Dia: 26 de fevereiro de 2026

  • Entra em vigor lei que cria a Agência Nacional de Proteção de Dados – Notícias

    Entra em vigor lei que cria a Agência Nacional de Proteção de Dados – Notícias

    26/02/2026 – 17:24  

    Geraldo Magela/Agência Senado

    Nova agência ficará vinculada ao Ministério da Justiça

    Foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25) a Lei 15.352/26, que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados em Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A norma cria ainda 200 cargos de especialista em regulação de proteção de dados, os quais serão preenchidos por concurso público.

    Uma das principais razões que tornaram necessária a mudança na estrutura e o reforço no número de cargos, segundo o governo, é a nova atribuição da ANPD de regulamentar o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). Instituído pela Lei 15.211/25, o estatuto estabelece medidas para esse público no espaço virtual. O ECA Digital passa a valer no dia 17 de março de 2026.

    A Lei 15.352/26 teve origem na Medida Provisória 1317/25, a partir de projeto de lei de conversão.

    A nova autarquia será vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira e com patrimônio próprio. Um órgão de auditoria também será criado na estrutura da própria agência.

    O cargo efetivo de especialista em regulação e proteção de dados será preenchido por concurso público, com exigência de formação específica. Os 200 cargos foram criados pela transformação de 797 cargos vagos de agente de outras carreiras. Com sobras orçamentárias, também foram criados quatro cargos em comissão e 14 funções comissionadas (que só podem ser ocupadas por servidores).

    Os atuais servidores em atividade no âmbito da autoridade nacional poderão permanecer na agência sem nova autorização de seu órgão de origem. Além disso, a MP 1317/25 prorrogou por mais dois anos (de 31 de dezembro de 2026 para 31 de dezembro de 2028) a data limite até a qual a requisição de servidores para a ANPD será irrecusável.

    Da Redação – RS
    Com informações da Agência Senado

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Motta cria comissão externa para acompanhar impactos das chuvas em Minas Gerais – Notícias

    Motta cria comissão externa para acompanhar impactos das chuvas em Minas Gerais – Notícias

    26/02/2026 – 17:28  

    Agência Brasil

    Famílias atingidas pelas chuvas em Juiz de Fora

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou comissão externa para acompanhar, fiscalizar e propor medidas relativas aos impactos das chuvas na região da Zona da Mata em Minas Gerais. A coordenadora do colegiado designada por Motta é a deputada Ana Pimentel (PT-MG). Os integrantes do grupo serão indicados nos próximos dias e não haverá ônus financeiro para a Câmara dos Deputados.

    A situação das chuvas nos municípios mineiros é crítica. O estado enfrenta um dos meses mais chuvosos da sua história. O número de mortos já passa de 50. Há também dezenas de desaparecidos, com as equipes de resgate focadas em áreas de soterramento e inundações, e mais de 3.500 desabrigados. A cidade de Juiz de Fora é a mais afetada pela tragédia.

    A criação da comissão atende a requerimento de Ana Pimentel. Segundo ela, a criação da comissão permitirá que parlamentares acompanhem in loco a situação das áreas atingidas, dialoguem com autoridades locais, Defesa Civil, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Ministério das Cidades, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, além de representantes da sociedade civil,
    universidades e órgãos técnicos.

    “Trata-se de medida necessária diante da gravidade do ocorrido e da recorrência crescente de eventos extremos associados às mudanças climáticas, que exigem resposta coordenada, planejamento de médio e longo prazo e fortalecimento das políticas públicas de prevenção e adaptação”, afirmou.

    Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
    Edição – Wilson Silveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Parlamentares de CPMI afirmam que família Camisotti recebeu mais dinheiro que ‘Careca do INSS’ – Notícias

    Parlamentares de CPMI afirmam que família Camisotti recebeu mais dinheiro que ‘Careca do INSS’ – Notícias

    26/02/2026 – 19:35  

    Carlos Moura/Agência Senado

    Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (E) e Paulo Camisotti

    Deputados e senadores da CPMI do INSS afirmaram nesta quinta-feira (26) que a família Camisotti movimentou, no esquema de descontos ilegais sobre aposentadorias e pensões, valores muito superiores aos atribuídos a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” – apontado até então como o maior operador financeiro do caso. Parlamentares também classificaram Paulo Camisotti (filho do empresário Maurício Camisotti, acusado de envolvimento na fraude) como herdeiro e peça central da estrutura montada pela família para operar o que chamaram de “império do crime”.

    Paulo Camisotti compareceu à comissão mista de inquérito na condição de testemunha, segundo o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Amparado por um habeas corpus, o depoente permaneceu em silêncio diante de diversas perguntas feitas pelos parlamentares. Durante a oitiva, houve pedidos dos integrantes da CPMI para que ele deixe a condição de testemunha e passe a ser investigado.

    O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que o foco no “Careca do INSS” acabou desviando a atenção dos parlamentares sobre a família, que teria movimentado valores cinco vezes maiores do que ele. Segundo o deputado, três entidades investigadas teriam repassado juntas mais de R$ 800 milhões, sendo que cerca de R$ 350 milhões teriam chegado diretamente a empresas ligadas aos Camisotti.

    “Essa família é três, quatro vezes, cinco vezes, melhor falando, mais forte do que o Careca do INSS. Botaram o nome do Careca do INSS e a gente ficou repetindo que ele era o maior operador financeiro. Mas lembrem desse nome: Camisotti. Nessa operação aqui, foi cinco vezes maior”, declarou.

    Gaspar também defendeu a mudança de status do depoente. “Que ele saia daqui como investigado e seja preso”, afirmou.

    Empresas suspeitas
    O relator destacou ainda que Paulo Camisotti figura como presidente ou representante de mais de 20 empresas. Entre elas estão a Benfix, a Brasil Dental Serviços Compartilhados e a Rede Mais Saúde, apontadas em investigações como destinatárias de recursos de associações que operavam descontos sobre benefícios do INSS.

    Segundo Gaspar, isso em tese indicaria um empresário bem-sucedido, mas o depoente não explicou quais são as atividades dessas empresas, apesar da movimentação de cifras milionárias apontadas na investigação.

    Ao ser questionado sobre a relação dele ou de suas empresas com as associações, Camisotti respondeu apenas: “Vou permanecer em silêncio”. Repetiu a frase ao ser perguntado sobre cargos, vínculos societários e outros pontos considerados informativos pelos parlamentares.

    Da Redação – AC
    Com informações da Agência Senado

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Programa Câmara pelo Brasil é inaugurado em Salvador com debate sobre trabalho por aplicativo – Notícias

    Programa Câmara pelo Brasil é inaugurado em Salvador com debate sobre trabalho por aplicativo – Notícias

    26/02/2026 – 20:00  

    Divulgação

    Leo Prates coordenou o debate em Salvador do programa Câmara pelo Brasil

    Debate realizado em Salvador (BA) sobre a regulamentação do trabalho por aplicativo inaugurou, nesta quinta-feira (26), o programa Câmara pelo Brasil. A iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), visa estreitar os laços da Casa com o cidadão e aproximar a atividade parlamentar das realidades regionais. O evento ocorreu na Câmara Municipal da capital baiana, sob a coordenação do deputado Leo Prates (PDT-BA).

    “Salvador, como a primeira capital do Brasil, está pela primeira vez recebendo o projeto Câmara pelo Brasil. Eu tenho muito orgulho de ter participado – junto com o deputado Da Vitoria (PP-ES) e o deputado Hugo Motta – da gestação desse projeto”, disse Leo Prates.

    Prates também agradeceu o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Muniz, por receber os deputados federais. “Muito desse projeto tem a ver com Câmara Itinerante, que é um projeto da Câmara de Salvador que roda os bairros. Então, a ideia é que o Câmara pelo Brasil rode as cidades com os principais debates da Câmara e aproxime a Câmara da população”, disse o deputado.

    Aplicativos
    Leo Prates é vice-presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Projeto de Lei 152/25, sobre regulamentação dos trabalhadores por aplicativo. As estimativas mostram que existem hoje cerca de 1,7 milhão de motoristas e 500 mil entregadores que utilizam essas plataformas para trabalhar.

    O texto foi o foco de três audiências públicas em Brasília, reunindo representantes de trabalhadores, empresas, governo e Justiça. O tema é alvo de vários questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), prometeu apresentar seu texto final, em cerca de duas semanas, para votação na comissão especial. A expectativa é de votação em Plenário em março ou abril.

    “Hoje é a terra de ninguém: os aplicativos impõem a forma que querem tratar os trabalhadores, exigem o que querem, pagam como querem. Isso acontece porque falta uma legislação que trate desse assunto. Que é exatamente o que nós estamos tentando fazer”, disse Coutinho.

    Ele afirmou que o relatório vai buscar a garantia de direitos dos trabalhadores – como transparência de valores, seguro de acidentes ou de vida e aposentadoria – sem custos excessivos que inviabilizem os investimentos das plataformas e a geração de novos empregos.

    Reclamações
    A audiência em Salvador registrou muitas reclamações de motoristas de aplicativos sobre a atuação das plataformas. O motorista Cláudio Sena deu um exemplo.

    “Agora no Carnaval, a Uber cobrou de uma passageira R$ 310 no black da Barra para o aeroporto. E para o motorista aparecendo R$ 175. Eu tenho esse print lá para fazer uma publicação. Como pode um negócio desse?, questionou.

    Alguns motoristas também se queixaram do projeto em análise na Câmara dos Deputados. O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Motoristas de Aplicativos, deputado Daniel Agrobom (PL-GO), garantiu que está atento às reivindicações da categoria.

    “Se não vier um relatório em que vocês, trabalhadores, sejam realmente valorizados, nós não vamos aceitar. A frente parlamentar tem um bom número de deputados: se for preciso levar isso para o Plenário, nós vamos levar. O nosso intuito é trabalhar o máximo possível para que essa regulamentação aconteça, mas que ela aconteça trazendo como ponto principal a valorização do trabalhador”, disse.

    Além de ampliar a interlocução entre o Legislativo e a sociedade, o programa Câmara pelo Brasil busca contribuir com a formulação de políticas públicas mais eficazes, fortalecer o processo legislativo e melhorar a percepção da população sobre o trabalho parlamentar.

    Reportagem – José Carlos Oliveira
    Edição – Roberto Seabra

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Descobrimos o motivo da briga entre Gusttavo Lima e Safadão, que terminou em retirada de música

    Descobrimos o motivo da briga entre Gusttavo Lima e Safadão, que terminou em retirada de música

    Movimentação nas redes, “BBB do sertanejo” e retirada de “Oi, Vida”: entenda como começou o racha entre Gusttavo Lima e Wesley Safadão

    O sertanejo amanheceu em clima de tensão! Após fãs notarem que Gusttavo Lima e Wesley Safadão deixaram de se seguir nas redes sociais e que uma música foi retirada do ar, o portal LeoDias foi atrás e descobriu o verdadeiro motivo da briga. A decisão, que pegou muita gente de surpresa, tem relação com ou outro cantor e um acordo que não terminou como o esperado. Entenda tudo!

    O impasse começou em agosto de 2024, quando Wesley Safadão teria convidado Gusttavo Lima para se tornar sócio no agenciamento de um artista que estava prestes a ser lançado: Nattanzinho Lima. Animado com a proposta, Gusttavo topou na hora, participou de lives para impulsionar o cantor e, ainda naquele mês, gravou com ele a música “A Noite”. A parceria foi lançada oficialmente em dezembro de 2024.

    Veja as fotos

    Natanzinho Lima presenteia Wesley SafadãoReprodução/Instagram @wesleysafadao

    Reprodução LeoDias

    Reprodução LeoDias

    Reprodução LeoDias

    Reprodução LeoDias

    Reprodução: Instagram/@gusttavolima

    Gusttavo Lima em uma edição do ButecoReprodução: Instagram/@gusttavolima


    Em setembro, porém, Gusttavo viajou e, ao retornar, procurou Safadão para dar andamento ao projeto e oficializar a sociedade. Foi nesse momento que, segundo fontes, Wesley teria recuado, afirmando que precisaria conversar com o empresário de Nattanzinho antes de qualquer definição. A mudança de postura caiu como uma bomba para Gusttavo, que se sentiu “passado para trás” e decepcionado com a condução do acordo.

    Logo em seguida, o cantor deixou de seguir Wesley e pediu a retirada da música do ar. Ainda segundo a fonte, GL chegou a comentar sobre o racha e afirmou que sentiu que Safadão o teria “passado a perna”.

    Com o imbróglio instaurado, Gusttavo também decidiu apagar “Oi, Vida”, parceria que mantinha com o cantor cearense, oficializando de vez o rompimento entre os dois.

    Procuradas pela reportagem, a equipe de Wesley Safadão apontou que não irá falar a respeito, e afirmou que como quem teve a ação de deixar de seguir nas redes sociais foi Gusttavo Lima, a assessoria dele que deveria se manifestar sobre o caso. O portal também procurou a equipe de Gusttavo Lima, mas não teve resposta. Já o empresário de Nattanzinho Lima, afirmou não saber o motivo do unfollow e da retirada da música com WS.

  • Comissão aprova novas regras para atendimento de saúde a presos e uso de telemedicina – Notícias

    Comissão aprova novas regras para atendimento de saúde a presos e uso de telemedicina – Notícias

    26/02/2026 – 18:58  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Texto aprovado é a nova versão da relatora, Adriana Ventura

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta a assistência integral à saúde de presos, priorizando o uso da telessaúde e o atendimento dentro das unidades prisionais.

    O texto aprovado atualiza a Lei de Execução Penal para prever o uso de novas tecnologias de telemedicina e garantir que o deslocamento dos presos ocorra apenas quando os recursos locais forem insuficientes.

    Pela proposta, atendimentos externos que não sejam de urgência ou emergência deverão ser previamente agendados, seguindo as mesmas regras de regulação aplicadas aos demais cidadãos. Já nos casos de urgência, o atendimento seguirá protocolos de estratificação de risco e ordem de chegada, sem privilégios para o apenado.

    O projeto também assegura assistência humanizada à gestante e garante à criança em berçário prisional o acesso a políticas públicas como vacinação e triagem neonatal. O texto estabelece que o descumprimento injustificado de orientações de saúde por parte da mulher em relação à criança sob seu cuidado passará a ser considerado falta grave.

    Alta periculosidade
    Para presos de alta periculosidade, a direção do presídio poderá solicitar medidas especiais de segurança nos estabelecimentos de saúde, como acessos diferenciados e salas de espera específicas, para reduzir riscos à população e aos profissionais.

    A relatora, deputada Adriana Ventura (Novo-SP), destacou que a medida, prevista orginalmente no Projeto de Lei 2560/15, do deputado João Campos (Republicanos-GO), busca eficiência e segurança, reduzindo gastos com escoltas e o tempo de permanência do preso fora do ambiente prisional.

    A versão aprovada é o substitutivo da relatora, que incluiu medidas específicas para pré-natal e saúde da mulher e para casos excepcionais de presos de alta periculosidade.

    “A telemedicina apresenta-se como alternativa, desde que haja recursos tecnológicos adequados”, afirmou a parlamentar, ressaltando ainda que o atendimento deve ocorrer nos mesmos moldes aplicados a qualquer cidadão que recorre ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    Próximas etapas
    A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Capital engorda cofre com classificação à terceira fase da Copa do Brasil

    Capital engorda cofre com classificação à terceira fase da Copa do Brasil

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    O Capital precisou de nervos firmes e sangue frio na tarde de quarta-feira (25/2), mas saiu de campo maior do que entrou. Fora de casa, o Coruja eliminou a Juazeirense nos pênaltis e carimbou presença na terceira fase da Copa do Brasil. A classificação mantém o tricolor vivo no torneio nacional e ainda amplia de forma significativa o caixa do clube candango. Com a participação em duas etapas do mata-mata nacional, o tricolor acumulou 1,780 milhão de reais em premiação, engordando o faturamento do clube na largada da temporada 2026.

    A vaga veio após um confronto equilibrado no tempo regulamentar, com tensão até o último minuto. Nas penalidades, o Capital mostrou maturidade, converteu as cobranças decisivas e contou com eficiência para superar a equipe baiana longe do Distrito Federal. O triunfo reforça a campanha consistente do time na temporada e aumenta a confiança para a sequência do calendário. Com o avanço, o Coruja agora aguarda o vencedor do duelo entre Betim-MG e Operário-PR para conhecer o adversário da terceira fase. A definição ocorrerá na próxima semana, quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) detalhará os confrontos.

    Além do peso esportivo, a classificação representa impacto direto nas finanças da equipe finalista das duas últimas edições do Campeonato Candango. Só por disputar a segunda fase, o Capital recebeu R$ 830 mil. O valor faz parte da cota destinada aos clubes alocados no Grupo II. A faixa engloba equipes das Séries C e D do Campeonato Brasileiro, além de outros participantes fora da elite nacional. Agora, com a vaga assegurada na terceira fase, o Coruja já tem garantido mais R$ 950 mil de premiação. A soma das etapas eleva de maneira considerável o lucro do clube na competição, consolidando a Copa do Brasil como uma das principais fontes de receita para equipes de menor orçamento no cenário nacional.

    O cenário financeiro reforça a importância do torneio para o Capital. Cada fase superada não apenas projeta o nome do clube em âmbito nacional, mas também fortalece a estrutura para a sequência da temporada, que ainda inclui a reta final do Campeonato Candango e compromissos no calendário brasileiro. No campo, a vitória nos pênaltis simboliza maturidade competitiva. Fora de casa, sob pressão, o tricolor mostrou organização, controle emocional e capacidade de decisão. No cofre, o reflexo já aparece. Na Copa do Brasil, cada passo vale milhões e o Coruja segue caminhando.

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  • Comissão debate incidentes com passageiros indisciplinados em voos comerciais – Notícias

    Comissão debate incidentes com passageiros indisciplinados em voos comerciais – Notícias

    26/02/2026 – 18:06  

    kasto/DepositPhotos

    Em 2025 foram registrados 1.764 casos de passageiros indisciplinados

    A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (3), audiência pública para debater incidentes com passageiros indisciplinados em voos comerciais. O debate será realizado às 16 horas, em plenário a ser definido.

    A audiência atende a pedido do deputado Claudio Cajado (PP-BA). Segundo o parlamentar, o objetivo é discutir o crescimento de casos registrados no País e a possibilidade de criação de normas mais claras e severas para tratar comportamentos indisciplinados.

    Claudio Cajado informa que, em 2025, conforme estudo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), foram registrados 1.764 casos de passageiros indisciplinados, um aumento de 66% em relação a 2024. Do total, 288 foram considerados graves, com risco à segurança, como agressões físicas, ameaças ou tentativa de fumar a bordo.

    O deputado afirma que os impactos desses comportamentos incluem atrasos na decolagem, cancelamentos e desvio de voos, além de riscos à segurança de passageiros, tripulação e aeronaves, aumento de custos operacionais das companhias aéreas e desgaste para profissionais da aviação.

    “Desta forma, esta audiência pública busca debater a possibilidade de criação de normas mais claras e severas para tratar de comportamentos indisciplinados, tais como classificação de condutas por nível de gravidade, penalidades administrativas e ‘no fly list’ [lista de passageiros vetados], garantindo uma operação aérea mais segura e impedindo que o passageiro indisciplinado recorrente consiga embarcar tão facilmente”, afirma.

    Da Redação – RS

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, confirmou que deixará o cargo em 28 de março para se candidatar ao Senado Federal.

    Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, confirmou que deixará o cargo em 28 de março para se candidatar ao Senado Federal.

    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, rei te rou seu compromisso com os habitantes da região a o anunci ar s u a de c i são d…


    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, reiterou seu compromisso com os habitantes da região ao anunciar sua decisão de renunciar ao cargo no próximo dia 28 de março, a fim de lançar sua candidatura ao Senado Federal nas eleições programadas para este ano. Tal decisão constitui um marco na carreira política do líder filiado ao MDB, que enfrentará, pela terceira vez, o desafio de conquistar o respaldo popular nas urnas.

    A saída de Ibaneis do Palácio do Buriti ocorre em um contexto estrategicamente favorável. Pesquisas recentes de opinião pública indicam uma elevada aprovação da sua administração, aspecto que, segundo o próprio governador, foi determinante para optar por concorrer a uma cadeira no Senado. Esse suporte popular emerge como um componente essencial para legitimar sua nova empreitada política.

    Ao justificar sua candidatura às eleições legislativas, Ibaneis atribuiu à receptividade dos eleitores e ao saldo positivo de sua atuação à frente do Governo do Distrito Federal a confiança em sua decisão. Ele ressaltou o orgulho pelos resultados alcançados e reforçou a ideia de que esses avanços são seu maior argumento diante da sociedade. O governador também destacou sua presença constante junto à população e a calorosa acolhida que tem recebido nas ruas como sinais inequívocos de que o cenário é propício para ampliar seu papel político em benefício da coletividade.

    Após completar dois mandatos consecutivos como chefe do Executivo local, Ibaneis avalia que encerra este ciclo com notáveis avanços em setores prioritários como educação, saúde, segurança pública e infraestrutura. Ele sublinha que essas realizações foram possibilitadas graças ao suporte popular e a uma administração pautada pela proximidade com os cidadãos e pelo compromisso em atender às principais demandas sociais. Essa trajetória fundamentada em conquistas e aceitação popular está sendo apresentada como base sólida para sua campanha ao Senado.

    Com a desincompatibilização formal prevista para o final de março, Ibaneis intensificará seus esforços nas próximas semanas voltados à articulação política e ao estabelecimento de alianças estratégicas, visando robustecer sua candidatura ao Senado Federal. A oficialização de sua chapa deverá ocorrer durante as convenções partidárias, em consonância com o calendário definido pela legislação eleitoral.

    Essa transição gera um novo cenário político no Distrito Federal e tem o potencial de acirrar significativamente a disputa pelas vagas disponíveis no Senado. Ademais, promete alimentar debates vigorosos acerca da continuidade dos projetos iniciados sob sua gestão e do papel estratégico desempenhado pela capital federal no contexto do Congresso Nacional. A movimentação política liderada por Ibaneis poderá ainda exercer impacto direto sobre o equilíbrio de forças políticas no âmbito local e nacional, promovendo novos desdobramentos nas articulações futuras.

    Verinaldo Guedes Jornalista Editor Responsavel do Portal de Notícias

  • Comissão aprova anistia da taxa da ANTT para empresas de ônibus no período da pandemia – Notícias

    Comissão aprova anistia da taxa da ANTT para empresas de ônibus no período da pandemia – Notícias

    26/02/2026 – 17:05  

    Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

    Texto aprovado é o substitutivo do relator, Diego Andrade

    A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (25) proposta que isenta empresas de ônibus interestaduais e internacionais do pagamento da taxa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) referente a 2020 e 2021. A medida beneficia transportadoras prejudicadas pelas medidas de isolamento social durante a pandemia de Covid-19.

    O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Diego Andrade (PSD-MG), ao Projeto de Lei 4311/23, da deputada Nely Aquino (Pode-MG). A nova versão ajustou o período da anistia, que originalmente abrangia até 2022, concentrando o benefício nos anos de maior impacto financeiro para o setor.

    “Dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos demonstram que a redução das viagens realizadas por passageiros foi de 80% em março de 2020”, destacou o relator.

    Para as empresas que quitaram as taxas de 2020 e 2021, o projeto permite que os valores sejam compensados com débitos futuros da mesma natureza. A compensação poderá ser feita nos dois anos seguintes ao pagamento, conforme regulamentação posterior.

    “A principal inovação do substitutivo reside na substituição completa do parágrafo único por dispositivo que estabelece mecanismo de compensação para empresas que efetuaram pagamentos da taxa de fiscalização durante os anos de 2020 e 2021”, destacou o relator.

    A taxa de fiscalização, no valor de R$ 1.800 por ônibus, é cobrada anualmente das empresas detentoras de autorização ou permissão da ANTT. Segundo o relator, a anistia é necessária para aliviar o caixa das transportadoras que sofreram queda drástica de faturamento no período.

    Próximas etapas
    A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

     Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF lança frente parlamentar em defesa dos CACs

    CLDF lança frente parlamentar em defesa dos CACs

    CLDF lança frente parlamentar em defesa dos CACs

    O grupo é formado por oito parlamentares e tem o intuito de defender o uso regulamentado de armamentos por colecionadores, atiradores e caçadores

    Foto: Gabinete Roosevelt Vilela – Divulgação

    Roosevelt Vilela (centro): “A atividade dos CACs sofre neste momento grandes ataques, mas essa atividade não tem mais volta e, por isso, precisamos fortalecer os clubes de tiro”

    Foi lançada na última quarta-feira (25), na Câmara Legislativa do Distrito Federal, a Frente Parlamentar em Defesa dos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC). O lançamento do grupo se deu em sessão solene presidida pelo deputado Roosevelt Vilela (PL), que fez uma defesa do armamento de cidadãos no DF. 

    “Para além do Estado, precisamos de mecanismos para defender nossa família, nossa casa, nossa sociedade. A atividade dos CACs sofre neste momento grandes ataques, mas essa atividade não tem mais volta e, por isso, precisamos fortalecer os clubes de tiro. Hoje, há um trabalho de enfraquecimento da masculinidade, querem acabar com a família. Querem colocar a mulher em confronto com o homem. Não é preciso ser antropólogo, historiador ou sociólogo para entender isso”, afirmou Roosevelt Vilela na solenidade.

    O requerimento para a criação da frente parlamentar assinado pelo deputado Roosevelt Vilela traz as justificativas para a defesa do armamento pessoal no DF. “Além de garantir os direitos dos CACs, a Frente Parlamentar desempenhará um papel crucial ao esclarecer a natureza lícita, controlada e responsável das atividades dos CACs, frequentemente alvo de preconceito e desinformação. A desinformação sobre os CACs muitas vezes resulta em estigmatização do setor, o que pode gerar insegurança nas autoridades e na sociedade em geral. Portanto, é fundamental que a frente atue de maneira propositiva, estabelecendo um canal de diálogo constante com órgãos de segurança pública, esclarecendo sobre a legalidade e os benefícios das atividades desenvolvidas por colecionadores, atiradores e caçadores”, afirma o documento. 

    A frente parlamentar é formada pelos deputados Roosevelt Vilela (PL), Pastor Daniel de Castro (PP), Thiago Manzoni (PL), Rogério Morro da Cruz (PRD), Iolando Almeida (MDB), Eduardo Pedrosa (União Brasil), Joaquim Roriz Neto (PL) e Wellington Luiz (MDB). A principal função das frentes parlamentares na CLDF é discutir e melhorar leis e políticas públicas em áreas específicas. As frentes promovem debates, propõem novas leis, envolvem a sociedade e buscam alcançar políticas em benefício da comunidade.

    Agência CLDF de Notícias

  • Deputado Morro da Cruz foi usado por Bia Kicis como estratégia para confrontar Ibaneis.

    Deputado Morro da Cruz foi usado por Bia Kicis como estratégia para confrontar Ibaneis.

    O distrital Rogério Morro da Cruz tornou-se um elemento estratégico utilizado por Bia Kicis , pr es i de nte do PL-D F, e m s ua tent a…


    O
    distrital Rogério Morro da Cruz tornou-se um elemento estratégico utilizado por Bia Kicis, presidente do PL-DF, em sua tentativa de enfrentar o governador Ibaneis Rocha (MDB) na corrida por uma vaga ao Senado. Embora tenha sido beneficiado por iniciativas e indicações durante a gestão de Ibaneis, Rogério optou por um movimento considerado desleal, que pode ter consequências negativas tanto nas urnas quanto em sua trajetória política.

    Durante discurso na Câmara Legislativa, na quarta-feira (25), Rogério alinhou-se aos interesses de Bia Kicis, que também é candidata ao Senado, adotando uma retórica que busca desestabilizar a base de apoio do governo do Distrito Federal. Ao agir dessa forma, foi acusado de servir como um peão em manobras políticas orquestradas por Kicis e Thiago Manzone, mesmo sendo um dos parlamentares que mais recebeu respaldo político e obras do atual governador.


    A p
    osição escolhida pelo deputado é vista como uma despreocupação com as conquistas obtidas por sua região administrativa, que, nos últimos anos, foi amplamente beneficiada por investimentos. Projetos significativos foram concretizados, incluindo a construção de escolas e hospitais, pavimentação de ruas, avanços na regularização fundiária e programas de habitação.

    Nos bastidores políticos, a traição, embora comum, não costuma ser perdoada nem recompensada. Ao assumir essa postura, Rogério Morro da Cruz pode ter comprometido não apenas a relação com seus apoiadores, mas também com sua base eleitoral. A associação com Bia Kicis, que enquanto deputada federal mal direcionou recursos para São Sebastião, reforça a percepção de que a aliança não visa o desenvolvimento da comunidade.

    A confiança, fundamento essencial na política, é difícil de recuperar uma vez quebrada. E a deslealdade muitas vezes gera isolamento político e perda da credibilidade. Caso se confirme esse cenário, Rogério arrisca transformar-se em mais um nome esquecido pela história política local, reflexo de seus próprios erros de julgamento.

    A política é tudo menos um terreno adequado para vacilos ou oportunistas. A escolha de Rogério pode ser vista como um exemplo claro disso.

    Da redação do Portal de Notícias

  • Comissão aprova criação de centros de operação em desastres nos municípios, com apoio dos estados – Notícias

    Comissão aprova criação de centros de operação em desastres nos municípios, com apoio dos estados – Notícias

    26/02/2026 – 15:49  

    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Texto aprovado é versão do relator, Benes Leocádio

    A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional aprovou na quarta-feira (26) projeto de lei que obriga os municípios a criarem centros de operação de cidade – estruturas específicas para lidar com situações de emergência e desastres. Pela proposta, as novas estruturas serão implementadas com apoio do estado e conforme o grau de risco de cada localidade.

    O texto aprovado é a versão do relator, deputado Benes Leocádio (União-RN), para o Projeto de Lei 3306/24, do deputado Julio Lopes (PP-RJ). O original tornava a estrutura obrigatória para todos os municípios, mas o relator argumentou que a criação dos centros de operação não pode ser tratada de maneira uniforme entre os mais de 5 mil municípios do País.

    “Proponho que a instalação e a manutenção de centros de operação sejam realizadas com apoio dos estados e orientadas conforme o nível de risco de cada município. Não é oportuno presumir que todos possuem a mesma capacidade técnica e orçamentária”, disse o relator ao justificar a emenda aprovada pela comissão.

    Próximas etapas
    A proposta será analisada ainda, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF discute melhorias estruturais e legais para a agricultura urbana no Distrito Federal

    CLDF discute melhorias estruturais e legais para a agricultura urbana no Distrito Federal

    CLDF discute melhorias estruturais e legais para a agricultura urbana no Distrito Federal

    Agricultores denunciaram falta de acesso à água, burocracia para uso de áreas públicas, risco de despejos e ausência de apoio técnico e financeiro para manter as hortas ativas

    Em audiência pública realizada no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta quinta-feira (26), produtores que atuam em hortas comunitárias, quintais produtivos, hortas escolares e hortas em lotes vagos debateram as necessidades de melhorias para o setor da agricultura urbana do DF. O evento foi conduzido pela deputada Doutora Jane (Republicanos). Ela abriu o encontro destacando o papel essencial desse tipo de agricultura na segurança alimentar, na geração de renda e no fortalecimento social de comunidades vulneráveis.

    “Quando investimos na agricultura urbana, estamos fortalecendo a dignidade das famílias envolvidas, a geração de renda, a segurança alimentar e a sustentabilidade. A agricultura urbana no DF não é tendência passageira, é necessidade, oportunidade e política pública estratégica”, afirmou a deputada.

    A parlamentar argumentou que o DF tem um enorme potencial para ampliar esse setor, mas que esse crescimento depende de investimentos em organização, apoio técnico, acesso à água potável, regularização fundiária, crédito facilitado e canais de comercialização. “Não basta reconhecer o valor da agricultura urbana, é preciso investir nela”, frisou.

    Prática majoritariamente feminina, social e transformadora
    Uma das tônicas do debate foi o reconhecimento da liderança feminina na agricultura urbana. Mulheres de diferentes regiões administrativas relataram o impacto de suas hortas na geração de renda, na criação de espaços de convivência e até na prevenção da violência.

    A agricultora Sil Caribé, do coletivo Prato Verde Sustentável, lembrou que muitas hortas nasceram “de um trabalho voluntário invisibilizado”, apesar de atuarem diretamente em desertos alimentares, recuperarem áreas degradadas e atenderem adolescentes em conflito com a lei.

    “Quando a gente não passa pela lógica econômica da sociedade, a gente é invisibilizado. Onde tinha morte, a gente produz vida. Mas como fazer política pública sem dotação orçamentária? Não queremos política de papel, queremos política que produz vidas”, afirmou.

    Eduardo Abreu, da Horta Cantinho da Coruja, falou das dificuldades de implementar uma horta comunitária sem apoio do Estado e das carências enfrentadas pelos grupos voluntários. Ele mencionou que, no Paranoá, há diversas áreas públicas aptas a receber hortas e que grupos interessados esbarram na burocracia do GDF, que não autoriza o plantio.

    “A gente quer trabalhar, mas não tem terra para plantar. Hoje, nosso maior desejo é terra. Que o governo facilite a regularização das áreas urbanas”, cobrou.

    A mesma realidade foi compartilhada por Larissa Brenda, do Instituto Filhas da Terra, que relatou a destruição completa de uma horta em Samambaia, mesmo com ordem de serviço prevendo apenas a retirada de cercas. Ela lembrou que algumas iniciativas esperaram até 17 anos para obter autorização para perfurar um poço artesiano e que, durante todo esse período, só conseguiam plantar na temporada de chuvas.

    Juarez Martins, da Horta Linda, trouxe uma perspectiva histórica, lembrando que a agricultura urbana já fazia parte da concepção original de Brasília, descrita por Lúcio Costa, que previa áreas amplas entre quadras residenciais justamente para que famílias pudessem manter quintais produtivos. Ele ressaltou que hortas domésticas, escolares e comunitárias prestam serviços ambientais e sociais de grande alcance e que, apesar de existir uma lei distrital desde 2012, a ausência de fomento e apoio continuado impede sua plena implementação.

    “Todas as hortas que estão aqui representadas cumprem um serviço ambiental, um serviço social para a cidade. Isso precisa ser valorizado, precisa ter apoio”, afirmou.

    A Universidade de Brasília, representada pela professora Flaviane de Carvalho Canavesi, reforçou que a agricultura urbana é também uma política de saúde e de proteção social, especialmente para mulheres periféricas. Ela defendeu a profissionalização do trabalho nas hortas e a remuneração de agentes comunitários que atuam diariamente nesses espaços, destacando que universidades podem apoiar, mas que são as instituições comunitárias que sustentam o trabalho no longo prazo.

    “Precisamos pensar como agricultores de assentamentos de reforma agrária chegam com seus produtos na cidade, porque temos áreas imensas de vulnerabilidade”, afirmou.


     

    Apoio dos entes públicos

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) apresentou um panorama de políticas e ações voltadas à agricultura urbana. O superintendente federal Lukas Nunes destacou que a retomada do ministério permitiu recompor programas e ampliar investimentos no setor, resultando em 17 hortas comunitárias apoiadas no DF por meio de parceria com a UnB e a UFRN.

    Ele ressaltou avanços como a emissão do Cadastro do Agricultor Familiar (CAF) Urbano, que viabiliza o acesso ao crédito, e apontou para linhas do Pronaf voltadas a mulheres e à produção agroecológica. Lucas também enfatizou que políticas de crédito e fomento só terão efeito se houver segurança jurídica, alertando para o risco de investir em hortas vulneráveis a despejos, como já ocorreu no DF.

    O presidente da Emater-DF, Cleyson Medas Duval, apresentou dados para demonstrar que o órgão está atento às demandas da agricultura urbana na capital. Segundo ele, apenas no último ano, a Emater apoiou 94 hortas escolares, 26 instituições sociais, instalou mais de 130 sistemas de captação de água de chuva e distribuiu mais de 700 kits de insumos a agricultores urbanos e rurais.

    Duval destacou que a continuidade desses programas depende de orçamento estável e de segurança jurídica para atuar em áreas públicas ainda não regularizadas, embora tenha reafirmado o compromisso da Emater com o fortalecimento das hortas comunitárias. “A gente quer que todas as propriedades do DF tenham fossas sépticas. Assim, estaremos, de fato, preservando a água e a saúde das famílias”, afirmou.

    Já o representante da Secretaria de Agricultura (Seagri), João Ricardo Ramos Soares, reforçou que a pasta reconhece a importância da agricultura urbana e vem buscando melhorar os instrumentos legais que permitam dar segurança e estabilidade às iniciativas. Ele explicou que a Seagri já possui cerca de 30 processos formalizados relacionados às hortas comunitárias, mas reconheceu limitações na aplicação efetiva da legislação vigente, especialmente no que diz respeito à precariedade das autorizações de uso de áreas públicas. Destacou ainda oportunidades de participação das hortas em programas de compras governamentais, como o PAPA/DF, e defendeu maior aproximação entre agricultores, secretaria e parlamento.

    Encaminhamentos

    Diante desse cenário, a deputada Doutora Jane anunciou a elaboração de um projeto de lei que altera a legislação atual para facilitar o uso de áreas públicas, garantir acesso à água e fortalecer o apoio técnico às hortas comunitárias. O projeto foi construído com base nas demandas apresentadas pelos coletivos e ainda receberá contribuições antes de seguir para análise das comissões.

    A parlamentar destacou que a audiência não seria um ponto final, mas o início de um processo para consolidar políticas públicas que respeitem e fortaleçam o trabalho das agricultoras e agricultores urbanos.

     

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Renato Moicano é realocado para o UFC Vegas 115

    Renato Moicano é realocado para o UFC Vegas 115

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    Nas últimas semanas, o confronto entre Renato Moicano, lutador candango que ocupa a décima posição no ranking da categoria até 70 kg, e Bryan Ortega, que detém a mesma posição na lista dos penas, e que aconteceria no UFC 326, foi cancelado devido a uma lesão do atleta estadunidense. Com a contusão, a organização realocou Moicano para enfrentar o escocês Chris Duncan no Fight Night Vegas 115, no dia 4 de abril.

    Até o momento, nenhum detalhe a respeito da lesão de Bryan Ortega foi divulgado pelo UFC ou pelo entorno do atleta. Por meio das redes sociais, Renato Moicano questionou a situação devido à falta de esclarecimento oficial sobre a contusão que cancelou o duelo. Após o cancelamento do combate, o co-main event do card 326 será ocupado pelo confronto entre Caio Borralho e Reiner de Ridder.

    Clique e leia mais:

    O novo casamento diante de Chris Duncan marca uma tentativa da empresa de substituir o leão velho para afirmar a chegada do novo. Com 36 anos, Renato Moicano conta com a sequência ativa de duas derrotas. Como agravante, o último confronto do atleta brasileiro foi diante o iraniano Beneil Dariush, que foi brutalizado na rodada seguinte diante de Benoit Saint Denis.

    Pelo lado do escocês, o lutador tem uma grande oportunidade de se colocar no top-10 da categoria mais populosa do MMA. Aos 32 anos, Chris Duncan conta com seis vitórias em sete lutas dentro da organização e vê Renato Moicano como o primeiro adversário dentro do ranking do UFC. O confronto está designado como a luta principal do UFC Vegas 115, evento que será realizado no dia quatro de Abril.

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  • Comissão de Saúde aprova programa nacional para prevenção da perda de massa muscular – Notícias

    Comissão de Saúde aprova programa nacional para prevenção da perda de massa muscular – Notícias

    26/02/2026 – 15:06  

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Iza Arruda: sarcopenia afeta qualidade de vida de pessoas idosas

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1984/25, que institui um programa nacional de prevenção à sarcopenia (perda progressiva de massa, força e função muscular).

    A proposta, do deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF), foca na prevenção e no tratamento da doença.

    O programa, a ser instituído no Sistema Único de Saúde (SUS), prevê o incentivo à prática regular de atividade física, orientação nutricional e o monitoramento constante da composição corporal dos pacientes.

    As ações serão destinadas prioritariamente a:

    • pessoas idosas de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico);
    • cidadãos com doenças crônicas ou deficiências que apresentem risco de perda muscular; e
    • indivíduos em pós-tratamento de doenças graves.

    Os parlamentares acolheram o parecer da relatora, deputada Iza Arruda (MDB-PE), pela aprovação da proposta.

    A parlamentar destacou que a sarcopenia, embora catalogada internacionalmente, “ainda é insuficientemente conhecida e entendida pelos profissionais de saúde”.

    “A condição é fortemente associada ao envelhecimento e ao agravamento de doenças crônicas, e entre suas consequências estão aumento do risco de quedas, hospitalizações, dependência funcional, redução da qualidade de vida e maior mortalidade”, observou a relatora.

    Iza Arruda disse ainda que as intervenções precoces são eficazes para retardar ou reverter o processo de perda muscular.

    “A proposição contribui para a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida da população brasileira, especialmente as pessoas idosas — faixa etária que todos almejam atingir”, comentou.

    Funcionamento
    Para viabilizar as atividades, o Poder Executivo poderá, entre outras medidas:

    • conceder benefícios fiscais para academias e centros credenciados que ofereçam profissionais qualificados;
    • criar núcleos em espaços públicos, especialmente em fins de semana e feriados, com equipamentos acessíveis;
    • firmar parcerias com universidades para que estudantes de educação física, fisioterapia e nutrição atuem como estagiários supervisionados; e
    • disponibilizar suplementos nutricionais e terapias hormonais, seguindo protocolos do Ministério da Saúde.

    Próximos passos
    O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

     

     

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Marcelo Oliveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Jurista Rodrigo Badaró é novo cidadão honorário de Brasília

    Jurista Rodrigo Badaró é novo cidadão honorário de Brasília

    Jurista Rodrigo Badaró é novo cidadão honorário de Brasília

    Autor da homenagem, deputado Robério Negreiros enalteceu a contribuição do juristas em áreas como a proteção de dados, a inteligência artificial e a cibersegurança

    Em sessão solene nesta quarta-feira (25), o jurista e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Rodrigo Badaró recebeu o Título de Cidadão Honorário de Brasília. A homenagem, realizada no plenário da Câmara Legislativa, foi uma iniciativa do deputado Robério Negreiros (PSD) e contou com a presença de integrantes da magistratura, políticos e familiares.

    Em seu discurso de abertura, Negreiros relembrou a trajetória inspiradora do homenageado e citou sua contribuição em áreas como proteção de dados, inteligência artificial e cibersegurança. “Não estamos aqui para entregar um título, mas para reconhecer a contribuição de alguém que escolheu o Direito como instrumento de transformação social. Badaró é exemplo de responsabilidade pública, produção de conhecimento e de defesa intransigente dos direitos dos cidadãos”, observou o parlamentar.

    Durante a solenidade, foi exibida uma mensagem gravada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin. “Hoje os representantes do DF homenageiam uma pessoa que não apenas foi acolhida, mas acolheu Brasília em sua vida pessoal, familiar e profissional, e que agora recebe uma segunda certidão de nascimento com a cidadania honorária da capital federal”, exaltou o presidente do STF.

    Já o presidente em exercício do Conselho Federal da OAB, Felipe Sarmento, comentou que, ao longo de sua carreira, Badaró construiu uma atuação sólida, respeitada e orientada por valores que definem a boa advocacia. Sarmento citou competência técnica, ética e compromisso com o Estado Democrático de Direito como traços marcantes do homenageado. “Você foi conselheiro federal da OAB, e eu tive o prazer de ser seu colega, quando participou de inúmeros debates que orientaram os rumos da advocacia. Sua trajetória é marcada por uma coragem inteligente, habilidade mineira e pelos predicados do seu avô, Murilo Badaró, figura importantíssima na nossa política”, ressaltou.

    Pertencimento
    A conselheira nacional do Ministério Público Karen Luise de Souza, por sua vez, destacou o simbolismo da homenagem: “Receber um título de cidadão é mais do que um gesto protocolar. É um ato que reconhece o pertencimento. É dizer que, independentemente do local do seu nascimento, há pessoas que escolhem servir, contribuir e deixar marcas na comunidade”.

    Para além do Direito, Rodrigo Badaró recebeu elogios por sua atuação filantrópica. “O trabalho social que o Rodrigo Badaró e sua família realizam há décadas nesta cidade representa bem a nossa região. Essa capacidade de realização em tantas áreas mostra que este título de cidadão honorário é mais do que justo”, ponderou o presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira.

    Representando o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, o desembargador Roberval Belinati ressaltou a simpatia do homenageado e a relevância de sua produção acadêmica, que “dialoga com temas centrais da contemporaneidade” e recebeu “inúmeras distinções honrosas” ao longo da carreira.

    Escolha de Brasília
    Carla Valadares de Castro, tia de Rodrigo Badaró, relembrou o nascimento do sobrinho na cidade norte-americana de Richmond, no estado da Virgínia, e posteriormente sua criação em Minas Gerais. “Ele escolheu Brasília como lugar para viver, constituir sua família e sua trajetória. Brasília não foi circunstância. Foi decisão. Mas nenhuma trajetória começa nos cargos; começa na formação e nos valores que moldam o caráter”, enfatizou. Carla comentou que Badaró foi formado por referências sólidas de seus pais e avós.

    Em seu agradecimento, Badaró disse que “Brasília é a síntese da esperança brasileira”, pois traz consigo a diversidade, o espírito de edificar algo novo e um senso de pátria. “Esse é o diferencial que forjou este lugar abençoado, vislumbrado por Dom Bosco. Diferente da Torre de Babel, aqui os muitos sotaques não nos dividem. Ao contrário, falamos o idioma único da convivência pacífica. Somos retrato de um povo solidário, generoso e cheio de energia”, sintetizou Badaró.

    Rodrigo Badaró residiu em Brasília na infância, tendo estudado no Colégio Rosário e na Escola Classe 308 Sul. É bacharel em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos e pós-graduado em Direito Econômico e das Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Após um período fora da capital, voltou a residir em Brasília em 2001. Foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) por duas vezes e conselheiro do CONPLAN (GDF).

    O homenageado também exerce os cargos de conselheiro nacional de Proteção de Dados; presidente da Comissão Nacional de Proteção de Dados da OAB Nacional; coordenador-geral do Observatório Nacional de Cibersegurança, Inteligência Artificial e Proteção de Dados da OAB Nacional; membro do grupo de trabalho do CNJ para reformulação da Resolução nº 332, que trata da inteligência artificial no âmbito do Poder Judiciário; membro do Conselho Superior do IADF; e integrante do Conselho Consultivo dos Diários Associados.

    O novo cidadão honorário de Brasília ressaltou ainda que a melhor forma de servir à sociedade é com participação intensa nos espaços filantrópicos, acadêmicos, institucionais e culturais.

    “Procuro viver essa lição diariamente. Despeço-me com a prudência mineira e a coragem brasiliense, lembrando o grande Guimarães Rosa: ‘O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim. Esquenta, esfria, aperta, afrouxa. Sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.’ Coragem é a essência do brasiliense, dos pioneiros que ergueram a cidade no cerrado aos que hoje a mantêm viva e vibrante. E hoje? Embora já o fosse em meu coração e em minhas ações, torno-me, com a força desta honrada homenagem, oficialmente cidadão de Brasília”, finalizou Badaró.

    Agência CLDF de Notícias

  • Mais uma vez, Racismo: Torcedor chileno é visto imitando macaco em jogo contra o Bahia

    Mais uma vez, Racismo: Torcedor chileno é visto imitando macaco em jogo contra o Bahia

    Torcedor de 27 anos foi identificado por câmeras de segurança e preso dentro da Arena Fonte Nova, em Salvador


    (Torcedor do O’Higgins, do Chile, foi visto imitando macaco dentro da Arena Fonte Nova, em partida contra o Bahia pela Libertadores / Reprodução: G1)

    Um torcedor do O’Higgins, do Chile, foi preso na Arena Fonte Nova, em Salvador, após praticar ato de racismo durante a partida contra o Bahia, pela segunda fase preliminar da Copa Libertadores, na noite desta quarta-feira (25/02). Identificado pelas câmeras de videomonitoramento do estádio, o chileno de 27 anos imitou um macaco em direção a jogadores do Bahia quando eles deixavam o gramado, logo após o apito final. A abordagem ocorreu ainda nas dependências da arena, depois de denúncia feita por um torcedor que se sentiu alvo das ofensas.

    Detido em flagrante, o acusado foi conduzido inicialmente por policiais militares e, em seguida, apresentado à 1ª Delegacia Territorial (DT) dos Barris, onde passou por exames de corpo de delito e permanece à disposição da Justiça. A ocorrência foi enquadrada como crime de racismo e injúria racial, infração considerada inafiançável e imprescritível pela legislação brasileira, com previsão de pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Imagens do circuito interno de segurança da Fonte Nova registraram o momento em que o torcedor faz gestos associados a macacos, prova que embasa o inquérito instaurado pela Polícia Civil baiana.

    Veja as fotos

    O Bahia foi eliminado pelo O'Higgins, do Chile, na 2ª fase prévia da Libertadores / Fotos: Rafael Rodrigues/EC Bahia

    O Bahia foi eliminado pelo O’Higgins, do Chile, na 2ª fase prévia da Libertadores / Fotos: Rafael Rodrigues/EC Bahia

    O Bahia foi eliminado pelo O'Higgins, do Chile, na 2ª fase prévia da Libertadores / Fotos: Rafael Rodrigues/EC Bahia

    O Bahia foi eliminado pelo O’Higgins, do Chile, na 2ª fase prévia da Libertadores / Fotos: Rafael Rodrigues/EC Bahia

    O Bahia foi eliminado pelo O'Higgins, do Chile, na 2ª fase prévia da Libertadores / Fotos: Rafael Rodrigues/EC Bahia

    O Bahia foi eliminado pelo O’Higgins, do Chile, na 2ª fase prévia da Libertadores / Fotos: Rafael Rodrigues/EC Bahia

    Torcedor do O'Higgins, do Chile, foi visto imitando macaco dentro da Arena Fonte Nova, em partida contra o Bahia pela Libertadores / Reprodução: G1

    Torcedor do O’Higgins, do Chile, foi visto imitando macaco dentro da Arena Fonte Nova, em partida contra o Bahia pela Libertadores / Reprodução: G1


    O episódio manchou a noite que já era de frustração para a torcida tricolor, que viu o Bahia vencer por 2 a 1 no tempo normal, mas ser eliminado nos pênaltis por 4 a 3 e dar adeus à Libertadores de 2026. O caso deve mobilizar posicionamentos oficiais do clube baiano, de entidades do futebol e de organismos de combate ao racismo, em um contexto de crescente intolerância zero a qualquer forma de discriminação nos estádios sul-americanos. A expectativa é de que o processo avance rapidamente na Justiça baiana e também possa gerar desdobramentos disciplinares em instâncias esportivas internacionais, como a Conmebol.

  • Líder do governo afirma que a prioridade para a próxima semana é a PEC da Segurança – Notícias

    Líder do governo afirma que a prioridade para a próxima semana é a PEC da Segurança – Notícias

    26/02/2026 – 13:43  

    Marina Ramos / Câmara dos Deputados

    Guimarães: proposta é a prioridade das prioridades

    O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que a prioridade de votação para a próxima semana é a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25). O texto deve ser votado pela comissão especial na quarta-feira (4) e seguir para o Plenário.

    Segundo Guimarães, o governo vai dialogar com o relator para aprovar a espinha dorsal do texto apresentado pelo Poder Executivo. Ele explicou que há dispositivos na proposta ainda em discussão, como a redução da maioridade penal.

    “Como é um quórum qualificado, é prioridade das prioridades. O ministro da Justiça está coordenando o debate e tem um tema central na PEC, que o governo vai se posicionar ainda, e que tem algumas restrições, que é a questão da maioridade penal. Mas isso tudo a gente vai debater”, explicou Guimarães.
    “Assim como suamos para aprovar o projeto antifacção, podemos construir um acordo”, afirmou.

    O relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), afirmou que o tema é a principal divergência entre os deputados. Ele lembrou que a redução da maioridade penal para crimes violentos será decidida pela população em referendo em 2028. O parlamentar disse ainda que os partidos de centro e de direita estão favoráveis à proposta.

    “Essa resposta a sociedade espera de nós, mas também temos que ter políticas públicas de proteção ao jovem”, disse o relator.

    Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
    Edição – Wilson Silveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • CLDF recebe lançamento da segunda edição da obra Mandato de Valor

    CLDF recebe lançamento da segunda edição da obra Mandato de Valor

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediou o lançamento da segunda edição da obra Mandato de valor: o método, de autoria do escritor e palestrante Randerson Cirqueira, na noite de quarta-feira (25). O livro apresenta uma reflexão sobre práticas institucionais, ética pública e produtividade legislativa, com foco no fortalecimento da relação entre representantes políticos e eleitores.

    Durante o evento, Cirqueira destacou que o objetivo da obra é contribuir para a capacitação dos mais de 58 mil vereadores brasileiros. Segundo ele, o método proposto no livro busca gerar transformação concreta na vida das pessoas por meio da boa prática política. “O Mandato de valor surge da perspectiva de que o cidadão precisa ter a sua vida transformada e só quem conhece a realidade do cidadão é quem está na ponta, que são os vereadores”, enfatizou. 

    O presidente da União de Vereadores do Brasil (UVB), Gilson Conzatti, responsável pelo prefácio da obra, ressaltou a importância do livro para estimular maior eficiência e transparência na atuação legislativa em todo país. “Para fazer a diferença na vida das pessoas, nós precisamos nos qualificar, nos capacitar e essa edição do livro Mandato de Valor, com certeza, é mais uma grande contribuição aos mandatos parlamentares”, frisou.

    A solenidade foi transmitida pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e está disponível no canal da CLDF no YouTube.

    Confira:

     

    Agência CLDF de Notícias

  • Câmara aprova uso de recursos de fundo garantidor em operações do Pronaf; acompanhe – Notícias

    Câmara aprova uso de recursos de fundo garantidor em operações do Pronaf; acompanhe – Notícias

    26/02/2026 – 12:59  

    Acervo Câmara dos Deputados

    Sessão de votações no Plenário da Câmara

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de 2213/25, do Senado, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

    O texto segue agora para sanção presidencial.

    De autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA), a proposta prevê que até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf. Para isso, o texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

    O FGO é administrado pelo Banco do Brasil e facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos. Já o Pronaf oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares.

    Mais informações em instantes

    Reportagem – Ralph Machado
    Edição – Natalia Doederlein
    Com informações da Agência Senado

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Motta diz que pedido de CPI sobre banco Master precisa respeitar ordem cronológica – Notícias

    Motta diz que pedido de CPI sobre banco Master precisa respeitar ordem cronológica – Notícias

    26/02/2026 – 11:18  

    Acervo Câmara dos Deputados

    Motta defendeu o papel do STF no caso do banco Master

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que é preciso respeitar a ordem cronológica dos pedidos de instalação de comissão parlamentar de inquérito (CPI), conforme determina o Regimento Interno da Câmara. Questionado sobre a pressão para instalar uma CPI para investigar o Banco Master, ele disse que, mesmo que quisesse, não conseguiria chegar a esse pedido em pouco tempo.

    Em entrevista ao site Metrópoles, Motta disse que os órgãos de controle estão apurando o caso com a devida atenção e que o STF está cumprindo o seu papel. “Houve um exagero, por parte da mídia, do papel que o ministro [do STF] Dias Toffoli cumpriu, no afã de atacar a conduta das pessoas. Isso acaba se sobrepondo àquilo que foi realizado”, afirmou. Para ele, Toffoli vinha conduzido com muito equilíbrio suas decisões.

    Motta disse ainda que considera “errado mudar o escopo de CPIs já instaladas para fazer palanque eleitoral, como tem acontecido no Senado, porque as CPIs têm fato determinado”.

    Dosimetria
    Hugo Motta afirmou que a discussão sobre a anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado está encerrada e que não há espaço na Câmara para que esse tema prossiga. Segundo ele, a pauta da anistia está superada desde a aprovação do texto da dosimetria das penas. A lei foi vetada pelo presidente Lula e ainda não há data para a análise do veto pelo Congresso Nacional.

    “Penduricalhos”
    Motta defendeu as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que determinaram aos órgãos públicos a revisão dos chamados “penduricalhos” incluídos nas folhas de pagamento. Segundo ele, a Câmara não tem nenhum compromisso de pautar matérias que legalizem pagamentos acima do teto constitucional.

    “Defendo a revisão sobre a eficiência da máquina pública e a discussão sobre a entrega do que é essencial à sociedade. Temos que fazer essa discussão, porque temos uma máquina pública que custa muito e que poderia entregar mais e com mais qualidade de vida para a população”, disse.

    Ele também reafirmou a necessidade de manter o diálogo entre as instituições. Para ele, eventuais medidas legislativas de intimidação ao Poder Judiciário não vão resolver os conflitos. Por outro lado, Motta defendeu que haja mais cuidado por parte do STF em relação às decisões que afetam o funcionamento do Legislativo.
    “A defesa das nossas prerrogativas é muito cara, a defesa da participação parlamentar no Orçamento público é inegociável”, disse.

    Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
    Edição – Wilson Silveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Kekeu Pancada intensifica articulações políticas na Estrutural e fortalece apoio a Gabriel Portela

    Kekeu Pancada intensifica articulações políticas na Estrutural e fortalece apoio a Gabriel Portela

    Kekeu Pancada intensifica articulações políticas na Estrutural e fortalece apoio a Gabriel Portela. O líder comunitário da Cidade Estrutural…

    Kekeu Pancada intensifica articulações políticas na Estrutural e fortalece apoio a Gabriel Portela.
    O líder comunitário da Cidade Estrutural, Adcled Ribeiro, conhecido como Kekeu Pancada, está a todo vapor nas articulações políticas na região administrativa do Distrito Federal. Reconhecido por sua atuação junto à comunidade local, Kekeu vem desempenhando papel estratégico na construção de alianças visando as eleições de 2026.
    Um dos principais movimentos recentes foi o apoio declarado à pré-candidatura do advogado Gabriel Portela (Republicanos-DF) à Câmara dos Deputados. Com forte influência no meio jurídico e social, Gabriel Portela tem ampliado sua base de apoio e articulado lideranças em diversas regiões do Distrito Federal, consolidando seu nome como pré-candidato a deputado federal.

    Na Estrutural, importantes lideranças locais oficializaram apoio ao projeto político do advogado. Entre eles estão Lucas Reis, Joazio Pereira, ex-conselheiro tutelar e Daniel, em um movimento considerado estratégico para fortalecer a pré-campanha na cidade.
    O encontro que selou o apoio foi articulado por Kekeu Pancada, que foi um dos primeiros líderes comunitários a declarar apoio ao pré-candidato. 

    A articulação é vista como um passo relevante na consolidação do grupo político que vem se formando em torno de Gabriel Portela, especialmente em regiões com forte mobilização comunitária.
    Com a intensificação das agendas e reuniões, a expectativa é de que novas lideranças se somem ao projeto nos próximos meses, ampliando a base de sustentação da pré-candidatura no Distrito Federal.

    Da redação

  • Motta afirma que proposta que estabelece o fim da jornada 6×1 pode ser votada em maio no Plenário – Notícias

    Motta afirma que proposta que estabelece o fim da jornada 6×1 pode ser votada em maio no Plenário – Notícias

    26/02/2026 – 10:53  

    Acervo Camara dos Deputados

    Motta reforçou que é importante o diálogo amplo com todos os setores

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta de emenda à Constituição que estabelece o fim da jornada de trabalho 6×1 poderá ser votada no Plenário em maio. Segundo o presidente, a matéria está sendo construída com responsabilidade e todos os seus impactos estão sendo avaliados. De acordo com Motta, é viável a sua aprovação no Plenário.

    Motta concedeu entrevista ao site Metropóles nesta quinta-feira (26). Ele negou que o fato de ter encaminhado a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, o tema seguir para uma comissão especial, seja uma forma de tirar o protagonismo do governo sobre o assunto.

    “Não é briga por protagonismo, mas, sim, buscar o canal legislativo correto, dando vez e voz a todos os impactados e, a partir daí, avançar numa pauta que atenda à larga maioria da população brasileira”, defendeu.

    O presidente reforçou que é importante um diálogo amplo com todos os setores envolvidos de forma a medir os impactos, sem atropelos, sem ideologias, mas reconheceu que se trata de uma proposta justa e adequada aos novos tempos das relações de trabalho.

    “Penso que é justo um tempo de qualidade para a família, para a saúde, momento de lazer, e essa PEC traz essa discussão”, disse o presidente.

    A CCJ deve analisar a admissibilidade de duas propostas que tramitam apensadas: a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP); e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

    Impostos sobre bets
    Em relação à rejeição da proposta do Senado, dentro do projeto de lei de combate às facções criminosas, sobre a criação de um imposto sobre as bets (Cide-bets), Motta afirmou que não havia como operacionalizar esse tipo de cobrança por parte do Ministério da Fazenda e ressaltou que esse tipo de tributo poderia favorecer apostas de jogos online ilegais no País.

    O texto do Senado propôs a criação da Cide-bets como uma fonte de recurso para financiar o combate ao crime organizado. Segundo Motta, essas empresas já tiveram um aumento de sua alíquota no ano passado.

    “Já aumentamos o imposto das bets, no final do ano, aumentando a alíquota das bets dentro do que era possível para as finanças públicas”, reforçou Motta.

    Vaga no TCU
    Motta também explicou que cabe à Câmara dos Deputados indicar o nome de quem vai ocupar a vaga do ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz, que vai se aposentar. Segundo ele, o acordo estabelecido com o PT, de indicar o deputado Odair Cunha (PT-MG) para o cargo, será cumprido, mas é preciso negociar com as lideranças a votação no Plenário.

    “Reafirmo o compromisso com o deputado Odair Cunha, um deputado equilibrado, sempre dado ao diálogo, sempre ajudou o governo em momentos de discussões mais abrangentes, ocupou funções importantes, é capaz de fazer uma gestão séria”, disse.

    Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
    Edição – Wilson Silveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Governo do Brasil disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para atender vítimas das chuvas em Minas Gerais

    Governo do Brasil disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para atender vítimas das chuvas em Minas Gerais

    Governo do Brasil disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para atender vítimas das chuvas em Minas Gerais Unidades móveis do Minis…


    Governo do Brasil disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para atender vítimas das chuvas em Minas Gerais
    Unidades móveis do Ministério da Saúde contam com insumos hospitalares e estrutura para exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia. 

    Secretário executivo enquanto ministro em exercício, Adriano Massuda, esteve na região para acompanhar de perto a situação nas áreas mais afetadas e anunciar medidas emergenciais. Foto: Ministério da Saúde

    O Governo do Brasil tem trabalhado em diversas frentes para apoiar os moradores das cidades atingidas pelas fortes chuvas em Minas Gerais. O Ministério da Saúde colocou à disposição as carretas do programa Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento nas fases de recuperação dos serviços de saúde na Zona da Mata mineira. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), em Juiz de Fora (MG), pelo secretário executivo enquanto ministro em exercício, Adriano Massuda, que esteve na região para acompanhar de perto a situação nas áreas mais afetadas e anunciar medidas emergenciais.
    “No processo de recuperação, vamos colocar à disposição as carretas do Agora Tem Especialistas, que oferecem atendimento especializado à população e são fundamentais neste momento. Sabemos que o funcionamento da rede assistencial é afetado, e o suporte para ampliar a oferta de serviços é essencial. Todos esses recursos serão disponibilizados pelo Ministério da Saúde”, afirmou Adriano Massuda.
    Equipadas com insumos hospitalares e infraestrutura apropriada para exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, as carretas darão suporte às equipes de saúde que já estão no local para realizar os atendimentos adequados às vítimas das chuvas.
    Durante coletiva à imprensa, Adriano Massuda afirmou que, assim que o ministro Alexandre Padilha, que estava em missão na Índia e na Coreia do Sul, tomou conhecimento da gravidade do cenário, ele determinou o acionamento imediato da Força Nacional do SUS (FNS). “A população afetada em Juiz de Fora e nas demais cidades atingidas pode ter a certeza de que não faltarão recursos financeiros, físicos, profissionais e técnicos para apoiar a recuperação e a reconstrução das áreas da saúde que foram danificadas”, declarou.
    FORÇA NACIONAL DO SUL – O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que também está na região e participou da coletiva, reforçou a atuação do Governo do Brasil. “Estamos aqui com a Força Nacional do SUS, o Secretário Nacional de Defesa Civil e equipes do Desenvolvimento Social, da Casa Civil e de Minas e Energia. O Governo Federal respeita as necessidades identificadas pelas autoridades locais. Se for preciso enviar mais técnicos, profissionais ou equipamentos, ampliaremos a estrutura conforme a demanda”, afirmou.
    CONTINGÊNCIA E APOIOS – A Força Nacional do SUS e o Departamento de Emergências em Saúde Pública já foram mobilizados e estão enviando 20 profissionais à região, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística. Além disso, a pasta orientou os gestores locais a solicitarem recursos emergenciais, bem como kits de medicamentos e insumos estratégicos, conforme o disposto nas Portarias GM/MS n°874/2021 e GM/MS n°7.874/2025, assegurando agilidade no repasse de recursos e no fortalecimento da resposta assistencial. O Ministério da Saúde também disponibilizou recursos financeiros para o custeio das ações de resposta à emergência, após o decreto de situação de calamidade. Os valores poderão ser utilizados para garantir a continuidade dos atendimentos e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.
    MODELO JÁ UTILIZADO – A mobilização das carretas de saúde para atendimento direto nas áreas atingidas segue um modelo já utilizado pelo Ministério da Saúde em situações de desastre. Em novembro do ano passado, a mesma estratégia foi adotada com sucesso em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, após um tornado devastar cerca de 90% do município e impactar mais de 10 mil moradores.
    Na ocasião, estruturas do programa Agora Tem Especialistas foram instaladas rapidamente para recompor a capacidade assistencial local e garantir presença contínua do SUS em uma cidade profundamente afetada. Cada unidade contou com três consultórios equipados com desfibrilador, eletrocardiograma, computadores, impressoras e insumos para atendimentos diários. A população teve acesso a consultas médicas e de enfermagem, vacinação, atendimento psicológico, curativos, distribuição de medicamentos e pequenas cirurgias.
    Categoria

    Saúde e Vigilância Sanitária

  • Comissão aprova regras para atendimento de pessoas com deficiência em concursos públicos – Notícias

    Comissão aprova regras para atendimento de pessoas com deficiência em concursos públicos – Notícias

    26/02/2026 – 10:00  

    Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

    André Figueiredo: texto fortalece segurança jurídica para candidatos e o Estado

    A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê que os editais de concursos assegurem ao candidato com deficiência ou em situação especial o direito de indicar as condições específicas de que necessita para realizar as provas.

    Essa solicitação de atendimento especializado deverá observar os parâmetros da Lei Brasileira de Inclusão.

    O texto aprovado é um substitutivo (nova versão) do relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE), que atualiza a proposta original (PL 5573/16) para adequá-la à Lei Geral dos Concursos Públicos, de 2024.

    A legislação vigente já prevê que o edital do concurso deverá conter as condições para a realização das provas por pessoas com deficiência.

    O projeto agora passa a prever a possibilidade de indicação dessas condições pelo candidato.

    Segurança jurídica
    O relator destacou que a nova proposta busca dar efetividade a conceitos como acessibilidade e adaptações razoáveis.

    “O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que é inconstitucional excluir o direito a adaptações razoáveis em provas físicas e impor critérios idênticos a candidatos com e sem deficiência sem a demonstração de sua necessidade para o exercício do cargo”, explicou André Figueiredo.

    O parlamentar disse ainda que a medida fortalece a segurança jurídica tanto para os candidatos, que passam a ter um procedimento claro para o exercício de seus direitos, quanto para a administração pública, que obtém diretrizes objetivas para a elaboração dos editais.

    O projeto inicial, do deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), modificava uma lei de 1989 para permitir que laudos de especialistas particulares fossem suficientes para comprovar a deficiência, dispensando a validação por comissões dos órgãos públicos. Além disso, a proposta original buscava incluir doenças crônicas, hereditárias e autoimunes no conceito de deficiência.

    Próximos passos
    O texto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Reportagem – Noéli Nobre
    Edição – Marcelo Oliveira

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Ibaneis Rocha inaugura novo prédio da EC 59, em Ceilândia, com estrutura moderna e inclusiva

    Ibaneis Rocha inaugura novo prédio da EC 59, em Ceilândia, com estrutura moderna e inclusiva

    Ibaneis Rocha inaugura novo prédio da EC 59, em Ceilândia, com estrutura moderna e inclusiva Com investimento superior a R$ 7,9 milhões, uni…

    Ibaneis Rocha inaugura novo prédio da EC 59, em Ceilândia, com estrutura moderna e inclusiva
    Com investimento superior a R$ 7,9 milhões, unidade passa a contar com 16 salas, quadra, laboratórios, biblioteca e recursos de acessibilidade.
    A Escola Classe (EC) 59, em Ceilândia, ganhou um novo prédio e inicia agora uma nova fase. A unidade foi inaugurada nesta quarta-feira (25) pelo governador Ibaneis Rocha, na QNN 36, Área Especial 2. Com 16 salas de aula e capacidade para atender aproximadamente 600 estudantes, a EC 59 passa a oferecer mais conforto e estrutura adequada para os alunos das séries iniciais do ensino fundamental, nos turnos matutino e vespertino. O investimento na obra foi superior a R$ 7,9 milhões.Hora da aula: na nova sede, alunos passam a contar com ambiente seguro e infraestrutura completa para a aprendizagem | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília


    “O projeto da educação não acaba. É permanente. Aumenta o número de crianças, e é preciso melhorar a qualidade das escolas, do ensino e a qualidade de vida das famílias que dependem disso”Governador Ibaneis Rocha
    O chefe do Executivo enfatizou que a nova escola garante mais qualidade para que as crianças possam se dedicar e construir um futuro com mais oportunidades, perto de casa. “Ter os filhos estudando próximo às suas residências dá tranquilidade aos pais, porque eles sabem que os jovens estão em um ambiente seguro, salubre, com uma boa alimentação e com excelentes professores da nossa rede pública de ensino”, afirmou.
    Ibaneis Rocha lembrou ainda que, na terça-feira (24), foi entregue mais uma escola no Jardins Mangueiral, região que também apresentava carência de equipamentos públicos de ensino. Investir em educação é um trabalho contínuo, pontuou o governador: “O projeto da educação não acaba. É permanente. Aumenta o número de crianças, e é preciso melhorar a qualidade das escolas, do ensino e a qualidade de vida das famílias que dependem disso. Para nós, é um motivo de grande alegria”.
    Alunos nas escolas
    “Sabemos que um ambiente estruturado e preparado faz toda a diferença no aprendizado, e é por isso que devolver esta escola à comunidade é a concretização do nosso compromisso em assegurar o presente e construir um futuro melhor para o Distrito Federal”Celina Leão, vice-governadora
    A vice-governadora Celina Leão lembrou que a inauguração é fruto de mais uma política pública adotada por este GDF para garantir a permanência de alunos nas escolas.
    “Essa entrega é motivo de orgulho para o nosso governo, pois com ela garantimos oportunidades reais de ensino para as nossas crianças e jovens”, avaliou. “Sabemos que um ambiente estruturado e preparado faz toda a diferença no aprendizado, e é por isso que devolver esta escola à comunidade é a concretização do nosso compromisso em assegurar o presente e construir um futuro melhor para o Distrito Federal.”
    A nova unidade está distribuída em um terreno de 6.180 metros quadrados, dos quais 2.550,26 metros quadrados correspondem à área construída. Além das salas de aula, a estrutura contempla biblioteca, auditório, laboratório de informática, laboratório de artes, refeitório, quadra poliesportiva, sala de recursos, sala de apoio à aprendizagem, Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Serviço de Orientação Educacional (SOE).
    A unidade de ensino foi projetada para ser inclusiva desde a concepção arquitetônica, com rampas que garantem o acesso de pessoas com deficiência (PcDs) ou com dificuldades de locomoção, banheiros adaptados, piso tátil e placas de identificação das salas em Braille. 

    A segurança também é um ponto de destaque: o prédio conta com saídas de emergência e alarmes de incêndio nos corredores, além de extintores e mangueiras.
    “Começamos a construção do zero e hoje estamos aqui entregando uma unidade moderna, arrojada, que comporta todos os estudantes da região”Hélvia Paranaguá, secretária de Educação
    A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou a relevância da entrega para a comunidade escolar de Ceilândia, que já começou o ano letivo de 2026 nas novas instalações. “Tinha um movimento judicial para acabar com essa escola, mas quando nós assumimos o governo, começamos a construção do zero e hoje estamos aqui entregando uma unidade moderna, arrojada, que comporta todos os estudantes da região”, relatou.
    A escola é mais um investimento voltado para o fortalecimento da educação pública na cidade. 

    A obra foi executada pela Infra Engeth Infraestrutura, Construção e Comércio Ltda., com recursos da Secretaria de Educação (SEEDF). Os trabalhos já foram concluídos, com energia elétrica e abastecimento de água devidamente regularizados.
    Ambiente de qualidadeRenata Campos, diretora da EC 59: “Esperamos oito anos por esse momento. É uma alegria enorme receber uma estrutura tão bonita, que vai permitir oferecer uma educação de qualidade às nossas crianças”

    Atualmente, a EC 59 atende crianças a partir de 4 anos, na educação infantil, até o 5º ano do ensino fundamental, com estudantes entre 10 e 12 anos de idade. A unidade tem hoje cerca de 470 alunos matriculados, mas possui capacidade para atender até 547.

    A diretora da escola, Renata Campos, pontuou que a entrega do novo prédio representa a concretização de uma espera de quase dez anos: “Hoje é um dia histórico, um dia ímpar, de muita felicidade. Esperamos oito anos por esse momento. É uma alegria enorme receber uma estrutura tão bonita, que vai permitir oferecer uma educação de qualidade às nossas crianças”.
    Renata explicou que a escola funcionava anteriormente em um prédio com sérios problemas estruturais, que acabou sendo condenado. Depois disso, a unidade foi transferida para o Centro de Ensino Médio 4, onde permaneceu por oito anos. Com a mudança para o novo prédio, a realidade é diferente. “Hoje temos uma estrutura que realmente proporciona uma educação de qualidade”, reforçou.
    Outro diferencial apontado por ela é a localização. Na unidade anterior, muitas famílias levavam cerca de 20 minutos para chegar e dependiam de transporte. Agora, a nova escola está mais acessível, o que inclusive tem motivado o retorno de estudantes que haviam saído.

    Demanda antigaDaisy Lima, aluna de 8 anos, elogiou a escola: “É tudo novo: as regras, as salas, os amigos, os alunos. Tem muita coisa nova”

    A aluna Daisy Cristina Lima, de 8 anos, resumiu o sentimento dos estudantes com a nova escola: “Eu gostei de tudo”. Para ela, a novidade faz toda a diferença. “É tudo novo: as regras, as salas, os amigos, os alunos. Tem muita coisa nova”, contou, animada. Seu espaço preferido é a quadra poliesportiva, e entre as atividades favoritas estão basquete, futebol e ginástica. Daiany Silva, mãe de Daiany: “A equipe merecia, as crianças mereciam. Estou muito feliz por todos nós”

    “Eu gosto de basquete, gosto de jogar um pouquinho de futebol também e de fazer ginástica”, relatou. Na nova quadra, ela já consegue aproveitar boa parte das brincadeiras, especialmente as que envolvem corrida e jogos com as amigas. “Em qualquer lugar que eu vou, eu faço amigos. Aqui tem mais brincadeira, mais alegria, mais amizade para a minha vida.”

    Daiany Silva, 33, mãe de Daisy, comemorou a entrega do novo prédio e lembrou a longa espera da comunidade escolar. Ela elogiou o padrão arquitetônico mais moderno, com ambientes claros e bem-organizados, diferentemente dos modelos mais antigos.

    Além da estrutura física, a segurança foi outro ponto enfatizado. Daiany contou que se sente mais tranquila ao deixar a filha na escola. “Tem dois portões, portas com controle de acesso, é bem seguro”, apontou. “É uma emoção muito grande ver eles aqui este ano, nessa escola nova. A equipe merecia, as crianças mereciam. Estou muito feliz por todos nós”.

    Por  Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

  • Idosa tem 14 parentes soterrados e 3 mortos após chuvas em MG: “Preciso ser forte”

    Idosa tem 14 parentes soterrados e 3 mortos após chuvas em MG: “Preciso ser forte”

    Em meio ao luto de uma cidade devastada pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira, dona Maria Aparecida Batista se agarra à fé para consolar os sobreviventes

    Em meio ao luto coletivo que tomou conta de Juiz de Fora, em Minas Gerais, após os temporais do início desta semana, o relato de Maria Aparecida Batista choca e comove o país. A idosa tenta encontrar forças para seguir em frente após perder 17 pessoas de sua própria família, entre vítimas fatais e desaparecidos sob a lama.

    Moradores dos bairros JK e Parque Jardim Burnier, duas das áreas mais castigadas pelo desastre, os parentes de dona Maria foram surpreendidos pela fúria das águas. Em entrevista à TV Integração, afiliada da Globo, nos intervalos de uma dolorosa rotina de velórios, ela detalhou a dimensão de sua tragédia pessoal: até o momento, três mortes foram confirmadas.

    Veja as fotos

    Dona Maria AparecidaReprodução / TV Integração

    Foto: Reprodução/CBMMG

    Devido a intensidade das chuvas, alagamentos e deslizamentos de terra foram registrados nas vias, impossibilitando a trafegação segura na regiãoFoto: Reprodução/CBMMG

    Foto: Repodução/Prefeitura Juiz de Fora

    De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, por volta das 21h15 de segunda (23), até as 4h desta terça (24), foram registrados 211 chamadosFoto: Repodução/Prefeitura Juiz de Fora

    Foto: Prefeitura Juíz de Fora em Alerta/X

    O transbordamento do Rio Paraibuna resultou em mais de 40 chamados emergenciais em poucas horas, envolvendo inundações, soterramentos, bloqueios de vias, moradores ilhados e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao leito do rio.Foto: Prefeitura Juíz de Fora em Alerta/X


    Dois sepultamentos já foram realizados, enquanto outras 14 pessoas de sua família seguem soterradas. As buscas do Corpo de Bombeiros entram em uma fase crítica, esbarrando nas condições extremas do terreno. Segundo a idosa, que nunca havia presenciado uma catástrofe com essa magnitude, a terra encharcada e o excesso de barro têm sido os maiores obstáculos para as equipes de resgate.

    O trabalho é incessante para localizar dezenas de moradores afetados pelas chuvas da última segunda (23/2) e terça-feira (24/2), que já deixaram mais de 45 mortos na região, incluindo a cidade vizinha,

    Ubá. “A cabeça fica triste, mas eu preciso ser forte para dar apoio à minha família. Precisamos nos manter firmes. Só Deus dá força para resistir a tudo isso”, desabafou.

  • Proposta pune quem pega bem alheio para uso temporário – Notícias

    Proposta pune quem pega bem alheio para uso temporário – Notícias

    26/02/2026 – 08:56  

    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Plenário – Sessão Deliberativa

    O Projeto de Lei 6367/25, do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), cria o crime de furto de uso. A proposta inclui a penalidade no Código Penal e está em análise na Câmara dos Deputados.

    A proposta trata como crime subtrair coisa alheia para uso próprio e temporário, sem o consentimento do proprietário, ainda que com a intenção de restituir imediatamente após o uso. Seria o caso, por exemplo, de uma pessoa que pega, sem permissão, a bicicleta do vizinho destrancada para ir ao mercado  e depois a devolve. A pena é de 3 meses a 1 ano de detenção e multa.

    Segundo Mandel, situações em que uma pessoa utiliza indevidamente um bem alheio como veículo, equipamento ou objeto, devolvendo-o posteriormente, resultam em absolvição, mesmo quando há evidente violação à propriedade, abuso de confiança e risco de dano. “Tais casos, embora distintos do furto comum, não são socialmente inofensivos e merecem resposta penal proporcional”, disse.

    Caso o bem seja restituído antes do uso, sem prejuízo ao proprietário, não há crime. Se o criminoso causar dano ao bem ou prejuízo ao proprietário durante o uso, a pena poderá chegar a um ano e meio de detenção. Ou reduzida a dois meses de detenção se comprovado o justo motivo para pegar o bem.

    Próximos passos
    A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

    Reportagem – Tiago Miranda
    Edição – Rachel Librelon

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Martins Machado exalta trajetória de Júlio Cesar Ribeiro em celebração pelos 51 anos do deputado federal

    Martins Machado exalta trajetória de Júlio Cesar Ribeiro em celebração pelos 51 anos do deputado federal

    Na noite de celebração pelos 51 anos do deputado federal Júlio Cesar Ribeiro, o também deputado distrital Martins Machado destacou, em discu…

    Na noite de celebração pelos 51 anos do deputado federal Júlio Cesar Ribeiro, o também deputado distrital Martins Machado destacou, em discurso emocionado, a importância da trajetória política e pessoal do colega, marcada  segundo ele  por dedicação, compromisso e trabalho sério em favor da população do Distrito Federal.
    O evento reuniu lideranças políticas, amigos e apoiadores em um clima de confraternização e reconhecimento público. 

    Em sua fala, Martins Machado ressaltou que a data não representava apenas a celebração de mais um ano de vida, mas o reconhecimento de uma caminhada construída com propósito e responsabilidade.
    “Celebramos hoje não apenas os 51 anos de história do deputado Júlio Cesar, mas uma trajetória pautada pelo compromisso com as pessoas e pela busca constante por resultados concretos para a nossa população”, afirmou.
    Martins também reforçou o respeito, a parceria e a admiração que construiu ao longo da convivência política com o parlamentar federal, destacando a atuação firme e o diálogo como marcas do aniversariante. 

    Para ele, a atuação de Júlio Cesar Ribeiro é guiada por valores sólidos e pelo desejo de transformar realidades por meio da política.
    Em tom de otimismo, o deputado distrital desejou que o novo ciclo seja de ainda mais sabedoria, força e conquistas. Ele mencionou, inclusive, o próximo período político, projetando 2026 como um ano de vitórias e novos capítulos escritos com coragem e fé.

    A noite foi marcada por homenagens e mensagens de carinho, reforçando a união do grupo político e a expectativa de continuidade de projetos voltados ao desenvolvimento do Distrito Federal.
    Ao encerrar, Martins Machado sintetizou o sentimento dos presentes: “Que sua jornada siga inspirando e transformando vidas. Parabéns, Júlio Cesar.”

    Da redação A Politica e o Poder 

  • Audiência pública vai debater regulamentação de lei contra propaganda nazista no DF

    Audiência pública vai debater regulamentação de lei contra propaganda nazista no DF

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal vai realizar, na próxima sexta-feira (27), às 10h, audiência pública com o objetivo de debater a regulamentação da Lei nº 7.734/2025, que proíbe a fabricação, a comercialização, a distribuição e a veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos, imagens, textos, áudios e vídeos que tenham como finalidade a propagação de ideologia fascista, neofascista, nazista, neonazista e supremacista racial no Distrito Federal. A iniciativa da audiência partiu do deputado Rogério Morro da Cruz (PRD), autor da lei distrital cuja regulamentação será debatida. 

    O parlamentar alerta que a regulamentação da lei é fundamental para garantir sua efetividade. “Transcorridos mais de seis meses desde a publicação da lei, torna-se imperativa a discussão pública sobre sua regulamentação e implementação efetiva. Entre as questões centrais que demandam esclarecimento, destacam-se a definição do órgão competente para receber denúncias, conduzir apurações e aplicar sanções, o estabelecimento de parâmetros objetivos para a fixação do valor da multa prevista na lei, considerando a capacidade econômica do infrator, e a articulação de mecanismos de cooperação com plataformas digitais, provedores de internet e órgãos federais, considerando que parcela significativa da propagação de conteúdo extremista ocorre no ambiente virtual”, explica o deputado no requerimento para realização da audiência pública. 

    Rogério Morro da Cruz ressalta ainda que a aplicação da lei contra propaganda nazista no Distrito Federal vai além da dimensão punitiva. “A efetividade desta lei transcende a dimensão repressiva e exige políticas públicas complementares de caráter educativo e preventivo”, completa o deputado. A audiência pública será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital. 

    Agência CLDF de Notícias

  • Câmara aprova acordo de comércio entre Mercosul e União Europeia – Notícias

    Câmara aprova acordo de comércio entre Mercosul e União Europeia – Notícias

    25/02/2026 – 19:00  
    •   Atualizado em 25/02/2026 – 19:28

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Acordo foi votado no Plenário da Câmara dos Deputados

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo provisório de comércio Mercosul-União Europeia, com previsão de redução de tarifas de importação para diversos setores dentro de um cronograma de desoneração de até 18 anos para certos produtos. O texto será enviado ao Senado.

    O acordo provisório (ITA, na sigla em inglês) foi assinado em janeiro deste ano juntamente com o acordo mais global, que incorpora esta parte comercial (ITA) mais as partes política e de cooperação. O texto tramita na forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/26 e foi relatado em Plenário pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP).

    O relator defendeu a aprovação do texto que, segundo ele, é uma decisão não só comercial, mas sobre o futuro econômico do Brasil. “Não vamos votar apenas um texto. Vamos votar qual será o tamanho do Brasil no mundo”, disse Marcos Pereira.

    Já o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a aprovação do acordo fará o Brasil confirmar sua vocação exportadora. “Hoje a nossa Casa escreve um capítulo decisivo para nossa inserção no mercado global”, declarou.

    Segundo Motta, o período de negociação do acordo foi mais que suficiente. “Agora é hora de colher os frutos, de destravar o desenvolvimento e colocar o Brasil no topo da agenda comercial do mundo”, disse.

    Motta lembrou que eventuais ajustes no acordo serão conduzidos pelo Itamaraty e outros ministérios competentes, “sempre com o Congresso vigilante” para defender a soberania do país e o produtor nacional.

    Resistências na Europa
    Em razão de as normas da União Europeia exigirem que o acordo completo seja referendado pelos Parlamentos de todos os atuais 27 Estados-membros, deu-se preferência apenas à parte comercial, que precisa do aval somente do Parlamento Europeu.

    Mas o Parlamento Europeu remeteu o texto à Justiça da União Europeia, que poderá demorar até dois anos para avaliar a legalidade do acordo. França, Hungria, Áustria e Irlanda foram contra o texto, em uma votação com 334 votos favoráveis à análise jurídica e 324 contrários a ela.

    O argumento da maioria desse Parlamento é que o acordo “reduz medidas de auditoria e controle das importações agrícolas vindas do Mercosul”.

    Vigência imediata
    Apesar da polêmica no Parlamento Europeu, o Conselho da União Europeia, que assinou o acordo, acredita que é possível fazê-lo entrar em vigor mesmo de maneira provisória.

    Para isso, o ITA precisaria de uma primeira aprovação por parte de um dos Estados-membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai ou Paraguai).

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Marcos Pereira: o acordo vai impactar positivamente o futuro econômico do Brasil

    Segundo o governo brasileiro, o aumento de arrecadação com as transações comerciais deverá compensar a perda com impostos de importação incidentes da ordem de R$ 683 milhões em 2026, R$ 2,5 bilhões em 2027 e R$ 3,7 bilhões em 2028.

    Debate em Plenário
    O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o principal beneficiário com a aprovação do acordo será o Brasil, em especial pela quantidade de produtos brasileiros que entrarão no mercado europeu com preços mais competitivos.

    Segundo o líder da Maioria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), cada R$ 1 bilhão que o Brasil exporta para a Europa é suficiente para gerar e manter 22 mil empregos no país. Ele também comentou que diferentes segmentos da economia, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), estão a favor do acordo. “Sabem ganhar dinheiro e estão defendendo. Ou seja, vislumbram, concretamente, a possibilidade de ganhar mais dinheiro”, disse.

    Já o coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), defendeu a necessidade de um decreto do Executivo se contrapor às medidas de salvaguardas aprovadas no Parlamento Europeu. Essas salvaguardas permitem à Comissão Europeia abrir investigação sobre a necessidade de se proteger quando as importações de produtos agrícolas considerados sensíveis aumentarem 5% ou se houver queda nos preços internos desses produtos.

    O pedido da FPA é que haja um decreto do governo federal também com salvaguardas brasileiras para se defender das proteções determinadas pela União Europeia. “Eles não conseguem competir com nosso custo de produção e, por isso, o desespero para nos segurar, para nos impedir. E é isso que não podemos permitir”, disse Lupion.

    Commodities x industrializados
    Parlamentares de alguns partidos da base do governo, porém, alertaram que o acordo é assimétrico porque vai fazer com que o Mercosul exporte commodities, como soja, carne e minério, e a União Europeia venda tecnologia com alto valor agregado. “É um erro achar que a América Latina vai se desenvolver na lógica de vender montanha moída”, disse a deputada Duda Salabert (PDT-MG).

    Para o líder do Psol, deputado Tarcísio Motta (RJ), o acordo vai reforçar uma assimetria entre o Mercosul e a União Europeia. “Ele é fruto do capitalismo que é desigual e que vai manter a desigualdade como princípio básico. Esse acordo tem a cara das classes dominantes, e não dos povos desses países”, disse. Ele também criticou a ausência de sanções em caso de descumprimento das cláusulas ambientais previstas no texto.

    O líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou, no entanto, que o acordo deve ser celebrado geopoliticamente, economicamente e socialmente porque abre a oportunidade para não perder competitividade e para a indústria que o país precisa ter. “A Europa está construindo o acordo em uma condição muito menos competitiva, com exceção de alguns setores industriais”, disse Uczai, ao citar o setor da saúde. Ele lembrou que, nesse caso, houve proibição de produtos europeus nas compras públicas dos governos do Mercosul.

    Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), porém, o acordo não serve ao interesse nacional e ao desenvolvimento da indústria brasileira. “Temos de estimular acordos que não condenem a economia brasileira a seguir na periferia do capitalismo”, disse.

    Também crítica ao texto, a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) afirmou que o acordo condiciona o Brasil como celeiro do mundo e importador de tecnologia agregada.

    Já o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que o longo tempo de transição previsto no acordo vai permitir que a indústria brasileira esteja em bases competitivas internacionalmente. “Dizer que vamos nos condenar a permanecer como país agrário-exportador e exportador de minérios é um equívoco”, afirmou.

    População de 718 milhões
    Segundo dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), a União Europeia é o segundo principal parceiro comercial brasileiro, com uma corrente de comércio de bens de 100 bilhões de dólares (cerca de R$ 518 bilhões), com leve superávit para os europeus em 2025.

    As exportações brasileiras de bens para a União Europeia tiveram destaque em 2025 para a indústria de transformação (47,4% do total exportado em valores), englobando aeronaves, motores, produtos químicos, equipamentos elétricos, autopeças, polímeros plásticos, medicamentos e máquinas.

    A indústria extrativa ficou com 29% das exportações; e a agropecuária com 22,8%, principalmente de café em grão, farelo de soja, minérios de cobre, frutas, carnes salgadas, óleos essenciais, polímeros plásticos, estanho e joias.

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Hugo Motta: a aprovação do acordo fará o Brasil confirmar sua vocação exportadora

    Salvaguardas
    O envio do acordo pelo Parlamento Europeu para análise da Justiça também está fundado em divergências regulamentares entre os dois blocos sobre normas sanitárias e fitossanitárias.

    Após pressão de agropecuaristas europeus, que temem queda de preço de seus produtos devido à concorrência das importações, o Parlamento Europeu aprovou, no último dia 10, a diminuição de um “gatilho” percentual a ser acionado para proteger seus produtores.

    Isso permitiria suspender preferências tarifárias se as importações de produtos sensíveis (como carne bovina, aves, açúcar, arroz e mel) do Mercosul aumentarem mais de 5% em relação à média de três anos (em volume). Antes o índice era de 10% e será aplicável ainda em relação à média do preço se inferior ao do mesmo produto no mercado interno da União Europeia.

    O acordo provisório prevê um mecanismo de reequilíbrio com interpretações divergentes de ambos os blocos. O governo brasileiro, por exemplo, argumenta que, após o fechamento do acordo “político” de 2019, a União Europeia adotou legislações que romperiam o entendimento da época, cujos termos não foram renegociados na segunda etapa de conversações (2023 a 2024).

    Além da mudança no “gatilho”, seria o caso também do regulamento da União Europeia para produtos livres de desmatamento (EUDR), aprovado em abril de 2023, que poderia prejudicar as exportações brasileiras de carne para a Europa. O regulamento se aplica às importações de todos os países.

    Para o Brasil, esses pontos não poderiam ser usados pelos europeus no âmbito do mecanismo de reequilíbrio, como defendido pelo Parlamento Europeu.

    No entanto, a entrada em vigor da norma antidesmatamento foi novamente adiada para o fim deste ano, com possível revisão em abril. Não há consenso entre os países sobre sua adoção, que afetaria também produtos como cacau, café, soja, óleo de palma e madeira.

     

     

    Mecanismo
    O mecanismo de reequilíbrio permite a uma das partes do acordo solicitar uma compensação quando se sentir prejudicada por uma medida aplicada pela outra parte.

    Após fases longas de consulta e tentativa de acordo, poderá ser aberto um processo de arbitragem semelhante ao utilizado no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

    Se após todo o processo, a arbitragem decidir a favor de uma parte, esta poderá aplicar “retaliações”, como suspensão de benefícios previstos no acordo, ainda que sobre produtos de outros setores (retaliação cruzada).

    Agrotóxicos
    O acordo prevê o funcionamento de um subcomitê para as partes dialogarem sobre questões relacionadas à cadeia agroalimentar, como bem-estar animal, aplicação da biotecnologia agrícola, combate à resistência antimicrobiana e questões científicas sobre segurança dos alimentos, saúde animal e sanidade vegetal.

    Entre os itens de segurança alimentar está o debate sobre informações científicas que justificam o estabelecimento de limites máximos de resíduos de agrotóxicos nos alimentos.

    Os limites exigidos na Europa são superiores aos praticados no Brasil e em outros países do Mercosul e aplicados inclusive para os produtos importados a fim de equiparar as exigências com aquelas cobradas dos produtores locais.

    No entanto, o subcomitê não tem força vinculante com qualquer decisão sobre mudança regulatória de qualquer país.

    Ainda assim, as partes também se comprometem com melhorias legislativas e regulatórias que assegurem níveis elevados e eficazes de proteções ambiental e trabalhista.

    Nesse sentido, um país signatário do acordo não pode diminuir os níveis de proteção assegurados pelas respectivas leis e regulamentos ambientais ou trabalhistas a fim de incentivar o comércio ou o investimento.

    Compras governamentais
    Quanto às compras em licitações públicas, as empresas de cada país poderão participar das contratações com períodos de transição de sete anos para proteger compras de menor valor nesse intervalo.

    Nas negociações, ficou garantido o uso de políticas de compensação (ou offset) para setores estratégicos. Essa compensação, a ser exigida da empresa estrangeira vencedora, pode incluir:

    • transferência de tecnologia;
    • geração de empregos; e
    • desenvolvimento industrial.

    No caso do Brasil, foram excluídas da concorrência europeia as compras realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, será preservada a possibilidade de encomendas tecnológicas, com manutenção de políticas de incentivo a micro e pequenas empresas e agricultura familiar, além de preservação de margens de preferências para produtos e serviços nacionais.

    Haverá ainda a possibilidade de uso de uma cláusula de negação de benefícios para permitir a uma parte recusar a igualdade de condições a empresa da outra parte se ela não exercer atividade comercial significativa lá (empresa de fachada).

    Conheça a tramitação de projetos de decreto legislativo

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados