Dia: 25 de março de 2026

  • Governador Ibaneis Rocha assina prorrogação de validade do concurso de auditores de atividades urbanas até 2028

    Governador Ibaneis Rocha assina prorrogação de validade do concurso de auditores de atividades urbanas até 2028

      Medida amplia prazo para nomeações e reforça atuação em áreas como fiscalização de obras, meio ambiente, transporte e vigilância sanitária…

     Medida amplia prazo para nomeações e reforça atuação em áreas como fiscalização de obras, meio ambiente, transporte e vigilância sanitária


    Por Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader


    O governador Ibaneis Rocha autorizou, nesta terça-feira (24), a prorrogação até 27 de março de 2028 da validade do concurso público para auditor de atividades urbanas e auditor fiscal de atividades urbanas. A medida garante mais tempo para a convocação de aprovados e reforça a atuação do Estado em áreas essenciais como fiscalização de obras, meio ambiente, transporte e vigilância sanitária.

    O chefe do Executivo destacou que a medida é importante para garantir mais oportunidades aos aprovados. “A gente sabe a dificuldade hoje de quem estuda, passa no concurso e, muitas vezes, não consegue ser nomeado por questões orçamentárias. Essa prorrogação é legítima e garante mais tempo para que essas pessoas possam ser chamadas”, afirmou.

    A prorrogação foi formalizada por meio de um edital elaborado pela Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF) que será publicado no Diário Oficial do DF (DODF) de quarta-feira (25). A medida atende a uma demanda das carreiras envolvidas, diante da necessidade de recomposição do quadro de servidores.

              Para o governador Ibaneis Rocha, a prorrogação da validade do concurso é legítima e garante mais tempo para  as pessoas aprovadas serem chamadas | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, explicou que o concurso perderia a validade neste mês e poderia ficar sem respaldo jurídico, o que motivou o pedido de prorrogação específica. “Esse concurso venceria agora e havia o risco de não termos a prorrogação garantida. Por isso, levamos essa demanda ao governador, que atendeu ao pedido da categoria e garantiu mais dois anos para que possamos chamar os aprovados”, destacou.

    “Hoje temos muitos servidores se aposentando e poucos na ativa. Isso impacta diretamente o serviço público. Com mais servidores, conseguimos melhorar a fiscalização e o atendimento à população”
    Rôney Nemer, presidente do Instituto Brasília Ambiental . 

    Segundo ele, a medida é fundamental para recompor a carreira. “Hoje temos muitos servidores se aposentando e poucos na ativa. Isso impacta diretamente o serviço público. Com mais servidores, conseguimos melhorar a fiscalização e o atendimento à população”, acrescentou.

    A carreira de auditoria de atividades urbanas abrange áreas estratégicas para o funcionamento da cidade. Entre as atribuições estão a fiscalização de obras, o acompanhamento de atividades econômicas, o controle sanitário de estabelecimentos, a fiscalização do transporte público e a gestão ambiental.

    O concurso, lançado em 2022, tinha validade inicial de dois anos e agora foi prorrogado por mais dois. A ampliação do prazo permite que o governo continue convocando aprovados conforme a disponibilidade orçamentária e a necessidade das áreas. A expectativa é que novas nomeações ocorram de forma gradual, de acordo com o planejamento do governo.

  • Deputado apoia medidas do governo para conter preços do diesel; veja a entrevista – Notícias

    Deputado apoia medidas do governo para conter preços do diesel; veja a entrevista – Notícias

    25/03/2026 – 09:15  

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    Vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) disse que o grupo apoia as medidas anunciadas pelo governo federal para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o preço do petróleo e defendeu a participação dos estados nas ações.

    Entre as medidas anunciadas pelo governo federal, estão:

    • a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel;
    • a subvenção a produtores e importadores do combustível; e
    • a ampliação da fiscalização sobre o piso mínimo do frete rodoviário.

    Jardim falou à Rádio Câmara nesta terça-feira (24).

    “Nós estamos apoiando as medidas anunciadas pelo governo de controle da tabela do frete. Há uma tabela, e ela não tem sido respeitada; o valor tem sido praticado muito acima do que ela precisa”, afirmou.

    “Apoiamos a medida de retirada de impostos para conter a alta do diesel. Por outro lado, queremos também que os governos estaduais participem disso”, cobrou Jardim.

    Ele criticou distribuidoras e postos que manipularam estoques e forçaram a alta de preços quando a guerra estava só começando.

    Diesel importado
    Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o barril do petróleo passou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100.

    Apesar de ser produtor de petróleo, o Brasil não tem capacidade para refinar toda a produção e precisa importar diesel.

    Segundo Arnaldo Jardim, o país importa de 25% a 28% do diesel consumido. O combustível é usado em caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, sendo peça fundamental no transporte de mercadorias e pessoas.

    Biodiesel
    Outro caminho importante na contenção dos efeitos do preço do diesel, na avaliação de Arnaldo Jardim, é a ampliação do percentual de biodiesel no combustível comercializado no Brasil.

    O deputado foi relator da proposta que deu origem à lei do combustível do futuro (Lei 14.993/24). Pelas regras, até 2030, o biodiesel deve chegar a 20% do diesel. Atualmente, está em 15%, mas, segundo Jardim, há condições de chegar a 17% já neste ano.

    “Hoje nós praticamos a mistura do diesel em 15%. Havia a possibilidade de previsão na lei de que isso poderia evoluir para 16% [neste ano]. Mas achamos que os testes já realizados nos dão conforto por parte de todo o setor de motores com relação a isso. Nós queremos ir a 17%”, afirmou.

    Arnaldo Jardim explicou que o biodiesel pode conter os preços do combustível e reduzir o risco de desabastecimento.

    “[Defendemos] que o Conselho Nacional de Política Energética aprove a mistura de 17% para o biodiesel. E como o impacto é também no preço da gasolina, nós queremos aumentar a mistura de etanol. Estamos em 30% da mistura; temos produção suficiente para avançarmos já imediatamente com o estoque que se tem para 32%”, acrescentou.

    Fertilizantes
    O vice-presidente da Frente da Agropecuária também lembrou que a guerra impacta a produção de fertilizantes. Ele destacou que 23% da ureia usada no país vêm do Irã e 16% de Omã, afetado pelo conflito no Oriente Médio.

    Arnaldo Jardim disse ainda que conversou com o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre a necessidade de retomar um plano nacional de fornecimento de fertilizantes.

    Da Rádio Câmara
    Edição – Natalia Doederlein

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão debate primeiro contrato com jovens atletas; participe – Notícias

    Comissão debate primeiro contrato com jovens atletas; participe – Notícias

    25/03/2026 – 07:51  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Luiz Lima quer aprofundar o debate sobre o assunto

    A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta quarta-feira (25) para discutir o Projeto de Lei 936/24, que reforça a preferência dos clubes formadores no primeiro contrato com jovens atletas, mesmo nos casos em que estes se vinculam a organizações esportivas de outra modalidade.

    O debate atende a pedido do deputado Luiz Lima (Novo-RJ) e está marcado para as 14 horas, no plenário 4.

    Segundo o deputado, a proposta incide diretamente sobre a estrutura de formação esportiva no país, impactando clubes, entidades formadoras, atletas em início de carreira, famílias e outros agentes do setor.

    Para ele, é importante avaliar os possíveis efeitos da medida, especialmente no que se refere à proteção dos jovens atletas, à segurança jurídica das entidades formadoras e ao equilíbrio nas relações contratuais.

    “A discussão aprofundada contribuirá para identificar eventuais ajustes necessários ao texto legal, prevenindo conflitos futuros e assegurando que a norma esteja alinhada aos princípios da formação esportiva responsável, do desenvolvimento humano e da valorização do investimento realizado pelas entidades formadoras”, diz Luiz Lima.

    “A construção de políticas públicas no âmbito esportivo demanda diálogo amplo e plural, de modo a conciliar os interesses econômicos do setor com a garantia dos direitos fundamentais dos atletas, especialmente daqueles em fase de formação”, acrescenta.

    Da Redação – MB

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF recebe Iges-DF para prestação de contas do 3º quadrimestre de 2025

    CLDF recebe Iges-DF para prestação de contas do 3º quadrimestre de 2025

    CLDF recebe Iges-DF para prestação de contas do 3º quadrimestre de 2025

    Audiência pública tem como foco a prestação de contas e a avaliação sobre o cumprimento de metas e a gestão financeira do instituto

    Presidente do Iges-DF, Cleber Monteiro, e integrantes do corpo técnico do instituto prestarão contas na Comissão de Saúde da CLDF

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) receberá representantes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) nesta quinta-feira (26) para a prestação de contas referente ao terceiro quadrimestre de 2025.

    A audiência pública é iniciativa da Comissão de Saúde da CLDF, presidida pela deputada Dayse Amarilio (PSB), e tem como foco a prestação de contas e a avaliação sobre o cumprimento de metas e a gestão financeira do instituto. A iniciativa atende ao que determinam a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Complementar nº 141/2012, que obriga o gestor de saúde a apresentar, quadrimestralmente, relatório detalhado em audiência pública no Poder Legislativo.

    A reunião contará com a presença do presidente do Iges-DF, Cleber Monteiro, além do corpo técnico do instituto responsável pela apresentação dos relatórios de gestão. Também participarão representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), do Conselho de Saúde e da sociedade civil.

    A apresentação abrangerá, entre outros pontos, dados sobre atendimento e abrangência dos serviços, gestão financeira e repasses, despesas e custos com pessoal, aspectos do contrato de gestão, processos seletivos e cumprimento de metas no período de setembro a dezembro do ano passado.

    O evento acontece na Sala de Comissão Pedro de Souza Duarte, será aberto ao público e terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital (canal 9.3) e pelo YouTube da CLDF.

    Agência CLDF de Notícias

  • Horóscopo de hoje, 25/03/2026 – Previsões para todos os signos

    Horóscopo de hoje, 25/03/2026 – Previsões para todos os signos

    Áries (21/03 – 19/04)

    Para o signo de Áries, o céu indica um momento de foco no lar e disciplina, com a Lua Crescente favorecendo ações que busquem conforto. No entanto, evite ser inflexível, o diálogo é a chave.

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    Touro (20/04 – 20/05)

    Para o signo de Touro, há chances de a almofada de tendências sugerir mais dinamismo na comunicação, devido à passagem da Lua Crescente pela área das ideias. Fique atento para evitar julgamentos parciais.

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    Gêmeos (21/05 – 20/06)

    Para o signo de Gêmeos, o céu indica que é um bom momento para lidar com finanças de forma prática e objetiva. Cuidado para não se tornar avaro e não se privar de investir em seu bem-estar.

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    Câncer (21/06 – 22/07)

    Para o signo de Câncer, a Lua Crescente pode favorecer a concentração e aplicação em suas metas, com Mercúrio e Marte sugerindo uma abordagem focada. Contudo, a harmonia entre vida pessoal e profissional é crucial.

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    Leão (23/07 – 22/08)

    Para o signo de Leão, o céu indica que a disciplina e o foco poderão ser grandes aliados frente aos desafios. Mantenha a imparcialidade e evite pensamentos negativos.

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    Virgem (23/08 – 22/09)

    Para o signo de Virgem, o céu indica que alianças maduras podem trazer oportunidades e novas ideias. No entanto, é importante evitar opiniões dominadoras.

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    Libra (23/09 – 22/10)

    Para o signo de Libra, o céu indica que seu forte compromisso poderá ajudar a administrar suas tarefas de maneira disciplinada. Contudo, pode haver uma sobrecarga mental devido aos desafios.

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    Escorpião (23/10 – 21/11)

    Para quem é do signo de Escorpião, o céu indica uma fortificação dos valores e ambições com a passagem da Lua Crescente pela área espiritual. Isso também favorece sua capacidade de reflexão, ajudando a se sentir mais autoconfiante. Porém, evite entrar em polêmicas e julgar os outros.

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    Sagitário (22/11 – 21/12)

    Para os sagitarianos, o céu indica um bom momento para introspecção e autocrítica. No entanto, não se sobrecarregue com insucessos.

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    Capricórnio (22/12 – 19/01)

    Para o signo de Capricórnio, o céu indica chance de fortalecimento nas parcerias e surge a necessidade de administração das expectativas para não sobrecarregar os outros.

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    Aquário (20/01 – 18/02)

    O céu indica que para o signo de Aquário, há chance de uma rotina mais estruturada e eficiente nas tarefas diárias, ajudando na boa gestão dos recursos financeiros. Evite imposições e prefira negociações.

    Saiba tudo sobre signos

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    Peixes (19/02 – 20/03)

    Para o signo de Peixes, o céu desta quarta-feira indica um bom momento para se destacar como um articulador de opiniões e ações. No entanto, é importante estar atento às finanças e evitar gastos excessivos.

  • Câmara aprova projeto que cria cadastro nacional de entidades esportivas condenadas por racismo – Notícias

    Câmara aprova projeto que cria cadastro nacional de entidades esportivas condenadas por racismo – Notícias

    24/03/2026 – 18:33  

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Alice Portugal, relatora do projeto

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria um cadastro nacional de entidades de prática esportiva condenadas por racismo (lista suja do racismo no esporte). A proposta será enviada ao Senado.

    De acordo com o texto aprovado, as entidades desportivas inscritas no cadastro não poderão celebrar contrato com o poder público nem receber patrocínios públicos, subvenções ou benefícios fiscais. Isso inclui, por exemplo, recursos da loteria Timemania.

    De autoria do deputado Bandeira de Mello (PSB-RJ), o Projeto de Lei 1069/25 foi aprovado com substitutivo da Comissão do Esporte, elaborado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

    A relatora em Plenário, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), afirmou que o projeto é antirracista e está alinhado com os fundamentos da dignidade da pessoa humana e da igualdade estabelecidos na Constituição Federal. “O mecanismo proposto encontra respaldo em políticas públicas voltadas à promoção da igualdade e ao combate à discriminação”, afirmou.

    Alice Portugal explicou que a inserção de clubes na lista suja servirá como “elemento educativo” para que realizem campanhas de prevenção e educação contra o racismo. Ela citou críticas racistas contra o jogador Vini Jr., do time espanhol Real Madrid, para respaldar o projeto. “A lista suja do racismo no esporte é algo que inova e dá exemplo para o esporte em nível internacional”, declarou.

    Segundo o projeto, o cadastro conterá os nomes dos clubes condenados por atos racistas praticados por seus torcedores, atletas, membros de comissão técnica ou dirigentes durante eventos esportivos.

    A inclusão dos clubes nessa lista ocorrerá somente após decisão condenatória transitada em julgado em processo judicial ou em decisão da Justiça Desportiva.

    Essa inscrição ficará ativa por dois anos, após o que o clube será automaticamente excluído do cadastro. A exclusão poderá acontecer antes se a entidade comprovar, perante o órgão gestor do cadastro, a realização de ações específicas de combate às condutas racistas em eventos esportivos, nos termos de um regulamento.

    Caso dentro dos dois anos da inscrição um novo episódio de racismo implicar outra condenação com trânsito em julgado, o clube ficará por mais dois anos no cadastro, contando-se o prazo a partir do fim do primeiro período.

    Centralização
    Os órgãos da Justiça e da Justiça Desportiva deverão colaborar e prestar informações para abastecer o cadastro. O gerenciamento ficará a cargo da autoridade federal competente pela área do esporte (atualmente o Ministério do Esporte), podendo firmar convênios com outros órgãos e entidades da administração pública de todos os entes federativos.

    O cadastro deverá ainda divulgar dados atualizados sobre atos de racismo ocorridos em eventos esportivos no país.

    Objetivos
    O projeto aprovado lista cinco objetivos da lista suja do racismo no esporte:

    • promover a cultura de paz no esporte;
    • coibir condutas racistas em eventos esportivos;
    • induzir as organizações esportivas a prevenir condutas racistas de seus torcedores;
    • incentivar ações educativas que contribuam para o enfrentamento ao racismo no esporte; e
    • tornar o Brasil referência no enfrentamento aos casos de racismo no esporte.

    Debate em Plenário
    Os deputados Osmar Terra (PL-RS) e Luiz Lima (Novo-RJ) criticaram a possibilidade de a proposta incluir clube no cadastro por ato racista de torcedor. “Imagina uma pessoa, entre os 80 mil, e um ato de racismo, a equipe toda vai ser punida. Não faz sentido”, disse Lima.

    Para Osmar Terra, o torcedor deve ser punido exemplarmente, mas não o clube.

    Na opinião do deputado Patrus Ananias (PT-MG), há uma relação direta entre equipe e torcedores. “As equipes de futebol dignas se responsabilizam por seus torcedores. O responsável é o time de futebol”, declarou.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Relator admite mudar parecer sobre exclusividade médica em procedimentos estéticos faciais – Notícias

    Relator admite mudar parecer sobre exclusividade médica em procedimentos estéticos faciais – Notícias

    24/03/2026 – 18:39  

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Comissão de Saúde se reuniu nesta terça-feira

    Em audiência pública da Comissão de Saúde nesta terça-feira (24), o relator da proposta que torna cirurgias plásticas faciais procedimentos exclusivos de médicos comprometeu-se a mudar o parecer, entregue em dezembro. O relatório de Allan Garcês (PP-MA) ao PL 1027/25 é um substitutivo, em que, além das plásticas, ele incluiu a medicina estética.

    Embora defenda que qualquer procedimento estético invasivo seja reconhecido como atividade exclusiva de médicos, o deputado Allan Garcês admitiu que procedimentos estéticos não cirúrgicos, de planos profundos ou minimamente invasivos, com agulhas, possam ser excluídos da restrição imposta no relatório.

    “A gente tem preocupação é com a segurança e o que a gente quer é que as profissões da área da saúde estejam preparadas para oferecer o melhor no cuidado da saúde do paciente”, afirmou.

    Cirurgias estéticas
    O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Marcelo Moura Costa Sampaio, chamou a atenção para os riscos de cirurgias estéticas feitas por profissionais que, segundo ele, não têm formação adequada. Ele citou um relatório da Anvisa de 2025 que reúne denúncias de serviços em saúde e aponta que clínicas de estética lideram, com 52%, o número de queixas.

    “A cirurgia plástica é uma cirurgia de difícil e longa formação. O que está em discussão não é mercado, o que está em discussão é a segurança da população”, afirmou.

    O representante do Conselho Federal de Medicina, Marcelo Prado, acrescentou que cirurgias invasivas não são apenas as que atingem órgãos internos.

    “Profissionais não médicos, com destaque para os odontólogos, têm se aventurado na realização de cirurgias complexas, como rinoplastia e plásticas faciais. Eles o fazem amparados por argumentos falaciosos e por resoluções de seus conselhos de classe que extrapolam flagrantemente o ordenamento jurídico e o escopo de suas formações”, disse.

    Ele afirmou que, na maioria dos países, é proibido aos odontólogos realizar cirurgias na boca, nos maxilares e na face. Marcelo Prado anunciou que o Conselho Federal de Medicina entrará com ação contra a prática dessas cirurgias.

    Odontologia
    O presidente da Comissão de Regulamentação das Cirurgias do Conselho Federal de Odontologia, Renerson Gomes dos Santos, respondeu.

    “O chamado ‘ato médico’ não se aplica à nossa classe. Não somos o apêndice de outra profissão, não estamos sob tutela de legislação alheia, não somos regidos por outros conselhos. Não aceitaremos, sob hipótese alguma, qualquer tentativa de reserva de mercado”, rebateu.

    Ele ressaltou que são necessários três anos de residência em cirurgia bucomaxilofacial, cinco anos de graduação e três anos de cirurgias estéticas orais e faciais.

    Outras áreas
    O presidente do Conselho Federal de Biomedicina, Edgar Garcez Junior, também ressaltou que outras profissões têm definições e leis que as criaram e não estão sob tutela da medicina.

    “Nos idos de 2010, a Vigilância Sanitária nos procurou dizendo que havia muitos biomédicos fazendo procedimentos em clínicas de médicos, que os médicos delegavam a esses profissionais, e que precisaríamos regulamentar essa prática. Daí surgiu a necessidade de criar, então, a especialidade ou a habilitação em biomedicina estética. Foi o mercado que nos pediu isso. E isso foi feito”, explicou.

    Farmácia, enfermagem e biologia também são áreas afetadas pela proposta. Representantes dos respectivos conselhos defenderam a realização de procedimentos estéticos por esses profissionais. A representante do Conselho Federal de Enfermagem, Roselaine Roratto, apontou que o debate não é técnico e que se trata de “reserva de mercado”.

    O projeto em discussão na Comissão da Saúde é de autoria da deputada Fernanda Pessoa (União-CE).

    Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova projeto que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito – Notícias

    Câmara aprova projeto que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito – Notícias

    24/03/2026 – 18:50  

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Helder Salomão: data servirá para refletir sobre as violências praticadas no trânsito

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui a data de 7 de maio como Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito. O projeto teve origem no Senado e seguirá para sanção presidencial.

    Nessa data, em 2009, ocorreu em Curitiba (PR) um crime de repercussão nacional. O então deputado estadual Fernando Carli Filho, dirigindo embriagado, em excesso de velocidade e com a carteira de habilitação cassada, provocou um acidente que matou os jovens Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida.

    Em 2018, Carli Filho foi condenado por júri popular a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. A pena foi reduzida, após recurso, para 7 anos e 4 meses em regime semiaberto. Em 2020, o ex-deputado obteve a progressão para o regime aberto e sem tornozeleira eletrônica. O caso foi considerado emblemático da impunidade nos crimes cometidos no trânsito.

    Violência no trânsito
    A criação da data consta do Projeto de Lei 5189/19, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), aprovado no Plenário da Câmara nesta terça-feira (24).

    O deputado Helder Salomão (PT-ES) destacou que Contarato atuou muitos anos como delegado especializado em acidentes de trânsito e tem vários projetos sobre o tema. “Aqui ele homenageia e cria o dia para que reflitamos sobre as violências praticadas no trânsito. Ainda tem muita gente praticando absurdos atrás de um volante”, disse.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Quando o futebol deixa de ser bola para virar discurso

    Quando o futebol deixa de ser bola para virar discurso

    No lugar dos antigos escanteios da vida, se instalou um palavreado que valoriza o enigma em vez da clareza

    Mais do que a bola rolando em campo, o assunto do futebol passou a girar de maneira bem exagerada em torno do que acontece fora dele.

    Só que, à dimensão desproporcional dos erros de arbitragem, se juntaram as entrevistas pós-jogo, algumas até pitorescas, que na maioria das ocasiões, em vez de poder esclarecer, só acabam confundindo mais, embolando o meio campo.

    O episódio envolvendo o técnico Roger Machado, ao tentar explicar a derrota do São Paulo para o Palmeiras, foi só mais um desses casos. Um futebolês levado às suas mais sérias e complexas consequências.

    Tudo como parte de uma linguagem inflada, cheia de conceitos rebuscados e, na maioria das vezes, desnecessários, que se instalou no ambiente do futebol. E muito por culpa de alguns treinadores, como de determinados setores da imprensa.

    No lugar dos antigos escanteios da vida, se instalou um palavreado que valoriza o enigma em vez da clareza, o efeito em vez da explicação.

    Fica a pergunta: por que a necessidade de buscar termos cada vez mais distantes do contexto para explicar situações que, na essência, sempre foram tão simples?

    Talvez porque, em meio a tanta exposição e debate permanente, o óbvio já não pareça suficiente. Ou, pior, tenha deixado de interessar.

    (Roger Machado, treinador do São Paulo – Divulgação)

    Que fase!

    Aliás, em se tratando de alguns dos treinadores – alguns mesmo, não todos, felizmente – que trabalham no futebol brasileiro, hoje eles se dividem em duas categorias:

    – Os que falam coisas que nem eles entendem e os mal-educados, verdadeiros cafajestes que ficam à beira do campo.

    Indy no Brasil -1

    A Band trabalha para trazer de volta uma prova da Indy ao Brasil em 2027, depois de 11 anos.

    Por enquanto, em se tratando da categoria, corridas fora dos Estados Unidos só aconteceram no nosso país e no Canadá.

    Indy no Brasil – 2

    Existem duas cidades já se oferecendo para sediar a Indy.

    Uma não é revelada, mas Goiânia, que sediou uma etapa da Moto GP no último final de semana, surge como forte candidata.

    Próxima parada

    Isabelle Nassar, após trabalhos como “Travessia”, “Bom Dia, Verônica”, “Dona Beja” e “Coração Acelerado”, se prepara, agora, para estrear na Record.

    É mais um nome certo no elenco da série “Ben-Hur”, no papel de Herodias.

    (Instagram)

    Locações

    A propósito de “Ben-Hur”, o diretor Vicente Guerra já se encontra em Viamão, no Rio Grande do Sul, para uma sequência de gravações.

    Vinicius Redd, Bia Arantes, Gabriel Chadan, Mario Bregieira, Rômulo Weber, Ana Cecília Banal e Bruno Suzano participam das cenas.

    Vida que segue

    Após os desencontros na Seriella e a estranha saída da série “Amor em Ruínas”, o diretor Alexandre Avancini retoma seus trabalhos.

    Nos dias 11 e 12, no Rio, ele vai comandar um Workshop para atores profissionais.

    Volta dele

    Hoje, no “Melhor da Noite”, da Band, tem a volta do Felipeh Campos, felizmente recuperado do susto recente.

    Só que vai com o aviso do médico, é bate-volta.

    Cuidadores

    O “Documento Band” deste próximo sábado, às 22h30, vai mostrar o cotidiano dos cuidadores, uma profissão que se tornou vital, mas que ainda busca reconhecimento e suporte, em um país que atingiu um marco histórico: no Brasil, o número de idosos já supera o de jovens.

    Só como detalhe, a novela “Três Graças” aborda o tema “cuidadores”, por meio da personagem de Sophie Charlotte.

    TV do Baixinho

    A Romário TV fará, nesta quarta, 19h30, as suas primeiras transmissões esportivas, com dois jogos: Itabaiana e CRB, pela Copa Nordeste, e Porto Vitória e Gama, da Copa Verde.

    A intermediação desses direitos foi da MKT e Lix Comunicação.

    Nome é trabalho

    Além da TV Gazeta, Joana Treptow continua mandando ver nas manhãs da TMC e também com o podcast Imprevista, que nesta quinta recebe a atriz Ana Hikari, em pauta sobre identidade, racismo e representatividade.

    Filha de pai negro com indígena e mãe japonesa, Ana conta que “já questionaram, em tom de brincadeira, se eu sou filha do meu pai. Mas não é piada, é racismo…”.

    Ana e Joana Treptow

    (Divulgação)

    Benja em Boston

    Benjamin Back, da TMC e SBT, está decolando com destino a Boston, nos Estados Unidos.

    Ao lado de Cafu, ele vai fechar a semana do Brasil na Brazil Conference, em Harvard, na sexta-feira, falando sobre Copa do Mundo.

    Acerto de contas – 1

    “O Acerto de Contas das Gêmeas Trocadas” é mais um microdrama a caminho do Globoplay.

    O detalhe é que as irmãs gêmeas Maya e Maíra Aniceto, atrizes e cantoras, foram muito bem nos testes e farão as protagonistas.

    Acerto de contas – 2

    Maya Aniceto, vale lembrar, foi par romântico de Gustavo Mioto em “Cinderela e O Segredo do Pobre Milionário”.

    Giulia Gam, Guilherme Leme, Vitória Bohn, Reeh Augusto, Pathy Dejesus, Pietra Quintela e Carla Fioroni completam o elenco de “O Acerto de Contas das Gêmeas Trocadas”.

    Intensivão

    Leandro Hassum vai passar esta quarta-feira inteirinha na Record, fazendo fotos, gravando chamadas e participando de reuniões da “Casa do Patrão”.

    Antes de retornar aos Estados Unidos, ele ainda fará três shows em cidades do interior de São Paulo

    Baianizando

    No dia 8 de maio, no Plenário da ALBA, Assembleia Legislativa da Bahia, Astrid Fontenelle vai receber o título de Cidadã Baiana.

    Nada mais justo e merecido.

    Astrid Fontenelle

    (Divulgação)

    Bate – Rebate

    • A dubladora Cecília Lemes, a Chiquinha, personagem de María Antonieta de las Nieves no clássico “Chaves”, é a convidada do “Antimatéria” desta quarta-feira, às 19h, na TV Cultura.
    • O Globoplay marcou para esta quinta-feira a estreia da novela mexicana “O Estranho Retorno de Diana Salazar”, protagonizada por Angelique Boyer…
    • … Angelique, que também é a estrela de “Doménica Montero”, a partir do dia 13 de abril no SBT.
    • Por enquanto, segue “encantada” a data de estreia da série “Tarã”, gravada por Xuxa Meneghel para o Disney+…
    • … Resta saber o que está pegando, para justificar tamanha demora no lançamento.
    • Michele Batista acertou para a novela vertical “Além da honra”, da ReelShort, que já tem confirmados o português Ângelo Rodrigues e Samara Czapla.
    • Além do que já vem fazendo, os investimentos da Globo nas produções verticais serão ainda maiores…
    • … Há o entendimento de que muito dessa atenção se deve ao crescimento dos resultados que já são bem significativos.
    • A direção do SBT tirou parte do dia de ontem para discutir e tomar decisões sobre a grade de programação…
    • … Ainda não foi uma conversa conclusiva. No entanto, informa-se que a sobrecarga de policialescos será diminuída.
    • Giulia Gayoso, presente em vários trabalhos da Globo, está a caminho da série “Amor em Ruínas”.
  • Sindicatos citam saúde e produtividade como argumentos para reduzir a jornada de trabalho semanal – Notícias

    Sindicatos citam saúde e produtividade como argumentos para reduzir a jornada de trabalho semanal – Notícias

    24/03/2026 – 19:25  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Debate na Câmara reuniu representantes dos trabalhadores

    Representantes de sindicatos de trabalhadores defenderam nesta terça-feira (24) a redução da jornada máxima semanal no país como estratégia para melhorar a saúde mental, o tempo de convívio familiar e a eficiência dos trabalhadores brasileiros. Eles participaram de debate na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

    Na avaliação dos sindicatos, no “mundo ideal”, a redução seria das atuais 44 horas por semana para 36 horas. Mas, de maneira unânime, afirmaram que apoiam a proposta defendida na semana passada na CCJ pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho: 40 horas semanais, com duas folgas e sem perda salarial.

    Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, apresentou dados do “Atlas Comentado da Escala 6×1″, revelando que mais de 50% dos trabalhadores sofrem pressão ou assédio e 33% gastam mais de uma hora e meia diária apenas no trânsito. Para Ayer, essa escala não organiza apenas o emprego, mas ” a vida inteira do trabalhador”, retirando dele o convívio social e a saúde.

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Ertle defendeu que trabalhador precisa de tempo para família: “luta pela vida”

    “A escala 6×1 não é neutra, ela organiza a desigualdade no país. É o tempo como eixo da exploração”, disse. “Quando cruzamos baixo salário, jornada extensa e deslocamento, o resultado é claro: o trabalhador não trabalha seis dias, ele vive em função do trabalho todos os dias”, disse.

    Valeir Ertle, da CUT, reforçou que a jornada de 44 horas, inalterada desde 1988, contribui para que o Brasil tenha um dos maiores índices de burnout (esgotamento profissional) do mundo.

    “A produtividade por hora trabalhada aumentou exponencialmente com a automação e a IA, mas o ganho não foi compartilhado com a classe trabalhadora”, afirmou. Ertle também defendeu que o trabalhador precisa de tempo para a família, a religião e o descanso, afirmando que a mudança é uma “luta pela vida”.

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Paulo Azi, relator, questionou sindicatos sobre os impactos nos custos das empresas

    Impactos
    A reunião foi proposta pelo deputado Paulo Azi (União-BA), relator na CCJ de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que pretendem extinguir a escala 6×1 e reduzir a jornada semanal: a PEC 221/19 propõe uma transição gradual de dez anos para 36 horas semanais; e a PEC 8/25 estabelece a mesma jornada, mas com escala 4×3 e implementação em um ano.

    Azi questionou os debatedores sobre possíveis impactos na economia, nos custos das empresas e na informalidade. Ele abordou ainda a capacidade de micro e pequenas empresas de absorver as mudanças. Por fim, quis saber sobre o risco de engessamento das negociações coletivas caso a definição da escala seja constitucionalizada.

    Em resposta, o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Santos Neto defendeu a redução para 40 horas semanais no texto constitucional e a definição das escalas por negociação coletiva conforme a realidade de cada setor. E contestou previsões negativas sobre a economia. Segundo ele, as empresas focam em custos numéricos e planilhas, ignorando o burnout e problemas de saúde mental causados por jornadas excessivas. “Jornada excessiva gera custos ocultos, como indenizações e perdas de produtividade”, disse.

    Antônio dos Santos Neto apresentou um caso prático de sucesso no país: o setor de TI em São Paulo, que opera há mais de uma década com 40 horas semanais e escala 5×2. Segundo ele, a experiência resultou em ganhos de produtividade e maior procura por profissionais, provando que eficiência econômica e dignidade social são complementares.

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Antônio Santos contestou previsões negativas e afirmou que impactos poderão ser ajustados por acordos

    Competitividade
    Francisco Canindé, da União Geral dos Trabalhadores trouxe uma perspectiva de mercado global, afirmando que a redução da jornada é também uma questão estratégica de competitividade. Ele argumentou que países desenvolvidos estão exigindo cada vez mais que as empresas brasileiras comprovem responsabilidade social para aceitar seus produtos.

    “Nós queremos justamente trazer, de forma concreta e objetiva, com pesquisas e com indicadores, que em muitos países europeus, uns por lei, outros por negociação, a redução da jornada de trabalho trouxe bem-estar social, produtividade e responsabilidade social empresarial”, disse.

    Canindé citou um estudo feito no Reino Unido (4 Day Week Global) que testou 3 mil trabalhadores. Segundo ele, 80% dos líderes empresariais consideraram a transição para 4 dias úteis bem-sucedida, com redução de estresse, fadiga, insônia e melhorias na saúde física e mental.

     

     

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Deputado critica discrepância entre dados do governo e do setor sobre pirataria em apostas on-line – Notícias

    Deputado critica discrepância entre dados do governo e do setor sobre pirataria em apostas on-line – Notícias

    24/03/2026 – 19:41  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Júlio Lopes cobrou dados oficiais

    O coordenador da Comissão Externa sobre os Atos de Pirataria e a Agenda do “Brasil Legal”, deputado Julio Lopes (PP-RJ), criticou, nesta terça-feira (24), a disparidade entre os números apresentados pelo governo e pelos representantes do setor sobre a legalidade do mercado de apostas on-line no país.

    Enquanto o coordenador-geral de Regulação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, Leandro Lucchesi, citou estimativas de que até 70% das apostas já estariam no mercado legal, associações do setor apontaram que a pirataria ainda domina cerca de metade do mercado.

    Julio Lopes classificou como “absurda” a falta de dados governamentais precisos.

    “Eu acho, honestamente, um absurdo que haja uma discrepância tão grande entre a visão do governo e a visão dos senhores em relação à ilegalidade. Seria importante que os senhores se juntassem para que a gente tivesse um dado mais aproximado da realidade”, afirmou o deputado.

    Julio Lopes acrescentou que a diferença representa bilhões de reais e é “inverossímil” que não se conheça o tamanho exato do problema em um mercado tão profissionalizado quanto o brasileiro.

    Em resposta, Leandro Lucchesi esclareceu que a secretaria não valida oficialmente os números citados, oriundos de consultorias privadas.

    “A SPA, na verdade, não endossa nenhum desses indicadores”, declarou. “A SPA está fazendo um acordo de cooperação técnica com o Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] para ter esse indicador, entre outros”, explicou Lucchesi.

    Ele informou que o plano de trabalho deve ser celebrado ainda em 2026.

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Letícia Ferraz apontou perdas entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões por ano

    Impacto financeiro
    A diretora-executiva do Laboratório de Direitos Humanos e Novas Tecnologias (LabSul), Letícia Ferraz, apresentou dados sobre as perdas econômicas. De acordo com ela, enquanto o mercado legal faturou, em 2025, R$ 37 bilhões e gerou R$ 9,9 bilhões em arrecadação de impostos vinculados a políticas públicas, o mercado ilegal movimenta entre R$ 26 bilhões e R$ 40 bilhões anuais.

    “Estamos perdendo de R$ 7 bilhões a R$ 10 bilhões anuais que poderiam ser transformados em políticas públicas”, destacou Letícia.

    Como sugestões de combate, a diretora defendeu um ambiente competitivo com tributação justa, a aprovação do marco legal de combate ao mercado ilegal (PL 4044/25), a criação de um selo distintivo para operadoras legais e maior atuação do Banco Central e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no monitoramento do sistema financeiro.

    PIX
    Integrante do Conselho Consultivo da Associação Internacional de Gaming (Aigaming), Ana Bárbara Teixeira também reforçou a necessidade de controlar o acesso das plataformas piratas ao sistema de pagamentos.

    “A perna que a gente está tendo mais problema hoje é com o sistema financeiro, é como que as bets ilegais conseguem ter acesso ao Pix”, pontuou. Ela sugeriu que as casas regulamentadas tenham acesso à lista de fraudadores do Banco Central para aprimorar a prevenção à lavagem de dinheiro.

    O presidente da Associação Brasileira de Jogos e Loterias (Abrajogo), Witoldo Hendrich Júnior, destacou a necessidade de segurança jurídica. Na opinião dele, o excesso de propostas para aumentar tributos ou restringir publicidade afugenta investidores e empurra o apostador para a ilegalidade.

    “O exagero está empurrando o jogador e, em última análise, a sociedade, para dentro da pirataria”, alertou.

    Desafios técnicos
    Gianluca Fiorentini, gerente de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), detalhou as dificuldades técnicas no bloqueio de sites. Ele explicou que a agência atua apenas na execução das ordens da SPA e que o papel da Anatel é limitado.

    “A Anatel não tem meios fáticos-legais para mover por si só a retirada do conteúdo. Ela não tem competência para isso.”

    Entre os desafios listados por ele e por Witoldo Júnior estão o uso de tecnologias que mascaram a localização do usuário e o dinamismo dos domínios piratas, que alteram o endereço digital em minutos para burlar bloqueios.

    O deputado Julio Lopes colocou a comissão à disposição para encaminhar demandas ao Banco Central e a outros órgãos, buscando maior efetividade no combate ao crime organizado financiado pelas apostas irregulares.

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados