Dia: 9 de abril de 2026

  • JULIO CESAR RIBEIRO Deputado Federal por Brasília “Criei o Compete Brasília com um propósito muito claro: abrir caminhos para quem já tem talento, mas precisa de oportunidade”

    JULIO CESAR RIBEIRO Deputado Federal por Brasília “Criei o Compete Brasília com um propósito muito claro: abrir caminhos para quem já tem talento, mas precisa de oportunidade”

    O deputado federal Júlio Cesar Ribeiro tem se destacado ao incentivar o esporte no Distrito Federal por meio do programa Compete Brasília….


    O deputado federal Júlio Cesar Ribeiro tem se destacado ao incentivar o esporte no Distrito Federal por meio do programa Compete Brasília.”Criei o Compete Brasília com um propósito muito claro: abrir caminhos para quem já tem talento, mas precisa de oportunidade” destacou.

    O Programa Compete Brasília tem como objetivo incentivar a participação de atletas e paratletas de alto rendimento das mais diversas modalidades em campeonatos nacionais e internacionais, por meio da concessão de transporte aéreo (destinos nacionais e/ou internacionais) e/ou transporte terrestre (destinos nacionais).

    A documentação deve ser apresentada ao protocolo desta Secretaria com prazo máximo de 40 dias antes da data prevista para o início de competição nacional e máximo de 60 dias antes do início de competição internacional (conforme Portaria nº 1, da Secretaria de Esporte e Lazer, publicada no Diário Oficial do DF do dia 18/02/2019, página 30).
    LEI Nº 5.797, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2016 (Autoria do Projeto: Deputado Julio César)

    Apoiado pelo Compete Brasília, Caio Bonfim garante índice para os Jogos de Paris 2024.







    Com o projeto, esportistas brasilienses vêm recebendo apoio para participar de eventos internacionais, levando o nome do DF para outros países e ganhando visibilidade no cenário esportivo global.

    A proposta reforça a ideia de que o Distrito Federal possui grande potencial esportivo, precisando apenas de incentivo e investimento para que seus atletas possam se desenvolver e conquistar espaço no mundo.


    Da redação do Portal de Notícais

  • Comissão debate prioridades na área de direitos humanos; participe – Notícias

    Comissão debate prioridades na área de direitos humanos; participe – Notícias

    09/04/2026 – 07:47  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Alice Portugal propôs a realização do evento

    A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados realiza nesta quinta-feira (9) a Jornada de Direitos Humanos 2026.

    O debate foi solicitado pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) e vai reunir representações da sociedade civil, movimentos sociais e agentes públicos que atuam na área. O objetivo é construir uma agenda de prioridades comuns.

    “O evento serve para orientar as atividades do colegiado durante o ano, mantendo a tradição do diálogo aberto com a sociedade civil organizada e a oitiva dos grupos que atuam no setor”, afirma.

    A reunião será realizada no plenário 9, às 9 horas.

    Da Redação – MO

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CAS aprova programa de reinserção de idosos no mercado de trabalho no DF

    CAS aprova programa de reinserção de idosos no mercado de trabalho no DF

    CAS aprova programa de reinserção de idosos no mercado de trabalho no DF

    Comissão também deu aval a mudanças no Fundo do Idoso e a regras de monitoramento de segurança em instituições

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta quarta-feira (8), o Projeto de Lei nº 1157/2024, que institui o Programa de Reinserção Produtiva de Pessoas Idosas no Mercado de Trabalho. A proposta é de autoria do deputado Robério Negreiros (Podemos) e tem como objetivo estimular a participação ativa de pessoas com 60 anos ou mais em atividades produtivas, remuneradas ou não.

     

    Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

    “O preconceito da idade, a falta de oportunidades adaptadas às suas condições e a escassez de políticas públicas voltadas para esse segmento são barreiras que precisam ser superadas”, ressaltou Negreiros na justificativa da proposta.

    O texto prevê a adoção de um conjunto de políticas públicas voltadas à intermediação de vagas, capacitação profissional, combate ao preconceito etário e adequação das oportunidades às condições físicas, intelectuais e psíquicas dos idosos. Entre as medidas, está a criação de um Banco de Oportunidades para Pessoas Idosas, integrado ao Sistema Nacional de Emprego (Sine) e gerido pelo Poder Executivo.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    Além desse projeto, a comissão também aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 1/2023, de autoria do deputado Gabriel Magno (PT), que altera a legislação do Fundo dos Direitos do Idoso.

    A proposta permite que determinadas receitas, como doações com dedução no imposto de renda, sejam contabilizadas como recursos de outras fontes, o que pode facilitar a execução orçamentária e ampliar o alcance das políticas públicas voltadas à população idosa no DF. Para o parlamentar, a proposta vai “otimizar o investimento na política pública do idoso no DF”.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    Outro texto aprovado foi o Projeto de Lei nº 74/2023, apresentado pela deputada Jaqueline Silva (MDB). A matéria altera a Lei nº 6.619/2020 para reforçar a obrigatoriedade de instalação de câmeras de monitoramento em asilos, casas de repouso e clínicas que abrigam pessoas idosas, além de creches públicas e privadas.

    O projeto estabelece regras para o armazenamento das imagens e restringe o acesso aos registros, permitindo a visualização apenas por responsáveis legais ou mediante solicitação de autoridade policial.

    A parlamentar explica que as gravações das câmeras de monitoramento trarão “maior segurança para idosos e crianças e poderão ser usadas como provas em casos de ações judiciais”.

    As três propostas avançaram na CAS com votos favoráveis dos deputados Max Maciel (PSOL), Rogério Morro da Cruz (PSD) e Martins Machado (Republicanos). Com a aprovação no colegiado, os projetos seguem agora para análise nas demais comissões da Casa antes de serem apreciados pelo plenário da CLDF.

    Agência CLDF de Notícias

  • Política de saúde visual infantil é aprovada na Comissão de Assuntos Sociais

    Política de saúde visual infantil é aprovada na Comissão de Assuntos Sociais

    Política de saúde visual infantil é aprovada na Comissão de Assuntos Sociais

    Os integrantes da CAS aprovaram também projeto que estabelece diretrizes para a transparência dos dados dos serviços de saúde no DF

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, na manhã desta quarta-feira (8), a criação da Política de Promoção da Saúde Visual na Infância (PPSVI), que estabelece ações voltadas à prevenção de doenças e o cuidado ocular de crianças matriculadas no ensino fundamental, nas redes pública e privada. A iniciativa é do presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), que apresentou o Projeto de Lei 1811/2025, e tem como foco estudantes do 1º ao 5º ano, faixa etária considerada estratégica para o diagnóstico precoce de deficiências visuais que podem comprometer o desenvolvimento cognitivo e educacional. 

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    Entre as diretrizes da nova política está a realização de triagens visuais e exames oftalmológicos anuais nas escolas públicas do Distrito Federal, preferencialmente, dentro do ambiente escolar. A medida prevê ainda o encaminhamento das crianças que apresentarem alterações na acuidade visual para acompanhamento especializado. 

    A PPSVI também estabelece a capacitação de profissionais da educação para identificar sinais iniciais de possíveis problemas de visão, além de campanhas periódicas de conscientização sobre a importância da saúde ocular na infância. 

    Na justificativa do projeto, o deputado Wellington Luiz destaca que a política de saúde visual determina que as ações sejam desenvolvidas de forma intersetorial, envolvendo as áreas de saúde, educação e assistência social. O PL estimula ainda a formação de parcerias com instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil para ampliar o alcance das iniciativas de promoção da saúde visual.

    Filas da rede de saúde na Internet

     

    Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

    Os integrantes da CAS, aprovaram também o Projeto de Lei nº 839/2023, de autoria da deputada Dayse Amarilio (PSB), que “estabelece diretrizes para a transparência dos dados relacionados aos serviços de saúde no âmbito do Distrito Federal”.

    Na prática, a proposta determina a criação de um painel eletrônico no site da Secretaria de Estado de Saúde para que o cidadão possa acompanhar diariamente a indicação de pacientes em listas de espera e na prioridade de atendimento. Além disso, deve ser divulgado o quantitativo total de medicamentos distribuídos, bem como de exames, consultas e cirurgias realizados.

    Agência CLDF de Notícias

  • Com Neymar fora, Santos sofre gol inusitado e estreia com derrota na Sul-Americana

    Com Neymar fora, Santos sofre gol inusitado e estreia com derrota na Sul-Americana

    A estreia do Santos na Copa Sul-Americana de 2026 foi marcada por volume ofensivo, chances desperdiçadas e um lance decisivo fora do padrão. No Estádio Alejandro Serrano Aguilar, no Equador, a equipe brasileira foi superada por 1 a 0 pelo Deportivo Cuenca após sofrer um gol originado em cobrança de escanteio fechada.

    ASSISTA AO ATUALIZA JÁ ESPORTE DE HOJE (08/04)

    Sem Neymar, preservado, e Gabriel Barbosa, em recuperação de lesão na coxa direita, o time entrou em campo com formação alternativa e presença de jovens. Ainda assim, iniciou o confronto com intensidade e criou as primeiras oportunidades. Christian Oliva arriscou de fora da área e exigiu defesa de Ferrero. Na sequência, Moisés invadiu a área pela esquerda e finalizou colocado, novamente parando no goleiro equatoriano.

    Veja as fotos

    Gustavo Henrique durante jogo entre Santos e Deprotivo CuencaReprodução/Fernando Machado/ AFP

    Foto: Raul Baretta/Santos FC

    CBF aprova postura de Neymar após jogador abrir mão do CarnavalFoto: Raul Baretta/Santos FC

    Raul Baretta/Santos

    Gabigol foi anunciado pelo Santos neste sábado (3/1).Raul Baretta/Santos


    O Santos manteve a pressão ao longo da primeira etapa. Rafael Gonzaga, em sua estreia como profissional, participou de jogadas ofensivas, e Gabriel Bontempo quase abriu o placar em finalização que passou próxima ao ângulo. Lautaro Díaz e Rony também levaram perigo em bolas aéreas, mas não conseguiram converter.

    O Deportivo Cuenca respondeu em transições e quase marcou em cruzamento rasteiro que atravessou toda a área. O confronto seguiu equilibrado em termos de oportunidades, mas com maior presença ofensiva da equipe brasileira.

    No segundo tempo, o cenário se repetiu. O Santos ocupou o campo de ataque e acumulou chances claras. Rollheiser finalizou com perigo após entrar na partida, e Bontempo acertou o travessão em chute da entrada da área. Mesmo com o controle das ações ofensivas, a equipe não conseguiu transformar o volume em gol.

    Aos 14 minutos, o lance que definiu o jogo. Mancinelli cobrou escanteio fechado, a bola tocou na trave e desviou em Gabriel Brazão antes de entrar. O goleiro tentou evitar, mas acabou sendo surpreendido pelo efeito da cobrança, resultando em um gol considerado incomum.

    Após o gol, o Santos seguiu buscando o empate. Rony tentou acionar Bontempo em jogada promissora, mas o passe saiu forte. Robinho Jr. finalizou para defesa de Ferrero, enquanto Thaciano desperdiçou oportunidade em cabeceio. Barreal ainda tentou jogada individual na reta final, sem sucesso na conclusão.

    Durante a transmissão, o ex-jogador Zé Elias comentou a postura de Brazão após o gol sofrido. “Acho o Brazão um bom goleiro, mas acho que ele precisa parar de abrir os braços toda vez que toma um gol ou apontar pra um jogador ou reclamar com um jogador.”

    Em seguida, acrescentou: “Isso é ruim para a imagem. Ele tem feito milagres, mas ele tem essa coisa que não é legal.” Por fim, concluiu: “Todo gol que ele toma, ele sai pagando geral, e não é assim, não.”

    Com o resultado, o Santos inicia a competição sem pontuar no Grupo D, enquanto o Deportivo Cuenca assume a liderança. Na outra partida da chave, Deportivo Recoleta e San Lorenzo empataram por 1 a 1. O próximo compromisso da equipe será pelo Campeonato Brasileiro, diante do Atlético-MG, na Vila Belmiro.

  • Lideranças defendem indígenas em espaços de decisão e proteção de territórios em seminário na Câmara – Notícias

    Lideranças defendem indígenas em espaços de decisão e proteção de territórios em seminário na Câmara – Notícias

    08/04/2026 – 18:27  

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Evento foi promovido pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais

    Lideranças indígenas e parlamentares defenderam a ampliação da representatividade dos povos originários nos espaços de poder durante o 4º Seminário sobre Direitos dos Povos Indígenas no Congresso Nacional, realizado nesta quarta-feira (8) na Câmara dos Deputados.

    A deputada e ex-ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (Psol-SP), destacou que o ano eleitoral representa uma oportunidade para o avanço da presença indígena na institucionalidade e nos poderes.

    “Nós estamos disputando o nosso projeto, o nosso projeto de vida, o nosso direito de existir, o nosso direito de fazer os grandes enfrentamentos na caneta”, disse Sônia Guajajara em referência às três deputadas indígenas atuantes hoje na Câmara.

    Presidente da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, a deputada Juliana Cardoso (PT-SP) reforçou a necessidade, apontando que é preciso fortalecer a chamada bancada do cocar.

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Sônia Guajajara: ano eleitoral é uma oportunidade para ampliar a presença indígena

    Mineração
    A relevância da presença política foi relacionada ao enfrentamento de temas como a violência e a segurança jurídica das terras indígenas. Juliana Cardoso afirmou que projetos como o do marco temporal – que só reconhece as terras indígenas ocupadas em 5 de outubro de 1988 – buscam legitimar invasões em áreas demarcadas ou em processo de demarcação.

    “Eles querem sempre favorecer os interesses privados e, claro, viabilizar a mineração em terras indígenas, porque eles ficam em cima do lucro. O lucro acima de tudo e de todos”, afirmou Juliana.

    Alessandra Munduruku, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), relatou que a mineração gera impactos nas aldeias, como a contaminação da água, a prostituição e a presença de grupos criminosos.

    Na avaliação de Alessandra, existe violência tanto dentro dos territórios quanto no Senado, onde um grupo de trabalho discute a exploração mineral em terras indígenas.

    “Os deputados deveriam acompanhar esse grupo, porque é uma violência que vai entrar nos nossos territórios. A gente já vive com essa violência: é o garimpo.”

    A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) criticou o modelo econômico atual, afirmando que a exploração de minerais estratégicos é safra única e detona todo o território.

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Juliana Cardoso: marco temporal busca legitimar invasões em áreas demarcadas

    Preservação
    A preservação dos territórios foi apontada ainda como peça central no debate sobre o meio ambiente e as mudanças climáticas, sob o lema “Sem território, não há clima”.

    O coordenador de Políticas Ambientais da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Francisco Itamar Melgueiro, defendeu os povos indígenas e suas atividades tradicionais como a resposta para as questões climáticas, pois ajudam a manter o clima estável e atuam como sumidouros de carbono.

    Sônia Guajajara reforçou que reconhecer os direitos territoriais é essencial para mitigar a emergência climática e garantir uma transição energética justa.

    Histórico
    Ao abordar o histórico do movimento indígena, a secretária nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena do Ministério dos Povos Indígenas, Ceiça Pitaguary, relembrou que a organização indígena no Brasil ganhou força na década de 1970 em resposta a projetos do então governo militar.

    Ela citou o fim do regime de tutela, que tratava os indígenas como incapazes, e destacou a trajetória de resistência que levou à Constituição de 1988.

    Sônia Guajajara acrescentou que as lideranças da época conseguiram garantir os artigos 231 e 232 da Constituição Federal, que são as bases dos direitos atuais.

    “Nós tivemos lideranças antes de nós que já lutaram muito. Muitos deles, sem saber ler ou escrever, acamparam aqui em Brasília e se juntaram aos constituintes à época para escrever os direitos aos quais a gente hoje tanto se apega”, afirmou a deputada. “A responsabilidade agora é nossa, de não deixar perder esses direitos.”

     

     

     

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Ao vivo: Acompanhe a sessão ordinária desta quarta-feira (8) na Câmara Legislativa

    Ao vivo: Acompanhe a sessão ordinária desta quarta-feira (8) na Câmara Legislativa

    Publicado em 08/04/2026 15h00

    Acompanhe, ao vivo, a sessão ordinária desta quarta-feira (8) no plenário da Câmara Legislativa. Siga as discussões e votações do dia diretamente pelo canal oficial da CLDF no YouTube.
     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Médicos e psicólogos criticam mudanças na carteira de habilitação e defendem avaliação regular da saúde de motoristas – Notícias

    Médicos e psicólogos criticam mudanças na carteira de habilitação e defendem avaliação regular da saúde de motoristas – Notícias

    08/04/2026 – 19:10  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Assunto foi debatido por uma comissão especial da Câmara

    Entidades que representam médicos e psicólogos criticaram nesta quarta-feira (8), em audiência pública na Câmara dos Deputados, os efeitos da Medida Provisória (MP) 1327/25. Ela é conhecida como “MP do Bom Condutor” e estabeleceu a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas sem pontos na carteira nos últimos 12 meses.

    A MP entrou em vigor em dezembro de 2025 e está sendo analisada por uma comissão mista do Congresso, tendo como relator o senador Renan Filho (MDB-AL).

    Antônio Meira, do Conselho Federal de Medicina (CFM), defendeu os exames clínicos periódicos como instrumento para acompanhar a saúde mental e física dos motoristas.

    “A aptidão para dirigir não pode ser medida por infrações ou critérios administrativos”, disse.

    O debate sobre exames médicos e psicológicos para a habilitação de motoristas foi promovido pela comissão especial que analisa o Projeto de Lei 8085/14 e outras 270 propostas que alteram o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

    A reunião foi proposta pelos deputados Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), relator da comissão especial; Fausto Pinato (PP-SP); Erika Kokay (PT-DF) e Eduardo Velloso (Solidariedade-AC).

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Aureo Ribeiro questionou os especialistas sobre o aumento da violência no trânsito

    Violência no trânsito
    Ribeiro questionou os debatedores se o fortalecimento dos exames poderia conter o aumento da violência no trânsito.

    “Qual a importância de uma avaliação psicológica mais detalhada para condutores das categorias A e B, considerando o aumento da agressão e do estresse no trânsito urbano?”, indagou.

    Representando a Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego, Juliana Guimarães disse que uma avaliação regular permite um acompanhamento mais eficiente dos condutores.

    “A gente tem visto questões de conflito, irritabilidade e falta de respeito em um espaço onde a manifestação do comportamento está mais exacerbada”, disse.

    Prevenção
    Especialista em psicologia de tráfego, Omar Costa fez críticas às mudanças trazidas pela Resolução 1.020/25 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Pela resolução, as avaliações psicológicas de condutores ocorrem apenas na primeira habilitação, e só são exigidas em renovações para motoristas profissionais.

    Costa ressaltou que essas avaliações servem para identificar comportamentos de risco e não para rotular motoristas.

    “O condutor acha que, pelo fato de ele saber dirigir, ele pode conduzir um veículo. Isso é uma coisa. Agora, ter capacidade para isso, psicológica, física, aí é outra”, pontuou.

    Também em resposta ao relator, o representante do CFM, Antônio Meira, disse que os médicos peritos de trânsito possuem ferramentas que vão além de testes básicos de visão e coordenação motora.

    Segundo ele, a especialidade foi criada pela necessidade de “estudar e trabalhar pela prevenção do acidente” e reduzir mortes.

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Coronel Meira criticou a ausência do secretário nacional de trânsito

    Ausência no debate
    Presidente da comissão especial, o deputado Coronel Meira (PL-PE) criticou a ausência no debate do secretário nacional de trânsito, Adrualdo de Lima Catão, e o acusou de prejudicar os profissionais que trabalham pela segurança viária no país.

    No centro das críticas, além da MP 1327/25 e da Resolução 1.020/25, está a Portaria 927/25 da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que estabeleceu um teto nacional de R$ 180 para soma dos exames de aptidão física e mental.

    “Vocês estão acabando com a educação para o trânsito no Brasil”, disse Meira, referindo-se a Adrualdo Catão e ao ex-ministro dos Transportes e relator da MP, Renan Filho.

    “Apagão”
    Clínicas ligadas ao processo de habilitação e renovação da CNH alertaram, durante o debate, para um possível “apagão” em razão da baixa remuneração de médicos e psicólogos.

    As entidades criticam a falta de diálogo e de estudos técnicos para fixar o teto e buscam medidas judiciais para suspender a portaria.

    “Estão roubando o nosso trabalho, precarizando nossos serviços. Não aguentamos mais receber R$ 90 para pagar todos os testes e laudos de forma séria e ter esse descaso enorme com esse governo e com essa medida provisória”, disse a presidente da Associação de Clínicas do Tráfego de Minas Gerais, Adalgisa Aparecida Lopes Guimarães Pereira.

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Proposta proíbe escala 6×1 em serviços terceirizados contratados pelo GDF

    Proposta proíbe escala 6×1 em serviços terceirizados contratados pelo GDF

    Proposta proíbe escala 6×1 em serviços terceirizados contratados pelo GDF

    Texto aprovado na CAS garante dois dias de descanso semanal e jornada máxima de 40 horas

    A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (08), o Projeto de Lei nº 1429/2024, de autoria do deputado distrital Fábio Felix (PSOL), que estabelece novas regras para a jornada de trabalho nos contratos firmados pelo poder público para fornecimento de mão de obra ou de serviços.

    O projeto proíbe, nos contratos firmados pelo Governo do Distrito Federal, a adoção de escalas de trabalho com apenas um dia de repouso semanal, como a escala 6×1. Pelo texto aprovado, os contratos deverão prever jornada máxima de 40 horas semanais, com garantia de dois dias de descanso semanal remunerado, sendo pelo menos um deles aos sábados ou domingos.

    Além disso, a proposta torna obrigatória a inclusão, nos editais e contratos, de cláusulas que comprovem a adoção da jornada reduzida, por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho ou norma interna da empresa contratada. As empresas também deverão apresentar relatórios semestrais de conformidade, com informações sobre a jornada de seus empregados.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    Na justificativa do projeto, Fábio Felix argumenta que a iniciativa busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores terceirizados que prestam serviços ao poder público, combatendo modelos de jornada considerados desgastantes e prejudiciais à saúde física e mental.

    Segundo o parlamentar, a proposta alinha o Distrito Federal a tendências internacionais que apontam para semanas de trabalho mais equilibradas e maior valorização do descanso. “A escala de trabalho 6×1 dificulta a realização de atividades pessoais, compromete o tempo de lazer e restringe as oportunidades de convívio familiar e social”, avalia.

    O relator da matéria na CAS, deputado Max Maciel (PSOL), destaca que o modelo de escala 6 x 1 “compromete a qualidade de vida, uma vez que reduz substancialmente o tempo para o lazer, o autocuidado e, sobretudo, o convívio familiar e social — pilares essenciais para o bem-estar físico, emocional e psicológico do ser humano”.

    A proposta avançou na comissão com três votos favoráveis, dos deputados Max Maciel (PSOL), Rogério Morro da Cruz (PSD) e Martins Machado (Republicanos). O texto segue agora para análise nas demais comissões da Casa antes de ser apreciado em plenário.

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Debatedoras defendem políticas integradas para reduzir dependência econômica e violência contra mulheres – Notícias

    Debatedoras defendem políticas integradas para reduzir dependência econômica e violência contra mulheres – Notícias

    08/04/2026 – 19:32  

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Deputada Luizianne Lins, presidente da comissão

    Debatedoras ouvidas nesta quarta-feira (8) na Comissão Mista de Combate à Violência Contra a Mulher do Congresso Nacional defenderam políticas públicas integradas para reduzir a dependência econômica das mulheres, associada ao ciclo de violência.

    A audiência pública foi conduzida pela deputada Luizianne Lins (Rede-CE), presidente da comissão.

    Professora-adjunta do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná, Kenia de Souza definiu a violência econômica como forma de controle das mulheres, com restrição de recursos, impedimento de renda, apropriação de bens e endividamento forçado.

    Segundo ela, essa situação aumenta o risco de doenças mentais, reduz salários e limita a participação no mercado de trabalho.

    “A expectativa de renda acaba sendo menor que o potencial dessas mulheres, pois elas estão em um ciclo de violência”, afirmou.

    Autonomia e violência
    A secretária nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Joana Célia dos Passos, apontou a relação entre a autonomia financeira e a capacidade para enfrentar a violência física, sexual e moral.

    “Quanto menor a inserção no mercado de trabalho e maior o desemprego, maior a dificuldade de sair desse ciclo de violência. A desigualdade econômica sustenta a violência”, disse.

    Ela também criticou ações judiciais contra Lei da Igualdade Salarial, as quais considera um obstáculo ao avanço das mulheres no mercado de trabalho.

    Segundo a secretária, o enfrentamento à violência exige ação conjunta dos três Poderes e da sociedade civil.

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Joana dos Passos apontou a relação entre a autonomia financeira e enfrentamento da violência

    Dupla jornada
    A secretária nacional da Política de Cuidados e Família do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Lais Wendel Abramo, afirmou que os homens tendem a ter maior autonomia financeira por possuírem inserção mais estável no mercado de trabalho, com menos interrupções e menor carga de trabalho não remunerado.

    Ela destacou a célere aprovação da Política Nacional de Cuidados e afirmou que a medida reconhece a sobrecarga de trabalho das mulheres.

    “A desigualdade na autonomia financeira das mulheres não nasce apenas no mercado de trabalho. Ela começa antes, na distribuição do tempo e das responsabilidades de cuidado”, afirmou.

    Protagonismo feminino
    A diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, apresentou iniciativas da instituição para fortalecer o protagonismo feminino.

    A economista da Universidade Federal Fluminense, Hildete Pereira de Melo, criticou a persistência de posições conservadoras na política e a baixa representação feminina no Parlamento.

    Já a doutoranda da Universidade de Brasília, Carolina Campos Afonso destacou a necessidade de garantir condições reais de autonomia às mulheres para que consigam sair do ciclo de violência ligado à dependência econômica.

     

     

    Da Agência Senado
    Edição – GM

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão de Segurança aprova seis medidas para reforçar a prevenção de crimes no DF

    Comissão de Segurança aprova seis medidas para reforçar a prevenção de crimes no DF

    Comissão de Segurança aprova seis medidas para reforçar a prevenção de crimes no DF

    As propostas aprovadas abrangem desde o monitoramento em transportes por aplicativo até a regulação da comercialização de uniformes das forças de segurança

    A Comissão de Segurança (CS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em reunião extraordinária realizada nesta quarta-feira (8), seis projetos de lei que visam ampliar a segurança em espaços públicos e estabelecimentos comerciais. A reunião contou com a presença dos deputados Iolando (MDB), João Cardoso (PL) e Doutora Jane (Republicanos).

    As propostas aprovadas abrangem desde o monitoramento em transportes por aplicativo até a regulação da comercialização de uniformes das forças de segurança.

    Entre os destaques está o PL 1591/2025, de autoria do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), que torna obrigatória a instalação de câmeras de videomonitoramento em veículos de transporte por aplicativo. A medida exige que os equipamentos capturem imagens e áudio, com armazenamento de pelo menos 30 dias, visando proteger motoristas e passageiros contra crimes como roubos e abusos.

     

    Foto: Carlos Gandra / Agência CLDF

    Para melhorar a segurança nos postos de combustíveis, foi aprovado o PL 541/2023, do deputado Rogério Morro da Cruz (PSD). O projeto estabelece a instalação do “botão do pânico”, um dispositivo eletrônico conectado diretamente à Polícia Militar para resposta rápida em situações de perigo. O autor justifica a medida pela vulnerabilidade de frentistas e clientes, especialmente no período noturno.

     

    Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

    A comissão também deu parecer favorável ao PL 1864/2025, de autoria do Poder Executivo, que restringe a confecção e venda de uniformes e insígnias das forças de segurança, como Polícia Militar e Polícia Civil, apenas a empresas cadastradas na Secretaria de Segurança Pública. O objetivo é evitar que itens oficiais sejam usados por criminosos para simular autoridade.

    Já o PL 1657/2025, de autoria do deputado Rogério Morro da Cruz, regula o funcionamento de lojas de compra, venda e reparo de celulares. Os estabelecimentos deverão exigir nota fiscal e conferir o código IMEI dos aparelhos para coibir o comércio de dispositivos de origem ilícita, como roubos e furtos.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    A comissão aprovou também o PL 1893/2021, do deputado Chico Vigilante (PT), que obriga a manutenção de vigilantes e filmagem ininterrupta em áreas de caixas eletrônicos no Distrito Federal.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    Por fim, o colegiado aprovou o PL 743/2023, do deputado Hermeto (MDB), que trata do funcionamento de entidades de tiro desportivo. O projeto foi aprovado com uma emenda do deputado João Cardoso, que garante a manutenção do distanciamento mínimo entre esses estabelecimentos e escolas, além de exigir barreiras acústicas para preservar o sossego das áreas vizinhas.

    Os projetos seguem agora para análise em outras comissões temáticas da Câmara Legislativa.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Estudo da Câmara avalia impactos da tecnologia no trabalho e na economia – Notícias

    Estudo da Câmara avalia impactos da tecnologia no trabalho e na economia – Notícias

    08/04/2026 – 20:30  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Helio Lopes apresenta o estudo, fruto de sua relatoria

    O relator do estudo “Inteligência Artificial, Automação do Trabalho, Empregabilidade e Previdência Social”, deputado Helio Lopes (PL-RJ), afirmou, no lançamento da publicação, que o Brasil não pode perder as oportunidades trazidas pela nova tecnologia.

    “Ainda há muitas incertezas, mas ninguém tem dúvida de que, como em todas as transformações, haverá ganhos e perdas; a sabedoria estará em maximizar os benefícios e minimizar os prejuízos”, disse Lopes. “Não podemos perder a janela de oportunidades que a inteligência artificial está proporcionando para a nação brasileira”, alertou.

    A publicação
    A publicação reúne seis capítulos escritos por consultores legislativos da Câmara dos Deputados e sete artigos de especialistas convidados.

    O estudo discute as consequências da inteligência artificial (IA) para as relações de trabalho e a Previdência Social.

    Por ser de uma tecnologia recente, os autores concluem que as consequências da inteligência artificial e da automação ainda são imprevisíveis. Segundo os especialistas, os impactos vão depender de políticas públicas que articulem proteção social, desenvolvimento econômico e fortalecimento da cidadania digital.

    Crescimento global
    Para ilustrar a incerteza, a publicação apresenta projeções bem diferentes. Alguns trabalhos indicam que o crescimento do produto interno bruto global será de 100% nos próximos dez anos, podendo chegar até 300%, em função da IA. Outros preveem que os ganhos com a nova tecnologia não vão alcançar 2% no período.

    Mercado de trabalho
    Quanto aos impactos no mercado de trabalho, os autores sustentam que as novas tecnologias podem tanto levar ao desemprego quanto transformar ocupações.

    Os efeitos também dependem de políticas sociais e de educação tecnológica para adaptar a força de trabalho às novas exigências do mercado.

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Márcio Jerry: estudo é uma contribuição valiosa ao debate sobre o tema

    Leis de proteção
    O presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara, deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), ressaltou que a inteligência artificial pode ampliar a eficiência, elevar a produtividade e abrir novas frentes de atividade econômica.

    Por outro lado, ela também pode deslocar ocupações, exigir requalificação em larga escala e pressionar o sistema de proteção social. Diante disso, ele ressalta que cabe ao Parlamento construir legislações que protejam a cidadania.

    “A publicação oferece uma contribuição valiosa exatamente por recusar falsas escolhas. Não se trata de ser a favor ou contra a inteligência artificial. Trata-se de definir democraticamente a serviço de quem ela será colocada. Trata-se de assegurar que o progresso tecnológico esteja vinculado à dignidade humana, ao trabalho decente, à redução das desigualdades e ao fortalecimento da cidadania”, argumentou.

    De acordo com o estudo, as projeções sobre empregos também variam. Alguns autores calculam que cerca de 5% dos empregos estariam em risco de extinção; outros apontam que esse número pode chegar a 20%.

    Previdência Social
    As consequências para a Previdência Social dependerão dos impactos da inteligência artificial no mercado formal de trabalho. Nesse aspecto, as consequências também poderiam ser minimizadas pela adoção de políticas públicas para ampliar os direitos sociais e assegurar a capacitação dos trabalhadores.

    Novas relações de trabalho
    No que se refere à regulamentação das novas relações de trabalho, como em empresas de transporte por aplicativo, por exemplo, a publicação mostra que poucos países têm legislação sobre o assunto.

    A Espanha foi o primeiro país a legislar sobre o tema na Europa. O país editou uma lei em 2021 que estabelece a presunção de vínculo empregatício entre as plataformas de entrega e os entregadores.

    Na América do Sul, só o Chile já aprovou lei a respeito, em março de 2022. Nos Estados Unidos, cada estado pode adotar a própria regulamentação.

    Parceria
    O estudo “Inteligência Artificial, Automação do Trabalho, Empregabilidade e Previdência Social” foi publicado pelo Centro de Debates Estratégicos, em parceria com a Consultoria Legislativa e o Centro de Documentação e Informação da Câmara.

    Reportagem – Maria Neves
    Edição – Natalia Doederlein

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão aprova projetos com direitos e reconhecimento para profissionais da área de segurança

    Comissão aprova projetos com direitos e reconhecimento para profissionais da área de segurança

    Comissão aprova projetos com direitos e reconhecimento para profissionais da área de segurança

    A Comissão de Segurança da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na tarde desta quarta-feira (8) projetos de lei que concedem direitos e reconhecimentos aos profissionais que atuam na área de segurança. As proposições ainda precisam passar por análise de outras comissões permanentes antes de seguirem para votação no plenário da Câmara.

    Um dos itens aprovados, o PL 1723/2025, do deputado Hermeto (MDB), prevê assistência jurídica gratuita para policiais e bombeiros. Pela proposta, a assistência jurídica integral e gratuita será concedida aos policiais civis, policiais penais, policiais militares e bombeiros militares que, no exercício de suas funções, venham a sofrer danos físicos, morais, psicológicos ou patrimoniais.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    Segundo o texto, o Estado deverá processar os agressores para que sejam reparados todos os danos causados aos agentes públicos. Na justificativa da proposta, o deputado Hermeto explica que a “iniciativa busca assegurar a proteção e o amparo legal a esses profissionais, reconhecendo o papel essencial que desempenham na manutenção da segurança pública e na defesa da sociedade”.

    Dia do Servidor da Segurança

    A Comissão aprovou ainda o projeto de lei 1596/2025, do deputado Roosevelt Vilela (PL), que cria o Dia do Servidor Público de Operações Especiais da Segurança Pública. De acordo com o texto, a data deverá ser comemorada no dia 27 de junho de cada ano.

    Segundo o autor, a data tem como objetivo reconhecer e valorizar os serviços prestados pelos servidores públicos que atuam em operações especiais da segurança pública; promover a conscientização da população sobre a importância das atividades realizadas por esses profissionais para a manutenção da ordem e segurança pública e incentivar a realização de atividades e eventos que promovam a integração entre a sociedade e os servidores públicos que atuam em operações especiais da segurança pública.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

     

    Assistência médico-hospitalar

    Outro item aprovado nesta tarde foi o PL 1118/2020, também do deputado Roosevelt Vilela, que trata do reconhecimento dos dependentes de agentes públicos e militares para recebimento de assistência médico-hospitalar. 

    O texto prevê que para os efeitos de assistência médico-hospitalar, médico-domiciliar, psicológica, odontológica e social, nos órgãos da administração pública direta e indireta, devem ser considerados como dependentes dos agentes públicos e militares do DF, além dos disciplinados nos regimes jurídicos e leis próprias: cônjuge ou companheiro (a), casados ou em união estável pública ou judicial, independente de também serem agentes públicos ou militares; os filhos(as) ou enteados(as) até 21 anos de idade ou até 24 anos de idade, se estudantes universitários, ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez, independente de também ser dependente do cônjuge ou companheiro (a); a pessoa sob guarda ou tutela judicial até 21 anos de idade ou até 24 anos de idade, se estudante universitário, ou, se inválido, enquanto durar a invalidez, independente de também ser dependente do cônjuge ou companheiro (a). 

    Risco à vida

    Foi aprovado ainda o PL 1265/2024, do deputado Robério Negreiros (Podemos), que trata do reconhecimento do risco à vida para agentes socioeducativos e de proteção à infância. Pela proposta, fica reconhecido no DF o risco à vida e integridade física da atividade exercida pelo Agente Socioeducativo e pelo Agente ou Comissário de Proteção da Infância e da Juventude.

    “A presente proposta tem por objetivo reconhecer o risco à vida e integridade física da atividade exercida pelo Agente Socioeducativo e pelo Agente ou Comissário de Proteção da Infância e da Juventude no Distrito Federal,  que no exercício do seu trabalho, lamentavelmente, se depara com diversas intercorrências que oferecem risco a sua integridade física e a sua vida”, justificou Negreiros. 

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

     

    Participaram da reunião da Comissão os deputados Iolando (MDB), João Cardoso (PL) e Doutora Jane (Republicanos).

    Agência CLDF de Notícias

  • Câmara aprova em 1º turno PEC que garante recursos mínimos para assistência social – Notícias

    Câmara aprova em 1º turno PEC que garante recursos mínimos para assistência social – Notícias

    08/04/2026 – 20:34  
    •   Atualizado em 08/04/2026 – 20:51

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Deputados votaram a PEC durante sessão do Plenário

    A Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 383/17, que vincula 1% da receita corrente líquida da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios ao Sistema Único de Assistência Social (Suas). Foram 464 votos favoráveis e 16 contrários à PEC. A proposta precisa ser analisada ainda em segundo turno de votação antes de seguir ao Senado.

    O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), sugeriu que a votação do segundo turno da PEC ocorra na próxima quarta-feira (16) de forma a construir uma saída fiscal para viabilizar a medida.

    A PEC tem como primeiro signatário o ex-deputado Danilo Cabral (PE) e coloca na Constituição o caráter de sistema único da assistência social. Atualmente, o conceito do Suas consta apenas em lei.

    De acordo com o texto do relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE), a União contará com uma transição e, somente a partir do quarto ano seguinte ao de publicação da futura emenda constitucional, será obrigada a direcionar, de forma descentralizada, 1% de sua receita corrente líquida (RCL) do respectivo exercício financeiro a estados e municípios por meio do Suas.

    No primeiro ano seguinte à publicação, deverá vincular ao Suas 0,3% da RCL; no segundo ano, 0,5%; e no terceiro ano, 0,75%.

    Entretanto, do total vinculado à assistência social, 2% poderão ficar com a própria União para gestão e execução de ações e serviços da área.

    Com base no relatório de avaliação de receitas e despesas primárias do primeiro bimestre deste ano, a RCL projetada para 2026 equivale a R$ 1,65 trilhão. Em se mantendo essa projeção para 2027, se este for o primeiro ano de vigência, isso resultaria em R$ 4,95 bilhão (0,3%) no próximo ano para a área.

    Estados e municípios
    No caso dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a aplicação mínima de 1% de suas respectivas receitas correntes líquidas deverá ser feita adicionalmente aos valores recebidos da União.

    Para calcular essa RCL, eles deverão deduzir as transferências destinadas à assistência social recebidas da União e, no caso dos municípios, também as recebidas dos estados.

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    André Figueiredo, relator da PEC

    Desde a Emenda Constitucional 42/03, é permitido aos estados e ao Distrito Federal vincular a programa de apoio à inclusão e promoção social até 0,5% de sua receita tributária líquida, mas esses recursos não podem ser utilizados para o pagamento de despesas com pessoal e encargos sociais, do serviço da dívida ou de qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações apoiados.

    Benefícios de fora
    A PEC impede, no entanto, que o dinheiro vinculado dessa forma (tanto de estados e municípios quanto da União) seja utilizado para pagar o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou auxílios temporários para reduzir a vulnerabilidade socioeconômica de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza.

    Assim, os recursos poderão ser utilizados para custear ações de proteção social básica e de proteção social especial. As primeiras envolvem, por exemplo, o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif), de acompanhamento familiar, apoio, orientação e prevenção de rupturas de vínculos.

    Outras ações básicas são o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), constituído por atividades em grupo, incluindo crianças, jovens e idosos, para estimular a socialização e a cidadania; e o Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio, composto de atendimento para idosos e pessoas com deficiência que tenham dificuldades de locomoção.

    Essa assistência é realizada pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

    Em relação às proteções sociais especiais, destacam-se a acolhida e escuta qualificada para identificar inicialmente situações de risco e serviços especializados para pessoas em situação de rua.

    O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) cuida desses casos de média e alta complexidade, como casos de violência física, psicológica, sexual, negligência ou abandono. Entidades filantrópicas sem fins lucrativos também podem atuar por meio de convênios, se habilitadas.

    Proteção social
    Diversos deputados que discursaram em Plenário defenderam a votação da proposta para garantir a oferta de serviço à população mais vulnerável.

    André Figueiredo explicou que o impacto financeiro da PEC em 16 anos é de 1 ponto percentual da taxa Selic em um ano. “São 16 anos de valores destinados ao Suas que serão gastos com 1 ponto percentual a mais para atender a voracidade do sistema financeiro em um ano”, disse. Ele afirmou que o maior impacto da medida é o social, ao beneficiar 98 milhões de brasileiros.

    Segundo o líder do governo, José Guimarães, seria trivial o Executivo indicar votação contra o texto por conta do impacto fiscal da medida. “Para quem governa, sempre há aquela preocupação, não pode aumentar despesa por conta do impacto fiscal. Mas esta [PEC], para mim, é investimento”, disse.

    De acordo com o líder do PP, deputado Doutor Luizinho (RJ), é necessário estabelecer uma rede de proteção social efetiva. “Temos um país de vulneráveis, e eles não estão nem buscando acesso aos benefícios”, afirmou.

    Para o deputado Odair Cunha (PT-MG), a PEC garante esse sistema de proteção. “Garantir que sistematicamente as pessoas em vulnerabilidade social tenham acesso a programas permanentes para que, nunca mais, tenhamos o Brasil no mapa da fome”, defendeu.

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Hugo Motta: mobilização popular foi fundamental para a Câmara votar a PEC

    O líder do Psol, deputado Tarcísio Motta (RJ), defendeu a vinculação para evitar o subfinanciamento do Suas.

    O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que a PEC vai favorecer os mais necessitados e humildes do país. “Nós defendemos o assistencialismo porque o povo do Nordeste, sobretudo, precisa muito”, defendeu.

    Ele criticou, porém, as ações do governo federal que flexibilizaram o arcabouço fiscal, conjunto de regras e normas que define como o governo federal deve gerir receitas e despesas para garantir a sustentabilidade das contas públicas.

    Busca por recursos
    A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) afirmou que, atualmente, quem banca os recursos de assistência social são as prefeituras. “As prefeituras vão continuar bancando, mas querem que o estado também banque, a União também banque. Porque não existe pobre do município, mas da cidadania, do país”, disse.

    Para a deputada Rosangela Gomes (Republicanos-RJ), em mudanças de gestão de um governo a outro, a primeira pasta a sofrer cortes é a de assistência social. “Sei bem o que é, na pele, trabalhar com secretaria sucateada”, afirmou a parlamentar, que recentemente deixou o cargo de secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro.

    Críticas
    Poucos parlamentares se posicionaram contra o texto. Segundo o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), países desenvolvidos não “carimbam” verbas de impostos e têm indicadores melhores que os brasileiros. “Se o Parlamento colocar na Constituição a porcentagem que presidente, governador e prefeito precisam gastar em cada área, a gente não precisa de presidente, governador e prefeito. É papel deles decidir para onde vai o orçamento”, disse.

    Segundo ele, se as vinculações constitucionais fossem de fato efetivas, a educação e a saúde do Brasil estariam em um patamar muito mais elevado.

    A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) disse que a PEC, apesar de bem intencionada, traz muitos problemas. “Temos muita gente desassistida por conta de receita mal feita.”

    Mobilização
    Dezenas de pessoas de entidades ligadas ao Sistema Único de Assistência Social acompanharam a votação das galerias que ficam acima do Plenário.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reconheceu a importância da mobilização popular para a votação do texto. “Foi a dedicação desses profissionais que não deixou a mobilização desta pauta naufragar. Não tenham dúvida que essa mobilização foi fundamental para a Câmara votar esta PEC”, disse.

    Saiba mais sobre a tramitação de propostas de emenda à Constituição

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Condenados por racismo poderão ser proibidos de assumir cargos públicos no DF

    Condenados por racismo poderão ser proibidos de assumir cargos públicos no DF

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    Após aprovação na Comissão de Segurança, p projeto ainda precisa ser analisado em outras comissões e pelo Plenário da Câmara

    Os condenados por racismo poderão ser proibidos de assumir cargos públicos no Distrito Federal. A medida está prevista no projeto de lei 886/2024, do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), aprovado pela Comissão de Segurança da Câmara Legislativa na tarde desta quarta-feira (9). O projeto ainda precisa ser analisado em outras comissões e pelo Plenário da Câmara. 

    O texto define como crime de racismo a conduta prevista no artigo 20 da Lei Federal nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. A proibição vale para todas as esferas do serviço público, incluindo cargos efetivos, comissionados e de confiança.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    Na justificativa da proposição, o deputado explica que a nova lei tem como objetivo “reforçar os fundamentos da igualdade, justiça e respeito à diversidade no contexto dos cargos públicos, incorporando o princípio da moralidade como base central para as nomeações no serviço público”. 

    Eixão do Lazer

    A Comissão de Segurança também aprovou o PL 1289/2024, do deputado Ricardo Vale (PT), que altera a legislação que trata do funcionamento do Eixão do Lazer para autorizar a venda de todos os produtos comercializáveis no espaço durante os horários de interdição da via. Vale explica que a mudança é necessária para evitar a proibição de venda de bebidas alcóolicas no local, com recentemente tentou fazer o Governo do DF.

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    “O Eixão não se enquadra no conceito legal de rodovia, por estar localizado na zona urbana, e, ao mesmo tempo, não se enquadra no conceito de via urbana de circulação de veículos nos domingos e feriados, por ser transformado em espaço de lazer”, ponderou o distrital.

    Dia do Oficial R2

     

    Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

    A Comissão aprovou ainda o PL 1908/2025, do deputado João Cardoso (PL), que institui o Dia do Oficial do Exército R2. A data deverá ser comemorada anualmente em 4 de novembro, data que já é reconhecida nacionalmente pelo Exército Brasileiro.

    Agência CLDF de Notícias