Dia: 6 de março de 2026

  • Comissão aprova suspensão de norma sobre identificação de indígenas na navegação de interior – Notícias

    Comissão aprova suspensão de norma sobre identificação de indígenas na navegação de interior – Notícias

    06/03/2026 – 15:05  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Célia Xakriabá: Resolução cria requisito discricionário e discriminatório

    A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou projeto que suspende a exigência de documentos da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o embarque de indígenas em barcos da navegação de interior.

    O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 300/22, da ex-deputada Joenia Wapichana, suspende trecho da Resolução 81/22, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

    A resolução estabelece que, em caso de percurso nacional, a identificação do indígena será feita por documento de identidade ou por autorização expedida pela Fundação Nacional do Índio (Funai); em percurso internacional, por passaporte ou, dentro do Mercosul, por carteira de identidade.

    A relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), recomendou a aprovação do projeto e disse que a norma da Antaq cria um regime jurídico diferenciado que prejudica o direito de ir e vir dos povos originários.

    Direito constitucional
    Ela argumenta que a Constituição garante a todos os cidadãos a liberdade de locomoção e que não cabe a uma agência reguladora criar requisitos discriminatórios para o acesso ao transporte.

    “Ao condicionar o embarque de pessoas indígenas a documento ‘autorizativo’ da Funai, a Resolução cria requisito discricionário e discriminatório, fora dos limites legais de sua atuação regulatória”, afirmou a relatora Célia Xakriabá em seu parecer.

    Para a autora, a norma da Antaq reforça o racismo estrutural ao tratar indígenas de forma segregada em relação aos demais brasileiros.

    Próximas etapas
    A proposta será ainda analisada pelas comissões de Viação e Transportes, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, para em seguida ser votada pelo Plenário. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Saiba os bastidores do jantar de Virginia e Biancardi em Paris que está dando o que falar

    Saiba os bastidores do jantar de Virginia e Biancardi em Paris que está dando o que falar

    O portal LeoDias revela todos os detalhes da noite em que as duas influenciadoras com histórico de conflito estiveram no mesmo restaurante na França

    Virginia Fonseca e Bruna Biancardi chamaram atenção dos fãs ao se encontrarem no mesmo restaurante em Paris nesta sexta-feira (6/3). A namorada de Vini Jr. e a esposa de Neymar marcaram presença no sofisticado Siena Paris, localizado na região central da capital francesa. A coincidência rapidamente repercutiu nas redes sociais. O portal LeoDias reuniu os bastidores da visita das duas ao local, episódio que gerou grande burburinho entre seguidores e internautas. Confira os detalhes a seguir!

    No restaurante, Virginia aproveitou um espaço exclusivo, reservado apenas para convidados, acompanhada de amigos em uma mesa ampla e com serviço personalizado de diversos garçons. Enquanto isso, Biancardi permaneceu na área aberta, mantendo postura discreta e interagindo com os demais clientes do salão. O contraste entre os dois ambientes e a forma como cada uma aproveitou o momento chamou atenção de quem acompanhava as publicações online.

    Veja as fotos

    Story de Virginia FonsecaFoto: Reprodução/Instagram @virginia

    Foto: Reprodução/Instagram @brunabiancardi

    Story de Bruna BiancardiFoto: Reprodução/Instagram @brunabiancardi

    Foto: Reprodução/Instagram @virginia

    Story de Virginia FonsecaFoto: Reprodução/Instagram @virginia

    Foto: Reprodução/Instagram @brunabiancardi

    Story de Bruna BiancardiFoto: Reprodução/Instagram @brunabiancardi


    Durante a experiência gastronômica, um detalhe curioso: ambas pediram exatamente o mesmo prato. A diferença ficou por conta do clima das mesas. No caso de Virginia, a influenciadora animou a noite cantando e dançando com os músicos, interpretando sucessos internacionais como “Shallow”, de Lady Gaga, e até colocando um batidão brasileiro para tocar no Siena, transformando o espaço em uma verdadeira festa regada a espumantes, vinhos e muita energia.

    A celebração ganhou ainda um toque especial com a equipe do local, que levou velas pirotécnicas, conhecidas como “velas vulcão”, até a mesa da artista. Já Biancardi optou por permanecer mais reservada. Sentada em sua mesa, a criadora de conteúdo, mãe de Mavie e Mel, acompanhava a música ao vivo tocada ao violão e cantava discretamente algumas canções, reforçando o contraste entre sua postura tranquila e o clima animado do grupo de Virginia.

  • Comissão aprova uso de técnica comportamental na inclusão escolar – Notícias

    Comissão aprova uso de técnica comportamental na inclusão escolar – Notícias

    06/03/2026 – 16:58  

    Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Flávia Morais: proposta reforça o papel da educação inclusiva

    A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou proposta que regulamenta a utilização da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e prevê a oferta dessa técnica no sistema de ensino regular.

    O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Flávia Morais (PDT-GO), ao Projeto de Lei 1321/22, de autoria dos deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS) e André Figueiredo (PDT-CE), e do ex-deputado Wolney Queiroz.

    O substitutivo altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para determinar que as escolas regulares ofereçam, quando necessário, serviços de apoio especializado baseados na técnica ABA. O atendimento será voltado a crianças e adolescentes com comprometimento neurológico, motor, cognitivo, na comunicação ou na interação social.

    “A proposta reforça o papel da educação inclusiva na efetivação de direitos e integração social, alinhando-se à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência”, afirmou a relatora no parecer.

    A técnica
    A Análise do Comportamento Aplicada (ABA, na sigla em inglês) estuda e aplica princípios comportamentais. No contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento, o método foca no desenvolvimento de habilidades, na autonomia e na redução de comportamentos que dificultem o convívio social ou o aprendizado.

    A técnica é indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para pessoas com desenvolvimento atípico.

    Regulamentação profissional
    Além da mudança na legislação educacional, a proposta define que a terapia ABA poderá ser conduzida por profissionais de saúde ou educação com profissão regulamentada, desde que possuam formação específica na área (graduação ou pós-graduação reconhecida pelo MEC).

    O texto também obriga que estagiários e acompanhantes terapêuticos atuem sob a supervisão de um profissional habilitado.

    Próximos passos
    A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Educação; de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CBF coloca quartetos do DF em dois grupos regionais

    CBF coloca quartetos do DF em dois grupos regionais

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    O caminho dos clubes do Distrito Federal na Série D do Campeonato Brasileiro de 2026 já está desenhado. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, nesta sexta-feira (6/3), os 16 grupos da competição e separou os representantes candangos em duas chaves regionais. O Gama e o Brasiliense aparecem no Grupo A3, enquanto o Capital e o Ceilândia disputarão o Grupo A4. O formato privilegia confrontos geograficamente próximos e reacende rivalidades tradicionais.

    No Grupo A3, o Gama e o Brasiliense terão pela frente adversários de Goiás e Mato Grosso. A chave reúne Luverdense e Primavera, representantes mato-grossenses, além de Inhumas e Aparecidense, equipes goianas. O grupo reúne clubes acostumados a competições nacionais e promete disputa equilibrada pelas vagas na fase seguinte. A proximidade geográfica também deve favorecer presença de torcedores visitantes.

    O Grupo A4 coloca Capital e Ceilândia diante de três equipes de Mato Grosso e um representante goiano. Mixto, Operário e União formam o trio mato-grossense da chave, enquanto o Goiatuba completa a lista de adversários. O desenho reforça o caráter regional da primeira fase da Série D. Para os clubes do Distrito Federal, a logística de viagens aparece como fator menos desgastante.

    Formato da disputa

    A Série D contará com 16 grupos de seis equipes cada. Os clubes disputarão 10 rodadas em turno e returno dentro das próprias chaves. Cada participante fará cinco partidas como mandante e cinco como visitante. Ao término da primeira fase, os quatro melhores colocados avançarão à segunda etapa da competição.

    A partir da fase seguinte, o campeonato passa a adotar confrontos eliminatórios em jogos de ida e volta. O cruzamento ocorrerá entre grupos vizinhos, mantendo confrontos regionais ao longo do mata-mata. Isso significa possibilidade real de clássicos entre clubes do Distrito Federal em fases decisivas. A fórmula amplia o equilíbrio e o interesse esportivo da competição.

    O calendário da Série D do Brasileirão começará em 5 de abril e terminará em 13 de setembro, com 24 datas reservadas. A maior parte das rodadas ocorrerá nos fins de semana, com apenas duas no meio da semana. Cada clube disputará no mínimo 10 partidas na competição. Os finalistas poderão chegar a 22 jogos ao longo da campanha.

    O torneio também representa porta de entrada para divisões superiores do futebol brasileiro. Os quatro semifinalistas garantirão acesso direto à Série C do Campeonato Brasileiro de 2027. Outros dois clubes subirão por meio de playoffs entre eliminados das quartas de final. O campeão ainda assegurará vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil de 2027.

    Confira os 16 grupos da Série D

    Grupo A1
    Nacional-AM
    Manaus-AM
    Manauara-AM
    GAS-RR
    Monte Roraima-RR
    São Raimundo-RR

    Grupo A2
    Independência-AC
    Galvez-AC
    Humaitá-AC
    Porto Velho-RO
    Guaporé-RO
    Araguaína-TO

    Grupo A3
    Gama
    Brasiliense
    Luverdense-MT
    Primavera-MT
    Inhumas-GO
    Aparecidense-GO

    Grupo A4
    Capital
    Ceilândia
    Mixto-MT
    Operário-MT
    União-MT
    Goiatuba-GO

    Grupo A5
    Trem-AP
    Oratório-AP
    Tuna Luso-PA
    Águia de Marabá-PA
    Tocantinópolis-TO
    Imperatriz-MA

    Grupo A6
    Sampaio Corrêa-MA
    Moto Club-MA
    IAPE-MA
    Maracanã-CE
    Iguatu-CE
    Parnahyba-PI

    Grupo A7
    Ferroviário-CE
    Tirol-CE
    Atlético-CE
    Altos-PI
    Piauí-PI
    Fluminense-PI

    Grupo A8
    ABC-RN
    América-RN
    Laguna-RN
    Sousa-PB
    Maguary-PE
    Central-PE

    Grupo A9
    Retrô-PE
    Decisão-PE
    Serra Branca-PB
    Treze-PB
    Lagarto-SE
    Sergipe-SE

    Grupo A10
    ASA-AL
    CSA-AL
    CSE-AL
    Jacuipense-BA
    Atlético-BA
    Juazeirense-BA

    Grupo A11
    Uberlândia-MG
    Betim-MG
    CRAC-GO
    ABECAT-GO
    Operário-MS
    Ivinhema-MS

    Grupo A12
    Porto-BA
    Rio Branco-ES
    Vitória-ES
    Real Noroeste-ES
    Tombense-MG
    Democrata GV-MG

    Grupo A13
    Madureira-RJ
    Portuguesa-RJ
    America-RJ
    Portuguesa-SP
    Água Santa-SP
    Pouso Alegre-MG

    Grupo A14
    Nova Iguaçu-RJ
    Sampaio Corrêa-RJ
    Maricá-RJ
    XV de Piracicaba-SP
    Noroeste-SP
    Velo Clube-SP

    Grupo A15
    Cianorte-PR
    FC Cascavel-PR
    Santa Catarina-SC
    Joinville-SC
    Guarany de Bagé-RS
    São Luiz-RS

    Grupo A16
    Blumenau-SC
    Marcílio Dias-SC
    São Joseense-PR
    Azuriz-PR
    São José-RS
    Brasil-RS

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  • Comissão aprova apoio federal para iluminação LED em cidades com baixa cobertura e casos de violência – Notícias

    Comissão aprova apoio federal para iluminação LED em cidades com baixa cobertura e casos de violência – Notícias

    06/03/2026 – 18:13  

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Coronel Ulysses, relator do projeto

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria critérios de prioridade para investimentos federais em iluminação pública em municípios com baixos índices de cobertura e altas taxas de violência.

    O colegiado aprovou substitutivo do relator, deputado Coronel Ulysses (União-AC) ao Projeto de Lei 2971/25, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR).

    A redação original previa o uso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e focava especificamente em municípios da Amazônia e de Roraima. O texto aprovado amplia o alcance da medida para todo o país e retira a obrigatoriedade de uso do FNSP.

    O texto aprovado estabelece que serão considerados prioritários para receber apoio técnico e financeiro da União os municípios que apresentarem cobertura de iluminação inferior a 70% da malha viária e taxas de violência ou suicídios acima da média nacional. Também entram na lista cidades com menos de 50 mil habitantes ou isoladas geograficamente.

    Apoio aos municípios
    Pelo texto aprovado, as cidades enquadradas nesses critérios receberão apoio técnico e financeiro da União para completar a cobertura de iluminação. Além disso, terão assistência para a adoção de lâmpadas LED eficientes, seguindo o padrão do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel Reluz), focado em eficiência energética.

    O substitutivo também prevê dotação específica em programas federais, como o Fundo de Desenvolvimento Urbano.

    Mudanças no texto
    O relator concordou com o mérito da proposta, destacando que a iluminação pública, embora não seja uma barreira física ao crime, influencia na percepção de segurança e pode reduzir delitos. No entanto, Coronel Ulysses optou por retirar a previsão de uso do Fundo Nacional de Segurança Pública.

    “Não podemos banalizar a utilização do frágil e insipiente Fundo Nacional de Segurança Pública para tal finalidade, sob o risco de esvaziá-lo e, consequentemente, fragmentar demasiadamente os ínfimos recursos”, afirmou.

    O substitutivo também removeu a exclusividade de atendimento à região Amazônica e ao estado de Roraima. Segundo Ulysses, a má qualidade da iluminação impacta a segurança em qualquer localidade do país.

    Diretrizes
    Pelo texto aprovado, o Poder Executivo deverá publicar anualmente um mapa da iluminação pública no país e a lista de municípios prioritários. A União também deverá fomentar consórcios públicos regionais para reduzir custos de gestão.

    Os municípios beneficiados terão seis meses para se adequar às normas, sob pena de suspensão das transferências vinculadas ao programa.

    Próximos passos
    A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Minas e Energia; de Desenvolvimento Urbano; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Mulheres vítimas de violência protagonizam desfile de moda na CLDF

    Mulheres vítimas de violência protagonizam desfile de moda na CLDF

    Mulheres vítimas de violência protagonizam desfile de moda na CLDF

    O desfile “Tecidas de Histórias” faz parte da programação do Março Mais Mulher, da Secretaria da Mulher do Distrito Federal

    Um desfile de moda protagonizado por mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade, intitulado “Tecidas de Histórias”, foi realizado no início da noite desta sexta-feira (6), na Galeria Espelho d’Água da Câmara Legislativa. O evento reuniu, além das modelos amadoras, profissionais das passarelas para marcar a “reconstrução” da vida de cidadãs brasilienses de várias idades. “Elas foram resgatadas, sobreviveram”, comentou a deputada Doutora Jane (Republicanos), que apoiou a iniciativa.

    A parlamentar é autora da Lei 7.266/2023, que criou os Comitês de Proteção à Mulher, locais onde as mulheres são atendidas, encontram acolhimento, informação, escuta qualificada e orientação. “Foi a primeira lei de minha autoria”, lembrou a distrital.

    Para Doutora Jane, o desfile tem vários significados. “É importante e simbólico”, declarou, chamando a atenção para a política pública instalada pelo GDF a partir de sua proposição. Uma das ações dos comitês, espalhados por todo o DF, é realizar a busca ativa de vítimas de violência, com o objetivo de devolver autoestima, visibilidade e dignidade.

    O desfile “Tecidas de Histórias” faz parte da programação do Março Mais Mulher, da Secretaria da Mulher do Distrito Federal, órgão responsável pelo funcionamento dos Comitês de Proteção, e foi organizado quer celebrar “superação, autoestima e autonomia”. Os resultados desse sistema, “materializado no desfile”, foi evidenciado pela secretária Giselle Ferreira e por Luana Maia, que está à frente da Subsecretaria de Proteção à Mulher.

    Agência CLDF de Notícias

  • Comissão aprova BPC vitalício para deficiência permanente e auxílio temporário a herdeiros – Notícias

    Comissão aprova BPC vitalício para deficiência permanente e auxílio temporário a herdeiros – Notícias

    06/03/2026 – 18:38  

    Renato Araújo/Câmara dos Deputados

    Deputada Silvia Cristina, relatora do projeto de lei

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5747/25, que torna vitalício o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com deficiência permanente e cria um auxílio de transição para dependentes em caso de morte do beneficiário.

    A proposta altera a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) para dispensar a revisão periódica do benefício nos casos em que a deficiência for comprovada como permanente por meio de perícia médica e social do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A caracterização dessa condição deverá seguir avaliação biopsicossocial, conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

    O colegiado aprovou o relatório da deputada Silvia Cristina (PP-RO), favorável ao texto dos deputados Leo Prates (PDT-BA) e Duarte Jr. (PSB-MA), com uma emenda. Ela decidiu retirar da redação original o trecho que ampliava de dois para quatro anos o prazo de revisão do BPC para os casos de deficiência não permanente.

    Silvia Cristina argumentou que, embora a deficiência possa ser duradoura, a condição econômica da família pode mudar, o que exige fiscalização para evitar pagamentos indevidos.

    “A revisão periódica constitui instrumento relevante para atualização de dados, verificação do cumprimento dos requisitos legais e prevenção de pagamentos indevidos”, justificou a deputada, mantendo o prazo atual de dois anos para esses casos específicos.

    Auxílio aos dependentes
    O texto aprovado também institui um benefício de transição para os herdeiros do beneficiário falecido. O auxílio será pago por até seis meses, no valor de um salário mínimo (R$ 1.621 atualmente).

    Para ter direito, os dependentes devem comprovar que coabitavam com o titular do BPC, estar inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e possuir renda familiar per capita não superior a 1/4 do salário mínimo. O objetivo é evitar a desestruturação financeira imediata da família vulnerável.

    Próximos passos
    O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão aprova programa de emprego no setor de turismo que permite manter Bolsa Família – Notícias

    Comissão aprova programa de emprego no setor de turismo que permite manter Bolsa Família – Notícias

    06/03/2026 – 18:50  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Marcelo Álvaro Antônio, relator

    A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria o Programa Emprega Turismo, com foco na contratação formal de trabalhadores em áreas como hotelaria, gastronomia e agências de viagens.

    O texto aprovado é a versão do relator, deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), para o Projeto de Lei 1599/25, do deputado Marx Beltrão (PP-AL) e outros três parlamentares. O projeto original previa prioridade nessas contratações para beneficiários do Bolsa Família, mas o relator modificou a proposta.

    “A palavra ‘prioritariamente’, que constava na redação original, poderia gerar uma injustiça no mercado de trabalho, quando para a mesma vaga se apresentassem dois candidatos: um beneficiário do Bolsa Família e outro não”, disse o relator.

    O substitutivo do relator mantém, no entanto, a previsão inicial do programa de manter o pagamento do Bolsa Família para os contratados por até 24 meses, desde que atendidos alguns requisitos. Após esse período, o benefício será cancelado, sendo garantido o retorno ao Bolsa Família nos 12 meses seguintes caso a família volte a apresentar a renda familiar per capita inferior a R$ 218,00.

    Remuneração 
    O trabalhador contratado deverá receber o maior valor entre as seguintes opções:

    • salário mínimo nacional;
    • piso salarial estadual; ou
    • piso salarial da categoria profissional correspondente.

    Além disso, o texto especifica que o cálculo de verbas trabalhistas (como férias e 13º salário) deve considerar apenas o salário pago pela empresa, excluindo a parcela referente ao benefício do Bolsa Família

    Empresas que aderirem ao programa terão redução de 50% na alíquota da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento dos novos empregados por dois anos.

    Entre outros pontos, o substitutivo retira a previsão de prioridade para os contratantes em empréstimos de bancos públicos, como o BNDES, que seguem regras técnicas de risco. Para o relator, essa interferência “poderia desperdiçar recursos e frear o turismo eficiente”.

    O Emprega Turismo será voltado especialmente para micro e pequenas empresas, com o objetivo de gerar renda em municípios com grande dependência de transferências governamentais. Para o relator, a proposta busca criar “portas de saída” do assistencialismo.

    Próximas etapas
    A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Oportunismo: A camiseta “Eu Sou + BRB”, divulgada pela deputada federal Erika Kokay

    Oportunismo: A camiseta “Eu Sou + BRB”, divulgada pela deputada federal Erika Kokay

    A recente p ubl ic a ção de Erika Kokay usando a camiseta da campanha “Eu Sou + BRB” reacendeu d iscus s ões sobre coerência pol…


    A recente publicação de Erika Kokay usando a camiseta da campanha “Eu Sou + BRB” reacendeu discussões sobre coerência política, evidenciando como símbolos e gestos podem transmitir mensagens complexas, sobretudo no contexto político. O episódio liga a deputada federal ao movimento dos funcionários do Banco de Brasília (BRB) e expõe tensões e possíveis contradições no discurso político.

    Na esfera pública, gestos possuem, muitas vezes, um peso comparável ao de decisões formais. Foi nessa zona de ambiguidade que Erika Kokay (PT-DF) acabou inserida. A imagem divulgada em suas redes sociais, onde aparece vestindo a camiseta em defesa do BRB, gerou atenção por ocorrer logo após a sua posição contrária à aprovação do Projeto de Lei nº 2175/2026 na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Esse projeto autorizava a utilização de imóveis públicos para recompor o capital financeiro do banco, um ponto considerado crucial por muitos servidores e parlamentares para assegurar a estabilidade da instituição e os empregos vinculados a ela.

    Durante a votação, houve mobilização das categorias nas galerias em apoio à proposta, que foi aprovada com 14 votos favoráveis contra 10. Para os funcionários do BRB, era uma escolha estratégica para salvaguardar o papel do banco público na economia local. Assim, ao adotar publicamente o símbolo de uma campanha que luta pela defesa dessa mesma instituição enquanto rejeitava uma medida vista como vital para seu futuro, Kokay suscitou críticas e questionamentos entre os mais de seis mil servidores do banco.

    Na mesma postagem em que exibia a camiseta, a deputada dirigiu críticas ao Banco Master e ao governo do Distrito Federal, liderado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e pela vice-governadora Celina Leão (PP). Contudo, essas declarações geraram dúvidas em relação ao alcance real da sua análise. A questão envolvendo o Banco Master ultrapassa o âmbito local, estando vinculada ao sistema financeiro nacional e a outras articulações políticas. Para alguns críticos, isso pode ser interpretado como uma simplificação narrativa estratégica, reforçando determinados vínculos enquanto deixa de apresentar aprofundamentos ou evidências concretas.

    Essa seletividade no foco de abordagem é uma prática recorrente na política, geralmente orientada pela conveniência de atingir públicos específicos. O BRB, entretanto, carrega um peso maior do que o de uma simples instituição financeira por meio de sua relevância social e econômica, por exemplo, com programas destinados ao desenvolvimento local. Dessa forma, qualquer decisão sobre seu destino rapidamente extrapola questões técnicas e se transforma em matéria de disputas ideológicas mais amplas.

    O caso envolvendo Erika Kokay exemplifica claramente esse mecanismo. Por um lado, ela critica operações financeiras relacionadas ao Banco Master e exige esclarecimentos sobre possíveis irregularidades. Por outro, associa-se simbolicamente a um movimento alinhado com interesses que colidem com seu posicionamento no parlamento. É nessa dicotomia que se revela um aspecto essencial da política: a habilidade de moldar narrativas enquanto se escolhem cuidadosamente quais elementos destacar ou omitir.

    Essa situação transcende simbologias aparentes como o uso de uma camiseta. Ela traduz camadas profundas sobre a construção e o controle discursivo na política. A maneira como se seleciona o foco narrativo pode deliberadamente obscurecer aspectos significativos ou induzir interpretações convenientes. Em um contexto onde cada gesto ou palavra tem implicações além do presente imediato, ações aparentemente simples ganham um peso simbólico significativo—e carregam memórias que dificilmente serão esquecidas tão rapidamente quanto se pensa.

    Da redação do Portal de Notícias

  • Comissão aprova criação de escolas cívico-militares profissionalizantes – Notícias

    Comissão aprova criação de escolas cívico-militares profissionalizantes – Notícias

    06/03/2026 – 17:19  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    General Pazuello, relator da proposta

    A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2205/24, que institui as escolas cívico-militares de ensino profissionalizante no sistema de ensino público brasileiro.

    A proposta surge em um cenário onde o modelo passa por transformações no país. Após o governo federal encerrar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) em 2023, diversos estados decidiram manter ou criar redes próprias. O projeto busca estabelecer uma diretriz federal permanente, focada na união entre a gestão militar e o ensino técnico voltado ao mercado de trabalho.

    Pelo texto, as unidades funcionarão em tempo integral e a gestão será compartilhada: a área pedagógica ficará a cargo de educadores civis, enquanto a administração e a disciplina poderão contar com militares da reserva das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros.

    O colegiado aprovou o relatório do deputado General Pazuello (PL-RJ) favorável à proposta. Segundo ele, o modelo contribui para a defesa nacional ao formar cidadãos conscientes e qualificados para setores estratégicos.

    “O modelo cívico-militar proposto fortalece a cultura da paz e segurança dentro do ambiente escolar, promovendo a redução de violência e indisciplina, fatores essenciais para a estabilidade social e, consequentemente, para a defesa nacional”, afirmou o relator.

    Currículo e gestão
    De autoria do deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), o projeto estabelece que o currículo seguirá as diretrizes do Ministério da Educação (MEC), acrescido de formação técnica em áreas como tecnologia da informação, automação industrial, agronegócio, energias renováveis e saúde.

    A administração das escolas deverá ter diretores e coordenadores pedagógicos selecionados por mérito. Já os militares atuarão na colaboração da gestão disciplinar.

    Pazuello destacou a importância dessa estrutura híbrida. “O projeto é extremamente louvável ao prever que a equipe pedagógica deverá ser selecionada por critérios de mérito e competência, cabendo aos militares da reserva das Forças Armadas ou das polícias militares e corpos de bombeiros militares colaborar na gestão disciplinar e administrativa”, disse.

    Mercado de trabalho
    O texto aprovado também prevê incentivos para a inserção profissional dos alunos. Estudantes que concluírem os cursos técnicos terão direito a uma bolsa-incentivo por um ano.

    Além disso, empresas que contratarem esses egressos poderão deduzir parte dos custos dessa bolsa do Imposto de Renda (IR).

    Próximos passos
    O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Virginia chega à sede da Balenciaga e cumpre agenda na Semana de Moda de Paris

    Virginia chega à sede da Balenciaga e cumpre agenda na Semana de Moda de Paris

    A influenciadora participa de atividades exclusivas promovidas pela grife de luxo, incluindo visitas a arquivos históricos, jantares privados e experiências inéditas de moda

    Virginia Fonseca, influenciadora digital, esteve na sede da Balenciaga, em Paris, nesta sexta-feira (6/3), onde gravou novos vídeos durante sua passagem pela cidade. Desde que desembarcou na capital francesa na última quinta-feira (5/3), ela vem cumprindo uma agenda ligada à Paris Fashion Week, que inclui eventos exclusivos da grife, visitas a espaços da marca e preparação para acompanhar o desfile da empresa no circuito internacional de moda.

    Desde a chegada, Virginia vem compartilhando momentos de sua imersão no universo da moda de luxo. A programação inclui um jantar privado promovido pela Balenciaga, visitas aos arquivos históricos da marca para conhecer o processo criativo da casa fundada por Cristóbal Balenciaga e encontros exclusivos para apresentação de coleções.

    Veja as fotos

    Virginia Fonseca na sede da Balenciaga, em ParisDivulgação

    Divulgação

    Virginia Fonseca na sede da Balenciaga, em ParisDivulgação

    Divulgação

    Virginia Fonseca na sede da Balenciaga, em ParisDivulgação

    Reprodução / Instagram

    Virginia FonsecaReprodução / Instagram

    Reprodução: Portal LeoDias

    Virginia Fonseca em Paris ao portal LeoDiasReprodução: Portal LeoDias


    Além disso, a empresária brasileira também passou pela principal loja da grife em Paris para escolher os looks que usará durante os compromissos da semana e participar de um coquetel que apresenta as novas coleções da marca.

    O ponto alto da viagem será o desfile da Balenciaga na Paris Fashion Week, previsto para este sábado (7/3), consolidando a primeira participação de Virginia no circuito internacional de moda.

    Nos Stories, ela tem mostrado bastidores da viagem e momentos na capital francesa, incluindo registros na Torre Eiffel e em experiências promovidas pela marca. Assim, a influenciadora, que recentemente estreou no Carnaval carioca, se aproxima agora do universo fashion global.

  • Comissão debate com ministro Luiz Marinho fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho – Notícias

    Comissão debate com ministro Luiz Marinho fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho – Notícias

    06/03/2026 – 15:42  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta terça-feira (10), com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que trata do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho.

    O debate será realizado às 14 horas, no plenário 1.

    Veja mais informações

    A audiência atende a pedido do deputado Paulo Azi (União-BA), relator da PEC na CCJ. Segundo o deputado, a participação do ministério é importante para apresentar diagnósticos sobre formalidade no emprego, políticas de proteção ao trabalhador e os possíveis efeitos da redução da jornada no mercado de trabalho.

    “A pauta da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 constituem temas históricos e de grande relevância para a população, refletindo as transformações observadas no ambiente laboral”, afirma.

    O parlamentar destaca ainda que a discussão envolve diferentes aspectos, como a sobrecarga de trabalho enfrentada por muitos trabalhadores e o aumento de doenças psicossociais associadas a jornadas prolongadas.

    Por outro lado, segundo ele, também é necessário avaliar os impactos econômicos da redução da jornada, como possíveis aumentos de custos para as empresas e efeitos sobre a informalidade no mercado de trabalho.

    Da Redação – RS

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF debate PL que combate a revitimização e a espetacularização do feminicídio

    CLDF debate PL que combate a revitimização e a espetacularização do feminicídio

    CLDF debate PL que combate a revitimização e a espetacularização do feminicídio

    Especialistas defendem combate ao sensacionalismo, educação de gênero e rede de proteção humanizada para garantir a dignidade e preservar a memória das vítimas

    Em uma audiência pública marcada por relatos e dados, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) debateu, na noite desta quinta-feira (05) o Projeto de Lei nº 1819/2025. A proposta, de autoria do deputado Max Maciel (PSOL), busca garantir a proteção do nome, da imagem e da honra de mulheres vítimas de violência doméstica, combatendo a revitimização no ambiente digital e na mídia.

    Segundo cenário apresentado pelo parlamentar, no Distrito Federal, aproximadamente uma mulher é morta por feminicídio a cada 12 dias. Entre 2015 e 2025, a violência de gênero deixou 469 órfãos na capital. “A violência doméstica não termina necessariamente com a morte da vítima”, alertou o deputado Max Maciel. Segundo ele, o ciclo de violência “continua no espaço público por meio da exposição da imagem da vítima, da circulação de narrativas que culpam a mulher, da tentativa de justificar a agressão ou até mesmo de transformar a morte em um espetáculo”.

    Conforme explicou o distrital, a proposta busca estimular uma mudança de foco na abordagem da violência contra a mulher. “Em vez de focar exclusivamente nas condutas, o projeto busca organizar a atuação do Estado diante das formas de violência. Buscamos romper a lógica de tratar esse fenômeno apenas como uma disputa entre autor e vítima, focando também na dimensão pública do problema. Queremos fortalecer a atuação preventiva do Estado”, frisou.

    O poder da linguagem e a revitimização

     

    Foto: Henrique Jesus / Divulgação

    A jornalista e pesquisadora Ana Maduro, cujos estudos na Universidade de Brasília (UnB) fundamentaram o projeto, destacou como a escolha das palavras “pode atenuar crimes bárbaros”. “O que que o feminicídio tem a ver com a linguagem? Tudo. No momento que a gente olha para uma manchete ‘mulher é morta após trair o marido’, eu estou tornando o feminicídio um crime justificável, estou culpabilizando a vítima”, afirmou.

    A pesquisadora também alertou para a sexualização das vítimas na mídia, citando o uso de fotos com biquínis ou batom vermelho para ilustrar notícias de assassinatos, o que fere a dignidade e a memória da mulher. “Imagine que você é vítima de violência… e veiculam sua foto no Google. Sua foto vai ficar ali para sempre. É a sua memória”, afirmou, ressaltando que o texto jornalístico deve ser um aliado da denúncia e não um gerador de medo para outras mulheres.

    Para Karine Fonseca, presidenta da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn-DF), a questão também deve ser tratada como um problema de saúde pública, especialmente pelo impacto nas famílias. “As famílias vítimas de feminicídio enfrentam o luto prolongado, uma dor que se retroalimenta pela história que foi contada… a memória foi corrompida e a pessoa amada foi colocada como culpada”, pontuou.

    Em sua fala, ela resgatou a memória de movimentos feministas históricos para reforçar que “a sociedade não pode mais aceitar a culpabilização das vítimas”, afirmando categoricamente que “a culpa não foi da mulher de querer sair daquele relacionamento” e que a misoginia “é a verdadeira raiz dessa violência”.

    Recorte racial e invisibilidade

    Aline Pereira, representante do Movimento Negro Unificado (MNU), trouxe a necessidade de se considerar o aspecto racial no debate, citando casos emblemáticos como os de Cláudia Ferreira – mulher que foi morta pela PM e arrastada por uma viatura no RJ em 2014 – e o da vereadora Marielle Franco. “A cada vez que aquela imagem circulava [de Cláudia sendo arrastada por um camburão], Cláudia era assassinada novamente”, desabafou Aline.

    Ela citou o exemplo de Marielle Franco para reivindicar o direito das mulheres negras ao espaço público e à memória respeitosa, defendendo que, quando houver exposição pela violência, que ocorra de “maneira humana” e não desumanizada.

    Segurança Pública e Prevenção

    A Tenente-Coronel Renata Braz das Neves Cardoso, da Polícia Militar do DF, apresentou avanços institucionais, como a inclusão, em 2018, da disciplina Intervenção Policial Militar em Ocorrências de Violência Doméstica em todos os cursos de formação e aperfeiçoamento da corporação.

    Segundo a oficial, é vital que os policiais entendam que “um chamado ao 190 é um pedido de socorro e, independentemente da quantidade de vezes que essa mulher acessa o serviço, a PM tem que estar disponível” para prestar o melhor atendimento possível, sem revitimização.

    Além do treinamento, Renata Braz detalhou programas práticos que apresentam resultados expressivos, como o grupo reflexivo para servidores da segurança que são autores de violência. Ela relatou que, por meio desse acompanhamento compulsório, o índice de violência doméstica praticada por militares caiu drasticamente. “Conseguimos reduzir em praticamente 100% feminicídios cometidos por servidores da segurança pública”, pontuou.

    Marina Cordeiro, coordenadora da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, trouxe dados sobre a realidade nacional e local. Apenas em janeiro de 2026, o Brasil registrou 330 vítimas fatais de violência de gênero, o que representa uma média de “11 mulheres com as suas vidas ceifadas nesse país por dia”.

    Ela enfatizou a necessidade de uma perspectiva interseccional para proteger todas as mulheres em sua diversidade e criticou duramente a falha institucional no Distrito Federal, que apresenta altos índices de rejeição de auxílio judicial. Segundo informou, a Capital Federal  está no topo do ranking de denegação de medidas protetivas, com 15,7% das medidas tendo sido negadas no ano de 2025, o que totaliza 3.320 mulheres que tiveram esses pedidos rejeitados. “Nós não sabemos o que aconteceu depois com essas mulheres”, afirmou.

    O projeto de lei

    O texto do PL, que já tramitou nas comissões e aguarda votação em Plenário, estabelece que a divulgação ou exposição indevida do nome ou da imagem das vítimas, realizada por agressores ou seus familiares em mídias, propagandas ou entrevistas, constitui explicitamente uma forma de violência psicológica, conforme já previsto na Lei Maria da Penha.

    A justificativa da proposta aponta que essa exposição é frequentemente utilizada como uma “tática de intimidação e desmoralização” para isolar a mulher e minar sua credibilidade.

    Para enfrentar o problema, o PL impõe diretrizes ao Poder Executivo, como: adoção de providências administrativas para coibir a exposição indevida; promoção de campanhas educativas sobre os impactos da exposição pública das vítimas; e atendimento prioritário em serviços de apoio psicológico, jurídico e social para as vítimas e seus familiares quando houver agravamento do sofrimento pela exposição.

    A íntegra da audiência pública pode ser conferida no YouTube da CLDF. Confira:

     

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Confira os detalhes sobre a ida das semifinais do Candangão

    Confira os detalhes sobre a ida das semifinais do Candangão

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    Começa a disputa pelas vagas nacionais de 2027 e, obviamente, a luta por uma vaga na final do Candangão 2026. A partir de agora, 180 minutos definem a vida de curto e médio prazo do futebol do Distrito Federal: os primeiros 90, nos dois dias deste final de semana, com a terceira e quarta campanhas da primeira fase atuando em casa.

    No saldo total, o Gama fechou como líder com uma rodada de antecedência e pôde condicionar estas semifinais, empatando com o Capital em jogo que se finalizou depois do confronto direto em que o Ceilândia elimina o Brasiliense. O Gato Preto saltou ao quarto lugar com 16 pontos, com cinco vitórias, um empate e três derrotas.

    Na outra mão, o Samambaia precisava de uma catástrofe para sair da zona de semifinais na última rodada: fez todo o contrário ao golear o Paranoá e garantir o segundo lugar, com 20 pontos, em seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota. O Sobradinho, que assim como o Ceilândia começou a rodada fora do G-4, teve os tropeços dos times da frente para avançar em terceiro, com 17 pontos, cinco vitórias, dois empates e duas derrotas.

    Clique e leia mais:

    Sobradinho x Samambaia

    Foto: Eduardo Ronque/Sobradinho

    Atuando na ida em casa, o Leão da Serra é uma justiça de que esteja no mata-mata. Após ter o planejamento frustrado, uma sólida primeira fase dá a oportunidade para um time de história e torcida ter calendário nacional novamente. Como (baita) obstáculo, está a sensação do campeonato: o Cachorro Salsicha justificou, de ponta a ponta, o segundo lugar e o status de postulante ao título. Como se diz no linguajar latino-americano do futebol, uma “Cinderela” (“Cenicienta”), no melhor estilo Real Brasília campeão de 2023.

    Local: Defelê, Vila Planalto

    Horário: 16h, no sábado (7/3)

    Ingressos: R$ 10, valor de inteira, na bilheteria do estádio a partir das 15h; valor promocional mais camisa de torcedor a R$ 35

    Arbitragem: Marcello Rudá, auxiliado por Lehi Sousa Silva e Josieliton Silva dos Santos, com Allysson de Souza Zilse como quarto árbitro, no VAR estará Rafael Martins Diniz, com José Reinaldo Nascimento Júnior e Pedro Alves de Oliveira como auxiliares

    Transmissão: TV Record Brasília, canal 8.1 da TV Digital

    Ceilândia x Gama

    Foto: Renan Pariz/Ceilândia

    Que forma do Ceilândia pisar as semifinais… Era a situação mais difícil dos times que podiam chegar à fase eliminatória antes da rodada, se dificultou com um 2 a 0 contrário aos 40 do segundo tempo, fora de casa, contra o Brasiliense, e conseguiu uma épica virada. Agora, toca outro clássico, diante do único invicto restante do campeonato. O alvinegro pode se apegar no bom tabu frente ao Gama, que desde 2021 não vence o confronto no Maria de Lourdes Abadia.

    Local: Abadião, Ceilândia

    Horário: 16h, no domingo (8/3)

    Ingressos: R$ 30, valor de inteira, em bilheteriadigital.com, com a bilheteria do estádio aberta apenas para ingressos mandantes a partir das 14h

    Arbitragem: Sávio Pereira Sampaio, com Leila Naiara Moreira da Cruz e Daniel Henrique da Silva Andrade como auxiliares e Erick Oliveira dos Santos como quarto árbitro, o VAR será comandado por Rafael Martins Diniz, auxiliado por José Reinaldo Nascimento Júnior e Matheus de Moraes Silva

    Transmissão: FFDF TV, no YouTube

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  • Comissão aprova divulgação obrigatória de dados sobre qualidade de água e esgoto – Notícias

    Comissão aprova divulgação obrigatória de dados sobre qualidade de água e esgoto – Notícias

    06/03/2026 – 15:56  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Hildo Rocha: proposta permite planejamento urbano e controle social

    A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3552/25, que obriga prestadores de serviços de saneamento básico a divulgar dados sobre a cobertura e a qualidade do abastecimento de água e do esgotamento sanitário.

    A medida aplica-se à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, e abrange tanto empresas públicas quanto privadas, concessionários e permissionários. Pelo texto, as informações devem ser disponibilizadas em plataforma pública digital, em formato aberto e acessível a dispositivos móveis.

    O relator da proposta, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), afirmou que a medida contribui para a governança do setor e para o desenvolvimento urbano. “A transparência ativa acerca da cobertura e da qualidade dos serviços é instrumento indispensável ao planejamento urbano e ao controle social”, afirmou.

    Dados exigidos
    De acordo com a proposta, as empresas deverão manter em seus sites oficiais informações atualizadas sobre:

    • percentual de cobertura de abastecimento de água e coleta de esgoto por localidade;
    • volume e percentual de esgoto tratado;
    • parâmetros de potabilidade da água distribuída;
    • número e localização de reclamações e interrupções nos últimos 12 meses;
    • metas contratuais e grau de cumprimento.

    A atualização dos dados gerais deverá ser mensal. Já os parâmetros de qualidade da água devem ser atualizados em até sete dias após a coleta.

    Fiscalização e Metas
    O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), argumenta que a divulgação dos dados auxiliará a sociedade a monitorar o cumprimento das metas de universalização estabelecidas pelo marco legal do saneamento (Lei 14.026/20) para 2033.

    Para o relator Hildo Rocha, a medida não gera novos custos operacionais significativos. “Ao exigir a divulgação sistemática de dados já produzidos pelos prestadores, o projeto não cria obrigação material nova, mas qualifica a governança urbana, fortalecendo a regulação e o planejamento”, disse.

    O texto prevê sanções como advertência, multa ou suspensão contratual em caso de descumprimento, além de comunicação obrigatória à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

    Próximos passos
    A proposta que tramita em caráter conclusivo ainda será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão aprova repasse de 10% do Fundo de Segurança para combate a crimes na fronteira – Notícias

    Comissão aprova repasse de 10% do Fundo de Segurança para combate a crimes na fronteira – Notícias

    06/03/2026 – 14:12  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Filipe Barros: projeto dá maior efetividade às políticas de segurança nas regiões de fronteira

    A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que destina 10% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) a estados que combatam crimes em regiões de fronteira. O dinheiro será transferido para os fundos estaduais por meio de convênios ou contratos de repasse.

    O texto altera a Lei 13.756/18, que criou o FNSP, para autorizar o pagamento de diárias de profissionais de segurança pública estaduais que atuem contra crimes transfronteiriços.

    A comissão aprovou o Projeto de Lei 2147/25, do deputado Coronel Ulysses (União-AC), com emendas de redação do relator, deputado Filipe Barros (PL-PR). As emendas corrigem erros formais e eliminam termos e expressões desnecessários.

    “O projeto confere maior efetividade às políticas de segurança pública nas regiões de fronteira, assegurando o repasse financeiro necessário para as operações, o que fortalece o enfrentamento a organizações criminosas que ameaçam a soberania nacional e a segurança das comunidades locais”, justificou Barros.

    Segundo o autor, a falta de recursos específicos dificulta o trabalho das polícias estaduais em áreas remotas e de difícil acesso. A intenção é dar mais eficiência ao uso do fundo nacional para reforçar a segurança nas fronteiras brasileiras.

    Próximas etapas
    A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

     

     

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Marcia Becker

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão debate acordo de reparação aos atingidos pela tragédia de Mariana – Notícias

    Comissão debate acordo de reparação aos atingidos pela tragédia de Mariana – Notícias

    06/03/2026 – 13:45  

    Antônio Cruz/Agência Brasil

    Casas atingidas pelo rompimento da barragem em Mariana

    A comissão externa da Câmara dos Deputados sobre fiscalização dos rompimentos de barragens promove audiência pública na próxima quarta-feira (11) para debater o cumprimento do acordo para reparação dos danos causados pela tragédia de Mariana (MG).

    O debate foi proposto pelo coordenador do colegiado, deputado Rogério Correia (PT-MG), e está marcado para as 10 horas, no plenário 4.

    Segundo o deputado, a audiência tem o objetivo de dar maior transparência ao acordo, firmado em outubro de 2024 entre instituições de justiça, o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo e as três empresas envolvidas na tragédia — Vale, BHP e Samarco.

    Pelo acordo, as mineradoras deverão pagar R$ 132 bilhões para ações de reparação. Desse total, R$ 100 bilhões serão repassados a entes públicos — União, estados de Minas Gerais e Espírito Santo e municípios afetados que aderirem ao acordo — para aplicação em projetos ambientais e socioeconômicos.

    “A audiência contribuirá para dar maior transparência ao novo acordo, buscar garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas e ações comprometidas com a reparação integral dos municípios da bacia do rio Doce e assegurar que os atingidos sejam reconhecidos e priorizados”, diz Correia.

    Da Redação – MB

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Brasília Game Hub abre inscrições para Programa de Incubação de Games 2026

    Brasília Game Hub abre inscrições para Programa de Incubação de Games 2026

    Brasília Game Hub abre inscrições para Programa de Incubação de Games 2026 Iniciativa fortalece o ecossistema de inovação e impulsiona novos…

    Brasília Game Hub abre inscrições para Programa de Incubação de Games 2026
    Iniciativa fortalece o ecossistema de inovação e impulsiona novos estúdios e talentos da indústria de jogos digitais no Distrito Federal
    O Brasília Game Hub (BGH), iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), com realização do Instituto Conecta Brasil, está com inscrições abertas para o Programa de Incubação de Games 2026. A chamada pública busca selecionar projetos, estúdios e equipes que atuam no desenvolvimento de jogos digitais para integrar o ecossistema do hub e participar de uma jornada estruturada de desenvolvimento técnico, criativo e estratégico.
    As inscrições seguem até o dia 15 de março, e o cronograma de atividades tem início previsto para 27 de março. Ao todo, serão selecionados dez projetos ou estúdios, por meio de um processo de avaliação técnica e de mérito das propostas apresentadas. O objetivo é apoiar iniciativas em estágio inicial e estimular a criação de novos negócios ligados à indústria de games no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride-DF).

    As inscrições para o Programa de Incubação de Games 2026 do Brasília Game Hub (BGH) estão abertas até o dia 15 de março | Foto: Divulgação/Secti-DF

    Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino, a iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal em incentivar setores inovadores e com alto potencial econômico. “O Brasília Game Hub cria um ambiente propício para que talentos transformem ideias em produtos e negócios. Estamos investindo em um setor que une criatividade, tecnologia e empreendedorismo, com grande capacidade de gerar oportunidades e posicionar Brasília como referência na economia criativa”, destaca.

    Durante o ciclo de incubação, os participantes terão acesso a mentorias especializadas, workshops e atividades formativas voltadas ao desenvolvimento técnico, criativo e estratégico dos projetos.

     A trilha inclui temas como programação, arte para jogos, game design, narrativa, estruturação de negócios, monetização e apresentação de projetos para investidores.
    As atividades presenciais ocorrerão na sede do Brasília Game Hub, na 305 Norte, com suporte para mentorias em formato híbrido e online. A programação está prevista para ocorrer em turnos vespertinos ou em horário comercial, de forma a atender às necessidades das equipes participantes.
    O ciclo de incubação terá duração estimada de seis meses, com programação contínua de mentorias e workshops. Ao final do programa, os participantes que concluírem a jornada receberão certificado digital emitido pelo Instituto Conecta Brasil e pelo Brasília Game Hub.

    Em seu segundo ano de atuação, o BGH já apresenta resultados relevantes no fortalecimento da indústria de jogos digitais no Distrito Federal. Em 2025, o hub realizou um hackathon que reuniu mais de 3,6 mil participantes, além de apoiar 14 estúdios de games presencialmente em Brasília e sete estúdios em formato on-line, por meio do Programa de Incubação do Hackathon.

    Outro destaque foi a realização de mais de 250 rodadas de negócios, com potencial estimado de mais de R$ 35 milhões em oportunidades e investimentos para o setor.

    Para a Secti-DF, iniciativas como o Brasília Game Hub contribuem para consolidar o Distrito Federal como um ambiente estratégico para o desenvolvimento da indústria de games, estimulando a inovação, o empreendedorismo e a formação de novos talentos na economia criativa.

    Programa de Incubação de Games — Brasília Game Hub 2026

    → Inscrições: abertas até o dia 15 de março, neste link

    *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)

  • Leis aprovadas pelo Congresso em 2025 ampliam direitos das mulheres e reforçam combate à violência – Notícias

    Leis aprovadas pelo Congresso em 2025 ampliam direitos das mulheres e reforçam combate à violência – Notícias

    06/03/2026 – 08:51  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene em homenagem às mulheres

    Em 2025, 25 novas leis ampliaram direitos ou proteção às mulheres ou reconheceram a importância da atuação delas para a sociedade, na avaliação da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados. Embora a produção legislativa tenha sido intensa, as parlamentares alertam para a necessidade de que as leis saiam do papel.

    A Coordenadora do Observatório Nacional da Mulher na Política, deputada Iza Arruda (MDB-PE), observou que o marco legal brasileiro já é robusto, mas carece de aplicação prática. “Não é a falta de lei. Nós temos muitas leis. A gente precisa é chegar lá na ponta”, afirmou a parlamentar. Ela acredita que o problema central é o “orçamento que está pequeno para as mulheres”.

    A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), confirmou essa visão, defendendo que o foco agora deve estar na regulamentação. Segundo ela, projetos como o auxílio-aluguel para vítimas de violência e o protocolo “não é não” precisam de diretrizes claras “para que o efeito seja imediato, sem depender sempre de determinação judicial”.

    Combate à violência
    Apesar das observações das deputadas, a legislação sancionada em 2025 apresenta avanços em diversas áreas, com destaque para o combate à violência contra a mulher, saúde pública e direitos digitais.

    O combate à violência contra a mulher e a proteção dela estão entre os temas com maior número de atualizações. Entre as novas normas, a Lei 15.125/25 prevê o uso de tornozeleira eletrônica no agressor durante a vigência de medidas protetivas de urgência, o que aumenta a segurança direta da vítima. A medida surgiu do Projeto de Lei 5427/23, do deputado Gutemberg Reis (MDB-RJ).

    Já a Lei 15.123/25 aumenta a pena por violência psicológica contra a mulher quando há o uso de inteligência artificial. A medida foi originalmente apresentada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), por meio do PL 370/24.

    Outra lei sancionada – Lei 15.160/25 – proíbe a redução de pena e do prazo de prescrição em crimes de violência sexual contra a mulher quando o criminoso tiver menos de 21 anos ou mais de 70 anos. A norma é resultado do PL 419/23, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Jandira Feghali é autora de uma da propostas que virou lei

    Saúde
    Na área da saúde, a Lei 15.284/25 assegura exame de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todas as mulheres a partir dos 40 anos. A nova norma é originária de uma proposta do Senado (PL 499/25).

    Outra norma originada do Senado foi a Lei 15.171/25, que amplia o direito das mulheres à cirurgia plástica reparadora da mama em casos de mutilação total ou parcial. O projeto original foi o PL 2291/23.

    Já a Lei 15.281/25 cria uma estratégia voltada às mulheres alcoolistas. A norma é resultado do PL 2880/23, do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM). O texto determina a criação de ações específicas para mulheres usuárias e dependentes de álcool no SUS, em especial gestantes e mulheres que acabaram de dar à luz.

    Por sua vez, a Lei 15.222/25 prorroga a licença-maternidade nos casos de internação hospitalar prolongada da mãe ou do recém-nascido, garantindo o tempo de convivência após a alta. A norma tem origem no Projeto de Lei 386/23, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

    Direitos da criança e do adolescente
    Conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, a Lei 15.211/25 cria mecanismos específicos para proteger o público infantojuvenil no ambiente da internet. A origem da norma é o PL 2628/22, do Senado.

    A Lei 15.234/25 (originada do PL 942/24, de Laura Carneiro) aumenta a pena para quem fornece álcool ou drogas a menores de 18 anos, e a Lei 15.280/25 (originada do PL 2810/25, do Senado) agrava a punição para crimes sexuais contra vulneráveis.

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Tabata Amaral apresentou proposta sobre reserva de vaga para mulheres

    Cotas em estatais
    O Congresso aprovou ainda o PL 1246/21, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que deu origem à Lei 15.177/25, que estabelece uma reserva mínima de 30% das vagas para mulheres nos conselhos de administração de empresas estatais. Do total reservado, 30% deverão ser destinados a mulheres negras ou com deficiência.

    Saiba quais foram as leis de interesse da Bancada Feminina sancionadas em 2025

    • Lei 15.086/25 – Inscreve o nome de Hipólita Jacinta Teixeira de Melo no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
    • Lei 15.116/25 – Institui programa de reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência doméstica no SUS
    • Lei 15.123/25 – Aumenta pena para violência psicológica contra a mulher quando praticada com o uso de inteligência artificial
    • Lei 15.124/25 – Veda discriminação contra estudantes e pesquisadoras em bolsas de estudo e pesquisa em razão de gestação ou maternidade
    • Lei 15.125/25 – Prevê monitoração eletrônica do agressor durante aplicação de medida protetiva de urgência
    • Lei 15.127/25 – Institui campanha de incentivo à doação de cabelo a pessoas carentes em tratamento de câncer e vítimas de escalpelamento
    • Lei 15.139/25 – Cria a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental
    • Lei 15.160/25 – Proíbe a redução do prazo de prescrição em crimes de violência sexual contra a mulher
    • Lei 15.171/25 – Amplia o direito das mulheres à cirurgia plástica reparadora da mama no SUS
    • Lei 15.174/25 – Institui a Política Nacional de Enfrentamento da Infecção por Papilomavírus Humano (HPV)
    • Lei 15.176/25 – Cria um programa nacional de proteção dos direitos da pessoa com síndrome de fibromialgia, que afeta predominantemente as mulheres
    • Lei 15.177/25 – Torna obrigatória a reserva mínima de participação de mulheres em conselhos de administração de empresas estatais
    • Lei 15.211/25 – Conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, protege crianças e adolescentes no ambiente digital
    • Lei 15.212/25 – Denomina oficialmente Lei Maria da Penha a Lei 11.340, de 2006
    • Lei 15.214/25 – Cria o Selo Cidade Mulher para municípios que se destacarem em políticas públicas para o bem-estar feminino
    • Lei 15.221/25 – Cria a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães
    • Lei 15.222/25 – Prorroga a licença-maternidade em caso de internação hospitalar prolongada da mãe ou do recém-nascido
    • Lei 15.223/25 – Consolida o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Plano Safra da agricultura familiar
    • Lei 15.234/25 – Aumenta a pena para quem fornecer drogas ou bebidas alcoólicas a crianças ou adolescentes
    • Lei 15.261/25 – Inclui o Dia Internacional da Mulher no calendário nacional e cria o Dia Nacional e o Dia Internacional das Meninas
    • Lei 15.263/25 – Determina o uso de linguagem simples em mensagens de órgãos públicos para cidadãos
    • Lei 15.280/25 – Agrava a pena dos crimes sexuais contra vulneráveis
    • Lei 15.281/25 – Cria estratégia de saúde direcionada às mulheres alcoolistas
    • Lei 15.284/25 – Assegura a todas as mulheres a partir dos 40 anos o direito à mamografia
    • Lei 15.295/25 – Amplia a coleta de DNA na identificação criminal

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Nova modalidade de acolhimento do GDF que mantém mães e filhos juntos

    Nova modalidade de acolhimento do GDF que mantém mães e filhos juntos

    A triagem e destinação das vagas para o Serviço de Acolhimento Conjunto será realizada por meio da Central de Acolhimento de Crianças e Adolescentes | Fotos: Luma Lima/Sedes

    Foram destinadas 50 vagas para o acolhimento conjunto, que já estão previstas no último edital de vagas de acolhimento da Sedes, sob a responsabilidade da organização da sociedade civil Casa da Criança Batuíra, parceira da secretaria nesse serviço.

    “O diferencial desse tipo de acolhimento, é que o serviço tem como foco, primeiramente, a proteção da criança e do adolescente e o fortalecimento dos vínculos com a família, além de prevenir a institucionalização de crianças e adolescentes sozinhos. É diferente do acolhimento para famílias. Nesse caso, são acolhidas somente mães e seus filhos. É um projeto-piloto que está iniciando aqui no Distrito Federal, que pode ser ampliado futuramente”, complementa Ana Paula.

    “Nós verificamos que há muitas crianças na primeira infância, especialmente bebês, que estão em acolhimento institucional, mas que poderiam estar com a família, se houvesse um suporte”Brigida de Freitas, gerente de Serviços de Acolhimento para Crianças, Adolescentes e Jovens
    A triagem e destinação das vagas para o Serviço de Acolhimento Conjunto será realizada por meio da Central de Acolhimento de Crianças e Adolescentes. “Nós verificamos que há muitas crianças na primeira infância, especialmente bebês, que estão em acolhimento institucional, mas que poderiam estar com a família, se houvesse um suporte. Em muitos casos, a criança é encaminhada para acolhimento após avaliação prévia, porque a mãe não tem condições naquele momento de cuidar do filho, por uma questão financeira, por não ter lugar para morar, por exemplo. Mas há um vínculo forte entre mãe e filho. Eles não precisariam ser separados. O acolhimento conjunto é para esses casos”, explica a gerente de Serviços de Acolhimento para Crianças, Adolescentes e Jovens, Brigida de Freitas.

    Funcionários da OSC e das gerências de acolhimentos de crianças e adolescentes e de adultos da Sedes e as famílias participaram de uma capacitação de quatro dias com a Associação Beneficente Encontro com Deus, OSC sediada em Curitiba (PR) que já executa serviço semelhante há 25 anos na capital paranaense.

    “Nós trabalhamos conteúdos que são estruturantes para a realização do serviço de acolhimento conjunto, desde aspectos técnicos do serviço, à gestão de equipes, a comunicação, o atendimento humanizado, processos pedagógicos dentro do serviço. Acreditamos que esses conteúdos são suficientes para que eles comecem o serviço com segurança”, pontua a gestora de programas e projetos da Associação Beneficente Encontro com Deus, Alessandra Vidmontas.
    Workshop
    Na última sexta (27), a Sedes também promoveu um workshop para apresentar o novo serviço com representantes da rede que atua no acolhimento institucional, como Vara da Infância e da Juventude, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Defensoria Pública do Distrito Federal, Conselhos Tutelares e Secretaria de Saúde, além de unidades e parceiros da Secretaria que atuam na área. Cerca de 90 pessoas participaram do evento na semana passada.

    “É uma modalidade que consegue trabalhar tanto a mãe quanto os filhos ao mesmo tempo, atendendo direito à convivência familiar comunitária das crianças e adolescentes, mas também dando a oportunidade para uma mulher que precisava ser vista, apoiada, assistida, conseguir se reestruturar, se reorganizar e manter uma vida com os seus filhos fora da instituição de acolhimento”, finaliza Ana Paula Marra.

    *Com informações da Sedes-DF

  • Após perder processo para Jojo Todynho, PT tenta reverter decisão na Justiça. Entenda!

    Após perder processo para Jojo Todynho, PT tenta reverter decisão na Justiça. Entenda!

    No recurso apresentado, classificado juridicamente como “recurso em sentido estrito”, o partido sustenta que as declarações feitas pela artista durante participação no podcast Conversa Paralela faziam referência direta à sigla, ainda que o nome do partido não tenha sido citado explicitamente

    O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu recorrer após sofrer derrota em disputa judicial contra a influenciadora Jojo Todynho. A legenda ingressou com um recurso para tentar reverter a decisão que havia encerrado o processo na primeira instância. As informações são da colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles.

    No recurso apresentado, classificado juridicamente como “recurso em sentido estrito”, o partido sustenta que as declarações feitas pela artista durante participação no podcast Conversa Paralela faziam referência direta à sigla, ainda que o nome do partido não tenha sido citado explicitamente. Para a defesa do PT, não haveria margem para dúvida sobre quem Jojo indicava como responsável pela suposta proposta de pagamento para divulgação de publicidade eleitoral.

    Veja as fotos

    Jojo Todynho se manifestou sobre caso da adolescente que sofreu estupro coletivo no RioReprodução: Instagram/@jojotodynho

    Reprodução Instagram Jojo Todynho/ montagem

    Jojo TodynhoReprodução Instagram Jojo Todynho/ montagem

    Foto/Instagram

    Jojo Todynho rebate críticas após curtir CarnavalFoto/Instagram

    Jojo Todynho é processada pelo PT / Reprodução

    Jojo Todynho é processada pelo PT / Reprodução

    Reprodução

    Jojo Todynho e o PT travam disputa judicialReprodução

    Reprodução Instagram/ montagem

    Reprodução Instagram/ montagem

    Jojo Todynho

    Jojo Todynho

    Reprodução

    Reprodução

    Reprodução: Instagram @jojotodynho @lulaoficial

    Jojo Todynho se pronuncia após audiência marcada pela Justiça entre ela e o PTReprodução: Instagram @jojotodynho @lulaoficial


    A legenda argumenta que é a responsável pelas campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirma que o relato da influenciadora não foi genérico ou impreciso, mas direcionado. Por isso, sustenta que a fala teria atribuído ao partido o papel de possível financiador da proposta mencionada por ela.

    Em outro ponto da contestação, o PT também rebate o entendimento do magistrado que analisou o caso inicialmente. Na decisão, o juiz avaliou que a contratação de artistas e figuras públicas para campanhas eleitorais é prática comum e não representa algo desonroso. O partido, entretanto, afirma que Jojo Todynho não descreveu uma contratação regular, mas teria insinuado a existência de uma abordagem irregular.

    Isso porque, segundo o relato feito pela influenciadora durante o podcast, o contato inicial teria ocorrido por telefone, “pra não deixar rastro”. Para o PT, essa expressão sugere uma tentativa de ocultar a negociação, o que, de acordo com o partido, reforça a interpretação de que a fala indicaria uma suposta prática clandestina, algo que a sigla nega.

    Diante disso, a legenda argumenta que a declaração teria imputado ao partido a organização de um esquema financeiro oculto voltado à compra de apoio político-eleitoral, o que, segundo a defesa, atinge sua imagem pública, honra e credibilidade perante a sociedade.

    No recurso, o partido também defende que há elementos suficientes para que o processo siga adiante. Para a sigla, existem indícios claros de autoria e materialidade, razão pela qual o caso não deveria ter sido encerrado de forma antecipada.

    Com a nova tentativa judicial, o PT pede que a decisão que rejeitou a queixa-crime seja reconsiderada e que o processo seja recebido pela Justiça, permitindo a continuidade da ação contra Jojo Todynho.

    Entenda a origem da disputa

    A controvérsia começou em 2023, quando Jojo Todynho declarou em entrevista que teria recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a influenciadora, o primeiro contato ocorreu por telefone e a conversa teria sido oficializada posteriormente durante um almoço.

    O Partido dos Trabalhadores negou a versão apresentada pela artista e alegou que as afirmações eram falsas e prejudicavam a reputação da legenda.

    Após o início da disputa judicial, a ação foi analisada pelo juiz Fernando Augusto Andrade Conceição, da 14ª Vara Criminal da Barra Funda, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Em decisão publicada no dia 16 de fevereiro, o magistrado rejeitou liminarmente a queixa-crime apresentada pelo partido.

    Na avaliação do juiz, o processo não apresentava justa causa para prosseguir. Segundo ele, nas declarações mencionadas, Jojo Todynho não indicou de maneira direta que o partido teria sido responsável por oferecer dinheiro para promover a campanha do então candidato.

    Ao fundamentar a decisão, o magistrado afirmou que as falas da influenciadora não configuravam ofensa à honra ou à reputação do partido. Ele também destacou que a participação de artistas e personalidades em campanhas eleitorais é algo comum e não caracteriza, por si só, conduta desonrosa.

    Além de rejeitar a ação, o juiz determinou que o Partido dos Trabalhadores arque com as custas do processo e pague honorários de sucumbência no valor de R$ 10 mil aos advogados que representam Jojo Todynho.

  • Pedro Clerot larga em 19º no GP da Austrália da Fórmula 3

    Pedro Clerot larga em 19º no GP da Austrália da Fórmula 3

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    Pedro Clerot somou na madrugada brasileira desta sexta-feira (6/3) seus primeiros quilômetros no calendário oficial da Fórmula 3. Contrastando com o bom desempenho na única sessão de treinos livres, realizada horas antes, o brasiliense conseguiu apenas o 19º tempo na sessão classificatória em Melbourne Park.

    No TL, o candango registrou 1:35.243, a melhor tomada dentro das 16 voltas dadas. Está no meio de seus companheiros de equipe da Rodin Motorsport nas sessões de momento, uma vez que o italiano Brando Badoer foi o segundo no treino (1:35.034) e nono na classificação (1:34.625), enquanto o singapurense Christian Ho foi nono (1:35.262) e 21º (1:34.947), respectivamente. O brasileiro marcou 1:34.879 como melhor marca na meia hora corrida, dentro de 15 voltas percorridas.

    Resumindo o resultado, Pedro Clerot contou em suas redes sociais o motivo que não fez repetir o sétimo tempo do treino anterior. “Qualy difícil. Tivemos um pequeno problema no freio aonde viemos perdendo eficiência durante a classificação e não conseguimos fazer uma volta representativa. Mostramos que temos velocidade, então estou confiante para amanhã”, relata.

    Clique e leia mais:

    A sessão, bem como o TL, teve amplo domínio da equipe espanhola Campos Racing. O estadunidense Ugo Ugochukwu liderou a sessão livre com 1:34.607, volta melhor por mais de quatro décimos em relação a Badoer, e era ponteiro desde o princípio do quali, com 1:34.208. Ninguém o batia ao longo da meia hora, até seu companheiro de equipe e um dos favoritos ao campeonato, o francês Theophile Nael, roubar a pole position sobre o final do relógio, registrando 1:34.187. O outro brasileiro do grid, Fernando Barrichello foi o último de 30 carros, marcando 1:36.482.

    Agora, seguem as duas corridas da etapa de estreia da temporada 2026. A sprint, com 20 voltas, será às 21h15 desta sexta-feira (6/3) e a principal, com 23 voltas, no sábado (7/3), às 18h50, sempre no horário de Brasília. A transmissão é da F1TV, o serviço de streaming oficial da Fórmula 1, com pacote mínimo para acompanhar a Fórmula 3 custando US$ 5,99 no valor mensal e experiência grátis nos primeiros sete dias de assinatura.

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  • Ministra das Mulheres será ouvida na comissão mista de combate à violência; participe – Notícias

    Ministra das Mulheres será ouvida na comissão mista de combate à violência; participe – Notícias

    06/03/2026 – 10:48  

    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Márcia Lopes, ministra das Mulheres

    A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, é uma das convidadas para a audiência pública da próxima quarta-feira (11), às 14h30, que discutirá estatísticas sobre violência contra a mulher e a aplicabilidade da Lei do Feminicídio.

    O evento é promovido pela Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher (CMCVM) e atende a requerimento da deputada Luizianne Lins (PT-CE).

    Segundo a parlamentar, o debate deverá subsidiar o plano de trabalho da comissão para o biênio 2026-2027, “garantindo que nossas ações legislativas e fiscalizadoras estejam alinhadas com as demandas reais das mulheres brasileiras.”

    A reunião será realizada no plenário 6 da Ala Nilo Coelho, no Senado, e será interativa.

    Da Agência Senado

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Programa Minha Saúde leva atendimento oftalmológico gratuito ao Riacho Fundo II

    Programa Minha Saúde leva atendimento oftalmológico gratuito ao Riacho Fundo II

    Programa Minha Saúde leva atendimento oftalmológico gratuito ao Riacho Fundo II Ação ocorre até sábado (7) ao lado da administração da cidad…


    Programa Minha Saúde leva atendimento oftalmológico gratuito ao Riacho Fundo II
    Ação ocorre até sábado (7) ao lado da administração da cidade e busca ampliar o acesso à promoção, prevenção e cuidado em saúde ocular para pessoas em situação de vulnerabilidade social
    A Secretaria de Saúde (SES-DF) promove, no Riacho Fundo II, mais uma ação do programa Minha Saúde — Etapa Oftalmologia/Eixo 1. Fruto de parceria com a Beneficência Hospitalar Cesário Lange (BHCL), a iniciativa segue até sábado (7), das 8h às 18h, ao lado da administração da cidade. O atendimento é gratuito.Dandara Matos recebeu diagnóstico de astigmatismo e já está usando óculos: “Considero a iniciativa muito importante, pois a saúde da nossa visão é fundamental” | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

    Com o objetivo de ampliar o acesso à promoção, prevenção e cuidado em saúde dos olhos, o projeto é estruturado em eixos. Um deles destina-se ao tratamento corretivo ocular, rastreio e prevenção. Nessa fase, há a entrega gratuita de 30 mil óculos para pessoas que já possuem receita oftalmológica válida. O programa é executado por termo de fomento pactuado entre a SES-DF e a BHCL, no âmbito do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Mrosc).

    A operadora de telemarketing Dandara Matos, 39 anos, foi diagnosticada com astigmatismo — condição que causa visão embaçada ou distorcida para perto e para longe. Por conta disso, precisa dos óculos durante quase todo o dia.Iolanda Barbosa recebeu novos óculos: “Eu estava ansiosa. É uma iniciativa que ajuda muita gente” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

    “Considero a iniciativa muito importante, pois a saúde da nossa visão é fundamental”, avalia. “Receber meus novos óculos faz toda a diferença no meu cotidiano. Fui muito bem-atendida”. Iolanda Barbosa, de 70 anos, também comemorou a assistência: “Eu estava ansiosa. Quando fui chamada, fiquei tão feliz! É uma iniciativa que ajuda muita gente”.


    O subsecretário de Convênios e Parcerias da SES-DF, Samuel Barbosa, reforça que a ação promove equidade e redução de desigualdades históricas no acesso à saúde. “O programa pretende implementar uma política pública estruturada de atenção oftalmológica nas regiões do Distrito Federal a quem mais necessita, e, assim, eliminar barreiras financeiras, dar autonomia, reduzir riscos de acidentes e melhorar a qualidade de vida”, resume.

    Cadastro

    As ações estão estruturadas em três frentes: promoção da saúde, prevenção de doenças e redução de danos. O público-alvo é composto por idosos, pessoas com deficiência (PcD), trabalhadores informais, pacientes com doenças crônicas (como diabetes e hipertensão) e moradores de regiões com alto Índice de Vulnerabilidade Social (IVS).

    R$ 8,9 milhões
    Total de recursos a serem empregados o programa Mais Saúde

    Para participar, basta fazer um cadastro prévio neste site, informando nome, CPF e dados sociais obrigatórios. Após escolher o modelo de óculos, o usuário finaliza a inscrição e recebe mensagem no celular com local e horário da retirada do acessório.

    Sobre o projeto

    O Mais Saúde possui um investimento de R$ 8,9 milhões para atender nove regiões administrativas do DF: Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo II, Gama, Sol Nascente, Santa Maria, Recanto das Emas, Brazlândia e Arapoanga. A primeira atendida foi Ceilândia, onde cerca de 1,6 mil óculos foram entregues entre 21 e 23 de janeiro deste ano.

    A expectativa é beneficiar 35 mil pessoas até agosto — entre entregas de óculos e 5 mil exames oftalmológicos. São atividades itinerantes que incluem triagem, intervenção e acompanhamento. Esses atendimentos são integrados aos sistemas oficiais da SES-DF e ao processo normal de regulação.

    “Por meio dessa parceria com a SES-DF, estamos devolvendo não apenas a visão, mas a dignidade e a esperança para milhares de pessoas”, afirma a gerente do projeto, Pollyanna de Paula. “Um par de óculos não transforma somente vidas, ele melhora o desempenho escolar, aumenta a produtividade, previne o acidente e devolve a autonomia, principalmente para os idosos.”

    *Com informações da Secretaria de Saúde

  • Comissão aprova compra emergencial de imóveis do Minha Casa, Minha Vida por vítimas de violência – Notícias

    Comissão aprova compra emergencial de imóveis do Minha Casa, Minha Vida por vítimas de violência – Notícias

    06/03/2026 – 09:46  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Natália Bonavides, relatora da proposta

    A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera as regras do Programa Minha Casa, Minha Vida para permitir a aquisição emergencial de moradias por mulheres sob medida protetiva.

    Pelo texto, essas mulheres poderão financiar um imóvel pelo programa mesmo que já possuam outra casa ou tenham recebido subsídios habitacionais anteriormente, condições que normalmente impediriam o acesso ao benefício.

    Proteção mais efetiva
    O colegiado aprovou a versão (substitutivo) apresentada pela relatora, deputada Natália Bonavides (PT-RN), ao Projeto de Lei 4520/23, da deputada Amanda Gentil (PP-MA).

    A proposta original focava no financiamento de reformas de segurança nas residências atuais das vítimas. O texto aprovado altera o objetivo central para a compra de novas unidades, argumentando que a prioridade em casos de grave ameaça deve ser a retirada da vítima do local de risco.

    Bonavides defendeu que a medida oferece uma proteção mais efetiva do Estado às mulheres que precisam recomeçar a vida longe dos agressores. “Diante de grave ameaça, sob a necessidade de deslocamento de sua habitação por conta de violência, as mulheres necessitam de proteção”, afirmou.

    Mudança na Regra
    O substitutivo altera a lei que recriou o Programa Minha Casa, Minha Vida (Lei 14.620/23) para criar uma exceção legal. Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar poderão acessar o financiamento habitacional, dispensando os requisitos restritivos comuns do programa.

    Com a mudança, elas poderão adquirir o imóvel mesmo que:

    • tenham financiamento ativo pelo FGTS ou Sistema Financeiro da Habitação em qualquer parte do país;
    • sejam proprietárias, promitentes compradoras ou tenham usufruto de outro imóvel residencial regular;
    • tenham recebido benefícios habitacionais ou descontos com recursos da União ou do FGTS nos últimos dez anos.

    Próximos passos
    O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Reportagem – Emanuelle Brasil
    Edição – Marcia Becker

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • O trabalho incansável do Dr. Cândido Teles à frente da ETR emociona apoiadores e inspira manifestação espontânea de carinho

    O trabalho incansável do Dr. Cândido Teles à frente da ETR emociona apoiadores e inspira manifestação espontânea de carinho

    O trabalho incansável do Dr. Cândido Teles à frente da ETR emociona apoiadores e inspira manifestação espontânea de carinho Em meio aos desa…

    O trabalho incansável do Dr. Cândido Teles à frente da ETR emociona apoiadores e inspira manifestação espontânea de carinho

    Em meio aos desafios e às responsabilidades de conduzir um projeto de grande impacto social, o Dr. Cândido Teles tem se destacado por sua dedicação constante e pelo compromisso firme com as pessoas. À frente da ETR, sua atuação tem sido marcada por diálogo, proximidade com a comunidade e a busca permanente por soluções que atendam, sobretudo, quem mais precisa.
    Nos últimos dias, um gesto especial emocionou profundamente todos que acompanham esse trabalho. De forma totalmente espontânea, apoiadores produziram uma música e um vídeo como demonstração de carinho, confiança e esperança no projeto conduzido pelo Dr. Cândido Teles.
    O presente, que surgiu sem qualquer solicitação, foi construído com o coração. Pessoas que acreditam em uma forma diferente de fazer as coisas decidiram transformar apoio em arte  uma manifestação simbólica de que o caminho escolhido, baseado no respeito, no diálogo e na responsabilidade social, tem tocado muitas vidas.
    Mais do que uma homenagem, o gesto representa algo maior: a prova de que esse projeto nasceu do sentimento coletivo. Não foi criado a partir de uma estratégia fria ou de interesses isolados, mas da vontade genuína de pessoas que acreditam que é possível avançar, construir pontes e promover mudanças reais.
    Para o Dr. Cândido Teles e sua equipe, receber algo assim tem um valor incalculável. Demonstra que o trabalho realizado está sendo reconhecido e, principalmente, que há uma rede de pessoas dispostas a caminhar juntas nessa jornada.
    A gratidão se estende a cada pessoa que dedicou seu tempo, talento e sensibilidade para criar essa homenagem. Gestos como esse fortalecem a caminhada e renovam a motivação para seguir trabalhando com humildade, responsabilidade e compromisso.
    Mais do que uma simples surpresa, a música e o vídeo tornaram-se símbolos de algo maior: a força de um projeto que nasceu do povo e continua sendo construído por ele.

    Cândido Teles de Araújo é presidente da Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR), e pré-candidato a deputado distrital pelo MDB-DF

    Da redação A Politica e o Poder 

  • Prioridades da bancada feminina para 2026 têm foco no combate ao feminicídio e na busca por orçamento – Notícias

    Prioridades da bancada feminina para 2026 têm foco no combate ao feminicídio e na busca por orçamento – Notícias

    06/03/2026 – 08:57  

    Bancada feminina da Câmara

    A bancada feminina da Câmara dos Deputados definiu uma pauta com mais de 80 proposições para 2026, concentrando esforços em iniciativas que reforçam a segurança, a saúde materna e a participação política das mulheres.

    A principal aposta das parlamentares é a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, que busca garantir recursos financeiros diretos para o enfrentamento do feminicídio e a proteção da vida de meninas e mulheres.

    A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), explicou que o projeto destina R$ 5 bilhões, fora do teto de gastos, para fortalecer as ações voltadas às mulheres nos municípios.

    “Para construir rede de apoio e enfrentar a violência contra a mulher, é preciso descentralizar os recursos e fortalecer os organismos de políticas para as mulheres que já existem”, defendeu.

    Coordenadora do Observatório Nacional da Mulher na Política, a deputada Iza Arruda (MDB-PE) reforçou a urgência. “Se não temos orçamento para a mulher, a gente não consegue fazer com que as ações cheguem a quem mais precisa”, disse.

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Iza Arruda coordena o Observatório Nacional da Mulher na Política

    A preocupação das parlamentares é justificada pela gravidade dos dados: em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o que equivale a uma média de quatro mortes por dia.

    Diante desse cenário, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a prioridade de votação em março serão projetos da bancada feminina.

    “O número de mulheres que são mortas no Brasil afora nos entristece muito, e isso requer de nós respostas duras”, declarou o presidente. “Quero reafirmar o compromisso com o pacto contra o feminicídio e ter uma pauta ainda mais firme, ousada e abrangente no combate à violência contra a mulher.”

    Também a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, em evento na Câmara, destacou como ação de enfrentamento ao problema, justamente, o Pacto Brasil contra o Feminicídio. “Precisamos atuar na base dessa transformação. Na educação, na prevenção e na construção de uma sociedade que reconheça a igualdade”, defendeu.

    Barbara Penna
    Outro projeto prioritário é o PL 2083/22, conhecido como Lei Barbara Penna, que busca impedir que agressores continuem ameaçando suas vítimas após a condenação.

    Barbara Penna, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em 2013, relatou na Câmara as falhas no sistema ao tentar denunciar a violência contra mulheres.

    “Muitos julgam as mulheres vítimas de violência, dizendo que elas não denunciam. Mas, na época, antes da tragédia, eu fui até a delegacia para efetivar a denúncia e fui desmotivada. Entrei na delegacia com medo e saí ainda com mais medo.”

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, Jack Rocha

    Monitoração eletrônica
    Outro projeto em destaque é o PL 4165/25, que estabelece critérios para a monitoração eletrônica de agressores. “Monitorar agressores de vítimas com medida protetiva tem impedido o feminicídio”, observou Jack Rocha.

    Prioridade também é o PL 3874/23, que proíbe a aquisição e o porte de armas de fogo por indivíduos com registros de agressão contra mulheres em inquéritos ou processos judiciais.

    Na esfera jurídica e financeira, a bancada defende o PL 821/25, que suspende a pensão paga por vítimas a agressores em casos de violência doméstica.

    Já o PL 6997/17 impede a concessão de fiança em crimes cometidos no âmbito da Lei Maria da Penha.

    Para garantir a autonomia da vítima, o PL 3700/23 concede estabilidade provisória no emprego para mulheres sob medida protetiva de urgência.

    Representatividade
    Além do combate à violência e ao feminicídio, a líder da bancada negra na Câmara, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), destacou a luta por cadeiras permanentes no Parlamento e por um equilíbrio para as mulheres negras, afirmando que elas precisam do “mesmo tratamento que as demais mulheres”, já que são “minoritárias dentro da minoria” de parlamentares.

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Benedita da Silva: mulheres negras são “minoritárias dentro da minoria”

    O presidente Hugo Motta também defendeu mais espaço para a mulher na política e destacou que um de seus compromissos é que as parlamentares relatem projetos dos mais variados temas, e não só relacionados aos assuntos da bancada.

    “Mulher tem de relatar projeto sobre tudo; tenho procurado priorizar isso, para ter mulheres nas relatorias importantes e, com isso, a bancada feminina ganha o protagonismo que merece”, declarou. “Temos que fortalecer o papel da bancada feminina para que, na próxima legislatura, ela venha ainda mais representativa.”

    No campo político, as deputadas buscam aprovar o PL 68/25, que amplia a proteção a mulheres em espaços de poder contra a violência política de gênero, e o PL 3867/23, que autoriza o uso de fundos eleitorais para custear a segurança pessoal de candidatas durante as campanhas.

    Na avaliação da deputada Jack Rocha, a violência digital é uma das principais formas de silenciar mulheres na política. “Precisamos avançar na regulamentação das redes para que as mulheres não se afastem da vida pública por acharem o ambiente muito ácido.”

    Ambiente digital
    Atenta aos novos tipos de crimes, especialmente no ambiente digital, a bancada prioriza ainda o PL 1891/23, que tipifica o estupro virtual no Código Penal, e o PL 6194/25, focado no enfrentamento à misoginia na internet.

    A regulamentação do uso ético da inteligência artificial (PL 2338/23) também integra a lista de interesses das parlamentares, a fim de assegurar que a tecnologia respeite a centralidade da pessoa humana.

    Violência obstétrica
    A saúde da mulher é outra frente prioritária da bancada feminina em 2026, com foco na humanização do parto. Três projetos ganham relevância:

    •  PL 1763/25, que cria diretrizes para o pré-natal e o parto, tipificando o crime de violência obstétrica;
    • PL 1527/25, voltado para o combate da violência obstétrica contra mulheres indígenas; e
    • PL 2768/25, que restringe a episiotomia (corte cirúrgico no períneo, região entre a vagina e o ânus) na assistência ao parto normal somente em situações de necessidade clínica devidamente registrada.

    Além disso, a pauta inclui a regulamentação da profissão de doula (PL 3946/21).

    Esporte e orçamento
    Com a proximidade da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil, a bancada acompanha a Medida Provisória 1335/26, que trata dos direitos de mídia e da propriedade intelectual do evento, além do PL 4578/25, que define diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no país.

    Por fim, a bancada articula a criação do Orçamento Mulher (PL 2883/24), uma ferramenta para promover transparência e garantir recursos específicos para políticas públicas femininas, além de propor a inclusão de recortes de gênero, raça e etnia na execução de políticas urbanas (PL 3637/23).

     

     

     

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão de Saúde aprova estratégia nacional para enfrentar impactos de jogos e apostas – Notícias

    Comissão de Saúde aprova estratégia nacional para enfrentar impactos de jogos e apostas – Notícias

    06/03/2026 – 08:32  

    Marina Ramos / Câmara dos Deputados

    Jandira Feghali é a relatora da propota

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria uma estratégia nacional com regras para cuidar de pessoas afetadas pelo vício em jogos e apostas, especialmente no ambiente digital.

    O texto prevê uma rede de apoio entre diferentes áreas do governo para enfrentar os impactos sociais e de saúde decorrentes da ludopatia – transtorno comportamental que impede o indivíduo de controlar o impulso de jogar.

    Entre outros pontos, a estratégia assegura:

    • acompanhamento médico, psicológico, psiquiátrico e social para os indivíduos e seus familiares;
    • grupos de apoio baseados na experiência vivida, o que aumenta a adesão ao tratamento;
    • campanhas públicas e materiais didáticos, com foco especial na proteção de crianças e adolescentes;
    • cooperação com operadoras de apostas para detectar comportamentos de risco, e
    • prioridade em atendimentos emergenciais relacionados a agravos causados pelas apostas.

    A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), para o Projeto de Lei 4583/24, do deputado Ruy Carneiro (Pode-PB).

    Uma das principais alterações foi transformar o “Programa Nacional” original em uma Estratégia Nacional de Atenção Integral. Segundo Feghali, o termo “estratégia” oferece maior flexibilidade na gestão pública, evitando estruturas administrativas rígidas e permitindo a integração das ações às redes de saúde e assistência já existentes.

    O novo texto também altera a forma de se referir às pessoas afetadas pelas apostas. Em vez de usar a expressão “pessoas com ludopatia”, o projeto passa a usar “pessoas com necessidades decorrentes de práticas de jogos e apostas”. Ela argumentou ainda que o novo enfoque permite que o governo atue antes mesmo de a pessoa receber um diagnóstico clínico de ludopatia.

    “O projeto enfrenta um tema urgente e sensível para a saúde pública, pois trata das consequências prejudiciais da prática de jogos e apostas, fenômeno potencializado pela facilidade do ambiente digital”, disse a relatora.

    Próximas etapas
    A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Bruna Marquezine vai às lágrimas ao falar de trabalho com Fernanda Montenegro: “Um sonho”

    Bruna Marquezine vai às lágrimas ao falar de trabalho com Fernanda Montenegro: “Um sonho”

    As atrizes contracenam em “Velhos Bandidos”, comédia que estreia em 26 de março

    A atriz Bruna Marquezine se emocionou ao comentar sobre a experiência de contracenar com Fernanda Montenegro. Em lágrimas, a musa foi só elogios não só pelos atributos profissionais da veterana, como também pelas virtudes dela como pessoa. As duas integram o elenco do o filme “Velhos Bandidos”, que estreia em 26 de março nos cinemas.

    “Ela foi uma surpresa maravilhosa”, iniciou Marquezine, sem conter o choro logo nas primeiras palavras. De acordo com ela, o convite para fazer parte da comédia, que conta ainda com Lázaro Ramos, Ary Fontoura, Vladimir Brichta, Vera Fischer e outros nomes de peso do audiovisual nacional, foi aceito de imediato: “Eu nem tinha lido o roteiro e a resposta já era sim”.

    Veja as fotos

    Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Lázaro Ramos, Bruna Marquezine e Vladimir Brichta nas gravações de “Velhos Bandidos”Divulgação/Laura Campanella

    Reprodução/@trigonosproducoes

    Fernanda Montenegro e Bruna Marquezine nos bastidores de peça no RioReprodução/@trigonosproducoes

    Reprodução: Instagram/@ccxpoficial

    Bruna Marquezine e Fernanda MontenegroReprodução: Instagram/@ccxpoficial

    Reprodução: Instagram/@ccxpoficial

    Bruna Marquezine na CCXP25Reprodução: Instagram/@ccxpoficial


    Citando a colega de elenco como “Dona Fernanda”, a atriz continuou a destacando no depoimento dado para a divulgação do filme: “Trabalhar com a Dona Fernanda era um sonho que eu acho que eu nem imaginei que teria a oportunidade de realizar. Conhecê-la já era um grande desejo. Ter a oportunidade de aprender com ela, criar com ela…”, acrescentou.

    “A generosidade dela é constrangedora. A doçura dela, enfim. Ela é genial, né? Enquanto atriz e enquanto ser humano, é de uma beleza assim. “O respeito que ela tem pela nossa arte reafirma, assim, diariamente, a minha crença na arte. A minha crença no cinema, no teatro, nas artes cênicas, assim, é maravilhoso trabalhar com a Dona Fernanda. É transformador”, finalizou Bruna.

    Em dezembro de 2025, as duas já haviam trocado declarações no evento Comic Con Experience (CCXP25), em São Paulo. Na ocasião, as atrizes subiram ao palco para uma entrevista do calendário de divulgação do filme: “Há uma comunhão inesperada, e daí? Não é melhor uma comunhão inesperada? Eu te amo”, disse Fernanda, levando Bruna às lagrimas.

    Ao lado de Ary Fontoura, Fernanda Montenegro protagoniza “Velhos Bandidos”, filme dirigido pelo filho dela, Cláudio Torres.

  • Atriz mexicana Ana Luisa Peluffo, conhecida por novelas exibidas no Brasil, morre aos 96 anos

    Atriz mexicana Ana Luisa Peluffo, conhecida por novelas exibidas no Brasil, morre aos 96 anos

    Veterana da televisão e do cinema faleceu enquanto dormia em sua propriedade em Jalisco, no México

    A atriz mexicana Ana Luisa Peluffo, que participou de produções populares exibidas no Brasil, morreu aos 96 anos. A informação foi confirmada por familiares à imprensa do país. A artista faleceu enquanto dormia em seu rancho localizado no estado de Jalisco, no México. Entre os trabalhos mais conhecidos estão produções como “Marimar”, exibida em 1994; e “Carinha de Anjo”, de 2000, ambas da Televisa e transmitidas no Brasil pelo SBT.

    Em comunicado divulgado à imprensa, a família informou que Peluffo partiu de forma tranquila, cercada por pessoas próximas. Segundo os parentes, as cerimônias de despedida ocorreram de maneira reservada, respeitando o desejo da própria atriz por uma despedida íntima.

    Veja as fotos

    Ana Luisa Peluffo em “Marimar”, de 1994Reprodução: Televisa

    Reprodução: Televisa

    Em “Carinha de Anjo”, Ana Luisa interpretava a Madre Superiora, diretora do colégio religioso onde estudava a protagonista Dulce MaríaReprodução: Televisa

    Reprodução: Cinematográfica Calderón S.A.

    Cena provocante do longa “La Fuerza del Deseo”Reprodução: Cinematográfica Calderón S.A.

    Divulgação: RKO Radio Pictures

    Pôster do primeiro filme de Ana Luisa, “Tarzan and the Mermaids”, de 1948Divulgação: RKO Radio Pictures

    Reprodução: Altavista Films

    Último trabalho da atriz foi no filme “Cartas a Elena”, de 2011Reprodução: Altavista Films


    A colega de profissão Leticia Perdigón também comentou o falecimento em entrevista a um programa de televisão mexicano, afirmando que a morte ocorreu de maneira serena. De acordo com ela, a veterana simplesmente não despertou enquanto dormia.

    Peluffo construiu uma carreira extensa na televisão mexicana, participando de diversas novelas produzidas pela Televisa, conhecido como o maior conglomerado de mídia do México. Ela também integrou o elenco de outros folhetins populares, como “Maria Isabel”, “Laços de Amor” e “Serafim”.

    Além da televisão, a atriz teve papel importante na história do cinema mexicano. Considerada uma das artistas ligadas à chamada Era de Ouro do cinema do país, ela participou de diversos filmes a partir da década de 1940 e atuou em produções que marcaram época. Um dos momentos mais comentados de sua trajetória foi a participação no longa “La Fuerza del Deseo”, no qual protagonizou uma cena de nudez artística considerada pioneira no cinema mexicano.

    Nascida em 9 de outubro de 1929, na cidade de Querétaro, no México, Peluffo iniciou a carreira no cinema ainda jovem. Sua estreia ocorreu em 1948, no filme americano “Tarzan and the Mermaids”. Ao longo de décadas de trabalho, acumulou quase 200 produções entre cinema, televisão e outros projetos audiovisuais.

    Ana Luisa Peluffo consolidou seu nome como uma das artistas veteranas mais reconhecidas do país. Ela deixa um filho.

  • Comissão aprova aumento de pena para militar que cometer estupro de vulnerável com lesão grave – Notícias

    Comissão aprova aumento de pena para militar que cometer estupro de vulnerável com lesão grave – Notícias

    05/03/2026 – 15:50  

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Cajado: medida fortalece confiança na integridade das corporações

    A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4295/25, que prevê pena de reclusão de 10 a 20 anos para o crime de estupro de vulnerável cometido por militar, quando a conduta resultar em lesão corporal de natureza grave.

    O relator, deputado Claudio Cajado (PP-BA), recomendou a aprovação do texto. “A medida fortalece a confiança interna e externa na integridade das corporações militares”, afirmou ele no parecer aprovado.

    “No contexto militar, onde a hierarquia e a disciplina são pilares essenciais, não se pode admitir que condutas de extrema gravidade encontrem reprimenda mais branda no sistema militar do que no sistema penal civil”, disse Claudio Cajado.

    Equiparação
    Segundo a autora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a mudança equipara a pena do Código Penal Militar, que hoje admite 8 a 15 anos nesses casos, àquela do Código Penal comum. O Supremo Tribunal Federal já analisa essa disparidade.

    Laura Carneiro disse ainda que o objetivo é evitar a insegurança decorrente de interpretações judiciais oscilantes sobre o tema. “A aprovação do projeto elimina a incoerência atualmente apontada entre os dois sistemas penais”, afirmou.

    Próximos passos
    O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Da Reportagem/RM
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Comissão aprova medidas para garantir abastecimento de água em períodos de seca – Notícias

    Comissão aprova medidas para garantir abastecimento de água em períodos de seca – Notícias

    05/03/2026 – 16:08  

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Erundina: autonomia local é necessária para a gestão pública

    A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que inclui na Lei do Saneamento Básico instrumentos para assegurar o abastecimento de água em regiões que sofrem com secas frequentes.

    O texto aprovado define essas regiões como locais onde o volume médio de chuva por ano é insuficiente para atender o consumo humano, as atividades produtivas e os ecossistemas, considerando-se fatores climáticos, geográficos e hidrológicos.

    Pela proposta, os planos de saneamento básico dessas regiões deverão:

    • incluir estudos sobre a situação da água;
    • apresentar medidas para garantir o abastecimento durante os períodos de seca.

    Caberá ao governo federal, junto com estados e municípios, definir quais áreas serão identificadas com risco de seca.

    O projeto também permite a aplicação de recursos federais para manter os serviços de saneamento quando houver falta de água causada pela seca. A lei atual veda a aplicação de recursos orçamentários da União na administração, operação e manutenção de serviços de saneamento não administrados por órgão ou entidade federal.

    A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Luiza Erundina (Psol-SP), para o Projeto de Lei 1879/25, do deputado Luiz Couto (PT-PB). O substitutivo da relatora retirou do projeto o trecho que dava prioridade automática às ações contra a seca em relação a outros serviços de saneamento, como esgoto e limpeza urbana.

    Luiza Erundina defende que a definição de prioridades deve ser uma decisão local, tomada conforme a realidade de cada município. Ela sustenta que a legislação atual já exige que essa ordenação conste nos contratos e planos de saneamento.

    Segundo a relatora, a autonomia local é necessária para a gestão pública. “Acreditamos que esses dispositivos diminuem a flexibilidade e capacidade de adaptação à realidade da política de saneamento”, afirma a deputada no parecer.

    Próximas etapas
    A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados