Dia: 25 de fevereiro de 2026

  • Libertadores, Brasileirão, Vini Jr. na Champions e mais: os jogos desta quarta (25)

    Libertadores, Brasileirão, Vini Jr. na Champions e mais: os jogos desta quarta (25)

    Duelos eliminatórios na América do Sul e Europa, além de disputas nacionais, agitam o dia de futebol

    A quarta-feira (25/2) de futebol será animada! O dia será marcado pelos duelos de volta da pré-Libertadores e playoffs da Champions League, com direito a muitos representantes brasileiros em ambas competições. Em território nacional, a 4ª rodada do Brasileirão e a 2ª fase da Copa do Brasil são os destaques.

    No Velho Continente, o principal duelo é Real Madrid e Benfica, não apenas pela disputa da vaga nas oitavas de final como também pelo extracampo. Será o reencontro de Vini Jr. com o clube português após o caso de racismo no Estádio da Luz. O atacante Gianluca Prestianni, acusado pelo brasileiro de tê-lo chamado de “macaco”, foi suspenso preventivamente pela UEFA e não entrará em campo. O jogo de ida terminou em 1 a 0 para os espanhóis.

    Veja as fotos

    Serão seis jogos na competição europeia e dois na América do Sul.Reproodução/Conmebol | PSG

    Reprodução/Conmebol

    Taça LibertadoresReprodução/Conmebol

    Reprodução/X

    UEFA Champions LeagueReprodução/X

    Reprodução/CONMEBOL

    As decisões nacionais que moldaram a história da LibertadoresReprodução/CONMEBOL


    Já na Libertadores, o Botafogo recebe o Nacional Potosí no Estádio Nilton Santos depois de sair derrotado por 1 a 0 no confronto da ida, na Bolívia. Para se classificar direto, a equipe carioca precisa vencer por dois ou mais gols. A vantagem mínima leva a decisão para os pênaltis. Quem está na mesma situação é o Bahia, que perdeu para o O’Higgins no Chile pelo placar mínimo e agora decide a vaga em casa.

    A noite de Brasileirão terá seis partidas: Remo x Internacional, RB Bragantino x Athletico-PR, Coritiba x São Paulo, Cruzeiro x Corinthians, Palmeiras x Fluminense e Grêmio x Atlético-MG. Os duelos entre Botafogo x Vitória, Bahia x Chapecoense e Flamengo x Mirassol foram adiados pelo conflito de datas com as competições continentais — a equipe rubro-negra encara o Lanús pela Recopa na quinta (26).

    Jogos desta quarta (25)

    Champions League
    14h45 – Atalanta x Borussia Dortmund (TNT e HBO Max)
    17h – PSG x Monaco (TNT e HBO Max)
    17h – Juventus x Galatasaray (Space e HBO Max)
    17h – Real Madrid x Benfica (HBO Max)

    Campeonato Brasileiro
    19h – Remo x Internacional (Premiere)
    19h – RB Bragantino x Athletico-PR (Premiere)
    19h30 – Coritiba x São Paulo (Prime Video)
    20h – Cruzeiro x Corinthians (Premiere)
    21h30 – Palmeiras x Fluminense (Globo, ge tv e Premiere)
    21h30 – Grêmio x Atlético-MG (Globo e Premiere)

    Libertadores (Pré-Libertadores – 2ª fase)
    19h – Bahia x O’Higgins (Paramount+)
    21h30 – Botafogo x Nacional Potosí (ge tv, ESPN e Disney+)
    21h30 – Argentinos Juniors x Barcelona de Guayaquil (Paramount+)

    Copa do Brasil (2ª fase)
    16h – Atlético-GO x Primavera-MT (Sportv e Premiere)
    16h – Gama x Goiás (Prime Video)
    18h – Novorizontino x Nacional-AM (Prime Video)

  • FNDE reconhece atraso na entrega de livros em braille para estudantes com deficiência visual – Notícias

    FNDE reconhece atraso na entrega de livros em braille para estudantes com deficiência visual – Notícias

    24/02/2026 – 20:31  

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Debate ocorreu na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados debateu, nesta terça-feira (24), a oferta de livros didáticos em braille e em formatos acessíveis para estudantes cegos e com deficiência visual no início do ano letivo.

    A audiência foi solicitada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Ele quer verificar se os materiais chegaram às escolas no início do ano letivo de 2026.

    A presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, afirmou que não é verdadeira a informação de que as escolas não receberam material em braille neste ano letivo. Ela reconheceu atraso na entrega, mas disse que as demandas já estão em atendimento.

    Segundo ela, a compra dos materiais solicitados pelas escolas respeita as diversidades sociais, culturais e regionais. A aquisição é feita por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). De acordo com o censo escolar, todos os estudantes públicos da educação especial estão incluídos no programa.

    Fernanda Pacobahyba explicou quem pode receber livros em braille pelo PNLD: “Hoje, o público elegível é o aluno registrado no censo escolar, nas etapas atendidas pelo programa, em escolas públicas. São 3.940 estudantes. Mas é fundamental que a rede municipal, estadual ou federal faça a adesão e a escolha do material. Sem isso, não conseguimos identificar a necessidade do aluno.”

    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Fernanda Pacobahyba: demandas estão sendo atendidas

    Divergências
    A representante da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva, Leticia Palma, afirmou, entretanto, que há divergência entre o número de estudantes que precisam de material em braille e as solicitações registradas no PNLD.

    Segundo ela, o número de estudantes cegos e com baixa visão é maior do que o registrado no censo escolar. Leticia sugeriu mudanças no sistema de solicitação de livros pelas escolas:

    “Os dados estão abaixo do número real de estudantes no Brasil. Podemos discutir medidas a serem sugeridas ao Ministério da Educação e ao FNDE, como aprimorar o registro de estudantes com deficiência, cruzar dados com o censo escolar, criar alertas de inconsistências nos sistemas e capacitar as escolas para o preenchimento correto das informações.”

    O deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que também pediu a audiência, disse que a comissão vai analisar os dados apresentados. Segundo ele, o objetivo é garantir que estudantes cegos ou com baixa visão tenham acesso aos recursos pedagógicos necessários.

     

     

    Reportagem – Mônica Thaty
    Edição – Geórgia Moraes

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Relatório apresenta 95 propostas relacionadas ao combate à violência contra as mulheres – Notícias

    Relatório apresenta 95 propostas relacionadas ao combate à violência contra as mulheres – Notícias

    24/02/2026 – 20:47  

    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Maria do Rosário (E) e Fernanda Melchionna durante reunião da comissão

    A Comissão Externa sobre feminicídios no Rio Grande do Sul aprovou seu relatório nesta terça-feira (24), após realizar 43 reuniões e ouvir mais de 300 pessoas. O texto traz 95 propostas para o Estado e para a criação de uma política nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres.

    A coordenadora da comissão, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), disse que o trabalho continua, agora levando as propostas a diferentes órgãos e cobrando medidas efetivas.

    “A ideia não é um relatório final da comissão, é um relatório parcial para que a gente possa, de fevereiro até o fim do ano, até janeiro de 2027, cobrar o que está sendo feito”, disse.

    Entre as propostas que constam no relatório da deputada Maria do Rosário (PT-RS) estão: o aumento da estrutura de atendimento à mulher, especialmente em pequenas cidades rurais do estado e no litoral norte (que não conta com nenhuma delegacia da mulher); ampliar o alcance de ações que funcionam, como colocar tornozeleiras eletrônicas em agressores; garantir o aumento de recursos federais para o combate ao feminicídio nos estados por meio de aprovação de projeto de lei; e ainda incentivar ações de educação e comunicação que possam alterar a cultura de violência.

    “Não basta para nós apenas a contabilidade macabra e perversa. Nós queremos que se fale da vida dessa mulher, que se humanize, que se diga que ela era mãe, que se diga que ela era filha, que ela era professora ou vereadora, no caso da Roseli, de Nova Prata. Que se diga que ela tinha sonhos”, diz Melchionna.

    Roseli Albuquerque, que foi vereadora do município gaúcho de Nova Prata, foi encontrada morta em 22 de fevereiro. O suspeito do crime é o ex-marido, encontrado morto no mesmo local. O casal estava em processo de separação.

    Só em 2025, no Rio Grande do Sul, houve 80 feminicídios consumados, além de 264 tentativas. Um cenário que permanece, pois em 2026, até 24 de fevereiro, já foram contados 19 feminicídios no estado.

     

     

    Reportagem – Daniele Lessa
    Edição – Ana Chalub

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara votará na semana que vem projetos que criam punição contra violência vicária – Notícias

    Câmara votará na semana que vem projetos que criam punição contra violência vicária – Notícias

    24/02/2026 – 21:24  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Laura Carneiro (D): “estamos propondo incluir a violência vicária na legislação brasileira”

    A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) anunciou nesta terça-feira (24) que, na próxima semana, serão votadas duas propostas que tratam sobre a violência vicária como forma de agressão. Violência vicária é a que ocorre por substituição, ou seja, contra outras pessoas, mas com a intenção de atingir a mulher. Neste caso, a violência contra filhos, dependentes ou outros parentes da rede de apoio da mulher, com o objetivo de atingi-la. “É um feminicídio às avessas, mas muito mais grave. Porque faz a mãe se sentir culpada a vida inteira pela morte de seus filhos ou seus pais”, disse a parlamentar.

    Segundo a deputada, a ideia é unir duas propostas que tratam do tema. A primeira, da própria Laura Carneiro, inclui na Lei Maria da Penha, de modo expresso, a violência vicária entre as definições de violência doméstica contra a mulher (PL 3880/24). E a segunda (PL 2767/25), da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e outras quatro parlamentares, inclui o homicídio vicário no Código Penal.

    “O que estamos propondo é unir os dois projetos para que possamos na semana que vem, em homenagem à mulher brasileira, incluir a violência vicária na legislação brasileira”, disse Laura Carneiro.

    Em discursos no Plenário, as deputadas citaram o caso do secretário de governo de Itumbiara (GO), que matou seus dois filhos para atingir a esposa. Ele depois se suicidou. “Queremos dizer ao Brasil que, como mulheres que atuamos juntas no Parlamento, pedimos ao presidente Hugo Motta que priorize os temas das mulheres e coloquemos em votação o enfrentamento à impunidade pelas crianças de Itumbiara e também pela mãe, que não seja ela julgada”, afirmou Maria do Rosário.

    Reportagem – Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Projeto antifacção lista condutas e agravantes para crimes cometidos por integrantes de milícia – Notícias

    Projeto antifacção lista condutas e agravantes para crimes cometidos por integrantes de milícia – Notícias

    25/02/2026 – 00:36  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Presidente da Câmara, Hugo Motta (C), comanda a sessão do Plenário que aprovou o texto

    O projeto de lei antifacção aprovado pela Câmara dos Deputados (PL 5582/25) estabelece que será crime de domínio social estruturado a prática, independentemente de suas razões ou motivações, das seguintes condutas por integrante de organização criminosa, paramilitar ou milícia privada:

    • utilizar violência ou grave ameaça para intimidar ou constranger a população ou agentes públicos para controlar território;
    • impedir, obstruir ou criar embaraços à atuação das forças de segurança pública, à perseguição policial ou às operações de manutenção da ordem, utilizando-se de barricadas, bloqueios, incêndios ou destruição de vias;
    • impor, com violência ou grave ameaça, qualquer tipo de controle social para o exercício de atividade econômica, comercial, de serviços públicos ou comunitários;
    • usar explosivos, armas de fogo ou equipamentos para assaltar instituições financeiras, bases de transportadoras de valores ou carros fortes ou mesmo para dificultar atuação da polícia;
    • promover ataques, com violência ou grave ameaça, contra instituições prisionais;
    • danificar, depredar, incendiar, destruir, saquear, explodir ou inutilizar, total ou parcialmente, meios de transporte;
    • tomar ou sabotar aeronaves com exposição de vidas a perigo ou comprometendo a segurança da aviação civil;
    • sabotar ou tomar, total ou parcialmente, portos, aeroportos, estações e linhas férreas ou rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, estádios esportivos e outras instalações de serviços públicos essenciais, como energia elétrica ou refinarias;
    • interromper ou acessar informações sigilosas para obter vantagem de qualquer natureza em sistemas de bancos de dados públicos ou serviços de comunicações governamentais ou de interesse coletivo; e
    • empregar ou ameaçar usar armas de fogo, explosivos, gases tóxicos, venenos, agentes biológicos, químicos ou nucleares, expondo a perigo a paz e a incolumidade pública.

    Exceto no último caso, se o agente praticar essas condutas mesmo sem fazer parte de organização criminosa, paramilitar ou milícia privada, a pena de reclusão será de 12 a 30 anos, sem prejuízo de penas correspondentes à ameaça, à violência ou a de outros crimes previstos na legislação.

    Todas as demais restrições são aplicáveis, como as relativas aos Lei 8.072/90 define como hediondos os crimes de homicídio praticado por grupo de extermínio; homicídio qualificado; latrocínio; genocídio; extorsão qualificada por morte; extorsão mediante sequestro; estupro; disseminação de epidemia que provoque morte; falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais; e favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável. Esse tipo de crime deve ser cumprido inicialmente em regime fechado e é insuscetível de anistia, graça, indulto e fiança.” contenteditable=”false” data-toggle=”tooltip” data-placement=”top”>crimes hediondos e proibição de auxílio-reclusão.

    Para evitar interpretações que poderiam implicar o uso da lei contra protestos não ligados ao crime organizado, o relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), aceitou retirar do texto a aplicação da pena se o agente restringir, limitar ou dificultar a livre circulação de pessoas, bens e serviços, públicos ou privados, sem motivação legítima reconhecida por leis.

    Agravantes
    Quanto aos agravantes, que são situações de aumento de pena, o texto aprovado prevê o aumento de metade a 2/3 da pena de reclusão de 20 a 40 anos se:

    • o agente exercer comando ou liderança, mesmo que não tenha praticado pessoalmente os atos;
    • o agente, de qualquer forma, obter recursos ou informações para financiar essas condutas;
    • as condutas forem praticadas com violência ou grave ameaça contra polícia ou Forças Armadas, membro do Judiciário ou do Ministério Público, criança, adolescente, idoso, pessoa com deficiência ou qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade, ou mesmo se houver o envolvimento, coação ou aliciamento destes para praticar ou ajudar a praticar os atos;
    • houver conexão com outras organizações criminosas;
    • houver participação de funcionário público para a prática de infração penal;
    • houver infiltração no setor público ou atuação direta ou indireta na administração de serviços públicos ou em contratos governamentais;
    • houver emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido, explosivo ou artefato análogo que cause perigo comum;
    • o agente recrutar ou permitir que criança ou adolescente faça parte desses atos;
    • as circunstâncias indicarem a existência de relações com outros países ou se o produto da infração penal for enviado ao exterior;
    • houver emprego de drones ou similares, sistemas de vigilância eletrônica, criptografia avançada ou recursos tecnológicos de monitoramento territorial e localização de operações policiais; ou
    • o crime é cometido para obter vantagem econômica com a extração ilegal de recursos minerais (garimpo ilegal) ou com a exploração econômica não autorizada de florestas e demais formas de vegetação, de terras de domínio público ou devolutas ou de áreas de preservação permanente e de unidades de conservação.

    O julgamento de homicídios praticados por esses grupos ou sua tentativa será realizado por colegiado de juízes (varas criminais colegiadas) quando tiverem conexão com os crimes citados.

    A prática desses crimes será motivo suficiente para decretar a prisão preventiva.

    Favorecimento
    O crime de favorecer o domínio social estruturado será caracterizado somente pelo fato de o indivíduo aderir ou fundar organização criminosa, paramilitar ou milícia ou mesmo apoiá-las de qualquer forma.

    Outros cinco tipos de condutas tipificam esse crime se relacionados às condutas de domínio social estruturado:

    • distribuir mensagem para incentivar outra pessoa a cometer essas condutas;
    • comprar, produzir ou guardar material explosivo ou arma de fogo para a prática dessas condutas;
    • utilizar local ou bem de qualquer natureza para praticar essas condutas;
    • fornecer informações em apoio a organização criminosa, paramilitar ou milícia que pratique essas condutas;
    • alegar falsamente pertencer a organização criminosa, paramilitar ou milícia para obter qualquer tipo de vantagem ou de intimidar terceiros.

    Crimes hediondos
    Os crimes de domínio social estruturado, seus agravantes e o de favorecimento desse domínio são considerados crimes hediondos. Isso valerá ainda para quem praticar as condutas relacionadas ao domínio estruturado sem fazer parte de organização criminosa, grupo paramilitar ou milícia privada.

    Atualmente, a Lei de Crimes Hediondos lista mais de 30 categorias de crimes de vários tipos considerados hediondos, para os quais também não podem ser concedidas anistia, graça ou indulto ou fiança, além de terem progressão de regime mais longa.

    Progressão de pena
    Para todos os crimes considerados hediondos pela Lei 8.072/90, o texto aprovado pela Câmara aumenta o tempo de cumprimento de pena em regime fechado antes de o condenado poder acessar o regime semiaberto cumprindo as condições legais.

    Assim, o condenado por esse tipo de crime que for réu primário terá de cumprir 70% da pena em regime fechado, em vez dos 40% de hoje. No caso do reincidente, o mínimo de 60% em regime fechado passa para 80%.

    Quando a pessoa for reincidente e o crime hediondo resultar em morte da vítima, o percentual passa de 70% para 85%.

    Se o réu condenado por crime hediondo com resultado de morte for primário, o total de tempo em regime fechado passa de 50% para 75% da pena. Igual mudança valerá para quem for condenado pelo crime de constituir milícia privada.

    O condenado por exercer comando de organização criminosa estruturada para a prática de crime hediondo também deverá cumprir 75% da pena, em vez de 50%, sendo proibido o acesso à liberdade condicional.

    O texto aprovado inclui o feminicídio como novo caso nesse cumprimento de 75% da pena no regime fechado, também com proibição de acessar a liberdade condicional.

    Outros crimes
    A versão final do projeto antifacção também aumenta a pena de reclusão para diversos crimes listados no Código Penal se cometidos por integrante dessas organizações ou no contexto das condutas de domínio social estruturado.

    Assim, nessas condições, são aumentadas as penas dos seguintes crimes:

    • homicídio doloso: de 6 a 20 anos para 20 a 40 anos;
    • lesão corporal seguida de morte: de 4 a 12 anos para 20 a 40 anos;
    • lesão corporal, demais casos: aumento de 2/3 da pena respectiva;
    • sequestro ou cárcere privado: de 1 a 3 anos para 12 a 20 anos;
    • furto: de 1 a 4 anos para 4 a 10 anos;
    • roubo: de 4 a 10 anos para 12 a 30 anos;
    • roubo seguido de morte: de 20 a 30 anos para 20 a 40 anos;
    • ameaça: de detenção de 1 a 6 meses para reclusão de 1 a 3 anos;
    • receptação de bens oriundos de crime: aumento de 2/3 das penas em todos os casos;
    • extorsão: aumento do triplo das penas em todos os casos;
    • extorsão por meio de sequestro: aumento de 2/3 das penas em todos os casos.

    Reportagem – Eduardo Piovesan
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara aprova incentivo fiscal para investimentos em centros de processamento de dados – Notícias

    Câmara aprova incentivo fiscal para investimentos em centros de processamento de dados – Notícias

    25/02/2026 – 00:44  
    •   Atualizado em 25/02/2026 – 01:46

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Aguinaldo Ribeiro, relator do projeto de lei

    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de datacenters no Brasil, principalmente direcionados à computação em nuvem e à inteligência artificial. A proposta será enviada ao Senado.

    Por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), as empresas interessadas contarão com suspensão de tributos por cinco anos na compra de equipamentos, mas terão de oferecer contrapartidas, como uso de energia de fonte limpa (hidrelétricas) ou renovável (solar e eólica).

    Para acessar os benefícios, a empresa também tem de estar em dia com os tributos federais. A estimativa do governo é de uma isenção em torno de R$ 5,2 bilhões em 2026 e de R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes.

    De autoria do líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), o Projeto de Lei 278/26 substitui a Medida Provisória 1318/25, que não avançou na tramitação. Para Guimarães, o projeto tem uma importância vital para o Brasil. “A vinda dessas instituições de datacenters vai gerar uma janela de oportunidade de negócios”, disse.

    O texto aprovado em Plenário é um substitutivo do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Ele afirmou que o avanço das novas tecnologias, como a inteligência artificial e a internet das coisas, exige infraestruturas capazes de suportar volumes muito superiores de processamento e armazenamento de dados. “Se o país não acompanhar essa rápida evolução desde o início, será, mais uma vez, ultrapassado por outras nações em termos de infraestrutura de produção”, disse.

    Aguinaldo Ribeiro ressaltou que o Brasil hoje depende de estruturas montadas em outros países até mesmo para armazenar dados do sistema “gov.br”, apesar de ter recursos naturais estratégicos e favoráveis para a instalação de datacenters. “Atualmente, há uma corrida mundial de países visando garantir a instalação dessa infraestrutura crítica em seus territórios. Isso destaca a urgência de o Brasil resolver rapidamente seus entraves tributários”, declarou.

    Benefício fiscal
    A habilitação no Redata será autorizada pelo Ministério da Fazenda e envolve Imposto de Importação, PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra, no mercado interno ou por importação, de componentes eletrônicos e de outros produtos de tecnologias da informação e comunicação se destinados ao ativo imobilizado da empresa habilitada.

    A empresa vendedora dos equipamentos também será beneficiada como coabilitada, mas apenas para os produtos usados na fabricação dos computadores a serem usados no datacenter, segundo lista da Fazenda.

    No caso do IPI, a suspensão valerá apenas para componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologias da informação e comunicação industrializados na Zona Franca de Manaus (ZFM) e listados pelo Poder Executivo.

    Quanto ao Imposto de Importação, a suspensão se aplica aos produtos sem similar nacional.

    Após o cumprimento dos compromissos e entrega final dos produtos, a suspensão será convertida em isenção definitiva.

    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    José Guimarães, autor da proposta

    Estão contemplados os datacenters para armazenagem, processamento e gestão de dados e aplicações digitais, incluídos computação em nuvem, processamento de alto desempenho, treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial e serviços correlatos.

    Se o contrato com a empresa coabilitada for desfeito, essa empresa não contará mais com a isenção para a venda dos equipamentos.

    Energia renovável
    Estimativas citadas pelo relator do projeto, deputado Aguinaldo Ribeiro, indicam que o mercado mundial de datacenters movimentará em 2026 cerca de R$ 1,6 trilhão. Com crescimento acentuado acima de 10% anuais, estima-se investimentos no período de 2025 a 2030 na ordem de 3,7 a 7,9 trilhões de dólares em datacenters.

    O relatou explicou que, por ter mais de 86% de matriz elétrica formada por fontes renováveis, o Brasil tem “enorme vantagem competitiva” em relação a outras nações, inclusive na atração de empresas já instaladas em outros países que desejam reduzir sua pegada de carbono global. “Não há país mais favorável em termos ambientais para instalação dessas infraestruturas no mundo do que o Brasil”, disse Aguinaldo Ribeiro.

    Entrave tributário
    O maior entrave para o Brasil atrair investimentos na área, segundo Aguinaldo Ribeiro, é tributário. Grande parte dos equipamentos utilizados na montagem e utilização dos datacenters são tributados por diversos tributos, como PIS/Cofins, IPI, ICMS e Imposto de Importação. “Nossa legislação atual, ultrapassada, permite o acúmulo de resíduos tributários em investimentos, onerando-os”, disse o relator, lembrando que as mudanças da reforma tributária só passam a valer a partir de 2027.

    “Se deixarmos para oferecer condições tributárias favoráveis apenas após a entrada em vigor da reforma tributária, corremos o risco de perdermos esta enorme oportunidade de investimentos estratégicos que se apresenta ao país”, declarou o relator.

    Compromissos
    A contrapartida para empresa de datacenter envolve cinco compromissos:

    • direcionar ao mercado interno um mínimo de 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados a ser instalado com os benefícios;
    • atender a critérios e indicadores de sustentabilidade definidos em regulamento;
    • honrar a totalidade de sua demanda contratual de energia elétrica, seja com contratos de suprimento ou autoprodução de fontes limpas ou renováveis;
    • apresentar Índice de Eficiência Hídrica no uso da água para resfriamento dos equipamentos igual ou inferior a 0,05 litro/kWh em aferição anual; e
    • realizar investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com o benefício fiscal.

    Ribeiro incluiu ainda dispositivo para exigir do beneficiário do Redata a publicação de relatório de sustentabilidade das instalações com o índice de eficiência, as fontes de energia elétrica utilizadas e demais indicadores de sustentabilidade.

    Em relação à venda ao mercado interno de um mínimo de 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados, essa cota não poderá ser direcionada à exportação ou para uso próprio na ausência de demanda doméstica.

    No entanto, o texto define que o percentual será apurado pela divisão do faturamento anual bruto obtido no mercado interno pelo faturamento bruto total com a venda dos serviços.

    Em bases comparáveis (unidade de processamento ou energia disponível, por exemplo), essa sistemática possibilita à empresa vender o processamento por um preço 50% maior no mercado interno entregando menos que 10% do fornecimento efetivo a fim de compensar a conta, atingindo a cota segundo a comparação do faturamento e não do fornecimento.

    Alternativas
    Em vez de destinar ao mercado interno, a empresa de datacenter poderá direcionar o processamento efetivo também ou apenas a institutos de ciência e tecnologia (ICTs) ou ao poder público para o desenvolvimento de políticas públicas, inclusive de fomento a startups e ao ecossistema digital.

    Neste caso das ICTs ou poder público, o regulamento definirá um fator multiplicador para aferir o cumprimento da cota de 10%, pois o processamento será alocado sem ônus.

    Um relatório anual com parecer conclusivo de auditoria independente credenciada pelo Executivo atestará a veracidade das informações prestadas e exigidas por regulamento.

    Outra alternativa ao direcionamento para o Brasil de 10% do fornecimento efetivo de processamento é sua substituição por um investimento adicional, em projetos de pesquisa, de 10% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com benefício do Redata.

    Esses projetos serão relacionados ao desenvolvimento e inovação em programas prioritários de apoio ao desenvolvimento industrial e tecnológico da cadeia produtiva de economia digital. Os condutores dos projetos serão os mesmos definidos pelo texto para receber os 2% normais de investimento exigidos.

    Quando a empresa estiver localizada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o direcionamento do processamento ao Brasil e o compromisso de investimento serão reduzidos de 10% e 2% para, respectivamente, 8% e 1,6%. Estados de outras regiões, mas incluídos em áreas de abrangência das agências de desenvolvimento regional, também contam para essa redução.

    Investimentos
    O compromisso de investir 2% do valor dos equipamentos comprados para o datacenter funcionar deverá ser cumprido em parceria com:

    • ICTs públicas ou privadas;
    • entidades brasileiras de ensino, oficiais ou reconhecidas pelo poder público;
    • empresas públicas dotadas de personalidade jurídica de direito privado que mantenham fundos de investimento destinados a empresas de base tecnológica; ou
    • organizações sociais ou serviços sociais autônomos que mantenham contrato de gestão com o governo federal para promover e incentivar a realização de projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento e inovação.

    Cota regional
    De todos os recursos direcionados a investimentos em projetos e programas de fomento à cadeia produtiva da economia digital, 40% deverão ir para aqueles localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluídas as respectivas áreas de abrangência das agências de desenvolvimento regional, como Sudam e Sudene.

    Fundo privado
    Tanto no caso padrão dos 2% de investimento quanto no investimento adicional de 10%, o dinheiro poderá ser destinado a fundo privado definido no regulamento.

    Descumprimento
    Se a empresa habilitada não cumprir os compromissos ao acessar o incentivo (exceto o direcionamento de processamento ao Brasil) no prazo estipulado, ela deverá pagar os tributos suspensos com juros e multa de mora.

    Para a empresa vendedora dos equipamentos beneficiados, essa quitação de tributos deve ocorrer caso eles não sejam entregues ao datacenter.

    Já no caso de venda dos produtos comprados a outra empresa não habilitada no Brasil, os tributos também devem ser pagos se a transação for antes da conversão da suspensão em alíquota zero, o que ocorre depois de cumpridas as contrapartidas.

    Prazo para corrigir
    Quanto ao descumprimento da condição de direcionar 10% do fornecimento efetivo de processamento ao Brasil, o texto coloca como consequência a suspensão dos benefícios tributários em novas compras de equipamentos.

    Se depois de 180 dias de uma notificação a empresa não corrigir o procedimento, a suspensão será convertida automaticamente em cancelamento da habilitação.

    Enquanto isso, da decisão de suspender a habilitação caberá recurso sem efeito suspensivo, e tanto a empresa quanto o grupo econômico do qual faz parte não poderão contar com benefícios do Redata. Como consequência do cancelamento, uma nova adesão ao programa poderá ocorrer somente depois de dois anos dessa data.

    Avaliação
    Os benefícios fiscais criados serão objeto de acompanhamento e de avaliação pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e da Fazenda quanto ao atingimento dos objetivos estabelecidos.

    Fundo da criança
    O projeto muda ainda o novo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei 15.211/25) para determinar que os recursos de multas aplicadas com base na lei serão destinados ao Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente.

    A regra valerá por cinco anos, e os recursos deverão ser utilizados necessariamente em políticas e projetos de proteção desse público.

    Debate em Plenário
    O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), vice-líder do PL, disse que o Brasil tem o ambiente favorável para receber datacenters de todo o mundo. “Somos campeões em energias renováveis, temos água em abundância, e vamos gerar tecnologia e desenvolvimento”, afirmou.

    Ele defendeu que haja uma alteração no texto para beneficiar a indústria brasileira para produzir materiais para os datacenters. “A gente precisa de uma contrapartida para beneficiar a indústria nacional, na Zona Franca de Manaus, em São Paulo, na Bahia. Fizemos um acordo para fazer esse ajuste no Senado”, declarou.

    Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), só atrair capital financeiro sem regras rígidas de comportamento da indústria no Brasil pode ter um efeito contrário do que se pretende. “Tenho um projeto que regula o consumo de água dos datacenters que, como sabemos, é muito elevado, maior que muitas cidades brasileiras.”

    Porém, o deputado Ricardo Galvão (Rede-SP) afirmou que os datacenters modernos são alimentados por circuitos fechados de água, ou seja, que usam o mesmo volume de água para manter os servidores refrigerados. “Sem os datacenters nacionais, o programa brasileiro de inteligência artificial não caminha”, disse.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • “BBB26”: Após viral com Ana Paula, “World Hold On” ganha impulso nos streamings

    “BBB26”: Após viral com Ana Paula, “World Hold On” ganha impulso nos streamings

    Canção celebrada pela sister durante festa caiu no gosto do público e entrou nos charts nacionais pela primeira vez

    Ela ficou sozinha na pista, mas ganhou a internet inteira. Ana Paula Renault viralizou após protagonizar uma cena marcante em uma das festas do “BBB26″: ao som de “World Hold On”, a sister seguiu dançando no centro do espaço mesmo depois dos integrantes do grupo de Cowboy se afastaram ao perceber sua chegada. O momento espontâneo rapidamente tomou conta das redes sociais e atravessou fronteiras — com reflexos diretos nas paradas musicais. Pela primeira vez, “World Hold On (Children Of The Sky) – FISHER Rework” entrou no Top 200 do Spotify Brasil, estreando na 183ª posição.

    Em outras plataformas, o impacto foi ainda maior. No Apple Music Brasil, duas versões da faixa apareceram no Top 100: #70 para “World, Hold On” (feat. Steve Edwards), com avanço de 101 posições, e #100 para o rework assinado por FISHER, que subiu 96 colocações.

    Veja as fotos

    “BBB26”: Após viral com Ana Paula, “World Hold On” ganha impulso nos streamingsBBB

    BBB

    “BBB26”: Após viral com Ana Paula, “World Hold On” ganha impulso nos streamingsBBB

    Foto/Instagram

    Equipe de Ana Paula reage após Babu questionar problema na colunaFoto/Instagram

    Reprodução: Globo

    Ana Paula Renault fala o que pensa sobre Fiuk no “BBB26” e cantor reage às acusaçõesReprodução: Globo

    Reprodução / Globo

    Ana Paula RenaultReprodução / Globo


    A repercussão chegou ao próprio Bob Sinclar. Na segunda-feira (23/2), o DJ compartilhou o vídeo em suas redes sociais e fez questão de demonstrar carinho pelo público brasileiro. “Brasil sempre no meu coração. ‘World Hold On’ keeps shining (continua brilhando)”, escreveu.

    Em outra publicação, ele seguiu interagindo com os fãs e entrou no clima da brincadeira: “Será que eu deveria participar da próxima edição do Big Brother?”.

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  • Motta diz que aprovação do Redata vai estimular geração de emprego, renda e tecnologia no Brasil – Notícias

    Motta diz que aprovação do Redata vai estimular geração de emprego, renda e tecnologia no Brasil – Notícias

    25/02/2026 – 01:27  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Hugo Motta na sessão do Plenário que aprovou o projeto de lei

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a aprovação da proposta que cria incentivos fiscais para datacenters (Redata) estimulará a geração de emprego, renda e tecnologia. “Para que o Brasil possa aproveitar toda a potencialidade que tem de energia limpa e renovável e se desenvolver. Teremos oportunidade de aproveitar mais a matriz energética que nosso país tem e ajudarmos no crescimento do Brasil”, disse.

    O Projeto de Lei 278/26 foi aprovado pelo Plenário da Câmara na madrugada desta quarta-feira (25) e seguirá para o Senado.

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Motta elogia aprovação do projeto antifacção e espera votar PEC da Segurança na semana que vem – Notícias

    Motta elogia aprovação do projeto antifacção e espera votar PEC da Segurança na semana que vem – Notícias

    25/02/2026 – 01:20  

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Hugo Motta: “aprovamos a medida mais dura de enfrentamento ao crime organizado”

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou a aprovação do projeto de lei antifacção (PL 5582/25), que classificou como “a medida mais dura de enfrentamento ao crime organizado do nosso país”. O texto passou pelo Plenário da Câmara e seguirá para sanção.

    Motta também anunciou para a próxima quarta-feira (4 de março) a votação em Plenário da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/25). “Na semana que vem, estaremos votando a PEC da Segurança. O relator e o presidente da comissão especial deverão chamar sessão na próxima terça-feira e, na quarta, estaremos pautando no Plenário a votação da PEC, que será também uma medida estruturante para que o nosso país possa enfrentar o crime organizado”, disse.

    A PEC cria o Sistema Único de Segurança Pública, com o objetivo de integrar a atuação da União e dos estados no combate ao crime organizado.

    Projeto antifacção
    O presidente da Câmara afirmou que escolheu o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o projeto antifacção porque o parlamentar tem histórico de enfrentamento ao crime organizado e poderia trazer para a legislação a modernização e o endurecimento necessários para garantir mais segurança às famílias brasileiras.

    Motta destacou que há uma cobrança da sociedade “para que estejamos firmes porque o crime organizado se organizou ao longo dos anos, e o Estado não se organizou para fazer o enfrentamento necessário”. Ele informou que o texto teve o apoio de todos os secretários de Segurança Pública do país, além de associações de procuradores de Justiça e delegados.

    Reportagem – Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Câmara conclui votação do projeto de lei antifacção; texto segue para sanção – Notícias

    Câmara conclui votação do projeto de lei antifacção; texto segue para sanção – Notícias

    24/02/2026 – 23:40  
    •   Atualizado em 24/02/2026 – 23:53

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Na sessão do Plenário, deputados aprovaram versão final para o texto

    A Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto de lei antifacção, que aumenta as penas pela participação em organização criminosa ou milícia e prevê apreensão de bens do investigado em certas circunstâncias.

    O texto aprovado em Plenário nesta terça-feira (24) mantém a maior parte da versão elaborada pela Câmara no ano passado e rejeita a maioria das mudanças feitas pelo Senado. A proposta será enviada à sanção presidencial.

    O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou substitutivo ao Projeto de Lei 5582/25, do Poder Executivo. Esse texto, que segue para sanção, tipifica várias condutas comuns de organizações criminosas ou milícias privadas e atribui a elas pena de reclusão de 20 a 40 anos em um crime categorizado como domínio social estruturado. O favorecimento a esse domínio será punido com reclusão de 12 a 20 anos.

    Chamado pelo relator de Lei Raul Jungmann, em homenagem ao ex-ministro da Justiça recém-falecido, o projeto impõe várias restrições ao condenado por qualquer desses dois crimes (domínio ou favorecimento), como proibição de ser beneficiado por anistia, graça ou indulto, fiança ou liberdade condicional.

    Dependentes do segurado não contarão com auxílio-reclusão se ele estiver preso provisoriamente ou cumprindo pena privativa de liberdade, em regime fechado ou semiaberto, em razão de ter cometido qualquer crime previsto no projeto.

    As pessoas condenadas por esses crimes ou mantidas sob custódia até o julgamento deverão ficar obrigatoriamente em presídio federal de segurança máxima se houver indícios concretos de que exercem liderança, chefia ou façam parte de núcleo de comando de organização criminosa, paramilitar ou milícia privada.

    Já aquele que apenas praticar atos preparatórios para ajudar a realizar as condutas listadas poderá ter a pena reduzida de 1/3 à metade.

    O texto considera facção criminosa toda organização criminosa ou mesmo três ou mais pessoas que empregam violência, grave ameaça ou coação para controlar territórios, intimidar populações ou autoridades.

    O enquadramento vale ainda quando atacarem serviços, infraestrutura ou equipamentos essenciais e também se praticarem os atos destinados à execução dos crimes tipificados no projeto.

    Taxação excluída
    O relator do projeto, Guilherme Derrite, defendeu alguns pontos enviados pelos senadores, como a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado. Esse novo tributo, no entanto, foi retirado do texto por meio de um destaque do PP e deverá tramitar em outro projeto.

    O relator havia incluído no texto a taxação em 15% das apostas de quota fixa (bets). A Cide-Bets seria cobrada até a entrada em vigor do Imposto Seletivo previsto na reforma tributária para 2027, e o dinheiro financiaria também a construção e a modernização de presídios.

    O destaque do PP retirou ainda normas de regularização de impostos devidos e não pagos por empresas de bets nos últimos cinco anos a partir de autodeclaração enviada à Receita e medidas adicionais de fiscalização dessas empresas pelo setor financeiro.

    Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Guilherme Derrite, relator do projeto

    Poderão ser aplicadas, no que couber, regras específicas de apuração, investigação e obtenção de prova previstas para crimes de organização criminosa em relação aos crimes listados no projeto.

    Foi retirada do texto mudança em atribuição da Polícia Federal, um dos pontos considerados polêmicos da proposta. A PF também continua responsável, com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, pela cooperação internacional nas esferas policial ou de inteligência quando os crimes tiverem envolvimento com organizações estrangeiras.

    Acordos, tratados, convenções e princípios de reciprocidade internacionais serão observados para fins de investigação, extradição e recuperação de ativos, por exemplo.

    Debate em Plenário
    Parlamentares da base do governo e da oposição defenderam a aprovação do texto, fruto de acordo entre o Executivo e o relator, deputado Guilherme Derrite. Porém, deputados da base elogiaram o texto original e a versão aprovada no Senado, enquanto deputados da oposição preferiram a redação aprovada na Câmara em novembro de 2025.

    A deputada Maria do Rosário (PT-RS), vice-líder do governo, afirmou que o projeto enviado pelo governo foi descaracterizado inicialmente na Câmara e foi melhorado no Senado. “Vamos admitir que o trabalho de Alessandro Vieira [relator no Senado] foi positivo. Vamos admitir que o relator Derrite fez avanços em diálogo com as lideranças garantindo que as facções poderão ser melhor enfrentadas”, disse a parlamentar.

    A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que o primeiro texto aprovado pela Câmara era muito problemático para a sociedade brasileira. “Nosso papel agora é a redução de danos daquilo que a gente considera ser um texto melhorado”, declarou.

    Para o líder do PSB, deputado Jonas Donizette (SP), o texto foi aperfeiçoado com pontos positivos da Câmara e do Senado. “O importante é ter um instrumento legal que faça o combate ao crime organizado, que tipifique as quadrilhas e as facções criminosas”, disse.

    Já o líder do Psol, deputado Tarcísio Motta (RJ), considerou que, apesar das mudanças do relator, ainda há trechos do texto que podem criminalizar moradores de favela. “Queremos criminalizar o artista do funk e achar que assim vamos combater o crime organizado? Pois não é. Crime organizado se combate retirando poder econômico e político”, afirmou.

    Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), o projeto é o texto que a população espera do Congresso que, segundo ele, vem sendo omisso sobre segurança pública há muitas décadas. “Estamos dando um passo fundamental no combate de fato às organizações criminosas. O criminoso sabe que, se cometer crime, ele terá a mão pesada do Estado.”

    O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), vice-líder do PL, destacou que o projeto vai ser “o pontapé inicial” para retirar organizações criminosas da política. “Este projeto de endurecimento da pena, com artifícios para buscar os recursos das organizações criminosas e o fortalecimento das nossas polícias, vai ser a virada do jogo.”

    O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Minoria, disse que o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro, vive uma guerra civil não declarada. “O Derrite fez um relatório brilhante para realmente combater o crime organizado. E nós vimos, lá no Senado, um relator que quis trazer mudanças que afrouxavam novamente todas as medidas para combater o crime organizado.”

    Taxação das bets
    Vários deputados da base do governo criticaram a aprovação de destaque para retirar a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado.

    Segundo o deputado Bohn Gass (PT-RS), tirar a taxação das bets é favorecer o crime. “Precisamos ter estrutura para combater o crime e asfixiar os poderosos e os criminosos de colarinho branco do andar de cima”, afirmou.

    O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a cobrança traria R$ 30 bilhões para a segurança pública. Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), “é gravíssimo retirar a possibilidade de taxação das bets”. “Isso é ser conivente com o crime”, avaliou.

    Para o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), a Câmara se curvou ao lobby das bets. “Esta turma tem de dar uma contrapartida, já basta a destruição que estão fazendo nas famílias brasileiras. Agora não vai contribuir com a segurança pública?”, questionou.

    Mais informações em instantes

    Assista ao vivo

    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

    Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
    Edição – Pierre Triboli

    Créditos da Matéria Câmara dos Deputados

  • Santa Maria celebra 33 anos com conquistas em infraestrutura e educação

    Santa Maria celebra 33 anos com conquistas em infraestrutura e educação

    Santa Maria celebra 33 anos com conquistas em infraestrutura e educação

    Sessão Solene reuniu lideranças locais, parlamentares e o GDF na Escola Técnica de Santa Maria

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal celebrou os 33 anos de Santa Maria durante sessão solene realizada na noite de segunda-feira (23), na Escola Técnica de Santa Maria. Iniciativa da deputada Jaqueline Silva (MDB), o evento reuniu moradores, lideranças comunitárias e autoridades das áreas de segurança, educação e saúde.

    Durante discurso de abertura da cerimônia, Jaqueline Silva enfatizou o investimento em infraestrutura na cidade, incluindo reforma de escolas, construção de creches e a criação de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) na região. “Nosso mandato se envolveu em diversas ações para que pudéssemos celebrar os 33 anos com grandes conquistas para essa cidade, que tem homens e mulheres trabalhadores, jovens e crianças com potenciais incríveis”, salientou. Também presente no evento, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), compartilhou sua trajetória política associada à Santa Maria.

    Além dos aspectos de saúde e infraestrutura urbana, o professor Claudinei Formiga Cabral, que coordena a Regional de Ensino de Santa Maria, ressaltou a qualidade de ensino das escolas da região, destacando o desempenho positivo das instituições no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). “Qualquer pessoa que entrar hoje em uma escola de Santa Maria vai ver que muitas escolas particulares vão ter que suar para chegar ao nível de uma das nossas escolas, não só na estrutura, mas também no pedagógico”, enfatizou.

    Ao fim da solenidade, personalidades e representantes da comunidade local receberam moções de louvor. O encontro contou com a presença de Josiel França Penha Neto, administrador regional de Santa Maria; da Coronel Estefânia Calado Cavalcante; do delegado-chefe da 33ª Delegacia de Polícia Civil do DF, Mário Henrique Garcia Jorge; e de Denise Bastos, presidente do Conselho Regional de Saúde Sul do Gama e de Santa Maria.

    O evento foi transmitido pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e está disponível no canal da CLDF no YouTube.

     

     

    Agência CLDF de Notícias