Dia: 13 de maio de 2026

  • Brasília erra demais, perde para o Flamengo e leva série do NBB ao jogo 5

    Brasília erra demais, perde para o Flamengo e leva série do NBB ao jogo 5

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    O Brasília Basquete desperdiçou a primeira oportunidade de fechar a série das quartas de final do Novo Basquete Brasil (NBB) e viu o Flamengo forçar o quinto jogo diante de um Nilson Nelson lotado. Na noite desta quarta-feira (13/5), os extraterrestres perderam por 96 a 88 para os rubro-negros, em Brasília, e deixaram o confronto empatado em 2 a 2. A definição do classificado à semifinal ocorrerá na sexta-feira (15/5), novamente na capital federal.

    A partida também entrou para a história da temporada. Empurrado pela atmosfera de decisão, o Nilson Nelson recebeu 11.637 torcedores e registrou o maior público do NBB 2025/2026 até aqui. A festa nas arquibancadas, porém, terminou em frustração para os candangos após atuação marcada por erros ofensivos e dificuldades para controlar o ritmo imposto pelos cariocas.

    O início do confronto mostrou equilíbrio e intensidade dos dois lados. O Brasília conseguiu competir ofensivamente no primeiro quarto, especialmente nas ações de Crescenzi e Paulichi, mas já demonstrava problemas na proteção da bola e cedia muitas posses ao Flamengo. Os visitantes aproveitaram melhor os contra-ataques e as transições rápidas para fechar a parcial empatada por 23 a 23.

    O cenário começou a mudar no segundo período. O Flamengo aumentou o nível defensivo, passou a explorar os erros ofensivos candangos e encontrou espaços importantes principalmente nas infiltrações e bolas do perímetro. O Brasília até conseguia responder em alguns momentos, mas acumulava desperdícios decisivos e via os rubro-negros controlarem emocionalmente a partida. Com parcial de 26 a 19, os cariocas foram ao intervalo vencendo por 49 a 42.

    A situação ficou ainda mais complicada após o descanso. Machucado, Facundo Corvalán atuou apenas parte do segundo tempo e fez enorme falta na organização ofensiva dos extraterrestres. Sem o principal articulador em quadra durante boa parte do confronto, o Brasília perdeu fluidez ofensiva e encontrou dificuldades para reagir diante da intensidade defensiva rubro-negra.

    Mesmo assim, o terceiro quarto apresentou momentos de reação candanga. Crescenzi, Brunão e Buiú mantiveram o Brasília vivo no confronto e reduziram parcialmente a diferença em alguns momentos. O Flamengo, porém, respondeu sempre nos instantes decisivos da parcial e conseguiu manter o controle do placar. Com eficiência ofensiva elevada e aproveitamento importante nas bolas de três, os cariocas chegaram aos 74 a 69 antes do último período.

    Nos 10 minutos finais, o Brasília tentou transformar o Nilson Nelson em combustível para uma virada. A equipe candanga cresceu nos rebotes, brigou intensamente por cada posse, mas não chegou a diminuir a distância. Quando os extraterrestres ameaçavam entrar definitivamente no jogo, o Flamengo encontrava respostas rápidas no perímetro ou em transições ofensivas originadas pelos erros brasilienses.

    Os números ajudam a explicar o panorama da partida. O Brasília terminou o jogo com seis desperdícios de posse, contra apenas um do Flamengo. Além disso, os rubro-negros aproveitaram melhor os erros adversários e mantiveram eficiência ofensiva elevada nos momentos de maior pressão, cravando diversas bolas de três. Crescenzi terminou como cestinha candango ao anotar 18 pontos. Paulichi contribuiu com 17, enquanto Brunão marcou 15. Pelo lado carioca, Cummings liderou a pontuação com 20 anotados, seguido por Johnson Sr., com 16.

    Com a derrota, o Brasília perde a oportunidade de fechar a série na apresentação diante da torcida, mas segue vivo na luta pela semifinal do NBB 2025/2026 e quebrar um jejum de 10 anos sem chegar em tal etapa do torneio nacional. O quinto e decisivo confronto ocorrerá na sexta-feira (15/5), no Ginásio Nilson Nelson, novamente com expectativa de grande público na capital federal.

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  • Repasse de recursos de Vorcaro a Flávio Bolsonaro reforça pressão por CPI do Banco Master – Notícias

    Repasse de recursos de Vorcaro a Flávio Bolsonaro reforça pressão por CPI do Banco Master – Notícias

    13/05/2026 – 20:06  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Chinaglia condenou a ajuda financeira do Banco Master ao filme

    O pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para ajudar a financiar o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerou debate na sessão do Plenário desta quarta-feira (13).

    Deputados de diferentes partidos voltaram a defender a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para analisar a atuação do Banco Master e as relações de Vorcaro com pessoas públicas. O próprio senador Flávio Bolsonaro defendeu a instalação da CPI.

    Líderes e outros deputados, principalmente da base do governo, criticaram a ação de Flávio Bolsonaro, enquanto o líder da oposição defendeu o senador. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio confirmou o pedido de ajuda financeira a Vorcaro, mas negou irregularidades.

    Vorcaro está preso e é investigado por fraudes financeiras bilionárias. Segundo a imprensa, pelo menos R$ 61 milhões teriam sido transferidos a pedido de Flávio entre fevereiro e maio de 2025. O senador teria solicitado e cobrado os repasses diretamente a Vorcaro, como revelam mensagens e áudio de setembro de 2025.

    O líder da maioria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), lembrou que o áudio de Flávio Bolsonaro foi enviado dois dias antes da prisão de Vorcaro pela Polícia Federal. “O que um homem decente, um pré-candidato à República faria? Deveria ter devolvido e feito ali um movimento devolvendo o dinheiro, dizendo: ‘Eu não sabia; portanto, eu não aceito’. Jamais. Jamais. Pegou o dinheiro”, criticou Chinaglia.

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Cabo Gilberto Silva: não há irregularidade no pedido do senador

    Porém, o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que não há nenhuma irregularidade no pedido do senador. “Quem tiver culpa no cartório que pague. Independentemente de quem quer que seja. Até, então, não existe nada de ilegal”, disse. Segundo Gilberto Silva, não há nada de imoral no pedido divulgado, mas ele defendeu que haja investigação para esclarecer os fatos.

    Assista ao vivo à sessão

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    Reportagem – Tiago Miranda
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Mileide Mihaile acredita já ter enfrentado depressão: “Fui atropelando tudo”

    Mileide Mihaile acredita já ter enfrentado depressão: “Fui atropelando tudo”

    A influenciadora contou que só percebeu os sinais após enfrentar uma rotina intensa, sobrecarga emocional e dificuldades para dormir sem medicação

    Mileide Mihaile participou nesta semana do podcast “PodShape” e abriu o coração ao falar sobre maternidade, desafios pessoais e saúde mental. Durante o bate-papo, a influenciadora revelou acreditar que enfrentou um quadro de depressão em determinado período da vida, mas que só conseguiu reconhecer os sinais depois de tudo o que viveu. Ela também contou que passou uma fase em que só conseguia dormir com ajuda de medicação.

    “Amiga, vou te dizer uma coisa, do fundo coração, eu acho que já passei por todos esses negócios aí, eu nem senti, tá? Porque eu fui atropelando tudo, quando passou tudo foi que eu pensei: ‘gente, eu acho que eu tava com depressão, gente, eu acho que eu tava com burnout’ e não quis nem olhar. Gente, eu precisava de uma terapia, mas não fiz, mas mesmo assim, fui dando certo”, contou.

    Veja as fotos

    Mileide Mihaile conversou com a repórter Mônica Apor, do portal LeoDiasCrédito: Portal LeoDias

    Crédito: Reprodução Instagram @mileidemihaile

    Mileide Mihaile assumiu que está namorandoCrédito: Reprodução Instagram @mileidemihaile

    Foto: Divulgação Bryan Acácio / Palmer Assessoria

    Look de Mileide Mihaile no Carnaval de SalvadorFoto: Divulgação Bryan Acácio / Palmer Assessoria

    Crédito: Portal LeoDias

    Mileide Mihaile respondeu para Leo Dias se está ou não namorandoCrédito: Portal LeoDias


    A influenciadora ainda brincou ao relembrar o período difícil e fez referência a um meme bastante conhecido nas redes sociais. “É tipo aquele meme: ‘eu queria dar uma chorada, mas não tá dando tempo não’. Mas assim, pela experiência que a gente vai tendo, vendo como era, vendo a carga, equilibrando 300 mil pratos pra não quebrar nenhum. Aí você fala, ‘eu tava, era louca mesmo’, mas já tava beirando a loucura”, disse.

    Mihaile também revelou que enfrentou dificuldades para dormir durante essa fase intensa da rotina. “E aí você vê que depois você realmente não tava no normal e nem uma terapia fez, a coitada da mãe”, desabafou a influenciadora ao comentar o impacto emocional vivido naquele período.

  • Deputado Marcos Tavares é eleito presidente da Comissão de Trabalho da Câmara – Notícias

    Deputado Marcos Tavares é eleito presidente da Comissão de Trabalho da Câmara – Notícias

    13/05/2026 – 20:45  

    Divulgação

    Deputado Marcos Tavares exerce seu primeiro mandato

    O deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) foi eleito nesta quarta-feira, por 15 votos, presidente da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. O deputado Max Lemos (PDT-RJ), que fora eleito em fevereiro, renunciou à presidência.

    Natural de Duque de Caxias, Marcos Tavares é advogado e exerce seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Já foi vereador e secretário de Meio Ambiente e Proteção Animal em Duque de Caxias.

    Durante a janela partidária, Max Lemos se filiou ao União Brasil. Por acordo partidário, a presidência da comissão é designada pelo PDT.

    “Foi um período breve, mas tivemos grandes debates e a aprovação de vários projetos e requerimentos”, analisou Max Lemos. Ele destacou as discussões sobre o fim da jornada 6 por 1.

    “Vamos continuar lutando na comissão especial para encontrar o melhor texto, que não prejudique o setor produtivo mas possa dar aos trabalhadores uma vida melhor, com condições de descanso “

    Reportagem – Francisco Brandão
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Minas Brasília ganha do Vila Nova no Bezerrão e avança na Copa do Brasil

    Minas Brasília ganha do Vila Nova no Bezerrão e avança na Copa do Brasil

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    O Minas Brasília confirmou a boa fase vivida em 2026 e garantiu classificação tranquila na Copa do Brasil Feminina. Na noite desta quarta-feira (13/5), a equipe candanga venceu o Vila Nova por 1 a 0, no Estádio Bezerrão, e avançou à terceira fase da competição nacional. O gol da vitória saiu logo aos sete minutos do primeiro tempo, quando Rayla aproveitou assistência de Gaby para empurrar a bola ao fundo da rede e consolidar a superioridade das Minas em solo candango.

    A partida teve amplo domínio do Minas Brasília desde os primeiros movimentos ofensivos. Com maior posse de bola, pressão alta e boa ocupação no campo ofensivo, o time comandado por Kethleen Azevedo sufocou o Vila Nova durante boa parte do confronto e praticamente não sofreu defensivamente. Mesmo nos momentos de menor intensidade ofensiva, as candangas mantiveram o controle territorial da partida e administraram a vantagem sem grandes sustos diante das goianas.

    Classificado à terceira fase da Copa do Brasil Feminina, o Minas Brasília agora aguarda o sorteio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), marcado para sexta-feira (15/5), às 15h, para conhecer o próximo adversário no torneio nacional. Embalado também pela campanha consistente na Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino, o time azul e verde amplia a sequência positiva na temporada.

    Pressão desde o início

    O Minas Brasília iniciou a partida assumindo completamente o protagonismo no Bezerrão. Aos quatro minutos, Rayla apareceu livre dentro da área após cruzamento e desviou para defesa de Teté. O lance serviu como aviso do cenário construído pelas mandantes. Três minutos depois, Gaby roubou a bola de Loanne no campo ofensivo e encontrou novamente Rayla sozinha na área. A camisa 99 apenas empurrou para o gol e abriu o placar para as Minas. A equipe candanga manteve o ritmo ofensivo após a vantagem. Aos 17 minutos, Drielly avançou pela direita e acertou a trave em finalização forte.

    Foto: Diller Abreu/FFDF

    Monse ainda tentou aproveitar o rebote, mas não conseguiu completar para a rede. O domínio territorial seguia evidente, principalmente pela dificuldade do Vila Nova em ultrapassar a marcação alta construída pelo time da casa. Apesar do controle da partida, o Minas diminuiu a intensidade ofensiva na reta final do primeiro tempo. Melhor organizado defensivamente, o Vila Nova passou a fechar os espaços próximos da área e conseguiu afastar parte da pressão candanga. Aos 37 minutos, Nathalia finalizou da entrada da área e obrigou Rubi a fazer a primeira defesa importante da noite. No ataque, as Minas começaram a errar mais nas tomadas de decisão e perderam oportunidades de ampliar o marcador antes do intervalo.

    Classificação sem sustos

    O Vila Nova voltou do intervalo tentando acelerar mais as jogadas ofensivas. Logo aos dois minutos, Ana Letícia cobrou falta rasteira e Rubi fez defesa segura. O Minas respondeu rapidamente. Aos sete, Manu bateu falta com categoria e acertou a trave do time goiano, quase ampliando a vantagem no Bezerrão. A partir daí, o confronto perdeu intensidade ofensiva e ficou mais truncado no meio-campo. Mesmo sem criar tantas oportunidades claras, o Minas Brasília seguia controlando o ritmo da partida e mantendo a posse de bola por mais tempo. As substituições realizadas pelos dois lados buscaram dar novo fôlego ao jogo, porém o cenário pouco mudou dentro das quatro linhas.

    Na reta final, as bolas aéreas continuaram sendo a principal alternativa ofensiva das Minas, embora as conclusões decisivas não aparecessem com frequência. Aos 42 minutos, a partida chegou a ser paralisada após Teté receber uma joelhada involuntária de Rayane na cabeça. A goleira precisou deixar o gramado substituída. Depois da paralisação, o duelo esfriou de vez e o Minas Brasília apenas administrou os minutos finais para confirmar a vaga na terceira fase da Copa do Brasil Feminina.

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  • Especialista propõe análise de custo-benefício para priorizar investimentos públicos em saúde e educação – Notícias

    Especialista propõe análise de custo-benefício para priorizar investimentos públicos em saúde e educação – Notícias

    13/05/2026 – 20:52  

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    O acadêmico dinamarquês Björn Lomborg

    O Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados promoveu, nesta quarta-feira (13), uma conferência com o acadêmico dinamarquês Björn Lomborg. O debate girou em torno de como governos podem “fazer mais com menos”, utilizando a análise de custo-benefício para priorizar investimentos que tragam o maior retorno social possível. Segundo Lomborg, o que gestores públicos devem se perguntar é onde o dinheiro investido trará o maior benefício.

    Lomborg apresentou um ponto de vista polêmico sobre as mudanças climáticas, questionando se o investimento maciço nessas políticas é a forma mais eficaz de melhorar o bem-estar humano. Embora reconheça que o aquecimento global é um problema real, ele afirmou que o cenário não representa o “fim do mundo” diante da capacidade de adaptação humana.

    O pesquisador ilustrou a ideia comparando o impacto de desastres naturais em diferentes contextos econômicos. “Um furacão que atinge o Haiti, que é muito pobre, traz muita destruição. Mas um furacão que atinge a Flórida, que é rica, o problema é limitado e não é tão desastroso”, comparou.

    A partir desse exemplo, Lomborg justificou que o investimento em crescimento econômico gera prosperidade e, consequentemente, resistência contra eventos climáticos.

    Números e prioridades
    Björn Lomborg apresentou ainda dados comparativos para sustentar a tese de priorização. Segundo ele, as políticas atuais de “zero líquido” de emissões de carbono até 2050 podem custar anualmente cerca de US$ 27 trilhões para gerar um benefício de apenas 4,5 trilhões. “É como gastar R$ 7 para fazer R$ 1 de benefício”, afirmou.

    Em contraste, o acadêmico apontou a educação e a saúde como investimentos de alto retorno. No caso da educação, ele defende intervenções como a pedagogia estruturada e o uso de softwares educativos poderiam entregar R$ 65 de benefício social para cada real investido. Na saúde, políticas simples, como a ressuscitação neonatal para bebês que não conseguem respirar ao nascer, poderiam salvar milhares de vidas a um custo muito baixo, de acordo com Björn Lomborg.

    Questionamentos
    Durante o evento, o discurso de Lomborg enfrentou questionamentos do público sobre sua aplicabilidade na realidade brasileira, onde desastres ambientais frequentemente deixam pessoas desalojadas e geram clamor público por soluções imediatas. A dúvida levantada foi se esse tipo de lógica de longo prazo conseguiria emplacar em um cenário de urgência humanitária.

    Outro ponto de divergência surgiu quanto ao valor do bem-estar de outras espécies. Lomborg respondeu que, apesar de as pessoas se preocuparem com as baleias nos oceanos, por exemplo, a vida humana deve ser a preocupação central.

    “Se as pessoas morrerem de desastres naturais, de frio, de calor, nós vamos nos preocupar sobre as mudanças climáticas. Isso será nossa preocupação central, não virá da biodiversidade”, disse Lomborg. “A minha pergunta seria: quanto você gastou no seu apartamento e quanto você gastou com as baleias?”.

    Critérios
    Representantes da Câmara e especialistas destacaram a relevância de qualificar o debate sobre o gasto público.

    O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), presidente do Cedes, disse que governos precisam tomar decisões orientadas por evidências. “Fazer mais com menos deve ser um compromisso inadiável, com a eficiência do gasto público e a melhoria real da vida das pessoas.”

    O ministro Nauê Bernardo Azevedo, do Tribunal Superior Eleitoral, ressaltou a importância de entender o desenho das políticas para que o investimento chegue efetivamente à ponta, beneficiando quem mais precisa.

    Já o consultor-geral da Câmara, José Evande Araújo, reforçou que a análise de custo-benefício não é um exercício abstrato, mas um “instrumento concreto para melhorar a vida das pessoas”.

    A consultora-geral adjunta, Elisangela Moreira Batista, lembrou que, diante da escassez de recursos, as escolhas possíveis devem ser fundamentadas em critérios transparentes e técnicos.

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Max Maciel afirma que tarifa zero não ameaça emprego de cobradores

    Max Maciel afirma que tarifa zero não ameaça emprego de cobradores

    Max Maciel afirma que tarifa zero não ameaça emprego de cobradores

    Para o distrital, o efeito esperado é o oposto, já que a medida pode ampliar o serviço em 30%, exigindo mais mão de obra

    O presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da CLDF, deputado Max Maciel (Psol), esclareceu, na sessão ordinária dessa quarta-feira (13), que a tarifa zero não resultará em demissão de cobradores. A declaração foi em resposta à preocupação de rodoviários. Para o distrital, o efeito esperado é o oposto, já que a medida pode ampliar o serviço em 30%, exigindo mais mão de obra. “Não existe proposta de tarifa zero demitir trabalhador do sistema”, reforçou.

    Max Maciel ressaltou, no entanto, que é preciso cobrar do governo do DF para que essa garantia esteja no contrato com as empresas. “O que está colocando em risco, hoje, a retirada de mais de 4 mil trabalhadores do sistema, que são os cobradores, é o acordo da Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF com as empresas, que vence em dezembro deste ano”, alertou.

    Paralelamente, ele defendeu a transformação da função de cobrador em “agente de bordo”. Maciel exemplificou as novas atribuições, como: auxiliar no tráfego, intervir em suspeita de assédio, auxiliar agentes nos terminais e no embarque e desembarque de pessoas com mobilidade reduzida que utilizam o sistema.

    Seminário

    Ao final da sua fala, o deputado convocou todos os interessados no tema a participarem do II Seminário de Tarifa Zero no Distrito Federal, que será realizado na Câmara Legislativa em 21 de maio, às 14h. “Vamos trazer a Universidade de Brasília, que fez um estudo muito robusto, vamos trazer usuários do sistema, o sindicato está convidado, a Secretaria de Mobilidade está convidada, a Secretaria Nacional de Transporte também está convidada, para que a gente possa fazer um debate franco e sincero da tão sonhada e possível tarifa zero”, concluiu.

    Agência CLDF de Notícias

  • Base do governo critica Flávio por pedido a Vorcaro para financiar filme – Notícias

    Base do governo critica Flávio por pedido a Vorcaro para financiar filme – Notícias

    13/05/2026 – 20:06  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Chinaglia condenou a ajuda financeira do Banco Master ao filme

    O pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro ajudar a financiar filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro foi criticado por vários deputados, principalmente da base do governo, durante sessão nesta quarta-feira (13).

    Vorcaro está preso e é investigado por fraudes financeiras bilionárias. Segundo a imprensa, pelo menos R$ 61 milhões teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025. O senador solicitou e cobrou os repasses diretamente a Vorcaro, como revelam mensagens e áudio de setembro de 2025. Já o líder da oposição defendeu a ação do senador.

    O líder da maioria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), lembrou que o áudio de Flávio Bolsonaro foi enviado dois dias antes da prisão de Vorcaro pela Polícia Federal. “O que um homem decente, um pré-candidato à República faria? Deveria ter devolvido e feito ali um movimento devolvendo o dinheiro, dizendo: ‘Eu não sabia; portanto, eu não aceito’. Jamais. Jamais. Pegou o dinheiro”, criticou Chinaglia.

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Cabo Gilberto Silva: não há irregularidade no pedido do senador

    Porém o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que não há nenhuma irregularidade no pedido do senador. “Quem tiver culpa no cartório que pague. Independente de quem quer que seja. Até, então, não existe nada de ilegal”, disse. Segundo Gilberto Silva, não há nada de imoral no pedido divulgado, mas ele defendeu que haja investigação para esclarecer os fatos.

    Líderes e outros deputados, principalmente da base do governo, criticaram a ação de Flávio Bolsonaro. O senador, em mensagem de vídeo, confirmou o pedido de ajuda financeira a Vorcaro, mas negou irregularidades na prática. Deputados de diferentes partidos voltaram a defender a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para analisar o Banco Master, suas fraudes e as relações de Vorcaro com pessoas públicas.

    Assista ao vivo à sessão

    Mais informações em instantes

    Reportagem – Eduardo Piovesan
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Pedrosa cobra ponte em Sobradinho dos Melos e fala sobre benefício aos servidores do Detran

    Pedrosa cobra ponte em Sobradinho dos Melos e fala sobre benefício aos servidores do Detran

    Pedrosa cobra ponte em Sobradinho dos Melos e fala sobre benefício aos servidores do Detran

    Temas foram levantados pelo deputado distrital, em plenário, nesta quarta-feira (13)

    Publicado em 13/05/2026 18h00

    Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

    Durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa dessa quarta-feira (13), o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) solicitou ao Governo do DF a imediata reconstrução da ponte no Núcleo Rural Sobradinho dos Melos. Ele disse que visitou o local com um técnico da Novacap e argumentou que a obra é “relativamente” simples. “Me atualizaram que o processo está sendo feito, mas venho aqui fazer uma cobrança para que seja mais célere”, reforçou.

    Ainda de acordo com o distrital, a comunidade enfrenta graves transtornos após a queda da ponte. “É inadmissível o que está acontecendo com aquelas pessoas. Elas não podem ficar esquecidas lá”, protestou.

    Servidores do Detran

    Durante seu pronunciamento, Pedrosa também tranquilizou os servidores do Detran ao garantir que a categoria será beneficiada já este mês com os efeitos da reestruturação aprovada na Câmara Legislativa no final de março.“Nós construímos aqui, por meio de uma luta muito grande, essa vitória para uma categoria que precisava e merecia esse reajuste”, afirmou.

    Mario Espinheira – Agência CLDF

    Agência CLDF de Notícias

  • Comissão aprova inclusão de procuradorias Federal e do Banco Central na direção superior da AGU – Notícias

    Comissão aprova inclusão de procuradorias Federal e do Banco Central na direção superior da AGU – Notícias

    13/05/2026 – 19:06  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Texto aprovado é a versão do relator, Lafayette de Andrada

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou proposta que inclui a Procuradoria-Geral Federal e a Procuradoria-Geral do Banco Central como órgãos de direção superior da Advocacia-Geral da União (AGU).

    Hoje, compõem a direção da AGU: o advogado-geral da União; as procuradorias-gerais da União e da Fazenda Nacional; a Consultoria-Geral da União; o Conselho Superior da AGU; e a Corregedoria-Geral da Advocacia da União.

    O substitutivo altera a Lei Orgânica da AGU (Lei Complementar 73/93). Com as mudanças, as carreiras jurídicas de procurador federal e de procurador do Banco Central também passam a integrar a AGU.

    O texto aprovado é a versão do relator, deputado Lafayette de Andrada (PL-MG), para o Projeto de Lei Complementar 337/17, do Poder Executivo, e alterações sugeridas pela antiga Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

    “A reorganização da AGU permitirá o aprimoramento da defesa da União em juízo e um melhor desempenho das atribuições constitucionais conferidas a esse relevante órgão jurídico da administração federal”, disse o relator no parecer.

    Próximos passos
    A proposta ainda será analisada pelo Plenário. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

    Conheça a tramitação de projetos de lei complementar

    Da Reportagem/RM
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF celebra 11 anos da Ocupação Mercado Sul Vive com homenagem à resistência cultural

    CLDF celebra 11 anos da Ocupação Mercado Sul Vive com homenagem à resistência cultural

    CLDF celebra 11 anos da Ocupação Mercado Sul Vive com homenagem à resistência cultural

    Comunidade, artistas e autoridades enaltecem o espaço como referência de cultura e moradia no Distrito Federal

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite desta terça-feira (12), uma sessão solene para celebrar o 11º aniversário da Ocupação Cultural Mercado Sul Vive. A iniciativa, proposta pelo deputado Max Maciel (PSOL), reuniu parlamentares, gestores públicos e comunidade artística para exaltar a trajetória da ocupação cultural em Taguatinga que transformou um espaço abandonado em um território coletivo de arte, moradia e resistência urbana.

    Max Maciel destacou que acompanha o movimento desde o início, quando ainda era produtor cultural em Ceilândia. O parlamentar enfatizou que a ocupação é um processo de direito à cidade e de ressignificação de territórios historicamente negados às populações periféricas.

    “A luta do Mercado Sul é olhar para um espaço que sempre foi visado pela especulação imobiliária e mostrar que ele tem o potencial de registrar as memórias de toda a cultura da cidade”, afirmou o distrital. Para ele, o movimento prova que é possível construir uma cidade que priorize o bem viver, a cultura e a moradia.

    Homenagens e ancestralidade

    A sessão foi marcada por apresentações culturais de artistas como Mavi Afroindie, Micaele Laloba, Ramona Jucá, Garnet Onijá e Mestra Martinha do Coco. A ancestralidade do território foi um ponto central. O conselheiro do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do DF (Condepac) Paique Santarém explicou que o Mercado Sul possui camadas históricas que remontam há milênios, passando pela construção de Taguatinga até a consolidação da ocupação cultural atual. “A ocupação é uma ferramenta da comunidade que está lá para fazer com que essa presença ancestral se mantenha”, declarou.

    O subsecretário de Patrimônio Cultural do DF, Felipe Ramon, informou que haverá uma votação no Condepac para debater a inclusão do espaço como patrimônio cultural do DF. Ele ressaltou que a cultura foi o ativo fundamental para a regeneração urbana do local, transformando o que antes era chamado de “beco da morte” em um polo de vida e arte.

     

    Sara Marques/Agência CLDF

     

    O deputado Fábio Félix (PSOL) também saudou a ocupação, classificando-a como uma ferramenta de enfrentamento à desigualdade social no DF. Ele destacou a importância do Mercado Sul em tensionar o poder público para garantir direitos a grupos “minorizados”, como mulheres negras, a comunidade LGBT+ e povos indígenas.

    O Mercado Sul é um exemplo para esta cidade. Com 11 anos de ocupação e resistência denunciando a desigualdade e uma série de questões que são muito importantes, especialmente a falta de moradia e acesso à cultura”, afirmou o distrital.

    O ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Leandro Grass definiu a ocupação como uma “síntese do Brasil” e um exemplo de como transformar territórios em decadência em “sementes de vida”. Grass defendeu que o conceito de território de ocupação cultural deve ser expandido para além de iniciativas isoladas, tornando-se uma política de Estado em todo o Distrito Federal que integre cultura, moradia e economia solidária.

    Vozes da comunidade

    Moradores e frequentadores do espaço trouxeram depoimentos sobre a importância da ocupação para a moradia. Elisângela Ferreira, moradora do Mercado Sul, defendeu o direito social à habitação para artistas, destacando que o local funciona como uma “incubadora cultural”. Já a artista Ramona Jucá lembrou que a ocupação devolveu vida ao espaço.

    A promotora cultural Nara Oliveira define o Mercado Sul como uma “usina de sonhos” e um “território mãe”, onde aprendeu que a realização de projetos é possível por meio da coletividade. 

    Representando a Casa de Onijá, a multiartista Garnet classifica a ocupação como um território de acolhimento constante para quem chega, fica ou retorna. Ela também defendeu o profissionalismo e a organização da classe artística, combatendo o estigma de desvalorização que muitas vezes recai sobre o setor, e reafirmou o compromisso do movimento com o legado para as próximas gerações. “Aquele lugar sempre vai estar ali para receber quem está passando, quem quer ficar, quem quer sair também e pode voltar em algum momento“, afirmou.

     

    Sara Marques/Agência CLDF

    A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) definiu o Mercado Sul como um “aquilombamento” e um território de “encantaria”, destacando que o espaço vai além da resistência, sendo um centro de produção de conhecimento e resgate da ancestralidade. Kokay criticou a lógica de entrega da cidade à especulação imobiliária, defendendo que o território deve servir para gerar “trincheiras de vida” e ser um contraponto à solidão e à fragmentação urbana. Ao exaltar a força da construção coletiva e a permanência do movimento, a parlamentar afirmou: “O Mercado Sul vive e viverá sempre porque representa os aquilombamentos que a gente é capaz de produzir“.

    No final do evento, foram entregues moções de louvor a diversos coletivos e personalidades que construíram a história da ocupação ao longo da última década. A íntegra da solenidade está disponível no YouTube da CLDF.

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Câmara aprova proposta que moderniza Lei das Sociedades Anônimas do Futebol – Notícias

    Câmara aprova proposta que moderniza Lei das Sociedades Anônimas do Futebol – Notícias

    13/05/2026 – 18:05  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Fred Costa: futebol como ferramenta de impacto social e educacional

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que faz mudanças na lei sobre o clube-empresa (Sociedade Anônima do Futebol – SAF), para restringir a responsabilidade por dívidas anteriores do clube apenas àquelas relacionadas a essa modalidade, prevendo a distribuição mínima de dividendos. A matéria será enviada à sanção presidencial.

    De autoria do Senado, o Projeto de Lei 2978/23 contou com parecer favorável do deputado Fred Costa (PRD-MG). O texto pretende evitar interpretações, principalmente da Justiça do Trabalho, sobre obrigações contraídas pelo clube antes da formação da SAF.

    A maior parte dos clubes de futebol profissional atua na forma de associação civil sem fins lucrativos, mas a falta de transparência tem provocado crises financeiras sucessivas. A lei de 2021, originada de iniciativa do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), prevê uma alternativa de administração empresarial com baixo tributo (SAF).

    Com o projeto, também de autoria de Pacheco, as SAFs passam a responder objetivamente apenas pelas obrigações expressamente transferidas pelo clube ou pessoa jurídica original, eliminando da lei referência genérica a dívidas trabalhistas com atletas, membros de comissão técnica e funcionários ligados ao departamento de futebol.

    Quanto ao bloqueio por decisão judicial de bens e receitas da SAF, o projeto impede o uso desse mecanismo inclusive para honrar obrigações do clube posteriores à constituição da empresa. No entanto, retira do texto da lei o trecho que condiciona essa proibição de bloqueio ao cumprimento dos pagamentos que a SAF deve fazer ao clube para ajudar no pagamento das dívidas.

    Receitas
    Embora torne mais explícito que cabe ao clube e não à SAF pagar as dívidas antes da constituição da sociedade anônima, o projeto amplia o conceito relativo aos 20% de repasses mensais que devem ser feitos ao clube.

    Em vez de 20% sobre as receitas correntes mensais, a SAF deve repassar esse percentual sobre valores mensais de qualquer natureza recebidos, exceto de natureza financeira (rendimentos de aplicações, p. ex.). Isso incluiria receitas de contratos de arrendamento mercantil (aluguel do estádio, p. ex.).

    Mas esse repasse ocorrerá apenas se o clube adotar o Regime Centralizado de Execuções (RCE), quando todas as dívidas são centralizadas em um único juízo.

    Em relação a outra parcela de repasse prevista na Lei 14.193/21, de 50% dos dividendos, dos juros sobre capital próprio e de qualquer outra remuneração a que o clube tiver direito enquanto acionista da SAF, o projeto especifica que eles se referem às receitas obtidas quando a empresa exercer venda, locação, arrendamento ou ceder qualquer direito.

    Dividendo obrigatório
    A novidade nesse tópico é que, enquanto o clube ou pessoa jurídica original permanecer acionista da Sociedade Anônima do Futebol e ainda tiver dívidas a quitar anteriores à constituição da SAF, esta deverá distribuir anualmente um mínimo de 25% do lucro líquido ajustado a título de dividendo mínimo obrigatório, conforme a Lei das Sociedades Anônimas.

    No entanto, os 20% já distribuídos ficam de fora do conceito de receita da SAF para achar o lucro líquido ajustado.

    O PL 2978/23 reforça que o clube deverá destinar integralmente as parcelas citadas de 20% e 50% para pagamento de credores anteriores à constituição da SAF até a liquidação de todas essas obrigações.

    Regime centralizado
    Para evitar outras interpretações, o projeto inclui dispositivo para permitir o uso do RCE apenas pelo clube ou pessoa jurídica original que tiver constituído a Sociedade Anônima do Futebol.

    Já no sistema de funcionamento do RCE, para o qual a lei prevê o pagamento das dívidas em seis anos, o projeto deixa claro que os desembolsos devem ser mensais, impedindo o pagamento apenas no último dos seis anos. Mantém, no entanto, a prevalência de modo alternativo se aprovado pelos credores.

    Esse pagamento mensal deverá ser equivalente, no mínimo, ao total das receitas recebidas mensalmente (20% das receitas). O plano de credores poderá prever ainda a destinação mensal obrigatória de outras receitas do clube ou pessoa jurídica original.

    Responsabilidade subsidiária
    Sobre a responsabilidade solidária da SAF, o projeto determina que ela será válida apenas para as dívidas ainda não pagas pela sistemática do regime centralizado de execuções (RCE) e dentro dos limites de repasses estabelecidos. A lei atual cita de forma genérica obrigações civis e trabalhistas, não fazendo referência às dívidas centralizadas.

    Quando o clube pedir recuperação judicial, o RCE será automaticamente extinto e as execuções nele centralizadas se sujeitarão à lei de falências e recuperações judiciais.

    Tributos federais
    Também para evitar interpretações divergentes, o projeto especifica que as receitas obtidas com cessão dos direitos desportivos dos atletas não pagarão tributos federais nos primeiros cinco anos de funcionamento da SAF, período em que a alíquota fica unificada em 5% para cinco tributos.

    Conversão em ações
    A permissão dada pela lei ao credor do clube de converter a dívida a receber em participação na SAF é aperfeiçoada para que seja permitida a conversão apenas em ações e não em títulos, como as debêntures-fut.

    Transparência
    No quesito de transparência da SAF, o projeto determina novas publicações em sua página na internet:

    • atas de assembleia geral, de reunião do conselho de administração, de reunião da diretoria e de reunião do conselho fiscal;
    • matérias confidenciais ou que possam ser prejudiciais aos interesses das atividades da SAF poderão constar apenas de atas transcritas integralmente no livro social;
    • o nome de qualquer pessoa que tenha participação igual ou superior a 5% do capital social da SAF;
    • composição acionária da SAF, com a indicação do nome, da quantidade de ações e do percentual detido por cada acionista;
    • ao menos um membro do conselho de administração e um membro do conselho fiscal deverão ser independentes, segundo conceito da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

    Programa de esporte
    Para viabilizar a iniciativa original da lei, o PL 2978/21 estabelece um prazo máximo de 12 meses, contados de sua constituição, para que a SAF crie um Programa de Desenvolvimento Educacional e Social (PDE) por meio de convênio com instituição pública de ensino.

    A ideia é promover medidas em favor do desenvolvimento da educação por meio do futebol e do futebol por meio da educação.

    A SAF que não instituir o PDE nesse prazo, ou não o renovar depois de 6 meses do fim do convênio anterior, deixará de contar com o regime tributário especial a partir do ano-calendário imediatamente seguinte.

    Confira outros pontos do PL 2978/23:

    • o formato da SAF e o regime de tributação poderá valer para as ligas de futebol constituídas pelos clubes;
    • passa a ser permitida a participação da SAF em outras sociedades, inclusive no exterior, como sócia quotista ou acionista, seja para a formação de atletas ou exploração de direitos de imagens dos atletas;
    • a constituição da SAF não implica a formação de grupo econômico entre ela e o clube ou pessoa jurídica original que a constituir a fim de impedir ações contra a empresa com base nesse argumento;
    • o administrador de SAF que residir no exterior deverá ter representante residente no Brasil com poderes para receber citações, intimações ou convocações em quaisquer ações, processos administrativos ou procedimentos arbitrais ou judiciais contra ele. O representante deve atuar durante todo o prazo de gestão e nos seis anos seguintes.

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Fernanda Melchionna: proposta valoriza o futebol feminino

    Debates
    Segundo o relator, deputado Fred Costa, a proposta traz novos instrumentos de governança, como a obrigatoriedade de membros independentes nos conselhos de administração e fiscal. O texto também vincula as SAFs a ações em prol da comunidade, ampliando seu papel social e contribuindo para o desenvolvimento de jovens talentos no esporte. “A modernização também incentiva o uso do futebol como ferramenta de impacto social e educacional”, disse.

    Costa afirmou que as melhorias na Lei da SAF têm o potencial de consolidar o modelo como um exemplo de boa prática no esporte global, alinhando os interesses de clubes, atletas e investidores. “O fortalecimento das SAFs pode posicionar o Brasil como referência no uso de estruturas empresariais para alavancar o futebol, ampliando sua competitividade no cenário internacional”, declarou.

    Fred Costa lembrou que foi relator da Lei das SAFs em 2021 e, atualmente, há mais de 150 clubes que aderiram ao modelo. “Antes tínhamos várias gestões duvidosas, incompetentes e com falta de transparência e que deixaram um legado negativo. Faziam com que a maioria dos clubes ficassem com imensa dívidas”, disse.

    Segundo ele, desde a lei da SAF o futebol brasileiro subiu de nível de investimento, o que fica demonstrado por clubes nacionais terem vencido a Libertadores da América, principal competição sul-americana na modalidade.

    A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) ressaltou que a proposta garante a obrigatoriedade do futebol feminino para outras divisões além da série A, onde está a elite do esporte. “Isso é importante para as mulheres que estão no futebol e enfrentam dificuldades.”

    Assista ao vivo à sessão

    Mais informações em instantes

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF recebe mostra “Um DF Possível” a partir desta quarta-feira (13)

    CLDF recebe mostra “Um DF Possível” a partir desta quarta-feira (13)

    CLDF recebe mostra “Um DF Possível” a partir desta quarta-feira (13)

    Exposição reúne fotografias, ilustrações e memoriais de 28 projetos arquitetônicos vencedores de concursos públicos realizados entre 2012 e 2022

    Depois de passar pela sede do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU/DF), a mostra Um DF Possível será reaberta nesta quarta-feira (13), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O lançamento ocorrerá às 19h, na Galeria do Espelho D’água.

    A exposição, organizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil — Departamento do Distrito Federal (IAB/DF), em parceria com a Escola Crítica Espaço e Território, reúne fotografias, ilustrações e memoriais de 28 projetos arquitetônicos vencedores de concursos públicos realizados entre 2012 e 2022.

    Com curadoria dos arquitetos e urbanistas Fabiano José Arcadio Sobreira, João Augusto Pereira Júnior, Luiz Eduardo Sarmento, Luiza Coelho e Paulo Victor Borges Ribeiro, os projetos – já executados ou ainda não implementados – abrangem diferentes categorias, como habitação, parques públicos, conjuntos residenciais e requalificação urbana.

    Entre os destaques estão os parques públicos do Gama, do Paranoá e de Águas Claras, com propostas voltadas à ampliação de áreas verdes e equipamentos comunitários, além da requalificação da orla do Lago Paranoá, com novas áreas de lazer integradas à paisagem. A mostra também reúne projetos de urbanização e habitação voltados à qualificação de moradias em regiões como Ceilândia, Sol Nascente, Pôr do Sol, Santa Maria, Samambaia e Sobradinho.

    Segundo Fabiano Sobreira, um dos curadores da mostra, os concursos públicos representam um modelo democrático para a escolha de projetos arquitetônicos. “São projetos que resultaram de concursos dos mais diversos formatos e abrangências, mas que têm em comum o processo democrático e transparente e o julgamento baseado na qualidade”, afirmou.

    A exposição Um DF Possível tem entrada gratuita e ficará aberta para visitação de 13 a 20 de maio, das 9h às 19h, na Galeria do Espelho D’água da CLDF.

    Agência CLDF de Notícias

  • Pesquisa coloca Neymar como jogador mais rejeitado do futebol nas redes sociais

    Pesquisa coloca Neymar como jogador mais rejeitado do futebol nas redes sociais

    Enquanto tenta garantir presença na próxima Copa do Mundo, Neymar segue no centro das atenções dentro e fora do campo. Um levantamento realizado pela agência Content Co apontou o atacante como o jogador com maior índice de rejeição nas redes sociais em 2026, tanto no cenário brasileiro quanto no global.

    A pesquisa analisou mais de 20 milhões de publicações feitas entre janeiro e maio deste ano em diferentes plataformas e idiomas. O estudo cruzou volume de citações, alcance e percepção do público, dividindo os dados entre menções positivas, negativas e neutras.

    Veja as fotos

    Neymar Jr.Crédito: Dourado – Santos FC

    Crédito: Reprodução X @santosfc

    Neymar Jr.Crédito: Reprodução X @santosfc

    Reprodução/X

    Reprodução/X


    Mesmo liderando o índice de rejeição, Neymar continua entre os nomes mais comentados do futebol mundial. O camisa 10 do Santos aparece como o terceiro jogador mais citado nas redes sociais em todo o planeta, atrás apenas de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. No Brasil, ele lidera com folga o ranking de volume de menções.

    No entanto, a análise qualitativa das publicações mostra um cenário mais dividido. Globalmente, Neymar registra 18% de menções negativas, contra 19% positivas e 63% neutras. No recorte brasileiro, a rejeição cresce ainda mais: 24% das postagens têm teor negativo, enquanto 19% são classificadas como positivas.

    Segundo o levantamento, a aprovação do atacante é maior fora do Brasil, especialmente em países como Estados Unidos, México e Canadá, sedes da próxima Copa do Mundo. A pesquisa considera o território de origem das publicações, independentemente do idioma utilizado.

    O estudo também mostra que Neymar não é o único astro cercado por avaliações polarizadas. Kylian Mbappé, atacante do Real Madrid, aparece com mais menções negativas do que positivas tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Em território brasileiro, o francês soma 23% de rejeição contra 18% de aprovação. No levantamento global, registra 16% de menções negativas e 13% positivas.

    Entre os brasileiros, Vinicius Jr. surge em posição oposta. O atacante do Real Madrid aparece como o segundo jogador mais citado no Brasil, embora com volume de publicações cerca de 2,5 vezes menor que Neymar. Nos dois recortes da pesquisa, nacional e internacional, Vini Jr. apresenta saldo positivo de aprovação.

    Outro destaque do levantamento é Endrick. O atacante aparece como o jogador com maior índice de menções positivas no cenário global. Segundo os dados, 25% das publicações sobre o brasileiro são favoráveis, enquanto 15% são negativas fora do país. No Brasil, o índice de rejeição sobe para 19%.

    Messi e Cristiano Ronaldo seguem dominando o alcance mundial. O argentino lidera o ranking de citações globais e apresenta 21% de menções positivas contra 14% negativas. Cristiano Ronaldo aparece logo atrás, com 20% de aprovação e 12% de rejeição.

    A pesquisa também aponta que Pelé continua entre os nomes mais lembrados nas conversas relacionadas à Copa do Mundo. O Rei do Futebol aparece como o quarto brasileiro mais citado globalmente, atrás apenas de Neymar, Vinicius Jr. e Endrick.

    Segundo a Content Co, grande parte das menções envolvendo Pelé está ligada a debates sobre o maior jogador da história, à campanha do tricampeonato mundial em 1970 e à passagem do ex-jogador pelo New York Cosmos, nos Estados Unidos.

  • Governo defende regulação “cirúrgica” de plataformas digitais em audiência na Câmara – Notícias

    Governo defende regulação “cirúrgica” de plataformas digitais em audiência na Câmara – Notícias

    13/05/2026 – 16:27  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Comissão de Desenvolvimento Econômico

    O secretário de Políticas Digitais da Secom/Presidência da República, João Brant, afirmou nesta quarta-feira (13) que o projeto de regulação das plataformas digitais (PL 4675/25) atuará de forma “cirúrgica” na economia. Em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, ele explicou que a proposta destrava gargalos do setor e assegura a concorrência, sem criar regras rígidas ou impedir avanços tecnológicos.

    “O PL é mais ‘soft’ que o modelo europeu, reconhecendo que não é necessária uma receita única para todos, mas sim atuar cirurgicamente para destravar gargalos. A proposta busca um equilíbrio que não gere um regramento mais duro do que o necessário, prezando pela livre concorrência justa”, disse Brant.

    Pronto para votação no Plenário, o projeto permite ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) criar novos tipos de processos e impor novos deveres a plataformas digitais com faturamento anual superior a R$ 5 bilhões no Brasil.

    Para proteger a concorrência, essas empresas — classificadas como de relevância sistêmica — ficam proibidas de adotar práticas como a criação de obstáculos a outras marcas ou o favorecimento de produtos próprios.

    Modelos de negócio
    O assessor técnico da presidência do Cade, Paulo Henrique de Oliveira, esclareceu que o PL não trata de mídias sociais ou moderação de conteúdo, mas de modelos de negócio.

    “O Cade não tem em sua história um caso envolvendo qualquer forma de rede social. Não é âmbito e objeto do controle concorrencial qualquer que seja a ação de conteúdo em qualquer plataforma. O Cade lida com modelos de negócio e concorrência”, afirmou.

    Na visão de Oliveira, o atual controle de mercado posterior (ex-post) feito pelo conselho é ineficaz diante da velocidade digital.

    Para ilustrar essa ineficácia, ele citou um processo aberto pelo órgão em 2019 para investigar a relação entre plataformas de busca e o mercado jornalístico. Segundo ele, a apuração demorou cerca de sete anos para chegar a uma decisão preliminar e, quando foi concluída, o modelo de negócios investigado já havia deixado de existir.

    “A comparação que eu tenho gostado de fazer é que, no mundo concorrencial, lidar com a caixinha de ferramentas que o Cade tem é física newtoniana. E lidar com mercados digitais é física quântica. É a mesma coisa, só que a ferramenta não funciona exatamente para aquilo e a gente tem problema de adaptação”, disse.

    Transparência
    A coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli, defendeu a auditoria dos algoritmos por órgãos de controle, medida prevista no projeto. Segundo ela, as plataformas precisam comprovar o cumprimento de normas operacionais.

    “Obrigações como o dever de cuidado e a moderação de conteúdo não podem ser efetivadas sem um alto grau de transparência que permita ao poder público e à sociedade acompanhar se as plataformas estão cumprindo seus deveres ou abusando deles por interesses econômicos ou políticos”, afirmou.

    Custos
    Por sua vez, o representante da Associação Latino-Americana de Internet (Alai), Sérgio Alves, criticou o regime de urgência do PL e alertou que custos de adequação podem ser repassados aos consumidores e reduzir a inovação.

    “Uma análise de impacto regulatório entendeu que o projeto tem um custo significativo no processo de adequação de empresas, um custo que pode ser transmitido a consumidores, com alguma margem também de um impacto potencial na redução de inovação no Brasil, que muito provavelmente é um reflexo da amplitude que o texto ainda tem”, pontuou.

    Equilibrio
    O deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), que solicitou a audiência, ressaltou a urgência do tema, já que a atuação das plataformas afeta diretamente a concorrência, a circulação econômica e a proteção dos consumidores.

    “A ideia central desse evento é demonstrar que o Parlamento está aberto ao diálogo com a sociedade civil, a comunidade técnica, a academia e o setor produtivo, para construir soluções equilibradas, compatíveis com os desafios da economia digital contemporânea”, reforçou Alencar.

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF promove “3º Seminário Mãe, Deixa Eu Cuidar de Você” com acolhimento para mães atípicas e espaço inclusivo para crianças

    CLDF promove “3º Seminário Mãe, Deixa Eu Cuidar de Você” com acolhimento para mães atípicas e espaço inclusivo para crianças

    CLDF promove “3º Seminário Mãe, Deixa Eu Cuidar de Você” com acolhimento para mães atípicas e espaço inclusivo para crianças

    Evento reúne poder público, especialistas e famílias para debater políticas, serviços e estratégias de cuidado integral voltadas a mães atípicas, pais, cuidadores e profissionais

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promove, até sexta-feira (15), o “3º Seminário Mãe, Deixa Eu Cuidar de Você”, evento gratuito e aberto ao público, voltado especialmente para mães e pais atípicos; cuidadores; profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social e justiça, além de estudantes, instituições e empresas inclusivas

    Na abertura das atividades, o deputado distrital Eduardo Pedrosa (União), idealizador do evento, anunciou que a partir de agora o jogo mudou e o trabalho será feito durante os 365 dias do ano e não somente em solenidades esporádicas. “Essas pessoas precisam de acolhimento diário das mais diversas esferas do governo e da sociedade e nosso envolvimento tem que ser diário. Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade de todos nós”, afirmou.

    Reinaldo Rossano Alves, da Defensoria Pública do DF, disse que a pauta das mães atípicas é uma pauta prioritária para a Defensoria. Segundo ele, o órgão é uma instituição que de fato visa à proteção dos direitos humanos e das minorias.

    Para o presidente do Instituto Olga Kos, empresário e palestrante Wolf Kos, o nome do seminário deveria ser “obrigado mãe por cuidar da gente”. “Todas as mães lutam por seus filhos, todas as mães cuidam dos seus filhos, mas a mãe atípica, além de criar e cuidar, luta contra uma sociedade preconceituosa e ela precisa abrir o caminho para os seus filhos”, analisou.

    Max Kolb, advogado das frentes parlamentares presididas pelo deputado Eduardo Pedrosa, relatou um caso envolvendo um aprovado no concurso da Polícia Militar do DF, que nem reserva vagas para deficientes, que foi chamado para fazer o curso de formação e foi recebido com chacota e desrespeito e agora está respondendo a processo administrativo militar para ser banido da corporação. “Isso é muito triste, porque em pleno 2026, a PMDF não está preparada para absorver um candidato com autismo. E o que me chamou a atenção neste caso foi a preocupação da mãe em não deixar o filho portar arma para evitar uma reação perigosa num momento de crise”, lamentou.

     

    João Pedro Carvalho/Agência CLDF

    Já a diretora regional de atenção secundária à saúde, Pollyana Mertens Mariath, defendeu um olhar diferenciado nas unidades de atendimento, “porque o atendimento nunca é só para um paciente, mas para toda uma família”.

    A subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falconi, parabenizou a iniciativa e a continuidade de um evento, “que traz a mãe para o centro e permite compartilhar experiência e, principalmente, dar vez e voz a essas mulheres”.

    Em seguida, o seminário começou com uma palestra magna sobre o tema “o corpo sente, a mente grita e o mundo não vê, a invisibilidade do sofrimento dos cuidados atípicos”, ministrada pela psicóloga Ingrid Luísa Neto.

    Frentes parlamentares

    O seminário acontece no auditório da CLDF e é uma iniciativa das Frentes Parlamentares do Autismo, Síndrome de Down, Doenças Raras, Enfrentamento ao Câncer, Pessoas Pré e Pós-transplantadas e de Valorização da Vida, conduzidas pelo deputado Eduardo Pedrosa. O seminário segue as diretrizes da Lei Distrital nº 7.310/2023, que instituiu o programa Cuidando de Quem Cuida, com foco no cuidado integral, físico, emocional, social e cognitivo de mães atípicas.

    Uma das novidades nesta edição será o espaço inclusivo para as crianças, criado para que as mães possam participar da programação com mais tranquilidade. A iniciativa considera uma realidade comum entre muitas mães atípicas: a dificuldade de sair de casa e participar de eventos, formações, consultas ou momentos de autocuidado por não terem com quem deixar os filhos. Por isso, o seminário contará com uma Área Kids inclusiva, com monitores, oficinas para as crianças e atividades voltadas ao público infantil, garantindo acolhimento, segurança e acessibilidade durante o evento.

    Além da Área Kids, a programação contará com um palco alternativo com apresentações voltadas ao público inclusivo infantil, ampliando a participação das crianças e tornando o ambiente mais acolhedor para toda a família. A proposta é permitir que mães, pais e cuidadores tenham tempo para se informar, trocar experiências, cuidar de si e fortalecer sua rede de apoio, enquanto os filhos participam de atividades pensadas para eles.

    Com certificação de 40 horas, válida em todo o território nacional, o seminário terá palestras, rodas de conversa, momentos de escuta ativa, vivências de autocuidado e debates sobre temas como educação inclusiva, saúde, família, ciclo de vida, proteção integral, vigilância afetiva, paternidade ativa, empoderamento da mulher atípica e os desafios enfrentados por mães, pais e cuidadores. A programação também inclui momentos de convivência, lanche afetivo e sessão solene de encerramento.

     

    João Pedro Carvalho/Agência CLDF

    Orientação

    O evento contará ainda com estandes de órgãos públicos e instituições parceiras, como Defensoria, COMPP, Cetea, Subin, Cretea, Apae e Instituto Olga Kos, oferecendo orientação, informação e aproximação entre as famílias e a rede de atendimento. 

    Outro destaque é o Espaço do Bem Inclusivo, voltado às mães atípicas empreendedoras do DF. O espaço busca valorizar o protagonismo dessas mulheres, incentivar a autonomia financeira e dar visibilidade a iniciativas que unem inclusão, geração de renda e fortalecimento comunitário.

    O seminário também abrirá espaço para entrevistas em formato de podcast, com a participação do Atípicast e do Doses de Atípicast, ampliando o alcance das conversas sobre maternidade atípica, cuidado, pertencimento e inclusão.

    Agência CLDF de Notícias

  • Escala 6×1: falta decidir se haverá compensação para empresas, diz presidente da comissão – Notícias

    Escala 6×1: falta decidir se haverá compensação para empresas, diz presidente da comissão – Notícias

    13/05/2026 – 15:58  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Alencar Santana: “Temos que implementar tudo que pudermos já”

    O presidente da comissão especial que analisa o fim da escala de trabalho 6×1 (PEC 221/19) deputado Alencar Santana (PT-SP) disse que foi acertada em reunião com o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) uma alteração simples na Constituição. A jornada de 44 horas semanais e 8 horas diárias passaria a ser de 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

    As situações específicas seriam tratadas no Projeto de Lei 1838/26, enviado pelo Executivo, e em convenções trabalhistas. Com isso, faltaria apenas decidir se haverá alguma compensação para os empresários e se haverá período de transição. Alencar defendeu a implantação imediata da mudança de jornada.

    “Eu entendo que nós temos que implementar tudo que pudermos já. Há uma necessidade. Mas esse é o debate que nós vamos continuar amadurecendo. Logicamente, queremos e vamos garantir esse direito aos trabalhadores; mas, ao mesmo tempo, ninguém jamais pensa em quebrar a economia brasileira. Na verdade, nós entendemos que vai ter um ganho de escala de produtividade adiante.”

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Sônia Maria da Silva: “Defender o fim da escala 6×1 é defender que mulheres tenham tempo para viver”

    Dupla jornada
    A comissão especial sobre a redução da jornada fez audiência pública para debater os efeitos das mudanças para as mulheres e para pequenas empresas. Sônia Maria da Silva, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, disse que a escala 6×1 deixa as mulheres com apenas um dia para cuidar da casa e dos filhos; ou seja, não há descanso.

    “Defender o fim da escala 6×1 é defender que mulheres tenham tempo para viver, tempo para acompanhar o crescimento dos filhos, tempo para estudar e se qualificar, tempo para cuidar da própria saúde, tempo para participar da vida comunitária e pública, tempo, inclusive, para descansar. Algo que deveria ser básico, mas ainda é privilégio de poucos.”

    Sônia pediu que o país ratifique a Convenção 156 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que trata da igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres com responsabilidades familiares.

    André Spínola, do Sebrae Nacional, disse que a mudança não afeta muito os microempreendedores porque eles não têm empregados. Pesquisa do Sebrae feita com 8 mil empreendedores mostra que 13% não sabiam do debate sobre a jornada. Entre os que sabiam, apenas 27% afirmaram que esperavam impactos negativos.

    Sandra Viana, do Ministério das Mulheres, disse que 56% das mulheres estão na jornada de 44 horas semanais e serão beneficiadas pela mudança.

     

     

     

    Reportagem – Silvia Mugnatto
    Edição – Wilson Silveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara Legislativa celebra Dia Internacional da Enfermagem

    Câmara Legislativa celebra Dia Internacional da Enfermagem

    Câmara Legislativa celebra Dia Internacional da Enfermagem

    Cerimônia abordou conquistas históricas, desafios e perspectivas da carreira no Distrito Federal

    Em comemoração ao Dia Internacional da Enfermagem, 12 de maio, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu sessão solene na noite de terça-feira (12). A celebração foi uma iniciativa do deputado distrital Jorge Vianna (Democrata) e aconteceu no Teatro Pedro Calmon, no Setor Militar Urbano. 

    O 12 de maio refere-se ao nascimento da precursora da enfermagem moderna, a britânica Florence Nightingale. Ela se destacou na Guerra da Crimeia (1853-1856), quando conseguiu reduzir as taxas de mortalidade ao melhorar condições de higiene e outros aspectos. A enfermeira ficou conhecida como “a dama da lâmpada”, por fazer rondas aos pacientes à noite, segurando uma lâmpada a óleo para iluminação. O objeto se tornou o símbolo da enfermagem.
     

    Contadora de histórias Nyedja Gennari e participantes seguram lâmpadas, objeto símbolo da enfermagem (Foto: Wilter Moreira/ Gab. Jorge Vianna)

    Jorge Vianna observou que a origem da profissão esteve ligada à filantropia, e a categoria precisou lutar por reconhecimento profissional e condições de trabalho. “A Florence Nightingale era poliglota e herdeira, ela foi se doar na guerra, não precisava de dinheiro”, comentou o parlamentar, que também é técnico de enfermagem e enfermeiro. 

    O deputado contou que, no início da carreira, ficou consternado com os baixos salários e as “humilhações”. A situação o motivou a militar pela categoria e a participar da fundação do Sindicato dos Auxiliares e dos Técnicos de Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF). Na sessão solene, o parlamentar recebeu um certificado de agradecimento do Sindate, pelos serviços prestados à categoria.
     

    Jorge Vianna recebeu certificado de agradecimento do Sindicato dos Auxiliares e dos Técnicos de Enfermagem (Foto: Wilter Moreira/ Gab. Jorge Vianna) 

    A diretora de Comunicação do Sindate, Josy Jacob, ressaltou que “a enfermagem não pede luxo. A enfermagem pede o básico, que é o respeito. A enfermagem pede dignidade, valorização e condições de trabalho”. 

    Por sua vez, o presidente do Sindate, Newton Batista, orientou os profissionais sobre como agir em casos de desrespeito: “Chega de violência contra o profissional da enfermagem. A cada agressão, a cada desaforo, tenham coragem de denunciar, procurem o sindicato. Nós estamos sempre de portas abertas para acolher todos os profissionais de enfermagem e prestar toda a assistência possível”.

    O evento completo está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Comissão de Saúde da CLDF aprova indicação de Eliane Souza de Abreu para a presidência do Iges-DF

    Comissão de Saúde da CLDF aprova indicação de Eliane Souza de Abreu para a presidência do Iges-DF

      A enfermeira e gestora Eliane Souza de Abreu deu um passo decisivo para assumir o comando do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do …

     

    A enfermeira e gestora Eliane Souza de Abreu deu um passo decisivo para assumir o comando do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Nesta terça-feira (12), seu nome recebeu o aval da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) após sabatina realizada em audiência pública.

    A indicação foi aprovada por maioria, com quatro votos favoráveis — dos deputados Martins Machado (relator), Dayse Amarilio, Pastor Daniel de Castro e Jorge Vianna — e um voto contrário, do deputado Gabriel Magno. Agora, o processo segue para a votação definitiva no plenário da Casa.

    Foco na Enfermagem e Gestão de Resultados

    A sabatina coincidiu com o Dia Nacional da Enfermagem, data que Eliane utilizou para pautar seu discurso técnico e humano. Com 14 anos de experiência no setor, a indicada reforçou que a valorização da categoria é fundamental para a eficiência do sistema.

    “Nenhuma sociedade alcançará dignidade assistencial negligenciando aqueles que permanecem ao lado dos pacientes 24 horas por dia”, destacou Eliane durante a audiência.

    A futura dirigente comprometeu-se a focar na melhoria dos indicadores de desempenho e na otimização da rede pública de saúde, prometendo uma gestão técnica e voltada para a eficiência hospitalar.

    Trajetória e Qualificações

    Eliane Souza de Abreu possui um currículo sólido na área de saúde pública e privada. Graduada em Enfermagem pela Universidade Estácio de Sá, ela detém:

    • Mestrado em Gestão da Saúde (foco em qualidade e eficiência);

    • Especializações em Gestão Hospitalar, Liderança e Inovação.

    Sua experiência no Iges-DF não é recente. Entre 2022 e 2025, ela ocupou o cargo de superintendente do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), uma das unidades mais complexas geridas pelo instituto. Além disso, acumula passagens estratégicas por instituições como os hospitais Daher Lago Sul e Santa Helena (Rede D’Or), atuando em terapia intensiva e gestão de equipes.

    Próximos Passos

    Com a aprovação na Comissão de Saúde, a nomeação depende agora da deliberação em plenário. Se confirmada pelos distritais, Eliane assumirá o desafio de gerir uma das estruturas mais robustas e complexas da saúde do Distrito Federal, responsável pela gestão de hospitais estratégicos e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

    Da redação do Portal de Notícias 

  • Comissão debate acesso a medicamentos estratégicos no SUS e preços de mercado – Notícias

    Comissão debate acesso a medicamentos estratégicos no SUS e preços de mercado – Notícias

    13/05/2026 – 13:27  

    Depositphotos

    Preço dos medicamentos é definido por câmara de regulação

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promove, nesta quinta-feira (14), audiência pública sobre o acesso a medicamentos estratégicos no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente para doenças endêmicas – aquelas que ocorrem com frequência em determinada região ou população.

    O debate será realizado às 10 horas, no plenário 7.

    A audiência atende a pedido do deputado Jorge Solla (PT-BA). Segundo o parlamentar, os preços elevados de alguns medicamentos dificultam o acesso da população aos tratamentos e aumentam os gastos do SUS.

    Jorge Solla afirma que a metodologia adotada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para definir preços pode encarecer os produtos no Brasil. Segundo ele, o cálculo considera preços praticados em países de alta renda.

     Segundo ele, o orçamento destinado à assistência farmacêutica e aos insumos estratégicos passou de R$ 1,4 bilhão em 2004 para R$ 21,9 bilhões em 2024.

     “O caso recente do dolutegravir (DTG), antirretroviral mais utilizado atualmente no Brasil, ilustra o problema de maneira contundente. Estudo mostrou que, entre 2017 e 2023, os preços pagos pelo Brasil foram muito superiores aos valores de referência internacional: em 2023, o preço de genéricos internacionais era quase 12 vezes menor do que o praticado no país”, exemplifica Jorge Solla.

    Segundo ele, apesar da entrada de versões genéricas nacionais, barreiras de patente limitaram a concorrência e restringiram as aquisições junto a laboratórios públicos.

    Da Redação – RL

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF celebra 11 anos da Ocupação Mercado Sul Vive com homenagem à resistência cultural

    CLDF celebra 11 anos da Ocupação Mercado Sul Vive com homenagem à resistência cultural

    CLDF celebra 11 anos da Ocupação Mercado Sul Vive com homenagem à resistência cultural

    Comunidade, artistas e autoridades enaltecem o espaço como referência de cultura e moradia no Distrito Federal

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite desta terça-feira (12), uma sessão solene para celebrar o 11º aniversário da Ocupação Cultural Mercado Sul Vive. A iniciativa, proposta pelo deputado Max Maciel (PSOL), reuniu parlamentares, gestores públicos e comunidade artística para exaltar a trajetória da ocupação cultural em Taguatinga que transformou um espaço abandonado em um território coletivo de arte, moradia e resistência urbana.

    Max Maciel destacou que acompanha o movimento desde o início, quando ainda era produtor cultural em Ceilândia. O parlamentar enfatizou que a ocupação é um processo de direito à cidade e de ressignificação de territórios historicamente negados às populações periféricas.

    “A luta do Mercado Sul é olhar para um espaço que sempre foi visado pela especulação imobiliária e mostrar que ele tem o potencial de registrar as memórias de toda a cultura da cidade”, afirmou o distrital. Para ele, o movimento prova que é possível construir uma cidade que priorize o bem viver, a cultura e a moradia.

    Homenagens e ancestralidade

    A sessão foi marcada por apresentações culturais de artistas como Mavi Afroindie, Micaele Laloba, Ramona Jucá, Garnet Onijá e Mestra Martinha do Coco. A ancestralidade do território foi um ponto central. O conselheiro do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do DF (Condepac) Paique Santarém explicou que o Mercado Sul possui camadas históricas que remontam há milênios, passando pela construção de Taguatinga até a consolidação da ocupação cultural atual. “A ocupação é uma ferramenta da comunidade que está lá para fazer com que essa presença ancestral se mantenha”, declarou.

    O subsecretário de Patrimônio Cultural do DF, Felipe Ramon, informou que haverá uma votação no Condepac para debater a inclusão do espaço como patrimônio cultural do DF. Ele ressaltou que a cultura foi o ativo fundamental para a regeneração urbana do local, transformando o que antes era chamado de “beco da morte” em um polo de vida e arte.

     

    Sara Marques/Agência CLDF

     

    O deputado Fábio Félix (PSOL) também saudou a ocupação, classificando-a como uma ferramenta de enfrentamento à desigualdade social no DF. Ele destacou a importância do Mercado Sul em tensionar o poder público para garantir direitos a grupos “minorizados”, como mulheres negras, a comunidade LGBT+ e povos indígenas.

    O Mercado Sul é um exemplo para esta cidade. Com 11 anos de ocupação e resistência denunciando a desigualdade e uma série de questões que são muito importantes, especialmente a falta de moradia e acesso à cultura”, afirmou o distrital.

    O ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Leandro Grass definiu a ocupação como uma “síntese do Brasil” e um exemplo de como transformar territórios em decadência em “sementes de vida”. Grass defendeu que o conceito de território de ocupação cultural deve ser expandido para além de iniciativas isoladas, tornando-se uma política de Estado em todo o Distrito Federal que integre cultura, moradia e economia solidária.

    Vozes da comunidade

    Moradores e frequentadores do espaço trouxeram depoimentos sobre a importância da ocupação para a moradia. Elisângela Ferreira, moradora do Mercado Sul, defendeu o direito social à habitação para artistas, destacando que o local funciona como uma “incubadora cultural”. Já a artista Ramona Jucá lembrou que a ocupação devolveu vida ao espaço.

    A promotora cultural Nara Oliveira define o Mercado Sul como uma “usina de sonhos” e um “território mãe”, onde aprendeu que a realização de projetos é possível por meio da coletividade. 

    Representando a Casa de Onijá, a multiartista Garnet classifica a ocupação como um território de acolhimento constante para quem chega, fica ou retorna. Ela também defendeu o profissionalismo e a organização da classe artística, combatendo o estigma de desvalorização que muitas vezes recai sobre o setor, e reafirmou o compromisso do movimento com o legado para as próximas gerações. “Aquele lugar sempre vai estar ali para receber quem está passando, quem quer ficar, quem quer sair também e pode voltar em algum momento“, afirmou.

     

    Sara Marques/Agência CLDF

    A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) definiu o Mercado Sul como um “aquilombamento” e um território de “encantaria”, destacando que o espaço vai além da resistência, sendo um centro de produção de conhecimento e resgate da ancestralidade. Kokay criticou a lógica de entrega da cidade à especulação imobiliária, defendendo que o território deve servir para gerar “trincheiras de vida” e ser um contraponto à solidão e à fragmentação urbana. Ao exaltar a força da construção coletiva e a permanência do movimento, a parlamentar afirmou: “O Mercado Sul vive e viverá sempre porque representa os aquilombamentos que a gente é capaz de produzir“.

    No final do evento, foram entregues moções de louvor a diversos coletivos e personalidades que construíram a história da ocupação ao longo da última década. A íntegra da solenidade está disponível no YouTube da CLDF.

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Celina Leão move ação contra Portal Vero Notícias e jornalista Lucas Costa Valença (número dos autos: 0729471-92.2026.8.07.0016)

    Celina Leão move ação contra Portal Vero Notícias e jornalista Lucas Costa Valença (número dos autos: 0729471-92.2026.8.07.0016)

      Foto gerada por IA A governadora do Distrito Federal, Celina Leão Hizim Ferreira, na época vice-governadora, ingressou com uma ação judici…

     

    Foto gerada por IA

    A governadora do Distrito Federal, Celina Leão Hizim Ferreira, na época vice-governadora, ingressou com uma ação judicial contra a empresa Vero Notícias Comunicação e Jornalismo Ltda e o jornalista Lucas Costa Valença. O caso tramita no 3º Juizado Especial Cível de Brasília, sob o número 0729471-92.2026.8.07.0016.

    O processo segue o rito da Lei nº 9.099/95, que rege os Juizados Especiais Cíveis, destinados a causas de menor complexidade que buscam soluções céleres.
    Detalhes do Processo

    A ação, protocolada sob a classe de Procedimento do Juizado Especial Cível, levanta questões relacionadas à atuação do veículo e do profissional de imprensa mencionado. Embora os juizados especiais tratem frequentemente de pedidos de reparação por danos morais ou direitos de resposta, o teor específico das alegações da autora aguarda as fases de instrução e julgamento.

    Órgão Julgador: 3º Juizado Especial Cível de Brasília

    Autor: Celina Leão Hizim Ferreira

    Réus: Vero Notícias Comunicação e Jornalismo Ltda. e Lucas Costa Valença

    Fundamentação: Lei nº 9.099/95
    Próximos Passos

    O Poder Judiciário deverá convocar as partes para uma audiência de conciliação, etapa obrigatória neste rito processual. Caso não haja acordo, o processo seguirá para a fase de apresentação de defesa pelos réus e posterior sentença pelo magistrado responsável.

    Insta frisar, que no último dia (9) a justiça protocolou a ciencia da citação/intimação da parte Ré

    conforme print abaixo:

    Segue anexo o print de tela referente aos autos:

    Foi feito contato através do contato do Portal Vero Notícias, mas até o momento da publicação desta matéria, as defesas dos citados não haviam se manifestado publicamente sobre o teor da ação. O espaço permanece aberto para futuras atualizações e posicionamentos das partes envolvidas.

    Nota Editorial: O jornalismo pauta-se pela veracidade e pelo direito ao contraditório. Continuaremos acompanhando o desdobramento jurídico deste caso para informar nossos leitores com precisão.

    crédito;Carlindo Medeiros Jornalista

  • Comissão aprova projeto que impede uso do princípio da insignificância em crimes contra mulher – Notícias

    Comissão aprova projeto que impede uso do princípio da insignificância em crimes contra mulher – Notícias

    13/05/2026 – 13:39  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Maria Arraes é a relatora do projeto

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2526/25, que impede a aplicação do princípio da insignificância a crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher.

    Pelo princípio da insignificância, também conhecido como bagatela, crimes com pouca ou nenhuma importância não devem ser punidos. Na prática, mesmo que uma conduta seja tecnicamente um crime, a pessoa não precisa ser punida se o dano causado for muito pequeno e não afeta a sociedade de forma relevante.

    Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

    O texto aprovado insere a regra na Lei Maria da Penha. A relatora, deputada Maria Arraes (PSB-PE), recomendou a aprovação da proposta da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

    “A incidência da insignificância é incompatível com a lógica da Lei Maria da Penha, cujo objetivo é justamente interromper o ciclo de violência antes que ele atinja níveis mais severos”, disse Maria Arraes no parecer aprovado.

    Segundo ela, o Superior Tribunal de Justiça, na Súmula 589, firmou entendimento de que “é inaplicável o princípio da insignificância nos crimes ou contravenções penais praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas”.

    Da Reportagem/RM
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • GDF lança ‘Farmácia Digital’ para agilizar entrega de medicamentos de alto custo

    GDF lança ‘Farmácia Digital’ para agilizar entrega de medicamentos de alto custo

      A governadora do DF, Celina Leão, anunciou a plataforma que permite solicitação e agendamento on-line, beneficiando cerca de 50 mil pacien…

     

    A governadora do DF, Celina Leão, anunciou a plataforma que permite solicitação e agendamento on-line, beneficiando cerca de 50 mil pacientes no Distrito Federal.

    Redução de filas e modernização

    O Governo do Distrito Federal (GDF) deu um passo decisivo na modernização da saúde pública com o lançamento do programa Farmácia Digital. A nova plataforma foi apresentada pela governadora em exercício, Celina Leão, com o objetivo central de extinguir as longas filas e desburocratizar o acesso a medicamentos de alto custo.

    Atualmente, o serviço atende aproximadamente 50 mil pacientes no DF. Com o novo sistema, o cidadão poderá realizar desde o pedido inicial até o agendamento da retirada de forma totalmente virtual, utilizando o computador ou o celular.


    Como funciona o sistema

    A “Farmácia Digital” integra os serviços da Secretaria de Saúde ao portal oficial do governo. Entre as principais funcionalidades, destacam-se:

    • Solicitação Remota: Envio de documentação e laudos médicos digitalizados.

    • Acompanhamento de Processos: O paciente recebe atualizações sobre o status de sua solicitação sem precisar se deslocar.

    • Agendamento de Retirada: Escolha de data e horário para buscar o medicamento, evitando aglomerações e espera excessiva nas unidades físicas.

    “Nosso foco é devolver a dignidade e o tempo ao cidadão. A tecnologia deve ser uma aliada para que o paciente, que já enfrenta desafios com sua saúde, não precise enfrentar também a burocracia das filas”, destacou Celina Leão durante o evento de lançamento.


    Impacto na Saúde Pública

    A medida faz parte de um pacote de investimentos em transformação digital do GDF. Além do conforto para o usuário, a Farmácia Digital permite uma gestão de estoque mais eficiente, cruzando dados de demanda em tempo real e otimizando o trabalho dos servidores das farmácias de alto custo localizadas na Asa Sul, Ceilândia e Gama.

    A implementação será gradual, garantindo que o suporte presencial continue disponível para aqueles que possuem dificuldades de acesso às ferramentas digitais, embora a expectativa é que a grande maioria dos fluxos seja migrada para o ambiente virtual nos próximos meses.


    Serviço: O acesso à Farmácia Digital já está disponível por meio do portal oficial da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e pelo aplicativo GDF no Card.

    Da redação do Portal de Notícias

  • ‘Câmara pelo Brasil’ promove debates em capitais sobre escala 6×1, misoginia e MEI – Notícias

    ‘Câmara pelo Brasil’ promove debates em capitais sobre escala 6×1, misoginia e MEI – Notícias

    13/05/2026 – 12:51  

    O programa Câmara pelo Brasil continuará percorrendo capitais brasileiras neste mês de maio para debater propostas em tramitação na Câmara dos Deputados relacionadas à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1.

    A iniciativa prevê seminários regionais sobre as propostas de emenda à Constituição (PECs) 221/19 e 8/25 e contará com a participação de integrantes da comissão especial que foi instalada no final de abril.

    Na semana passada, o encontro foi realizado em João Pessoa (PB).

    O programa também vai discutir o combate à misoginia (PL 896/23) e mudanças (PLP 108/21) nas regras do microempreendedor individual (MEI).

    Programação sobre fim da escala 6×1
    Nesta quinta-feira (14), em São Paulo, será realizado seminário, às 9h30, no Palácio do Trabalhador, sede da Força Sindical.

    Estão confirmados o ministro do Trabalho, Luiz Marinho; o presidente da Força Sindical, Miguel Torres; o coordenador do programa Câmara pelo Brasil, deputado Da Vitoria (PP-ES); o presidente da comissão especial sobre o fim da escala 6X1, deputado Alencar Santana (PT-SP); o relator do texto, deputado Leo Prates (Republicanos-BA); e outros dois integrantes da comissão, os deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e Alfredinho (PT-SP).

    No dia seguinte (15), o debate será realizado no Rio Grande do Sul, na Superintendência Regional de Administração, na Cidade Baixa, em Porto Alegre, às 9h30.

    Participarão do encontro: o presidente e o relator da comissão especial; a 1ª vice-presidente da comissão, deputada Daiana Santos (PCdoB-RS); além das deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Maria do Rosário (PT-RS), integrantes do colegiado. Também estará presente o líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

    No sábado (16), o encontro ocorrerá no Maranhão, às 10 horas, na Câmara Municipal de São Luís. Também contará com a presença do presidente e do relator da comissão especial; do coordenador do seminário e integrante da comissão, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA); e do deputado Duarte Jr. (Avante-MA), membro do colegiado.

    Já Belo Horizonte (MG) receberá o seminário em 21 de maio, às 10 horas, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

    Manaus (AM) também estará na programação, no dia 22 de maio, às 10 horas, na Assembleia Legislativa do Amazonas.

    Propostas
    Os encontros vão discutir a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas em um prazo de dez anos.

    Também será debatida a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), que propõe uma jornada de quatro dias de trabalho por semana, limitada a 36 horas semanais.

    As propostas avançaram recentemente na Câmara. Em abril, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou a admissibilidade dos textos, que agora são analisados por comissão especial criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

    Misoginia
    Além do debate sobre a jornada de trabalho, o programa Câmara pelo Brasil também vai promover, em 29 de maio, às 18 horas, em São Paulo, uma discussão sobre o Projeto de Lei 896/23, do Senado, conhecido como PL da Misoginia.

    A proposta equipara a misoginia – caracterizada pelo ódio ou aversão às mulheres – ao crime de racismo, tornando a prática inafiançável e imprescritível, com pena de reclusão de dois a cinco anos.

    O encontro contará com a participação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), coordenadora do grupo de trabalho responsável pela proposta.

    Segundo a parlamentar, o texto poderá ser votado pelo Plenário da Câmara ainda neste semestre.

    MEI
    A programação inclui ainda debate sobre o novo enquadramento do microempreendedor individual, previsto no PLP 108/21. O tema será discutido em 1º de junho.

    A proposta já é analisada por comissão especial presidida pela deputada Any Ortiz (PP-RS), sob relatoria do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC).

    O colegiado foi instalado recentemente na Câmara dos Deputados e deve discutir alterações nas regras de faturamento e enquadramento dos MEIs.

    Reportagem – Regina Céli Assumpção
    Edição – Marcelo Oliveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF homenageia projeto “Não Temas, Maria” por atuação no acolhimento de mulheres no DF

    CLDF homenageia projeto “Não Temas, Maria” por atuação no acolhimento de mulheres no DF

    CLDF homenageia projeto “Não Temas, Maria” por atuação no acolhimento de mulheres no DF

    A cerimônia foi proposta pelo deputado distrital João Cardoso (PL) e reuniu representantes do poder público, da Igreja Católica e integrantes da rede de proteção às mulheres

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite desta segunda-feira (11), sessão solene em homenagem ao projeto “Não Temas, Maria”, iniciativa da Arquidiocese de Brasília voltada ao acolhimento e apoio de mulheres em situação de vulnerabilidade e violência

    >> Confira imagens da homenagem

    A cerimônia foi proposta pelo deputado distrital João Cardoso (PL) e reuniu representantes do poder público, da Igreja Católica e integrantes da rede de proteção às mulheres. 

     

    Foto: Sara Marques / Agência CLDF

    Criado por meio de parceria com o Governo do Distrito Federal, o “Não Temas, Maria” promove ações de acolhimento, escuta qualificada e orientação a mulheres em situação de fragilidade emocional, social e familiar. A iniciativa também atua na prevenção da violência doméstica e no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.

    Ao abrir a solenidade, o deputado João Cardoso destacou o alcance social da iniciativa e o papel do projeto no apoio às mulheres e famílias. Segundo o parlamentar, o “Não Temas, Maria” ultrapassa os espaços religiosos e chega diretamente às comunidades, de forma a promover dignidade humana, valorização da vida e apoio emocional, espiritual e material a mães e filhos.

    “Proteger a vida é um compromisso ético, social e humano que passa pelo cuidado com as mães e pelo apoio das famílias, especialmente quando a mulher passa por momentos de maior fragilidade. Nenhuma mulher deve enfrentar essa dor sozinha”, afirmou João Cardoso.

    Também presente, a deputada Paula Belmonte (PSDB) ressaltou a importância das redes de apoio entre mulheres em diferentes momentos de vulnerabilidade: “Não Temas Maria chama as mulheres para que estejamos juntas, apoiando-nos em momentos de violência, solidão, pós-parto ou climatério. Precisamos nos conectar”, declarou. Paula Belmonte defendeu o fortalecimento da autonomia feminina por meio da educação e do incentivo aos sonhos e projetos de vida das jovens.

    O evento contou, ainda, com a presença da governadora do DF, Celina Leão. Ela fez um balanço de ações do governo voltadas à proteção dessas mulheres. “Na nossa gestão, saímos de 14 para 31 equipamentos públicos de proteção. Hoje temos o auxílio-aluguel para a mulher ameaçada e o auxílio para o órfão do feminicídio, que garante assistência a famílias que estavam totalmente desassistidas. Temos o programa Viva Flor e não perdemos nenhuma mulher sob este monitoramento”, destacou a chefe do Executivo. 

    Representando a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, a secretária executiva institucional e de Políticas de Segurança Pública interina, Regilene Siqueira Rozal, enfatizou a necessidade de atuação conjunta entre Estado, sociedade e lideranças religiosas no enfrentamento à violência contra a mulher.

    Segundo Regilene, a Igreja possui capacidade de alcançar espaços onde, muitas vezes, o poder público não consegue chegar. “Precisamos superar o ditado de que ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher’; a gente mete a colher sim para salvar vidas. Se nos omitimos, somos responsáveis”, afirmou.

    Acolhimento

    A psicóloga e colaboradora do projeto, Fernanda Alcântara, falou sobre os impactos emocionais da violência doméstica e destacou a importância da escuta acolhedora no processo de reconstrução das vítimas: “A violência doméstica começa muito antes da agressão física; começa quando o afeto dá lugar ao medo e ao controle. O projeto nasce para ser escuta onde há silêncio”, disse. 

    Fernanda também explicou que muitas mulheres não conseguem identificar a violência que vivenciam e ressaltou que o trabalho desenvolvido pelo projeto busca restaurar a dignidade e fortalecer relações familiares baseadas no respeito: “Homenagear as mães hoje também é necessário, pois fortalecer a mãe é fortalecer a família. A violência fere o coração, mas o acolhimento reorganiza a esperança. Que ninguém precise sofrer sozinho”, concluiu.

    Ao final da solenidade, foram entregues moções de louvor a colaboradores e apoiadores do projeto.

    Agência CLDF de Notícias

  • Atropelamento em Ceilândia deixa criança ferida e mobiliza bombeiros no DF

    Atropelamento em Ceilândia deixa criança ferida e mobiliza bombeiros no DF

      Divulgação/CBMDF Vítima foi socorrida consciente após acidente com moto; caso ocorreu na EQNP 14/18 e será apurado pela PM Uma criança fic…

     

    Divulgação/CBMDF

    Vítima foi socorrida consciente após acidente com moto; caso ocorreu na EQNP 14/18 e será apurado pela PM

    Uma criança ficou ferida após ser atingida por uma motocicleta na manhã desta terça-feira (12/5), em Ceilândia, no Distrito Federal. O acidente aconteceu por volta das 11h30, na região da EQNP 14/18, em Ceilândia Sul.

    De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a vítima foi atendida no local e encaminhada a uma unidade hospitalar consciente, orientada e com ferimentos leves. O socorro seguiu os protocolos de atendimento a vítimas de trauma.

    Duas viaturas dos bombeiros foram mobilizadas para a ocorrência. As equipes realizaram a sinalização da área e o controle de riscos para garantir a segurança durante o atendimento.

    O motociclista envolvido no atropelamento também foi avaliado pelos socorristas, mas não apresentava lesões e não precisou ser levado ao hospital.

    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) assumiu a ocorrência e ficou responsável pela preservação do local. Até o momento, não há informações detalhadas sobre a dinâmica do acidente.

    O caso deverá ser investigado para esclarecer as circunstâncias do atropelamento.

    Da redação Estrutural On-line

  • Motta defende redução de jornada para 40 horas semanais e dois dias de descanso – Notícias

    Motta defende redução de jornada para 40 horas semanais e dois dias de descanso – Notícias

    13/05/2026 – 11:43  

    Douglas Gomes/Câmara dos Deputados

    Reunião na residência oficial da Câmara sobre o fim da jornada 6×1

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que as negociações relacionadas às propostas de emenda à Constituição (PECs) que acabam com a jornada de trabalho 6×1 se encaminham para a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas, com dois dias de descanso e o fortalecimento das convenções coletivas.

    Motta se encontrou, nesta manhã, com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho; o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães; e líderes do governo na residência oficial da presidência da Câmara para debater o tema.

    Motta destacou que, além da tramitação das PECs, a Câmara dará prosseguimento ao projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo para adequar as alterações na legislação infraconstitucional.

    “A mudança representa mais qualidade de vida para milhões de famílias brasileiras e o fortalecimento das relações de trabalho. Seguimos com responsabilidade e foco nos brasileiros”, afirmou Motta, por meio de suas redes sociais.

    Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
    Edição – Wilson Silveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF realiza sessão solene em homenagem aos 66 anos de Sobradinho

    CLDF realiza sessão solene em homenagem aos 66 anos de Sobradinho

    CLDF realiza sessão solene em homenagem aos 66 anos de Sobradinho

    Cerimônia reconhece a trajetória histórica, social e cultural da região administrativa e presta homenagem a lideranças e moradores

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza sessão solene, nesta quarta-feira (13) em homenagem aos 66 anos de Sobradinho, Região Administrativa fundada em 1960 para acolher trabalhadores que participaram da construção de Brasília. A iniciativa é dos deputados Ricardo Vale (PT), Doutora Jane (Republicanos), Eduardo Pedrosa (União) e João Cardoso (PL).

    A solenidade tem como objetivo reconhecer a relevância histórica, social e cultural de Sobradinho, que, ao longo das décadas, consolidou‑se como uma das regiões do Distrito Federal marcada pelo desenvolvimento urbano, pela diversidade de sua população e pela forte identidade comunitária. A homenagem ocorrerá no Teatro de Sobradinho, às 19h.

    De acordo com a justificativa apresentada pelos parlamentares, a celebração da data é uma forma de valorizar a trajetória dos pioneiros e moradores que contribuíram para a formação e o crescimento da cidade, além de reafirmar o compromisso institucional com o bem‑estar da população e o progresso contínuo da região.

    “A sessão solene busca reconhecer a trajetória de Sobradinho, valorizar sua identidade e proporcionar um momento institucional de homenagem às lideranças locais, entidades e cidadãos que contribuíram significativamente para o desenvolvimento da cidade”, destacaram os autores, no requerimento.

    A iniciativa também pretende fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade e incentivar a preservação da memória histórica da região, com vistas às futuras gerações.

    A sessão solene terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, e pelo canal oficial da CLDF no YouTube.

    Acompanhe:

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Projeto destina recursos para financiamento agrícola de famílias de baixa renda – Notícias

    Projeto destina recursos para financiamento agrícola de famílias de baixa renda – Notícias

    13/05/2026 – 10:57  

    Renato Alves/ Agência Brasília

    Parte do dinheiro será usada em programa voltado a pequenos produtores rurais

    O Congresso Nacional analisa projeto de lei que abre crédito suplementar no Orçamento de 2026 de R$ 563,5 milhões para vários ministérios, mas principalmente para o atendimento de operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) direcionadas a assentados da reforma agrária e a produtores de menor renda (PLN 12/26).

    Outras ações que serão beneficiadas são:

    • pagamento de diárias e passagens para os profissionais que participarão das operações integradas com os estados de combate ao crime organizado;
    • realização de despesas relacionadas ao Projeto Minas – Prevenção e Repressão à Mineração Irregular de Recursos Minerais na Bacia do Rio Doce;
    • seleção de organizações da sociedade civil para a execução de iniciativas de Desenvolvimento Alternativo Sustentável (DAS) em territórios vulnerabilizados pelas dinâmicas do narcotráfico;
    • serviços essenciais e conservação de instalações do Ministério das Comunicações;
    • pagamento da cota contributiva do Brasil ao Programa Ibero-americano de Bibliotecas Públicas;
    • administração de investimentos, financiamentos e atividades do Fundo Setorial do Audiovisual;
    • estruturação e dinamização de atividades produtivas (rotas de integração nacional e bioeconomia);
    • coordenação e fortalecimento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa;
    • ampliação do Novo Fundo Geral de Turismo; e
    • recursos orçamentários ao Fundo Setorial do Audiovisual para cobrir a previsão de remuneração de agentes financeiros nas chamadas públicas.

    Próximos passos
    O projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelo Plenário do Congresso (sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal).

    Reportagem – Silvia Mugnatto
    Edição – Marcelo Oliveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão aprova projeto de lei para melhorar fornecimento de energia em Roraima – Notícias

    Comissão aprova projeto de lei para melhorar fornecimento de energia em Roraima – Notícias

    13/05/2026 – 09:10  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Dagoberto Nogueira é o relator do projeto

    A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6737/25, do deputado Duda Ramos (Pode-RR), que busca assegurar que a conexão do estado de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) resulte em fornecimento estável, contínuo e seguro, inclusive em áreas remotas.

    A proposta cria a Lei de Resiliência Energética Pós-Interligação e Qualidade do Serviço no estado.

    O texto aprovado estabelece metas de desempenho e de continuidade do serviço. Também cria o Plano de Resiliência Energética para Localidades Remotas de Roraima, que prevê soluções descentralizadas, como geração solar e sistemas de armazenamento.

    Pelo texto, terão prioridade as unidades de saúde, as escolas, os sistemas de abastecimento de água e os órgãos de segurança pública.

    O relator, deputado Dagoberto Nogueira (PP-MS), recomendou a aprovação. “O projeto apresenta solução adequada e direcionada à realidade local, ao instituir uma política específica de resiliência energética para o estado”, disse ele.

    “O objetivo é transformar a recente conexão ao SIN, concluída em 2025, em um benefício estrutural e sustentável para a população de Roraima, reduzindo as interrupções e elevando os padrões de qualidade”, acrescenta.

    Próximos passos
    O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Da Reportagem/RM
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão aprova projeto que prevê inclusão racial em entidades parceiras da administração pública – Notícias

    Comissão aprova projeto que prevê inclusão racial em entidades parceiras da administração pública – Notícias

    13/05/2026 – 08:46  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Daiana Santos é a relatora da proposta

    A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que exige que organizações sociais e outras entidades da sociedade civil parceiras da administração pública adotem políticas de inclusão e de diversidade racial.

    O texto aprovado é a versão da relatora (substitutivo), deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), para o Projeto de Lei 4596/25, da deputada Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ). A relatora ajustou a redação, mantendo os objetivos da iniciativa original.

    “Entidades da sociedade civil sem fins lucrativos que recebem recursos públicos devem se adequar às diretrizes do Estado brasileiro, entre as quais se inclui a promoção da diversidade racial”, afirmou Daiana Santos no parecer aprovado.

    Principais pontos
    O texto aprovado exige metas e indicadores para a contratação de pessoas pretas, pardas e indígenas, inclusive em cargos de liderança; capacitação profissional; e ações de combate ao racismo no ambiente de trabalho e de promoção da diversidade racial na seleção de fornecedores, parceiros e prestadores de serviços.

    O texto aprovado prevê a apresentação de um Plano de Inclusão e Diversidade Racial na celebração ou na renovação de contratos e parcerias. A proposta também exige relatórios anuais de transparência – haverá regulamentação posterior.

    Próximos passos
    O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Da Reportagem/RM
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados