Rogéria Santos: medida garante que gestantes possam usufruir dos benefícios em momento oportuno
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou a possibilidade de empresas que possuem programas de fidelidade de prorrogar os benefícios acumulados pelas gestantes cadastradas.
A medida está prevista no Projeto de Lei 2186/23, do deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ).
Por recomendação da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), o texto foi aprovado com uma alteração feita anteriormente na Comissão de Defesa do Consumidor, para autorizar – e não obrigar – as empresas e estabelecimentos a prorrogarem os benefícios dos programas de fidelidade destinados às gestantes.
“A prorrogação da validade dos pontos acumulados nos programas de fidelidade garante que as gestantes possam usufruir dos respectivos benefícios em momento oportuno, especialmente após o nascimento da criança”, disse a relatora.
Rogéria Santos acredita que a prorrogação possibilitará às famílias maior flexibilidade para adquirir produtos essenciais como fraldas, medicamentos e alimentos infantis.
“Os programas de fidelidade que possibilitam o acúmulo de pontos e sua conversão em produtos ou serviços representam um recurso valioso de apoio econômico às mães”, acrescentou.
Próximos passos O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e senadores e sancionado pela presidência da República.
A governadora Celina Leão assinou 30 ordens de serviço no Paranoá durante a realização do programa “GDF na Sua Porta”. A iniciat…
A governadora Celina Leão assinou 30 ordens de serviço no Paranoá durante a realização do programa “GDF na Sua Porta”.
A iniciativa busca descentralizar serviços públicos, levando gabinetes móveis e atendimento de diversos órgãos à Praça Central da cidade. Durante o evento, foram anunciadas obras e melhorias para a região. O programa, que já passou pelo Itapoã, visa atender à população onde ela está, priorizando demandas locais com ações integradas. Celina Leão ressaltou que as intervenções atendem às necessidades diárias dos moradores, incluindo reformas de praças, recapeamento de vias e expansão de linhas de ônibus. Nas palavras da governadora, o Buriti “sai de lá para estar com as pessoas”. Com a participação de mais de 40 secretarias e órgãos públicos, o “GDF na Sua Porta” oferece serviços como saúde, cadastro social, defensoria pública e ações de zeladoria, além de um gabinete móvel para atender de forma ágil e eficiente. Segundo o secretário interino de Governo, Takane Nascimento, a proposta é inverter a lógica tradicional, aproximando os serviços do cidadão. As 30 ordens de serviço assinadas englobam investimentos em áreas como lazer, esportes, mobilidade e infraestrutura urbana e rural. Entre as obras previstas estão a instalação de parques infantis, reforma de quadras esportivas, recapeamento de vias e ampliação de abrigos de passageiros para usuários do transporte coletivo. Moradores como Jacira Maria Oliveira da Trindade, que aproveitou o evento para renovar benefícios e atualizar documentos, comemoraram a iniciativa. Ela destacou a praticidade dos serviços concentrados em um único local. Outro exemplo é Maria Auxiliadora Aguiar Ponte, conhecida como Maria do Coice, que aproveitou a oportunidade para encaminhar castrações gratuitas de animais, beneficiando também a ONG da qual participa. O pacote de obras no Paranoá inclui diversas ações específicas. Na área de lazer, estão previstas reformas de quadras esportivas no Parque Ecológico, melhorias nas praças das quadras 26, 25 e 2, além da reconstrução do skate park e implantação de novos espaços, como um “parcão” e áreas infantis em diferentes localidades da região. Na área de mobilidade, destacam-se projetos como o recapeamento das vias DF-015 e DF-250, licitação de uma nova ponte no Núcleo Rural Sobradinho dos Melos e a construção ou reforma de abrigos de passageiros em diferentes pontos. Além disso, haverá ampliação de linhas de ônibus para atender melhor os moradores. No campo da iluminação pública, está prevista a instalação de luzes em núcleos rurais e espaços esportivos como os campos do Paranoá Parque. Já na área de infraestrutura urbana, o pacote contempla construções como papa-lixos e papa-entulhos, uma feira permanente na região e melhoria do calçamento na Praça Central do Paranoá. O programa GDF na Sua Porta seguirá para outras regiões administrativas, como Riacho Fundo II e Sol Nascente/Pôr do Sol nas próximas etapas. Essa expansão reforça o compromisso do governo em aproximar seus serviços das comunidades, atendendo diretamente às demandas dos cidadãos.
Hildo Rocha: objetivo é acelerar a elaboração dos planos pelos gestores locais
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4866/25, do deputado Rafael Brito (MDB-AL), que altera a Política Nacional de Mobilidade Urbana para incluir iniciativas que promovam a elaboração dos planos de mobilidade urbana pelos municípios.
A Lei 12.587/12, que institui a política, obriga municípios com mais de 20 mil habitantes a elaborar o plano de mobilidade urbana.
O texto determina que a União deverá priorizar a alocação de recursos federais destinados à elaboração dos planos de mobilidade pelos municípios. No processo de seleção dos beneficiários dessa assistência financeira, poderá ser exigida contrapartida administrativa por parte das prefeituras.
Além disso, o projeto estabelece que a concessão dos recursos federais fica condicionada à análise do respectivo plano pelo órgão responsável pela Política Nacional de Mobilidade Urbana e à validação quanto ao cumprimento dos requisitos legais.
A proposta também permite que o órgão federal responsável pela política credencie profissionais e empresas para elaborar os planos de mobilidade urbana, observados os requisitos previstos em lei e regulamento.
Segurança no trânsito O projeto determina ainda que o plano de mobilidade urbana deve estar alinhado ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), previsto no Código de Trânsito Brasileiro, integrando as políticas de segurança no trânsito e de mobilidade urbana.
Outra mudança é a obrigatoriedade de os municípios informarem ao órgão federal responsável pela política quando aprovarem seus planos de mobilidade urbana.
O deputado Rafael Brito argumenta que apenas 20% das cidades obrigadas a elaborar plano de mobilidade urbana já o fizeram. “Apesar da imposição legal, a adesão por parte dos gestores municipais à referida política vem ocorrendo a passos lentos, enquanto as cidades crescem e os problemas relativos à mobilidade aumentam em ritmo acelerado”, afirmou.
Segundo o relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), o projeto reconhece que a baixa adesão municipal ao plano de mobilidade urbana decorre, em grande medida, da falta de suporte financeiro adequado. “A medida tem o potencial de acelerar significativamente a elaboração dos planos pelos gestores locais”, disse.
Próximos passos A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, trouxe boas notícias durante sua participação no programa Vozes da Comunidade, apresentado …
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, trouxe boas notícias durante sua participação no programa Vozes da Comunidade, apresentado pelo jornalista Toni Duarte no último sábado (11). Um plano de ajustes está em curso e promete focar os recursos em áreas prioritárias, como saúde e infraestrutura nas regiões administrativas. Diante do desafio do déficit fiscal que assola a capital, o governo busca reorganizar as finanças públicas para garantir um futuro mais sustentável. No decorrer da entrevista, Celina explicou as principais iniciativas do pacote de medidas que estão sendo desenvolvidas.
O objetivo é cortar gastos considerados não prioritários e otimizar ainda mais a gestão pública. Entre as ações apresentadas estão a revisão de contratos administrativos, renegociações de aluguel de imóveis e veículos, e a redução de despesas operacionais em combustíveis e serviços terceirizados. Além disso, a governadora foi enfática ao afirmar que a reestruturação será planejada com estratégia.
Não será um ajuste linear para todos os setores; cada área será tratada individualmente conforme sua relevância e necessidades. Os investimentos em setores essenciais poderão ser mantidos ou até ampliados, enquanto outros sofrerão cortes mais profundos. Para garantir transparência e respaldo institucional, o plano será oficializado por meio de um decreto e submetido à análise dos deputados distritais. Um dos pontos altos da entrevista foi o compromisso com a saúde pública, que teve destaque especial entre as prioridades.
A governadora mencionou que pretende ampliar a oferta de exames e serviços especializados na rede pública, com Planaltina como exemplo de cidade que será beneficiada por essas melhorias. Outra iniciativa relevante será a divulgação detalhada de dados sobre filas nos hospitais, permitindo maior transparência e auxiliar na identificação dos gargalos para otimizar recursos disponíveis. O esforço de modernização também ganha força com a atuação da nova Secretaria de Inovação Tecnológica (Sutic). A pastinha chega com o propósito de centralizar nos órgãos públicos as contratações de tecnologia, garantindo assim uma gestão integrada dos sistemas digitais. Com isso, o governo pretende acabar com compras duplicadas, promover economia e dar um salto na eficiência administrativa. Para quem busca um resumo das principais ações anunciadas por Celina Leão, aqui estão os pontos-chave do plano: – Redução de gastos com aluguéis e contratos administrativos – Economia em despesas relacionadas a veículos oficiais e combustíveis – Revisão contratual para eliminar custos não essenciais – Ajustes orçamentários diferenciados entre secretarias – Investimentos focados na saúde pública e demandas das regiões administrativas – Centralização estratégica nas compras tecnológicas para evitar desperdícios – Ampliação da transparência por meio de divulgação dos dados governamentais Essas iniciativas evidenciam o esforço da administração pública em reorganizar o orçamento do Distrito Federal, visando maior eficiência nos gastos e melhores serviços para a população. Com uma abordagem bem estruturada e alinhada às demandas urgentes, a expectativa é que os cidadãos comecem a sentir os impactos positivos dessas mudanças nos próximos meses.
Atacante relatou impacto da eliminação no Mundial, conflitos pessoais e processo de recuperação com apoio psicológico e familiar
O atacante Richarlison revelou ter enfrentado um quadro de depressão após a participação na Copa do Mundo de 2022. Em entrevista à revista France Football, o jogador detalhou os fatores que contribuíram para o período e descreveu um dos momentos mais delicados vividos fora de campo.
ASSISTA AO “ATUALIZA JÁ ESPORTE” DE HOJE (13/04)
“Após a Copa do Mundo de 2022 , entrei em depressão. Todos os tipos de desgraças me atingiram: eliminação, traição do meu agente, problemas familiares, problemas físicos. Durante um ano e meio, sofri golpe após golpe todos os dias. Um dia, enquanto dirigia, pensei em jogar o carro contra uma parede. Hoje, quando penso nisso, digo a mim mesmo que não faz mais sentido.”, afirmou.
Veja as fotos
Richarlison no treino com a Seleção BrasileiraFoto: @rafaelribeirorio I CBF
RicharlisonReprodução/@richarlison
Namorada de Richarlison lamenta críticas à aparência do filhoFoto/Instagram/@amandinha.ad
A eliminação da seleção brasileira nas quartas de final, nos pênaltis contra a Croácia, marcou o início do período relatado pelo atleta. Além da frustração esportiva, Richarlison também citou conflitos com seu ex-agente, lesões recorrentes e questões familiares como fatores que agravaram a situação.
Durante a entrevista, o jogador explicou que buscou apoio profissional e reorganizou aspectos da vida pessoal para lidar com o cenário. “Foi a primeira vez que tive que lidar com tantos problemas; parecia um poço sem fundo. Em meio a todo aquele caos, conheci um advogado honesto que colocou meus assuntos e bens em ordem. Trabalhei com um psicólogo e, o mais importante, conheci minha esposa”, contou.
Natural de Nova Venécia, no Espírito Santo, o atacante também relembrou episódios da infância marcados por violência. “Uma bala passou perto da minha cabeça. Tive medo de morrer”, disse.
Revelado pelo América-MG, Richarlison ganhou projeção no futebol brasileiro durante passagem pelo Fluminense antes de seguir para a Europa, onde atuou por Watford e Everton até chegar ao Tottenham. No clube inglês, integrou o elenco campeão da Liga Europa na última temporada.
O jogador também destacou o papel do futebol em sua trajetória pessoal, ao relatar experiências fora de campo durante a juventude. “Não é fácil resistir ao dinheiro fácil. Já manuseei armas, mas, graças a Deus, tive uma boa educação. Eu não queria acabar na cadeia. Alguns dos meus amigos estão mortos, outros estão presos”.
Mesmo fora das convocações recentes da seleção brasileira, o atacante mantém a expectativa de disputar a próxima Copa do Mundo. A lista final para o torneio de 2026 será definida pela comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti.
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3692/21, que define regras para o funcionamento do transporte fretado (privado coletivo) no Brasil. A proposta permite que esse serviço seja contratado por meio de aplicativos e plataformas digitais, mas estabelece limites para que não seja confundido com o transporte público comum.
A intenção é garantir que o fretamento sirva apenas a grupos fechados de passageiros, proibindo a venda de poltronas individuais para o público em geral.
A medida altera a Lei de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12) para atualizar o conceito de transporte privado e incluir o uso de tecnologia na comercialização das viagens.
Segurança jurídica O colegiado aprovou o relatório do deputado Diego Andrade (PSD-MG), favorável ao texto de autoria do deputado Hugo Leal (PSD-RJ). O relator afirmou que a mudança é necessária para organizar o setor diante do crescimento das ferramentas digitais. Segundo Andrade, o texto deixa claro que o fretamento é um serviço restrito e não uma alternativa informal ao transporte público.
“A proposição contribui para reduzir ambiguidades regulatórias e reforçar a natureza privada desse tipo de transporte, deixando claro que se trata de serviço restrito a grupo determinado”, destacou o parlamentar.
O que muda na prática Para evitar que o fretamento funcione como um ônibus de linha clandestino, o projeto determina as seguintes medidas:
pagamento em grupo: o serviço deve ser contratado pelo grupo ou entidade, sendo proibida a cobrança de passagem individual por pessoa;
viagem sem paradas: o ônibus não pode fazer paradas durante o trajeto para embarcar ou desembarcar novos passageiros (proibição de seccionamento);
uso de aplicativos: empresas podem usar a internet para vender os serviços, mas devem seguir as regras de agências de turismo caso não sejam as donas da frota;
proibição de cargas: fica vedado o transporte de mercadorias nesses veículos.
Próximos passos O projeto, que tramita em caráter conclusivo, segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se passar pela Câmara, o texto seguirá para o Senado.
A senadora Damares Alves intensificou, nesta segunda-feira (13), as articulações junto ao Governo do Distrito Federal para garantir a conclu…
A senadora Damares Alves intensificou, nesta segunda-feira (13), as articulações junto ao Governo do Distrito Federal para garantir a conclusão das obras no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). A iniciativa tem como foco a reforma da ala destinada ao atendimento de pacientes queimados e com fissuras labiopalatinas, considerada estratégica para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública de saúde.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar informou que se reuniu com o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, para cobrar celeridade na entrega das obras. Segundo ela, a reunião contou ainda com a presença do médico Marconi Delmiro. Damares destacou que destinou recursos do orçamento de 2024 especificamente para viabilizar a execução do projeto.
Apesar disso, demonstrou preocupação com a demora na conclusão da reforma, considerada essencial para reduzir a fila de pacientes que aguardam por cirurgias. A senadora também relatou ter acionado a governadora do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que, segundo ela, manifestou insatisfação com o atraso e orientou o reforço na articulação com a Secretaria de Saúde. Além da conclusão da obra física, o grupo de trabalho discute a ampliação do quadro de profissionais da unidade, medida vista como necessária para acelerar os atendimentos e garantir o funcionamento pleno da ala especializada. A reforma do HRAN é considerada prioritária por atender pacientes em situação crítica, muitos deles vítimas de acidentes graves. De acordo com a parlamentar, há casos de pessoas aguardando procedimentos em condições de dor intensa, o que reforça a urgência da intervenção. O hospital, que integra a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), atende não apenas o Distrito Federal, mas também pacientes encaminhados de outras unidades da federação, incluindo crianças que necessitam de cirurgias complexas. A expectativa, segundo Damares Alves, é de que a mobilização conjunta entre o Legislativo e o Executivo local resulte na conclusão das obras em breve, consolidando o HRAN como referência nacional nesse tipo de atendimento especializado.
Clube coloca mil entradas a R$ 15 à venda em ponto físico para duelo desta quarta-feira (15/4), às 19h30, no Bezerrão, pela Copa Centro-Oeste. Duelo contra o Anápolis pode garantir classificação ao mata-mata
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O Gama anunciou, nesta segunda-feira (13/4), uma promoção de ingressos para o confronto contra o Anápolis, válido pela quarta rodada da Copa Centro-Oeste. A partida será disputada nesta quarta-feira (15/4), às 19h30, no Estádio Bezerrão, e contará com venda antecipada de entradas com valor reduzido para parte da torcida alviverde.
A ação prevê a comercialização dos primeiros mil ingressos pelo valor de R$ 15. A venda ocorrerá exclusivamente no quiosque do Gama Shopping, a partir das 8h desta terça-feira (14/4), sem disponibilidade desse lote promocional em plataformas digitais, conforme informado pelo clube. O lote da promoção será de 1.000 entradas.
De acordo com o Gama, a promoção será válida para os setores Sul e Leste do Bezerrão. O clube também informou que a abertura das vendas online será realizada em momento posterior, mantendo os valores regulares, sem inclusão do desconto aplicado no ponto físico.
Após o encerramento da carga promocional, os preços retornam ao mesmo patamar praticado pelo alviverde nos últimos jogos como mandante no Estádio Bezerrão. A medida adotada para o duelo contra o Anápolis tem como objetivo garantir mais uma boa presença do público em mais um compromisso importante da equipe na competição regional.
O confronto diante do Anápolis representa mais um passo na sequência do calendário da Copa Centro-Oeste. A expectativa interna gira em torno de bom público, impulsionado pela promoção e pelo momento da equipe, que busca manter regularidade, a invencibilidade na temporada 2026 e aproveitar o fator casa.
Reunião da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
A Comissão de Finanças e Tributação aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (13), os nomes de sete candidatos à indicação da Câmara dos Deputados para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A escolha final será feita pelo Plenário da Casa na tarde desta terça-feira (13), em votação secreta. O candidato mais votado será encaminhado para sabatina e votação no Senado Federal.
Concorrem à vaga, aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, os deputados:
Danilo Forte (PP-CE);
Hugo Leal (PSD-RJ);
Elmar Nascimento (União-BA);
Gilson Daniel (Pode-ES);
Odair Cunha (PT-MG);
Soraya Santos (PL-RJ); e
Adriana Ventura (Novo-SP).
A indicação de Odair Cunha reúne apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de uma coalizão formada por MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos.
Em parecer sobre as indicações, o relator, deputado Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT), afirmou que todos os candidatos cumprem os requisitos legais, como conhecimento técnico e reputação ilibada.
Questionamentos Os candidatos foram questionados por diversos deputados sobre transparência orçamentária, posicionamento sobre o chamado “orçamento secreto” e o cumprimento do teto remuneratório no cargo.
O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) questionou se indicaram recursos por meio do chamado “orçamento secreto” e se se declarariam impedidos de julgar as emendas no TCU. “Vai se declarar impedido se tiver em julgamento?”, perguntou.
Já a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) fez críticas diretas ao deputado Odair Cunha, questionando a ausência da assinatura do parlamentar em CPMIs e sua ligação com movimentos sociais.
Em resposta, Odair Cunha afirmou que a legislação recente já ampliou a transparência das emendas parlamentares e rejeitou a criminalização da indicação desses recursos. Ele defendeu fiscalização rigorosa de fundos privados, a regulamentação nacional do teto salarial e garantiu que deixará a atuação partidária para exercer função técnica no tribunal. “Vou atuar como juiz, sem ser advogado de defesa ou de acusação de ninguém”, disse.
Já o deputado Danilo Forte disse que sempre defendeu transparência e que, apesar de críticas ao modelo, indicou emendas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para não prejudicar municípios.
Ele propôs mudanças no modelo de distribuição de emendas, defendeu auditorias em fundos e programas federais e garantiu que não julgará recursos de sua autoria. “Onde tem dinheiro público, tem que ter transparência e fiscalização”, afirmou.
Transparência O deputado Hugo Leal destacou que, quando foi relator do Orçamento, criou mecanismos para dar mais transparência às emendas. Ele destacou o papel preventivo do tribunal. “É pior buscar a corrupção depois do que evitar que ela ocorra”, disse.
Ele criticou o uso de fundos privados como forma de contornar o Orçamento e se comprometeu com o cumprimento do teto salarial.
Por sua vez, o deputado Elmar Nascimento rejeitou o termo “orçamento secreto” e afirmou que as emendas são públicas e registradas oficialmente. “O que menos estarei focado é em punir alguém, e sim em prevenir”, declarou.
Ele sustentou que a prioridade deve ser prevenir irregularidades e preservar a presunção de inocência dos gestores públicos.
O deputado Gilson Daniel afirmou não ter utilizado emendas RP9, que não permitiam saber o autor, e disse que suas indicações seguem critérios técnicos. “Quero contribuir com uma gestão eficiente, baseada no diálogo”, afirmou.
Ele se comprometeu com o abate-teto, com impedimento em casos próprios e defendeu o uso de inteligência artificial para aprimorar a fiscalização.
Desenvolvimento regional A deputada Soraya Santos defendeu as emendas como instrumento de desenvolvimento regional. Ela propôs integração de dados e uso de tecnologia para evitar sobreposição de fiscalizações e afirmou não ver impedimento para julgar processos.
A deputada também defendeu a atuação do TCU para avaliar se o recurso está realmente chegando ao destino. “O verdadeiro controle não é cortar gastos, mas gastar melhor”, disse.
A deputada Adriana Ventura criticou a falta de transparência nas emendas e disse que nunca indicou recursos nesse modelo. Ela classificou o uso de fundos privados como irregular, defendeu auditorias em programas federais e se comprometeu com o teto salarial. “O dinheiro público precisa ser fiscalizado, não interessa de onde venha”, afirmou.
O TCU é formado por nove ministros — seis indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República — e tem, entre as atribuições, analisar as contas do governo federal e fiscalizar a aplicação de recursos públicos.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão , inaugura nesta terça-feira (14) o Centro de Educação da Primeira Infância (CEPI) Baru, uma…
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, inaugura nesta terça-feira (14) o Centro de Educação da Primeira Infância (CEPI) Baru, uma obra aguardada pelos moradores da Cidade Estrutural e considerada um importante avanço para a educação infantil na região.
A solenidade está marcada para as 10h, na Quadra 03, Conjunto 3, Conjunto 24, no SCIA Estrutural, no Setor Leste com a participação da comunidade.
A expectativa é grande, o novo equipamento público atende a uma demanda histórica por mais vagas na educação voltada à primeira infância.
O CEPI Baru foi projetado para oferecer estrutura adequada, segura e moderna para crianças em fase inicial de desenvolvimento, contribuindo diretamente para a formação educacional e social desde os primeiros anos de vida. A unidade deve ampliar significativamente a capacidade de atendimento na região, beneficiando famílias que enfrentavam dificuldades para conseguir vagas em creches públicas.
A entrega da obra representa também um investimento estratégico na base educacional, com impacto direto na qualidade de vida das famílias da Estrutural. Além de garantir acesso à educação, o novo centro permitirá que pais e responsáveis tenham mais tranquilidade para trabalhar, sabendo que seus filhos estão em um ambiente preparado e acolhedor.
A inauguração reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com o fortalecimento da educação pública e com o desenvolvimento das regiões administrativas, especialmente aquelas que mais necessitam de infraestrutura e serviços essenciais.
Moradores da Estrutural foram convidados a participar da cerimônia, que marca não apenas a entrega de um prédio, mas a abertura de novas oportunidades para centenas de crianças da comunidade.
Dois jogos, um objetivo claro e um cenário decisivo para a reta final da temporada. O Brasília Basquete volta à quadra no Ginásio Nilson Nelson para enfrentar Sesi Franca e Bauru, em sequência capaz de definir a posição da equipe antes dos playoffs do Novo Basquete Brasil (NBB). O primeiro compromisso será nesta terça-feira (14/4), às 20h, diante do Sesi Franca. Na sequência, o time candango encara o Bauru, na sexta-feira (18/4), às 11h, novamente em casa, fechando a participação na fase regular da competição.
Os confrontos ganham peso direto na tabela. Em caso de duas vitórias, o Brasília pode assegurar a terceira colocação do NBB, fator que impacta diretamente nos cruzamentos e no mando de quadra durante os playoffs, etapa decisiva do torneio nacional. A campanha como mandante aparece como trunfo importante para a equipe. Jogando no Nilson Nelson, o Brasília soma 16 vitórias em 17 partidas, desempenho que reforça a consistência do time diante da torcida e aumenta a confiança para os duelos finais da fase regular.
A preparação para a sequência decisiva já mobiliza o elenco, que encara adversários tradicionais do basquete nacional. A equipe busca manter o nível de atuação apresentado ao longo da temporada e chegar embalada para a fase eliminatória. Hoje na quarta colocação, o time candango tem o Caxias do Sul, atual 13º, como possível rival na primeira etapa do mata-mata. No entanto, o andamento da tabela deve mudar bastante o panorama.
O armador Facundo Corvalán destacou a força coletiva como diferencial do grupo na reta final. “Eu vejo o Franca como um time que já tem uma base há bastante tempo, com jogadores que se conhecem muito bem. Mas o nosso grupo é um elenco que foi se construindo ao longo da temporada. Isso tem sido a nossa força: um grupo unido, que acredita no trabalho e que quer brigar no topo. Sem medo de ninguém. Contamos com apoio da nossa torcida para manter o ritmo e busca esse terceiro lugar”, afirmou.
Com a fase regular chegando ao fim, o Brasília Basquete entra em quadra com margem mínima para erros e foco total na classificação. Os resultados dos próximos jogos serão determinantes para definir o caminho da equipe nos playoffs. Os ingressos para as partidas estão disponíveis no aplicativo oficial do clube, com valores a partir de R$ 30. A expectativa é de casa cheia no Nilson Nelson para empurrar o time em dois confrontos diretos na briga pelas primeiras posições do campeonato.
Próximos jogos
Terça-feira (14/4) 20h Brasília x Sesi Franca (Ginásio Nilson Nelson)
Sábado (18/4) 11h Brasília x Bauru (Ginásio Nilson Nelson)
Rogéria Santos: medida contribui para redução dos índices de desemprego entre jovens
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4306/19, que institui a Central do Jovem Trabalhador Inovador (CJTI), um sistema nacional que reunirá informações sobre vagas no mercado de trabalho e sobre cursos de qualificação profissional ofertados por instituições públicas e privadas.
A proposta é dos deputados Zé Vitor (PL-MG) e Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF) e da ex-deputada Aline Gurgel (AP).
Conforme a proposta, a central contará com banco de dados para compartilhamento, entre órgãos de todas as esferas administrativas (União, estados, Distrito Federal e municípios), das informações dos jovens que se inscreverem para cursos ou vagas de emprego.
A relatora na comissão, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), avaliou que a proposta proporciona aos jovens acesso à qualificação profissional e ao mercado de trabalho, “podendo contribuir para a redução dos índices de desemprego dessa parcela da população”.
Texto modificado O projeto altera o Estatuto da Juventude, que considera jovens as pessoas com idade entre 15 e 29 anos de idade, mas define que aos adolescentes com idade entre 15 e 18 anos aplica-se o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As regras do Estatuto da Juventude, no entanto, podem ser aplicadas, quando não conflitarem com as normas de proteção dos adolescentes.
O texto aprovado foi a versão acatada anteriormente na Comissão de Trabalho, com o objetivo de garantir que a profissionalização e a proteção no trabalho dos adolescentes com idade entre 15 e 18 anos permaneçam regidos pelo ECA, exceto no que diz respeito à Central do Jovem Trabalhador Inovador.
Reserva A proposta prevê ainda reserva de 20% das vagas para qualificação profissional para jovens com deficiência e prioriza esses jovens na colocação para as vagas de emprego ofertadas, a fim de ampliar suas chances de colocação no mercado de trabalho.
Também inclui um item para prever que as informações sobre jovens aprendizes eventualmente existentes nos entes federados sejam integradas ao banco de dados do CJTI.
Por fim, incorpora um dispositivo prevendo a criação de um cadastro específico para os jovens da área de informática e de ciência da computação.
Próximos passos O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores e sancionada pela Presidência da República.
Relatos de superação marcam solenidade em homenagem ao esporte amador do DF
Evento reuniu testemunhos de atletas de diversas modalidades, além de gestores públicos, que abordaram o esporte como ferramenta de transformação e cidadania
O auditório da Câmara Legislativa sediou, na última sexta-feira (10), sessão solene em homenagem ao esporte amador do Distrito Federal. Proposto pela deputada Doutora Jane (Republicanos), o evento reuniu atletas de diversas modalidades, os quais testemunharam histórias de persistência e superação; além de gestores públicos, que destacaram o esporte como ferramenta de transformação e cidadania.
Doutora Jane contou ter praticado voleibol e atletismo em sua juventude e ressaltou a importância do esporte amador como instrumento de mudanças individuais e sociais. “O esporte amador nasce da coragem, da disciplina e da persistência; nasce dos sonhos de quem nunca desistiu, mesmo diante das dificuldades”, disse a parlamentar. Ela ressaltou que valorizar o segmento é “acreditar na juventude, incentivar hábitos saudáveis e promover inclusão”.
Relatos de quem vive o esporte
A solenidade deu voz a vários protagonistas do cenário amador. Praticante de jiu-jitsu, Débora Priscila Oliveira Arrais é assessora legislativa da Câmara dos Deputados, e relatou como a modalidade trouxe equilíbrio à sua rotina. “O esporte amador representa constância, persistência e superação diária. Não é sobre você ter a performance perfeita, é sobre continuar mesmo nos dias mais difíceis”, afirmou.
Juliana Martins Alves Caixeta de Sá falou em nome da Associação Canomama, que reúne mulheres sobreviventes do câncer de mama que praticam canoagem. Ela descreveu o esporte como ferramenta de cura emocional e reconstrução de sonhos, relatando sua experiência pessoal: após mastectomia bilateral, teve limitações de movimento e depressão, e encontrou no remo o fortalecimento de que precisava. “Cada remada representa superação. É muito mais do que exercício físico: é terapia, é conexão com meu eu interior e com a natureza”, concluiu Juliana.
A carateca Carla Andressa também compartilhou sua trajetória de superação por meio do esporte. Natural de Planaltina, a atleta enfrentou uma série de dificuldades: foi vítima de violência doméstica e chegou a participar de competições com fome. “Muitas vezes, fui para campeonato de barriga vazia; dividíamos um cachorro-quente entre cinco atletas”, lembrou. A carateca não desistiu e conquistou títulos nacionais e internacionais. Além disso, segundo informou, graças ao caratê conseguiu acessar o ensino superior e fazer mestrado.
O esporte amador como forma de inclusão foi destacado pela presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal (Apae-DF), Erenice Natália Soares de Carvalho, que elogiou a realização das Olimpíadas Especiais das Apaes no DF, no final do ano passado. Ela ressaltou, também, que as práticas desportivas fortalecem o vínculo entre as famílias e os atletas.
Representando os atletas com deficiência da Apae-DF, Catharina Brisola apontou que o esporte lhe proporciona disciplina e fé para vencer seus limites. Ela falou do orgulho de ser atleta de natação e atletismo e da gratidão que sente por seus professores e amigos: “Eles me ensinaram muitas coisas que me deixaram com muita fé e muita força para vencer”.
Rotina pesada e disciplina
Moradores do Paranoá, os irmãos Mateus e Felipe Elias enfrentam uma rotina exaustiva para conciliar a escola e os treinos de saltos ornamentais. “É muita correria, todos os dias, de 5h da manhã até 7h da noite, do colégio para o treino”, atestou o pai dos meninos, Arlen Elias. Ele avalia que a persistência dos jovens atletas, a despeito das dificuldades financeiras e de logística para viabilizar a participação em competições, tem dados bons resultados: medalhas em campeonatos brasileiros e sul-americanos.
Políticas públicas e incentivo
Diversos participantes da solenidade defenderam a necessidade de programas e de recursos públicos de incentivo ao esporte amador. Autor da lei distrital que criou o “Compete Brasília”, o deputado federal Julio Cesar (Republicanos/DF) enfatizou que, havendo investimento na base, o DF tem potencial para revelar diversos talentos de reconhecimento mundial, como Caio Bonfim, que é de Sobradinho e hoje é um dos maiores nomes da marcha atlética.
O subsecretário de Esporte, Lazer e Espaços Esportivos da Secretaria de Esporte e Lazer do DF, Nivaldo Vieira Felix, registrou que mais de 5,7 mil atletas foram beneficiados pelo programa “Compete Brasília” no último ano. “Brasília hoje é a capital do esporte”, elogiou. O gestor ainda acrescentou: “As políticas de segurança, educação e saúde são muito mais eficientes quando andam ao lado da pasta do esporte”.
Homenagens
A solenidade foi encerrada com a entrega de moções de louvor a atletas e outros entusiastas do esporte amador do DF. O objetivo foi homenagear e reconhecer, publicamente, o trabalho e as conquistas dessas pessoas.
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5110/23, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que altera a Lei Orgânica da Saúde para qualificar o acesso aos medicamentos como um direito humano.
Na prática, a medida pode fortalecer a posição do cidadão em situações de falta de remédios no Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto estabelece que o acesso aos medicamentos é considerado um direito humano para todos os efeitos legais.
A medida também poderá influenciar decisões judiciais, tornando mais ágil a concessão de liminares para fornecimento de medicamentos.
Efetivação do direito A deputada Alice Portugal argumenta que o direito à saúde está ligado ao direito à vida e à dignidade da pessoa, sendo um dos direitos humanos. Porém, segundo ela, o direito de acesso aos medicamentos, mesmo sendo um dos mais importantes desdobramentos do direito à saúde, nem sempre tem sido reconhecido como um direito humano.
“O que se verifica na prática é a negativa de acesso aos medicamentos, sendo este um dos principais obstáculos para a concretização do direito à saúde nos moldes delineados pela Carta Magna”, afirmou a autora.
Para a relatora, deputada Ana Pimentel (PT-MG), a proposta reforça a centralidade do acesso a medicamentos na efetivação do direito à saúde. “A explicitação dessa natureza jurídica contribui para fortalecer a coerência do sistema normativo sanitário, orientar a formulação de políticas públicas e favorecer interpretações jurídicas que priorizem a garantia do tratamento adequado à população”, disse.
Ana Pimentel destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as Nações Unidas têm reiterado que o acesso a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade constitui parte integrante das obrigações estatais decorrentes do direito à saúde.
Próximos passos A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.
Já está no ar a mais recente edição do Giro Distrital, programa jornalístico da TV Câmara Distrital. Aqui você fica por dentro das atividades do Legislativo local e dos principais acontecimentos da esfera política de Brasília.
O Giro Distrital é um programa da TV Câmara Distrital, com transmissão todo domingo às 12h nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, com reprises ao longo da semana.
Laura Carneiro, autora do projeto que deu origem à norma
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.386/26, que cria a Semana Nacional do Esporte. A data será celebrada anualmente na semana que compreender o dia 23 de junho, que já era oficialmente o Dia Nacional do Esporte.
A norma foi publicada na edição desta segunda-feira (13) do Diário Oficial da União.
A nova lei tem origem no Projeto de Lei 2014/25, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
O texto foi sancionado sem vetos. Ele altera o artigo 207 da Lei 14597/23, que previa a comemoração do Dia Nacional do Esporte em 23 de junho.
O objetivo da nova legislação é incentivar a prática esportiva para a promoção da saúde, da inclusão social, da educação e da qualidade de vida.
O texto prevê que as comemorações deverão ser promovidas pelo poder público, em colaboração com instituições de ensino, organizações esportivas e entidades da sociedade civil, por meio de eventos, de debates, de campanhas, de ações educativas e de atividades práticas que divulguem os benefícios físicos, mentais e sociais do esporte.
Educação do campo no DF: audiência aponta déficit de vagas e conflitos territoriais
Debate na CLDF destacou falhas no atendimento à população camponesa, impacto da expansão urbana, precarização do trabalho docente e a necessidade de políticas específicas para orientar o novo PDE
A Comissão de Educação e Cultura (CEC) promoveu, nesta segunda-feira (13), um debate sobre a infraestrutura e a concepção pedagógica das escolas do campo no DF. Conforme explicou o presidente da comissão, deputado Gabriel Magno (PT), a reunião ocorre no contexto da criação do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026–2036), aprovado no Senado Federal em março e encaminhado para sanção presidencial.
O parlamentar destacou que a legislação nacional servirá de base para a elaboração do próximo Plano Distrital de Educação (PDE) e que, por isso, é necessário discutir desde já o modelo de escola do campo que o DF pretende consolidar.
Magno ressaltou que, segundo levantamento do comitê de acompanhamento do PDE, a meta referente à garantia de educação à população do campo no DF não foi atingida. Em 2023, a população camponesa em idade escolar (de 4 a 17 anos) era de 37.870 pessoas, enquanto a oferta de vagas em escolas do campo foi de 25.422. “Isso significa que cerca de um terço dessa população de 4 a 17 anos está fora da escola”, pontuou.
“É preciso que o nosso plano distrital de educação avance para além da universalização e contemple o debate da qualidade, da estrutura e da ampliação das escolas do campo. Eu acredito que seja possível fazer essa mudança no DF”, afirmou o deputado.
A ameaça da expansão urbana
Ao longo da audiência, representantes de movimentos sociais, pesquisadores, gestores escolares e professores ressaltaram que os desafios da educação do campo no DF vão além do déficit de vagas e estão profundamente ligados às disputas territoriais, à precarização do trabalho docente e à ausência de políticas públicas específicas e continuadas.
Um dos pontos centrais do debate foi a relação entre a educação do campo e o ordenamento territorial do Distrito Federal. Segundo os participantes, a expansão urbana e a especulação imobiliária têm descaracterizado territórios historicamente rurais, impactando diretamente as escolas do campo.
Conforme avaliam os especialistas que participaram da reunião, no entendimento da atual gestão, a mudança de classificação de um território de rural para urbano pode fazer com que a escola perca o status de “escola do campo”, mesmo continuando a atender majoritariamente estudantes camponeses. Para os debatedores, essa lógica ignora a identidade pedagógica dessas instituições e fragiliza direitos já consolidados.
Felipe Ando/Agência CLDF
A professora da Universidade de Brasília (UnB) Mônica Molina afirmou que a educação do campo não pode ser tratada apenas como uma modalidade administrativa, mas como “parte de um projeto social e territorial”.
Ela lembrou que, no âmbito nacional, houve avanços importantes com a recriação da Política Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (Pronacampo) e com a previsão, no novo PNE, de metas e estratégias específicas para esses povos. No entanto, alertou que o Plano Distrital de Educação ainda não incorporou plenamente esses avanços, especialmente no que diz respeito à formação e à contratação de professores com perfil específico para atuar nas escolas do campo.
Formação específica
Representando o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Fernando Augusto Batista defendeu a realização de concursos públicos específicos para docentes formados em Licenciatura em Educação do Campo, além do fortalecimento da formação continuada. “Esses profissionais necessitam de uma formação que os capacite para atuar nessas escolas”, afirmou.
Participantes também apontaram que a alta rotatividade de professores temporários compromete a construção de vínculos com as comunidades e inviabiliza projetos pedagógicos de longo prazo, fundamentais para a educação do campo.
Outro tema amplamente debatido foi a infraestrutura. Gestores escolares relataram falta de recursos, estruturas físicas inadequadas e dependência crescente de emendas parlamentares para a manutenção das unidades. Para Gabriel Magno, esse modelo é equivocado e evidencia a omissão do Poder Executivo no financiamento regular da educação.
O parlamentar criticou os cortes no orçamento da área e alertou que as escolas do campo são ainda mais impactadas pela insuficiência de recursos.“As escolas não pode ser reféns de emendas parlamentares. Não é tarefa do diretor e dos professores pedir dinheiro para deputado, isso [investimento nas escolas] deveria ser a tarefa da secretaria de educação”, afirmou.
A diretora da Escola Classe Córrego do Arrozal, Francineia Soares, apresentou a experiência da unidade na construção do inventário da realidade local, elaborado com a participação direta da comunidade. Segundo ela, o instrumento tem sido fundamental para aproximar a escola das famílias, valorizar os saberes do território e orientar práticas pedagógicas contextualizadas.
Felipe Ando/Agência CLDF
Apesar disso, a gestora destacou demandas históricas não atendidas, como a ausência de creches, saneamento básico e outras políticas públicas essenciais nas comunidades atendidas pela escola, que muitas vezes têm na unidade escolar a única presença do Estado. Ela também reforçou a necessidade de incentivo à formação específica para atuação nas escolas do campo: “É fundamental um concurso específico para professores de escola do campo”, destacou.
Adonilton Rodrigues, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), chamou atenção para o fato de que praticamente não há escolas do campo instaladas em assentamentos no DF, o que obriga estudantes a percorrer longas distâncias diariamente. Para ele, esse cenário favorece a evasão escolar, enfraquece os vínculos comunitários e reforça desigualdades históricas de acesso à educação. Rodrigues também observou que o modelo atual de “escola rural” não dialoga com a realidade e o conceito da escola do campo.
Gigliola Mendes, formadora da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), avaliou que o DF dispõe de uma política avançada para a educação do campo, mas que ela não vem sendo efetivamente implementada. Segundo a educadora, desde 2017 houve um esvaziamento da formação continuada e da articulação institucional, o que tem levado à perda da identidade das escolas do campo, à padronização indevida e ao desrespeito a instrumentos centrais da modalidade, como o inventário da realidade e a gestão democrática.
Ela também criticou o sucateamento da Eape, a inexistência de critérios obrigatórios de formação para atuar nas escolas do campo e as tentativas de militarização dessas unidades, consideradas incompatíveis com seus princípios pedagógicos. Para Mendes, o novo Plano Distrital de Educação precisa garantir a implementação do que já está previsto em lei. “Educação do campo é direito nosso, dever do Estado e compromisso da comunidade”, destacou.
Encaminhamentos
Ao final da audiência, Gabriel Magno informou que a Comissão de Educação e Cultura irá oficiar a Secretaria de Educação sobre as demandas apresentadas e articular, junto ao Fórum de Educação do Campo do DF, a construção coletiva de propostas a serem incorporadas ao novo Plano Distrital de Educação.
Entre os encaminhamentos sugeridos estão o fortalecimento da escola de formação continuada, a implementação de um Centro de Referência em Educação do Campo no DF — conforme previsto no Pronacampo — e a ampliação do debate público sobre o PDE, com participação efetiva das comunidades escolares e dos movimentos sociais.
O menino, filho da psicóloga Bruna Massa, foi diagnosticado com hidrocefalia, condição que causa acúmulo de líquido no cérebro e exige acompanhamento médico constante
O neto de Ratinho, Noah, completou 8 anos neste domingo (12/4) e recebeu uma homenagem da mãe, Bruna Massa. A psicóloga falou sobre os cuidados com o menino, declarou seu amor e o descreveu como um “milagre”. Ele recebeu o diagnóstico de hidrocefalia, condição caracterizada por um excesso de líquido no interior do crânio.
“Hoje é o dia do meu pequeno grande milagre: Noah! Meu menino que ama viver, que chegou desafiando todas as estatísticas e mostrando que amor, cuidado e fé movem montanhas. Noah nasceu com um diagnóstico difícil e, desde a minha barriga, já me ensinava sobre coragem. Cada batida do seu coração foi (e ainda é) um lembrete diário de que a vida é forte, poderosa e cheia de possibilidades”, iniciou.
Veja as fotos
O menino, diagnosticado com hidrocefalia, é filho de Bruna Massa.Reprodução/Redes Sociais
Ratinho ao lado do neto, Noah, de 8 anos.Reprodução/Redes Sociais
Ratinho, apresentador do SBTCrédito: Reprodução Instagram/@oratinho
Ratinho, apresentador do SBTCrédito: Reprodução Instagram @oratinho
A filha de Ratinho destacou a força do menino: “É luz divina, emana uma paz de espírito que acalma a todos, é carinho no pé e risada gostosa. Ama uma baguncinha com o irmão, passeios na fazenda e colo de mãe. E eu? Eu amo cada pedacinho dele com uma intensidade que nem cabe em palavras. Feliz daquele que convive ao seu lado e aprende todos os dias sobre o poder de Deus em nossas vidas e da força que tem o amor”.
“O amor opera milagres, e nosso amor por você só Deus sabe o tamanho e a intensidade! Te amamos demais, meu gigante! Feliz aniversário, meu filho! Que o mundo te abrace com a mesma doçura com que você abraça a vida. Você é o presente mais bonito que eu já recebi. Feliz 8 anos, meu primogênito”, concluiu Bruna, que também é mãe de Davi, de 2 anos.
Ratinho também se declarou para o neto: “Parabéns, Noah, meu neto querido! Você é o sol que ilumina nossos corações, trazendo alegria, amor e esperança todos os dias”, escreveu em sua rede social.
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (14), mais uma reunião do Expresso 168, desta vez sobre o Estatuto do Trabalhador da Cultura, das Artes e Eventos. O debate será realizado às 10 horas, no plenário 10.
A reunião atende a pedido da deputada Carol Dartora (PT-PR) e será coordenada pela deputada Erika Kokay (PT-DF).
Segundo Carol Dartora, os encontros do Expresso 168 já se tornaram parte dos trabalhos que subsidiam a comissão. A iniciativa, criada em 2013, consolidou-se como espaço para que diferentes segmentos da sociedade debatam temas ligados à cultura no Brasil.
Carol Dartora diz que o projeto busca identificar gargalos e promover diálogo entre a sociedade civil organizada, o Poder Executivo e o Parlamento. Ela afirma ainda que a iniciativa tem sido um norte para a pauta da Comissão de Cultura e para as políticas do setor.
Câmara sedia entrega do Prêmio Ser Mulher para lideranças femininas do DF
Evento é realização da Uninassau e da CLDF, e evidencia protagonismo feminino em áreas estratégicas e a importância da representatividade
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) será palco, na próxima terça-feira (14), da cerimônia de entrega do Prêmio Ser Mulher, que homenageia lideranças femininas. O evento é uma realização da Uninassau, em conjunto com a Câmara Legislativa e o deputado Eduardo Pedrosa (União), e acontecerá no auditório, a partir das 19h.
A cerimônia evidencia protagonismo feminino em áreas estratégicas e reforça a importância da representatividade. O evento reunirá autoridades, lideranças e personalidades para reconhecer mulheres que vêm se destacando e transformando a sociedade no DF.
A ação tem como objetivo valorizar trajetórias femininas de impacto, evidenciando o papel de mulheres que atuam na construção de políticas públicas, no desenvolvimento econômico, na produção científica e em iniciativas sociais. Em um cenário em que o debate sobre equidade de gênero e representatividade ganha cada vez mais espaço, o evento se consolida como um marco de reconhecimento e visibilidade.
O deputado Eduardo Pedrosa ressaltou a importância da premiação como instrumento de transformação social e valorização humana: “Reconhecer mulheres que fazem a diferença é fortalecer toda a sociedade. Ao longo da nossa atuação nas Frentes Parlamentares, temos visto de perto o protagonismo feminino nas pautas da inclusão, no cuidado com o próximo e na construção de políticas públicas mais humanas. Este prêmio simboliza respeito, valorização e, acima de tudo, compromisso com um Distrito Federal mais justo, inclusivo e solidário”.
Para o diretor da Uninassau Brasília, Diogo Ferreira, a iniciativa reforça o papel da educação na promoção da equidade. “O Prêmio Ser Mulher representa mais do que uma homenagem. É o reconhecimento de trajetórias que impactam diretamente a sociedade e inspiram novas gerações. Para nós, é fundamental dar visibilidade a essas mulheres que lideram, inovam e transformam realidades, fortalecendo o protagonismo feminino em diferentes áreas”, destaca.
A premiação contempla diferentes áreas estratégicas. Na categoria Educação e Conhecimento, estão indicadas Regina Vieira Ponte e Rosana Cipriano, com atuação em projetos educacionais transformadores. Em Pesquisa e Ciência, o destaque é Márcia Abraão Moura.
Já na área de Inovação e Tecnologia, a indicada é Daniela Costa. No eixo de Trabalho e Empreendedorismo, concorrem Érica Kokay e Samara dos Santos Freitas. Em Cultura e Comunicação, as indicadas são Luíza Garonce e Luisa Mello de Vasconcelos.
Na categoria Políticas Públicas e Liderança Social, participam Daniele Teixeira e Amanda Cristina Ribeiro. Já na categoria Diversidade e Direitos Humanos, foram indicadas Roberta Queiroz e Fernanda Figueiredo Falcomer.
A premiação também conta com a categoria especial Mulher que Inspira, reunindo nomes como Irmã Elka Cristina, Roberta Fiuza, Marlene Oliveira, Roberta Coutinho, Larissa Amaral, Marina Alves Noronha, Fabiola Constâncio, Jacqueline Alves Rocha, Nilcéia Macedo, Maria Clara Machado, entre outras lideranças que se destacam por suas trajetórias inspiradoras.
*Com informações da assessoria do deputado Eduardo Pedrosa.
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2412/23, que fortalece o controle e a transparência do sistema de auditoria do SUS. A proposta exige:
a divulgação centralizada de resultados de auditorias;
a criação de métricas nacionais de avaliação; e
a elaboração de um relatório anual.
O texto fortalece a governança do Sistema Nacional de Auditoria (SNA), responsável por acompanhar a aplicação de recursos e avaliar a execução das políticas de saúde.
Publicação na internet O Ministério da Saúde deverá publicar, em página oficial na internet:
os resultados de auditorias e de atividades de monitoramento;
relatórios anuais consolidados sobre o funcionamento; e
os resultados das atividades do sistema de auditoria.
Além da publicação na internet, os relatórios anuais consolidados deverão ser encaminhados ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, ao Conselho Nacional de Saúde e ao Tribunal de Contas da União (TCU).
O relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), apresentou parecer favorável ao texto de autoria da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e outros.
Qualidade e eficiência Segundo Garcia, a padronização e a publicidade dos dados permitem o acompanhamento da gestão pública.
“A definição de critérios objetivos e padronizados permitirá um acompanhamento mais eficaz da qualidade e eficiência dos serviços prestados, em cooperação com estados, municípios e o Distrito Federal”, afirmou o relator.
Centralização e métricas O texto aprovado detalha a composição do SNA, abrangendo o órgão central no Ministério da Saúde, unidades estaduais, municipais e representações federais. Também estabelece que o órgão central deve definir indicadores objetivos para a avaliação técnico-financeira do sistema de saúde em território nacional.
A medida visa reverter a redução nos índices de fiscalização. Dados citados no relatório apontam uma queda de 92% nas atividades de controle do SUS entre 2012 e 2021.
Próximos passos O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil Edição – Rachel Librelon
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que determina o atendimento escolar especializado para crianças e adolescentes com altas habilidades ou superdotação.
Conforme o texto aprovado, o poder público deve assegurar currículos, métodos e professores para desenvolver as potencialidades desses estudantes na rede de ensino.
A medida altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para incluir este público nas regras de atendimento especializado gratuito, ao lado de alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento.
Regras O texto aprovado pela comissão estabeleceu normas práticas para a execução da medida: • o atendimento deve ocorrer em todos os níveis e modalidades de ensino; • o governo federal deve estabelecer os procedimentos para que as escolas identifiquem os alunos; • a União, os estados e municípios devem manter um cadastro para orientar a aplicação de políticas públicas.
Mudanças no texto original O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), ao Projeto de Lei 2936/25, dos deputados Dr. Fernando Máximo (PL-RO) e Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO).
A redação original previa o direito ao atendimento aos alunos, mas não detalhava a cooperação entre os entes para o registro oficial dos estudantes.
Invisibilidade Segundo a deputada Franciane Bayer, a falta de normas específicas prejudica a organização do sistema escolar. “A ausência desse reconhecimento contribui para a invisibilidade dessas crianças nas políticas públicas educacionais, além de dificultar a alocação de recursos e a formulação de diretrizes para seu atendimento”, afirmou a parlamentar.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que 5% da população mundial possui altas habilidades ou superdotação.
Próximos passos O projeto que tramita em caráter conclusivo será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil Edição – Rachel Librelon
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados cancelou a audiência pública que faria nesta terça-feira (14) para discutir a situação operacional e a segurança do Aeroporto Internacional de São Luís (MA).
A reunião ainda não foi remarcada.
O debate havia sido pedido pelo deputado Márcio Honaiser (PDT-MA). Ele afirma que, além de esclarecer as condições de operação e infraestrutura do terminal, o objetivo é avaliar impactos das intervenções em curso e buscar melhorias na gestão aeroportuária.
Márcio Honaiser acrescenta que o aeroporto é estratégico para a integração regional, o desenvolvimento econômico, o turismo e o transporte de cargas no Maranhão.
Problemas Segundo o parlamentar, no entanto, o terminal enfrenta problemas como:
atrasos e cancelamentos de voos;
dificuldades operacionais, especialmente em situações de baixa visibilidade; e
demora nas obras de melhoria da pista de pouso e decolagem.
Delegado Matheus Laiola recomendou a aprovação da proposta com mudanças
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que define regras para transplantes de órgãos, tecidos e partes do corpo de animais domésticos.
O objetivo é criar um marco legal para esses procedimentos, que já são realizados no país, inclusive para treinamento médico.
Pelo texto, a realização do transplante depende de autorização prévia e expressa do tutor ou responsável legal pelo animal. Também fica proibida a remoção de tecidos ou órgãos de animais que não possuam um guardião identificado.
O procedimento só poderá ser realizado por médico veterinário devidamente habilitado.
Regras para a doação Transplantes que envolvam a doação por animal vivo só serão permitidos quando:
o órgão ou tecido possa se regenerar; ou
seja um órgão duplo.
O médico veterinário deve atestar que a doação não prejudica a saúde nem o bem-estar do animal doador.
Registro e proibições A proposta obriga o registro de todas as etapas do processo, como remoção e transporte, em prontuários individuais, que devem ser guardados por cinco anos.
O projeto também proíbe a venda de qualquer parte do corpo animal para fins de transplante.
Punições O descumprimento das regras sujeita o infrator a sanções penais. A compra ou venda de órgãos animais pode resultar em reclusão de um a três anos, além de multa.
Pesquisas Pesquisas científicas envolvendo transplantes de tecidos, órgãos e partes do corpo entre animais podem ocorrer, desde que autorizadas pelo órgão competente e respeitados os princípios éticos aplicáveis.
Mudanças no texto original A comissão aprovou a versão do relator, deputado Delegado Matheus Laiola (União-PR), para o Projeto de Lei 4933/24, do deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ).
O novo texto, segundo o relator, adapta o projeto às normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária.
“Constatamos a necessidade de aprimoramento para assegurar que o projeto englobe todas as etapas do procedimento — desde a autorização para a remoção de tecidos, órgãos ou partes do corpo de animais doadores até o desfecho posterior ao transplante nos animais receptores — e não colida com as normas vigentes”, observou o relator.
Próximas etapas A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza Edição – Natalia Doederlein
CLDF celebra Dia do Futebol Feminino em Sessão Solene
A celebração tem objetivo de valorizar a trajetória das mulheres no esporte, reconhecer a luta por igualdade e incentivar o fortalecimento da modalidade no DF
Foto: Fabio Giannelli/Soccer Digital
O Dia do Futebol Feminino faz parte do Calendário Oficial de Eventos do DF desde 2024, por proposição do distrital Martins Machado
O Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) receberá, na próxima terça-feira (14), às 19h, Sessão Solene em comemoração ao Dia do Futebol Feminino.
De iniciativa do deputado Martins Machado (Republicanos), a celebração tem como objetivo valorizar a trajetória das mulheres no esporte, reconhecer a luta por igualdade e incentivar o fortalecimento do futebol feminino no Distrito Federal.
A data foi incluída no Calendário Oficial de Eventos do DF em 2024, por proposição do parlamentar. O dia 14 de abril remete ao Decreto-Lei nº 3.199, de 1941, editado durante o governo de Getúlio Vargas, que proibiu a prática de esportes considerados “incompatíveis com a natureza feminina”, entre eles o futebol.
Segundo Martins Machado, a data deve ser ressignificada como um marco de valorização do futebol feminino e de reconhecimento da participação das mulheres no esporte.
A solenidade poderá ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.
Durante uma entrevista concedida ao programa Vozes da Comunidade, co nd uzid o pelo jornalista Toni Duarte no último sábado (11), a govern…
Durante uma entrevista concedida ao programa Vozes da Comunidade, conduzido pelo jornalista Toni Duarte no último sábado (11), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, enfatizou que sua principal prioridade é a eliminação das filas de espera nos serviços de saúde do Distrito Federal. Reiterando seu compromisso com a melhoria da saúde pública, a governadorasublinhou os esforços empreendidos em sua gestão para aumentar o acesso aos atendimentos e mitigar atrasos no sistema.
No roldas medidas planejadas, destaca-se o encaminhamento de um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal, cujo objetivo principalé reduzir substancialmente os tempos de espera para exames e procedimentos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma dasações centraiscontempladas na proposta é a realização de mutirões destinados aoatendimento de demandas reprimidas, especialmente no que concerne à ampliação da oferta de exames de imagem. Segundo informações apresentadaspor Celina Leão, algumas dessas iniciativas já resultaramemavanços concretos, como a eliminação completa das filas em determinados serviços.
O projeto também propõe estratégias voltadasàaceleração de cirurgias eletivas. Entre essas, está o aumento do número de prestadores privados credenciados pelo SUS, com vistas a agilizar procedimentos cirúrgicos, como as operações de catarata. A governadoradestacou que a eficiência e a celeridade no atendimento àpopulaçãoconfiguramquestões prioritárias em sua gestão, reforçando seu empenho em implementar melhorias significativas nosetor de saúde.
Atriz diz não se sentir mais confortável após pessoa que inspirou papel se identificar como homem trans
A ausência de Sandrão na nova temporada de “Tremembé” não passa apenas pela disputa judicial como a coluna revelou na última semana. A personagem ficou de fora também porque Letícia Rodrigues decidiu não voltar ao papel após não se sentir mais à vontade para interpretá-lo. A mudança de postura veio depois que Sandra Regina Ruiz Gomes, que inspirou a história, afirmou em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini que é um homem trans e que prefere ser chamado de “o Sandrão”, e não mais “a Sandrão”, como era tratado na série.
A coluna conversou com a atriz, que confirmou que chegou a ser convidada para uma participação especial na segunda temporada, mas optou por recusar após refletir sobre os novos desdobramentos fora da ficção.
“Tenho ainda poucas informações sobre os caminhos da segunda temporada de ‘Tremembé’. No início de 2026, fui informada de que a personagem Sandrão não seguiria no núcleo principal da história e, no fim de fevereiro, recebi um convite para uma participação especial, o que me deixou muito feliz, até porque Vera (Egito) e Ullisses (Campbell) já tinham dito publicamente que a personagem tinha se encerrado na primeira temporada”, contou ela, citando dois roteiristas da série.
Mas mesmo com o convite, Letícia preferiu não seguir no projeto: “Mas, com calma, conversei com a minha equipe, refleti sobre os rumos criativos do projeto e decidi não seguir com essa participação”.
A decisão, no entanto, foi além de uma simples escolha profissional e passou por uma questão de representatividade. “Levei principalmente em consideração o fato de que a pessoa real que inspirou a personagem se manifestou publicamente como um homem trans. Diante disso, como atriz e mulher cis, senti que talvez não fosse o momento mais adequado para continuar retratando essa história”, afirmou.
Paralelamente a isso, o caso também envolve uma disputa na Justiça. Sandra Regina Ruiz Gomes entrou com uma ação contra a plataforma pedindo cerca de R$ 3 milhões, alegando que a produção distorce fatos relacionados ao seu crime e apresenta informações que, segundo ela, não condizem com a realidade. Apesar disso, a pessoa que inspirou a personagem acabou derrotada em primeira instância.
Mesmo fora da nova temporada, Letícia faz questão de destacar a importância de Sandrão em sua trajetória. “Sigo muito animada com novos projetos, personagens e possibilidades artísticas, e desejo todo sucesso à equipe na continuidade da série. Sempre lembrando que essa personagem foi e sempre será muito importante na minha trajetória, e sou muito grata pela oportunidade de ter realizado esse trabalho”.
Zé Trovão: quem paga pedágio quer saber como o dinheiro está sendo investido
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga as concessionárias a instalarem painéis informativos em praças de pedágio de rodovias federais. Os painéis devem exibir:
a classificação de desempenho da concessionária, em uma escala de A a D; e
a relação percentual entre a receita arrecadada e os custos operacionais e investimentos realizados.
Mudanças no texto original A comissão aprovou o substitutivo do relator, deputado Zé Trovão (PL-SC), ao Projeto de Lei 2917/23, do deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ).
O texto original previa a divulgação de um painel obrigatório com dados sobre:
arrecadação atual e anual;
investimentos em obras, melhorias e manutenções;
prazos de obras;
ajustes tarifários; e
canal para sugestões, reclamações e denúncias.
O relator considerou que o volume de informações era excessivo para um painel rodoviário.
“É necessário simplificar a mensagem transmitida aos usuários, sem invalidar o projeto, que contém uma boa ideia, em sintonia com o princípio da transparência”, argumentou.
Atribuições da ANTT Pelo novo texto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deverá definir:
as características técnicas dos painéis;
onde serão instalados; e
como os dados financeiros serão calculados.
O objetivo é permitir que o motorista identifique rapidamente se a concessionária cumpre seus deveres de manutenção e investimento.
Próximas etapas A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza Edição – Natalia Doederlein
Estratégia aumenta capacidade de atendimento e reduz tempo de espera dos pacientes por procedimentos cirúrgicos. As ações para reduzir fil…
Estratégia aumenta capacidade de atendimento e reduz tempo de espera dos pacientes por procedimentos cirúrgicos.
As ações para reduzir filas por cirurgias seguem em andamento na rede da Secretaria de Saúde (SES-DF). Neste sábado (11), o Hospital Regional de Sobradinho (HRS) realizou procedimentos por meio do programa OperaDF, iniciativa criada para agilizar cirurgias e diminuir o tempo de espera dos pacientes.
Programa já ultrapassou a marca de 23 mil cirurgias, em apenas seis meses | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF
Lançado em 2025, o OperaDF já ultrapassou 23 mil cirurgias promovidas em seis meses, entre setembro de 2025 e março deste ano. O processo reorganiza a fila e amplia a capacidade da rede pública em intervenções vasculares, gerais, de cabeça e pescoço, urológicas e oftalmológicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No HRS, a estratégia de efetuar cirurgias eletivas aos sábados faz diferença. “A implementação de um dia dedicado a cirurgias eletivas tem contribuído para agilizar o atendimento dos pacientes que aguardam há algum tempo”, avalia a supervisora de enfermagem do centro cirúrgico do hospital, Patrícia Afonso. “Ao adicionar essa agenda semanal, conseguimos realizar seis cirurgias a mais do que o previsto”.
Foi nesse cenário que o eletricista Fernando Ferreira, de 41 anos, entrou no centro cirúrgico nesta manhã para tratar uma hérnia umbilical. “Estou muito feliz, porque é algo que eu aguardava havia muito tempo”, relatou. “Agora, minha rotina vai mudar. Vou poder voltar a me exercitar, correr, jogar futebol e cuidar dos meus filhos”.
Atendimento
Para dar mais agilidade, o OperaDF ampliou a capacidade cirúrgica da rede pública com a contratação de serviços complementares. O pacote assistencial inclui consultas, exames, avaliação cardiológica, acompanhamento pré-anestésico e todo o suporte necessário no pré e no pós-operatório. Os pacientes seguem acompanhados pela rede pública e são encaminhados para a cirurgia conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do DF.
Hospitais regionais, como o da Asa Norte (Hran), da Região Leste (HRL), de Ceilândia (HRC), de Taguatinga (HRT), de Samambaia (HRSam) e o próprio HRS, participam da estratégia, reforçando a capacidade da rede pública e proporcionando mais acesso à população.
A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com medidas para ampliar os recursos de acessibilidade na internet e em jogos eletrônicos.
Entre outros pontos, a proposta prevê que:
os fornecedores de jogos eletrônicos garantam, na medida do possível, o pleno acesso à pessoa com deficiência;
os sites governamentais adotem medidas de acessibilidade, como audiodescrição de vídeos e tradução para Libras;
as transmissões de vídeo pela internet, incluindo videoconferências, permitam legendas fechadas (closed caption) em tempo real e janela para intérprete de Libras, e ofereçam opção de um canal de áudio separado para a inserção de audiodescrição, configurável pelo usuário; e
os serviços de streaming e de conteúdos audiovisuais na internet apresentem prazo para implementar os requisitos de acessibilidade, não superior a dez anos.
Soares explicou que optou por acatar esse texto em razão de ele consolidar as diversas iniciativas em um único documento, o que evita a “fragmentação normativa” e aprimora a técnica legislativa. “O substitutivo apresenta soluções tecnologicamente neutras e mecanismos de implementação progressiva”, observou.
Sobre a iniciativa, David Soares disse que ela fortalece o direito à acessibilidade digital como “dimensão imprescindível da cidadania”.
“Vivemos uma era em que o ambiente virtual é componente natural da vida cotidiana — educação, trabalho, cultura, lazer e serviços públicos se entrelaçam com tecnologias digitais”, destacou ainda o relator. “Se não legislarmos agora, corremos o risco de perpetuar exclusões invisíveis, especialmente para milhões de brasileiros que dependem de recursos acessíveis para exercer sua plena participação no mundo digital.”
Conselho O texto aprovado contém outras medidas voltadas à acessibilidade de pessoas com deficiência no mundo digital. Uma delas permite ao governo criar um conselho consultivo para monitorar e aperfeiçoar os serviços de acessibilidade digital.
Esse conselho seria coordenado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e composto por representantes de instituições públicas, privadas e da sociedade civil. Essas e as demais regras são inseridas no Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Próximos passos O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pelas comissões de Comunicação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado e também sancionada pela Presidência da República.
Governadora celebra bronze no Mundial de Marcha Atlética e reforça protagonismo do DF no cenário esportivo internacional Francisco Dutra /…
Governadora celebra bronze no Mundial de Marcha Atlética e reforça protagonismo do DF no cenário esportivo internacional
Francisco Dutra / Metrópoles
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, celebrou com entusiasmo a conquista do atleta brasiliense Caio Bonfim no Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes 2026, realizado neste domingo (12), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Medalhista olímpico, Bonfim garantiu o bronze na prova de meia-maratona, mas recebeu reconhecimento de ouro por parte do público e das autoridades.
Ao final da competição, marcada por alto nível técnico e forte emoção, a governadora fez questão de destacar a performance do atleta. “Ele é ouro”, declarou Celina, ao abraçar Bonfim após a chegada. Exausto, o marchador se deitou no chão e foi ovacionado pelos presentes, em uma cena que simbolizou esforço, superação e apoio popular.
Para Celina Leão, o desempenho de Caio Bonfim vai além do pódio e representa valores como disciplina, fé e apoio familiar. Segundo ela, a trajetória do atleta inspira e fortalece o esporte local. A chefe do Executivo também ressaltou a importância histórica do evento, que ocorre pela primeira vez na América Latina.
A realização do campeonato em Brasília reforça a estratégia do governo de posicionar a capital como um polo esportivo internacional. De acordo com a governadora, a cidade tem estrutura e diversidade para sediar competições de diferentes modalidades, além de impulsionar o turismo e a economia.
“Brasília já se consolidou como a capital do esporte. Hoje temos eventos acontecendo simultaneamente em várias modalidades, da corrida ao wakeboard. Aqui, o esporte pulsa”, afirmou.
O evento reuniu atletas de alto rendimento de diversos países e projetou a imagem da capital brasileira para o mundo, com ampla cobertura por câmeras, drones e transmissões digitais. A expectativa é que iniciativas como essa ampliem ainda mais a visibilidade de Brasília no cenário esportivo global.
Na Feira da Goiaba, governadora Celina Leão incentiva novos mercados para a agricultura Evento em Brazlândia destaca produção local e fortal…
Na Feira da Goiaba, governadora Celina Leão incentiva novos mercados para a agricultura Evento em Brazlândia destaca produção local e fortalece a renda de produtores familiares e agroindústrias A governadora Celina Leão esteve, neste domingo (12), no último dia da 11ª Feira da Goiaba, no Parque de Exposições de Brazlândia. Com entrada gratuita mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, a mostra reuniu produtores rurais, empreendedores e visitantes em uma das principais celebrações do calendário agrícola do Distrito Federal.
Celina Leão ressaltou a importância da Feira da Goiaba: “Este evento mostra a força dos produtos daqui do DF” | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília
“Este evento mostra a força dos produtos daqui do DF”, enfatizou a governadora. “A maioria dos produtores é formada por famílias que estão na atividade há duas ou três gerações. É uma oportunidade para eles apresentarem seus produtos e ampliarem o acesso ao mercado. Hoje, inclusive, tivemos a iniciativa de promover uma reunião entre esses produtores e redes de supermercados do DF, para que esses estabelecimentos também passem a absorver o material de altíssima qualidade, produzido localmente, com um preço muito melhor do que o de outros estados.” Brazlândia na liderança 7,4 mil toneladas Total de goiabas produzidas no DF em 2025
No Distrito Federal há 156 produtores de goiaba, dos quais cerca de 90% estão concentrados em Brazlândia. No último ano, segundo a Emater-DF, a produção superou 7,4 mil toneladas, cultivadas em uma área de 432 hectares. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ultrapassou R$ 38,4 milhões.
“É uma festa em que mostramos, além do fruto, todos os produtos da agroindústria que podem ser feitos a partir da goiaba: doces, geleias, sorvetes, bolos”, ressaltou o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. “Temos até ketchup à base de goiaba. São dezenas de produtos que o consumidor pode conhecer e adquirir, e isso representa uma renda muito maior para o produtor do que a obtida no dia a dia, apenas com a venda da fruta. Por isso, é uma feira muito importante. A produção é grande, e o evento cumpre esse papel: mostrar o que temos e também ajudar no escoamento dessa produção.”
Gleiton Soares, maior produtor de goiaba do DF: “A gente planeja a produção pensando na feira, para garantir que, quando o evento chegar, tenhamos um produto de qualidade, no ponto ideal para o consumo”
Maior produtor de goiaba do DF, Gleiton Soares, de 42 anos,também destacou a importância da feira como um canal direto com o consumidor: “No dia a dia, grande parte da produção vai para a Ceasa ou é distribuída para mercados e atacadistas. Aqui na feira, o consumidor consegue conhecer melhor o nosso trabalho, ver de perto a qualidade e entender como o produto é feito”. Segundo Gleiton, a preparação para participar do evento começa com bastante antecedência, cerca de oito meses, já na etapa de poda. “A gente planeja a produção pensando na feira, para garantir que, quando o evento chegar, tenhamos um produto de qualidade, no ponto ideal para o consumo”, explicou. Para ele, embora a goiaba produza o ano todo, esse manejo é fundamental para apresentar o melhor ao público.
Larissa Malheiros trabalha com derivados da goiaba: “Aqui, a gente ganha visibilidade e reconhecimento”
Há cinco anos, a família da produtora rural Larissa Malheiros, 26, trabalha na produção de derivados da goiaba. “A feira é muito importante para nós produtores, porque, muitas vezes, o pequeno produtor, que trabalha em menor escala, não tem espaço nos grandes mercados”, avaliou. “Aqui, a gente ganha visibilidade e reconhecimento. Acaba sendo uma vitrine para divulgar nossos produtos. Temos como carro-chefe o ‘mústio’ de requeijão com goiabada. Também oferecemos um pavê, feito com creme de leite Ninho, goiabada e biscoito Maria.”
Feira da Goiaba
A organização da feira foi da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag) e do Instituto Alvorada Brasil, em parceria com a Emater-DF e apoio das secretarias de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), de Turismo (Setur-DF) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), além da da Administração Regional de Brazlândia e do Ministério da Agricultura e Pecuária. A estrutura incluiu espaços voltados à comercialização e à convivência, como o Empório da Goiaba, o Salão do Produtor, o Salão do Artesanato, a área gastronômica e a Fazendinha. O público também teve acesso ao Salão Tecnológico, com experiências interativas de robótica, realidade virtual e simuladores. A programação cultural teve apresentações de artistas locais e nacionais, como Israel e Rodolffo, Tuca Fernandes, Pablo, Henry Freitas, Zezo e Eduardo Costa. A feira também promoveu o 6º Concurso de Receitas com Goiaba, organizado pela Emater-DF, com foco na valorização da produção local e no incentivo ao uso da fruta na gastronomia.
Por Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto