Dia: 12 de abril de 2026

  • Brasilienses vencem em casa e abrem temporada do Endurance com emoção

    Brasilienses vencem em casa e abrem temporada do Endurance com emoção

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    Uma vitória construída com paciência, leitura de prova e execução precisa nos momentos decisivos marcou a abertura da temporada da Endurance Brasil no Autódromo de Brasília. O trio formado por Lucas Foresti, Victor Foresti e Gabriel Koenigkan cruzou a linha de chegada na primeira colocação após 99 voltas, garantindo um resultado especial para uma equipe formada majoritariamente por nomes do Distrito Federal.

    A corrida teve duração de três horas e 20 minutos e apresentou um cenário dinâmico ao longo do tempo. O domínio inicial ficou com o protótipo da AJR, conduzido por David Muffato e Pedro Queirolo, dupla responsável pela pole position e por controlar o ritmo nas primeiras fases. Com consistência e boa gestão de pneus, a equipe abriu vantagem confortável ainda antes da metade da prova.

    O enredo do início da temporada da Endurance Brasil começou a mudar na parte final, quando a estratégia passou a definir o resultado. A regra de limite de 50 minutos por stint obrigou a equipe líder a realizar uma parada extra nos boxes, fator que eliminou a vantagem construída ao longo da disputa e alterou completamente a configuração da corrida, abrindo caminho para a reação dos adversários diretos.

    Estratégia define vitória

    Com execução precisa nas paradas e ritmo consistente na pista, o time brasiliense assumiu a liderança após o último ciclo de pit stops. A partir desse momento, o trio manteve controle total da corrida, administrou a vantagem construída e sustentou a posição até a bandeirada final, garantindo o triunfo na Endurance Brasil diante do público local e consolidando uma atuação coletiva eficiente.

    A comemoração teve forte carga emocional dentro da equipe. “É um trabalho de toda a equipe. Meu cunhado, Constantino Júnior, está em um lugar especial agora. E essa vitória é de todos nós, de coração, para ele”, afirmou Victor Foresti, em referência ao familiar falecido no início do ano, em um dos momentos mais marcantes da celebração.

    O pódio ainda contou com outro protótipo Ligier na segunda colocação, enquanto Muffato e Queirolo conseguiram se recuperar após o revés estratégico e fecharam a prova em terceiro lugar. O resultado premiou a consistência dos líderes e mostrou como detalhes nos boxes podem alterar completamente o rumo de uma corrida longa.

    Disputa nas categorias

    A classe GT4 protagonizou um dos momentos mais movimentados da prova, com disputas intensas entre modelos de diferentes fabricantes. O destaque ficou com o McLaren Artura, conduzido por André Negrão, Enzo Visconde e Kim Camelo, trio que largou bem, perdeu posições no início e conseguiu recuperar terreno com ultrapassagens precisas e estratégia eficiente.

    O resultado surpreendeu pelo pouco tempo de adaptação ao carro, utilizado pela equipe apenas dias antes da etapa. “Não tenho nem palavras para descrever. Estamos conhecendo o carro e começar assim… sem palavras”, afirmou Kim Camelo, destacando a rápida evolução do conjunto ao longo do fim de semana de competição.

    Na GT3, a Stuttgart Motorsport iniciou a temporada com vitória após abandono dos líderes nos minutos finais. O trio formado por Marcel Visconde, Marçal Müller e Ricardo Maurício aproveitou o problema do adversário direto e garantiu o topo da categoria, repetindo o desempenho consistente apresentado ao longo da última temporada.

    Com disputas equilibradas, mudanças de liderança e decisão baseada em estratégia, a etapa em Brasília abriu o Endurance Brasil com protagonismo local e alto nível técnico, projetando uma temporada competitiva nas próximas etapas do calendário nacional do endurance.

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  • Parque da Cidade ganha quadras renovadas e amplia prática esportiva no DF

    Parque da Cidade ganha quadras renovadas e amplia prática esportiva no DF

    Espaços reformados foram entregues neste sábado (11/4), com nova estrutura, arte urbana e atividades esportivas, reforçando o uso do Parque da Cidade para lazer e esporte

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    Mais estrutura e incentivo ao esporte ao ar livre marcaram a entrega de duas quadras poliesportivas renovadas no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, neste sábado (11/4). Os espaços passaram por reestruturação completa e já estão disponíveis para uso da população. A ação é resultado de uma parceria da Betano com o Governo do Distrito Federal (GDF).

    A modernização trouxe melhorias na parte física das quadras, com piso revitalizado, pintura nova e organização do ambiente para prática esportiva. A proposta amplia o uso do parque como ponto de encontro para atividades recreativas e esportivas no Distrito Federal.

    Além da reforma, o espaço ganhou identidade visual com intervenções artísticas. Os artistas Toys e Mão aplicaram elementos inspirados no Cerrado e em referências urbanas de Brasília, criando um ambiente mais atrativo para o público. A inauguração contou com programação esportiva e cultural ao longo do dia. Entre as atividades, um torneio de basquete 3×3 movimentou as quadras, além de apresentações de break dance, reunindo diferentes públicos no mesmo espaço.

    A ação também teve alcance social, com oferta de serviços de saúde. Uma unidade móvel disponibilizou exames gratuitos de mamografia mediante agendamento, ampliando o uso do local para além do esporte. Frequentadora tradicional do parque, a atleta de basquete Cíntia Santos destacou a transformação da estrutura. “Nunca vi uma estrutura tão maravilhosa e tão bem-organizada. Essa renovação e esse projeto estão sendo fantásticos”, afirmou.

    As quadras fazem parte de uma área histórica do parque, com estruturas antigas, afetadas pelo tempo e pelo uso constante. A revitalização recupera o espaço e devolve condições adequadas para prática esportiva. Com a entrega, o Parque da Cidade amplia as opções para atividades físicas e reforça o papel como um dos principais pontos de lazer da capital federal. A expectativa gira em torno de maior presença do público e uso contínuo das quadras ao longo da semana.

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  • Capital vence Operário, mantém 100% e lidera Grupo A4 da Série D

    Capital vence Operário, mantém 100% e lidera Grupo A4 da Série D

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    Uma vitória madura, construída com paciência e decidida no detalhe, mesmo com uma atuação técnica abaixo do esperado. Neste domingo (12/4), no Estádio JK, o Capital venceu o Operário por 1 a 0, pela segunda rodada da Série D do Campeonato Brasileiro, e confirmou um início sólido na competição. O desempenho em campo, no entanto, ainda não convenceu os torcedores e deixou a necessidade de maior evolução na temporada.

    O resultado manteve o time candango com 100% de aproveitamento e na liderança do Grupo A4. Em um jogo de poucas chances claras, o Tricolor teve controle territorial durante boa parte do confronto e soube transformar o momento de pressão em vantagem ainda antes do intervalo, sem se expor defensivamente. O time, porém, leva para a semana de treinos a necessidade de resolver os erros e as dificuldades vistas no duelo.

    Eficiência tricolor

    O Capital começou com maior presença no campo ofensivo, trabalhou a bola com paciência e tentou empurrar o adversário para trás desde os primeiros minutos. O Operário se organizou em linhas mais baixas e buscou explorar espaços em velocidade, mas encontrou dificuldades diante de uma defesa bem posicionada.

    O jogo demorou a oferecer lances de maior perigo. A posse era do Tricolor, mas faltava profundidade para transformar volume em finalizações claras. O cenário seguiu travado durante boa parte da etapa inicial, com muitas disputas no meio-campo e poucas infiltrações bem executadas.

    A primeira chegada mais aguda apareceu apenas na reta final, quando Nescau subiu bem após cruzamento e obrigou o goleiro a fazer boa defesa. O lance marcou o início de um momento de maior pressão do Capital, que passou a ocupar ainda mais o campo ofensivo.

    Na sequência, Yann Rolim também levou perigo ao arriscar de fora da área, indicando crescimento ofensivo no momento mais importante do primeiro tempo. O Operário já encontrava dificuldades para sair jogando e recuava cada vez mais dentro do próprio campo.

    A insistência foi premiada pouco antes do intervalo. Após jogada construída pelo lado e bola levantada na área, a defesa tentou o corte e o volante Kaio Cesar acabou desviando contra a própria meta, colocando o Capital em vantagem no placar e traduzindo o domínio da etapa inicial.

    Controle e vitória

    Na volta do intervalo, o Operário tentou assumir postura mais ofensiva e passou a buscar o empate com maior presença no ataque. Apesar da iniciativa, a equipe encontrou dificuldades na construção das jogadas e não conseguiu criar chances claras contra a defesa bem organizada do Capital.

    O Tricolor ajustou o posicionamento, controlou melhor os espaços e passou a administrar o ritmo da partida com inteligência. Sem necessidade de se expor, o time manteve a solidez defensiva e reduziu os riscos ao longo do segundo tempo, mantendo o jogo sob controle.

    Com o passar dos minutos, o confronto perdeu intensidade e ficou mais truncado, com muitas disputas físicas e poucas oportunidades de gol. O Capital se mostrou confortável dentro do cenário, valorizando a posse quando necessário e travando o ritmo adversário.

    Nos minutos finais, o Operário ainda tentou pressionar, principalmente em bolas paradas, mas sem efetividade. Seguro na defesa e consciente na gestão do jogo, o Capital confirmou a vitória sem sustos e manteve o início perfeito na Série D.

    Próximo jogo

    O Capital volta a campo na quarta-feira (15/4), às 21h30, quando enfrenta o Vila Nova, no Estádio Oba, em Goiânia, pela Copa Centro-Oeste, em mais um compromisso importante na sequência da temporada. Na Série D do Campeonato Brasileiro, o Coruja joga no domingo (19/4), quando recebe o Goiatuba, às 16h, também no Estádio JK.

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  • Diarista é imobilizada pela PM em frente à filha após cobrar dívida; SSP apura o caso

    Diarista é imobilizada pela PM em frente à filha após cobrar dívida; SSP apura o caso

    Uma mulher foi imobilizada e detida por agentes da Polícia Militar na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, nesta sexta-feira (10/4), enquanto estava acompanhada da filha, de 7 anos. Jussara Bonfim Silva é diarista e foi ao local para cobrar uma dívida não paga por um contratante. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a ação dos policiais.

    O registro gravado pela testemunha mostra o momento em que a moça é contida pelos policiais, algemada e colocada no porta-malas da viatura à força. A todo momento, ela grita que entraria no veículo e iria à delegacia policial sem resistência, mas pede a retirada das algemas. Outras pessoas que passavam no local passaram a pedir uma mudança na abordagem.

    Veja as fotos

    Jussara Bonfim Silva é diarista e foi detida ao lado da filha, de 7 anos.Reprodução/Redes Sociais

    Divulgação/SSP

    O caso foi registrado no 78º Distrito Policial, em Jardins.Divulgação/SSP

    Reprodução/Redes Sociais

    Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a a ação policial.Reprodução/Redes Sociais


    As imagens da detenção foram compartilhadas pelo deputado estadual Eduardo Suplicy (PT). O parlamentar classificou a ação policial como “inaceitável” e defendeu a diarista. “Os donos do escritório agiram de má-fé e não quiseram pagá-la, então chamaram a polícia, que, ao invés de defender a verdadeira vítima, a arrastou prédio abaixo e a prendeu com muita violência, ignorando seus apelos e o choro de sua filha, como mostra a filmagem”, continuou.

    O portal LeoDias entrou em contato com a Polícia Militar do Estado de São Paulo para entender o caso. Em nota, a corporação afirmou que a ex-funcionária danificou uma porta de vidro e ameaçou funcionários da uma empresa por estar insatisfeita com valores rescisórios: “Durante a abordagem, a mulher apresentou forte agitação e resistência ativa, sendo necessário o uso de algemas para garantir a segurança dos agentes e da própria envolvida. O equipamento foi retirado assim que a autora se acalmou, no interior da viatura”. A ocorrência foi registrada no 78º Distrito Policial como Ameaça e Dano Material.

    Ao portal, a Secretaria de Segurança Pública lamentou a ocorrência e afirmou que a PM foi acionada para um caso de ameaça e dano e verificou uma vidraça destruída por uma das pessoas envolvidas e um desentendimento entre elas. De acordo com a SSP, o uso de força e de algemas foi necessário para controlar a situação. “O caso é acompanhado pela Polícia Militar, que não admite desvios de conduta e destaca que eventuais irregularidades serão responsabilizadas com rigor, nas esferas administrativa e criminal, sempre com respeito ao devido processo legal e transparência”.

    A nossa equipe de reportagem também procurou Jussara Bonfim Silva, que não retornou. O espaço segue aberto e será atualizado em caso de resposta.

  • Cerrado domina no Rio, vence Sodiê Mesquita e mantém embalo na LBF

    Cerrado domina no Rio, vence Sodiê Mesquita e mantém embalo na LBF

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    Autoridade fora de casa e domínio construído no momento certo marcaram mais uma atuação sólida do Cerrado Basquete. A equipe candanga venceu o Sodiê Mesquita por 80 a 51, neste sábado (11/4), no Rio de Janeiro, pela Liga de Basquete Feminino (LBF), e manteve o bom momento na competição nacional.

    A partida começou equilibrada, com as duas equipes alternando o controle das ações no primeiro quarto. Com boas transições e aproveitamento ofensivo, o período terminou com vantagem mínima do Cerrado, em 16 a 15, refletindo um duelo aberto nos minutos iniciais.

    O segundo quarto mudou o panorama do confronto. O Cerrado elevou o nível coletivo, intensificou a defesa e aproveitou a queda de rendimento das mandantes para construir uma parcial dominante de 17 a 7. A sequência ofensiva eficiente garantiu vantagem confortável no intervalo, com o placar em 33 a 22.

    No terceiro período, o Sodiê Mesquita voltou mais competitivo e tentou reagir na partida. Com maior intensidade, a equipe da casa conseguiu equilibrar as ações e reduzir a diferença em alguns momentos, mas o Cerrado manteve o controle e fechou o quarto em vantagem, administrando o ritmo do jogo.

    O último quarto foi decisivo para consolidar a vitória. O Cerrado aproveitou os erros do adversário, dominou o garrafão e construiu uma parcial expressiva de 26 a 9, transformando o placar em uma vitória larga e convincente fora de casa.

    A armadora Hillary Argueta foi novamente destaque e eleita a MVP da partida. A jogadora terminou com 11 pontos, seis rebotes e 10 assistências, comandando o ritmo da equipe e sendo peça central na construção do resultado.

    Com o triunfo, o Cerrado reforça a consistência na LBF e segue em crescimento na competição. O próximo compromisso será em casa, diante do Pontz São José Basketball, na quarta-feira (15/4), às 19h30.

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  • prova mais difícil da vida

    prova mais difícil da vida

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    Alívio traduzido em palavras e emoção impossível de esconder marcaram o pós-prova do brasiliense Caio Bonfim. Após conquistar o bronze no Mundial de Marcha, neste domingo (12/4), em Brasília, o atleta resumiu o momento com uma frase direta e carregada de significado: “foi a prova mais difícil da minha vida”.

    Competir em casa, diante da própria torcida, transformou a disputa em algo além do físico. O marchador entrou na prova carregando expectativa, responsabilidade e uma pressão emocional diferente de qualquer outro cenário vivido ao longo da carreira.

    “Aqui é Brasil. Estou muito feliz de levar essas cores e representar Brasília, para mim, é um sonho. Foi a prova mais difícil da minha carreira por causa desse lado emocional. Teve uma certa hora que era um peso já que eu queria tirar. Hoje vou deitar na cama uns 15 quilos mais leve”, afirmou o atleta, em entrevista ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).

    A resposta das arquibancadas virou combustível para Caio Bonfim durante os 21 quilômetros. A Esplanada dos Ministérios se transformou em um corredor de incentivo constante, algo raro até mesmo em competições internacionais da modalidade.

    “Que festa linda, eu acho que o mundo nunca viu isso em Mundial de Marcha. Ver isso aqui… que dia lindo, cara! Quando eu vi todo mundo gritando… São 21 quilômetros e a galera gritando. Vai ter gente muito rouca aí. Nesse sol de Brasília, torcendo pelo menino das pernas tortas lá de Sobradinho”, destacou.

    Foto: Mariana Sá/COB

    Das ruas ao reconhecimento

    A fala ganha ainda mais peso quando conectada com o passado do atleta. Ainda jovem, Caio treinava nas ruas do Distrito Federal em meio a críticas e preconceito, realidade completamente oposta ao cenário visto neste domingo (12/4). A mudança de percepção ao longo dos anos também apareceu no relato do marchador, ao relembrar episódios marcantes da trajetória dentro do esporte.

    “Marca. Porque na Rio 2016 deu uma despertada, quando passei pela zona mista e reclamei que, dos 9 anos de carreira que eu tinha, não tinha um dia que eu não fosse xingado. Aí eu volto pra Brasília e brinco que agora até o som da buzina mudou. Antigamente era uma buzina com um xingamento, virou um ‘vamo lá, campeão’”, explicou.

    Mais do que o resultado, o momento simboliza uma virada pessoal. O reconhecimento nas ruas e o apoio vindo de todos os lados passaram a representar uma conquista tão importante quanto qualquer medalha. “Até esse dia. Hoje. Ver essa galera em Brasília é um sonho realizado. Eu sempre falei que essa é a medalha que eu tenho que não está nas prateleiras: poder marchar tranquilo nas ruas”, citou.

    Um peso a menos

    O bronze conquistado em casa encerra uma jornada marcada por pressão e expectativa, mas também abre espaço para um novo capítulo na carreira do atleta. Mais leve, como ele próprio definiu, Caio Bonfim deixa a prova com a sensação de missão cumprida.

    Entre passado difícil, presente histórico e reconhecimento popular, a caminhada do brasiliense ganhou um significado ainda maior daqueles que não cabem apenas no pódio.

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  • Brasil faz história em Brasília e conquista bronze no Mundial de Marcha

    Brasil faz história em Brasília e conquista bronze no Mundial de Marcha

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    Um feito histórico diante da torcida marcou o atletismo brasileiro neste fim de semana. O Brasil conquistou a medalha de bronze por equipes no Mundial de Marcha Atlética, realizado neste domingo (12/4), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, alcançando o primeiro pódio da história do país na competição.

    A campanha brasileira foi construída com consistência e resistência ao longo da prova. Viviane Lyra terminou na quinta colocação, enquanto Gabriela de Sousa ficou em 11º lugar e Mayara Luize Vincentainer cruzou a linha de chegada na 12ª posição, resultados que garantiram o bronze na classificação por equipes.

    Outras brasileiras também participaram da prova, como Elianay Pereira e Thaissa Gabrielle Santos, mas o regulamento considera apenas as três melhores atletas de cada país para a pontuação final. O desempenho coletivo foi determinante para colocar o Brasil no pódio em uma disputa de alto nível técnico.

    “Essa conquista mostra que temos muito potencial para a marcha atlética por todo o Brasil, tanto nas categorias de alto rendimento quanto nas de base. Tudo isso é fruto de um grande investimento, sou muito grata ao Comitê Olímpico do Brasil por todo o investimento que vem sendo feito. Eu faço parte do Time Rio e esse suporte que eu tenho recebido tem feito toda a diferença na minha carreira”, comemorou Viviane.

    A prova teve domínio do Equador, que ficou com o ouro tanto no individual quanto por equipes, liderado por Paula Torres. A Itália completou o pódio com a medalha de prata, após também colocar múltiplas atletas entre as primeiras colocadas.

    Prova de alto nível

    A disputa foi marcada por ritmo forte desde o início, com Paula Torres assumindo a liderança logo nos primeiros quilômetros e abrindo vantagem significativa sobre o pelotão. A equatoriana manteve consistência ao longo do percurso e confirmou a vitória com uma das melhores marcas já registradas na distância.

    Entre as brasileiras, Viviane Lyra chegou a integrar o grupo perseguidor durante a prova e brigou pelas primeiras posições, sustentando desempenho competitivo até o fim. A presença constante entre as líderes foi fundamental para a pontuação do Brasil na classificação geral.

    O resultado em Brasília simboliza um avanço importante da marcha atlética nacional, que passa a figurar entre as potências da modalidade em nível mundial. O bronze por equipes reforça o crescimento do país na prova e valoriza o trabalho desenvolvido com as atletas.

    Diante do público local e em um cenário emblemático como a Esplanada dos Ministérios, o Brasil transformou o Mundial de Marcha em um marco histórico, consolidando uma conquista inédita e ampliando a presença no cenário internacional da modalidade.

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  • Casa dos pais de MC Gui pega fogo, deixa carros destruídos e causa tensão em São Paulo

    Casa dos pais de MC Gui pega fogo, deixa carros destruídos e causa tensão em São Paulo

    O incêndio começou por volta das 7h, na casa da família, localizada na Zona Leste de São Paulo

    A casa dos pais do cantor MC Gui foi atingida por um incêndio na manhã deste domingo (12/4), na Zona Leste de São Paulo. O pai do funkeiro, Rogério da Silva Alves, relatou momentos de desespero. Segundo ele, o fogo começou na garagem do imóvel e destruiu parte dos bens, incluindo carros. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele afirmou que perdeu tudo, sofreu queimaduras e conseguiu salvar apenas o macaco de estimação a tempo.

    Veja!

    “Ai Deus, por que isso? Olha minha casa. Ô Deus. Por que isso, Deus? Não estou acreditando, meu pai. Senhor Jesus. Ô meu Pai”, lamentou o pai do artista nas redes sociais.

    As fortes cenas do incidente, compartilhadas por Rogério, mostram a fumaça saindo pela garagem, além das labaredas de fogo. “Senhor, tenha misericórdia. Acabou com toda a minha casinha. Perdi tudo. Olha minha casinha como está, debaixo de fogo. Mas eu consegui tirar o meu filho, meu macaquinho. Eu me queimei todo. Tô todo queimado. Ai Deus, me ajuda”, compartilhou.

    Segundo relato, o incêndio começou por volta das 7h na garagem do imóvel na Rua Antúrios, Vila Formosa, Zona Leste. O Corpo de Bombeiros enviou quatro viaturas ao local para apagar as chamas. As causas e circunstâncias do fogo ainda sendo investigadas pelas autoridades.

    Além de Rogério da Silva, Claudia Baronesa, mãe do MC, também se encontrava no imóvel na hora do incêndio. Após o fogo ser apagado pelo Corpo de Bombeiros, o funkeiro surgiu ao lados pais para tranquilizar os fãs e garantiu que os danos foram apenas materiais e todos estão bem.

  • Caio Bonfim brilha em casa e sobe ao pódio no Mundial de Marcha

    Caio Bonfim brilha em casa e sobe ao pódio no Mundial de Marcha

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    Passos firmes, respiração no limite e a capital inteira acompanhando cada metro percorrido. O brasiliense Caio Bonfim transformou as ruas de Brasília em palco de superação e conquistou a medalha de bronze no Mundial de Marcha Atlética, neste domingo (12/4), diante de um público responsável por empurrar o atleta até o pódio.

    Natural de Sobradinho e medalhista olímpico nos Jogos de Paris-2024, o marchador viveu uma prova intensa e carregada de simbolismo. Em um percurso montado na Esplanada dos Ministérios, Caio não apenas competiu. Ele conduziu o ritmo, ditou o passo e manteve o Brasil no topo da disputa durante boa parte da corrida.

    Desde os primeiros quilômetros, o brasiliense apareceu entre os protagonistas. Aos cinco, liderava um pelotão numeroso, mostrando controle e confiança. Ao longo da prova, mesmo com a pressão de nomes fortes do cenário internacional, manteve presença constante entre os primeiros colocados, sustentando o ritmo em uma disputa marcada pelo equilíbrio.

    A corrida ganhou contornos dramáticos nos quilômetros finais. Já entre os líderes, Caio integrou o grupo decisivo ao lado do italiano Francesco Fortunato e do etíope Misgana Wakuma. O trio se destacou do restante do pelotão e levou a definição da prova para um duelo direto, metro a metro.

    Leia mais: Brasil faz história em Brasília e conquista bronze no Mundial de Marcha

    Sprint final e emoção

    Na reta decisiva, Fortunato encontrou uma arrancada forte e abriu vantagem nos instantes finais. Wakuma resistiu e ficou com a prata, enquanto Caio Bonfim cruzou a linha de chegada na terceira posição, com o tempo de 1h27min36s, garantindo o bronze e levando a torcida brasiliense ao delírio.

    O resultado coloca o nome do atleta entre os grandes da história recente da marcha atlética e reforça o protagonismo do Brasil na modalidade. Competindo em casa, Caio transformou cada passo em conexão com o público, em uma performance marcada por entrega e regularidade.

    A medalha também simboliza além de um lugar no pódio. Representa a força de um atleta que cresceu no Distrito Federal, construiu trajetória sólida e, agora, celebra uma conquista mundial diante da própria gente, em um cenário carregado de significado.

    Entre aplausos, bandeiras e emoção, Caio Bonfim escreveu mais um capítulo especial da carreira. Em Brasília, o passo virou história e o bronze ganhou brilho de ouro para quem acompanhou de perto.

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  • Educação em tempo integral amplia oportunidades de aprendizagem para estudantes da rede pública do DF

    Educação em tempo integral amplia oportunidades de aprendizagem para estudantes da rede pública do DF

    Educação em tempo integral amplia oportunidades de aprendizagem para estudantes da rede pública do DF Crescimento de matrículas e expansão d…


    Educação em tempo integral amplia oportunidades de aprendizagem para estudantes da rede pública do DF
    Crescimento de matrículas e expansão das atividades pedagógicas reforçam a consolidação da política pública na capital federal

    A educação em tempo integral segue em expansão no Distrito Federal. De acordo com dados do Censo Escolar, produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o total de estudantes atendidos nessa modalidade na rede pública direta e conveniada passou de cerca de 46,7 mil, em 2019, para 51,2 mil, em 2024 — um aumento de 4,5 mil estudantes, o que representa crescimento de 9,7%.

    Segundo a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral da Secretaria de Educação (SEEDF), Vera Lucia Barros, a ampliação da jornada escolar entre 2019 e 2024 é fruto de um processo contínuo de fortalecimento da política pública. “Esse resultado expressa o esforço do GDF para ampliar o acesso à jornada ampliada e assegurar que mais crianças e jovens tenham oportunidades educativas integradas e de qualidade”, declara.

    Dados de 2024 apontam que 26,7 mil estudantes da educação infantil estão matriculados em período integral da rede pública de ensino do Distrito Federal | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Os dados mostram a presença da modalidade em diferentes etapas de ensino. Em 2019, do total de matrículas em tempo integral, cerca de 21 mil estavam na educação infantil, 22,6 mil no ensino fundamental e 1,7 mil no ensino médio. Havia ainda 888 matrículas na educação profissional, 107 na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 239 na educação especial. Em 2024, a ampliação foi registrada principalmente na educação infantil, que passou a contar com 26,7 mil estudantes. O ensino fundamental registrou 20,7 mil matrículas, e o ensino médio chegou a 2,2 mil. Também houve crescimento na educação profissional, que passou para 1.395 matrículas.

    Já em 2025, foram investidos mais de R$ 15,5 milhões em ações de manutenção das unidades atendidas pelo Programa Escola em Tempo Integral (Peti) e pelo Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (Emti), além de cerca de R$ 7 milhões aplicados na aquisição de equipamentos tecnológicos. Os investimentos fazem parte do Peti, instituído pela Lei nº 14.640/2023, que prevê assistência técnica e financeira da União para a criação e ampliação de matrículas nessa modalidade.

    Na educação integral, os alunos recebem cinco refeições diárias: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar​

    Impacto real

    Na prática, a política se reflete no cotidiano dos alunos, como na Escola Classe Santa Helena, localizada em Sobradinho, onde todas as turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental funcionam em jornada ampliada. A unidade atende 132 estudantes, que permanecem na escola das 7h30 às 17h30, com dez horas diárias de atividades pedagógicas e formativas.

    Além das disciplinas do currículo regular, os estudantes participam de projetos voltados para matemática, língua portuguesa, cidadania, tecnologia, meio ambiente, ciência e saúde. Também fazem parte da rotina atividades culturais, esportivas, artísticas e práticas de desenvolvimento motor. Os alunos contam, ainda, com acompanhamento alimentar ao longo do dia, com cinco refeições: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar — o que garante segurança alimentar e apoio às famílias em situação de vulnerabilidade social.
    O modelo influencia positivamente na rotina de famílias como a da dona de casa Sandra Batista dos Santos, 42 anos, mãe solo de três filhos. Entre eles está a filha de 7 anos, Jennifer Vitória, que estuda na Escola Santa Helena. Para a mãe, a escola oferece segurança e um apoio fundamental no cuidado com a menina, que tem cardiopatia.
    “Eu me sinto totalmente segura. Desde o primeiro dia fui bem acolhida pela equipe da escola, procuraram conhecer nossas necessidades, me sinto muito amparada. Minha filha recebe todas as refeições, é muito bem cuidada. A rotina da escola ajudou muito no meu dia a dia e no dela em casa. Mesmo no fim de semana, ela mantém os hábitos saudáveis que aprendeu na escola. Saber que é um serviço público com essa qualidade é maravilhoso”. A pequena Jennifer confirma: “Eu gosto de tudo, acho a escola excelente, os cuidados são ótimos e as professoras ensinam muito bem. Antes eu não sabia ler nem escrever, mas agora já estou sabendo”, comemora.

    Sandra Batista dos Santos, dona de casa: “Eu me sinto totalmente segura. Desde o primeiro dia fui bem acolhida pela equipe da escola, procuraram conhecer nossas necessidades, me sinto muito amparada. Minha filha recebe todas as refeições, é muito bem cuidada”

    Desenvolvimento pedagógico

    Segundo a diretora da unidade, Isabel Cristina dos Reis de Souza, a educação integral tem impacto direto no desenvolvimento pedagógico e social de comunidades em situação de extrema vulnerabilidade econômica, como crianças de assentamentos e acampamentos. “A educação integral é um diferencial para essas famílias. As crianças ficam dez horas na escola, fazem cinco refeições e recebem uma educação de qualidade. Conseguimos criar vínculos muito fortes com os estudantes e com as famílias. Nossa escola teve um dos melhores Índices de Desenvolvimento da Educação (Ideb) de Sobradinho, e isso mostra como a educação integral contribui para o desenvolvimento das crianças”, afirma.

    A Escola Classe Santa Helena, como muitas unidades integrais no DF, também desenvolve atividades esportivas por meio de projetos como ciclismo e basquete, que trabalham coordenação motora, integração entre os estudantes e valores de convivência.

    O professor de basquete do Centro de Iniciação Desportiva (CID), Demetrius Lopes, ressalta que a atividade física ministrada na unidade complementa esse trabalho ao incentivar a convivência e o espírito coletivo entre os estudantes. “É um esporte de equipe, então busca trabalhar também a socialização dos meninos, os conceitos básicos de movimentação, lateralidade, capacidade física e, principalmente, essa parte de integração entre eles”, observa.

    Demetrius Lopes, professor de basquete: “É um esporte de equipe, então busca trabalhar também a socialização dos meninos, os conceitos básicos de movimentação, lateralidade, capacidade física e, principalmente, essa parte de integração entre eles”

    Já o professor de ciclismo do CID, Alex Acosta, destaca o potencial inclusivo da modalidade: “Todo esporte tem o seu momento competitivo, e às vezes os menos habilidosos eram os mais empolgados. Então cada modalidade pode agregar mais”.

    Para o psicólogo e vice-diretor da escola, Thiago Lacerda Guimarães, a permanência ampliada permite diversificar as experiências educacionais, fortalecer o convívio entre os estudantes e ampliar as oportunidades de desenvolvimento. “Atendemos uma comunidade bastante diversa: temos crianças de alto padrão e crianças com grande dificuldade social, moradores de acampamentos e áreas rurais. Aqui, essas realidades convivem juntas, então a escola atende todos os públicos para oferecer a melhor qualidade de ensino na rede pública, durante as dez horas por dia que as crianças ficam conosco — um tempo que amplia as vivências e as oportunidades de aprendizagem”, reforça.

    Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

  • Agricultura familiar ganha espaço na rede pública de ensino e movimenta quase R$ 184 milhões no DF

    Agricultura familiar ganha espaço na rede pública de ensino e movimenta quase R$ 184 milhões no DF

    Agricultura familiar ganha espaço na rede pública de ensino e movimenta quase R$ 184 milhões no DF Investimento crescente amplia participaçã…


    Agricultura familiar ganha espaço na rede pública de ensino e movimenta quase R$ 184 milhões no DF
    Investimento crescente amplia participação de produtores locais, diversifica produtos e garante abastecimento de escolas e programas sociais
    O Governo do Distrito Federal (GDF) movimentou R$ 183,9 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar entre 2019 e 2025. Ao todo, quase 10 mil produtores participaram das aquisições, que abastecem principalmente a rede pública de ensino e ações de segurança alimentar. A política é executada por diversos programas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), responsável pela maior parte dos recursos.

    Somente pelo Pnae, foram R$ 125 milhões investidos no período, com crescimento contínuo a partir de 2022. O volume é reforçado por aportes locais, que chegam a superar em até sete vezes os repasses federais em alguns anos. O aumento da demanda tem ampliado a participação de produtores e incentivado a diversificação da produção.

    Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões. Em 2024, a lógica se repetiu: R$ 62,7 milhões vieram do governo federal, frente a R$ 112,4 milhões de recursos distritais. Na prática, isso evidencia a prioridade orçamentária dada à alimentação escolar e amplia significativamente a capacidade de compra de alimentos da agricultura familiar.

    Outras iniciativas também contribuem para o fortalecimento do setor. O Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF) movimentou R$ 44 milhões e adquiriu mais de 9,6 milhões de quilos de alimentos, com a participação de mais de 3,3 mil agricultores. Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/TA) somou R$ 14,8 milhões e envolveu 2,2 mil produtores, com destaque para os produtos orgânicos, que representaram cerca de 39,4% do valor total.Além de hortifrútis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    No caso do Papa-DF e do Pnae, a comercialização ocorre principalmente por meio de associações e cooperativas, o que fortalece a organização coletiva e amplia a capacidade de atendimento às demandas públicas. Já no PAA/TA, as compras são feitas diretamente com os produtores, permitindo maior inclusão de agricultores que ainda não estão vinculados a organizações formais.

    As aquisições são articuladas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com participação direta de órgãos como a Secretaria de Educação, responsável pela alimentação escolar, e a Secretaria de Desenvolvimento Social, que direciona os alimentos para programas de segurança alimentar e assistência social. Outros equipamentos públicos também podem ser atendidos, como o Zoológico de Brasília.

    O secretário de Agricultura, Rafael Bueno, afirmou que os programas de compras governamentais são estratégicos para dar estabilidade à agricultura familiar no DF. Segundo ele, a política reduz os impactos das oscilações de mercado, garante previsibilidade de renda e permite planejamento da produção, além de viabilizar investimentos e ampliar a competitividade dos produtores quando parte da produção é destinada aos mercados tradicionais, seja atacadista ou varejista.
    “Os programas de compra governamental são fundamentais e têm impulsionado a agropecuária no Distrito Federal, em especial a familiar. Por um lado, há o ganho do produtor familiar, por outro, há um alimento de qualidade produzido no DF e fornecido às comunidades locais”, declarou o chefe da pasta.

    Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Além de hortifrutis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado. A inclusão desses produtos amplia as cadeias produtivas atendidas e gera novas oportunidades de renda no campo. A previsão é de ampliação desse mercado, com aquisição mensal de filé de tilápia a partir de 2026.

    A mudança na prática

    Na Comunidade da Lagoinha, localizada no Núcleo Rural Rio Preto, em Planaltina, o produtor Ivan Engler, 49, acompanhou de perto essa transformação. Há mais de quatro décadas na atividade rural, ele fornece alimentos para a merenda escolar desde 2012 e hoje entrega cerca de 10 toneladas de hortifrútis, como cenoura, beterraba, mandioca, banana e tangerina. Bases alimentares como flocão, feijão e milho também saem da pequena propriedade para as salas de aula.

    Segundo o produtor, o acesso aos programas públicos trouxe estabilidade financeira e reduziu a dependência de intermediários. Ele também destaca o apoio técnico e estrutural recebido, que permitiu ampliar a produção e diversificar as atividades na propriedade, incluindo a criação de peixes.

    “O Pnae mudou nossa realidade. O mais importante é a segurança, saber que tenho uma venda garantida toda semana, com preço justo, e que faz com que cerca de 50% da minha renda já esteja assegurada. Antes, a gente dependia de intermediários comerciais e não tinha controle sobre o valor da produção. Hoje, conseguimos planejar, investir e crescer”, afirma.

    Além disso, o produtor ressalta a qualidade dos produtos colhidos e entregues frescos nas escolas. “A gente capricha porque sabe que são os nossos filhos que estão consumindo. Esse programa também ajudou a organizar os produtores, fortalecer cooperativas e mostrar que a agricultura familiar tem capacidade de atender grandes demandas com qualidade e profissionalismo”, observa.

    As mudanças no perfil das compras públicas também impactaram a organização do setor. O aumento da demanda incentivou a criação e fortalecimento de cooperativas, ampliando a capacidade dos produtores de atender contratos e acessar novos mercados.

    Com alimentos colhidos e distribuídos em curto intervalo de tempo, a produção local garante maior frescor e qualidade aos produtos entregues nas escolas, devido à proximidade entre campo e consumo. Esse modelo também reduz perdas logísticas, estimula a produção regional e mantém a renda circulando dentro do próprio Distrito Federal, fortalecendo a economia rural.

    Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

  • Semana na TV: Luis Roberto fora da Copa e demissão de Carolina Ferraz na Record

    Semana na TV: Luis Roberto fora da Copa e demissão de Carolina Ferraz na Record

    O portal LeoDias preparou o giro semanal da televisão com as notícias mais quentes, incluindo novidades infantis na Gazeta

    O portal LeoDias preparou mais um resumão com tudo o que você precisa saber sobre o que aconteceu na Semana na TV. Danças das cadeiras, sustos nos corredores, novos rumos das emissoras e outras novidades surpreenderam o público entre 6 e 10 de abril.

    A seguir, confira o que bombou na telinha:

    Veja as fotos

    Celso FreitasCrédito: Reprodução Record

    Crédito: Reprodução Instagram

    Luís RobertoCrédito: Reprodução Instagram

    Crédito: Fábio Braga / Pivô Audiovisual

    Letícia Vieira, Dan Ferreira, Geórgia Lee, Gabriel Kim, Letícia Sabatella e Reynaldo GianecchiniCrédito: Fábio Braga / Pivô Audiovisual

    Crédito: Reprodução/Instagram @carolinaferraz

    Carolina FerrazCrédito: Reprodução/Instagram @carolinaferraz

    Crédito: Reprodução/SBT

    Luiz BacciCrédito: Reprodução/SBT

    Crédito: Divulgação TV Gazeta

    “Gazetinha”Crédito: Divulgação TV Gazeta


    Desfalque de peso

    A cobertura do Mundial de seleções deste ano, sediado na América do Norte, não contará com o principal narrador da Globo. Luis Roberto precisou se afastar das transmissões para focar exclusivamente em sua saúde. Durante exames de rotina, os médicos detectaram uma neoplasia na região cervical do jornalista. Para evitar que o quadro se agrave e evolua para um tumor, ele passará por tratamento.

    Susto na bancada

    Se você estranhou o sumiço de Celso Freitas do comando do “SBT News” pouco antes do último feriado, o motivo foi delicado. Segundo informações do Notícias da TV, aos 72 anos, o âncora precisou correr para o centro cirúrgico para retirar o apêndice. O afastamento às pressas pegou toda a equipe de jornalismo de surpresa, mas o veterano já se recupera bem.

    Dança das cadeiras

    O que era apenas um boato de bastidor se concretizou: Carolina Ferraz está fora do “Domingo Espetacular”, da Record. Após um longo período negando os rumores, a emissora oficializou o fim do contrato da apresentadora, que estava no dominical desde 2020. O movimento faz parte de uma reestruturação de formato e contenção de despesas no jornalismo. Quem assume a vaga em definitivo, agora, é Camila Busnello.

    Galã de volta

    De acordo com o colunista Flávio Ricco, do portal LeoDias, os fãs de Reynaldo Gianecchini já podem comemorar o retorno do galã. O ator foi escalado para estrelar a nova série original do Globoplay, “Tramas Cruzadas”, que mergulha fundo nos bastidores e polêmicas do mundo da moda. A superprodução também conta com Letícia Sabatella no elenco e as gravações começarão já na próxima segunda-feira (13/4).

    Fim da linha

    A grade do SBT perde mais uma atração. O programa “Alô Você”, criado sob medida para Luiz Bacci, exibiu seu último episódio. Desde que o apresentador deixou o projeto oficialmente no fim de janeiro, a atração tentou sobreviver com trocas de horários, mas continuou amargando baixos índices de audiência.

    Aposta no público infantil

    Nadando contra a correnteza das outras redes de TV aberta, a Gazeta decidiu abrir espaço para os pequenos. A partir do dia 19 de abril, as manhãs de domingo (das 8h às 9h) serão ocupadas pela faixa “Gazetinha”. O trunfo da emissora paulista para conquistar as crianças de hoje (e os espectadores de amanhã) é a exibição do sucesso “3 Palavrinhas”, projeto repleto de músicas e animações.

  • “Não é estação final”: presidente, Stepan Nercessian celebra fase do Retiro dos Artistas

    “Não é estação final”: presidente, Stepan Nercessian celebra fase do Retiro dos Artistas

    O ator destacou a mudança de paradigma da instituição de acolhimento para artistas em situação de vulnerabilidade

    O ator Stepan Nercessian, presidente do Retiro dos Artistas, comentou sobre como o panorama do local mudou ao longo dos últimos anos. De acordo com ele, a instituição, antes sinônimo de ofensa por receber veteranos em situação de vulnerabilidade, passou a representar cuidado e bem-estar. O artista acredita que o primeiro passo de mudança foi recuperar a autoestima dos residentes.

    Em entrevista ao podcast “Vozes do Retiro”, ele explicou: “Assim que cheguei, estava em uma situação caótica. Tinha consciência de que a primeira coisa a fazer era recuperar a autoestima de quem estava ali. Fiz todo um trabalho de limpeza, de deixar tudo arrumado. O meio ambiente influencia completamente a vida das pessoas […] Cansei de repetir que aqui não é um depósito de gente, nem a estação final da carreira de ninguém”.

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    Stepan Nercessian é Chatô e Sylvia Massari é Dona JaneteDivulgação

    Reprodução/Instagram/@retirodosartistas.org.br

    Placa com nome da atriz Marieta Severo no Retiro dos ArtistasReprodução/Instagram/@retirodosartistas.org.br

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    Natal solidário emociona moradores do Retiro dos Artistas com presentes e ceiaReprodução / @retirodosartistas.org.br

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    Campanha de Natal do Retiro dos ArtistasFoto/Instagram

    Reprodução / @retirodosartistas.org.br

    Natal solidário emociona moradores do Retiro dos Artistas com presentes e ceiaReprodução / @retirodosartistas.org.br

    Reprodução / @retirodosartistas.org.br

    Natal solidário emociona moradores do Retiro dos Artistas com presentes e ceiaReprodução / @retirodosartistas.org.br

    Reprodução/Instagram/@retirodosartistas.org.br

    Marieta Severo e Cida Cabral, administradora do Retiro dos ArtistasReprodução/Instagram/@retirodosartistas.org.br

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    “Tinha todo esse karma. O retiro carregava essa fama”, continuou Stepan, que citou a ajuda de Dercy Gonçalves: “Ela falava assim: ‘No meu tempo de jovem, quando a gente queria jogar praga em alguém, falava: ‘Ah, você vai terminar os seus dias no Retiro dos Artistas’. Ela própria dizia que “hoje, quando você deseja o bem para alguém, fala: ‘Tomara que termine os dias lá’”. era incansável e repetia isso sempre”.

    Atualmente, o centro cultural do Retiro dos Artista leva o nome de Dercy: “Além de ser uma querida amiga, de quem tenho muita saudade”, completou o ator, que acrescentou outros exemplos: “Brinco que até o Alzheimer de lá é diferente porque as pessoas não param de sonhar. A Yolanda, que é uma mulher maravilhosa e uma artista sensacional, terminou a vida toda com a gente”.

    “Ela ficou cega e delirava, mas o delírio dela era teatral, artístico. Lembro de uma cena em que eu chegava e ela dizia: ‘Vai, desce devagar, passo a passo, porque essa escadaria rosa está linda com essa iluminação’. Não se deve parar de sonhar em hora nenhuma”, contou Stepan Nercessian.

  • Vicente Luque finaliza Kelvin Gastelum em estreia no peso médio

    Vicente Luque finaliza Kelvin Gastelum em estreia no peso médio

    O duelo marcou a estreia do atleta brasileiro, que comanda parte do camp na Cerrado MMA, e foi realizado como a segunda luta do card preliminar do UFC 327. Com o triunfo, Luque quebra a sequência de duas derrotas consecutivas.

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    Noite de trabalho rápida para Vicente Luque em Miami. Em duelo realizado no card do UFC 327, evento sediado na Kaseya Center, em Miami, Flórida, Luque e Kelvin Gastelum se enfrentaram na segunda luta do card preliminar da noite, fator que escancarava a baixa expectativa da organização para o confronto entre os dois medalhões. Todavia, dentro do octógono, Luque não tomou conhecimento do desafio e finalizou o rival ainda no primeiro round.

    Dentro do octógono, as duas grandes perguntas que pairavam sobre o confronto foram rapidamente respondidas: a condição física de Gastelum e a adaptação de Vicente Luque aos 84 kg. Nas primeiras interações na luta em pé, Luque se mostrou arisco, enquanto Gastelum apresentava clara defasagem de velocidade em relação ao rival. Assim, em uma demonstração de velocidade e técnica, Vicente aplicou um cruzado de esquerda e derrubou o adversário. Tonto com o golpe, Gastelum não conseguiu se defender do triângulo de mão, especialidade de Luque, e acabou finalizado.

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    Além do desafio de estrear em nova categoria de peso, outro fator motivava a desconfiança em torno do nome de Vicente Luque. Desde o confronto diante de Geoff Neal, em agosto de 2022, quando foi nocauteado e sofreu dano cerebral devido ao trauma, o atleta, que comanda parte do camp na Cerrado MMA, acumulava mais lutas canceladas do que realizadas no UFC: cinco embates cancelados e quatro disputados.

    Dentre os quatro confrontos realizados antes do duelo diante de Gastelum, Luque foi derrotado nas duas últimas aparições no octógono. Nas ocasiões, o lutador brasileiro foi finalizado por Kelvin Holland e derrotado por Joel Alvarez via decisão. Apesar de interromper a sequência negativa com uma vitória dominante no primeiro round, Luque deve enfrentar outro combatente não ranqueado na próxima rodada.

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  • Brasília Vôlei perde para o Montes Claros e dá adeus ao acesso na Superliga

    Brasília Vôlei perde para o Montes Claros e dá adeus ao acesso na Superliga

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    O sonho do acesso terminou em solo mineiro após uma noite de pressão adversária e dificuldade na imposição do ritmo. O Brasília Vôlei foi derrotado pelo Montes Claros Vôlei por 3 sets a 0, neste sábado (11/4), em Montes Claros, no terceiro jogo da semifinal da Superliga Masculina B, e deu adeus à vaga na primeira divisão do vôlei nacional. A série ficou em 2 a 1 para os adversários.

    A partida decisiva colocou frente a frente duas equipes em busca da final e do acesso, mas o time da casa conseguiu transformar o apoio da torcida em vantagem dentro de quadra. Com atuação consistente desde o início, o Montes Claros controlou os momentos-chave e não permitiu reação efetiva do adversário candango.

    O primeiro set mostrou domínio amplo dos mineiros. Embalado pela torcida, o Montes Claros pressionou no saque e dificultou a construção ofensiva do Brasília, abrindo vantagem confortável ao longo da parcial e fechando em 25/15, com diferença significativa no placar.

    No segundo set, o Brasília Vôlei apresentou reação e equilibrou as ações. A disputa seguiu ponto a ponto, com maior intensidade defensiva e melhor organização ofensiva do time candango, mas, nos momentos finais, o Montes Claros voltou a ser mais eficiente e fechou em 25/22.

    O terceiro set manteve o equilíbrio em quadra, com o Brasília tentando pressionar e evitar o desfecho negativo. Mesmo com boa resistência e disputa intensa em cada ponto, o Montes Claros conseguiu manter a consistência, aproveitou melhor as oportunidades e fechou a parcial em 25/21.

    Com o resultado, o time mineiro fecha a série semifinal e garante vaga na decisão, além do acesso à elite do vôlei nacional. Já o Brasília Vôlei encerra a campanha na Superliga B após uma trajetória competitiva, mas sem conseguir alcançar o objetivo principal da temporada.

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