Dia: 18 de março de 2026

  • Câmara aprova aumento de pena para furto, roubo, receptação e latrocínio – Notícias

    Câmara aprova aumento de pena para furto, roubo, receptação e latrocínio – Notícias

    18/03/2026 – 22:51  

    Leandro Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Alfredo Gaspar, relator do projeto de lei

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta as penas para os crimes de furto, roubo, receptação de produtos roubados, roubo seguido de morte (latrocínio) e outros. A proposta será enviada à sanção presidencial.

    Foi aprovado em Plenário, nesta quarta-feira (18), um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 3780/23, de autoria do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) e outros. O texto final mantém vários trechos do que foi aprovado anteriormente pela Câmara em 2023, segundo parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

    Para o relator, as alterações do Senado deram um abrandamento das penas. “O Senado adotou uma solução que vai na contramão desse anseio social por um endurecimento maior das punições”, disse Alfredo Gaspar.

    Ele afirmou que o Brasil vive uma epidemia não apenas de homicídios, mas também de crimes patrimoniais. “Chega de bandidagem livre para cometer crimes. Endurecemos penas porque a sociedade precisa, o direito exige, e a bandidagem merece”, disse.

    O autor da proposta, deputado Kim Kataguiri, afirmou que a aprovação do texto responde a “uma luta da maioria dos brasileiros que trabalham, produzem e estão cansados de serem saqueados, reféns do crime todas as vezes que saem de casa”.

    Furto
    Segundo o texto aprovado, a pena geral de furto passa de reclusão de 1 a 4 anos para 1 a 6 anos, aumentando-se da metade se o crime é praticado durante a noite.

    No caso do furto qualificado, cuja pena continua a mesma (2 a 8 anos), Alfredo Gaspar acatou nova redação para o furto de material de concessionárias de serviços públicos em razão da aprovação da Lei 15.181/25 que incluiu essa hipótese: furto de quaisquer bens que comprometam o funcionamento de órgãos dos entes federativos ou de estabelecimentos públicos ou privados prestadores de serviços essenciais.

    Já o furto por meio de fraude com o uso de dispositivo eletrônico (golpes virtuais) tem pena aumentada de reclusão de 4 a 8 anos para 4 a 10 anos.

    O texto também aumenta as penas de reclusão para 4 a 10 anos em outros furtos específicos já existentes: veículo transportado a outro estado ou para o exterior (antes de 3 a 8 anos); e gado e outros animais de produção (antes de 2 a 5 anos).

    Um dos trechos aprovados no Senado e incorporados à redação final inclui nessa faixa de pena o furto de:

    • aparelho de telefonia celular, de computador, inclusive notebook ou tablet, ou de qualquer dispositivo eletrônico ou informático semelhante; e
    • de arma de fogo.

    O texto de Alfredo Gaspar cria ainda agravante para o furto de animais domésticos (4 a 10 anos de reclusão).

    Roubo
    Quanto ao crime de roubo, a pena geral de 4 a 10 anos passa para 6 a 10 anos, com aumento de 1/3 à metade para duas novas situações semelhantes à do furto: celulares, computadores, notebooks e tablets; e arma de fogo.

    Quando o roubo ocorrer com violência e dela resultar lesão grave, a pena atual de 7 a 18 anos passará para 16 a 24 anos.

    No caso do latrocínio (roubo seguido de morte da vítima), o condenado poderá ser punido com 24 a 30 anos de prisão. Hoje a pena é de 20 a 30 anos.

    Receptação
    O crime de receptação de coisa obtida por meio de um crime, que é quando alguém recebe para revender o bem, por exemplo, passa de 1 a 4 anos para 2 a 6 anos.

    Quando a receptação for de animal de produção ou carnes, a pena para esse crime passará de 2 a 5 anos de reclusão para 3 a 8 anos.

    Igual pena é atribuída à condenação pela receptação de animal doméstico.

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Kim Kataguiri, autor do projeto de lei

    Fios de telefone
    A pena por interromper serviço telefônico, telegráfico ou radiotelegráfico, atualmente de detenção de 1 a 3 anos, será de reclusão de 2 a 4 anos.

    A pena será aplicada em dobro se o crime for cometido por ocasião de calamidade pública ou roubo ou destruição de equipamento instalado em torres de telecomunicação.

    Estelionato
    No crime de estelionato, com pena de 1 a 5 anos de reclusão, Gaspar introduz a tipificação específica de “cessão de conta laranja”, definida como a cessão, gratuita ou com pagamento, de conta bancária para que nela transitem recursos destinados ao financiamento de atividade criminosa ou vindos dessa atividade.

    Novo caso de estelionato qualificado por fraude eletrônica é incluído para abranger os golpes aplicados por meio da duplicação de dispositivo eletrônico ou de aplicação de internet.

    Assim, o condenado poderá ser punido com 4 a 8 anos de prisão por esse tipo de fraude cometida com informações fornecidas pela vítima ou terceiro.

    Atualmente, essa pena já é aplicada aos golpes ocorridos quando essas pessoas são induzidas a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos, envio de e-mail fraudulento ou qualquer meio análogo.

    Representação
    Por fim, o projeto de lei acaba com dispositivo introduzido em 2019 no Código Penal que condiciona o início da ação penal para o crime de estelionato à representação da vítima.

    Assim, a representação não dependerá da iniciativa da vítima, podendo ser apresentada pelo Ministério Público em qualquer situação. Atualmente, isso ocorre somente se o crime for contra a administração pública; criança ou adolescente; pessoa com deficiência mental; ou maior de 70 anos de idade ou incapaz.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova pena de prisão de até 40 anos para crime de homicídio vicário – Notícias

    Câmara aprova pena de prisão de até 40 anos para crime de homicídio vicário – Notícias

    18/03/2026 – 22:15  
    •   Atualizado em 18/03/2026 – 22:37

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Deputada Silvye Alves (C) lê parecer sobre o projeto, ao lado de outras parlamentares

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que tipifica no Código Penal o crime de homicídio vicário, cometido quando filhos ou outros parentes são assassinados para causar à mulher sofrimento, punição ou controle no contexto de violência doméstica e familiar. A pena para o crime será de reclusão de 20 a 40 anos. A proposta será enviada ao Senado.

    De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi aprovado na forma do substitutivo da relatora, deputada Silvye Alves (União-GO).

    O texto especifica que o assassinato será assim caracterizado se for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.

    Como agravantes para esse crime, a relatora prevê o aumento de pena de 1/3 à metade se for cometido:

    • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento, punição ou controle;
    • contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
    • em descumprimento de medida protetiva de urgência.

    Crime hediondo
    Adicionalmente, o homicídio vicário será considerado crime hediondo. Condenados por crimes hediondos não podem contar com anistia, graça, indulto ou fiança. Têm ainda prazos maiores de cumprimento de pena em regime fechado para poder acessar o regime semiaberto.

    Lei Maria da Penha
    Sylvie Alves utiliza o mesmo conceito para incluir na Lei Maria da Penha a violência vicária como uma das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

    A definição dada é de qualquer forma de violência praticada contra descendente, ascendente, dependente, enteado, pessoa sob guarda ou responsabilidade direta ou mesmo outro parente ou pessoa da rede de apoio da mulher visando atingi-la.

    Com a ampliação dos termos, outros tipos de violência sem morte contra parentes, como lesão corporal, podem ser considerados uma forma de violência doméstica e familiar.

    Silvye Alves afirmou que a proposta dá visibilidade à violência vicária e reforça a capacidade de resposta institucional diante de práticas de coerção, retaliação ou controle que atingem terceiros para amplificar o sofrimento da vítima principal.

    Segundo a relatora, a violência vicária é cada vez mais reconhecida “como uma das faces mais cruéis e ainda subnotificadas” de violência no país. Ela afirmou que a violência psicológica e a instrumentalização de crianças em disputas de guarda, visitas e migração internacional têm sido muito relatadas pelas vítimas.

    Na tribuna, Silvye Alves fez discurso em tom de desabafo, acusando deputados por machismo durante a análise do texto. “Queria que todos abrissem o coração para que a gente possa proteger não só crianças e adolescentes, mas todas as pessoas usadas por um homem”, afirmou.

    A deputada citou o caso do secretário de Governo de Itumbiara (GO) que, em fevereiro, matou os dois filhos para causar sofrimento à esposa. Ele depois se suicidou.

    Silvye Alves também falou que foi vítima de violência vicária ao relatar que seu pai agrediu sua mãe quando esta estava grávida.

    Debate em Plenário
    Durante o debate sobre o projeto, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) avaliou que o texto é preconceituoso, já que não prevê punição para mulheres que cometem o crime. “Estão tratando o homem como o único que pode cometer violência e homicídio vicário, e eu trouxe aqui demonstrações de que esse crime não tem sexo”, disse Jordy, ao citar reportagens sobre crimes cometidos por mulheres contra seus filhos para prejudicar o pai.

    A deputada Julia Zanatta (PL-SC) afirmou que, ao estruturar o conceito de forma unilateral, o projeto ignora que mulheres também podem exercer manipulação e violência psicológica por meio dos filhos. “Por que eliminar o conceito de igualdade previsto em nossa Constituição?”, questionou.

    A coordenadora da bancada feminina, deputada Jack Rocha (PT-ES), afirmou que o processo da violência vicária está “atrelado diretamente” à violência contra as mulheres. “Há um processo de confusão e desinformação de querer atrelar a violência vicária a homens e mulheres”, declarou. Segundo ela, quem é contra a proposta vota contra as mulheres brasileiras. “Somos nós as impactadas.”

    Para a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), há semelhança entre a lógica da lei do feminicídio e a proposta. “Aqui estamos com um caso paralelo. Violência vicária é quando um agressor mata e atinge uma criança para prejudicar a mãe. Assim como a lei do feminicídio, tem um viés claro de gênero”, disse.

    A deputada Lídice da Mata (PSB-BA) ressaltou que a proposta não pode ser redigida a partir das exceções. “São as mulheres as maiores vítimas de violência”, disse.

    Segundo a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), uma das autoras da proposta, o objetivo é garantir à mulher que não seja ferida por ser mulher. “Nunca ouvi falar em mulher que mata seus filhos, que saíram da sua barriga, para punir um homem. Trabalhei no maior escritório de advocacia de direito de família deste país e nunca ouvi falar em nada parecido.”

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    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

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  • Adiada votação de projeto que cria novo regime para socorrer ou liquidar bancos – Notícias

    Adiada votação de projeto que cria novo regime para socorrer ou liquidar bancos – Notícias

    18/03/2026 – 20:58  

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Hugo Motta (C) anunciou o adiamento durante a sessão do Plenário da Câmara

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou o adiamento da votação da proposta que cria um novo regime para socorrer ou liquidar bancos (PLP 281/19). Havia previsão de o projeto ser votado em Plenário nesta quarta-feira (18).

    Motta afirmou que quem entende do mercado financeiro não contesta a necessidade de votar o texto, mas há uma “nuvem de fumaça” criada em torno do projeto. “Vamos ganhar um pouco mais de tempo para a matéria ser melhor amadurecida. Este tempo será necessário para deixar mais precisos os pontos elencados, para que não tenhamos nenhuma matéria sendo mal compreendida sobre sua necessidade para colaborar com o sistema financeiro”, afirmou.

    De autoria do Poder Executivo, o projeto regulamenta o processo de intervenção e falência de instituições do sistema financeiro, do sistema de pagamentos, de bolsas de valores, de seguradoras, sociedades de capitalização e entidades de previdência complementar.

    O relator da proposta, deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), pediu o adiamento da votação diante da mudança do governo em relação à aprovação do texto. “Fui surpreendido ontem com pedido para retirar artigos que são o coração do projeto”, disse Queiroz.

    Ele citou trecho sobre socorro do governo a instituições em crise, seja por meio de empréstimo ou capitalização temporária. A medida só seria adotada após esgotadas outras alternativas, como o uso dos fundos de resolução (recursos mantidos pelas próprias instituições para situações de crise).

    “Acho incoerente botarmos para votar um projeto que veio do governo e hoje tem um pouco de rejeição do próprio governo. Não seria ético da minha parte”, afirmou o relator.

    Mais cedo, o deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), vice-líder do governo, explicou que o texto foi “rearranjado pelo Banco Central” no momento em que três instituições financeiras enfrentam processo falimentar. “Estão querendo arrumar uma forma de colocar dinheiro público dentro de banco falido”, disse.

    Benevides Filho também criticou a proposta por retirar do Congresso a competência sobre operações de crédito com recursos do Tesouro e transferi-la ao Conselho Monetário Nacional (CMN).

    Regime de resolução
    Segundo o texto original do projeto, o processo de intervenção passará a ser conhecido como regime de resolução e, dependendo do setor regulado, Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou Superintendência de Seguros Privados (Susep) poderão atuar para preservar o sistema.

    Esses órgãos serão as autoridades de resolução.

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    Reportagem – Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Ex-BBB Pedro Espíndola processa a TV Globo e cobra milhões; saiba valor e detalhes

    Ex-BBB Pedro Espíndola processa a TV Globo e cobra milhões; saiba valor e detalhes

    O portal LeoDias já havia adiantado que os advogados do ex-participante do “Big Brother Brasil 26” adotariam as medidas cabíveis contra a emissora

    Conforme antecipado pelo portal LeoDias, a briga judicial que envolve Pedro Henrique Espíndola e a TV Globo acaba de ganhar um novo capítulo e daqueles bem pesados. A ação, que já era dada como certa pelos advogados do ex-participante do “BBB26”, agora virou realidade e já está tramitando na Justiça do Paraná. O processo foi protocolado na 2ª Vara Cível de Colombo e já chega com um valor alto: R$ 4,25 milhões.

    De forma bem direta, o que Pedro pede é a rescisão do contrato que assinou com a Globo, além de uma indenização por danos morais e materiais. Segundo o documento, ele cobra R$ 1,5 milhão por danos morais e mais R$ 2,75 milhões por danos materiais, somando o valor total da ação. Ele alega que sofreu consequências sérias após sua participação no programa, incluindo abalo psicológico, prejuízos à imagem e até internação psiquiátrica.

    Veja as fotos

    Pedro Espíndola, do “BBB26”Foto: Reprodução/Globoplay

    Foto: Reprodução/TV Globo

    Pedro EspíndolaFoto: Reprodução/TV Globo

    Foto: Reprodução/Globoplay

    Pedro EspíndolaFoto: Reprodução/Globoplay

    Foto: Reprodução Instagram Pedro Henrique Espíndola

    Pedro Espíndola, do “BBB26”Foto: Reprodução Instagram Pedro Henrique Espíndola

    Foto: Reprodução/TV Globo

    Pedro Espíndola, do “BBB26”Foto: Reprodução/TV Globo


    E aqui começa o ponto mais delicado: a defesa de Pedro sustenta que houve falha grave no dever de cuidado por parte da emissora. Traduzindo: eles dizem que a Globo teria exposto o participante a situações de pressão extrema dentro do reality e, depois, não deu o suporte necessário quando ele deixou o programa. O texto fala até em “abandono” em um momento crítico de saúde mental, o que teria agravado ainda mais o quadro dele.

    Outro ponto que chama atenção é a acusação de que a imagem de Pedro teria sido usada de forma negativa na televisão e na internet. Segundo a ação, a emissora teria construído uma narrativa que o colocou como culpado diante do público, antes mesmo de qualquer apuração completa dos fatos. Isso, de acordo com os advogados, gerou uma onda de ataques, ameaças e destruição da reputação dele fora da casa.

    A ação também questiona várias cláusulas do contrato do reality, classificadas como abusivas. Entre elas, a que impediria o participante de se defender publicamente e a que transferiria todos os riscos psicológicos para ele. Em linguagem simples: a defesa tenta provar que Pedro assinou um contrato que, na prática, o deixava sem proteção diante de possíveis danos.

    Agora, o caso entra oficialmente na Justiça e promete desdobramentos fortes. Com uma indenização milionária na mesa, a disputa pode virar um marco sobre os limites dos realities no Brasil e até onde vai a responsabilidade de uma emissora com quem coloca dentro da casa mais vigiada do Brasil.

  • Comissão aprova projeto que facilita matrícula em cidade vizinha mais próxima da residência – Notícias

    Comissão aprova projeto que facilita matrícula em cidade vizinha mais próxima da residência – Notícias

    18/03/2026 – 20:16  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Julia Zanatta, relatora da proposta na CCJ

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que assegura a alunos da educação básica o direito de se matricular na escola mais próxima da sua casa, ainda que em município vizinho, incluindo o acesso ao transporte escolar.

    O texto aprovado muda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e segue para o Senado, a menos que haja recurso para análise do Plenário da Câmara.

    Por recomendação da relatora, deputada Julia Zanatta (PL-SC), a comissão aprovou o substitutivo da Comissão de Educação para o Projeto de Lei 4036/24, do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES). A nova versão inseriu no projeto, além da matrícula, o direito ao transporte.

    Zanata incluiu emenda de redação para ajustar a redação da proposta, mas defendeu a constitucionalidade e juridicidade da matéria.

    “Trata-se de uma legislação simples, mas que vai fazer toda a diferença na vida de pais e de mães de alunos que se encontram nessa situação”, disse a relatora.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova regras para bolsista de pós-graduação acessar benefícios previdenciários – Notícias

    Câmara aprova regras para bolsista de pós-graduação acessar benefícios previdenciários – Notícias

    18/03/2026 – 19:21  
    •   Atualizado em 18/03/2026 – 19:34

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Ricardo Galvão, relator do projeto de lei

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a participação obrigatória do bolsista de pós-graduação como contribuinte individual da Previdência Social para fins de acesso aos benefícios como aposentadoria e auxílios. A proposta seguirá para o Senado.

    De autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota (PE), o Projeto de Lei 6894/13 foi aprovado nesta quarta-feira (18) na forma de um substitutivo do relator, deputado Ricardo Galvão (Rede-SP).

    Segundo o relator, o enquadramento dos bolsistas como segurados obrigatórios do regime geral de Previdência corrige uma distorção histórica, assegurando cobertura previdenciária em situações de doença, maternidade e incapacidade temporária. Além disso, possibilita a contagem do tempo dedicado à pesquisa para fins de aposentadoria.

    “Embora o Estado reconheça a relevância estratégica da pesquisa científica e destine recursos públicos à formação de capital humano altamente qualificado, os pesquisadores bolsistas que trabalham em dedicação exclusiva permanecem à margem da proteção previdenciária”, disse Ricardo Galvão.

    Ele afirmou que a situação atual, de enquadramento de bolsistas como segurados facultativos, não funciona na prática. “As bolsas acadêmicas apresentam, em regra, valores limitados e destinam-se não apenas à subsistência do bolsista, mas também ao custeio das próprias atividades de estudo e pesquisa, tais como aquisição de livros, materiais, insumos e equipamentos”, explicou.

    De acordo com o deputado, ao garantir segurança previdenciária a esses profissionais, reforça-se a atratividade das carreiras acadêmicas, reduz-se fatores de evasão de talentos e consolida-se a base científica e tecnológica indispensável ao desenvolvimento econômico e social do país.

    Contribuição
    Segundo o projeto aprovado, a contribuição a ser recolhida pela instituição cedente da bolsa será de 11% sobre um salário mínimo (R$ 1.621,00).

    Com essa alíquota, o acesso à aposentadoria será somente por idade, atualmente em 62 anos para mulher e 65 anos para homem. Caso deseje aposentadoria por tempo de contribuição ou que o tempo possa ser aproveitado para se aposentar por algum regime próprio de servidores públicos, o interessado deverá complementar a contribuição recolhida pela instituição com mais 9% sobre a base de cálculo a fim de totalizar 20% de recolhimento.

    O relator lembrou que os valores das bolsas ainda são baixos no Brasil, sendo, desde 2023, R$ 2,1 mil para mestrado, R$ 3,1 mil para doutorado e R$ 5,2 mil para pós-doutorado.

    Ele também citou o baixo percentual de doutores em relação à população brasileira. “O Brasil forma 23 mil doutores por ano, mas temos 0,2% de doutores na população, enquanto a China tem 0,7%. Desses bolsistas, a China tem 61% em ciências naturais, engenharia matemática e ciências biológicas”, disse Galvão.

    Bolsistas no exterior
    A medida valerá para bolsistas com 16 anos ou mais de bolsas de mestrado ou doutorado stricto sensu de programa de pós-graduação credenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O aluno poderá estar no Brasil ou no exterior.

    O benefício valerá ainda para o bolsista de pós-doutorado em programa de pesquisa aprovado por uma agência de fomento oficial, seja com bolsa de formação ou de pesquisa.

    No total, o projeto deve beneficiar 120 mil bolsistas da Capes e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fora os da agências de fomento, segundo estimativas do relator.

    A participação como contribuinte da Previdência abrange bolsas concedidas por agências federal, estaduais ou municipais, desde que os resultados das atividades desenvolvidas não representem vantagem econômica para a concedente nem importem contraprestação de serviços.

    As bolsas continuam isentas do Imposto de Renda da Pessoa Física.

    Sem redução
    Ricardo Galvão remeteu a vigência dos descontos para a Previdência a partir da edição de um regulamento do Poder Executivo, no caso de bolsas pagas por instituições federais, observando-se ainda a noventena (prazo legal de 90 dias).

    Para evitar a redução do valor líquido vigente recebido pelos bolsistas quando do início da cobrança, o texto permite reajuste, atendidos os requisitos fiscais.

    Quantidade de bolsas
    No ano seguinte ao de vigência da futura lei, o governo federal não poderá reduzir os valores e a quantidade de bolsas de formação ou de pesquisa concedidas por agências federais em relação ao ano de publicação da lei.

    Debate em Plenário
    Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), a inserção dos bolsistas no sistema previdenciário não é um ato de generosidade, mas de justiça. “É um estímulo à ciência, a que avancemos nesse campo tão negligenciado no Brasil pelos negacionistas de toda ordem e de última hora”, disse.

    Segundo o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o projeto demonstra o compromisso do Brasil com a ciência brasileira. “Qualquer brasileiro que queira um país soberano deve apoiar este projeto”, disse.

    Porém, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) avaliou que o texto aprovado não garante a manutenção do valor mínimo da bolsa. “Sou a favor de que haja seguridade social para pesquisadores, como existe para qualquer profissional. Mas houve uma alteração no relatório. O novo texto permite que o governo lance regulamento obrigando o pesquisador a pagar uma contribuição que ele não paga sem ter reajuste de bolsa”, afirmou.

    O relator esclareceu que uma lei federal não pode impor ao governo como será executado o orçamento. “Quando CNPq e Capes dão uma bolsa de doutorado, é assinado um termo de compromisso de quatro anos. Então, as bolsas vigentes hoje já têm esse termo, e não se pode reduzir os valores das bolsas”, disse Ricardo Galvão.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Líder comunitário Edson Sol Nascente anuncia filiação ao MDB e reforça alianças políticas no DF

    Líder comunitário Edson Sol Nascente anuncia filiação ao MDB e reforça alianças políticas no DF

    Líder comunitário Edson Sol Nascente anuncia filiação ao MDB e reforça alianças políticas no DF O líder comunitário Edson Batista, conhecido…

    Líder comunitário Edson Sol Nascente anuncia filiação ao MDB e reforça alianças políticas no DF
    O líder comunitário Edson Batista, conhecido popularmente como Edson Sol Nascente, dará um novo passo em sua trajetória política ao se filiar ao MDB neste sábado, 21 de março de 2026. O evento será realizado na Chácara Paraíso Festas e Eventos, localizada no Trecho 3 de Sol Nascente, região administrativa do Distrito Federal.

    Figura conhecida na comunidade, Edson já disputou uma vaga no Legislativo distrital em 2018, quando conquistou 2.141 votos, ficando próximo da marca de três mil votos. Desde então, manteve atuação constante junto à população, especialmente nas regiões de Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol, consideradas entre as mais populosas do DF.

    Aliado de longa data do governador Ibaneis Rocha, Edson destaca que sempre acreditou na gestão do chefe do Executivo local. Segundo ele, a parceria representa um compromisso com o desenvolvimento das regiões administrativas mais carentes DF. 

    Com a filiação ao MDB, Edson Sol Nascente se posiciona como pré-candidato a deputado distrital nas eleições de outubro de 2026. Ele afirma que pretende “arrebentar nas urnas” ao lado de Ibaneis Rocha, que também é apontado como pré-candidato ao Senado.

    A movimentação política também fortalece o projeto do partido no Distrito Federal, que busca ampliar sua base e consolidar o nome da vice-governadora Celina Leão, do Progressistas, como uma das principais apostas para a disputa ao Governo do DF.

    Reconhecido como uma das lideranças comunitárias mais atuantes da região, Edson Batista aposta na proximidade com a população e no trabalho de base como diferenciais para a próxima eleição.

    Da redação A Politica e o Poder 

  • Câmara debate política nacional para prevenir doença renal e ampliar diagnóstico precoce – Notícias

    Câmara debate política nacional para prevenir doença renal e ampliar diagnóstico precoce – Notícias

    18/03/2026 – 18:38  

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Weliton Prado anunciou proposta para uma política de prevenção para doença renal

    A Câmara dos Deputados sediou, nesta quarta-feira (18), dois debates sobre a saúde renal no Brasil: um seminário da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e da Comissão Especial de Combate ao Câncer e uma sessão solene.

    Parlamentares, representantes do governo e da sociedade civil discutiram a criação de uma Política Nacional de Prevenção e Cuidado da Doença Renal Crônica com foco no diagnóstico precoce e na sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) diante de um cenário de subfinanciamento e aumento de casos.

    O deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG), autor do requerimento para o seminário e presidente da comissão especial, afirmou que o modelo atual é reativo e foca apenas no estágio final da doença. Segundo o parlamentar, o país gasta anualmente mais de R$ 4,5 bilhões com terapias como hemodiálise e diálise peritoneal.

    “O sistema financia o procedimento, mas não enxerga a doença. Cerca de 87% dos pacientes não têm a causa registrada nos sistemas”, afirmou Prado. Ele anunciou que pretende apresentar projeto de lei criando a nova política para fortalecer a atenção primária, realizando o diagnóstico antes da necessidade de diálise.

    Impacto
    A diretora da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Isadora Calvo, alertou que a DRC está projetada para ser a quinta maior causa de morte no mundo até 2050. A médica enfatizou que a doença é silenciosa e que o diagnóstico precoce por meio de exames simples, como creatinina e urina, é essencial.

    “A diálise mata mais que muitos cânceres, como o de mama e o colorretal”, destacou Isadora. Ela defendeu o uso de novas terapias disponíveis que podem mudar a trajetória da doença se aplicadas a tempo.

    Ações do governo e financiamento
    Representando o Ministério da Saúde, Artur Lobato, diretor de Atenção Especializada, anunciou investimentos para o setor. Entre as medidas, citou o reajuste de 15% na tabela para hemodiálise e de 100% para a diálise peritoneal e o cuidado pré-dialítico.

    Lobato informou ainda a habilitação de 49 novos serviços de diálise em 16 estados. Segundo ele, o ministério trabalha para integrar a atenção especializada com a primária, garantindo que o paciente seja monitorado desde os primeiros sinais de risco, como diabetes e hipertensão.

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Vinícius Carvalho: luta pela nefrologia deve unir governo e oposição em prol da assistência aos pacientes

    Pacientes
    Vanessa Pirolo, representante da coalizão Vozes do Advocacy, chamou a atenção para os “vazios assistenciais”, especialmente na região Norte. Ela citou que muitos pacientes precisam percorrer grandes distâncias para realizar o tratamento, o que gera custos indiretos e perda de qualidade de vida.

    A advogada Anna Patrícia Silva, também do Vozes do Advocacy, reforçou que o diabetes é uma das principais causas de falência renal. Ela defendeu a expansão da diálise peritoneal domiciliar, que hoje atende apenas uma pequena parcela dos pacientes, apesar de ser mais econômica e oferecer maior autonomia.

    A sessão solene e o seminário marcaram a celebração do Dia Mundial do Rim, cujo tema em 2026 é “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”. O deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP), presidente da Frente Parlamentar da Nefrologia, é autor do pedido para realização da sessão. Ele deve ser indicado como relator da nova política nacional na Câmara.

    “Essa questão renal para mim não é política, é ideologia. Quem tem familiar, quem tem uma pessoa que passa por isso, sabe o que é. Não estamos falando de ideologia política, estamos falando de saúde pública”, disse o deputado ao citar sua mãe, paciente renal. Ele reforçou que a luta pela nefrologia deve unir governo e oposição em prol da assistência aos pacientes que dependem do sistema de saúde.

    Da Redação – GM

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Quarteto do Sobradinho pode ampliar seleta lista de bicampeões pelo clube

    Quarteto do Sobradinho pode ampliar seleta lista de bicampeões pelo clube

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    A final do Campeonato Candango de 2026 pode marcar um reencontro especial entre passado e presente no Sobradinho. Quatro jogadores do elenco atual possuem ligação direta com o último título alvinegro. Michael Henrique, Geovane, Mirandinha e Andrezinho fizeram parte do grupo campeão de 2018 e possuem a chance de repetir o feito diante do Gama na decisão marcada para sábado (21/3), no Estádio Nacional Mané Garrincha.

    Em 2018. Michael Henrique defendeu o gol do Sobradinho em sete partidas. Andrezinho ocupou a lateral direita da equipe em quatro oportunidades. Geovane entrou em campo 16 vezes, com três gols marcados. Mirandinha atuou nos 17 compromissos do Leão da Serra naquele Candangão, também com quatro bolas na rede. Uma nova conquista colocará o quarteto em posição histórica dentro do clube. O título transformaria os quatro atletas em bicampeões candangos pelo Sobradinho.

    O feito ampliaria uma lista restrita na trajetória do Leão da Serra dentro da principal competição do futebol do Distrito Federal. A história do clube registra uma geração especialmente marcante nesse aspecto. Os títulos consecutivos de 1985 e 1986 produziram um grupo numeroso de atletas bicampeões pelo alvinegro. Ao todo, 16 jogadores participaram diretamente das duas conquistas e ficaram eternizados na memória da torcida do Sobradinho.

    Entre os goleiros aparecem Bocaiúva e Atayde, responsáveis pela segurança defensiva daquela equipe. A linha de defesa reunia nomes como Chiquinho, Toinzé, Hani, Rildo, Claudinho e Marcelo, garantidores da consistência do sistema defensivo ao longo das campanhas vencedoras.

    O meio-campo contava com jogadores decisivos na construção das jogadas. Zé Nilo, Filó, Artur, Michael e Wellington participaram da engrenagem responsável por sustentar o equilíbrio da equipe nas duas temporadas históricas do Sobradinho no âmbito do Campeonato Candango.

    No setor ofensivo, os títulos também tiveram protagonistas marcantes. Régis, Toni e Jamil completaram a lista de bicampeões da geração dourada do Sobradinho em meados dos anos 1980, período considerado como o mais importante da história do clube.

    Quase quatro décadas depois, o elenco atual tenta construir um novo capítulo para o Leão da Serra. Caso conquiste o Candangão de 2026 na final contra o Gama, o quarteto remanescente do título de 2018 ampliará o legado pessoal no clube e entrará para o grupo seleto de jogadores com dois títulos candangos pelo Sobradinho.

    A decisão diante do Gama, portanto, carrega um significado adicional para Michael Henrique, Geovane, Mirandinha e Andrezinho. Mais do que a disputa pelo troféu da temporada, a final oferece a possibilidade de transformar a experiência acumulada em um novo marco na história alvinegra.

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  • Deputados analisam pedidos de urgência para projetos de lei; acompanhe – Notícias

    Deputados analisam pedidos de urgência para projetos de lei; acompanhe – Notícias

    18/03/2026 – 17:19  

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Plenário da Câmara dos Deputados

    A Câmara dos Deputados iniciou a Ordem do Dia do Plenário e analisa agora requerimentos de urgência para projetos de lei. As propostas com urgência podem ser votadas diretamente em Plenário, sem passar antes pelas comissões.

    Entre os itens que podem receber urgência está o Projeto de Lei 4675/25, do Poder Executivo, que cria a Superintendência de Mercados Digitais no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

    Mais informações em instantes

    Assista ao vivo

    Reportagem – Eduardo Piovesan
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Sessão ordinária: Deputados debatem aumento do valor dos combustíveis no DF

    Sessão ordinária: Deputados debatem aumento do valor dos combustíveis no DF

    Sessão ordinária: Deputados debatem aumento do valor dos combustíveis no DF

    Também foram tratados em plenário temas como a concurso do CBMDF, o metrô em Ceilândia e a greve na UnDF

    Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (18), na Câmara Legislativa, deputados distritais se posicionaram contra o recente aumento no valor dos combustíveis no Distrito Federal. O deputado Chico Vigilante (PT) informou que enviou um alerta ao governo federal para comunicar a atividade de cartéis dos combustíveis no DF. 

    “A Polícia Federal já está em ação para combater essas quadrilhas formadas por proprietários de postos de gasolina. Tem um posto aqui no DF que estocou diesel, aumentou o preço e botou a culpa na guerra do Irã. A verdade é que o combustível do Brasil não passa por aquela região. É especulação pura”, denunciou Chico Vigilante. 

    O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) concordou com o colega. “Existe um verdadeiro cartel em Brasília. Eu acompanho de perto essa questão. Não é possível, já tem posto vendendo gasolina em Brasília por R$ 7 o litro. Não se pode utilizar o subterfúgio de uma guerra para penalizar a população”, afirmou o distrital.

    Outros temas 

    Ainda em plenário, o deputado Roosevelt Vilela (PL) comemorou a decisão judicial que manteve a aplicação do teste de barra dinâmica para mulheres no concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. “Para a candidata ser aprovada, ela precisa fazer uma barra. Se ela se dedicou um pouco mais e conseguiu fazer duas barras, ela pontua mais. Se fizer cinco barras, ela tira nota 10. Não existe ocorrência para homem atender e ocorrência para mulher atender. O bombeiro militar tem que estar preparado. Nós entendemos as diferenças fisiológicas entre homens e mulheres, mas isso não pode nos impedir de realizar a nossa missão”, observou. 

    Já o deputado Fábio Félix (PSOL) destacou, na tribuna, a greve na Universidade do Distrito Federal (UnDF), pedindo diálogo entre a direção da UnDF e a comunidade acadêmica para o encerramento da paralisação de professores e alunos. “Há falta de gestão participativa, falta de escuta. Não há diálogo. Os estudantes e professores querem ser respeitados. Não adianta querer mudar o campus por decreto. Para fazer qualquer tipo de mudança é preciso conversar com a comunidade. Esta gestão me parece muito autoritária”, criticou o deputado. 

    O parlamentar Max Maciel (PSOL), por sua vez, falou sobre o metrô em Ceilândia, lamentando o cancelamento da licitação para expansão do transporte na região. “Essa expansão é aguardada há 20 anos. Sabemos que não seria uma obra fácil, mas o projeto já existe desde a inauguração do metrô e até hoje não saiu do papel. Poderíamos estar beneficiando agora 12 mil pessoas e desafogando o trânsito de Brasília”, reclamou. 

     

    Confira a íntegra da sessão: 

     

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Quatro creches, um Centro de Ensino Médio, uma Casa da Mulher e muito mais para o ceilandense se orgulhar

    Quatro creches, um Centro de Ensino Médio, uma Casa da Mulher e muito mais para o ceilandense se orgulhar

    Quatro creches, um Centro de Ensino Médio, uma Casa da Mulher e muito mais para o ceilandense se orgulhar Desde 2019, mais de R$ 280 milhões…

    Quatro creches, um Centro de Ensino Médio, uma Casa da Mulher e muito mais para o ceilandense se orgulhar
    Desde 2019, mais de R$ 280 milhões em investimentos já executados reforçaram infraestrutura, ampliaram serviços públicos e fortaleceram a economia na região administrativa mais populosa do DF
    Criada em 1971 e hoje com quase 287 mil habitantes, Ceilândia carrega a força das origens e a marca da cultura nordestina no Distrito Federal. Nos últimos anos, a cidade passou por uma série de intervenções que impactaram diretamente o dia a dia da população. O setor industrial recebeu quase R$ 59 milhões para pavimentação completa, implantação de rotatória, rede de drenagem e iluminação em LED, consolidando-se como polo de atividade econômica. Na mobilidade, a Avenida Hélio Prates foi reformada com novo asfalto, calçadas acessíveis, ciclovias e mobiliário urbano, após investimento superior a R$ 24 milhões.
    As ações também avançaram em áreas essenciais. Quatro centros de educação da primeira infância (Cepis) passaram a atender cerca de 800 crianças diariamente, após quase R$ 20 milhões investidos na construção.
    Na saúde, a Unidade Básica de Saúde (UBS) 15 foi erguida com R$ 3,3 milhões, enquanto a segunda Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, inaugurada em 2021 com R$ 5,4 milhões, realiza em média 4,5 mil atendimentos por dia.
    Além disso, a cidade ganhou 100 quilômetros de novas calçadas, 5 mil lâmpadas de LED, equipamentos como papa-lixo e papa-entulho, e melhorias na Feira de Ceilândia e no Parque Urbano do Setor O, reforçando a estrutura urbana e ampliando a oferta de serviços para quem vive na região.

    Por Gabriela Faria, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

  • Comissão aprova endurecimento de pena para proteger mulheres de agressores presos – Notícias

    Comissão aprova endurecimento de pena para proteger mulheres de agressores presos – Notícias

    18/03/2026 – 16:19  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Busato: medidas aumentam a proteção das vítimas

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2083/22, do Senado, que agrava punições para agressores de mulheres que continuam ameaçando ou atacando as vítimas mesmo após a condenação.

    O texto muda a Lei de Execução Penal (LEP) e passa a definir como falta grave do preso aproximar-se da casa, do trabalho ou de familiares da vítima em saídas autorizadas do presídio ou no cumprimento dos regimes aberto ou semiaberto.

    Segundo a LEP, presos que cometem faltas graves podem sofrer punições como isolamento por até 30 dias, corte de visitas e perda de até 1/3 do tempo perdoado por trabalho ou estudo. Além disso, pode ser transferido para um regime mais rigoroso (como o fechado) e ter zerado o prazo necessário para a progressão de regime.

    De autoria da senadora Soraya Thronicke (Pode-MS), a proposta foi inspirada no caso de Barbara Penna, vítima de tentativa de feminicídio em 2013, que continuou sendo ameaçada pelo agressor após a prisão.

    A proposta também permite a transferência do preso para outro presídio, inclusive em outro estado, e autoriza a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em caso de novas ameaças ou agressões. O RDD prevê regras mais rígidas, como cela individual e restrições a visitas e ao banho de sol.

    Tortura
    Por fim, o texto aprovado altera a Lei dos Crimes de Tortura para definir como tortura a submissão repetida da mulher a intenso sofrimento físico ou mental em situações de violência doméstica. A pena prevista é de 2 a 8 anos de reclusão.

    O relator na CCJ, deputado Luiz Carlos Busato (União-RS), destacou que as medidas aumentam a proteção das vítimas e evitam a continuidade da violência.

    “Classificar como falta grave o descumprimento de medidas protetivas, aplicar o RDD em ameaças ou violência repetidas e permitir a transferência para outro estado são ferramentas legais essenciais para evitar a revitimização das mulheres e para garantir decisões judiciais efetivas.”, disse o relator.

    O projeto, que já foi aprovado pelo Senado, segue para análise do Plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovado sem mudanças, seguirá para sanção presidencial.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Ao vivo: Acompanhe a sessão ordinária desta quarta-feira (18) na Câmara Legislativa

    Ao vivo: Acompanhe a sessão ordinária desta quarta-feira (18) na Câmara Legislativa

    Publicado em 18/03/2026 15h00

    Acompanhe, ao vivo, a sessão ordinária desta quarta-feira (18) no plenário da Câmara Legislativa. Siga as discussões e votações do dia diretamente pelo canal oficial da CLDF no YouTube.

     

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • GDF chega a 1,7 mil escrituras entregues a empresas pelos programas Pró-DF II e Desenvolve-DF

    GDF chega a 1,7 mil escrituras entregues a empresas pelos programas Pró-DF II e Desenvolve-DF

    GDF chega a 1,7 mil escrituras entregues a empresas pelos programas Pró-DF II e Desenvolve-DF Documentos formalizam lotes destinados à ativi…


    GDF chega a 1,7 mil escrituras entregues a empresas pelos programas Pró-DF II e Desenvolve-DF
    Documentos formalizam lotes destinados à atividade econômica e ajudam a destravar investimentos no Distrito Federal; marca foi alcançada nesta terça (17), com entrega de mais 200 títulos pelo governador Ibaneis Rocha
    O governador Ibaneis Rocha entregou, nesta terça-feira (17), mais 200 escrituras e contratos de concessão a empresas atendidas pelos programas Pró-DF II e Desenvolve-DF, em cerimônia no Salão Branco do Palácio do Buriti. Com a nova rodada, o Governo do Distrito Federal (GDF) chegou a 1,7 mil escrituras e contratos vinculados aos dois programas desde 2019. Os documentos formalizaram a situação de imóveis públicos destinados à atividade econômica e encerraram pendências que travavam a regularização de empreendimentos no DF.
    “Conseguimos fazer o maior programa de regularização de áreas econômicas da história do Distrito Federal. São 1,7 mil empresas que trabalhavam na ilegalidade e que hoje podem ampliar o seu desenvolvimento, aumentar o número de empregados e tirar financiamentos para ampliar o seu trabalho”, apontou o governador.

    Ibaneis Rocha: “São 1,7 mil empresas que trabalhavam na ilegalidade e que hoje podem ampliar o seu desenvolvimento, aumentar o número de empregados e tirar financiamentos para ampliar o seu trabalho” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    A nova rodada dá sequência ao esforço de regularização conduzido pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). No fim de fevereiro, o total havia chegado a 1,5 mil contratos e escrituras concedidos no âmbito dos programas voltados ao setor produtivo.

    Programas

    Na prática, os dois programas atendem a frentes diferentes. O Pró-DF II foi criado em substituição ao antigo Pró-DF e visa regularizar terrenos já ocupados por empresas em funcionamento. Já o Desenvolve-DF passou a ser a porta de entrada para novos empreendimentos, por meio da Concessão de Direito Real de Uso em lotes da Terracap. Nesse caso, empresários podem construir sedes ou filiais em áreas públicas regularizadas, com carência de dois anos para o início do pagamento do preço público da concessão e contrapartidas ligadas a investimento e geração de empregos.

    Leonardo Mundim: “Nós temos incentivos que vão desde a geração adicional de empregos a essas medidas de responsabilidade social e ambiental, para que o valor da concessão vá ficando cada vez menor”

    “Com a descontinuidade do antigo Pró-DF, ficou um passivo muito significativo de empresas que não estavam conseguindo se regularizar, apesar de muitas já terem contrato assinado com a Terracap e outros processos em andamento. A lei de 2019 trouxe instrumentos para dar segurança jurídica a essas empresas, e é isso que o Pró-DF II vem permitindo fazer”, explicou o diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Econômico da Terracap, Leonardo Mundim.

    Segundo Mundim, no Desenvolve-DF o acesso às áreas se dá por licitação pública, com metas de geração de emprego, prazo de carência para o início do pagamento e incentivo para que a empresa invista mais na produção do que na compra do terreno. “Nós temos incentivos que vão desde a geração adicional de empregos a essas medidas de responsabilidade social e ambiental, para que o valor da concessão vá ficando cada vez menor”, acrescentou.
    Para o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Ivan Alves dos Santos, o principal efeito da medida é tirar os empresários de uma situação de insegurança jurídica e permitir que os negócios avancem com mais previsibilidade. “Com a regularização e a entrega dessas escrituras, os empresários saem de um limbo jurídico para poder atuar. Hoje eles têm total segurança de que o seu negócio pode ser implantado. Isso gera novos empregos, novas oportunidades, acesso a crédito mais facilitado e desenvolvimento econômico para a região do Distrito Federal”, destacou.

    A regularização, lembra o secretário-adjunto, vem acompanhada de intervenções nas áreas de desenvolvimento econômico. “Além de entregar essas escrituras, estamos fazendo melhorias de infraestrutura nessas áreas, como estacionamento, calçadas, regularização de energia elétrica e integração viária. É uma cadeia atuando junto para fomentar o desenvolvimento econômico no Distrito Federal”, pontuou.

    A empresária Lázara Fernanda Leal de Amorim comemora: “Com a regularização, a gente ganha condição de estruturar melhor o atendimento e dar mais estabilidade ao trabalho que já desenvolve na comunidade”
    Com a documentação em mãos, os beneficiários passam a ter base jurídica para ampliar operações, buscar financiamento, oferecer garantias e tocar investimentos antes travados pela falta de regularização. No início deste mês, a Terracap lançou o primeiro edital do Desenvolve-DF de 2026, com 53 imóveis voltados a empresas dos setores de comércio, indústria e serviços.
    Para a empresária Lázara Fernanda Leal de Amorim, uma das beneficiadas com a medida, a concessão representa um passo decisivo para consolidar a atuação da entidade. “Foi muito importante para a gente conseguir desenvolver o trabalho com uma sede própria e sair do aluguel. Como todo processo, teve seus percalços, mas foi um sucesso. Com a regularização, a gente ganha condição de estruturar melhor o atendimento e dar mais estabilidade ao trabalho que já desenvolve na comunidade”, relatou.

    Por  Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

  • Roberta Miranda opina que lésbicas têm mais prazer sexual do que heterossexuais

    Roberta Miranda opina que lésbicas têm mais prazer sexual do que heterossexuais

    A cantora reagiu a um estudo nas redes sociais e comentou diferenças nas relações, comparando experiências refletindo sobre prazer e conexão entre casais

    Roberta Miranda usou as redes sociais nesta quarta-feira (18/3) para comentar uma publicação que afirmava que casais formados por duas mulheres tendem a ter mais prazer sexual do que casais heterossexuais. O tema surgiu a partir de um post que dizia: “Pesquisa aponta que mulheres lésbicas têm mais orgasmos que heterossexuais; agora, a ciência busca entender por quê”.

    Ao reagir, a artista deu sua própria interpretação sobre o assunto: “A ‘ciência’ busca entender? É simples: ela não é só um buraco onde a penetração é feita por fazer, e ponto. Duas mulheres se tornam uma, pois elas se reconhecem em cada célula que pulsa, em cada movimento e nos momentos em que depositam, sim, desejos e não esperma”.

    Veja as fotos

    Roberta Miranda opina que lésbicas têm mais prazer sexual do que heterossexuaisReprodução / Instagram

    Crédito: Portal LeoDias

    Roberta Miranda nos bastidores do show de Iguinho e LulinhaCrédito: Portal LeoDias

    Portal LeoDias

    Roberta MirandaPortal LeoDias

    Reprodução: Instagram/@serartista

    Roberta MirandaReprodução: Instagram/@serartista

    Foto TV Cultura

    Roberta Miranda revela que recusou participação em filme sobre MaríliaFoto TV Cultura


    Em agosto do ano passado, Roberta tornou público o relacionamento com o segurança e mecânico pernambucano Daniel Torres, de 24 anos. Na mesma época, ela também falou abertamente sobre sua orientação sexual: “Eu sou bi, ok? A vida é minha. Eu faço dela o que eu quiser. Você não paga as minhas contas, não sente a minha dor, não faz nada por mim. Eu sou bi, com muito orgulho”, declarou.

    Já em setembro de 2025, durante participação no podcast “Ser Artista”, a cantora revelou os motivos que a levaram a esconder sua sexualidade por décadas: “O grande amor da minha vida não me quis. Eu não podia assumir ela. Eu tinha jurado pra minha mãe que jamais falaria da minha sexualidade. Minha mãe rezava pra Deus me matar, pra me levar, porque preferia me ver morta a me ver gostar de mulher. Eu segurei isso durante 50 anos da minha vida. Foi quando eu fiz o livro contando a minha história”.

  • Redução de jornada e regras para aplicativos devem ser prioridades neste ano, diz ministro do Trabalho – Notícias

    Redução de jornada e regras para aplicativos devem ser prioridades neste ano, diz ministro do Trabalho – Notícias

    18/03/2026 – 15:22  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Luiz Marinho: governo apoia 40 horas semanais com escala 5×2

    O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (18) que a redução da jornada de trabalho e regras para trabalhadores por aplicativos devem estar entre as prioridades do Congresso Nacional neste ano.

    “É fundamental nos debruçarmos sobre essas pautas neste quadrimestre, para criar condições de o Senado ter tempo de atuar ainda em 2026”, disse ele, durante audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados.

    Segundo Luiz Marinho, o governo apoia a jornada máxima de 40 horas semanais, com dois dias de folga (escala 5×2). A mudança está prevista no Projeto de Lei 67/25, da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), hoje em análise na comissão.

    Para o ministro, o projeto de lei é um caminho mais célere que as duas propostas de emenda à Constituição (PECs) hoje na Câmara. “A sociedade vem debatendo muito essa questão, e o Parlamento tem sensibilidade para agilizar isso”, afirmou.

    Alternativa
    Relator na Comissão de Trabalho, o deputado Leo Prates (PDT-BA) elaborou nova versão para o Projeto de Lei 67/25, incorporando outra iniciativa que tramita em conjunto. O substitutivo seria votado hoje, mas acabou retirado de pauta.

    Para minimizar impactos econômicos e operacionais nas empresas, a versão do relator prevê implementação escalonada. A jornada seria de 42 horas semanais em 1º de janeiro de 2027, atingindo 40 horas apenas em 1º de janeiro de 2028.

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Deputado Leo Prates, relator do PL 67/25 na Comissão de Trabalho

    O substitutivo altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei 12.790/13, que trata da profissão de comerciário, e a Lei do Repouso Semanal Remunerado. Pelo texto, as mudanças valerão para todas as categorias e sem redução salarial.

    Na reunião desta quarta, o parecer de Leo Prates recebeu apoio de parlamentares. O presidente da Comissão de Trabalho, deputado Max Lemos (PDT-RJ), afirmou que a proposta será votada depois do cumprimento de todas as regras regimentais.

    Plataformas
    Sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos, Luiz Marinho defendeu o “enquadramento possível”, com direitos previdenciários e segurança. “O vínculo formal, a CLT, a gente não tem força para passar neste Parlamento”, declarou.

    Segundo o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), o Projeto de Lei Complementar 152/25, que trata do trabalho por aplicativos, poderá ser votado pelo Plenário até abril. Ainda não há um texto de consenso.

    Reportagem – Ralph Machado
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF promove evento “Política de Governança e Desafios do DF”

    CLDF promove evento “Política de Governança e Desafios do DF”

    CLDF promove evento “Política de Governança e Desafios do DF”

    Encontro é aberto ao público e reunirá especialistas para tratar de governança pública, inovação institucional e fortalecimento da gestão no setor público

    A Escola do Legislativo da Câmara Legislativa do Distrito Federal – Elegis convida os servidores da CLDF e a população em geral para participar do evento “Política de Governança e os Desafios do DF”, um encontro dedicado à reflexão sobre governança pública, inovação institucional e fortalecimento da gestão no setor público.

    O evento reunirá especialistas, gestores públicos e representantes de instituições de controle para discutir os desafios contemporâneos da governança no Distrito Federal, abordando temas como transparência, controle, sustentabilidade, inovação e boas práticas no Legislativo.

    Auditório da CLDF
    30 de março de 2026, das 14h às 18h

    Inscrições
    Abertura das inscrições: 17/3
    Encerramento: até o preenchimento das vagas
    Público: servidores públicos e população em geral
    Certificação: os participantes receberão certificado por e-mail
    Inscreva-se aqui

    Programação
    14h – 14h20 | Abertura e boas-vindas
    Parlamentares e autoridades como o sr. Augusto Nardes (ministro do TCU), o sr. Manoel de Andrade (presidente do TCDF) e a sra. Cristiane Farinon (presidente da Rede Governança Brasil).

    14h20 – 15h20 | Contexto da governança e os desafios do DF
    Temas: corrupção, saúde, educação, mobilidade, segurança e sustentabilidade.
    Palestrante
    Augusto Nardes (ministro do TCU).

    15h20 – 15h40 | Discussão e perguntas

    15h40 – 16h15 | Debate – Governança da Câmara: estrutura, instrumentos e inovação no Legislativo
    Palestrantes
    Luís Fernando Pires Machado (diretor-geral do Interlegis).
    Henrique Farinon (idealizador do PRONAGOV – Programa Nacional em Governança Pública).

    16h15 – 16h45 | Recomendações do TCDF relacionadas à governança
    Palestrante
    Manoel de Andrade (presidente do TCDF).

    16h45 – 17h30 | Como direcionar, monitorar e avaliar a governança do GDF
    Palestrante
    Luís Afonso Gomes Vieira (auditor federal de controle externo do TCU).

    17h30 – 18h | Encerramento

     

    Minibio
     

    Cristiane Farinon
    Presidente da Rede Governança Brasil – RGB e referência nacional em governança pública e integridade. Atuou como chefe de Planejamento Estratégico e secretária de Governança na Casa Civil do GDF. É idealizadora do Programa Nacional em Governança Pública.

     

    Augusto Nardes
    Ministro do Tribunal de Contas da União desde 2005 e ex-presidente da Corte (2013-2014). Atua na promoção de boas práticas de governança, sustentabilidade e controle da gestão pública no Brasil.

     

    Luís Fernando Pires Machado
    Pós-doutor em direito penal e garantias constitucionais, professor e autor de mais de 40 obras jurídicas e legislativas. Conferencista internacional com atuação em temas de modernização legislativa e capacitação de servidores.

     

    Henrique Farinon
    Engenheiro mecânico e especialista em governança e gestão. Atua na disseminação de práticas de governança pública e coordena iniciativas de capacitação para gestores e servidores em todo o país.

     

    Manoel de Andrade
    Presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Conselheiro da Corte desde 2000 e ex-deputado distrital, com trajetória dedicada ao fortalecimento da gestão pública e do controle institucional.

     

    Luís Afonso Gomes Vieira
    Auditor federal de controle externo do TCU e especialista em governança pública. Participou da elaboração do modelo de governança que inspirou o Decreto nº 9.203/2017, marco da Política de Governança Pública no Brasil.

    Agência CLDF de Notícias

  • Desfile das escolas de samba abre comemorações pelos 66 anos de Brasília

    Desfile das escolas de samba abre comemorações pelos 66 anos de Brasília

    Desfile das escolas de samba abre comemorações pelos 66 anos de Brasília Evento reunirá 16 agremiações, com investimento superior a R$ 8 mil…


    Desfile das escolas de samba abre comemorações pelos 66 anos de Brasília
    Evento reunirá 16 agremiações, com investimento superior a R$ 8 milhões, e ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 de abril
    O desfile das escolas de samba de 2026 abrirá oficialmente as comemorações pelos 66 anos de Brasília. A programação está prevista para os dias 17, 18 e 19 de abril e reunirá 16 agremiações — sendo 15 concorrentes e uma hors concours — em um evento que busca fortalecer e ampliar o calendário cultural da capital.

    A definição da nova data atende a uma demanda das próprias escolas de samba. As agremiações solicitaram mais tempo para a preparação do espetáculo, com o objetivo de garantir melhores condições técnicas para a produção de fantasias, alegorias e ensaios, além de oferecer ao público um desfile à altura das celebrações do aniversário da cidade.

    O projeto prevê investimento superior a R$ 8 milhões para a montagem da estrutura do evento. O recurso contempla produção executiva, logística, segurança, cenografia, sonorização e iluminação, além da realização de shows. A maior parte do investimento será destinada à subvenção direta das escolas de samba, contribuindo para viabilizar toda a cadeia produtiva envolvida na realização dos desfiles.

    O projeto prevê investimento superior a R$ 8 milhões para a montagem da estrutura do evento | Foto: Divulgação/Secec-DF

    Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes, o apoio ao desfile também representa um compromisso com a valorização da cultura popular e com os trabalhadores que movimentam o setor. “O desfile das escolas de samba é, antes de tudo, um investimento nas pessoas. Estamos falando de cultura viva, de trabalho, de renda e de pertencimento. 

    Nosso papel é garantir condições para que as agremiações desfilem com dignidade, segurança e qualidade artística, valorizando uma tradição que é patrimônio afetivo da população do Distrito Federal”, afirma.
    O local de realização do evento será no Estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, área que apresenta condições favoráveis de logística, acessibilidade, capacidade de público e mobilidade urbana. A escolha também considera o potencial de consolidação de um circuito permanente para os desfiles das escolas de samba no Distrito Federal.

    A programação completa será divulgada posteriormente e contará com atrações nacionais e locais, ampliando o alcance cultural e turístico do evento.

    Serviço

    Desfile das escolas de samba
    Dias: 17, 18 e 19 de abril
    Local: Estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha

    *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF)

  • Hugo Motta inaugura Sala Lilás da Câmara para acolher mulheres vítimas de violência – Notícias

    Hugo Motta inaugura Sala Lilás da Câmara para acolher mulheres vítimas de violência – Notícias

    18/03/2026 – 14:29  

    Marina Ramos/Camara dos Deputados

    Presidente Hugo Motta na inauguração da Sala Lilás da Câmara

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), inaugurou nesta quarta-feira (18) a Sala Lilás da Casa, ambiente criado para acolher mulheres vítimas de violência. Ele lembrou que ontem o Plenário aprovou o projeto de lei que cria o programa “Antes que Aconteça”, visando criar uma estratégia de prevenção à violência contra a mulher para que o Parlamento não seja apenas reativo.

    Motta explicou que a Sala Lilás vai “impedir que a violência contra a mulher aconteça na Câmara, em ambiente de trabalho”.

    Segundo o presidente, o objetivo é que o Parlamento sirva de exemplo e seja replicado Brasil afora. Ele voltou a afirmar que a Casa tem a inclusão como uma meta de trabalho, para que a nossa sociedade veja no parlamento um exemplo de como deve se conduzir.

    “Aqui damos uma demonstração muito firme de que temos dentro da Câmara um equipamento que vai funcionar para justamente impedir que a violência contra a mulher aconteça aqui na Câmara, em ambiente de trabalho e também por todas aquelas mulheres que transitam diariamente aqui no Parlamento”, disse Motta.

     

     

     

    Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
    Edição – Natalia Doederlein

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Ex-administrador da Estrutural, Germano Guedes relembra desafios e ações de sua gestão em entrevista

    Ex-administrador da Estrutural, Germano Guedes relembra desafios e ações de sua gestão em entrevista

    Ex-administrador da Estrutural, Germano Guedes relembra desafios e ações de sua gestão em entrevista O ex-administrador regional da Cidade E…

    Ex-administrador da Estrutural, Germano Guedes relembra desafios e ações de sua gestão em entrevista
    O ex-administrador regional da Cidade Estrutural, Germano Guedes, concedeu entrevista nesta terça-feira (17) aos podcasts PaineldaMídia e Fala Baiocco, apresentados por Amarildo Lima e Vitor Baiocco. Durante a conversa, ele destacou os principais desafios enfrentados ao assumir o comando da cidade em 2019, além das ações implementadas para atender demandas históricas da população.
    Ao relembrar o início de sua gestão, Guedes afirmou que encontrou a região com sérios problemas estruturais e urbanísticos. Segundo ele, a cidade apresentava desorganização em áreas públicas, ocupações irregulares e carência de serviços básicos, o que exigiu medidas imediatas de reordenamento.
    Entre as ações realizadas, o ex-gestor destacou a entrega total da Feira Permanente, considerada por ele uma entrega importante para o fortalecimento do comércio local. Também mencionou um amplo trabalho de limpeza urbana, com o objetivo de melhorar a conservação da cidade e a qualidade de vida dos moradores.
    No campo da organização urbana, Guedes citou a retirada de barracas instaladas irregularmente nas proximidades de uma escola militar, a remoção de um quiosque desativado e a demolição de construções irregulares em áreas públicas. As medidas, segundo ele, buscaram garantir mais segurança, mobilidade e ordenamento no espaço urbano.
    A segurança pública também foi apontada como um dos principais desafios da gestão. Nesse contexto, Guedes destacou a criação do 15º Batalhão da Polícia Militar, cuja articulação teve início em 2016, durante reunião realizada em sua residência com lideranças comunitárias e o deputado federal Julio Cesar Ribeiro. Para ele, a implantação do batalhão representou um avanço significativo para o combate à criminalidade na região.
    Outro ponto abordado foi a situação da Feira Permanente, que, apesar da entrega, ainda demanda reorganização, especialmente em relação aos boxes desocupados. Germano Guedes também chamou atenção para a necessidade de melhorias na região de Santa Luzia, considerada uma das áreas mais vulneráveis da Estrutural, com desafios relacionados à moradia e infraestrutura, ele  parabenizou o Govenador Ibaneis pelo coragem de tranformar a região com a implantação de energia, agua encana e calçamento das ruas. 
    Durante a entrevista, o ex-administrador reconheceu o trabalho de gestores anteriores, como Evanildo Macedo e Pastor Melquisedeque, destacando suas contribuições positivas. Por outro lado, fez críticas à administração anterior ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que, em sua avaliação, deixou lacunas na gestão pública.
    Ao projetar melhorias para o cenário atual da cidade, Guedes elencou três prioridades: a realização de uma limpeza geral, a reorganização da Feira Permanente e a transformação da região de Santa Luzia em um espaço mais digno para a população como está acontecendo pelo atual Governo. 
    A entrevista reforça a visão do ex-gestor sobre a importância de uma administração próxima da comunidade e voltada à solução de problemas estruturais históricos, especialmente em uma região marcada por vulnerabilidades sociais e urbanas, como a Estrutural.

  • Procuradoras da Mulher reforçam importância de participação feminina na política; veja a entrevista – Notícias

    Procuradoras da Mulher reforçam importância de participação feminina na política; veja a entrevista – Notícias

    18/03/2026 – 13:12  

    YouTube

     

    A Câmara dos Deputados sedia nesta quarta-feira (18) o 6º Encontro Nacional de Procuradoras da Mulher. O evento recebe mais de 500 participantes de todo o país, entre deputadas federais, estaduais e vereadoras.

    A programação prevê debates sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, a ampliação da representatividade feminina nos espaços de poder e o aperfeiçoamento das procuradorias como canais de acolhimento e orientação.

    Em entrevista à Rádio Câmara nesta quarta-feira, a procuradora da Mulher da Câmara, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), reforçou a importância de as procuradorias atuarem em rede em todo o país.

    Desde 2021, há uma rede nacional de procuradorias da Mulher, com 22 procuradorias nos legislativos estaduais e mais de 700 em câmaras municipais.

    “A mulher não entra na política por poder, ela entra por uma causa”, disse Fernanda. “E, quando estamos em rede, abrimos um canal para que a mulher se sinta protegida. A procuradoria é o Procon da mulher”, comparou.

    Coronel Fernanda participou da entrevista acompanhada das procuradoras-adjuntas Maria Rosas (Republicanos-SP) e Flávia Morais (PDT-GO).

    Informação
    Segundo a deputada Maria Rosas, um ponto importante a ser trabalhado no combate à violência de gênero é a informação. “Um grande problema hoje é a desinformação e hoje esse encontro [das procuradoras] veio para isso.”

    “Esse encontro é de formação política e também de capacitação para o trabalho delas como procuradoras nas câmaras municipais”, afirmou Flávia Morais. “Essas procuradorias bem qualificadas, bem capacitadas, serão espaço importante de encorajamento, de empoderamento das mulheres que querem e podem participar da política”, afirmou Flávia Morais, lembrando que desta vez o encontro acontece em ano de eleições gerais.

    O 6º Encontro Nacional das Procuradoras da Mulher pode ser acompanhado pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube.

     

     

    Da Rádio Câmara
    Edição – Natalia Doederlein

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Cantor de forró improvisa show às margens da BR-040 durante congestionamento causado por caminhão tombado

    Cantor de forró improvisa show às margens da BR-040 durante congestionamento causado por caminhão tombado

    Cantor de forró improvisa show às margens da BR-040 durante congestionamento causado por caminhão tombado Paracatu (MG) – Um tombamento de …

    Cantor de forró improvisa show às margens da BR-040 durante congestionamento causado por caminhão tombado

    Paracatu (MG) – Um tombamento de caminhão provocou um congestionamento de mais de uma hora e meia na BR-040, nas proximidades de Paracatu, na tarde de domingo (15/3).

    Enquanto motoristas e passageiros aguardavam a liberação da pista, o cantor de forró Guilherme Silva, 26 anos, aproveitou o momento para animar a espera com um show improvisado às margens da rodovia.

    O artista, natural de Águas Lindas de Goiás (GO), no entorno do Distrito Federal, retornava de uma apresentação em Itacarambi (MG) quando ficou retido no engarrafamento. Segundo ele, o ônibus da equipe estava a cerca de dois quilômetros do local do acidente.

    Diante da longa espera, Guilherme desceu do veículo e iniciou a apresentação, acompanhado da banda que viajava com ele, composta por saxofonista, tecladista e dançarino. O show, realizado no acostamento, reuniu aproximadamente 10 pessoas.

    “Já voltamos cantando dentro do ônibus. Quando vimos que o trânsito parou, continuamos animando o pessoal para não perder o clima da volta para casa”, relatou o cantor.

    O motorista do caminhão envolvido no acidente não se feriu. As causas do tombamento ainda estão sendo investigadas pelas autoridades.

  • Comissão debate Programa Agora Tem Especialistas; participe – Notícias

    Comissão debate Programa Agora Tem Especialistas; participe – Notícias

    18/03/2026 – 11:52  

    Paula Fróes/Governo da Bahia

    Programa visa acelerar o atendimento de pacientes do SUS

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta quinta-feira (19) para discutir o Programa Agora Tem Especialistas. O debate atende a pedido do deputado Dr. Frederico (PRD-MG) e está marcado para as 10 horas, no plenário 7.

    O programa, instituído em outubro de 2025 pela Lei 15.233/25, visa ampliar o acesso de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a serviços especializados, por meio da oferta de prestadores privados em troca de redução em tributos federais.

    Programa que acelera acesso a médicos especialistas no SUS agora é lei

    Segundo Dr. Frederico, dados preliminares indicam avanços, como a superação da meta inicial de 500 médicos especialistas, alcançando 577 profissionais alocados em 187 municípios até o final de 2025, além da mobilização de carretas e unidades móveis para mutirões e teleconsultas.

    Contudo, o deputado destaca que, para uma avaliação mais robusta da eficácia e efetividade do programa, é preciso examinar indicadores de desempenho, como redução do tempo de espera, cobertura geográfica, impactos orçamentários e integração com estados e municípios.

    “Ausências de métricas claras ou desafios na execução poderiam comprometer os objetivos de equidade e eficiência no SUS, conforme preconizado pela Constituição Federal, que garante o direito à saúde como universal e integral”, diz o deputado.

    “A audiência pública proposta visa subsidiar os parlamentares dessa comissão com informações atualizadas e perspectivas diversas, permitindo o debate sobre os acertos, os gargalos e as recomendações para aprimoramento do programa”, explica.

    Da Redação – MB

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Brasília lidera ranking de energia solar entre as capitais e amplia geração em escolas e prédios públicos

    Brasília lidera ranking de energia solar entre as capitais e amplia geração em escolas e prédios públicos

    Cleiton de Oliveira, diretor do CEF 801 do Recanto das Emas, comemora as instalações: “Estamos formando gerações com um olhar mais consciente sobre sustentabilidade” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Antes da instalação, a escola pagava entre R$ 5,5 mil e R$ 7 mil por mês de energia elétrica. “A economia representa algo entre R$ 70 mil e R$ 80 mil por ano para o Estado”, afirma o diretor da instituição, Cleiton de Oliveira.

    Segundo dados técnicos da rede, em média os sistemas implantados suprem cerca de 40% do consumo das unidades escolares. No caso do CEF 801, a direção estima desempenho superior. “Acredito que fique entre 70% e 80%, principalmente porque nossa região tem longos períodos de sol”, calcula ele.

    “Entrou no nosso projeto anual. São quase mil alunos aprendendo na prática o que é energia limpa”Cleiton de Oliveira, diretor do CEF 801

    O sistema é integrado à rede elétrica. Quando a produção supera o consumo, o excedente é convertido em crédito na fatura seguinte. A manutenção se limita à limpeza periódica das placas.

    Mais que economia, a estrutura virou ferramenta pedagógica. Antes mesmo da instalação, professores trabalharam o tema em sala com vídeos, pesquisas e textos informativos. No dia da inauguração, os estudantes apresentaram trabalhos sobre sustentabilidade.

    “Não foi algo pontual”, explica o diretor. “Entrou no nosso projeto anual. São quase mil alunos aprendendo na prática o que é energia limpa.”

    O tema passou a integrar o planejamento permanente da escola. Os alunos acompanham a produção de energia, visitam os equipamentos e discutem matriz energética, consumo consciente e fontes renováveis. “Estamos formando gerações com um olhar mais consciente sobre sustentabilidade”, enfatiza Cleiton de Oliveira. “Não existe lugar melhor para iniciar esse tipo de projeto do que numa escola.”

    Transporte com menor emissão

    O sistema de transporte coletivo do DF conta atualmente com seis ônibus elétricos. A meta é alcançar 90 veículos até o fim deste ano. A renovação da frota inclui ônibus com tecnologia Euro 6, que reduz a emissão de poluentes em até 80%. O setor de transportes é a principal fonte de gases de efeito estufa no DF.

    O incentivo também alcança veículos particulares. Desde 2021, veículos elétricos são isentos de IPVA no Distrito Federal. Em 2025, o benefício foi ampliado para híbridos seminovos. Entre 2020 e 2024, a frota de elétricos cresceu 9.455%, passando de 154 para 14.715 unidades.

    Veja abaixo a lista de escolas que já contam com sistema de energia solar.

    ♦ Escolas atendidas com energia fotovoltaica por compensação — energia gerada na usina de Águas Claras

    ⇒ Escola Classe (EC) Natureza do Plano Piloto
    ⇒ EC 06 de Brazlândia
    ⇒ EC Arniqueira de Taguatinga
    ⇒ Centro de Ensino Fundamental (CEF) Vila Areal de Taguatinga
    ⇒ Centro de Educação Infantil (CEI) 07 de Taguatinga
    ⇒ Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Professor Walter José de Moura de Taguatinga
    ⇒ Centro Educacional (CED) Miriam Ervilha de Samambaia
    ⇒ EC Vila Buritis do Recanto das Emas
    ⇒ Centro de Ensino Médio (CEM) 01 do Riacho Fundo
    ⇒ Escola de Música de Brasília (EMB)

    ♦ Escolas com sistema de placas fotovoltaicas

    ⇒ CEF 01 do Planalto, no Plano Piloto
    ⇒ CEF Santos Dumont de Santa Maria
    ⇒ EC 218 de Santa Maria
    ⇒ EC 510 do Recanto das Emas
    ⇒ EC Vila dos Buritis do Recanto das Emas
    ⇒ CEM 111 do Recanto das Emas
    ⇒ CED do Guará
    ⇒ Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Guará
    ⇒ CEF 407 de Samambaia
    ⇒ CEM 01 do Riacho Fundo
    ⇒ Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional do Gama.

  • Projeto cria testamento simplificado gratuito para bens digitais, como contas em redes sociais – Notícias

    Projeto cria testamento simplificado gratuito para bens digitais, como contas em redes sociais – Notícias

    18/03/2026 – 11:01  

    Mário Agra/Câmara dos Deputados

    Amom Mandel: testamento digital reduz disputas judiciais

    O Projeto de Lei 7224/25 cria o Testamento Digital Simplificado, um documento eletrônico gratuito para registrar disposições sobre bens digitais, doação de órgãos e cuidados médicos. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

    “Estudos demonstram que a judicialização de sucessões sem testamento consome recursos públicos e prolonga desnecessariamente o sofrimento das famílias”, disse o deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), autor da proposta.

    “O testamento digital, ao esclarecer previamente a vontade da pessoa falecida, reduz litígios, acelera inventários e libera o Poder Judiciário para questões mais complexas”, continuou o parlamentar.

    Principais pontos
    Pela proposta, a lavratura do testamento digital será feita por videoconferência com um tabelião de notas, e a gravação deverá ficar armazenada por 30 anos. Qualquer pessoa com mais de 16 anos de idade poderá utilizar o serviço.

    Todo o processo deverá ocorrer por meio da futura Plataforma Nacional de Testamento Digital, criada pelo projeto e a ser gerida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para garantir a segurança jurídica, o testador precisará utilizar certificação digital ou biometria integrada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Outras medidas
    O novo formato não substituirá modalidades de testamento previstas no Código Civil, mas poderá tratar de bens digitais, como contas em redes sociais e criptomoedas, e bens móveis de até mil salários mínimos (R$ 1,6 milhão hoje).

    Ficam proibidas no formato digital simplificado as disposições sobre imóveis, reconhecimento de paternidade ou bens de alto valor. Para esses casos, o cidadão deverá continuar utilizando os testamentos tradicionais.

    A proposta também cria a figura do administrador digital. Essa pessoa poderá ser nomeada diretamente no testamento digital simplificado para gerenciar, transferir ou excluir contas e ativos virtuais na internet após a morte do titular.

    Próximos passos
    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Da Reportagem/RM
    Edição – Marcelo Oliveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Agentes de Vigilância Ambiental serão homenageados na CLDF

    Agentes de Vigilância Ambiental serão homenageados na CLDF

    Agentes de Vigilância Ambiental serão homenageados na CLDF

    A celebração, de iniciativa do deputado Jorge Vianna (PSD), visa reconhecer o trabalho desenvolvido por esses profissionais no enfrentamento à dengue no Distrito Federal

    Na próxima quinta-feira (19), às 9h30, o plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) será palco de homenagem aos agentes de Vigilância Ambiental.

    A celebração, de iniciativa do deputado Jorge Vianna (PSD), visa reconhecer o trabalho desenvolvido por esses profissionais no enfrentamento à dengue no Distrito Federal, especialmente no âmbito do Projeto Wolbachia — uma estratégia de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, que utiliza a introdução da bactéria Wolbachia nos insetos para reduzir sua capacidade de transmissão viral.

    De acordo com a justificativa apresentada pelo parlamentar, a execução do projeto no Distrito Federal envolve “elevado grau de organização, conhecimento técnico e rigor científico”, sendo que os agentes de vigilância ambiental garantem “o cumprimento de protocolos sanitários e padrões de qualidade indispensáveis ao êxito da iniciativa”.

    A solenidade poderá ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.

    Agência CLDF de Notícias

  • Economia do Distrito Federal mostra estabilidade no 3º trimestre de 2025

    Economia do Distrito Federal mostra estabilidade no 3º trimestre de 2025

    Economia do Distrito Federal mostra estabilidade no 3º trimestre de 2025 Boletim de Conjuntura Econômica do Distrito Federal destaca a expan…


    Economia do Distrito Federal mostra estabilidade no 3º trimestre de 2025
    Boletim de Conjuntura Econômica do Distrito Federal destaca a expansão no volume de serviços e a redução da taxa de desocupação da população no mercado de trabalho
    O cenário econômico do Distrito Federal no terceiro trimestre de 2025 mostra sinais de resiliência, conforme revelam os dados do Boletim de Conjuntura Econômica do Distrito Federal, que destaca a expansão no volume de serviços e a redução da taxa de desocupação da população no mercado de trabalho.

    No âmbito nacional, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou um crescimento de 1,8% em relação ao terceiro trimestre de 2024, impulsionado principalmente pela agropecuária (10,1%), reforçando o bom desempenho da safra de grãos em 2025, seguido pela indústria (1,7%) e serviços (1,3%). No acumulado nos últimos quatro trimestres, a economia brasileira acumula crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    A economia local apresentou sinais claros de dinamismo. O volume de serviços no DF cresceu 5,7% em relação ao segundo trimestre de 2025, e 6,4% em relação ao mesmo período de 2024. Os setores de Serviços profissionais, administrativos e complementares foram os principais motores dessa alta.

    No comércio varejista ampliado, o crescimento trimestral foi de 2,5%, revertendo desempenhos mais fracos observados em períodos anteriores. O volume de vendas no segmento de materiais de escritório e informática seguem como destaques positivos na categoria, enquanto outros setores são penalizados pela dinâmica de juros, refletia também no aumento da taxa de inadimplência das famílias (3,89%).

    A economia local apresentou sinais claros de dinamismo | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Um dos destaques positivos do período foi a queda da taxa de desocupação no DF para 8,0%, atingindo o menor nível dos últimos anos. O mercado formal também seguiu gerando oportunidades, com a criação líquida de 8.705 postos de trabalho. O setor de serviços liderou as contratações formais (8.597 vagas), enquanto a construção civil registrou um saldo negativo de 1.604 postos.
    A inflação na capital federal, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,53% no trimestre, acumulando alta de 5,09% nos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2025. Os principais responsáveis pela pressão nos preços foram despesas pessoais (destaque para recreação) e habitação, este último influenciado pelo aumento da conta de energia elétrica residencial devido à bandeira tarifária vermelha patamar 2. Por outro lado, os transportes ajudaram a segurar o índice, com quedas nos preços de gasolina e automóveis novos.

    No setor externo, o terceiro trimestre marcou o crescimento de 23,2% nas exportações e de 1,5% nas importações do DF, que somaram US$ 98,5 milhões e US$ 579,1 milhões, respectivamente. Na pauta exportadora, o DF acompanhou o bom desempenho da safra de grãos e teve sua pauta trimestral liderada pela soja (US$36 milhões), representando 36,5% das exportações do período.

    *Com informações do IPEDF

  • Caminhoneiros cogitam greve enquanto governo busca conter alta do diesel

    Caminhoneiros cogitam greve enquanto governo busca conter alta do diesel

    Categoria denuncia aumentos abusivos, cobra medidas estruturais e ameaça suspender atividades em todo o país

    O avanço do preço do diesel nas últimas semanas elevou o nível de tensão no setor de transporte rodoviário e levou caminhoneiros a intensificar a ideia de uma possível paralisação em escala nacional. De acordo com a Petrobras, o preço médio do diesel em março apresentou alta até o momento, impulsionado pela volatilidade do petróleo devido a conflitos internacionais. No consumidor final, a média nacional está ao redor de R$ 6,15, variando conforme localidade. Lideranças afirmaram que a mobilização ganhou força após assembleias realizadas em diferentes regiões do país e pode resultar na suspensão das atividades já nos próximos dias.

    Segundo representantes da categoria, o aumento acelerado do combustível compromete a viabilidade financeira do trabalho. Motoristas relatam dificuldades para manter as viagens, já que o valor pago pelos fretes não acompanha a escalada dos custos operacionais. Em alguns casos, o transporte de cargas estaria se tornando inviável, com profissionais afirmando que chegam a trabalhar sem margem de lucro.

    Veja as fotos

    Greve de caminhoneiros no BrasilFoto: Igor do Vale/Estadão Conteúdo

    Divulgação: Sindipetro-BA

    Refinaria de petróleo da Petrobras em São Francisco do Conde, na BahiaDivulgação: Sindipetro-BA

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Palácio do PlanaltoFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Reprodução: Instagram/@lulaoficial

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Reprodução: Instagram/@lulaoficial

    Reprodução: G1

    Explosão em plataforma de petróleo no Rio de JaneiroReprodução: G1


    Em parte, o cenário é atribuído à valorização do petróleo no mercado internacional, agravada por tensões geopolíticas recentes, como os conflitos no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Levantamentos do setor indicam que o diesel registrou forte elevação desde o fim de fevereiro, mesmo após medidas anunciadas pelo governo federal para tentar reduzir o impacto nas bombas.

    Antes do pacote emergencial ser divulgado, representantes dos caminhoneiros já haviam encaminhado alertas ao Palácio do Planalto sobre o risco de paralisação. As entidades denunciaram reajustes considerados excessivos em diferentes estados, com relatos de aumentos entre R$ 0,20 e R$ 0,60 por litro em municípios do Centro-Oeste.

    Entre as reivindicações apresentadas ao governo estão a suspensão temporária de tributos, maior controle sobre os preços praticados por distribuidoras e o reforço na fiscalização do cumprimento da tabela mínima de frete. Lideranças defendem ainda medidas estruturais, como a criação de mecanismos que garantam remuneração mínima nas contratações e a isenção de pedágio para caminhões sem carga.

    O governo anunciou ações para tentar conter a insatisfação e evitar uma crise logística. A estratégia inclui subsídios ao diesel, desonerações tributárias e uma força-tarefa envolvendo órgãos de fiscalização para investigar possíveis práticas abusivas na formação de preços. Também há previsão de intensificar o monitoramento do cumprimento dos pisos mínimos de frete, com possibilidade de punições para empresas que descumprirem a legislação.

    Apesar das iniciativas, o clima entre os caminhoneiros segue de desconfiança quanto à efetividade das medidas. Representantes do movimento afirmam que a categoria permanece mobilizada e avalia diferentes formatos de protesto, inicialmente sem bloqueios de rodovias. Ainda assim, a possibilidade de interdições não está descartada.

  • Projeto inclui incentivo ao esporte feminino entre objetivos do Fundo Nacional do Esporte – Notícias

    Projeto inclui incentivo ao esporte feminino entre objetivos do Fundo Nacional do Esporte – Notícias

    18/03/2026 – 10:31  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Coronel Chrisóstomo: legislação deve ser aperfeiçoada para enfrentar barreiras históricas

    O Projeto de Lei 6252/25 altera a Lei Geral do Esporte para incluir o incentivo ao esporte feminino como um dos objetivos do Fundo Nacional do Esporte (Fundesporte). A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

    “O projeto busca incentivar a participação das mulheres no esporte em todos os níveis com impactos positivos na representatividade e no desempenho esportivo de nossas atletas”, afirma o autor da proposta, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO).

    O Fundesporte foi criado pela Lei Geral do Esporte para consolidar o financiamento estatal de atividades que nem sempre são contempladas por outros mecanismos, como o Bolsa-Atleta. Atualmente, o fundo possui nove objetivos listados na legislação. O incentivo à prática feminina seria acrescentado a essa lista.

    Lacunas
    Na justificativa do projeto, Coronel Chrisóstomo reconhece que a Lei Geral do Esporte trouxe avanços importantes, como a exigência de presença mínima de 30% de mulheres em cargos de direção em organizações esportivas que recebem recursos federais e a igualdade nos valores de premiações para atletas homens e mulheres.

    No entanto, o autor argumenta que a legislação ainda pode ser aperfeiçoada para enfrentar barreiras históricas. Ele lembra que, até o fim da década de 1970, o Estado brasileiro impedia legalmente as mulheres de praticarem modalidades como futebol, rúgbi e beisebol, alegando serem “incompatíveis” com a natureza feminina.

    Próximos passos
    O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; do Esporte; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e sancionado pelo presidente da República.

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Marcia Becker

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Agentes de Vigilância Ambiental serão homenageados na CLDF

    Agentes de Vigilância Ambiental serão homenageados na CLDF

    A celebração, de iniciativa do deputado Jorge Vianna (PSD), visa reconhecer o trabalho desenvolvido por esses profissionais no enfrentamento à dengue no Distrito Federal

    Na próxima quinta-feira (19), às 9h30, o plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) será palco de homenagem aos agentes de Vigilância Ambiental.

    A celebração, de iniciativa do deputado Jorge Vianna (PSD), visa reconhecer o trabalho desenvolvido por esses profissionais no enfrentamento à dengue no Distrito Federal, especialmente no âmbito do Projeto Wolbachia — uma estratégia de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, que utiliza a introdução da bactéria Wolbachia nos insetos para reduzir sua capacidade de transmissão viral.

    De acordo com a justificativa apresentada pelo parlamentar, a execução do projeto no Distrito Federal envolve “elevado grau de organização, conhecimento técnico e rigor científico”, sendo que os agentes de vigilância ambiental garantem “o cumprimento de protocolos sanitários e padrões de qualidade indispensáveis ao êxito da iniciativa”.

    A solenidade poderá ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.

    Agência CLDF de Notícias

  • Debatedores divergem sobre modelo de exame de proficiência médica – Notícias

    Debatedores divergem sobre modelo de exame de proficiência médica – Notícias

    18/03/2026 – 09:06  

    Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

    O debate foi solicitado pela deputada Adriana Ventura

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados debateu nesta terça-feira (17) mudanças no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (Enamed) e a criação de um exame de proficiência para médicos. Representantes de instituições de ensino e de entidades médicas concordaram sobre a importância da avaliação, mas discordaram sobre eventuais punições e sobre o formato da avaliação.

    O Enamed é uma prova aplicada a estudantes de medicina, geralmente nos últimos períodos do curso, para medir conhecimentos e competências desenvolvidos ao longo da graduação.

    O exame é utilizado pelo Ministério da Educação como instrumento de avaliação da qualidade das escolas médicas, porque o desempenho dos alunos serve de base para identificar cursos com resultados satisfatórios ou insuficientes.

    O debate foi solicitado pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

    A audiência reuniu representantes de instituições privadas e filantrópicas, responsáveis por cerca de 80% das vagas de medicina no país. Essa foi a segunda etapa do debate sobre os resultados do Enamed 2025. O tema também foi discutido pela comissão na semana passada.

    Os participantes concordaram que o Enamed, apesar de apresentar falhas metodológicas na primeira edição, é um passo importante para aumentar a qualidade do ensino médico.

    Punições
    Houve críticas, no entanto, à rapidez na aplicação de sanções. O diretor da Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES), Bruno Coimbra, destacou que as penalidades foram publicadas no Diário Oficial de ontem, enquanto ainda se discutiam os resultados.

    “Os estudantes fizeram a prova sem saber que seriam classificados como proficientes ou não”, disse. Segundo ele, a divulgação dos resultados também gerou questionamentos sobre a qualidade das instituições privadas.

    Um dos principais pontos de debate foi a possibilidade de coexistência entre o Enamed e um exame obrigatório de proficiência para o exercício da medicina.

    Exame único
    A presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), Elizabeth Guedes, defendeu que o Enamed seja o principal instrumento de avaliação, com participação do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde.

    “É importante que a gente entenda que nós precisamos de um exame só. O Conselho Federal de Medicina tem que se unir às forças do estado. O Estado Brasileiro é o MEC, o Ministério da Saúde”, afirmou.

    Já o representante da Secretaria de Saúde de São Paulo, José Luiz Amaral, afirmou que o Enamed avalia as instituições, mas não assegura, por si só, a segurança dos pacientes. “O exame de proficiência é necessário e deve ser aplicado por entidades médicas, sem interferência das instituições de ensino”, disse.

    Ele também defendeu a retirada de financiamento público, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), de instituições com baixo desempenho.

    O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes, alertou para possíveis conflitos jurídicos caso o estudante seja aprovado em um exame e reprovado em outro. Ele sugeriu a criação de um grupo de especialistas para unificar os critérios.

    Importância da prática na formação
    A representante da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo Dulce Cardenuto destacou que a instituição obteve nota máxima no Enamed por priorizar a formação prática no Sistema Único de Saúde (SUS).

    “A vivência prática é essencial. O modelo em que residentes orientam estudantes, com supervisão de preceptores, garante formação técnica, ética e profissional”, afirmou.

    Necessidade de aprimoramento
    O vice-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Pego Fernandes, afirmou que o Enamed representa um avanço importante na avaliação do ensino médico, mas ainda precisa ser aprimorado. Segundo ele, o exame ajudou a tornar visíveis problemas já conhecidos na formação médica no país.

    “O Enamed não é o exame perfeito, mas é melhor tê-lo do que não tê-lo. Foi um passo fundamental, porque descortinou problemas que já estavam sendo apontados, mas não estavam sendo mensurados”, disse.

    Fernandes também defendeu que a avaliação dos estudantes esteja associada à análise das instituições formadoras e que o modelo evolua com a participação de diferentes entidades.

    Próximos passos
    A deputada Adriana Ventura afirmou que é necessário estabelecer regras claras antes de votar propostas sobre o tema. “A falta de previsibilidade é um problema grave. Estamos mudando regras durante o processo, e isso prejudica o sistema”, disse.

    A parlamentar informou que o debate continuará na comissão antes da análise de projetos pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

     

     

    Da Redação – RL

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados