A Câmara dos Deputados iniciou a Ordem do Dia da sessão destinada a votar o nome que cabe à Casa indicar para o Tribunal de Contas da União (TCU) em virtude da aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. Os candidatos terão 10 minutos cada um para discursar, segundo ordem definida em sorteio.
Nesta segunda-feira (13), a Comissão de Finanças e Tributação aprovou por unanimidade os nomes de sete candidatos. A votação será nominal e secreta em urnas eletrônicas específicas montadas no Plenário.
O nome do mais votado hoje será encaminhado para votação no Senado Federal, onde também passará por escrutínio secreto.
Concorrem à vaga os seguintes deputados, por ordem alfabética:
Danilo Forte (PP-CE);
Elmar Nascimento (União-BA);
Gilson Daniel (Pode-ES);
Hugo Leal (PSD-RJ);
Odair Cunha (PT-MG); e
Soraya Santos (PL-RJ)
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP), mesmo tendo sido aprovada na CFT, desistiu de sua candidatura para apoiar Soraya Santos.
Já a indicação de Odair Cunha reúne apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de uma coalizão formada por MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos.
CFGTC aprova projeto que cria banco de dados de equipamentos hospitalares no DF
Colegiado aprovou ainda proposta que prevê fiscalização dos recursos do Fundo da Criança e do Adolescente
A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) aprovou, nesta terça-feira (14), o Projeto de Lei nº 1.189/2024, de autoria do deputado Robério Negreiros (Podemos), que cria um banco de dados com informações sobre a gestão e a situação dos equipamentos hospitalares da rede pública.
Foto: Andressa Anholete / AGência CLDF
O projeto foi aprovado na forma de substitutivo apresentado pela Comissão de Saúde (CSA), que promoveu uma alteração no texto: em vez de criar uma nova estrutura administrativa, o conteúdo do projeto passou a ser incorporado à Lei nº 5.221/2013, norma que já obriga o Governo do Distrito Federal a divulgar na internet dados da rede pública de saúde.
A proposta prevê o levantamento e a atualização permanente de dados como a lista de equipamentos existentes nos hospitais, contratos de manutenção, estado de conservação, além das necessidades de substituição ou aquisição de novos aparelhos. As informações deverão ser geridas pela Secretaria de Estado de Saúde do DF e utilizadas para orientar o planejamento, a alocação de recursos e a definição de prioridades na área da saúde.
“A criação deste banco de dados possibilitará um planejamento mais eficiente na distribuição de recursos e equipamentos, alinhado às necessidades reais dos hospitais. Esperamos melhorar significativamente a qualidade do atendimento à população, promovendo uma gestão mais transparente dos recursos públicos destinados à saúde”, argumentou Robério Negreiros.
A iniciativa também prevê que os gestores hospitalares tenham acesso contínuo ao sistema para inserir e atualizar dados, além de treinamento específico para garantir a qualidade das informações prestadas. A expectativa, de acordo com a justificativa do PL, é que a iniciativa contribua para reduzir desperdícios, evitar compras desnecessárias e melhorar o atendimento à população do Distrito Federal.
Fiscalização do Fundo da Criança e do Adolescente
Na mesma reunião, a CFGTC também deu parecer favorável ao Requerimento nº 470/2023, assinado pelos deputados Fábio Felix (PSOL), Ricardo Vale (PT), Dayse Amarilio (PSB) e Max Maciel (PSOL), que solicita a instauração de procedimento de fiscalização e controle sobre a execução dos recursos do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (FDCA).
O requerimento tem como objetivo apurar a “baixa execução orçamentária do fundo”, que recebe recursos públicos e de doações privadas para financiar políticas voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Segundo o documento, a fiscalização busca assegurar o cumprimento das normas legais que vedam o contingenciamento e o desvio dos recursos do FDCA.
“Em uma série histórica, é possível observar o quanto o FDCA/DF decaiu em seu empenho, o que demonstra uma perda significativa do financiamento de ações voltadas para as políticas da infância e adolescência”, aponta o documento assinado pelos parlamentares.
As propostas foram aprovadas com votos favoráveis dos deputados Pepa (PP), Iolando (MDB) e Paula Belmonte (PSDB) e seguem a tramitação nas demais comissões até serem apreciadas em Plenário.
Goleiro alemão destaca desempenho do brasileiro no Fluminense e avalia próprio futuro nos gramados
O goleiro Manuel Neuer, do Bayern de Munique, comentou sobre a longevidade do brasileiro Fábio, que aos 45 anos segue em atividade pelo Fluminense e detém o recorde de mais partidas jogadas na história do futebol. Aos 40, o alemão também abordou a possibilidade de estender sua própria carreira.
ASSISTA AO “ATUALIZA JÁ ESPORTE” DE HOJE (14/04)
Em entrevista à TNT Sports Brasil, Neuer mencionou a exigência física para manter alto rendimento ao longo dos anos e citou o exemplo do goleiro tricolor ao falar sobre projeções pessoais.
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Neuer em campo pelo Bayer na ChampionsNeuer em campo pelo Bayer na Champions/Foto/Reprodução/UEFA
“Acho que sim (jogar aos 45 anos), mas talvez eu precise dar uma pausa agora para jogar nesse nível o tempo todo”, afirmou. Na sequência, destacou o desempenho de Fábio: “Eu o vi jogar, sei como ele (Fábio) joga. É algo especial nessa idade, com certeza, jogar nesse nível profissional. É preciso tirar o chapéu para ele”.
Fábio esteve entre os destaques da campanha do Fluminense na Copa do Mundo de Clubes de 2025, disputada nos Estados Unidos, onde a equipe chegou à semifinal. Já o Bayern de Neuer encerrou sua participação nas quartas de final, após eliminação para o Paris Saint-Germain, que terminou como vice-campeão ao perder a decisão para o Chelsea.
Os dois goleiros têm compromissos marcados nesta quarta-feira (15/4). O Fluminense enfrenta o Independiente Rivadavia, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, pela Copa Libertadores da América. Já o Bayern de Munique recebe o Real Madrid, às 16h, na Allianz Arena, pelo jogo de volta das quartas de final da UEFA Champions League, após vitória por 2 a 1 no confronto de ida.
Uma atuação marcada por oscilações e desperdícios custou caro no momento mais sensível de uma partida com cara de playoffs do Novo Basquete Brasil (NBB). O Brasília Basquete foi derrotado pelo Sesi Franca por 83 a 78, nesta terça-feira (14/4), no Ginásio Nilson Nelson, após levar o jogo à prorrogação e perder o controle de uma importante vantagem nos minutos finais.
Com a derrota, o Brasília Basquete ficou mais distante do terceiro lugar da fase regular da competição nacional. No sábado (18/8), às 11h15, a franquia do Distrito Federal se despede da primeira etapa da disputa em duelo contra o Bauru, também no Nilson Nelson. Depois disso, a equipe entrará de vez no clima das eliminatórias da competição nacional.
O início trouxe cenário positivo para o time da casa, com boa movimentação ofensiva e aproveitamento consistente nos arremessos. A vantagem construída no primeiro quarto, fechada em 24 a 15, refletiu um Brasília mais organizado, com volume de jogo e presença no perímetro, convertendo bolas importantes. O segundo período mostrou mudança brusca no desempenho. Franca cresceu na defesa, dificultou as ações ofensivas e reduziu a produção do ataque candango. A parcial de 18 a 11 para os visitantes expôs queda de intensidade e problemas na tomada de decisão, recolocando o adversário na partida.
A retomada no terceiro quarto manteve o jogo equilibrado, mas sem domínio claro do Brasília. O time alternou bons momentos com erros em sequência, permitindo ao adversário permanecer próximo no placar. A falta de consistência ofensiva passou a ser fator determinante para o andamento do confronto. No último período, o Brasília ainda encontrou forças para reagir, empurrado pela torcida, e levou o duelo para a prorrogação após empate em 72 pontos. O cenário parecia favorável, mas o desempenho na sequência voltou a apresentar falhas em momentos cruciais.
Erros decisivos
Na prorrogação, o time da casa perdeu o controle do jogo. Erros de execução, escolhas precipitadas e baixo aproveitamento nos lances livres abriram espaço para Franca assumir o comando. O adversário converteu 17 cobranças, contra apenas nove do Brasília, diferença decisiva no resultado final. O desempenho individual também refletiu a irregularidade coletiva. Facundo Corvalán liderou a pontuação com 17 pontos e sete assistências, enquanto Paulichi foi dominante nos rebotes, com 11. Ainda assim, a equipe não conseguiu transformar os números em controle efetivo do jogo.
Com 50 rebotes para cada lado, o equilíbrio físico ficou evidente, mas a diferença apareceu na execução. Franca cometeu menos erros, teve mais controle emocional e aproveitou melhor as posses decisivas, especialmente na prorrogação, quando o Brasília não sustentou o nível necessário. O resultado encerra a penúltima apresentação do Brasília Basquete na fase regular com sinais de alerta. A equipe terá pouco tempo para ajustes antes do início dos playoffs, fase na qual as falhas como as desta noite tendem a ter impacto ainda maior.
14/04/2026 – 21:15 • Atualizado em 14/04/2026 – 21:24
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputado Odair Cunha
A Câmara dos Deputados elegeu o deputado Odair Cunha (PT-MG) para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Eleito com 303 votos, ele ocupará a vaga que cabe à Casa indicar ao tribunal.
A votação foi secreta e nominal, com o comparecimento de 456 deputados. Houve 4 votos em branco. Odair Cunha substituirá o ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou.
A indicação foi transformada em um projeto de decreto legislativo (PDL 249/26), a ser enviado ao Senado Federal, onde também passará por escrutínio secreto.
A indicação de Odair Cunha reúne apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de uma coalizão formada por MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos.
Demais candidatos O segundo candidato mais votado foi o deputado Elmar Nascimento (União-BA), com 96 votos. Em seguida, aparecem os deputados Danilo Forte (PP-CE), com 27 votos; Hugo Leal (PSD-RJ), com 20 votos; e Gilson Daniel (Pode-ES), com 6 votos.
Antes da votação, as deputadas Adriana Ventura (Novo-SP) e Soraya Santos (PL-RJ) desistiram de concorrer.
Boa gestão O TCU tem, entre as atribuições, analisar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República e fiscalizar a aplicação de recursos públicos federais.
Em seu discurso antes da votação, Odair Cunha afirmou que o TCU não deve paralisar políticas públicas, mas auxiliar o Legislativo. “O tribunal não deve ser entrave, mas farol da boa gestão. É com esse espírito que defendo a função orientadora desse tribunal, que ajude o gestor a acertar, previna problemas e evite desperdícios antes que eles aconteçam”, defendeu.
Odair Cunha disse que a sua candidatura não pertence ao governo nem a nenhum partido, mas ao colegiado de deputados. “Serei lá [no TCU] o mesmo homem de palavra que sou aqui nesta Casa. A palavra é sagrada na política e na vida.”
Perfil Odair Cunha é advogado e está em seu sexto mandato consecutivo como deputado federal. Ele foi líder da federação PT-PV-PCdoB em 2024.
É autor de 18 projetos que viraram lei. Entre eles, o que originou a Lei 14.148/21, que retomou e reformulou incentivos do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021 para ajudar empresas que tiveram de paralisar as atividades durante a pandemia de Covid-19.
Foi relator de 230 propostas transformadas em lei, entre elas a que criou o programa Bolsa Família (Lei 10.836/04) e a da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli, Lei 12.441/11), que permitiu a empreendedores individuais constituírem empresa com responsabilidade limitada ao capital social.
Também foi relator da CPMI do Cachoeira, em 2012, que buscou investigar a relação do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empreiteiras.
Parecer favorável Nesta segunda-feira (13), em parecer sobre os candidatos, o relator na Comissão de Finanças e Tributação, deputado Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT), afirmou que todos cumpriam os requisitos legais, como conhecimento técnico e reputação ilibada.
Outros requisitos são:
mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade;
idoneidade moral;
notórios conhecimentos em uma das seguintes áreas: jurídica, contábil, econômica, financeira ou de administração pública;
mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija esses conhecimentos.
O tema é regulamentado pelo Decreto Legislativo 6/93. O TCU é formado por nove ministros. Desses, seis são indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República. Os nomes indicados precisam passar por aprovação também no Senado Federal.
Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda Edição – Pierre Triboli
Comissão aprova cancelamento de alvará de estabelecimentos que falsificarem bebida
Estabelecimentos que falsificarem ou adulterarem bebidas no Distrito Federal terão seus alvarás de licenciamento sanitário cancelados. É o que determina o Projeto de Lei 1967/2025, de autoria do deputado Joaquim Roriz Neto (PL), aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) da Câmara Legislativa.
A proposta estabelece que a adulteração, corrupção ou falsificação de bebidas, tornando-as nocivas à saúde, passa a ser considerada infração sanitária grave, sujeita ao cancelamento do alvará sanitário do estabelecimento. A penalidade também se aplica a locais que vendam, exponham à venda, importem, mantenham em depósito ou distribuam bebidas falsificadas ou adulteradas. De acordo com o texto aprovado, a fiscalização ficará a cargo dos órgãos de vigilância sanitária do DF.
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Na justificativa do projeto, o Joaquim Roriz Neto destaca a “crescente preocupação com a circulação de bebidas alcoólicas falsificadas, especialmente aquelas adulteradas com metanol, substância altamente tóxica”. Segundo o deputado, o objetivo da iniciativa é fortalecer a proteção à saúde pública e dar uma resposta mais rigorosa a práticas que colocam em risco a vida da população. “O cancelamento do alvará atinge diretamente a atividade econômica do infrator e possui caráter preventivo e dissuasório”, observa o distrital.
Distribuidoras
Durante a votação da matéria, a deputada Paula Belmonte (PSDB) pediu que o Governo do Distrito Federal aumente a fiscalização nas distribuidoras de bebidas, principalmente no que se refere à idade dos frequentadores e ao horário de funcionamento. “A fiscalização tem que ser eficiente, pois a bebida é uma droga liberada, mas que gera outras consequências, como o aumento do feminicídio e o aliciamento de crianças, por exemplo. É preciso cuidado com a saúde mental e moral da nossa sociedade”, afirmou. Já o deputado Pepa (PP) destacou que o governo vem atuando no controle do horário de funcionamento das distribuidoras.
Bets
A Comissão de Fiscalização aprovou ainda, nesta terça-feira, o Projeto de Lei nº 1911/2025, de autoria do deputado Robério Negreiros (Podemos), que dispõe sobre a proibição de publicidade e propaganda de plataformas eletrônicas de apostas (bets) e jogos de azar em contratos de publicidade celebrados pela administração pública direta e indireta do Distrito Federal.
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Para a deputada Paula Belmonte, as bets têm causado muitos problemas às famílias. “Pessoas se endividam, pais perdem tudo e há casos de suicídio. Sou a favor da liberdade econômica, mas os poderes públicos não podem atrelar sua imagem às bets”, enfatizou a parlamentar.
Os projetos seguem em tramitação para posterior votação no Plenário da Casa.
O deputado federal Júlio Cesar participou, nesta terça-feira (14), da inauguração do Centro de Educação da Primeira Infância (CEPI) Bauru, l…
O deputado federal Júlio Cesar participou, nesta terça-feira (14), da inauguração do Centro de Educação da Primeira Infância (CEPI) Bauru, localizado na Cidade Estrutural. A cerimônia contou com a presença da governadora Celina Leão, responsável pela entrega do novo equipamento público à comunidade.
Durante o evento, o parlamentar destacou a importância da obra para a região, ressaltando o impacto direto na vida das famílias atendidas. “Participei hoje da inauguração da primeira creche pública da Estrutural. Ao lado da governadora Celina Leão, celebrei esse grande avanço”, afirmou.
O novo espaço, denominado Centro de Educação da Primeira Infância Bauru, era aguardado há anos pela população local e passa a atender cerca de 100 crianças. A estrutura foi planejada para oferecer mais conforto, segurança e qualidade no atendimento à primeira infância, garantindo um ambiente adequado ao desenvolvimento educacional e social.
Segundo Júlio Cesar, iniciativas como essa são fundamentais para promover inclusão e melhorar a qualidade de vida da população. “Seguimos apoiando ações que transformam vidas e constroem um futuro melhor”, destacou.
A inauguração do CEPI Bauru representa um marco para a comunidade da Estrutural, ampliando o acesso à educação infantil e fortalecendo as políticas públicas voltadas às famílias da região. Ao final da solenidade, autoridades e moradores celebraram a conquista com entusiasmo, reforçando o sentimento de avanço e valorização da cidade.
O deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) foi eleito por unanimidade (10 votos) presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (14). Ele substitui o deputado Beto Richa (PSDB-PR), que comandou o colegiado em 2025 e foi agora eleito 1º vice-presidente. O deputado Josenildo (PDT-AP) assume como 3º vice. O 2º vice ainda não foi eleito.
Já como presidente, Queiroz disse que quer dar prioridade a uma pauta de crescimento econômico. Segundo ele, o Brasil precisa de “paz para trabalhar”, “segurança jurídica”, geração de empregos e estabilidade para o setor produtivo.
Afirmou ainda que pretende conduzir a comissão com “muito esforço e trabalho”, em uma atuação “independente de ideologia e de lado político”. Por fim, agradeceu a indicação do PSDB e a confiança do presidente da Câmara, Hugo Motta, e disse estar à disposição para o diálogo já a partir de amanhã.
O que faz a comissão O colegiado vai debater e votar propostas sobre atividade industrial e comercial; regime jurídico das empresas; tratamento preferencial para micro e pequenas empresas; direito comercial, societário e falências; propriedade industrial; entre outros temas.
Reportagem – Murilo Souza Edição – Wilson Silveira
Deputados criticam atraso no pagamento de terceirizados do IGES e de educadores sociais voluntários
Distritais questionaram providências por parte dos órgãos competentes
O início da sessão ordinária desta terça-feira (14) foi marcado por críticas de deputados distritais a atrasos nos pagamentos de trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviço de limpeza nos hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGES). Os distritais também chamaram a atenção para um problema semelhante que atinge os educadores sociais voluntários, que prestam serviço nas escolas públicas do Distrito Federal.
A deputada Dayse Amarilio (PSB) usou a tribuna da Casa para pedir a regularização do pagamento dos terceirizados que prestam serviço no Hospital de Base e no Hospital de Santa Maria. “Os trabalhadores da empresa Diagnose estão sem receber. São famílias. Isso não se faz. São em sua maioria mulheres que trabalham na saúde e estão sem receber. Peço ao IGES que resolva essa situação, pois nenhuma conta deixa de chegar porque o seu salário está atrasado”, criticou.
O deputado Gabriel Magno (PT) reforçou a crítica da colega. “A denúncia de falta de pagamentos aos trabalhadores da Diagnose se soma a outras centenas de processos trabalhistas contra o IGES. O que nos impressiona é que não há prestação de contas do IGES ao Tribunal de Contas. O IGES acha que está acima do próprio Governo do Distrito Federal e a população está sofrendo nesses dois hospitais”, reclamou o deputado.
O atraso no pagamento dos educadores sociais voluntários, que atuam junto a estudantes com deficiência, também foi criticado na tribuna da Câmara Legislativa. “Os educadores sociais voluntários são vistos como um serviço temporário. Isso está errado. A inclusão não pode ser tratada como gambiarra. Parece que é sempre um assunto para depois. Nenhum de nós quer ver seu filho se sentindo desconfortável na escola”, afirmou o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil).
“Nunca se viu ser voluntário e receber um valor tão baixo. É uma aberração que dura até hoje. O cargo deveria ser chamado de monitor temporário e garantir os direitos de trabalhador temporário. Hoje os educadores sociais voluntários não têm sequer luvas ou máscaras para trabalhar”, criticou Jorge Vianna (Democrata). “É preciso pelo menos pagar os educadores sociais voluntários em dia. Imagina o que é trabalhar dois meses sem saber quando receberá o salário?”, questionou Gabriel Magno.
Os deputados candidatos ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) fizeram discursos durante a sessão do Plenário desta terça-feira (14). Todos defenderam a importância das emendas parlamentares para a aplicação de recursos públicos. Neste momento, ocorre a eleição para a vaga, em votação secreta.
O eleito ocupará uma das três vagas indicadas pela Câmara para o tribunal, que possui nove ministros. Ele substituirá o ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou.
Cinco deputados disputam a vaga. As deputadas Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP) desistiram de suas candidaturas.
Discursos dos candidatos O deputado Elmar Nascimento (União-BA) disse que, se eleito, será um ministro “de portas abertas” para ter mais proximidade entre a Câmara e o TCU. “Podem ter certeza que não precisam de intermediário. No meu gabinete [no TCU], vai ter alguém que eleva acima de tudo o princípio da presunção da inocência”, afirmou.
Elmar Nascimento questionou a capacidade de o deputado Odair Cunha (PT-MG) assumir o cargo de ministro do TCU por sua atuação como relator da CPMI do Cachoeira, em 2012.
Em seu discurso, Odair Cunha afirmou que o TCU não deve paralisar políticas públicas, mas auxiliar o Legislativo. “O tribunal não deve ser entrave, mas farol da boa gestão. É com esse espírito que defendo a função orientadora desse tribunal, que ajude o gestor a acertar, previna problemas e evite desperdícios antes que eles aconteçam”, defendeu.
Odair Cunha disse que a sua candidatura não pertence ao governo nem a nenhum partido, mas ao colegiado de deputados. “Serei lá [no TCU] o mesmo homem de palavra que sou aqui nesta Casa. A palavra é sagrada na política e na vida.”
O deputado Danilo Forte (PP-CE) defendeu disciplinar melhor a execução das emendas parlamentares. “Quem patrocinou campanha de difamação do Parlamento foi o partido do governo porque quer tirar de nós a deliberação das emendas”, criticou.
Segundo ele, a disciplina do pagamento das emendas passa pelo acompanhamento do TCU. Forte lembrou ter sido relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em duas ocasiões e apontou a criação das emendas impositivas como marco para o fortalecimento da autonomia do Legislativo.
Já o deputado Gilson Daniel (Pode-ES), que tem formação de contador, se apresentou como perfil técnico para o cargo e “longe de amarras ideológicas”. “Teremos a oportunidade de colocar, no TCU, alguém ideológico ou alguém que possa realmente representar o Parlamento, que tenha conhecimento técnico e político?”, questionou. Ele declarou ter atuação de décadas na gestão pública e ser o único candidato independente.
Para o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), a crise fiscal não tem cor ideológica e a experiência dele como relator do Orçamento ajudou a ver a importância de discutir sobre o engessamento desses recursos. “Não adianta termos um Tribunal de Contas que seja unicamente fiscalizador, sem ser conciliador, orientador. Não adianta, depois que a corrupção foi feita, tentar recuperar. Sempre é melhor investir na prevenção”, defendeu.
A deputada Soraya Santos retirou sua candidatura durante discurso para garantir que, caso o candidato à Presidência da República do PL seja eleito, haja indicações de mulheres tanto para o TCU como para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Sou eu que vou retirar a candidatura porque quero ver Flávio eleito presidente deste país. Quero que a próxima vaga do STJ seja de uma mulher, a próxima vaga do TCU seja de uma mulher. Quero que, daqui para frente, esta Casa entenda que não há liderança sob pressão”, afirmou.
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) havia retirado sua candidatura em favor da deputada Soraya Santos.
Plenário aprova nova área para o Polo de Cinema e Vídeo e abre caminho para regularizar assentamento
A proposta destina 16 hectares para o Polo de Cinema e Vídeo, na Gleba 04 da Fazenda Sobradinho Mogi
Nesta terça-feira (14), os deputados distritais aprovaram o redimensionamento da área do Polo de Cinema e Vídeo do Distrito Federal, de forma a permitir a regularização fundiária do “Assentamento José Wilker”, que ocupa parte da área originalmente destinada para o complexo audiovisual.
A matéria consta do projeto de lei complementar nº 77/2025, do deputado Wellington Luiz (MDB), em tramitação conjunta com o PLC nº 98/2026, do Executivo. Os textos foram unificados na forma de um substitutivo, aprovado em dois turnos e redação final nesta tarde.
A proposta destina 16 hectares para o Polo de Cinema e Vídeo, na Gleba 04 da Fazenda Sobradinho Mogi, e revoga a Lei Complementar nº 633/2002, a qual reservava 400 hectares, na mesma região, para a instalação do equipamento cultural. A desafetação dessa área vai permitir a continuidade do processo de regularização da comunidade rural conhecida como “Assentamento José Wilker”.
Entenda
O Polo de Cinema e Vídeo do DF nunca chegou a ocupar a dimensão originalmente prevista em 2002. Na prática, o governo destinou 3ha para o complexo, por meio de cessão de uso. Ao longo dos anos, a mesma área acabou sendo direcionada para o Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (Prat), resultando na comunidade hoje instalada na localidade. A duplicidade de destinação da terra, no entanto, gerou um entrave para a regularização fundiária, conforme explicou o GDF ao encaminhar o projeto de lei complementar.
Argumento semelhante foi apresentado pelo deputado Wellington Luiz ao pedir a revogação da lei de 2002: “Não se sustenta mais o comando legal de se destinar um total de 400ha para a instalação desse complexo de cinema na referida área, impedindo o avanço da política de regularização fundiária no local, a efetiva segurança jurídica e o uso ambientalmente sustentável da terra”.
Complexo audiovisual
No material que acompanha o PLC do governo, o Buriti ressalta a importância do Polo de Cinema e Vídeo e avalia que a área de 16 hectares vai permitir a construção de uma estrutura com estúdios de imagem e som; cidade cenográfica permanente, com potencial turístico; oficinas técnicas (marcenaria, serralheria e costura), centro de treinamento e cinemateca.
A Comissão de Finanças e Tributação debateu o assunto
Representantes da Petrobras e da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis) afirmaram que não são responsáveis pelos aumentos recentes nos preços dos combustíveis. Eles participaram de debate na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (14), e falaram sobre o desafio de equilibrar a livre concorrência com a proteção ao consumidor, em cenário de instabilidade econômica global.
“A Petrobras responde por apenas uma parcela do preço ao consumidor, embora quase sempre essa variação seja atribuída à empresa”, disse o gerente de Previsão de Preços da Petrobras, Diogo Bezerra.
O presidente da Fecombustíveis, James Thorp Neto, afirmou que o revendedor é o elo mais frágil da cadeia. “O posto é apenas um reflexo da distribuição. Quando o custo aumenta, o preço também sobe na ponta”, disse. A entidade representa os interesses de cerca de 40 mil postos revendedores de combustíveis que atuam em todo o país.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Merlong Solano: medidas emergenciais do governo funcionam até certo ponto
Composição do preço A audiência analisou os impactos dos conflitos no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que desestabilizam o mercado internacional de petróleo e afetam os preços da gasolina e do diesel no Brasil.
Os representantes do setor explicaram que o preço final ao consumidor é formado por vários fatores.
Segundo Diogo Bezerra, a parcela da empresa na gasolina é de R$ 1,80, dentro de um preço médio nacional de R$ 6,77 por litro. O restante do valor inclui tributos federais e estaduais, o custo da adição de etanol anidro e as margens de distribuição e revenda.
James Thorp Neto disse que os postos lidam com custos variáveis, como o preço do etanol e os créditos de descarbonização.
Dados apresentados indicam que, na última semana de fevereiro, antes do início do conflito, a gasolina custava em média R$ 6,28, passando para R$ 6,77 na semana passada. O óleo diesel subiu de R$ 6,09 para R$ 7,58 no mesmo período.
Fortalecimento da Petrobras Os participantes do debate defenderam mudanças estruturais no setor. O deputado Pedro Uczai (PT-SC) e a diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Ticiana Alvares, citaram a reestatização da BR Distribuidora e o fortalecimento da Petrobras.
Para Uczai, a privatização de ativos estratégicos reduziu a capacidade de atuação do Estado. “Não queremos resolver o problema apenas no curto prazo. Queremos colocar o país em uma estratégia para evitar novas crises”, disse.
Ticiana Alvares afirmou que, sem uma Petrobras forte e integrada, o impacto social poderia ser maior. “Se a empresa atuasse apenas na exploração, o diesel poderia chegar a R$ 10 em todo o país”, alertou.
O presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Merlong Solano (PT-PI), destacou a gravidade do conflito internacional e citou medidas já adotadas pelo governo, como a redução a zero do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios para conter os preços.
Ele alertou, porém, que essas ações têm limite. “As medidas do governo funcionam até certo ponto. É preciso avaliar o que mais ocorre no setor”, concluiu, ao defender mais transparência e fiscalização.
CLDF aprova normas para a transferência de outorgas de táxi no DF
O texto altera a Lei nº 5.323/2014, que trata da prestação do serviço de táxi no DF, para adequá-la à legislação federal e permitir a transferência dos direitos de exploração do serviço
O Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) apreciou, nesta terça-feira (14), o projeto de lei nº 2119/2026, que disciplina a cessão de direitos de outorgas de táxi no DF. A proposta, de autoria do deputado Pepa (PP), foi aprovada em dois turnos e redação final e agora segue para a sanção da governadora Celina Leão.
O texto altera a Lei nº 5.323/2014, que trata da prestação do serviço de táxi no DF, para adequá-la à legislação federal e permitir a transferência dos direitos de exploração do serviço. “Sem regulamentação distrital específica, a Administração Pública encontra-se, juridicamente, impedida de processar pedidos de cessão, sucessão causa mortis ou indicação de terceiros”, argumentou Pepa ao apresentar a proposição.
Foto: Carlos Gandra / Agência CLDF
Segundo o PL, o titular de outorga poderá transferir seus direitos a terceiros, os quais assumirão os mesmos termos e condições da outorga original, pelo prazo remanescente. Para efetivar a transferência, o cessionário deverá apresentar requerimento formal ao órgão gestor do sistema de transporte do DF, além de comprovar o atendimento a requisitos como: regularidade do veículo (vistoria, licenciamento e padronização); inexistência de ociosidade da outorga, entre outros.
A proposição prevê, também, a possibilidade de sucessão da outorga em decorrência do falecimento do titular, permitindo que cônjuge, companheiro ou filhos requeiram a cessão da autorização para si ou indiquem um terceiro habilitado. Nos dois casos, a requisição deve ocorrer no prazo de até um ano, contado da data do óbito.
Ao projeto inicial, foi apresentada – e acatada –uma emenda, do próprio autor do projeto de lei. O objetivo foi suprimir dois requisitos para a cessão da outorga: regularidade fiscal, previdenciária e administrativa, e inexistência de impedimento judicial ou administrativo para a exploração do serviço.
Pepa justifica que a emenda supressiva tem como intuito “reduzir a burocracia excessiva e eliminar exigências redundantes”, simplificando o processo de transferência da autorização.
Nova unidade no Setor Leste tem cinco salas de aula e capacidade para acolher em período integral cerca de 100 crianças de até 3 anos. Foto:…
Nova unidade no Setor Leste tem cinco salas de aula e capacidade para acolher em período integral cerca de 100 crianças de até 3 anos. Foto: Renato Alves / Agência Brasília.
Estrutural ganha primeira creche pública e amplia cuidado com a primeira infância A comunidade da Estrutural celebrou um marco importante com a inauguração do Cepi Baru, a primeira creche pública da região.
O novo espaço representa um avanço significativo na educação infantil, oferecendo um ambiente completo, seguro e preparado para acolher crianças desde os primeiros anos de vida. Com capacidade para atender 94 crianças, a creche foi planejada para garantir não apenas o acesso à educação, mas também o desenvolvimento integral dos pequenos. A estrutura conta com espaços adequados para aprendizagem, alimentação e atividades recreativas, reforçando o compromisso com um ensino de qualidade desde a base. A entrega do Cepi Baru simboliza mais do que a abertura de uma unidade escolar é um investimento para o futuro da comunidade.
CEPI BARU no Setor Leste da Estrutural tem cinco salas de aula e capacidade para acolher em período integral cerca de 100 crianças de até 3 anos. Foto: Renato Alves / Agência Brasília.
Ao priorizar a primeira infância, a iniciativa fortalece os alicerces da educação e contribui diretamente para a formação de cidadãos mais preparados. Segundo representantes envolvidos no projeto, a creche chega para suprir uma demanda antiga da região, oferecendo às famílias mais tranquilidade e às crianças oportunidades essenciais para o crescimento saudável. A inauguração reforça a importância de políticas públicas voltadas à educação de base. Afinal, quando o começo é bem estruturado, os resultados tendem a ser mais sólidos ao longo de toda a vida escolar e social. Com o Cepi Baru, a Estrutural dá um passo importante rumo a um futuro construído com responsabilidade, cuidado e mais oportunidades para todos.
Nova unidade no Setor Leste tem cinco salas de aula e capacidade para acolher em período integral cerca de 100 crianças de até 3 anos. Foto: Renato Alves / Agência Brasília.
A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga academias a garantirem atendimento inclusivo e seguro para pessoas idosas e pessoas com deficiência.
Pela proposta, as academias e os estabelecimentos de condicionamento físico deverão assegurar acessibilidade e adaptações razoáveis.
Mudanças aprovadas O texto aprovado é versão do relator, deputado Saulo Pedroso (PSD-SP), para o Projeto de Lei 6836/25, do deputado Duda Ramos (MDB-RR).
O relator apresentou nova redação – a proposta original previa plano especial de atendimento permanente, horários preferenciais, turmas adaptadas e limitação de alunos por professor.
“É mais adequado aprovar as mudanças com mínima interferência na legislação em vigor, mas com comandos suficientes para garantir a aplicabilidade e a fiscalização”, disse Saulo Pedroso.
O texto exclui do alcance das medidas as atividades predominantemente recreativas, culturais, de lazer, de socialização ou de dança, que ocorram sem o uso de equipamentos e sem prescrição de treino individualizado.
Próximos passos O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Comissão aprova gratificação e adicional de qualificação para carreiras típicas de Estado
Também foi aprovada proposta que dispõe sobre a doação de bens móveis públicos no âmbito do Distrito Federal
A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) da Câmara Legislativa aprovou, nesta terça-feira (14), o Projeto de Lei 2.982/2022, de autoria do deputado João Cardoso (PL), que institui a Gratificação de Habilitação para Carreiras Típicas de Estado (GHCTE) e o Adicional de Qualificação para Carreiras Típicas de Estado (AQCTE). A proposta, de acordo com o distrital, representa um avanço na valorização profissional dos servidores responsáveis por funções estratégicas da administração pública.
O texto beneficia integrantes das carreiras de Auditoria de Controle Interno, Auditoria Tributária, Auditoria de Atividades Urbanas, além de Procuradores do Distrito Federal e Procuradores vinculados à Lei Complementar nº 914/2016. A GHCTE cria uma gratificação vinculada à formação acadêmica, com percentuais calculados sobre o vencimento básico, variando conforme a titulação apresentada.
Os percentuais vão de 15% para segunda graduação até 40% para doutorado, incluindo especialização e mestrado, desde que os cursos sejam reconhecidos pelo Ministério da Educação. O projeto também permite a equiparação de múltiplas especializações aos percentuais de títulos mais elevados, respeitado o limite máximo.
Além disso, o projeto institui o AQCTE, destinado a valorizar cursos de capacitação, aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional. O adicional varia de 2% a 4%, conforme a carga horária dos cursos realizados, incentivando a qualificação continuada dos servidores. As gratificações passam a integrar a base previdenciária, refletindo nos proventos de aposentadoria e pensões, inclusive para servidores já aposentados, desde que os títulos tenham sido obtidos antes da inativação.
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Segundo o deputado João Cardoso, a medida reforça o compromisso com um serviço público mais eficiente. “Valorizar a qualificação dos servidores é investir na melhoria dos serviços prestados à população”, afirmou.
Doações de órgãos públicos
Os integrantes da CFGTC aprovaram ainda o Projeto de Lei nº 1.693/2025 de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), que dispõe sobre a doação de bens móveis públicos no âmbito do DF. A proposta determina que o processo será realizado sem chamamento público somente entre órgãos ou entidades da Administração Pública distrital, direta ou indireta.
Foto: Rinaldo Morelli / Agência CLDF
Belmonte explica que “não há legislação distrital específica que regulamente de forma clara e transparente as hipóteses de doação de bens móveis públicos, o que abre margem para interpretações equivocadas, práticas ineficientes e eventuais desvios de finalidade”, inclusive com doações a outros entes federativos “em detrimento de ser disponibilizado no próprio âmbito distrital”.
Também foi aprovado o Projeto de Lei 2.221/2026, de autoria do Poder Executivo, que institui o Sistema Fiscaliza Cidadão no âmbito do aplicativo e-GDF, que cria instrumento de incentivo à participação social no combate aos atos lesivos à limpeza pública.
As propostas seguem em tramitação na Casa até serem apreciadas em Plenário.
Entidade avalia impacto de operações do ICE e considera intervenção direta junto ao governo americano
A FIFA avalia solicitar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão de operações do serviço de imigração durante a disputa da Copa do Mundo de 2026. A informação foi divulgada pelo veículo The Athletic e aponta que a medida vem sendo debatida internamente pela entidade.
ASSISTA AO ATUALIZA JÁ ESPORTE DE HOJE (14/04)
Segundo a publicação, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, teria considerado um pedido direto ao governo norte-americano para reduzir a atuação do ICE durante o período do torneio. Até o momento, não há confirmação de que a solicitação tenha sido formalizada.
Veja as fotos
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e Gianni Infantino, presidente da FIFAReprodução/x: ge
O ICE (Immigration and Customs Enforcement, ou Serviço de Imigração e Alfândega) é a agência federal dos EUA responsável por aplicar leis migratórias dentro do paísReprodução: YouTube/U.S. Immigration and Customs Enforcement
Donald TrumpReprodução: Fox News
No atual mandato de Trump, o ICE intensificou operações em diversas cidades, com foco em deportações. As ações geraram reações em diferentes regiões, incluindo confrontos com manifestantes e registros de mortes neste ano em Minneapolis. O diretor interino do órgão, Todd Lyons, já havia indicado anteriormente que agentes participariam da segurança das partidas.
A discussão ganhou força diante de preocupações manifestadas por diferentes setores. Integrantes do Congresso norte-americano demonstraram receio com a presença do órgão durante o evento. Em Los Angeles, trabalhadores do SoFi Stadium chegaram a ameaçar paralisação por motivos semelhantes.
De acordo com o relatório, federações filiadas à FIFA, especialmente da Europa, também passaram a expressar preocupação com a atuação do serviço de imigração durante a competição. Inicialmente, a entidade considerou restringir as operações nas 11 cidades-sede localizadas nos Estados Unidos. Com a ampliação da circulação de delegações pelo país, a possibilidade evoluiu para a discussão de uma suspensão total das ações ao longo do torneio.
A Copa do Mundo está programada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, com participação de 48 seleções. A relação entre Infantino e Trump é apontada como um dos fatores que podem influenciar o desfecho de uma eventual solicitação.
A quarta rodada da Copa Centro-Oeste entra, neste meio de semana, em uma fase decisiva e coloca os clubes do Distrito Federal em cenários opostos dentro dos grupos A e B do torneio. O Capital entra em campo sob pressão por resultado fora de casa, enquanto o Gama atua no Bezerrão com a chance de confirmar classificação antecipada para a próxima fase.
No Grupo A, o Capital soma quatro pontos e aparece fora da zona de classificação. A igualdade na pontuação entre quatro equipes mantém o cenário aberto. Porém, o saldo negativo coloca o time candango em desvantagem na tabela. Um resultado positivo fora de casa altera imediatamente o panorama e recoloca o clube na briga direta por vaga.
O confronto diante do Vila Nova, na quarta-feira (15/5), às 21h30, no Oba, ganha peso direto na definição do grupo. Um triunfo leva o Capital aos sete pontos e pode até colocar a equipe na liderança, dependendo da combinação de resultados. Um empate mantém o time vivo, ainda sob pressão, enquanto uma derrota complica o cenário na rodada final.
A rodada da Copa Centro-Oeste ainda conta com o duelo entre Rio Branco (1º) e Araguaína (3º), adversários diretos na parte de cima da tabela. O resultado interfere diretamente na margem de erro do Capital, podendo manter o equilíbrio ou criar uma distância mais difícil de ser revertida na reta final da fase de grupos.
Situação alviverde
No Grupo B, o cenário aparece mais confortável para o Gama. Líder com nove pontos e 100% de aproveitamento, o time alviverde depende apenas de um resultado positivo para confirmar classificação antecipada e eliminar qualquer risco antes da última rodada.
O duelo diante do Anápolis, na quarta-feira (15/5), às 21h30, no Bezerrão, coloca frente a frente duas equipes na parte de cima da tabela. Uma vitória diante dos atuais vice-líderes leva o Gama aos 12 pontos e garante a vaga. Um empate mantém vantagem considerável, enquanto uma derrota reabre a disputa e adia a definição.
Mesmo com outros jogos na rodada, como Tocantinópolis (6º) x Atlético-GO (3º) e Cuiabá (5º) x Porto Vitória (4º), o controle da situação na Copa Centro-Oeste segue nas mãos do Gama. O desempenho dentro de casa pode transformar o confronto em um passo definitivo rumo à classificação.
A diferença entre os cenários evidencia o momento dos clubes do DF na competição. Enquanto o Capital encara um duelo direto com pressão por resultado, o Gama entra em campo com margem maior e a possibilidade de resolver a situação com antecedência.
Jogos dos candangos
4ª rodada Quarta-feira (15/4) 19h30 Gama x Anápolis (Bezerrão) 21h30 Vila Nova x Capital (OBA)
5ª rodada Quarta-feira (29/4) 19h Capital x Operário-MS (JK) 19h Atlético-GO x Gama (Antônio Accioly)
a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência debateu o assunto
Participantes de audiência pública na Câmara dos Deputados relataram dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência para emitir e usar o passe livre no transporte interestadual.
O principal problema, segundo o representante do Movimento Passe Livre Nacional, Valdair Rosa, é a baixa oferta de vagas pelas empresas de transporte. O ativista explicou que a lei de 1994 garante a gratuidade em ônibus convencionais para pessoas com deficiência de baixa renda. Segundo ele, as empresas quase não oferecem mais esse tipo de ônibus, o que impede o uso do benefício.
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que pediu o debate, disse que também recebe reclamações sobre as empresas de transporte. Ele se comprometeu a avaliar medidas para resolver o problema.
Rollemberg preside a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, responsável pela audiência.
“Hoje praticamente não existem mais ônibus convencionais. Predominam ônibus de luxo, como leito. Isso pode ser usado para descumprir a legislação. Vamos analisar o tema na comissão e avaliar medidas junto aos ministérios, ao Ministério Público Federal e a entidades do setor para garantir o cumprimento da lei”, prometeu o deputado.
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Rossiele Formiga, da ANTT, esclareceu dúvidas e rebateu críticas
Emissão digital Outro problema citado foi a emissão da credencial pela internet. Desde 2024, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passou a emitir o documento de forma totalmente digital.
Representantes de pessoas com deficiência afirmam que apenas quem está inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) consegue emitir a credencial. Segundo o representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Roberto Leite, isso exclui parte do público.
“Nós temos pessoas com deficiência que se enquadram no critério de renda, mas não recebem o BPC e não estão no CadÚnico. Muitas trabalham e recebem um salário mínimo. Mesmo assim, ficam fora do sistema”, disse.
A coordenadora do Passe Livre da ANTT, Rossiele Formiga, afirmou que a inscrição no CadÚnico não é obrigatória. “O interessado informa o CPF, e o sistema consulta dados da Receita Federal, do CadÚnico e do INSS. Se a pessoa não estiver no CadÚnico, a renda é verificada pelo INSS. Se estiver dentro do limite de até um salário mínimo por pessoa, ela atende ao requisito”, afirmou.
Valdair Rosa também relatou que os acompanhantes de pessoas com deficiência não conseguem emitir a credencial pelo sistema.
Segundo a representante da ANTT, a própria pessoa com deficiência pode emitir a credencial do acompanhante, desde que comprove a necessidade. Antes, o acompanhante também precisava comprovar a deficiência.
Reforço na segurança em comunidades terapêuticas é aprovado na Comissão de Fiscalização
Também foi aprovado projeto que institui relatório anual de fiscalização da execução orçamentária voltada à população vulnerável
De autoria da deputada Doutora Jane (Republicados), o Projeto de Lei 1906/2025 foi aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) da Câmara Legislativa. A proposição, denominada Lei Liberte-se, institui normas rigorosas de segurança, prevenção a incêndios e fiscalização obrigatória em comunidades terapêuticas, clínicas e casas de recuperação de dependentes químicos no DF.
Doutora Jane explica que o projeto nasceu como resposta a uma tragédia que vitimou cinco pessoas, em agosto de 2025, no Paranoá. De acordo com o texto, nenhuma instituição poderá funcionar sem alvará, licença sanitária, autorização do Corpo de Bombeiros Militar do DF e licença da Secretaria DF Legal. A proposta também torna obrigatória a adoção de medidas como plano de prevenção e combate a incêndios, rotas de fuga sinalizadas, extintores em condições adequadas, além da proibição de trancas externas em dormitórios que impeçam a saída dos internos.
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
A fiscalização passará a ocorrer com periodicidade mínima semestral, realizada por órgãos como Corpo de Bombeiros Militar do DF, Vigilância Sanitária, DF Legal e Secretaria de Justiça e Cidadania. Os responsáveis pelas instituições deverão manter a documentação exposta em local visível e promover, anualmente, capacitação dos colaboradores em emergência, combate a incêndios e primeiros socorros. O descumprimento das normas poderá resultar em advertência, multas que variam de R$ 10 mil a R$ 200 mil e até interdição imediata, em casos de risco iminente à vida.
Segundo a deputada Doutora Jane, a Lei Liberte-se transforma a dor em ação concreta. “Essa legislação é um compromisso com a vida, com a dignidade humana e com uma recuperação responsável. Nenhuma família deve perder um ente querido por negligência e falta de fiscalização”, afirmou.
População de Rua
A Comissão de Fiscalização aprovou ainda o Projeto de Lei 1215/2024. De autoria do deputado Fábio Félix (Psol), o PL institui o relatório temático “Orçamento PopRUA”, instrumento anual de fiscalização e acompanhamento da execução orçamentária voltada à população vulnerável, que será elaborado pelo órgão central de planejamento do Poder Executivo e enviado à Câmara Legislativa até o final de maio do ano subsequente ao exercício analisado.
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
O texto prevê que o relatório deverá detalhar os valores absolutos e relativos de execução orçamentária, além de indicar as despesas exclusivas e não exclusivas que beneficiem direta ou indiretamente a população em situação de rua. Entre as entidades que poderão participar da análise do relatório estão a Defensoria Pública do DF, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e organizações da sociedade civil.
Os projetos seguem em tramitação nas demais comissões da Casa até passarem por votação em Plenário.
A governadora do D istrito Federal, Celina Leão, r efo rça n d o s e u c o mpromisso com o bem-estar da população l o cal, pr e s id …
A governadora do DistritoFederal, Celina Leão, reforçando seu compromisso com obem-estar da população local,presidirá a cerimônia de inauguração do Centrode Educação da Primeira Infância (CEPI) Baru, uma importante conquista para oavanço da educação infantil na região da Estrutural. O evento ocorrerá às 10h, no endereço situado na Quadra 03, Conjunto 3, Conjunto 24, no SCIA Estrutural, Setor Leste, com a participação da comunidade.
A criação do CEPI Baru responde a uma antiga demanda por ampliaçãode vagas destinadas à primeira infância, gerando expectativas positivas entre os moradores da região. O centro foi desenvolvidocom uma infraestrutura moderna, segura e especialmente adaptada às necessidades de crianças em sua etapa inicial de desenvolvimento, promovendo nãoapenas avanços educacionais,mas também a inserção social desde os primeiros anos de vida.
A nova unidade educacionalproporcionaráum aumento significativona capacidade de atendimento na área, favorecendo famíliasque enfrentavamobstáculos para acessar creches públicas. Esteempreendimentotranscendesuafinalidade material e representa um investimento estratégico na educação básica, prometendoimpactosduradouros na qualidade de vida das comunidades beneficiadas.
OCEPI Baru nãose propõe apenas a oferecer um ambiente pedagógico acolhedor e seguro, mas também contribui para atranquilidade dos pais e responsáveis, que poderão dedicar-se a suas atividades cotidianas com a certeza de que seus filhos estão recebendo cuidados adequados eacessíveis.
A inauguração enfatiza o compromisso do Governo do Distrito Federal em fortalecer a educação pública e atender às necessidades das regiões administrativas que carecem de infraestrutura e serviços essenciais. Estemarco vai além da entrega de um novo espaço físico;representa a conquista de oportunidades para centenas de crianças esuas famílias na Estrutural, consolidando ospilares de educação, cidadania e progresso social.
Acerimônia celebra, sobretudo, a visão de um futuro onde as bases educacionais são construídas para gerar transformações positivas e sustentáveis, reafirmando a importância do investimento público no desenvolvimento humano e social das populações mais vulneráveis.
Socorro Neri recomendou a aprovação da versão da Comissão de Educação para o projeto
A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei para ampliar as atuais atribuições dos estabelecimentos de ensino na promoção de um ambiente escolar seguro.
A versão original previa a criação nas escolas de comissões internas para prevenção de acidentes, doenças e violência.
“A alteração confere base legal clara para ações já recomendadas por organismos multilaterais, como a Organização Internacional do Trabalho e o Fundo das Nações Unidas para a Infância”, disse Socorro Neri.
Próximos passos O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Ao vivo: Acompanhe a sessão ordinária desta terça-feira (14) na Câmara Legislativa
Publicado em 14/04/2026 15h00
Acompanhe, ao vivo, a sessão ordinária desta terça-feira (14) no plenário da Câmara Legislativa. Siga as discussões e votações do dia diretamente pelo canal oficial da CLDF no YouTube.
Programa itinerante já certificou aproximadamente 20 mil pessoas e leva cursos profissionalizantes à população em vulnerabilidade. A gover…
Programa itinerante já certificou aproximadamente 20 mil pessoas e leva cursos profissionalizantes à população em vulnerabilidade.
A governadora Celina Leão participou, nesta segunda-feira (13), da formatura de 580 alunos da quarta etapa do quarto ciclo do programa QualificaDF Móvel, no Paranoá. A iniciativa se destaca por levar estrutura itinerante de ensino às comunidades e ampliar o acesso da população a cursos profissionalizantes, especialmente em regiões em maior vulnerabilidade social. Desde a criação, o programa já certificou aproximadamente 20 mil pessoas no Distrito Federal.
“Um curso de qualificação como esse abre portas para que a pessoa monte o próprio negócio, conquiste autonomia financeira e busque novas formações. O QualificaDF é um programa que ensina uma profissão e amplia oportunidades. Isso gera transformação, porque não se trata apenas de empregabilidade, mas de incentivar que cada um possa empreender. A participação feminina também é expressiva: muitas mulheres encontram no programa a chance de iniciar um negócio dentro de casa, e há diversos relatos que mostram esse impacto positivo”, ressalta a chefe do Executivo.
Celina Leão: “O QualificaDF é um programa que ensina uma profissão e amplia oportunidades. Isso gera transformação, porque não se trata apenas de empregabilidade, mas de incentivar que cada um possa empreender” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), Thales Mendes, destaca que a expectativa é cumprir sempre o compromisso de trazer oportunidade para a população. “A qualificação profissional traz esperança para as pessoas. A gente espera que todos, ao receber o seu certificado aqui hoje, possam se cadastrar na nossa unidade móvel da secretaria. Com isso, a gente consegue intermediar essas pessoas para as vagas que nós captamos aqui no Paranoá e no Itapoã”, afirmou.
“Nós temos aproximadamente 500 vagas de trabalho todos os dias sendo anunciadas e o que falta é qualificação para que a gente possa ocupar essas vagas”
Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda
“Esse trabalho é fundamental. O que aproxima quem quer contratar de quem quer ser contratado é a qualificação profissional. Nós temos aproximadamente 500 vagas de trabalho todos os dias sendo anunciadas e o que falta é qualificação para que a gente possa ocupar essas vagas”, conclui Thales Mendes.
Durante a formatura, os participantes também contaram com a carreta do programa Sedet Mais Perto de Você. A ação garantiu acesso imediato a diversos serviços da Sedet-DF, como cadastro e encaminhamento para vagas de emprego, orientações sobre seguro-desemprego e acesso a linhas de crédito para pequenos empreendedores. Também foram oferecidas inscrições em outros programas, como QualificaDF, RenovaDF e Fábrica Social, além de atendimentos disponíveis nas agências do trabalhador.
As aulas da próxima etapa têm início em 13 de abril, com novas turmas previstas para Planaltina, M Norte, Sobradinho II (todas no período noturno) e Recanto das Emas. As inscrições já estão abertas.
Quarta etapa do QualificaDF Móvel
A aposentada Cláudia Nascimento encontrou no QualificaDF um novo rumo para a própria vida
A oferta de cursos desta etapa contemplou Planaltina, Água Quente, Cruzeiro e Sol Nascente. A aposentada Cláudia Nascimento, moradora do Cruzeiro, encontrou no programa uma oportunidade de ressignificar uma nova etapa da vida. “Tenho 60 anos, sou aposentada e encontrei nesses cursos a chance de fazer algo novo. Já fiz fotografia, mídias sociais e outros cursos do QualificaDF. Essas formações são muito importantes para a nossa cidade, porque resgatam aquilo que a gente deseja retomar ou descobrir. Seja para quem está entrando no mercado de trabalho, seja para quem, como eu, já saiu. É algo muito importante para nós, enquanto alunos, e também para a cidade”, destacou.
O vendedor Odair Cruz, de 40 anos, também morador do Cruzeiro, destacou a importância da iniciativa para ampliar o acesso à qualificação profissional. “Tem uma importância muito grande porque muitas pessoas não têm oportunidade nem qualificação, e o programa oferece isso. Você consegue se qualificar perto de casa, sem precisar gastar com deslocamento ou tirar de onde não tem. Isso facilita muito o acesso à profissionalização. Foi o que aconteceu comigo: a carreta apareceu perto da minha casa, eu passei, vi que estava lá e resolvi entrar. Fui muito bem atendido, me apresentaram várias opções de cursos, e acabei fazendo o de trancista. Nunca tinha tido contato com isso e gostei demais”, contou.
Odair Cruz elogia o programa: “Você consegue se qualificar perto de casa, sem precisar gastar com deslocamento ou tirar de onde não tem”
Em Planaltina, foram oferecidas capacitações nas áreas de administração e empreendedorismo, estética facial, redes sociais aplicadas ao empreendedorismo, técnicas de decoração com balões e cuidador de pessoa idosa, somando 125 alunos certificados.
Já em Água Quente, que concentrou 162 participantes, a diversidade de cursos incluiu consultor de imagem e marketing pessoal, manutenção de celular, maquiagem profissional, redes sociais, administração e empreendedorismo, além de formações como trancista, crochê criativo, massagem terapêutica e cuidador de pessoa idosa.
No Cruzeiro, com 177 alunos, as capacitações abrangeram administração e empreendedorismo, manicure e pedicure, fotografia, técnicas de decoração com balões, trancista e redes sociais aplicadas ao empreendedorismo.
No Sol Nascente, onde foram certificados 116 estudantes, os cursos ofertados foram manicure e pedicure, cabeleireiro, trancista, redes sociais aplicadas ao empreendedorismo e cerimonial de eventos.
O Gama oficializou, na tarde desta terça-feira (14/4), a contratação do volante Gabriel Galhardo para a sequência da temporada de 2026. O jogador de 32 anos retorna ao clube com a missão de reforçar o elenco nas disputas da Copa Centro-Oeste e da Série D do Campeonato Brasileiro.
A chegada marca um reencontro com o alviverde após passagem vitoriosa em 2015, temporada na qual o atleta conquistou o título candango. No futebol do Distrito Federal, o volante também acumula período de duas temporadas com a camisa do Brasiliense.
O último desafio de Galhardo ocorreu na Série D, com a camisa do Santa Cruz. Como titular, participou da campanha que terminou com o acesso do clube pernambucano, experiência que reforça o perfil do jogador para o momento vivido pelo Gama na atual temporada.
O anúncio oficial resgatou um momento marcante do volante no Estádio Bezerrão, com comemoração efusiva após vitória do alviverde. “Algumas coisas nunca mudam. Aqui é Gama”, afirmou Gabriel Galhardo no material divulgado pelo clube, em tom de identificação com a torcida.
Nas redes sociais, o atleta também celebrou o retorno ao clube. “Muito feliz e honrado por estar de volta! Que Deus nos abençoe!”, publicou, reforçando o entusiasmo com a nova passagem pelo futebol candango. A diretoria aposta na experiência e no conhecimento do ambiente local como diferenciais para a sequência da temporada.
Situação para estreia
Gabriel Galhardo ainda depende da regularização junto aos órgãos competentes para ficar à disposição do técnico Luís Carlos Souza. A expectativa gira em torno de liberação nos próximos dias, permitindo participação já no compromisso do fim de semana pela Série D.
A chegada de Galhardo integra o movimento do Gama para fortalecer o elenco na busca por objetivos na temporada. O clube segue ativo no mercado em busca de peças que agreguem experiência e aumentem o nível de competitividade do grupo.
A Comissão de Meio Ambiente da Câmara debateu o assunto
O Brasil tem 4,8 milhões de animais de estimação em situação de vulnerabilidade. Desses, 172 mil estão em abrigos de organizações não governamentais (ONGs).
Mesmo sendo minoria, esses animais enfrentam superlotação: a ocupação média dos abrigos é de 135%. A situação piora porque, a cada três animais que entram, apenas um é adotado.
Os dados são do Censo Pet, do Instituto Pet Brasil. A pesquisa foi apresentada à Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (14), pelo diretor da Federação Brasileira da Causa Animal (Febraca), Cadu Pinotti. Ele também apresentou um levantamento inédito sobre ONGs formalizadas no país: são 2.613 organizações.
Segundo Pinotti, falta apoio do poder público. “As organizações fazem um trabalho que deveria ser do poder público, como saúde e controle de zoonoses. Mesmo assim, muitas não têm parceria com os municípios”, disse.
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Cadu Pinotti: “ONGs fazem um trabalho que deveria ser do poder público, como saúde e controle de zoonoses”
Das ONGs, 44% não têm nenhuma interação com o poder público, e pouco mais da metade mantém parcerias pontuais. Mais de 70% nunca receberam recursos de emendas parlamentares.
A maior parte do financiamento vem de doações. O restante vem de eventos, rifas e venda de produtos.
O relatório também aponta:
superlotação dos abrigos;
falta de políticas públicas estruturadas;
dificuldade de acesso a isenções fiscais e financiamentos.
A Febraca defende a criação de orçamento exclusivo para a causa animal.
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Delegados Matheus Laiola cobrou aplicação de recursos à causa animal pelos municípios
Recursos O deputado Delegado Matheus Laiola (União-PR), autor do pedido para realização da audiência pública, afirmou que há repasses federais para os municípios, mas nem sempre os recursos são aplicados na área. “Os municípios recebem os recursos e devem destiná-los à causa animal. Alguns aplicam, outros não. Depois que o dinheiro entra no caixa, a decisão é local”, afirmou.
Desafios dos municípios A gerente de sustentabilidade da Confederação Nacional de Municípios, Cláudia Lins, destacou dificuldades estruturais.
Nove em cada dez municípios brasileiros têm até 50 mil habitantes, e quase metade tem até 10 mil.
“Municípios pequenos têm baixa capacidade de arrecadação. Sem uma política estruturada, não conseguem investir na causa animal.”
Renato Araújo / Câmara dos Deputados
Vanessa Negrini anunciou realização de 675 mil castrações com apoio de emendas parlamentares
Ações do governo federal A diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente, Vanessa Negrini, afirmou que políticas públicas estão em andamento, mas ainda não são percebidas pela população.
Segundo ela, o órgão atua na articulação entre ONGs, governo e Parlamento.
“Monitoramos projetos de lei para evitar propostas prejudiciais e destravar iniciativas importantes.”
A diretora informou que, até o final de 2026, devem ser realizadas 675 mil castrações com apoio de emendas parlamentares.
O Cadastro Nacional de Animais Domésticos (Sinpatinhas) completa um ano com 1,2 milhão de cães e gatos registrados.
Projetos Entre os projetos de lei apoiados pela Febraca, em análise no Congresso, estão:
PL 6082/25: cria incentivo fiscal para adoção de animais;
PL 2925/24: institui o Fundo Nacional de Proteção e Bem-Estar Animal;
PL 6191/25 (em análise no Senado): cria o Estatuto de Cães e Gatos;
PLP 11/26 (em análise no Senado): prevê que entidades sem fins lucrativos mantenham integralmente a isenção de tributos federais. A Lei Complementar 224/25 passou a exigir a cobrança tributária sobre receitas dessas entidades.
Reportagem – Luiz Cláudio Canuto Edição – Geórgia Moraes
Primeira remessa de 15 veículos chega a Brasília até a próxima semana. Já estão no Brasil os 90 ônibus elétricos que vão operar no transpo…
Primeira remessa de 15 veículos chega a Brasília até a próxima semana.
Já estão no Brasil os 90 ônibus elétricos que vão operar no transporte público coletivo do Distrito Federal. Os veículos chegaram em navio no Porto de Vitória (ES), de onde serão transferidos para Brasília. Os primeiros 15 veículos devem chegar à capital federal até a próxima semana.
Os novos ônibus vão atender a cerca de 67 mil passageiros por dia na área 1, que é operada pela empresa Piracicabana. Os veículos vão circular nas linhas que atendem passageiros de todo o Distrito Federal, por meio de conexão com as viagens que chegam das regiões administrativas, sobretudo na Rodoviária do Plano Piloto e no Terminal da Asa Sul, completando os acessos desses usuários à Esplanada, Setor de Autarquias e Tribunais, UnB, Noroeste, W3, L2 Sul e Norte e o Aeroporto.
A chegada dos novos ônibus marca o início da renovação da frota do DF por veículos eletrificados. O secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, explicou que o compromisso do GDF é proporcionar conforto e qualidade de vida para toda a população e para os usuários do transporte público coletivo, com uma frota moderna e sustentável. “São veículos modernos, que beneficiam diretamente os passageiros e a população como um todo, com viagens silenciosas e confortáveis, e com a redução na emissão de 415 toneladas de gases poluentes, equivalente à plantação de 88 mil árvores por ano. É um impacto ambiental positivo, que marca o início da transição para um transporte moderno e sustentável no Distrito Federal”, disse o secretário.
Os veículos são 100% elétricos, com piso baixo e capacidade para 74 passageiros. Equipados com motor traseiro, contam com suspensão a ar, freios ABS e frenagem auxiliar elétrica. Fabricados pela empresa chinesa CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation), estão em conformidade com as normas brasileiras de transporte público. Já vieram enumerados e adesivados de fábrica, com toda a sinalização interna e a identidade visual própria do transporte coletivo do DF. Deverão entrar em operação após o emplacamento, a instalação de validadores e o cadastro no sistema da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF). A previsão é que os primeiros veículos liberados comecem a circular no mês de maio.
Os veículos são 100% elétricos, com piso baixo e capacidade para 74 passageiros | Foto: Divulgação/Semob-DF
Do navio até o DF
A operação portuária de desembarque dos ônibus é lenta, por falta de espaço para manobrar dentro do navio. Os veículos foram isolados e protegidos para evitar avarias e são retirados um de cada vez por meio de guindastes que descem os mesmos até o cais do porto. Na manhã desta segunda-feira (13), a maioria já havia sido retirada e estacionada na área portuária.
Após o desembaraço aduaneiro e a entrada oficial no Brasil, os veículos serão levados para o pátio da empresa responsável pela carga, onde serão preparados para o transporte até Brasília. Serão transportados em carretas, cada lote com 15 veículos, devendo chegar um deles por semana na capital.
Os primeiros veículos ficarão na atual garagem da Piracicabana no Plano Piloto, onde há estrutura para recarga simultânea de baterias para quatro veículos por vez. Assim que chegarem, os veículos também irão para a garagem da empresa na Hípica, próxima ao Zoológico. O local vai contar com 18 carregadores de 240 kW e 3 transformadores de 1.750 kVA. Para o atendimento da nova demanda energética, estimada em 4.500 kVA (pico), também foi necessária a ampliação da subestação da Neoenergia, empresa de distribuição de energia elétrica do DF. Além disso, serão instalados quatro carregadores no Terminal da Asa Sul (TAS).
Laura Carneiro recomendou a aprovação da proposta, com mudanças
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que amplia o compartilhamento de informações sobre operações de crédito com recursos públicos envolvendo outros países.
O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), para o Projeto de Lei Complementar 170/19, do ex-senador Álvaro Dias (PR), e outras dez propostas que tramitam em conjunto.
“As propostas tratam de tema relevante e oportuno, que tem sido enfrentado no plano administrativo, mas que ainda não encontrou resposta definitiva na esfera legal”, afirmou Laura Carneiro.
Mudanças aprovadas A versão aprovada altera a Lei do Sigilo Bancário e define hipóteses em que o repasse de dados a órgãos de controle não será considerado violação de sigilo. Isso valerá para:
operações que tenham Estado estrangeiro como contraparte ou garantidor; e
operações ativas com pessoas jurídicas de direito público.
Segundo Laura Carneiro, o texto substitutivo foi necessário por razões de segurança nacional. Por isso, a versão aprovada deixa de prever a divulgação pública dessas informações, mas mantém o compartilhamento com órgãos de controle.
Próximos passos A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário e, se for aprovado, voltará para o Senado.
Comissão aprova projeto contra símbolos e apologia a facções criminosas em bens públicos
Também foi aprovado projeto que institui a política de transparência ativa e dados abertos das escolas do Distrito Federal
A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) aprovou, nesta terça-feira (14), o Projeto de Lei 1736/2025, de autoria do deputado João Cardoso (PL), que institui a Política Distrital de Combate aos Símbolos e Apologias a Organizações Criminosas em Bens Públicos. A proposta estabelece diretrizes para a remoção de manifestações que façam referência ou exaltem facções do crime organizado em espaços públicos do DF.
O texto aprovado prevê a retirada de pichações, grafites, inscrições e outros símbolos relacionados a organizações criminosas em bens e patrimônios públicos, incluindo escolas da rede pública, cemitérios distritais e demais áreas sob responsabilidade do poder público. A medida, segundo o autor, tem como objetivo conter a normalização da cultura do crime, que gera intimidação social e afeta especialmente crianças e jovens.
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
De acordo com a proposta, o Governo do Distrito Federal deverá adotar um conjunto de ações integradas para garantir a efetividade da política pública. Entre elas estão a criação e ampla divulgação de canais de denúncia seguros e confidenciais, a capacitação continuada de servidores públicos — como policiais militares, agentes de zeladoria urbana, profissionais da educação e do sistema funerário — e o investimento em tecnologia e inteligência para monitoramento de símbolos ligados ao crime organizado.
“A exposição constante a essa simbologia contribui para a disseminação de uma cultura que exalta o crime, enfraquece o tecido social e dificulta os esforços para a construção de uma sociedade mais segura e justa. É fundamental que o Poder Público adote uma postura proativa no enfrentamento dessa realidade”, ressalta João Cardoso.
Durante a apreciação da matéria na CFGTC, o deputado Iolando (MDB) parabenizou o autor do PL 1736/2025 e se disse preocupado com os conteúdos que estão sendo apresentados às crianças. “O ambiente escolar precisa ser puro. Esse tipo de propaganda, seja na parte da música ou da arte, tem que ser bem policiado para que nossos jovens e adolescentes não entrem numa furada e tenhamos o futuro comprometido por causa desse projetos maldosos inseridos de forma subliminar na cabeça de nossas crianças”, comentou o distrital.
Transparência nas escolas
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Os integrantes da comissão de Fiscalização também aprovaram nesta terça-feira o Projeto de Lei nº 1728/2025, de autoria do presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), que institui a política de transparência ativa e dados abertos das unidades escolares do Distrito Federal, denominada “Raio-x da Educação”. A proposta busca permitir que o cidadão tenha acesso às informações públicas sem a necessidade de solicitação. As informações básicas de cada escola estarão disponíveis em um único local, com acesso livre a pais, professores e comunidade, promovendo a participação e fiscalização dentro do ambiente escolar.
“O PL vai trazer muita transparência, mas é também um instrumento de cobrança. Por esses painéis de transparência, que já existem em países como a Inglaterra, os pais escolhem as melhores escolas para matricularem seus filhos”, comentou a deputada Paula Belmonte (PSDB).
Objetivo é proteger direitos de crianças e adolescentes
Clubes esportivos agora são obrigados a inscrever seus programas de formação de atletas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O objetivo é incluir esses conselhos na fiscalização das instituições, para ajudar a coibir práticas inadequadas ou abusivas nos centros de treinamento.
A Lei 15.387/26, que impõe a medida, foi sancionada sem vetos pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
A norma teve origem no Projeto de Lei 1476/22, apresentado pelo ex-deputado Milton Coelho (PE), aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
Comissão da CLDF aprova projeto que institui avaliação periódica de políticas públicas no DF
Na mesma reunião, a CFGTC também aprovou propostas que reforçam a prestação de contas de órgãos públicos e ampliam a composição do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais
A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) aprovou, nesta terça-feira (14), o Projeto de Lei nº 1795/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB). A proposta cria regras para a avaliação periódica das políticas públicas no âmbito da administração pública do Distrito Federal.
O texto regulamenta o dispositivo constitucional que determina a obrigatoriedade de avaliação e ampla divulgação dos resultados das políticas públicas. Pelo projeto, órgãos e entidades do Governo do DF deverão definir, anualmente, quais programas serão avaliados, com base em critérios como custos, benefícios, eficiência, efetividade e impactos sociais, econômicos e ambientais.
Na avaliação de Paula Belmonte, a proposta vai contribuir diretamente para “fortalecer a governança pública no Distrito Federal; aumentar a eficiência, eficácia e efetividade das políticas públicas; promover a transparência, o controle e a accountability; além de garantir maior racionalidade na alocação dos recursos públicos”.
A iniciativa também prevê participação social no processo de avaliação, além da divulgação dos resultados no Portal da Transparência, nos sites oficiais dos órgãos e no Diário Oficial do DF. Os relatórios deverão ainda ser encaminhados à Câmara Legislativa.
Prestação de contas e fiscalização
Na mesma reunião, a comissão também aprovou o Projeto de Lei nº 2065/2025, de autoria do deputado Pastor Daniel de Castro (PP). A proposta torna obrigatória a prestação de contas financeira e de atividades, a cada seis meses, por órgãos e entidades da administração pública do DF cujos dirigentes tenham nomeação sujeita à aprovação da Câmara Legislativa.
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Pelo texto, os relatórios deverão ser encaminhados à CLDF e publicados nos portais institucionais, fortalecendo os mecanismos de transparência, fiscalização e controle do Poder Legislativo sobre a administração pública.
“Embora haja a sabatina prévia, não existe atualmente qualquer mecanismo legal que assegure acompanhamento periódico, automático e obrigatório das atividades e das contas desses órgãos pela CLDF. O acompanhamento ocorre, hoje, apenas mediante requerimentos esporádicos ou CPIs, o que gera lacunas de informação”, destacou o parlamentar na justificativa da proposta.
Foto: Ângelo Pignaton / Agência CLDF
Também foi aprovado o Projeto de Lei nº 2019/2025, de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PL), que altera a legislação que rege o processo administrativo fiscal do Distrito Federal para modificar a composição do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais (TARF).
A proposta amplia o número de conselheiros do tribunal de 14 para 18 membros efetivos e igual número de suplentes, garantindo composição paritária entre representantes da Fazenda do Distrito Federal e do setor econômico e profissional.
“A proposta busca essencialmente aumentar a capacidade de julgamento do Tribunal, elevando o número de conselheiros efetivos, de modo a garantir a celeridade e a eficiência da Justiça Fiscal Administrativa, além de aprimorar a representatividade e a especialização técnica do colegiado”, destacou o parlamentar.
O projeto também fortalece a representatividade técnica do TARF, assegurando a participação de segmentos econômicos e profissionais, como comércio, indústria, serviços, transporte, advocacia e contabilidade.
As matérias avançaram com votos favoráveis dos deputados Iolando (MDB), Pepa (PP) e Paula Belmonte (PSDB). Com as aprovações, as propostas seguem para análise nas demais comissões da Casa antes de serem apreciadas em Plenário.
O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, se rá o destaque do programa Vozes da Comunidade, que v ai ao ar ao…
O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, será o destaque do programa Vozes da Comunidade, que vai ao ar ao vivo neste sábado (18), a partir das 10h,comtransmissão pelo YouTube e por emissoras de rádio do DF e Entorno.
No segmento especial Sabatinão do Povo, o secretário será entrevistado por jornalistas e também responderá a perguntas enviadas pela população, emuma oportunidadepara debatertemas relevantes sobre segurança pública.
Oprograma tem comoobjetivo fortalecer odiálogo entre a administração pública e a comunidade, abordando as principais questões do setor,os desafios enfrentados e as medidas implementadas para garantir maissegurançaaos cidadãos.
AlexandrePatury assumiu recentemente o cargo de secretário, após a saída deseu antecessor no início do mês, marcada pela posse da governadora Celina Leão.Antesdisso,ele atuava como secretário-executivo da pasta durante a gestão de Ibaneis Rocha. Delegado da Polícia Federal, Paturytraz umabagagem significativa em segurança pública, incluindo experiênciasanteriores no Ministério da Justiça.
Sobre o Vozes da Comunidade:
Formato: Um programa jornalístico que promove interação entre autoridades e público no quadro principal “Sabatinão do Povo”,comquestionamentos feitos ao vivo por jornalistas e pela comunidade.
ApresentaçãoToni Duarte.
Horário Regular Aos sábados, das 14h às 16h, com edições especiais começando mais cedo.
Missão Promover um jornalismo engajado e acessível,que incentiveaparticipação cidadãnos debatessobre segurança, saúde, transporte, educação, habitação e outros temasessenciais.
Naedição anterior, o programacontou coma presença da governadoraCelinaLeão.Agora,dá continuidadeàsua proposta de promover a transparência e fortalecer a comunicação com a sociedade, recebendo o secretário AlexandrePatury.
Acompanhe e saiba mais sobreesse projetoque valoriza a interação diretaentre o governo e a comunidade.