janeiro e julho de 2026. Apesar de um resultado negativo no acumulado do ano, os dados dos últimos meses, do início da seca, apontam para uma mudança de cenário. Para setembro e outubro, a expectativa do setor é de um crescimento ainda maior: 40% na média dos dois meses.

    Segundo o Sindiatacadista-DF, o movimento reforça a influência do clima sobre o consumo. Historicamente, os meses de agosto, setembro e outubro costumam apresentar aumento na procura por sorvetes, picolés e outras sobremesas geladas. Com temperaturas mais elevadas, a expectativa é de que o consumo ganhe ainda mais força.

    “De fato, quando comparamos o desempenho deste ano com o mesmo período do ano passado, observamos uma queda no consumo de sorvetes. Mas, quando analisamos a evolução dentro do próprio ano, percebemos uma reação importante nos últimos meses. Isso mostra que as condições climáticas têm um impacto direto nesse mercado. Com a chegada do calor, o consumidor naturalmente procura mais produtos refrescantes, e o sorvete acaba sendo beneficiado”, afirmou Alaor Gomes, presidente do Sindiatacadista-DF. No acumulado do ano, o setor havia apresentado uma queda de 4% nas vendas em comparação ao ano anterior, mas segmento já apresentou reação em agosto

    Para o sócio da sorveteria Happy Harry, Vinícius Figueiredo, a expectativa para os próximos dias é alta para a chegada de mais clientes. “Esse período, para nós representa, cerca de 25% do nosso faturamento no ano. Só para você ter uma ideia, comparado ao trimestre do início do ano, a gente aumenta nesse período uma tonelada de sorvete a mais para a gente poder atender a demanda durante esse tempo de maior calor em Brasília”, relatou Vinícius.

    Vinícius Figueiredo, sócio da sorveteria Happy Harry, comentou que a produção do estabelecimento aumenta em 1 tonelada para suprir a demanda do período. Foto: Vítor Ventura/Jornal de Brasília

    “Historicamente, agosto, setembro e outubro apresentam uma melhora significativa no consumo de sorvetes. Neste ano, já observamos esse movimento em agosto, com crescimento de 17% em relação à média dos meses anteriores. Para setembro e outubro, a expectativa é ainda mais positiva, com possibilidade de crescimento de até 40%, explicou Lysipo Torminn Gomide, diretor da Brassol Brasília Alimentos e Sorvetes.

    A arquiteta Juliana Castro contou ao Jornal de Brasília que o sorvete tem ajudado a aliviar um pouco o calor. “Eu costumo consumir bastante, em geral, mas nessa época eu acho que dobra, em especial quando tem sorveterias perto de casa. Desde que começou o período mais seco eu venho umas duas vezes por semana tomar sorvete. Ajuda bastante a lidar com o calor”, disse Juliana.

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    A arquiteta Juliana Castro relatou que aumenta bastante o consumo de sorvete na época de seca e calor em Brasília. Foto: Vítor Ventura/Jornal de Brasília

    Consumidor mais exigente

    Além do impacto do clima, o setor também identifica uma mudança no comportamento do consumidor. Segundo o Sindiatacadista-DF, o público está mais exigente e demonstra maior interesse por produtos de qualidade e marcas premium, indicando uma busca não apenas pelo preço, mas também pela experiência e pelo valor agregado. Para Alaor Gomes, essa mudança também revela uma transformação no perfil do consumidor.

    “Ele está cada vez mais exigente e buscando produtos de maior qualidade. Isso tem refletido, inclusive, no aumento do consumo do segmento premium. Hoje, o consumidor não quer apenas comprar um sorvete; ele procura uma experiência melhor, um produto que entregue qualidade e que justifique a sua escolha. Essa mudança de perfil também vem movimentando o mercado e abrindo espaço para produtos de maior valor agregado. Também observamos o mesmo crescimento nas vendas de açaí”, avaliou o presidente do sindicato.

    Vinícius Figueiredo destacou também que com uma maior movimentação de clientes, a sorveteria também precisa achar alternativas para conseguir atender a demanda do período. “Aumenta muito o nosso fluxo de loja, então a gente já tem até conseguido convocar mais funcionários para poder atender a demanda. A nossa produção tem funcionado praticamente de domingo a domingo para dar conta desse volume de pessoas que tem aumentado”, completou o sócio da Happy Harry.

    Com informações do Jornal de Brasília