Dia: 21 de maio de 2026

  • Câmara pode votar programa para desenvolver indústria de fertilizantes – Notícias

    Câmara pode votar programa para desenvolver indústria de fertilizantes – Notícias

    21/05/2026 – 09:23  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Plenário da Câmara dos Deputados durante discussão e votação de propostas legislativas

    O Plenário da Câmara dos Deputados tem sessão marcada para esta quinta-feira (21), com oito propostas na pauta. Uma delas é o Projeto de Lei 699/23, do Senado, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A sessão está prevista para as 11 horas, após a sessão do Congresso Nacional.

    A proposta busca reduzir impostos para empresas que invistam na produção nacional de fertilizantes e de insumos usados no setor. A proposta busca reduzir a dependência do Brasil de produtos importados. O relator, deputado Júnior Ferrari (PSD-PA), apresentou um substitutivo favorável à aprovação da medida.

    Outra proposta que pode ser votada é o Projeto de Lei 2951/24, do Senado, que altera normas do seguro rural. A proposta busca oferecer maior proteção ao produtor contra perdas decorrentes de clima, pragas, doenças e outros problemas na atividade agropecuária. O parecer do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) recomenda a aprovação do projeto na forma de um substitutivo.

    Ainda na área agropecuária, os deputados podem analisar o Projeto de Lei 5900/25, do deputado Pedro Lupion e outros 10 parlamentares, que torna obrigatória a análise prévia do Ministério da Agricultura e Pecuária para a edição de norma federal com impacto sobre espécies vegetais, animais, aquícolas, florestais ou organismos usados em atividades produtivas. O relator é o deputado Pezenti (MDB-SC).

    Também podem ser votados:

    • PL 3240/25, do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que altera a Lei de Acesso à Informação e a Lei de Improbidade Administrativa para proibir sigilo sobre gastos da administração pública federal. O relator é o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
    • PL 2766/21, do deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), que limita as multas aplicáveis por infração ao consumidor à faixa de meio a 10 mil vezes o salário mínimo nacional.
    • PLP 114/26, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que vincula o aumento extraordinário da receita federal obtido com a arrecadação decorrente do aumento do preço do barril de petróleo exportado a medidas para estabilizar os preços dos combustíveis no país.
    • PLP 139/26, do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), que reduz a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) paga por resseguradoras locais, que assumem parte dos riscos das seguradoras.
    • PL 3801/04, que institui o Dia Nacional do Vinho no primeiro domingo de junho.

    Da Redação – RL

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova novo método de reajuste do piso salarial do magistério público da educação básica – Notícias

    Câmara aprova novo método de reajuste do piso salarial do magistério público da educação básica – Notícias

    20/05/2026 – 17:52  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Plenário da Câmara dos Deputados durante discussão e votação de propostas legislativas

    A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1334/26, que cria uma nova regra de reajuste do piso salarial dos profissionais do magistério público da educação básica. A regra também valerá para profissionais contratados por tempo determinado. A matéria será enviada ao Senado.

    Segundo o governo, a regulamentação é necessária por causa das mudanças feitas pela Emenda Constitucional 108/20, porque a fundamentação constitucional da lei do piso salarial da categoria (Lei 11.738/08) ficou desatualizada, “gerando questionamentos tanto pela via legislativa quanto pela judicial e a norma tem sido questionada por parte de alguns entes da federação”.

    Com a nova regra de reajuste, a partir de janeiro deste ano, o índice será a soma da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior (no caso, 2025) mais 50% da média da variação percentual da receita real de cinco anos anteriores (de 2021 a 2025, no caso de 2026) vinda de estados, Distrito Federal e municípios para compor o Fundeb. A variação real corresponde ao que ficou acima do INPC no período.

    O Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Ele recebe recursos de estados, Distrito Federal e municípios.

    De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o reajuste do piso em 2026 foi de 5,40%. Esse percentual reúne o INPC de 2025, de 3,90%, e um ganho real de 1,50%. O piso nacional passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em janeiro de 2026.

    Esse valor foi atualizado na lei que criou o piso na forma do substitutivo aprovado, da relatora na comissão mista, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Se a MP não tivesse sido editada em janeiro deste ano, o reajuste, pelas regras anteriores, seria de 0,37%.

    Limite
    A medida provisória também limita o aumento real do piso. Caso não haja variação positiva no aumento real dos aportes dos entes federados ao Fundeb, o reajuste mínimo será igual ao INPC.

    Esse aumento real não poderá ser maior que o percentual encontrado de variação da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores ao do reajuste. Nesse montante de receita nominal entram, inclusive, as complementações da União.

    A variação nominal não considera a inflação, mas como a arrecadação dos tributos que abastecem o Fundeb (IPVA, ICMS, ISS) aumenta com a elevação corriqueira dos preços dos produtos e serviços ao longo do tempo, seu valor nominal já reflete parcialmente a inflação incorporada nos preços.

    Impacto orçamentário
    A estimativa de impacto da nova regra em 2026 é de R$ 6,4 bilhões se aplicada por todos os entes federativos. As receitas do Fundeb, responsáveis por 70% dos salários dos professores, também têm crescido em termos reais de 2020 a 2026 (120%), assim como a complementação da União.

    Segundo dados do governo, como os percentuais de aumento de participação variaram nesse período, os 70% para os salários variaram, no mesmo período, 114,4%.

    Dados divulgados
    Outra novidade no texto aprovado é a publicação, pelo MEC, em janeiro de cada ano, da memória de cálculo completa utilizada para a atualização do piso salarial do magistério da educação básica.

    Essa memória deverá estar em plataforma digital de dados abertos, de forma acessível e auditável, e conterá:

    – os dados de receita do Fundeb utilizados no cálculo;
    – a metodologia de atualização monetária aplicada;
    – a série histórica considerada; e
    – parecer técnico detalhado sobre a atualização

    Reconhecimento
    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta reconhece a importância da educação e valoriza todos os professores e professoras com o novo piso.

    O líder da federação Psol-Rede, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), afirmou que o piso salarial do magistério foi um direito conquistado com muita luta. “Havia um problema no cálculo elaborado antes que, em situações econômicas como a que a gente vive, significaria não a valorização dos profissionais do magistério, mas poderia significar reajustes abaixo da inflação”, disse.

    Tarcísio Motta lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) discute dois processos sobre o alcance do piso salarial nacional do magistério público da educação básica. Eles tratam da aplicação, por Estados e municípios, dos reajustes do piso definidos em atos do MEC; e a possibilidade de o piso repercutir nos demais níveis, faixas e classes das carreiras do magistério.

    “Esse é o subterfúgio daqueles que não querem, de fato, efetuar a valorização dos profissionais de educação, com penduricalhos e abonos, desrespeitando os planos de carreira”, afirmou.

    A deputada Maria do Rosário (PT-RS), vice-líder da maioria, lembrou que a medida assegura que os professores contratados emergencialmente também deverão receber pelo piso nacional. “Não há professores de primeira e de segunda categoria na escola. Queremos concursos públicos, mas reconhecemos que, ao longo dos últimos anos, praticamente 50% dos professores de escolas públicas são de contrato emergencial”, afirmou.

    Segundo a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), o incremento salarial do magistério seria “minúsculo” se não fosse a medida provisória.

    Terrenos de marinha
    O substitutivo incorpora a Medida Provisória 1332/26, que prorroga até 31 de dezembro de 2028 o prazo para a Secretaria do Patrimônio da União concluir a identificação dos terrenos marginais dos rios federais navegáveis, dos terrenos de marinha e seus acrescidos.

    Segundo o governo, a necessidade de mais prazo para concluir o trabalho decorre da grande extensão da demarcação, que demanda articulação com atores locais nas regiões onde o processo é feito, com destaque para a colaboração dos municípios, a realização de audiências públicas com a sociedade civil e coleta de dados.

    O Executivo argumenta que já foram posicionadas as linhas de demarcação de 55% dos 369 mil quilômetros de linhas previstas nos terrenos marginais de rios federais. Quanto aos terrenos de marinha e acrescidos, foram posicionadas 80% dos 48 mil quilômetros de linhas previstas para toda a costa brasileira.

    Assista à sessão ao vivo

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Audiência pública na CLDF abordará ensino inclusivo de alunos com altas habilidades e superdotação 

    Audiência pública na CLDF abordará ensino inclusivo de alunos com altas habilidades e superdotação 

    Audiência pública na CLDF abordará ensino inclusivo de alunos com altas habilidades e superdotação 

    Audiência discutirá medidas para ampliar a inclusão e promover o desenvolvimento cultural e intelectual dos alunos com altas habilidades/superdotação

    Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

    Debate é iniciativa do deputado distrital Fábio Felix e acontecerá na sexta-feira (22), a partir das 14h

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará, na sexta-feira (22), audiência pública para discutir as altas habilidades/superdotação na educação do Distrito Federal. O debate ocorrerá a partir das 14h, no Plenário da Casa.

    Estudantes com altas habilidades/superdotação (AH/SD) apresentam elevado potencial cognitivo, intelectual ou acadêmico e possuem direito a acompanhamento e estratégias educacionais específicas. No Distrito Federal, a Lei nº 7.841/2025 estabelece diretrizes e instrumentos de incentivo voltados aos estudantes com altas habilidades ou superdotação das redes pública e privada de ensino.

    Por iniciativa do deputado Fábio Felix (PSOL), a audiência discutirá medidas para ampliar a inclusão e promover o desenvolvimento cultural e intelectual dos alunos com AH/SD, além de estratégias pedagógicas compatíveis com as potencialidades e necessidades educacionais desses estudantes.

    O debate também abordará a formação e capacitação de educadores e gestores para a identificação dessas habilidades e para a oferta de suporte adequado por parte das instituições de ensino e do poder público.

    A audiência poderá ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.

    Agência CLDF de Notícias

  • Especialistas apontam falta de transparência das emendas ao Orçamento – Notícias

    Especialistas apontam falta de transparência das emendas ao Orçamento – Notícias

    20/05/2026 – 17:52  

    A diretora-executiva da organização Transparência Brasil, Juliana Sakai, criticou o volume e as características das emendas parlamentares em audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Segundo ela, as emendas não estão associadas a programas estruturantes e acabam sendo pulverizadas. Segundo ela, a alocação dos recursos é genérica e nem o Poder Executivo sabe para onde o dinheiro deve ir logo após a aprovação do Orçamento.

    Câmara dos Deputados

    Juliana Sakai, da Transparência Brasil, apontou uma “rede de favores”

    “Na prática, acabam atuando como ordenadores de despesa, apenas com o bônus da indicação, criando essa rede de favores. Porque os municípios precisam desse recurso e quem recebe vai ficar feliz – eles precisam e é um volume cada vez maior. Mas não têm o ônus da responsabilização”, apontou.

    As emendas Pix são repasses diretos para as prefeituras, sem a necessidade de convênios. São emendas individuais que podem ser apresentadas por todos os parlamentares. Em 2025, uma auditoria coordenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 125 transferências mostrou problemas de falta de transparência e planejamento, recursos não utilizados, fraudes e desvios de finalidade.

    O secretário de Controle Externo de Informações Estratégicas e Inovação do TCU, Marcelo da Eira, anunciou que o órgão divulgará em junho o resultado de uma auditoria feita em 74 municípios que receberam emendas Pix.

    Em 2024, a partir de questionamentos de partidos, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou que fossem entregues planos de trabalho sobre as emendas Pix apresentadas nos anos anteriores para aumentar a transparência dos repasses.

    Avanços na fiscalização
    Amanda Travincas, juíza do gabinete de Flávio Dino, lembrou que foram adotadas várias medidas para melhorar o rastreio dos recursos, como contas específicas para emendas Pix. Em seguida, a Lei Complementar 210, de 2024, descreveu hipóteses em que as emendas, mesmo de execução impositiva, não poderiam ser liberadas.

    “Não há impositividade possível descumprindo regras constitucionais de transparência e rastreabilidade. De modo que, se não houver plano de trabalho prévio aprovado, se não houver a destinação de recursos para uma entidade beneficiária com lastro de atuação – isso é especialmente relevante em relação a organizações do terceiro setor – não há possibilidade de destinação de recursos por obstáculos de ordem técnica.”

    Marcelo Vidal, da Controladoria-Geral da União (CGU), mostrou que o Portal da Transparência consegue hoje dizer para onde foram os recursos de cada emenda. Segundo ele, o sistema, por exemplo, remete o usuário para a ata da reunião que decidiu sobre uma emenda de comissão e para a planilha de quem indicou os repasses.

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Marcelo Vidal: avanços na fiscalização

    Dependência de emendas
    Juliana Sakai também criticou o uso do dinheiro para o custeio de prefeituras. O deputado Paulo Marinho Jr (PL-MA) respondeu que isso acontece porque o Orçamento da União não tem recursos suficientes para a Saúde, por exemplo.

    “A tabela da saúde é uma fantasia. Não tem uma prefeitura, não tem um governo de estado que consiga, com o dinheiro da saúde, manter o serviço. Se todo mundo sabe que não dá para fazer, vão ter que complementar de alguma forma. E, hoje, o município não consegue sobreviver sem emenda. Ponto. São os fatos. Todo mundo sabe disso”, afirmou o deputado.

    O deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), presidente da comissão, disse que as emendas distorcem o jogo eleitoral no relacionamento com os beneficiários.

    “Cria uma relação de ‘muito obrigado, deputado’. E é desigual com quem está lá fora e vai disputar a vaga com quem está aqui dentro, que já tem toda uma estrutura e ainda tem todo esse recurso.”

    Marcelo da Eira, do TCU, afirmou que o foco atual do órgão são as emendas coletivas, de bancadas estaduais e de comissões, diante do fato de que as prefeituras têm dependido de emendas para o seu custeio básico.

    A audiência sobre as emendas parlamentares foi solicitada pelo deputado Jorge Solla (PT-BA), relator do Plano Anual de Fiscalização e Controle de 2026.

    Reportagem –Silvia Mugnatto
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Audiência pública discutirá regras para loteamentos fechados e de acesso controlado no DF

    Audiência pública discutirá regras para loteamentos fechados e de acesso controlado no DF

    Audiência pública discutirá regras para loteamentos fechados e de acesso controlado no DF

    Reunião discutirá dúvidas apresentadas por moradores de condomínios do DF sobre a aplicação de lei que dispõe sobre o loteamento de acesso controlado no DF

    Foto: Agência Brasília/Divulgação

    Prazos para regularização dos cercamentos existentes e para registro de projetos urbanísticos em cartório estão próximo do vencimento, gerando preocupação entre condomínios

    A aplicação das normas relacionadas aos loteamentos fechados e de acesso controlado no Distrito Federal será tema de audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O debate ocorrerá na sexta-feira (22), às 19h, no Plenário da Casa.

    De iniciativa do deputado Rogério Morro da Cruz (PSD), a audiência discutirá dúvidas apresentadas por moradores de condomínios do DF sobre a aplicação da Lei Complementar nº 1.044/2025, que estabelece critérios para implantação, regularização e manutenção de loteamentos de acesso controlado e loteamentos fechados no Distrito Federal.

    Segundo o parlamentar, os principais questionamentos envolvem os prazos previstos na legislação e no Decreto nº 48.416/2026, responsável pela regulamentação da norma, além de temas relacionados aos valores cobrados pela ocupação de áreas públicas e às regras de acesso aos empreendimentos.

    A justificativa da audiência também aponta que os prazos para regularização de cercamentos existentes e para o registro em cartório de projetos urbanísticos aprovados estão próximos do vencimento, o que tem gerado preocupação entre moradores e representantes de condomínios.

    A discussão poderá ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.

    Agência CLDF de Notícias

  • Receita Federal informa que arrecadação com apostas esportivas foi de R$ 9 bilhões em 2025 – Notícias

    Receita Federal informa que arrecadação com apostas esportivas foi de R$ 9 bilhões em 2025 – Notícias

    20/05/2026 – 18:01  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    A Comissão de Finanças e Tributação debateu o assunto

    O subsecretário de Arrecadação, Cadastro e Atendimento da Receita Federal, Gustavo Andrade Manrique, informou na Câmara que o governo arrecadou R$ 9 bilhões em impostos sobre apostas esportivas no ano passado. Quinze por cento do faturamento líquido das empresas do setor vão para os cofres públicos.

    A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados debateu nesta quarta-feira (20) a transparência na arrecadação de impostos sobre apostas esportivas e os impactos econômicos e sociais do setor.

    Segundo o subsecretário, apenas entre janeiro e abril deste ano a arrecadação chegou a R$ 3,1 bilhões, recursos que são destinados a políticas públicas.

    “Há toda uma destinação em relação ao produto dessa arrecadação, seja para saúde, seja para turismo, seja para segurança”, afirmou.

    Ele disse ainda que a Receita identificou 22 empresas que não recolhiam impostos no ano passado. Juntas, elas deviam R$ 111 milhões, mas a situação foi regularizada ainda no segundo semestre de 2025.

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Fábio Bentes vê relação entre crescimento do mercado de apostas e endividamento da população

    Endividamento
    O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, alertou para o endividamento de mais de 80% das famílias brasileiras.

    Para ele, o crescimento do mercado de apostas coincide com o aumento do endividamento e da inadimplência, especialmente entre consumidores mais vulneráveis. “Para cada 10% de aumento nos gastos com apostas on-line, a gente tem meio dia de atraso nas dívidas das pessoas”, afirmou.

    O presidente da Associação Brasileira de Jogos (Abrajogo), Witoldo Hendrich, contestou a relação direta entre apostas e endividamento. Segundo ele, parte do dinheiro apostado retorna aos vencedores.

    “Quem aposta em jogos esportivos recebe, além do entretenimento, parte do dinheiro investido”, disse.

    Hendrich também citou dados do Serasa para afirmar que o perfil dos inadimplentes não corresponde ao principal público das plataformas de apostas esportivas.

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Merlong Solano alertou para impactos dos jogos na saúde mental, como ansiedade e depressão

    Impactos na saúde
    O presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Merlong Solano (PT-PI), afirmou que o avanço das apostas online levanta novos questionamentos sobre os impactos sociais e econômicos da atividade.

    Segundo o parlamentar, há preocupação com possíveis efeitos das apostas sobre a saúde pública, como aumento do vício em jogos, ansiedade e depressão.

    “Tem gente que está falando em proibir, tem gente que está falando em aumentar as alíquotas, para que pelo menos elas gerem um resultado fiscal melhor para o nosso país”, declarou.

    O deputado Paulo Guedes (PT-MG) afirmou ser necessária uma nova audiência para discutir outros pontos relacionados à tributação das apostas online.

    As apostas esportivas online foram legalizadas pela Lei 13.756/18, e as regras para o funcionamento do setor e para a tributação foram estabelecidas pela Lei 14.790/23.

    Reportagem – Luiz Cláudio Canuto.
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Plataformas relatam desafio técnico para cumprir regras eleitorais sobre IA e fake news – Notícias

    Plataformas relatam desafio técnico para cumprir regras eleitorais sobre IA e fake news – Notícias

    20/05/2026 – 18:17  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    A Comissão de Comunicação da Câmara debateu o assunto

    A diretora de Relações Institucionais do Conselho Digital, Roberta Jacarandá, relatou a deputados nesta quarta-feira (20) os desafios técnicos das plataformas de internet para cumprir as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o uso de inteligência artificial (IA) e desinformação nas eleições deste ano (fake news).

    Segundo ela, termos subjetivos nas normas podem levar as plataformas digitais a apagar conteúdos legítimos, como sátiras, por medo de punições judiciais. A preocupação central é que a exigência de retirada imediata force os algoritmos a agirem com rigor excessivo.

    Roberta Jacarandá destacou que conceitos como “conteúdos notoriamente inverídicos” são vagos e dificultam a análise tecnológica. Ela acrescentou que, ao impor responsabilidade conjunta às empresas pela permanência das postagens, a resolução cria um cenário de insegurança jurídica.

    “Ao mesmo tempo que não se quer que haja uma intervenção no processo democrático, no debate público, você abre uma porta para que as plataformas atuem de forma proativa, sem depender de decisão judicial, e aplica a responsabilidade solidária. Ou seja, você coloca as plataformas entre dois riscos: se elas derrubam demais, elas são acusadas de censura. Se não derrubam, são responsabilizadas solidariamente”, afirmou a diretora, que representou empresas como Meta, TikTok, Kwai, Amazon e Discord no debate promovido pela Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados.

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Raphael Monteiro: avanço tecnológico impõe riscos graves à democracia

    Regras
    Editada em março deste ano, a Resolução 23.755/26 do TSE adota medidas rigorosas para combater desinformação e abuso de tecnologia nas eleições.

    A norma exige, por exemplo, que os candidatos indiquem claramente quando usarem conteúdo fabricado ou manipulado por inteligência artificial. Fica proibido também criar ou disseminar material gerado por IA no período entre 72 horas antes e 24 horas após a votação.

    O descumprimento das medidas pode levar a investigações por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político, além de multas e outras sanções administrativas.

    Riscos
    O superintendente de Regulação da Agência Nacional de Proteção de Dados, Lucas Carvalho, explicou que o uso de IA nas eleições não está proibido, mas precisa seguir regras claras para proteger a democracia e garantir a transparência do voto. Para ele, as normas do TSE apenas adaptam para a internet limites que já existiam nas campanhas tradicionais.

    “O que se está fazendo é estabelecer regras que já valem, eu diria, para os pleitos analógicos, que eram regras de convivência básicas: você não pode manipular, não pode mentir”, destacou.

    Raphael Monteiro, da Advocacia-Geral da União, também defendeu a necessidade e a legitimidade das resoluções editadas pelo TSE. Para ele, o avanço tecnológico impõe riscos graves à democracia, como a propagação veloz de desinformação e o uso de vídeos ultrarrealistas (deepfakes) que destroem a noção de realidade do eleitor. “A premissa básica da justiça eleitoral é garantir a paridade de armas”, disse.

    Fiscalização
    A presidente da comissão, deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), que propôs o debate, questionou se as redes sociais possuem equipes capazes de monitorar e retirar do ar conteúdos irregulares em tempo real.

    Em resposta, Jacarandá disse que o volume de postagens torna impossível uma fiscalização totalmente humana e reforçou o risco de remoção exagerada de publicações legítimas por causa de regras eleitorais subjetivas.

    “As intenções [da resolução] são legítimas, são válidas, são necessárias, mas a forma de aplicar às vezes oferece efeitos colaterais não desejados, e isso precisa ser levado em consideração”, afirmou Jacarandá.

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Horóscopo de hoje, 21/05/2026 – Previsões para todos os signos

    Horóscopo de hoje, 21/05/2026 – Previsões para todos os signos

    Áries (21/03 – 19/04)

    Para o signo de Áries, o céu indica que é vital moderar gastos frente a um cenário complicado com Lua, Marte e Plutão. Evite despesas desnecessárias para não se deparar com dívidas futuras. Previna-se contra imprevistos e busque otimizar seus recursos.

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    Touro (20/04 – 20/05)

    O céu indica que o signo de Touro pode se sentir desafiado neste momento. O desgaste energético é possível devido à tensão entre Lua, Marte e Plutão. Pode ser um bom momento para cuidar da saúde e buscar um ritmo moderado.

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    Gêmeos (21/05 – 20/06)

    Para o signo de Gêmeos, o céu aponta que pode ser um momento delicado para a convivência. A recomendação é se posicionar de forma serena, mesmo que haja provocações nos convívios.

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    Câncer (21/06 – 22/07)

    Para o signo de Câncer, nesta quinta-feira, o céu indica que pode ser um bom momento para se atentar às finanças e planos práticos. Poderá contar com análises de gastos que ajudem na prevenção de desafios na área material.

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    Leão (23/07 – 22/08)

    O céu indica um dia desafiador para o signo de Leão, com possíveis reflexos emocionais e físicos. Pode ser um bom momento para se organizar e priorizar tarefas.

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    Virgem (23/08 – 22/09)

    Para o signo de Virgem, este dia pressagia momentos de tensão no campo da comunicação. Interesses conflitantes nos relacionamentos podem levar a conflitos, ou mesmo a brigas. O céu indica que você deve tomar a iniciativa e fazer algumas concessões.

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    Libra (23/09 – 22/10)

    Para o signo de Libra, o céu aponta um período com chances de irritabilidade e conflitos em grupos, que pode levar a desavenças. A dica é manter o autocontrole para lidar bem com situações delicadas.

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    Escorpião (23/10 – 21/11)

    Para o signo de Escorpião, o céu indica tensões na convivência cotidiana, geralmente advindas de ideias contrastantes. Pode ser um bom momento para abrir espaço para o diálogo e conciliar interesses, administrando as diferenças com cuidado.

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    Sagitário (22/11 – 21/12)

    O céu indica que o signo de Sagitário pode sentir uma impulsividade na busca por satisfação pessoal, que pode ser um reflexo de carências mal equilibradas. Evite soluções paliativas que possam pesar no bolso. Talvez seja um bom momento para buscar serenidade no recolhimento físico e emocional.

    Leia seu Horóscopo Personalizado

    6iYJu7XZ capricornio

    Capricórnio (22/12 – 19/01)

    Para o signo de Capricórnio, o céu indica que desafios podem tirá-lo da zona de conforto nesta quinta-feira. Controlar a ansiedade e agir de forma pensada é o caminho para lidar com tais mudanças.

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    Aquário (20/01 – 18/02)

    Para o signo de Aquário, a combinação entre Lua, Marte e Plutão indica um dia desafiador para expressar suas ideias com clareza. Evite exageros e analise bem seus argumentos antes de expô-los. Aproveite críticas como aprendizado, sem se colocar na defensiva.

    Saiba tudo sobre signos

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    Peixes (19/02 – 20/03)

    Para o signo de Peixes, o céu indica um dia desafiador na área financeira e material, pedindo controle emocional e equilíbrio. Cultivar a calma pode ajudar a lidar claramente com os contratempos.

  • Especialistas defendem na Câmara controle da violência contra mulheres nas plataformas digitais – Notícias

    Especialistas defendem na Câmara controle da violência contra mulheres nas plataformas digitais – Notícias

    20/05/2026 – 18:46  

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Tabata Amaral (C), coordenadora do grupo de trabalho

    A criminalização da misoginia é vista como um passo essencial, mas insuficiente, para combater a escalada de ódio contra as mulheres no ambiente digital. Durante audiência promovida pelo grupo de trabalho que trata do assunto na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (20), palestrantes defenderam que a punição legal deve caminhar ao lado de medidas educativas e de regulação das plataformas de redes sociais para conter a violência que migra do virtual para o real.

    Segundo a fundadora da organização de pesquisa InternetLab, Mariana Valente, a tipificação penal é necessária por uma questão de consistência jurídica.

    “O Brasil já criminaliza discursos de ódio por raça, origem nacional e religião, mas os discursos equivalentes direcionados às mulheres não têm punição criminal. Isso é uma distinção indefensável perante o direito brasileiro”, afirmou.

    Ela sugeriu regras de remoção de conteúdo equilibradas, transparência nos algoritmos e a especificação do “dever de cuidado” das redes sociais.

    A chefe da Assessoria Especial de Comunicação do Ministério das Mulheres, Janara Sousa, confirmou que há uma relação entre misoginia on-line e aumento da violência contra a mulher.

    “O discurso de ódio desumaniza as vítimas, tornando-as descartáveis e passíveis de serem violentadas”, apontou.

    Outro ponto do debate foi a monetização da misoginia. Janara Sousa trouxe dados de um estudo que analisou 137 canais machistas, constatando que 80% deles são monetizados por meio de anúncios, clubes de membros e doações diretas.

    A interrupção desse fluxo financeiro também foi citada no debate como caminho para combater a misoginia.

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Janara Sousa: “O discurso de ódio desumaniza as vítimas, tornando-as descartáveis e passíveis de serem violentadas”

    Aperfeiçoamento legislativo
    O grupo de trabalho analisa o Projeto de Lei 896/23, sob coordenação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

    O objetivo do encontro foi reunir subsídios para o aperfeiçoamento da proposta, que equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível, com penas de reclusão de dois a cinco anos.

    Tabata pautou o debate com três questões: a existência de uma relação de causalidade entre o discurso de ódio on-line e o aumento de feminicídios; as estratégias práticas para enfrentar esses grupos; e como garantir proteção efetiva para mulheres e meninas vítimas de crimes como conteúdos falsificados e perseguição on-line.

    Além da criminalização
    Para as especialistas, o enfrentamento do problema exige ações estruturais. A consultora e educadora Sheylli Caleffi, por exemplo, defendeu a necessidade de diretrizes curriculares que promovam o respeito desde a infância.

    “Uma educação para a equidade, para o respeito nas escolas, desde sempre se faz necessária. Mesmo que a família tenha valores muito sólidos de respeito, o adolescente passa de quatro a seis horas por dia na internet. Quem é que vai influenciá-lo mais? A família ou esses influenciadores que estão cometendo o que eu vou chamar de crime?”, questionou Sheylli.

    Já a pesquisadora Sara Clem, do Instituto Sivis, enfatizou a importância de delegacias preparadas, Ministério Público capacitado e um Judiciário sensível ao tema.

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova projeto que retoma a redução dos limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará – Notícias

    Câmara aprova projeto que retoma a redução dos limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará – Notícias

    20/05/2026 – 19:04  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Plenário da Câmara dos Deputados durante discussão e votação de propostas legislativas

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que retoma a redução dos limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará. A matéria será enviada ao Senado.

    De autoria do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), o Projeto de Lei 2486/26 foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado José Priante, que também foi relator da Medida Provisória 756/16 sobre o mesmo tema.

    Em 2017, a MP foi vetada integralmente pelo então presidente da República Michel Temer após mudanças no Congresso. Ele enviou projeto no mesmo ano sobre o assunto, que não avançou na tramitação desde então.

    O substitutivo desmembra dos atuais 1,3 milhão de hectares (ha) da floresta um total de 486 mil ha para conversão em Área de Proteção Ambiental (APA).

    A Flona do Jamanxim passará a ficar com cerca de 815 mil hectares. A região também enfrenta dificuldades para conter a exploração ilegal da unidade de conservação por meio de desmatamento e garimpo.

    O texto permite explicitamente a mineração dentro da floresta e da APA criada, segundo planos de manejo.

    Segundo José Priante, há uma “necessidade incontornável” de resolver conflitos fundiários na região, cuja ocupação é anterior à área protegida, tanto em área de garimpo quanto em área de zoneamento de atividade produtiva.

    “O projeto não extingue áreas protegidas, apenas recategoriza parcela da Floresta Nacional do Jamanxim”, afirmou.

    Rodovia
    Criadas em 2006, a floresta e o Parque Nacional do Jamanxim fizeram parte de uma estratégia para evitar a degradação ambiental na região devido à rodovia BR-163, que corta a área desde 1976, ligando inicialmente o Mato Grosso ao Pará (hoje a rodovia segue o planejamento inicial e vai até o Rio Grande do Sul). No entanto, ao longo do tempo a degradação ambiental continuou.

    Um parque nacional é uma unidade de proteção integral, na qual podem ocorrer poucas atividades, como turismo. Já floresta nacional e APA integram o grupo das unidades de uso sustentável, que permitem outras atividades, desde manejo sustentável de extração de madeira até certas atividades de produção agrícola e extrativista.

    O relator, deputado José Priante, afirmou que o decreto de criação da Flona do Jamanxim, de 2006, incluiu áreas já ocupadas por agricultores que participavam de políticas públicas de ocupação do território e de desenvolvimento regional.

    “Desde a criação da Floresta Nacional do Jamanxim revela-se uma tensão permanente entre a pressão pela regularização fundiária e pela expansão das atividades agropecuárias na região, de um lado, e os compromissos constitucionais e legais de proteção da Amazônia, de outro”, disse.

    Desapropriações
    O texto aprovado permite ao governo realocar, em terras disponíveis da União ou do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na Amazônia Legal, os ocupantes de áreas rurais dentro dos novos limites da Floresta Nacional do Jamanxim. Até assumir a posse das novas áreas, os ocupantes poderão continuar a exercer suas atividades econômicas.

    Quanto à regularização fundiária, no âmbito da Lei 11.952/09, o texto aprovado especifica que as exigências de praticar cultura efetiva e de comprovar a ocupação pacífica, por si ou por seus antecessores anteriormente a 1º de dezembro de 2004, serão relativas às áreas originalmente ocupadas.

    O texto condiciona, entretanto, a titulação à inexistência de desmatamento ilegal na área regularizada.

    Parque nacional
    Na época de votação da MP 756/17 também foi aprovada a MP 758/17, que reduzia os limites do parque do Jamanxim. Esse texto foi transformado na Lei 13.452/17, mas sua eficácia foi suspensa por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) do Psol que questiona a redução da proteção ambiental.

    O partido questiona ainda o fato de a alteração dos limites do parque ter sido feita por medida provisória em vez de projeto de lei. A lei questionada exclui 852 hectares do parque nacional para ampliar a faixa de domínio do traçado da ferrovia.

    O placar do julgamento está em 2 a 0 a favor da validade da lei, com votos do relator e do então ministro Luís Roberto Barroso, já aposentado.

    O julgamento tinha sido suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, mas a retomada do julgamento está prevista para esta quarta-feira (20).

    A negociação com o governo envolveu a passagem da ferrovia EF-170 (Ferrogrão) em área fora do parque. O projeto da ferrovia foi incluído no novo PAC do governo federal.

    Conflitos fundiários
    O deputado Henderson Pinto (MDB-PA) disse que há, dentro da Flona, famílias incentivadas pelo poder público a ocupar a região. “Essas pessoas acordaram de um dia para o outro dentro de uma unidade de conservação de proteção integral. Essas famílias ficaram 20 anos sem conseguir acessar crédito rural, sem usar suas áreas como garantia, sem poder investir, crescer ou planejar a sucessão familiar”, disse o parlamentar.

    Porém, o líder da federação Psol-Rede, Tarcísio Motta (Psol-RJ), classificou a proposta como “premiação da grilagem”, abertura de precedente para fragilizar o sistema nacional de unidades de conservação. “Todos os órgãos reconhecem que há conflitos fundiários complexos dentro da Flona do Jamanxim. Mas nenhum dos órgãos de controle ambiental diz que é para fazer o que está sendo feito aqui, fragilizar toda a possibilidade de proteção”, afirmou.

    O deputado Joaquim Passarinho (PA), vice-líder do PL, reforçou que a criação da APA vai garantir respeito às pessoas que já estavam na região antes da criação da Flona. “Quando se decidiu fazer uma floresta e demarcar, essas pessoas já estavam lá. Chegaram lá desbravando, pegando doença, morrendo, por falta de Estado. E agora chega o governo, que nunca foi lá, roubando o gado do produtor. Isso é um desrespeito”, declarou.

    A deputada Marina Silva (Rede-SP) afirmou que a proposta representa o risco de reduzir a proteção ambiental de uma área muito importante e estratégica.

    “Os conflitos fundiários que temos ali não serão resolvidos com flexibilização, mas com gestão adequada e alternativas para que as comunidades que, de boa-fé, lá estão possam ser remanejadas”, disse. Marina Silva deixou o comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em abril de 2026, prazo limite de desincompatibilização eleitoral disputar vaga nas eleições de 2026.

    Autoridades paraenses
    O ex-governador do Pará Helder Barbalho acompanhou a votação do texto na tribuna da Mesa Diretora.

    “Quero cumprimentar o ex-governador do Pará Helder Barbalho que está aqui no plenário juntamente com toda a bancada e nos solicitou a votação desse item, pleito antigo do povo paraense, trazendo a possibilidade de poder aumentar a produtividade a geração de emprego de renda naquela região do Pará”, afirmou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Assista à sessão ao vivo

    Mais informações a seguir

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova projeto que inclui economia criativa como beneficiária de fundos regionais – Notícias

    Câmara aprova projeto que inclui economia criativa como beneficiária de fundos regionais – Notícias

    20/05/2026 – 19:19  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Lídice da Mata é a relatora da proposta

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que inclui, como beneficiários de recursos de fundos constitucionais de incentivo regional, os empreendimentos de economia criativa. A matéria será enviada ao Senado.

    De autoria do deputado Airton Faleiro (PT-PA), o Projeto de Lei 4733/20 foi aprovado com parecer favorável da deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

    Os fundos envolvidos são o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FCO), o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FCE) e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

    A  economia criativa é definida, pelo projeto, como a criação, produção e distribuição de bens e serviços que usem criatividade, cultura, capital intelectual e artístico como insumos primários.

    Importância para o crescimento
    A deputada Lídice da Mata afirmou que o Brasil não pode permanecer em silêncio quanto à importância da economia criativa para o seu crescimento. “Os fundos nacionais do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste, regiões extremamente criativas, devem e podem participar desse processo de financiamento e promoção”, disse.

    Para a deputada Marina Silva (Rede-SP), a economia criativa ajuda a perceber processos produtivos intangíveis como a arte. “Além disso, tem efeitos secundários na formação social, econômica e cultural das pessoas. Em um momento de grave crise de valores, a economia criativa entra como forma de ajudar a que a gente possa usar todo nosso patrimônio cultural como algo a favor do desenvolvimento social e cultural do país”, disse.

    Porém, o deputado Luiz Lima (PL-RJ) disse que a proposta é mais uma oportunidade de se fazer militância política com recursos públicos.

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Deputados aprovam projeto que impede a fiscalização ambiental de adotar medidas cautelares – Notícias

    Deputados aprovam projeto que impede a fiscalização ambiental de adotar medidas cautelares – Notícias

    20/05/2026 – 20:20  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Marussa Boldrin é a relatora da proposta

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que impede a fiscalização ambiental de adotar medidas cautelares, como a antecipação de sanções, listadas na Lei dos Crimes Ambientais. A matéria será enviada ao Senado.

    De autoria dos deputados Lucio Mosquini (MDB-RO) e Zé Adriano (PP-AC), o Projeto de Lei 2564/25 foi aprovado conforme substitutivo da relatora, a deputada Marussa Boldrin (MDB-GO).

    Inicialmente, o projeto proibia o uso de imagens de satélite como base para impor embargos a obras ou desmatamentos por meio de medidas cautelares, mas a relatora manteve essa possibilidade, desde que assegurada a notificação prévia ao envolvido para que apresente esclarecimentos e documentos.

    Com isso, embora certas intervenções sejam proibidas, como desmatar dentro de unidades de conservação integral, uma atuação da fiscalização para impedir o avanço da ação dependeria dessa defesa.

    Da mesma forma, o texto impede, por exemplo, a destruição ou inutilização de equipamentos ou produtos de crime ambiental por considerá-las antecipação da sanção prevista na lei de crimes ambientais.

    Esse tipo de ação é adotada pelo Ibama em situações mais graves com base no Decreto 6.154/08 e em razão da impossibilidade de deslocamento de máquinas e outros veículos utilizados para desmatamento de dentro da mata para a unidade do órgão como forma de apreensão. Assim, essa medida cautelar interrompe danos maiores em casos de crime ambiental.

    Sem defesa
    O deputado Lucio Mosquini, um dos autores da proposta, afirmou que atualmente há punição por crimes ambientais sem direito de defesa.

    “Não podemos, a custo do uso dos satélites, afrontar o direito de defesa do cidadão. Esse é um princípio elementar da democracia. Quando um equipamento eletrônico usurpa esse direito, temos de nos insurgir contra isso”, disse.

    Segundo ele, o ônus da prova atualmente é todo do produtor. “O satélite não sabe se aquilo é desmatamento, se colocou fogo na propriedade, se houve tempestade e caiu árvore. O que ele faz, através de IA [inteligência artificial], é embargar”, afirmou.

    Para a relatora, deputada Marussa Boldrin, a proposta é bastante pertinente e oportuna. “Garantimos o amplo direito de defesa dos nossos produtores, da nossa agricultura, pecuária e do meio ambiente”, disse.

    O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que a proposta garante o direito de defesa a produtores rurais. “Fim do embargo ambiental automático”, defendeu.

    Preservação
    Porém, o líder da federação Psol-Rede, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), afirmou que o projeto vai proteger criminosos. “Temos um crime cometido e há um flagrante. Estamos falando de áreas remotas que precisam ser preservadas. E falando de um tipo de crime em que a urgência das medidas é absolutamente necessária”, defendeu.

    Segundo ele, o princípio da preservação ambiental deve garantir que os mecanismos de fiscalização e de responsabilização daqueles que cometem crimes ambientais não se fragilizem.

    Para a deputada Marina Silva (Rede-SP), a proposta não quer corrigir injustiças, mas voltar a um tempo de menos fiscalização. “Injustiça é expor o fiscal do Ibama, do ICMBio a ir para operação corpo a corpo e ser recebido com bala por pessoas que invadem e fazem grilagem de terra pública, terra indígena”, disse.

    O deputado Bohn Gass (PT-RS), disse que os desmatamentos reduziram nos últimos anos em grande medida pela fiscalização remota. “Precisamos pensar no desenvolvimento do país, nos afirmarmos mundialmente. É fundamental que a gente produza e preserve.”

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Daneil Vilela declarou: sobre as Operação Destroyer e Operação Agropix, em Goiás bandido não se cria e não se criará aqui é terra de gente de bem.

    Daneil Vilela declarou: sobre as Operação Destroyer e Operação Agropix, em Goiás bandido não se cria e não se criará aqui é terra de gente de bem.

      Por Carlindo Medeiros Jornalismo Analítico, Independente e de Alta Vigilância Institucional SEGURANÇA PÚBLICA & ESTADO Tolerância Zero…

     


    Por Carlindo Medeiros

    Jornalismo Analítico, Independente e de Alta Vigilância Institucional

    SEGURANÇA PÚBLICA & ESTADO

    Tolerância Zero e Operações Simultâneas: O Alinhamento Estratégico entre o Executivo Goiano e o Judiciário no Combate ao Crime Organizado

    Com a execução de 185 medidas judiciais em Goiás e outros estados, a 7ª fase da Operação Destroyer e a inédita Operação Agropix sinalizam o endurecimento da governança de segurança pública sob a gestão de Daniel Vilela.

    O recrudescimento das ações de repressão qualificada em território goiano ganhou um novo e robusto capítulo nesta terça-feira (19). Em uma demonstração de força e coordenação institucional, as forças de segurança pública de Goiás deflagraram, de maneira simultânea, duas grandes ofensivas: a 7ª fase da Operação Destroyer e a Operação Agropix. Ao todo, 185 medidas judiciais começaram a ser cumpridas, transpondo as divisas do estado e alcançando alvos em São Paulo, Santa Catarina e no Distrito Federal.

    O impacto político e jurídico das operações foi imediatamente chancelado pelo governador em atual, Daniel Vilela. Ao comentar o balanço das primeiras horas de diligências, o chefe do Executivo goiano elevou o tom e reafirmou a diretriz ideológica de sua administração voltada à segurança.

    “A gente vai continuar firme e forte, garantindo que Goiás seja terra de gente de bem, onde bandido não se cria e não se criará”, declarou Vilela.

    Para analistas políticos, a fala do governador não reflete apenas um jargão de efeito, mas sim a consolidação de uma estratégia de marketing político ancorada nos índices de redução de criminalidade, um dos principais ativos eleitorais do governo local. Vilela destacou que o trabalho das forças de segurança do estado vem sendo intensificado com foco no asfixiamento financeiro de facções e no combate a estelionatos de alta complexidade. “Goiás seguirá entre os estados mais seguros do país”, cravou.

    O Asfixiamento do Narco-Delivery: A Operação Destroyer

    A engrenagem jurídica que move a 7ª fase da Operação Destroyer foi articulada pela Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Trindade. Nesta etapa específica, o Poder Judiciário autorizou 40 medidas restritivas, divididas simetricamente entre 20 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

    As incursões concentraram-se na Região Metropolitana de Goiânia e na cidade de São Luís de Montes Belos. De acordo com informações repassadas pelo delegado-geral da Polícia Civil, Dr. André Ganga, ao governador, mais de 100 mandados de todo o bloco operacional já haviam sido cumpridos com sucesso até o meio-dia.

    O alvo principal da Destroyer é a desarticulação logística de uma facção criminosa que modernizou seus métodos de atuação. O grupo operava um sofisticado sistema de “tele-entrega” de entorpecentes em larga escala, valendo-se de uma frota de motocicletas e automóveis, além de manter uma rede de comunicação blindada para gerenciar as vendas, a roteirização da distribuição e a cobrança violenta de dívidas associadas ao tráfico de drogas.

    A Fraude “Mão Fantasma” e o Prejuízo ao Agronegócio: Operação Agropix

    Se por um lado a Polícia Civil ataca o tráfico tradicional, por outro o foco se volta à criminalidade tecnológica que ameaça a principal matriz econômica do estado: o campo. A Operação Agropix, capitaneada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde (vinculado à 8ª Delegacia Regional de Polícia), mobilizou agentes para o cumprimento de mais de 80 mandados judiciais, englobando prisões temporárias, buscas domiciliares e o congelamento de contas bancárias.

    A investigação desnudou um esquema de fraude eletrônica altamente sofisticado que vitimou um grande produtor rural de Rio Verde, polo do agronegócio nacional. Os criminosos utilizaram o golpe conhecido como “mão fantasma”, técnica em que um software malicioso é inoculado no dispositivo da vítima, permitindo aos fraudadores o acesso remoto e o controle das contas bancárias para a realização de transferências vultosas via Pix. O prejuízo estimado é milionário.

    Devido à pulverização dos operadores financeiros e dos “conteiros” (indivíduos que cedem contas para lavagem do dinheiro), a Agropix exigiu cooperação interestadual, operando redes de captura em São Paulo, Santa Catarina e Brasília.

    Análise Jurídico-Política

    Do ponto de vista institucional, o volume de ordens judiciais cumpridas nesta terça-feira demonstra um alinhamento célere entre os juizados de garantias e os grupos especializados da Polícia Civil de Goiás. A estratégia de focar no “dinheiro do crime”, por meio de bloqueio de valores e sequestro de bens na Operação Agropix, segue a tendência moderna de combate às organizações criminosas, preferindo o colapso financeiro das estruturas ao mero encarceramento de base.

    O desafio do Executivo goiano, contudo, permanece sendo a sustentabilidade fiscal e operacional desse modelo de alta intensidade policial, em um cenário nacional onde as facções criminosas frequentemente migram suas bases de operação para burlar os cercos estaduais. Por ora, Brasília observa o modelo goiano como um laboratório de tolerância zero que colhe dividendos políticos expressivos.

    Com informações da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) e da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO).

  • Câmara aprova projeto que reconhece Jaguariúna como a Capital Country do Brasil – Notícias

    Câmara aprova projeto que reconhece Jaguariúna como a Capital Country do Brasil – Notícias

    20/05/2026 – 20:25  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Simone Marquetto é a relatora do projeto

    A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4689/25, do deputado Mauricio Neves (PP-SP), que reconhece Jaguariúna (SP) como a Capital Country do Brasil. A proposta segue para o Senado.

    Segundo Neves, a história de Jaguariúna é marcada por sua conexão com o campo, com mais de 35 anos de rodeios no Jaguariúna Rodeo Festival, realizado em setembro.

    “Com o Jaguariúna Rodeo Festival, a mistura dos grandes clássicos com os novos hits do sertanejo transformou o evento em um dos maiores do segmento. O festival foi um dos primeiros a combinar a emoção das competições de rodeio com shows de grandes artistas nacionais e até internacionais”, disse.

    Os rodeios movimentam a economia regional em mais de R$ 50 milhões só no período da festa, segundo Neves, o que torna Jaguariúna o epicentro country da região metropolitana de Campinas. “Ser reconhecida nacionalmente como a ‘Capital Country do Brasil’ é, portanto, o registro legal de uma condição natural da comunidade”, afirmou o autor.

    A relatora, deputada Simone Marquetto (MDB-SP), afirmou que Jaguariúna é historicamente ligada à cultura do interior, com forte tradição agrícola e pecuária, e que o rodeio é parte intrínseca dessa cultura. “O estilo country está presente no cotidiano dos moradores, na moda, na culinária e nos empreendimentos locais, e a cidade amplia seu potencial turístico com roteiros que valorizam a tradição rural e o estilo sertanejo moderno”, declarou.

    Marquetto lembrou que a primeira edição do festival em Jaguariúna foi em 1989 e evoluiu para contemplar programação musical diversificada. “O evento promove a cultura e as tradições do interior do Brasil, preservando e celebrando o legado da cultura rural, e muitas gerações locais cresceram participando e apreciando o festival, tornando-o parte integrante da identidade da cidade.”

    Reportagem – Tiago Miranda
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Antigo Ibope até pode oferecer um serviço melhor, mas só se as TVs pagarem a conta

    Antigo Ibope até pode oferecer um serviço melhor, mas só se as TVs pagarem a conta

    A questão não está apenas na diferença entre prévias e consolidados, mas na incapacidade de oferecer um retrato minimamente preciso do que acontece em tempo real

    A confusão que se estabeleceu na TV aberta, segunda-feira, no instante da convocação da seleção brasileira, escancarou um problema antigo e cada vez mais difícil de ignorar: o despreparo da Fifty5Blue, antigo Ibope, em entregar ao mercado uma medição compatível com a realidade atual do consumo de mídia.

    A questão não está apenas na diferença entre prévias e consolidados, mas na incapacidade de oferecer um retrato minimamente preciso do que acontece em tempo real. E isso justamente num momento em que o comportamento do público mudou completamente.

    Já se passaram mais de seis anos desde a pandemia, período em que streaming, YouTube, FAST channels e transmissões simultâneas ganharam força definitiva em audiência e faturamento. Ainda assim, o mercado segue sem uma ferramenta eficiente capaz de medir, instantaneamente, o consumo de conteúdo onde quer que ele aconteça.

    Existe um projeto para isso, é verdade, mas sua implementação depende do investimento dos próprios players. Tem que sair do bolso das TVs. Algo difícil de compreender e aceitar, diante dos valores altíssimos pagos atualmente pelo serviço realizado. É quase como vender um carro a álcool e exigir que o comprador também moa a cana para conseguir abastecê-lo.

    O problema se torna ainda mais grave quando a aferição passa a depender apenas do áudio em simulcast. Na próxima Copa do Mundo, por exemplo, a NSports transmitirá o mesmo sinal do SBT. Resultado: emissoras e plataformas irão trabalhar praticamente no escuro, sem confiar plenamente no real time e sem saber exatamente onde a audiência está concentrada naquele instante.

    Isso interfere diretamente em decisões comerciais, estratégias artísticas e posicionamentos de programação.

    (Reprodução / Divulgação)

    Vale ainda dizer

    Cobra-se muito, e com razão, investimentos na TV aberta, mas quase nunca se discute a precariedade do modelo de medição de audiência no Brasil e as limitações técnicas que ele apresenta.

    E que se acentuam a cada dia. Falta ao setor alguém disposto a questionar seriamente o sistema atual.

    Assim como

    Em se tratando de um serviço melhor para aferição dos resultados das TVs, talvez falte também, dentro de comissões como a ABAP Redes, mais gente com conhecimento técnico sobre o assunto.

    E menos reuniões protocolares que terminam apenas em mais um cafezinho.

    É preciso reconhecer

    O SBT News merece atenção pelo trabalho que vem realizando.

    Mesmo sendo um canal relativamente novo, já demonstra padrão de qualidade, organização e uma linha jornalística bastante competitiva, tanto na TV paga quanto no ambiente digital.

    Cabeça branca

    A presença de nomes veteranos como Celso Freitas e Boris Casoy no SBT News, reforça ainda mais essa imagem de credibilidade.

    E passa no ar que, por trás, nos bastidores, existe uma equipe competente sustentando tudo isso. O resultado é dos melhores.

    (Boris Casoy – Foto: Reprodução / Rogério Pallatta)

    Sobre a Virgínia – 1

    Por todo o conjunto de elementos e situações, a escolha de Virgínia Fonseca como enviada especial do “Domingão” à Copa do Mundo já causa esperado barulho e enorme expectativa.

    Mas vale contar o que ela vai fazer lá.

    Sobre a Virgínia – 2

    Em linhas gerais, o que está proposto pelo programa é que “Virgínia irá aos Estados Unidos, como uma influencer famosa em passagem pelos Estados Unidos, que até a semana passada namorava um famoso jogador da seleção brasileira. E que agora não namora mais “.

    Assim como será total a sua liberdade para curtir a Copa e os amigos.

    Traduzindo

    A serviço do “Domingão”, Virgínia assistirá aos jogos — especialmente os do Brasil —, fará compras, frequentará restaurantes famosos e vai mostrar perrengues eventuais. Ou relativos.

    Algo que qualquer influencer natural faria, mas com a diferença de milhões de pessoas, além das redes, assistirem na TV também.

    luciano huck virginia

    (Luciano Huck e Virginia Fonseca – Foto: Globo/ Fábio Rocha)

    A que ponto chegou

    A Aratu, SBT na Bahia, e a Record promovem verdadeiros duelos de horror na hora do almoço, com o “Alô Juca” e o “Balanço Geral” se atacando rasteiramente.

    É incessante a troca de grosserias, insultos e difamações, sem que o coitado do telespectador tenha nada a ver com isso.

    Olha o nível

    Entre a confecção de tarjas de duplo sentido e difamações de toda ordem, existe de tudo um pouco.

    Lamentável o telespectador baiano passar por isso. Cadê as cabeças de rede para procurar estabelecer um mínimo de decência?

    balanco geral ba

    (Reprodução / Record – BA)

    E aí?

    Todo mundo fingindo de morto… Mais de um ano se foi e ninguém mais na Globo fala do “Carga Pesada”, reformulado, com Thalita Carauta e Fabiula Nascimento nos papéis principais.

    O silêncio é absoluto. Nem atualização, nem previsão, nem qualquer novidade mais concreta sobre o projeto. Será que alguém sabe em que pé isso ficou? Se é que ficou.

    Tapete vermelho

    Ontem, o brasileiro “Deixe-me Viver” foi exibido no Marché du Film, em Cannes.

    O filme, roteirizado e protagonizado por Mônica Carvalho, tem ainda Fernanda Arraes e Humberto Martins em seu elenco.

    Marcio oiernelles

    (Mônica Carvalho e Fernanda Arraes – Crédito: Cássia Santos)

    Bate-Rebate

    • Um dos principais casos da ufologia brasileira, a “Noite dos OVNIs” é o destaque do final de temporada do “Esquadrão UFO”, do canal History. Sábado, às 19h45.
    • Domingo, após o “Fantástico”, a Globo vai exibir os melhores momentos da 9ª edição do “Prêmio Sim à Igualdade Racial”.
    • A Record Rio promove, no próximo dia 24, mais uma edição do “Bora de Bike”, desta vez em Niterói, dentro das ações do Maio Amarelo, campanha internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito.
    • A Netflix anuncia para 5 de agosto a segunda temporada de “Cem Anos de Solidão”, baseada no clássico de Gabriel García Márquez.
    • “Pra vencer tem que lutar”, programa de Rodrigo Minotauro e Thiago Simpatia, estreia segunda que vem, às 18h30, no BandSports.
    • O “E.T.”, de Eduardo Sterblitch e Tatá Werneck, estreou no Multishow mostrando uma sintonia rara dos dois…
    • … É bom ver como os dois têm velocidade de raciocínio, improviso e timing de comédia para fazer tudo acontecer de maneira muito natural.
    • Caetano Veloso e Alexandre Pires serão algumas das atrações do próximo “Altas Horas”, de Serginho Groisman, sábado, na Globo.
    • O desempenho de “Quem Ama Cuida” é preocupante, mas está muito ainda no começo…
    • … A história de Walcyr Carrasco é forte e ainda não teve capítulos suficientes para ser totalmente colocada…
    • … É preciso dar tempo e ter calma. Nada de ejaculação precoce, por favor.